Crescimento do VGBL provoca alta de 11,4% na arrecadação do setor segurador em maio; no ano, recuo de 5,6%

Nos cinco primeiros meses do ano, a arrecadação totalizou R$ 97,7 bilhões, retraindo-se 5,6% sobre o mesmo período de 2019

O efeito VGBL selou o desempenho positivo do setor segurador em maio. Com expansão de 49,7% no mês, o VGBL inverteu de queda para alta a arrecadação, saindo de 21,4% negativos em abril para expansão de 11,4% em maio. “É forçoso ressaltar que esse crescimento em maio foi devido exclusivamente ao avanço dos planos de acumulação VGBL. Sem este, teria havido recuo de 2,3% na arrecadação global de prêmios, e, ainda assim, esta taxa seria melhor que a registrada no mês antecedente  (-21,4%)”, assinalou o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, em seu editorial da nova edição da Conjuntura CNseg.

Segundo ele, “houve preferência extraordinária do direcionamento de poupanças acumuladas no período de comprometimento de mobilidade da população, ainda mais considerando que, inversamente, o mês de abril foi de perda líquida de receitas do VGBL”.

Nos cinco primeiros meses do ano, a arrecadação totalizou R$ 97,784 bilhões, retraindo-se 5,6% sobre o mesmo período de 2019. O comportamento no ano reflete os impactos da Covid-19 pelo segundo mês de exposição plena à pandemia do novo coronavírus. “Isto ocorre porque, como já viemos demonstrando, o bom desempenho da base de comparação de 2019 foi alavancado por taxas crescentes sistemáticas. Então, a arrecadação setorial de 2020, que se presume comprometida pelos efeitos circunstanciais da Covid-19, será sempre comparada com boa evolução das receitas do ano que passou”, explica Marcio Coriolano.

Para ele, pela ótica de 12 meses móveis, “a melhor medida tendencial, a inclusão do mês de maio – ainda que com o efeito extraordinário de aumento de receitas do VGBL – continua em marcha de desaceleração das taxas, como previsto. A taxa de crescimento no período encerrado em abril, positiva de 10,1%, deu novo mergulho para ainda positivos 6,7%, portanto uma perda de 3,4 pontos percentuais”.

O segmento de Danos e Responsabilidades observou taxa negativa de 5,2%. Marcio Coriolano ressalta que o comportamento dos diversos subsegmentos de seguros foi heterogêneo, o que mostra que a dinâmica da vida social e econômica afetada pelo coronavírus é influenciada de modo diverso pela mobilidade e preferência dos consumidores. O ramo de automóveis, por exemplo, depois de longo período, observou aumento de receitas (2,6%) e a Capitalização retomou a trajetória de alta em maio, de 2,6%, após o recuo 18% de abril.

O presidente da CNseg destaca também a solvência do setor de seguros, que, com o ingresso de mais R$ 78,7 bilhões de reservas, fez as provisões técnicas atingirem R$ 1,1 trilhão no ano.

Onda de otimismo com recuo da queda do PIB anima seguradores nesta semana

pedro simoes cnseg

A mediana das projeções do mercado para a variação do PIB brasileiro em 2020 foi revisada de baixa de 6,50% para queda de 6,10%, segundo o Relatório Focus

Acompanhar dia a dia o desenrolar dos indicadores econômicos do Brasil é uma rotina dos executivos do setor de seguros, que administra uma carteira de investimento superior a R$ 1,3 trilhão. Dois pontos relevantes sinalizados por Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras nesta semana com as projeções divulgadas no Boletim Focus, pelo Banco Central: preocupação com a atuação do BC na taxa Selic e como o governo vai atuar para retirar o auxilio emergencial oferecido aos mais necessitados durante a pandemia.

A mediana das projeções do mercado para a variação do PIB brasileiro em 2020 foi revisada de baixa de 6,50% para queda de 6,10%, segundo o Relatório Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada. “É certo que o auxilio emergencial tem uma participação fundamental na retomada do otimismo do mercado, ao atender cerca de 40% da população acima de 18 anos. O benefício deste enorme volume de dinheiro tem ajudado a revigorar vários indicadores. Com certa melhora, as projeções de queda do Produto Interno Bruto (PIB) recuam. O que nos preocupa agora é como o governo vai atuar para retirar este beneficio. Se por um lado ele tem um custo fiscal grande, por outro ele tem mantido o giro da economia neste período de pandemia que ainda traz volatilidade em termos de controle em alguns países, como Brasil e Estados Unidos”, explica.

Esta decisão do governo também influenciará o rumo da taxa básica de juros da economia. “O Banco Central tem sinalizado que está de olho na inflação, atualmente abaixo da meta de 4,25% ao ano, mas há certa preocupação por considerar que há um consumo represado que vai continuar aquecendo a economia e isso pode ter impactos na inflação”, disse.

