Transporte marítimo: o impacto da Covid-19 e tensões políticas ameaçam o futuro

AGCS transporte maritimo

As consequências do coronavírus e uma desaceleração econômica continuada podem ameaçar a melhoria da segurança a longo prazo e desencadear um aumento nas perdas devido a medidas para redução de custos, tripulação fatigada, embarcações ociosas e ineficiente resposta à emergências

Fonte: AGCS

As grandes perdas na navegação estão em seu nível mais baixo, tendo caído mais de 20% em relação ao ano anterior, segundo o estudo da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS), Safety & Shipping Review 2020. No entanto, a crise do coronavírus pode comprometer melhorias de segurança feitas no setor em 2020 e além, pois condições operacionais difíceis e uma forte desaceleração econômica apresentam um conjunto único de desafios.

“O coronavírus atingiu o segmento do transporte marítimo em um momento difícil já que busca reduzir suas emissões, há ainda questões como mudança climática, riscos políticos, pirataria e é um setor que lida com problemas constantes como incêndios nas embarcações”, diz Baptiste Ossena, líder global de seguros de casco AGCS. “Agora, o setor também enfrenta a tarefa de operar em um mundo muito diferente, com as incertas implicações econômicas e de saúde pública da pandemia.”

O estudo anual da AGCS analisa perdas acima de 100 toneladas brutas (GT) e também identifica 10 desafios da crise do coronavírus para o setor da navegação que podem afetar a segurança e o gerenciamento de riscos. Em 2019, foram relatadas 41 perdas totais de navios em todo o mundo versus 53 no ano anterior. Isso representa um declínio aproximado de 70% em 10 anos e é resultado de esforços sustentados nas áreas de regulação, treinamento e avanço tecnológico, entre outros. Mais de 950 perdas foram relatadas desde o início de 2010.

Desafios do Coronavírus

O setor de navegação continuou a operar durante a pandemia, apesar das disrupções nos portos e das mudanças nas tripulações. Embora qualquer redução nas viagens devido a restrições de coronavírus possa diminuir a atividade de perda nesse meio tempo, o relatório destaca 10 desafios que podem aumentar os riscos. Entre eles estão: 

• A incapacidade de mudar de tripulação está afetando o bem-estar dos marinheiros, o que poderia levar a um aumento no erro humano a bordo dos navios.

• A interrupção da manutenção e serviços essenciais aumenta o risco de danos às máquinas, que já é uma das principais causas de sinistros em Marine.

• Vistorias oficiais e inspeções portuárias reduzidas ou atrasadas podem levar a práticas não seguras ou a equipamentos defeituosos não serem detectados.

• Danos e atrasos na carga passam a ser mais comuns, uma vez que as cadeias de abastecimento estão sob pressão.

• A capacidade de responder rapidamente a uma emergência também pode ser comprometida com consequências para incidentes importantes que dependem de suporte externo.

• O número crescente de navios de cruzeiro e petroleiros em lay-up em todo o mundo representa exposições financeiras significativas, devido à ameaça potencial de condições climáticas extremas, pirataria ou riscos políticos. 

“Proprietários de navios também enfrentam pressões de custo adicionais devido a uma desaceleração da economia e do comércio”, diz o capitão Rahul Khanna, diretor global de consultoria de risco em Marine AGCS. “Sabemos, por crises já ocorridas no passado, que os orçamentos para tripulação e manutenção estão entre as primeiras áreas que podem ser cortadas e isso pode afetar a operação segura de embarcações e máquinas, potencialmente causando danos ou avarias, o que, por sua vez, levaria a encalhamento ou colisões. É crucial que os padrões de segurança e manutenção não sejam afetados por nenhuma crise.”

Principais locais de perdas e navios mais afetados

De acordo com o relatório, a região do Sul da China, Indochina, Indonésia e Filipinas continua sendo o principal local de perdas, com 12 embarcações em 2019 e 228 na última década – uma em cada quatro perdas globais. Alto volume de comércio, rotas de navegação movimentadas, frotas mais antigas, exposição a tufões e questões de segurança em algumas rotas domésticas de balsa são fatores que contribuem para esses números. No entanto, em 2019, as perdas diminuíram pelo segundo ano consecutivo. O Golfo do México (4) e a Costa Oeste da África (3) estão em segundo e terceiro lugares.

Os navios cargueiros (15) representaram mais de um terço das perdas no ano passado, enquanto as naufrágios (afundados) foram a principal causa de todas as perdas totais, representando três em cada quatro (31). O mau tempo foi responsável por uma em cada cinco perdas. Problemas com transportadores e navios roll-on / roll-off (Ro-Ro) continuam entre as principais questões de segurança. O total de perdas envolvendo Ro-Ros aumentou ano a ano, além de incidentes menores (+ 20%) – uma tendência que continua em 2020.

“O aumento no número e na gravidade dos sinistros de navios Ro-Ro é preocupante. Eles podem estar mais expostos a incêndios e problemas de estabilidade do que outros navios ”, diz Khanna. “Muitos têm inversões rápidas nos portos e várias investigações de acidentes revelaram que as verificações de estabilidade antes da partida não foram realizadas como deveriam ou foram baseadas em informações imprecisas da carga. Muitas vezes considerações de ordem comercial colocaram em risco embarcações e tripulações e é vital que isso seja abordado em terra e a bordo.”