Para as seguradoras, se por um lado a taxa de juros baixa estimula mais consumo — e boa parte deste consumo pede uma proteção financeira, seja na tomada do crédito como na compra de um bem como carro e residências –, por outro ela remunera quase a totalidade da carteira de investimentos das seguradoras, sendo uma receita importante para compor o preço dos produtos e também a rentabilidade da operação. “De fato, a boa notícia desta semana é que há uma onda de otimismo, como nos mostra o recuo da queda do PIB”.

Leia abaixo o acompanhamento semanal das expectativas econômicas feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg. Em breve, a análise estará disponível no portal da confederação.

Na última semana, os dados de atividade continuaram a mostrar, de maneira geral, um quadro mais favorável para a recuperação da economia depois do choque da pandemia da Covid-19. Apesar da consolidação de uma segunda onda de contágio nos Estados Unidos, com um claro aumento dos casos (principalmente em estados do Sul e do Oeste do país) e do risco de que o mesmo ocorra em outros países, variáveis como o número de novos casos têm sido menos observadas, enquanto o grau de ocupação dos leitos de tratamento intensivo passa a determinante na reabertura; e, seja por uma melhoria dos protocolos de tratamento ou por outra razão ainda não clara, esses números têm sido mais favoráveis.

No Brasil (como em outros países), há ainda uma clara heterogeneidade regional na dinâmica da epidemia. Por isso, um novo shutdown completo das economias parece improvável, ainda que regiões acometidas geralmente tenham que dar passos atrás no processo de reabertura. Com isso, as projeções para a retração da economia melhoraram pela segunda semana consecutiva. Como temos enfatizado, somam-se evidências de que, ainda que empresários relatem alguma dificuldade no acesso às linhas de crédito disponibilizadas para manter o caixa das empresas, o auxílio emergencial de R$ 600 e a MP 936, que flexibilizou os contratos de trabalho, foram fundamentais para sustentar parte significativa do trabalho formal e da renda – e portanto o consumo – de parte relevante da população, principalmente daqueles mais atingidos pela crise, os trabalhadores informais e outros segmentos mais vulneráveis.

A produção industrial (medida pela PIM-PF) de maio cresceu 7,0% frente ao mês anterior e a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), no mesmo mês, subiu 19,6% no seu conceito ampliado (que inclui venda de automóveis e materiais de construção). Mesmo o resultado fraco da Pesquisa Mensal dos Serviços (PMS; -0,9%), sinalizou melhora marginal.

Nesse cenário, a projeção mediana para a variação do PIB este ano subiu nesta semana de -6,50% para – 6,10%, com a projeção de crescimento no ano que vem sendo mantida em 3,50%. A projeção para a inflação oficial este ano, o IPCA, voltou a subir esta semana, de 1,63% para 1,72%, depois da divulgação do índice de junho mostrar que a inflação voltou ao terreno positivo, impulsionada principalmente pelo aumento da gasolina.

A projeção 2021, entretanto, manteve-se estável em 3,00%. Apesar desse aumento, as projeções continuam muito abaixo das metas de inflação estabelecidas pelo CMN. Assim, mesmo com o “risco” de que a atividade não caia tanto quanto esperado e do custo fiscal das medidas de contenção da crise, a mediana para a Selic ao final deste ano continua a indicar redução para 2,00% na reunião de agosto do Copom (com elevação para 3,00% até o final do ano que vem), mas isso pode mudar. No calendário econômico da semana, destaque para o IBC-Br, amanhã (14/07), encerrando as divulgações oficiais de dados de atividade para maio.

Fontes: SGS (BCB) e SIDRA (IBGE). Data de corte:13/07/2020
Notas: 1- dados até junho/20; 2- dados até maio/20; 3- dados até abril/20; 4- dados até março/20.
Vide nota de referência de período.

Seguros é destaque no mega evento da XP Investimentos

Grupo XP lançou plataforma de seguros e pretende estar entre as 10 maiores seguradoras do pais

Os desafios da transformação digital, as perspectivas para o futuro e o impacto das novas tecnologias na economia, na sociedade e no mundo dos investimentos serão alguns dos temas em pauta durante o Expert XP 2020, megaevento promovido pela XP Investimentos, que começa amanhã e segue até o fim da semana. Em sua décima edição este ano, o evento foi reformulado para acontecer 100% on-line, e contará com cerca de 70 debatedores e painelistas. As inscrições são gratuitas. No ano passado, a Expert XP atraiu cerca de 30 mil espectadores.

Seguros é um tema importante para o grupo, que abriu uma seguradora em marco de 2019 para atuar com previdencia e vida. Atua com uma plataforma, onde oferta produtos próprios e de concorrentes como Icatu, Porto Seguro SulAmérica e Zurich para levar diversidade aos clientes da maior plataforma de gestão de ativos. A meta é estar entre as dez maiores seguradoras do pais, segundo Roberto Teixeira, que tem como experiência mais de 20 anos no Itaú Unibanco, que detém 49,9% da XP desde 2018.

Até 2020, a XP quer estar entre as dez maiores seguradoras de previdência do país. Quem chegou para estruturar o negócio, já no segundo semestre de 2018, foi Roberto Teixeira, depois de uma carreira de mais de 20 anos no Itaú Unibanco – que teve aval regulatório para a compra de 49,9% da XP no ano passado.

Em junho deste ano, a XP comprou a DM10, um marketplace de seguros que conecta corretores à seguradoras. A transação permitirá à XP plugar os cerca de 1.000 corretores da DM10 nos seus sete mil agentes autônomos. Ao mesmo tempo, permite que os agentes autônomos tenham acesso a clientes da DM10 que até agora só compravam produtos de vida e previdência.

Inovação – O evento terá cobertura completa pelo jornal Valor Economico, que já traz hoje uma entrevista com Dan Ariely construiu um dos pilares da fintech de seguros Lemonade. Lançada em 2015, a empresa abriu capital (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Nova York em 2 de julho e registrou logo na estreia valorização de mais de 100% em suas ações, que saltaram de US$ 29 para US$ 61,20. Ele será um dos palestrantes do megaevento da XP, que começa amanhã.

Ele conta na entrevista ao Valor que a Lemonade sempre ganha 20%. “Nada mais. Nada menos. Independentemente de as pessoas solicitarem uma indenização ou não. E, se elas trapaceiam, quem estão trapaceando? A caridade favorita delas. O que fizemos aqui? Mudamos o conflito de consumidor e seguradora para consumidor e sua instituição de caridade favorita. E está funcionando. As pessoas estão percebendo que não temos conflitos de interesses. Não dizemos “confie em nós. Somos pessoas honestas”. Mas criamos uma estrutura em que, na prática, há menos fraudes em comparação a outras empresas. Esse é o resultado de levar a confiança a sério e incorporá-la ao modelo. Eu sou um cientista de coração e o que me orgulha da Lemonade é a combinação de ciência e sua aplicabilidade. Meu dever é garantir que a ciência seja sólida, os dados sólidos, as ideias corretas e conversar com as pessoas que as estão implementando para tentar ajudá-las.”

Para ler a entrevista completa, é preciso ser assinante.

Porto Seguro – Algumas seguradoras participarão dos debates, como a Porto Seguro, que na quinta-feira, a partir das 11h, fará uma live com o Diretor de Investimentos da Porto Seguro Investimentos, Izak Benaderet, e com o Marcelo Faria, Gestor de Renda Variável, sobre o tema “Além da renda fixa: Como investir em empresas de qualidade na bolsa de valores?”. “Será uma boa oportunidade para reunir os profissionais do mercado para debater os avanços e desafios do setor”, afirma Benaderet. A palestra tem o objetivo de esclarecer dúvidas e propor reflexões sobre como a bolsa de valores é uma boa alternativa para quem busca otimizar seu tempo e potencializar seus lucros.

MetLife – “A nossa parceria com a XP Investimentos nos deixa muito satisfeitos em termos de estratégia e resultados, pois a MetLife possui solidez e expertise de negócios para entender as necessidades dos parceiros / clientes e entregar as melhores soluções ao mercado. Seguindo o nosso propósito de cuidar das pessoas e, devido ao atual momento de isolamento social, aceleramos uma série de inovações tecnológicas através de projetos digitais, como o de reconhecimento facial (biometria), com foco total em experiência de venda / compra com segurança , ou seja, agora o papel cedeu espaço para a apólice digital na contratação do seguro de vida individual, facilitando a vida dos nossos parceiros de negócios e dos nossos clientes” afirma Raphael de Carvalho, CEO da MetLife.   

Com sua participação, a MetLife também apoiará a campanha social “Juntos Transformamos”, lançada pela XP com o objetivo de comprar cestas básicas para famílias em situação de alta vulnerabilidade social.  “Somos uma companhia que conta com produtos de proteção financeira para garantir um futuro mais seguro para nossos clientes e suas famílias. Com isso, pretendemos também, por meio de eventos como a Expert  XP 2020, levar conhecimento sobre educação financeira e desmistificar o produto seguro de vida, ajudando as pessoas a pensar e planejar o futuro hoje. Como esse ano o evento será online e gratuito, teremos a oportunidade de impactar uma audiência ainda mais significativa”, complementa Raphael.

AXA XL passa a atuar com resseguros na China

A XL Insurance Company Limited foi autorizada pela China Banking and Insurance Regulatory Commission (CBIRC) a alterar a sua licença e passará a charmar-se  XL Reinsurance China Company Limited (Axa XL Re China).