Pequenos incidentes vêm crescendo 

Enquanto o total de perdas continua apresentando uma tendência positiva, o número de incidentes reportados (2.815) aumentou 5% ano a ano, devido a danos nas máquinas, que causaram mais de um em cada três (1.044). O aumento de episódios nas águas das Ilhas Britânicas, Mar do Norte, Canal da Mancha e Golfo da Biscaia (605) fez com que essas regiões substituíssem o Mediterrâneo Oriental como o nº1 do ranking pela primeira vez desde 2011, representando um em cada cinco incidentes no mundo. 

“Não podemos perder de vista o fato de que, embora as perdas totais tenham diminuído significativamente, o número total de incidentes aumentou ano a ano”, diz Ossena. “Não é preciso muito para que um incidente grave resulte em uma perda total e, portanto, os sinais de alerta estão ali.”

Houve quase 200 incêndios reportados em navios no ano passado, um aumento de 13%, com cinco perdas totais somente em 2019. Cargas mal declaradas são uma das principais causas. Tomar medidas para resolver esse problema é vital, pois ele só piora à medida que as embarcações se tornam maiores e a variedade de mercadorias transportadas cresce. Produtos químicos e baterias são cada vez mais transportados em contêineres e representam um sério risco de incêndio se forem declarados ou armazenados incorretamente.

Tensões geopolíticas e a tecnologia impactam a segurança da navegação

Enquanto isso, os eventos no Golfo de Omã e no Mar da China Meridional mostram que a rivalidade política está também em alto mar e o transporte marítimo continuará sendo atraído para as disputas geopolíticas. O aumento do risco político e dos conflitos civis em todo o mundo tem implicações no transporte marítimo, como a capacidade de proteger tripulações e acessar portos com segurança. Além disso, a pirataria continua sendo uma grande ameaça, com o Golfo da Guiné ressurgindo como principal foco global, com a América Latina vendo o aumento do assalto à mão armada e reaparecendo também no Estreito de Cingapura. 

Proprietários também estão cada vez mais preocupados com a perspectiva de conflitos cibernéticos. Há um número crescente de ataques de spoofing por GPS em navios, particularmente no Oriente Médio e na China, enquanto há relatos de um aumento de 400% nas tentativas de ataques cibernéticos no setor marítimo desde o surto de coronavírus.

Navegação fluvial: perigos na Amazônia

No Brasil, um dos principais parques industriais do país está localizado em Manaus, Amazonas, no norte brasileiro, local onde o transporte de cargas e pessoas é majoritariamente feito através dos rios da região. 

“Durante os 5 dias em que uma carga habitualmente leva para sair do norte e chegar aos grandes centros consumidores no sudeste, balsas transportando os mais diversos tipos de produtos vêm experimentando um aumento no número de ações criminosas de roubo de carga e uma preocupação também com colisões, seja com bancos de areia ou outras embarcações, muitas delas irregulares”, afirma Egleson Ferreira, consultor de risco em marine AGCS América do Sul. 

Em mais de 50 anos de atividade industrial na região Amazônica, os desafios do distrito industrial para escoamento da carga pouco mudaram. As mercadorias, em sua maioria, são transportadas em carretas desde as unidades fabris em Manaus até portos da cidade onde embarcam em balsas que levam 5 dias até a cidade de Belém do Pará. Lá, incia-se o trajeto rodoviário por mais 3 dias até a região sudeste brasileira.

Apesar dos desafios, o transporte fluvial ainda é mais rápido quando comparado ao transporte marítimo – que prolongaria o trajeto em cerca de 10 dias – e mais barato do que o transporte aéreo.

Outros temas abordados no AGCS Safety & Shipping Review incluem:

·         Metas para reduzir as emissões definirão o risco para a navegação nos próximos anos. O objetivo de reduzir pela metade as emissões de CO2 até 2050 exigirá que o mercado altere radicalmente combustíveis, tecnologia de motores e até o design das embarcações. Desde 1º de janeiro de 2020, os níveis permitidos de enxofre no óleo combustível marítimo foram reduzidos. No entanto, estar em conformidade não é simples e os problemas de adequação podem levar a um aumento nos sinistros de danos às máquinas. Por fim, a descarbonização também terá implicações regulatórias, operacionais e de reputação. O progresso na abordagem das mudanças climáticas pode estagnar com o foco agora na pandemia do coronavírus. Isso não pode acontecer.

·         As novas tecnologias não fazem milagres, mas são uma ferramenta cada vez mais útil: A tecnologia de transporte marítimo pode ser positiva para a segurança e no caso de sinistros, e vem sendo cada vez mais usada para combater alguns dos riscos destacados no relatório – desde reduzir a ameaça de incêndio em embarcações, monitorar a temperatura da carga até integrar sistemas de supressão a drones no futuro. O aumento do uso de sistemas de controle industrial para monitorar e manter os motores pode reduzir significativamente os danos às máquinas e os incidentes de avaria, uma das maiores causas atuais de sinistros.