A Axa XL Re China esta domiciliada em Xangai e fornecerá resseguro para o segmento de seguros gerais, tornando-se a primeira subsidiária de resseguro de capital estrangeiro a estabelecer-se no país, segundo comunicado.

Com o objetivo de “nos aproximarmos dos clientes e aprofundar os nossos conhecimentos locais, fortalecemos a nossa equipe no país”, disse Ann Chua, responsável para a Ásia na área de resseguros da Axa XL Insurance e Reinsurance, controlada pela Axa XL, uma das maiores resseguradoras P&C (propriedade e danos) do mundo.

Grupo Allianz passa a figurar entre os 5 maiores do ranking de seguros da América Latina

A aquisição por R$ 3,2 bilhões (aproximadamente 500 milhões de euros) leva a Allianz a uma participação de mercado de cerca de 15% no seguro de Automóvel e a 9% em Ramos Elementares no Brasil, que representa 70% da região

Javier Bernat, CEO da Allianz para a região da América Latina, conversou com o Blog Sonho Seguro sobre a conclusão da aquisição das operações de Automóvel e Ramos Elementares da SulAmérica, dando sequência ao anúncio do acordo, ocorrido em agosto do ano passado. A transação amplia o número de profissionais parceiro, o leque de produtos e serviços e aumenta a presença geográfica da Allianz no Brasil, beneficiando o consumidor. O valor do negócio é de R$ 3,2 bilhões. Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Como a aquisição das operações da SulAmérica no Brasil se encaixa na estratégia geral do grupo Allianz?

Atuamos em mais de 70 países e afirmo que o Brasil é um importante país para nós. Tanto que fizemos um grande investimento. Certamente um dos maiores na América Latina, que passa a representar 8% dos prêmios emitidos pelo grupo mundialmente. A América Latina é uma região estratégica para nós, principalmente quando olhamos o futuro. Estamos entre os líderes no mundo, em países onde a penetração de seguros já é considerada equilibrada em relação ao PIB. Já a América Latina tem muito ainda a ser conquistada pelo seguro e apostamos num crescimento futuro. Esta aquisição é uma aposta de longo prazo, um movimento estratégico tanto em crescimento de vendas como em resultados. Estamos presentes no Brasil, no México, na Colômbia e na Argentina. A maior operação. Com a aquisição das linhas de ramos elementares da SulAmérica, o Brasil passa a representar 70% dos prêmios da região. Com isso, o grupo Allianz passa a estar colocado entre os 5 maiores do ranking de seguros da América Latina.

Por que comprar operações de seguro de automóvel é interessante para o grupo Allianz se esse é um mercado que só reduz, em âmbito mundial?

O mercado de automóveis é a linha de negócio mais importante em todos os países da América Latina. A curto e médio prazos vemos potencial de crescimento neste segmento. A Allianz, por exemplo, não operava em automóvel com mais de 10 anos e a SulAmérica tem uma carteira importante no segmento até 15 anos com bons resultados diante da expertise que desenvolveu. O mercado de auto no Brasil é o mais relevante e ajuda a desenvolver outros negócios. Vemos oportunidades em aproveitar a base de clientes para ofertar outros produtos, como vida, empresarial, viagem. Mesmo os clientes que optaram por não ter carros continuam buscando solução de seguros e estaremos lá ofertando as soluções futuras que vão precisar. Vamos evoluir, inovar e fazer a diferença para nossos clientes e corretores.

Há interesse do grupo em mais aquisições no Brasil?

A nossa prioridade é fazer a integração da SulAmerica. Temos um desafio grande. Temos uma plano muito detalhado de integração para aproveitar a expertise da SulAmérica, corretores, o talento das equipes. Não compramos uma carteira e sim uma companhia com uma trajetória de 125 anos de sucesso no Brasil. Queremos juntar a experiência internacional da Allianz que pode complementar e ajudar na oferta adequada de produtos e serviços aos brasileiros.

Há outras aquisições do Grupo AZ em curso no mundo?

Estamos sempre de olho e enxergando as oportunidades que podem aparecer. Não há nenhuma que pode ser comentada neste momento, mas o grupo tem estado muito ativo. Em janeiro, no Reino Unido, a Allianz passou a ocupar a 2ª colocação no mercado local com a conclusão da compra das companhias LV General Insurance Group (LV GIG) da Liverpool Victoria Friendly Society (LVFS), por 1,078 bilhão de libras, e 100% da divisão de Seguros Gerais da Legal & General (L&G GI) por 242 milhões de libras. Também na Espanha investimos numa parceria com o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), na qual a seguradora passa a deter 50% mais uma ação na joint venture por 277 milhões de euros, além de pagar uma quantia variável de até 100 milhões de euros relacionada à consecução de objetivos comerciais e operacionais específicos. O BBVA é um dos maiores bancos da Espanha, com cerca de 2,6 mil agências e possui cerca de 11 milhões de clientes de varejo. E agora no Brasil, uma aquisição de R$ 3,2 bilhões que traz impacto por ser uma das principais aquisições que aconteceu na América Latina.

Há interessante para o grupo nos ramos vida e previdência, apostas dos consultores em crescimento de vendas pelo aumento da percepção de risco que a pandemia Covid-19 trouxe?

Sim, o grupo é um dos maiores gestores do mundo por meio da gestora Pimco, com sede nos EUA. São linhas que vemos oportunidades de crescimento. Particularmente na América Latina é um segmento potencial, que num futuro esta na nossa mira, tão logo finalizarmos a integração com a Sulamerica. Com a queda da Selic, agora em 2,25% ao ano, vemos uma oportunidade de agregar nossa expertise a produtos nestes segmentos com produtos competitivos que trazem beneficios para consumidores e corretores.

Além do investimento de R$ 3,2 bilhões na aquisição, há outros investimentos previstos pelo grupo alemão no Brasil?

Sim, temos muitos investimentos no Brasil, como na consolidação da marca e nos produtos e serviços que ofertamos. Também temos investimentos significativos em tecnologia para facilitar a vida dos nossos parceiros corretores e também em ativos, como o investimentos feito no prédio sede da matriz em Sao Paulo, no Rio de Janeiro e nas sucursais em outros estados para abrigar todos os nossos funcionários. Estamos agora num momento ainda da pandemia, mas em breve voltaremos aos escritórios e eles estarão prontos para receber a todos.

Houve revisão nas projeções para 2020 pós-Covid-19?

Sim, revisamos. Os primeiros resultados publicados. Lucro operacional 11.5 12.5 milhoes de euros. Covid todos os grupos fizeram revisões semelhantes. temos impacto, acompanhando como sair da crise, .

E qual a expectativa dos acionistas com esta aquisição?

Juntar o melhor dos dois mundos: conhecimento do mercado local e expertise da SulAmérica e a fortaleza internacional do Grupo Allianz, que pode trazer muitas novidades já testadas fora para o Brasil. Dobrando o tamanho, a Allianz terá acesso a habilidades e dados mais amplos, apoiando o lançamento de novos produtos e serviços digitais para que nossos corretores possam ofertar um leque maior de produtos e serviços aos seus clientes. Há também uma expectativa de que os preços e a eficiência sejam beneficiados. O nosso tamanho, como um dos maiores playeres do mundo, nos da oportunidade de investir em tecnologia, em digitalização, em uma oferta simples, com base em análises de dados e uso de inteligência artificial, que nos permite criar o melhor serviço para nossos corretores e clientes.

Por enquanto temos duas companhias, Allianz e SulAmérica Auto. Quando vira uma só companhia?

Temos um plano de integração. O comitê anunciado, para a direção das duas por um mesmo time, não muda nada para o cliente final e corretor. Sobre ter uma companhia só ainda não temos um prazo para comunicar.

SulAmérica usará recursos para pagar aquisição da Paraná Clínicas, recompra de ações, investimento e novas aquisições

sulamerica

Fonte: Valor

A SulAmérica divulgou fato relevante para informar a conclusão da venda das operações de seguro de automóveis e ramos elementares para a Allianz. A transação foi anunciada em 23 de agosto do ano passado e recebeu a autorização da Susep no fim de junho.

Com a conclusão, a Allianz passa a deter e operar as companhias responsáveis pelos seguros auto e ramos elementares, que até a data estavam funcionando ainda dentro do grupo SulAmérica.

Segundo o documento, “em contrapartida à aquisição, foi pago pelo Grupo Allianz, também nesta data, o preço ajustado de R$ 3,18 bilhões, considerando o patrimônio líquido total das companhias vendidas estimado para o fim de junho de 2020 em R$ 881 milhões, sujeito, ainda, a determinados ajustes residuais previstos no contrato”.

Os recursos, conforme ressalta a SulAmérica, representará resultado não recorrente no lucro líquido da ordem de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre.

O recebimento dos valores pagos pela Allianz vai adicionar de aproximadamente R$ 2,1 bilhões nas disponibilidades da companhia, após as liberações de capital regulatório e custos da transação de compra e venda.

A SulAmérica acrescentou ainda que os recursos serão destinados ao pagamento da aquisição da Paraná Clínicas, à execução do plano de recompra de ações de até 5% das units em circulação, ao pagamento, junto com os resultados apurados do exercício 2020, dos dividendos mínimos sobre o ganho de capital líquido não recorrente, ao pagamento da 7ª emissão de debêntures com vencimento em dezembro de 2020 e reforço do capital de giro da Companhia durante a pandemia e investimentos no plano estratégico, além de constituição de reserva para futuras aquisições nos segmentos de saúde e odonto.