·         Navios azarados – Os navios mais propensos a acidentes do ano passado foram duas balsas nas ilhas Gregas e um graneleiro na América do Norte, todos envolvidos em seis incidentes diferentes.

Fundo para seguro de crédito do BNDES poderá emprestar até R$ 100 bi

O banco tem expertise para fazer a transição do empréstimo para o seguro-fiança. E o marco inicial a gente vai comemorar na próxima semana”, informou Montezano

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, declarou nesta quarta-feira (15) que o próximo passo para a instituição será atuar mais diretamente em seguros e fianças, informa o Valor Econômico.

O executivo do banco de fomento afirmou, durante live organizada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), que um fundo com essa finalidade poderia emprestar até R$ 100 bilhões.

“O BNDES é muito conhecido pelos financiamentos. No último ano a gente botou de pé o BNDES serviços, que faz modelagens para os governos federal e estadual. O próximo passo da nossa estratégia é o BNDES atuar mais diretamente em seguros e fianças, assumindo riscos sem necessariamente desembolsar”, destacou Montezano.

O presidente do banco de desenvolvimento definiu a estratégia como transformacional. Nesse sentido, o executivo afirmou que a escolha parte do diagnóstico de que o grande gargalo do mercado de crédito, atualmente, é quem assume o risco do crédito.

“Vai ser um fundo de seguro de crédito com o potencial de emprestar até R$ 100 bilhões para micro, pequenas e médias empresas, se a demanda conseguir suportar isso. Um fundo todo gerido e operacionalizado pelo BNDES. O banco tem expertise para fazer a transição do empréstimo para o seguro-fiança. E o marco inicial a gente vai comemorar na próxima semana”, informou Montezano, se referindo ao Programa Emergencial de Acesso ao Crédito.

O presidente do BNDES também afirmou que o governo federal discute a modelagem de acesso para exportadores. “Tem a linha de guichê único, que é o exim bank, e tem a linha para fazer de forma separada o seguro e o financiamento. É exatamente isso que está sendo debatido hoje no governo e o BNDES vai atuar conforme política publica que for decidida”, detalhou Montezano.

A instituição não atuava no segmento de seguro de crédito pois o Brasil nunca teve esse produto, como em outros países. “Apesar da burocracia, estamos em fase final da aprovação do melhor formato para o FGI [Fundo Garantidor para Investimentos]”. A ferramenta tem como objetivo facilitar a obtenção de crédito para micro, pequenas e médias empresas, empreendedores individuais, cooperativas e caminhoneiros autônomos.

O BNDES planeja operações de até R$ 10 milhões para cada cliente. “O FGI veio para ficar. Vai ser operado durante a crise e depois permanecerá porque melhora o risco retorno da operação e faz aumentar a competição bancária”, afirmou Montezano.

Reservas da capitalização crescem 2,3% e atingem R$ 30,1 bilhões até maio

Fenacap

Fonte: FenaCap

Entre janeiro e maio,  as reservas da capitalização, constituídas pelos recursos de clientes que possuem títulos de capitalização ativos, cresceram 2,3%, atingindo R$ 30,1 bilhões, movimento que tem se mostrado consistente, mesmo em meio à pandemia da Covid-19. 

O indicador, divulgado pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), com base nas estatísticas da Susep,  evidencia, de um lado, uma característica própria do setor: a contratação de um título de capitalização prevê pagamentos que se estendem no tempo, podendo chegar a até 60 meses, caso de alguns produtos da modalidade Tradicional, carro-chefe do setor, com uma fatia de mais de 70% do mercado; de outro lado, esse desempenho sinaliza  que os clientes têm procurado manter as suas economia s guarda das diante de um cenário de incertezas a sobre a evolução da crise sanitária, ainda sem um desfecho previsível, observa o presidente da FenaCap, Marcelo Farinha.   
Ajudam a compor essa análise os indicadores de faturamento e resgates. No acumulado até maio, a receita atingiu R$ 8,8 bilhões, apresentando um recuo de 7% em comparação aos mesmos meses do ano passado. Mas a entrada líquida de recursos superou o volume de resgates finais e antecipados no período, que somaram R$ 7,6 bilhões, com crescimento de apenas 2,3 % em relação a 2019, o que corrobora a avaliação sobre o comportamento mais cauteloso dos consumidores. 
“Verificamos em maio alguns sinais de recuperação da atividade econômica frente à fase mais aguda do início da pandemia, o que deverá se confirmar no fechamento dos números do semestre, embora o nível de incertezas permaneça elevado”, pondera Marcelo Farinha, acrescentando no entanto, que as expectativas melhoraram também com as notícias de que uma vacina contra o novo coronavírus possa estar disponível até o fim desse ano. 
Sorteios: mais de R$ 400 milhões pagos a clientes contemplados
As premiações de títulos de capitalização somaram R$ 402,8 milhões no período. “Isso representa, junto a resgates finais e antecipados, uma injeção de mais de R$ 8 bilhões na economia”, destaca Farinha, o que reforça a importância social e econômica do setor. 
A FenaCap, inclusive, para que não houvesse descontinuidade no pagamento de prêmios, vem realizando sorteios substitutos à extração da Loteria Federal, referência para premiação de títulos de capitalização, desde 26 de março, quando a Caixa Econômica suspendeu a modalidade, em razão da pandemia. A Caixa retomou as extrações de sábado no último dia 4 de julho, mas os sorteios substitutos às extrações das quartas-feiras continuarão sob a responsabilidade da FenaCap até setembro”, assegura o presidente da Federação.  