Conforme o fato relevante, os resultados das operações desinvestidas irão ainda constar das demonstrações financeiras da companhia referentes ao segundo trimestre de 2020, como resultados de operação descontinuada.

Brasileiro ainda precisa se organizar para o futuro


É o que revela estudo realizado em 15 países sobre o Preparo para a Aposentadoria pelo pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon

O brasileiro ainda tem dificuldade de falar sobre envelhecimento e planejamento financeiro. Levantamento feito em 15 países e coordenado no Brasil pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, a Pesquisa de Preparo para a Aposentadoria se debruça anualmente para entender a expectativa da população na hora de se aposentar. O estudo inédito revela que o brasileiro espera viver em média até os 87 anos, sete anos a mais do que a média global dos países pesquisados em 2019 e aproximadamente 11 anos a mais do que a média de vida brasileira, segundo o IBGE. 

Ainda que o Brasil se mostre otimista em relação à longevidade, 46% dos entrevistados afirmam que têm consciência da necessidade de se planejar financeiramente para aposentadoria, mas apenas 18% destes acreditam que estão poupando o suficiente. A maneira como estão economizando também reflete o preparo para um futuro mais seguro: somente 34% das pessoas afirmam ter certeza de que estão guardando o valor correto para a aposentadoria. Já 45% destas informam que possuem, sim, um plano para aposentadoria, mas que não é um plano formal. 

A expectativa da população em viver o presente sem pensar no futuro também foi analisada: 48% dos brasileiros estimam que conseguirão metade sua renda proveniente do governo, sob a dependência da previdência social. Em contrapartida, quando questionados sobre quais são suas preocupações em relação à aposentadoria, o topo do ranking é liderado pelo medo de ficar sem dinheiro, representando 50% das respostas dos entrevistados, enquanto perder a independência física é deixado em segundo plano (44%). 

Em relação à qualidade de vida, o estudo apontou que os brasileiros esperam que a velhice seja tranquila e saudável: 71% dos entrevistados acreditam que poderão aproveitar o momento para viajar, 63% esperam conseguir aproveitar mais família e amigos e 60% dos entrevistados acreditam que conseguirão aprender e praticar novos hobbies . 

A Pesquisa aponta, ainda, que o Brasil ocupa a terceira melhor posição, segundo o Índice de Preparo para a Aposentadoria, atrás de Índia e Estados Unidos. “Isto pode ser explicado, em parte, pelo Pacto Social que vigorou até agora nestes países. Tanto na Índia quanto nos Estados Unidos, os indivíduos têm maior estímulo a formar a sua própria poupança. Já no Brasil, a boa colocação no índice tem como uma das justificativas o modelo histórico de Previdência Social, cuja abrangência e suficiência cobriu boa parte da população até agora”, explica Leandro Palmeira, diretor de Pesquisa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. 

Custos com planos de saúde preocupam 

Quando abordados sobre a preocupação em manter o estilo de vida ao se aposentar, 37% dos brasileiros se dizem pouco confiantes em preservar a realidade que têm hoje. Em relação à saúde, o dado chama ainda mais atenção, visto que 59% dos entrevistados no Brasil não acreditam que conseguirão custear seus planos de saúde na aposentaria (apenas 16% dos entrevistados acreditam que conseguirão arcar com seus custos de saúde). 

“Chama a atenção no estudo que as pessoas preveem a aposentadoria como uma fase ativa e tranquila da vida, enquanto as preocupações com a vida financeira e as despesas futuras não estão alinhadas. A pesquisa apontou que o brasileiro ainda precisa aprender a se planejar para gozar, de fato, de uma velhice tranquila e estável”, conclui Palmeira. 

Allianz anuncia novo Comitê Executivo

Após concluir uma das maiores aquisições do setor de seguros no país, executivos da Allianz e SulAmérica Auto e Massificados passam a integrar o board da unidade brasileira da seguradora alemã

A Allianz comunica ao mercado o novo Comitê Executivo das operações brasileiras, que é resultado da integração entre Allianz Seguros e SulAmérica Auto e Massificados, empresa adquirida, por R$ 3 bilhões. Com a compra, a Allianz passa a ocupar a segunda posição em Automóvel e a terceira no ranking geral de Ramos Elementares, detendo 9% de market share nesse segmento.

“A nova Allianz conta com o melhor de duas seguradoras, já reconhecidamente valorizadas por colaboradores, corretores, clientes e mercado. Para fazer frente aos novos desafios, contamos com novos membros no Comitê Executivo. Esse novo corpo diretivo contribuirá significativamente para alcançarmos a posição de liderança em Ramos Elementares no mercado segurador brasileiro” explica Eduard Folch, presidente da Allianz no país.

Conheça o novo Comitê Executivo

  • Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil 
  • Andreas Kerl, diretor executivo Financeiro 
  • David Beatham, diretor executivo de Massificados e Vida 
  • Eduardo Dal Ri, diretor executivo Comercial 
  • Karine Barros, diretora executiva de Negócios Corporativos e Saúde
  • Luis Cartolano, diretor executivo de Marketing 
  • Marco Campos, diretor executivo de RH e Comunicação 
  • Renato Roperto, diretor executivo de Sinistros
  • Rosely Boer, diretora executiva de Operações 

Allianz conclui aquisição das operações da SulAmérica, que recebe R$ 3,3 bilhões

A conclusão da transação posiciona a Allianz como a segunda colocada em seguros de Automóvel e a torna uma das três principais seguradoras em Ramos Elementares no Brasil. A transação leva a Allianz a uma participação de mercado de cerca de 15% no seguro de Automóvel e a 9% em Ramos Elementares no país. 

A Allianz concluiu hoje a aquisição das operações de Automóvel e Ramos Elementares da SulAmérica (“SulAmérica Auto e Massificados”), dando sequência ao anúncio do acordo, ocorrido em 23 de agosto de 2019. A transação amplia a oferta de serviços para clientes e aumenta a presença geográfica da Allianz no Brasil. O valor do negócio é de R$ 3,2 bilhões (aproximadamente 500 milhões de euros). “Isso representa nosso maior investimento no Brasil”, disse Iván de la Sota, membro do conselho de administração da Allianz SE e Chief Business Transformation Officer responsável pela região de Seguros Ibero-América Latina. 

“Com a compra da SulAmérica Auto e Massificados, conquistamos uma posição de liderança no crescente mercado de Ramos Elementares na maior economia da América do Sul. É também uma grande oportunidade para implantar novas tecnologias e fornecer soluções de maior qualidade para corretores e clientes locais.” 

“Isso representa nosso maior investimento no Brasil”, disse Iván de la Sota, membro do conselho de administração da Allianz SE

A Allianz não está incorporando somente as linhas de negócios, mas também capital intelectual, sistemas tecnológicos, canais de distribuição e todos os outros ativos e passivos. A expectativa é que a inteligência combinada nas operações de Automóveis e Ramos Elementares promova oportunidades de diversificação de negócios, por meio de cross selling com a nova base de clientes. 

“Hoje nasce uma nova Allianz que combina o melhor dos dois mundos. Em um momento desafiador, profissionais de ambos os lados demonstraram qualidade, profissionalismo e desempenho exemplares nesta operação. Isso permitiu a conclusão da transação antes do prazo, consolidando a marca como referência no país. Agradecemos à SulAmérica por seus esforços ao longo do processo”, diz Eduard Folch, presidente da Allianz Brasil. “Damos as boas-vindas aos novos colaboradores, corretores e clientes nessa chegada ao Grupo Allianz e agradecemos, em particular, as equipes envolvidas, de ambos os lados, para fazer desta aquisição um sucesso.”

“Nossa estratégia de gestão de saúde integral, na qual cuidamos da saúde física, emocional e financeira com um olhar único, ficará ainda mais forte”, revela Portella

Para Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, a conclusão da operação é um marco na história da companhia, que completa 125 anos em 2020. “O interesse da Allianz por esta operação só reforça a força e a qualidade dos nossos serviços, do atendimento e da experiência proporcionados para nossos clientes”, afirma. “É preciso enfatizar que tudo que conquistamos sempre foi por termos colaboradores engajados, comprometidos e competentes, além dos mais de 39 mil corretores de seguros e assessorias, com quem nos relacionamos há muitos anos e são uns dos responsáveis por tornar a SulAmérica desejada e admirada.” 

Com a finalização desta operação, a SulAmérica concentra seus negócios no cuidado com as pessoas. “Nossa estratégia de gestão de saúde integral, na qual cuidamos da saúde física, emocional e financeira com um olhar único, ficará ainda mais forte”, revela Portella, referindo-se ao modelo de cuidado em que Saúde, Odonto, Vida, Previdência e Investimentos formam uma SulAmérica com opções que se complementam. “Acreditamos que em cada fase da vida as pessoas precisam de proteções diferentes e, por isso, queremos cada vez mais ter uma gama de soluções para que elas possam ter o poder de escolha com autonomia e segurança.” 

O presidente da SulAmérica reforça também que o relacionamento com corretores, assessorias e concessionárias de seguros seguirão da mesma forma. “Nossa maneira de fazer não vai mudar, pelo contrário, queremos estar cada vez mais próximos dos nossos parceiros, gerando bons negócios para todos. Seguiremos juntos nessa nova jornada que se inicia na SulAmérica”, assegura. Os executivos também ressaltam a atuação da Susep, em tempos de pandemia. “Tanto a Allianz quanto a SulAmérica cumpriram as orientações e regulamentações, em acesso remoto, por meio de processos eficientes estipulados pela autarquia. Portanto, foi possível para nós cobrirmos todas as etapas de um processo complexo, em tempo recorde”, diz Eduard Folch. 