IRB Brasil RE testa colaboradores e familiares para covid-19

Até sábado (18/07), devem ser aplicados mais de dois mil testes rápidos, do tipo IgG e IgM, em clínicas localizadas no Rio de Janeiro e São Paulo

Fonte: IRB

O IRB Brasil RE está testando os cerca de 450 colaboradores e seus familiares para covid-19. Até sábado (18/07), devem ser aplicados mais de dois mil testes rápidos, do tipo IgG e IgM, em clínicas localizadas no Rio de Janeiro e São Paulo. Com base nos resultados, o ressegurador espera traçar um panorama de quem já teve contato com o novo coronavírus, considerando a existência de casos assintomáticos.

“Estamos vivendo um momento inédito e a quantidade de novas informações que são divulgadas diariamente é grande. A decisão de testar ajuda a tranquilizar os colaboradores diante desse cenário e nos fornece insumos para estudar, com cuidado, um possível retorno. Vale ressaltar que estamos trabalhando quase que integralmente no sistema de home office, com muito sucesso.  Apenas algumas equipes têm ido pontualmente, devido à natureza de suas funções, ao escritório”, diz o CEO do IRB e presidente do Conselho de Administração, Antônio Cássio dos Santos.

O IRB adotou o trabalho remoto no dia 16 de março.

Seguradora Zurich cresce 69%, para R$ 71,7 milhoes, em apólices de D&O

Fernando Saccon Zurich
Fernando Saccon

Com o resultado, a companhia firma liderança neste segmento, com 25% do mercado de D&O no país

Fonte: Zurich

A Zurich registrou aumento de 69,05% no volume de prêmios emitidos para apólices de responsabilidade civil de administradores (D&O), entre janeiro e abril deste ano. Foram R$ 71,7 milhões em prêmios contra R$ 42 milhões registrados, no mesmo período de 2019. Com o resultado, a companhia firma liderança neste segmento, com 25% do mercado de D&O no país, que movimentou R$ 290 milhões nos quatro primeiros meses do ano. 

A Zurich avançou também no segmento de seguros para riscos cibernéticos, saindo da quarta posição, em 2019, para o segundo lugar em abril deste ano. A participação da seguradora saltou de 7% no ano passado para 16% neste ano. O valor total de prêmios emitidos até abril foi de R$ 1,6 milhão, 6,67% superior a R$ 1,5 milhão registrado nos doze meses de 2019, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep). “O resultado vem do expressivo crescimento de 50% de emissões de novas apólices para grandes, médias e pequenas empresas de diversos segmentos econômicos”, afirma Fernando Saccon, superintendente de linhas financeiras e seguro garantia da Zurich no Brasil.

Artigo: Novo marco do saneamento resgata dívida social

Marcio Coriolano

por Marcio Serôa de Araujo Coriolano, economista e Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg)

Na década de 70 do século passado, o economista Edmar Bacha escreveu uma fábula à qual deu o título de “O Rei da Belíndia”. Tratava-se de um reino em cujo território conviviam realidades muito distantes: uma pequena parte rica e desenvolvida como a Bélgica, a maior parte muito pobre, como a Índia. O termo rapidamente firmou-se como metáfora da desigualdade brasileira, simbolizando inicialmente a crítica à política econômica concentradora de renda e, depois, à persistência de indicadores sociais inaceitáveis, mesmo em períodos de prosperidade econômica.

Entre esses indicadores, nenhum representa tão cabalmente a injustiça social que vigora na nossa Belíndia atual do que o saneamento básico – aí incluídos coleta, distribuição e tratamento de água, esgoto e lixo. É inevitável o espanto diante da constatação de que, apesar de todos os avanços conquistados pelo Brasil nessas cinco décadas, chegamos ao século XXI como um País que, em 2019, ostentava o 9º maior PIB do planeta, e onde um em cada dois brasileiros (104 milhões de pessoas) não tem acesso a esgoto tratado. O ranking 2020 do Instituto Trata Brasil mostra que, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – base 2018), o número de brasileiros sem acesso ao abastecimento de água corresponde ao triplo da população de Portugal. A coleta de esgoto não existe para um contingente que equivale ao dobro da população da Argentina.

No que tange ao lixo, 24% dos lares não contam com serviço de coleta, e em quase 3.000 cidades os lixões resistem, quando deveriam ter sido extintos em 2014, de acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos.  Se ainda havia algum questionamento sobre a prioridade necessária a esse tema, a pandemia da Covid-19 não deixa margem de dúvida. A realidade tem mostrado dados alarmantes, como a falta de acesso a água em boa parte dos lares e escolas do País, em um momento no qual a higiene é um dos principais fatores de contenção do número de casos.

Por esse motivo, a aprovação da Marco Regulatório do Saneamento (PL 4.162/2019) pelo Senado é uma excelente notícia. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) considera que a sanção do presidente Jair Bolsonaro, realizada em 15 de julho, representará um passo histórico para a superação de uma das maiores chagas do Brasil. Não tanto pelas metas – afinal, metas já foram estabelecidas anteriormente e jamais cumpridas. Mas pelo estabelecimento de regras capazes de dar segurança aos potenciais investidores nesse setor, que demanda recursos da ordem de R$ 500 bilhões para que o saneamento chegue a todos os brasileiros até 2033. O estímulo ao investimento privado através de licitação entre empresas públicas e privadas, o fim do direito de preferência a empresas estaduais e a cassação da concessão de quem não cumprir as metas estipuladas estão entre avanços que consideramos inegáveis. Digno de nota é também o papel coordenador da Agência Nacional de Águas (ANA), que organizará e dará transparência à intrincada rede de 52 agências reguladoras locais e regionais de saneamento, o que gera incertezas e afugenta investidores.

Os impactos positivos do novo marco regulatório são inegáveis. Estima-se que até o fim dos prazos estipulados para a universalização do saneamento básico, sejam gerados no Brasil 700 mil empregos em obras de infraestrutura específica para esses serviços. Diante da escalada recente do desemprego, este é, evidentemente, um dos motivos para comemorarmos o novo marco regulatório. No entanto, a universalização do saneamento básico terá impactos que ainda não foram devidamente sublinhados, inclusive sobre o setor de seguros. Muito tem sido dito sobre a importância – inegável – do saneamento sobre o sistema público de saúde. Ocorre que essa triste realidade atinge todo o sistema. Os serviços médicos privados também são cotidianamente sobrecarregados no atendimento a doenças provocadas pelas deficiências do saneamento, o que pressiona os custos dos seguros de saúde.

Por outro lado, serviços universalizados e de boa qualidade reduzem doenças, diminuindo também a pressão sobre o atendimento. Ao longo do tempo, poderão contribuir para o equilíbrio financeiro do setor de seguros, em benefício de todos. Outra consequência pouco abordada da falta de saneamento é que esgoto e lixo jogados em canais, rios e lagoas provocam assoreamento e facilitam grandes inundações após chuvas intensas. Isso impacta o custo dos seguros patrimoniais, como os de automóveis e os residenciais. Essa mesma realidade torna difícil estabelecer as curvas de normalidade essenciais aos chamados seguros paramétricos, nos quais as seguradoras arcam com os custos decorrentes de eventos extraordinários. 

A CNseg lembra, ainda, que foi aprovado na Câmara e está no Senado o Projeto de Lei 6814/2017 (apensado ao PL 1292/1995), que prevê alterações na Lei de Licitações, com a adoção de seguro garantia obrigatório para obras acima de R$ 100 milhões, e ampliação da garantia para 30% do valor do empreendimento. O porte das obras necessárias ao atingimento das metas estabelecidas pelo novo marco regulatório do saneamento reforça a importância desse projeto.

O Brasil vive um momento de desafios gigantescos, em que o horizonte frequentemente aparece toldado por incertezas. Consciente das dificuldades, a CNseg confia na capacidade de recuperação de um País que superou tantos outros obstáculos no passado. Nos 50 anos que se passaram entre a fábula de Belíndia e hoje, redemocratizamos o Brasil, derrotamos a hiperinflação, resistimos a grandes terremotos financeiros internacionais, fizemos as reformas trabalhista e da Previdência e avançamos na regulação de serviços essenciais, como energia, telefonia e saúde. A aprovação do marco regulatório do saneamento é mais um passo na construção do País que desejamos, economicamente forte e socialmente justo.

Tokio Marine entra no mercado de seguro para motos

Seguradora oferece um portfólio diversificado de coberturas, que atende os condutores dos mais variados perfis

Fonte: Tokio Marine

A Tokio Marine amplia neste mês a oferta de seguros para o segmento de motocicletas. A Companhia passa a disponibilizar coberturas básicas contra colisão, incêndio, roubo e furto, além de Assistência 24h e Responsabilidade Civil (RCV-F) a diversos modelos, que vão desde as mais urbanas e funcionais scooters até as motocicletas de alto desempenho e customizadas.

“Sabemos que esse é um mercado em expansão, uma vez que as pessoas estão em busca de alternativas de mobilidade cada vez mais eficientes e baratas. Queremos levar nossa expertise e qualidade a esse público, que em muitos casos já conhece a Tokio Marine, e está em busca de uma alternativa de proteção e segurança para complementar suas opções de deslocamento no trânsito”, explica Luiz Padial, Diretor de Automóvel da Tokio Marine.

Estão aptos ao seguro modelos das montadoras Honda, Yamaha, BMW, Triumph, Suzuki, Kawasaki, KTM, Dafra e Harley-Davidson, cuja finalidade seja lazer e/ou locomoção diária. Ficam excluídas da oferta motocicletas cujo uso seja comercial, ou seja, destinado ao transporte e à entrega de objetos e mercadorias.

“Há pesquisas que demonstram que, em 45% dos municípios, principalmente nos mais distantes das metrópoles, o número de motos em circulação é superior ao número de carros. São regiões onde a motocicleta é o principal meio de transporte diário. A cobertura de Indenização Integral é perfeita para condutores com o perfil dessas cidades, que sabem a importância de estarem seguros no dia a dia, mas sem abrir mão de preços competitivos”, afirma Padial.

Artigo: O impacto da covid-19 sobre a solvência do setor de seguros

solvencia seguradoras

por Lúcio Anacleto e Joel Garcia, sócios de serviços financeiros da KPMG Brasil 

Embora os holofotes estejam direcionados para a liquidez do sistema bancário com diversas ações governamentais e de reguladores, uma questão que vem ganhando destaque nos Estados Unidos, Europa e Ásia Pacífico é a solvência do setor de seguros. Um tópico que envolve reguladores, analistas, companhias de seguros, a degradação de rating do setor pelas agências é um movimento natural perante a crise e, consequente, ao aumento da sinistralidade em diversos ramos de seguros. 

Solvência refere-se à capacidade de uma empresa cumprir compromissos financeiros de longo prazo e é também o índice que mede até que ponto os ativos cobrem compromissos para pagamentos futuros (passivos). Para grande parte das seguradoras, os índices de solvência, provavelmente, diminuirão como resultado dos mercados financeiros voláteis que afetam os ativos e passivos dessas empresas. Mas apenas o fato de os índices de solvência diminuírem não significa que haja um problema no setor de seguros. 

Embora não se perceba indicações, o risco de insolvência no setor certamente não é zero e essa situação traz alguns desafios para o primeiro plano. Existem vários pontos críticos que levam à insolvência. A primeira análise é sobre o nível de capitalização das companhias que, no Brasil, é avaliado pelo Índice de cobertura do capital mínimo requerido, ou seja, suficiência do patrimônio líquido ajustado. De acordo com as publicações recentes, até o início da pandemia tínhamos uma situação confortável. 

Uma pergunta atual é a seguinte: qual o impacto da volatilidade dos mercados financeiros nos índices de solvência? No momento, uma discussão à parte dos impactos no risco de subscrição (mortalidade, morbidade, catástrofes, prêmios e provisões). E embora as seguradoras de vida, e não vida de curto prazo, possuam carteiras de ativos significativas, as seguradoras exclusivamente de vida e de previdência são particularmente vulneráveis. Isso acontece em função das garantias de remuneração mínima de juros e atualização monetária existente nos passivos e da maior duração de carteiras de ativos para atender às responsabilidades de duração mais longa dos passivos de seguros. 

Alguns dos principais fatores de redução dos índices de solvência no lado do ativo são os seguintes: baixas taxas de juros, downgrade de rating de títulos, risco de crédito e volatilidade do mercado de ações. Companhias que possuem estratégia de hedge e ou derivativos poderão se beneficiar de compensações nesses períodos mais extremos de volatilidade, ainda que a opção de hedge possa ser cara. 

Os movimentos nas taxas de juros, em particular, geram mudanças nas taxas de desconto de passivos. Essas reduções levam a aumentos nas avaliações dos passivos e a um prolongamento do período de duração. A extensão em que os aumentos no passivo excedem as alterações nos valores dos ativos gera uma redução na situação de solvência. 

Em tempos de eventos extremos, as seguradoras deveriam evitar reações bruscas. Mover demais as carteiras de investimentos pode levar ao reconhecimento imediato de perdas, seguidas pelo risco de reinvestimento em um ambiente de taxa de juros reduzida. O monitoramento de estratégias e as mitigações de gerenciamento de ativos e passivos são práticas recomendáveis. Outra possibilidade é os cálculos de capital ou de solvência sofrerem alterações para métodos mais sofisticados ou complexos. As companhias podem fazer essas alterações por conta própria, por exemplo, nos modelos internos. 

No Brasil, o índice de solvência, no ano passado, foi de aproximadamente 200% com o segmento de seguros totalizando R$ 70 bilhões em patrimônio líquido ajustado frente ao capital regulatório de R$ 34 bilhões. Embora o setor de seguros em geral seja considerado como bem capitalizado por esse motivo, pode haver uma nova realidade em termos de níveis de capital a longo prazo, impactada pela redução do apetite a risco dos acionistas e ou ajustes propostos pelos reguladores. 

Os reguladores ao redor do mundo têm reagido de forma fluída e focado em fazer concessões às seguradoras para apoiar o setor em tempos difíceis. As concessões concentram-se em dar mais tempo para preparar relatórios e divulgações formais, reduzindo solicitações e investigações não essenciais e fornecendo algum alívio em países selecionados em torno dos próprios cálculos de capital ou atrasando os testes de estresse. A Autoridade Europeia de Seguros e Pensões Ocupacionais (EIOPA), por exemplo, chegou a comentar, em março deste ano, em meio à pandemia da covid-19 que testes recentes de estresse mostraram que o setor é bem capitalizado e capaz de reter choques graves, mas plausíveis, no sistema. Embora estejam ocorrendo concessões, os reguladores aumentaram pontos de contato e solicitações em duas áreas: resiliência dos negócios e atualizações em tempo real nos cálculos de solvência, até semanalmente ou mesmo diariamente em alguns casos. 

Finalmente, à medida em que a pandemia da covid-19 continua, criando desafio para a sociedade, empresas e governos, haverá mais pressões externas sobre as seguradoras, como na situação dos seguros de interrupção de negócios (DNOs), renegociação de cláusulas, mudanças nos modelos de negócios, inadimplência, fraudes, dentre outros. Há muitas lições aprendidas e mais ainda estão por vir, mas a solvência das seguradoras agora e no futuro é essencial para a estabilidade do sistema financeiro. Os aspectos de governança, gestão de riscos e comunicação com o mercado, seja por meio da divulgação de indicadores financeiros e contábeis, seja através da comunicação constante com a base de clientes sobre assuntos relevantes que afetam a proteção, são essenciais no momento. 

Série “O que mudou com o Covid-19”: Gente Seguradora

gente seguradora marcelo wais

O blog Sonho Seguro fez um levantamento sobre como as seguradoras têm lidado com as consequências da crise do novo coronavírus. A sexta entrevista desta série foi com Marcelo Wais, diretor da Gente Seguradora.

Quais as ações de voluntariado da seguradora em tempos de isolamento?

Tivemos várias iniciativas, sendo a mais importante disponibilizar todos os equipamentos do Gente Saúde por empréstimo, sem custo, para as demandas que o governo federal julgue necessárias, como respiradores e ambulâncias e infraestrutura disponível ao atendimento das pessoas contaminadas com o coronavírus (Covid-19). A crise foi bem administrada no Estado nos primeiros meses da pandemia, mas agora tem registrado números mais preocupantes. Estamos torcendo para que a doença fique sob o controle no Estado e que esta fase seja superada para que a economia regional possa se recuperar mais brevemente.

Qual a experiência de áreas tradicionalmente fixas no escritório, agora em homeoffice?

A companhia está trabalhando em regime de home office e plantões presenciais, inclusive assistência 24 horas. O governo federal do RS criou bandeiras para as diversas fases, da mais crítica até a volta à normalidade. Neste momento, em meados de julho, estamos com a bandeira vermelha, que permite que apenas 50% dos trabalhadores compareçam ao escritório da seguradora. Quando fechou tudo, em março, em 48 horas, numa operação quase de guerra, conseguimos viabilizar para que todos os funcionários trabalhassem em homeoffice, sem qualquer prejuízo para as operações e para as vendas da companhia. É um case de sucesso, pois antes da pandemia boa parte das pessoas já trabalhava em homeoffice. No entanto, a pandemia acelerou uma série de processos digitais. A volta será cuidadosa. Não acredito muito no revezamento de funcionários em homeoffice e presencial. Aposto mais na potencialidade de cada um. Pessoas que morem longe e com trabalho individualizado podem render mais em homeoffice. Ainda vamos fazer uma gestão mais apurada, com análise minuciosa para que a equipe possa performar da melhor forma possível.

Como as empresas estão mantendo a proximidade das equipes e se comunicando em tempos de isolamento?

Desde o primeiro dia de isolamento social criamos um grupo de gestão de crise e de risco e implantamos reuniões diárias com todos os funcionários para que possamos tomar as melhores decisões. Há um engajamento de 100% dos gestores da equipe na rotina da reunião diária. Temos o mesmo desempenho de antes, ou até melhor. Nosso nível de comercialização seguiu numa curva crescente, o que foi muito satisfatório neste período de crise. Mas acredito que se essa crise perdurar por muito tempo pode criar problemas e teremos de alinhar novas diretrizes.

Como minimizar o impacto nas vendas neste momento: campanhas, treinamentos on-line, incentivo de vendas, visitas virtuais?

A equipe comercial sempre foi muito próxima aos corretores presencialmente e agora virtualmente. Como trabalhamos com nichos específicos, que não foram afetados, como órgãos públicos e empresas de médio e grande portes não sentimos impactos nas vendas. Criamos nossa série de lives com corretores, com participação de cerca de 2 mil pessoa em cada evento. Falamos de assuntos diversos, pelo nosso canal no Instagram. No dia 10 de julho, por exemplo, realizamos a 15ª edição da Live da Gente sobre o seguro de automóveis e a perspectiva dessa modalidade para o futuro. Paulo Furst, da Belfaactus Corretora de Seguros, e Luiz Durek, da Volvo Corretora de Seguros, debateram o tema com um público estimado em 2 mil pessoas.

Com o distanciamento, eventos presenciais estão proibidos. Poderão ser online?

Toda a equipe comercial deixou de fazer visitas, substituídas por reuniões digitais. Os eventos presenciais foram cancelados e há na agenda previsto um workshop com corretores para novembro, que pode vir a ser cancelado, dependendo do controle da pandemia. Como não somos varejistas, nosso relacionamento é muito próximo com nossos corretores, com contatos praticamente diários, sem a realização de uma grande quantidade de eventos como é habitual em seguradoras que atuam no varejo.

Que tipo de ações acreditam que o governo poderia endereçar para ajudar o setor segurador?

O governo tem razoavelmente atendido às necessidades do que é possível. O mercado de seguros depende do Brasil conseguir dar a volta por cima de tudo isso. O setor se alimenta da Indústria, do Comércio. Não podemos falar em crescimento do setor ainda e sim em manutenção do mercado. A ajuda emergencial concedida pelo governo aos mais necessitados, que chegou a 40% da população acima de 18 anos, foi vital para manter a estabilidade social. No entanto, temos muitos desafios pela frente. Já tem economistas prevendo que m pouco tempo 50% da população ativa estará desempregada. Isso nos preocupa muito por diversos motivos. Para o setor de seguros, isso significa que os índices de violência tendem a aumentar, com fraude, roubos e mortes.

Diante das dificuldades sociais de uma grande parcela da população, há alguma ação junto a clientes para mitigar riscos de desordem social?

Estamos atentos a esta situação e possivelmente tenhamos de desenvolver programas de mitigação de riscos em relação a isso. Por ora, não temos nada, além de torcer para que a economia volte a crescer e gerar empregos.

A crise abre oportunidades. Há interesse em aquisições que possam surgir no pós covid?

A Gente Seguradora tem uma situação econômico financeira confortável. Não está no nosso radar fazer aquisições neste ano, mas estamos sempre atentos. Surgindo boas oportunidades, certamente iremos analisar.

Programa de voluntariado da AIG adere ao virtual para aulas a jovens sobre diversidade no mercado de trabalho

Fonte: AIG

Pelo quarto ano consecutivo, a seguradora AIG promove ações de voluntariado em parceria com a ONG Junior Achievement São Paulo, referência global em educação e empreendedorismo juvenil, ao conectar-se com estudantes e compartilhar experiências sobre o mercado do trabalho e desenvolvimento. Neste ano, a experiência será virtual, com sessões on-line lideradas por voluntários da AIG a jovens de 15 a 24 anos para tratar de temáticas ligadas à diversidade e inclusão e como essa conscientização se aplica hoje nos ambientes profissionais.  

Ao longo de julho e agosto, serão 12 aulas on-line com temas específicos ligados à questão de igualdade de gênero, direitos da comunidade LGBT+ e conscientização racial, sempre relacionados a temas atuais de interesse dos jovens em início de carreira e o mercado. Os voluntários, membros dos grupos de diversidade da AIG e executivos sêniores da seguradora, compartilharão conteúdos e práticas empresariais para mostrar oportunidades com mais inclusão e representatividade. O público será composto por estudantes de escolas públicas e aprendizes de instituições parceiras da Junior Achievement SP e da AIG.  

“É um grande orgulho para a AIG realizar mais essa ação em parceria com a Junior Achievement SP, reforçando a nossa cultura de engajamento social e diversidade, dentro e fora da empresa. Este ano será um pouco diferente, apenas com atividades virtuais, mas seguiremos abordando temas de interesse do jovem, com foco maior no desenvolvimento profissional, assim como já temos trabalhado com a ONG em outras edições”, afirma Fabio Protasio Oliveira, CEO da AIG no Brasil. 

Entre os temas apresentados pelos voluntários aos jovens estão: educação financeira e protagonismo; o fortalecimento da comunidade LGBT+ e seu impacto no mercado de trabalho; a desconstrução de vieses de gênero ou raciais, boas práticas empresariais e dicas para ingressar no mercado de trabalho etc. Jovens interessados em participar também podem inscrever-se aqui 

Voluntariado na AIG  – Anualmente, a AIG convida seus funcionários a participar de atividades voluntárias, seja em ações voltadas à educação, estas em parceria com a ONG Junior Achievement São Paulo, com aulas presenciais em escolas públicas e visitas de alunos ao escritório da AIG em São Paulo, ou por meio de iniciativas de doações e visitas a instituições de apoio a pessoas vulneráveis. Em 2019, foram cerca de 180 alunos impactados e duas instituições beneficiadas por doações. Neste ano, quatro instituições ligadas ao cuidado de idosos, população LGBT+ e famílias, foram beneficiadas. Com o voluntariado virtual, a expectativa é atingir 250 jovens. 

Diversidade na AIG – Com mais de 140 grupos de afinidade espalhados por 54 países em todo o mundo, a AIG tem um posicionamento firme na defesa da diversidade, inclusive na sua liderança global. Recentemente, em reação a atos de racismo, a companhia anunciou a doação de US﹩ 500 mil para instituições globais focadas em medidas antirrascistas. 

No Brasil, além do Diversitas LGBT & Aliados, a AIG possui outros dois grupos: Women@Work (WOW) – Mulheres e Aliados, focado no desenvolvimento profissional para as mulheres e equidade de gênero, e o DÆRC (Diversidade Étnico-Racial Consciente), cujo objetivo é ampliar e fortalecer as oportunidades à população negra, por uma sociedade mais justa e sem preconceitos. Juntos, os colaboradores da seguradora estão envolvidos em esforços para promover uma cultura inclusiva para todos. Dos 250 funcionários da AIG no Brasil, cerca de 20% (em torno de 50 pessoas) participam ativamente e de forma voluntária de algum grupo de diversidade.