O setor de seguros se adaptou perfeitamente ao novo marco tecnológico imposto pela pandemia e isto consolida a indicação de que será um dos grandes movimentos do setor a partir de agora”, afirma Solange Vieira

“O trabalho da Susep durante todo o processo foi essencial para chegarmos até aqui”, completa Portella. A Susep fica muito feliz em verificar que o capital estrangeiro está investindo no setor de seguros brasileiro. “Acredito que temos um enorme potencial de crescimento pela frente e podemos ser parte importante na retomada do crescimento econômico. O setor de seguros se adaptou perfeitamente ao novo marco tecnológico imposto pela pandemia e isto consolida a indicação de que será um dos grandes movimentos do setor a partir de agora”, afirma Solange Vieira, superintendente da Susep. 

Sobre a integração de operações

Por meio da transação, a Allianz terá colaboradores e infraestrutura adequada para apoiar sua ambição de crescimento: além da sede em Pinheiros e um edifício no Centro da cidade de São Paulo, a empresa possui um novo escritório no Rio de Janeiro. A nova empresa terá mais de 100 filiais e 30 C.A.S.A – centros automotivos próprios – em todo o país. “Nosso foco está na continuidade dos negócios. Todo o processo de integração será conduzido gradualmente, considerando as melhores práticas de ambas as empresas, com foco total no crescimento sustentável”, explicou Folch. 

Novo posicionamento no mercado

Por meio da transação, a nova Allianz se posicionará como uma empresa mais atraente, com notoriedade no serviço prestado para clientes, corretores e talentos locais. Embora a Allianz já esteja fortemente posicionada nas Linhas Corporativas, após a transação, a companhia se destacará também na oferta de outros produtos, alcançando uma posição de liderança no mercado brasileiro: 

– Automóvel: 2ª maior seguradora de automóveis. 

– Condomínio: 1ª no ranking. 

– Empresas PMEs: mais de 100 mil contratos no portfólio. 

– Residência: com um total de 550 mil imóveis, a empresa conquista cinco posições no ranking do mercado. 

Dobrando o tamanho, a Allianz terá acesso a habilidades e dados mais amplos, apoiando o lançamento de novos produtos e serviços digitais. Há também uma expectativa de que os preços e a eficiência sejam beneficiados.

Ampliação dos canais de distribuição

Após a aquisição, a capacidade de distribuição da Allianz no Brasil será significativamente ampliada, com acesso a um total de 27 mil corretores, 62 assessorias e parcerias adicionais com instituições financeiras. 

“Atuamos diretamente com corretores que fazem um trabalho incrível para a Allianz. Agora, a SulAmérica Auto e Massificados traz para a empresa sua experiência com as assessorias. Combinar todas as experiências das equipes para expandir nossos canais de distribuição e estar ainda mais próximo de nossos corretores e assessorias é um dos elementos-chave do modelo de negócios. As assessorias agregarão valor aos nossos negócios e já estamos preparando os sistemas da Allianz para oferecer outros produtos, além de Automóvel”, acrescentou o presidente da Allianz Brasil.

Susep inicia consulta pública da norma que permite a emissão de ILS

Com a queda da taxa de juros, esta pode ser uma nova opção de investimento para investidores profissionais e para melhorar a estrutura de custo de captação das seguradoras

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) resolveu ampliar a regulamentação e viabilizar o financiamento por meio de emissão de títulos vinculados a riscos de (res)seguros (ILS – Insurance Linked Securities). Mecanismo comumente adotado em mercados internacionais, o ILS é uma nova alternativa para transferência de riscos de seguros e resseguros.

Nas operações de ILS, a transferência de risco se dá de uma cedente para um ressegurador local de propósito específico (RPE), que financiará a retenção deste risco por meio de emissão de dívida vinculada a riscos de (res)seguros. Este tipo de alternativa para transferência de risco vem ganhando cada vez mais espaço em mercados internacionais.

A Resolução que amplia a regulamentação e viabiliza esta inovação entra em consulta pública a partir de hoje e a sociedade poderá enviar sugestões sobre este avanço, que é mais uma oportunidade para atrair recursos para o país, ampliar as opções do mercado de capitais brasileiro e ainda exportar capacidade de resseguro, trazendo divisas para o país.

A superintendente da Susep explica que entre as vantagens que o ILS trará para o mercado brasileiro está a redução de riscos e custos de captação para as seguradoras. “Isto possibilitará melhores preços para o consumidor, favorecendo o desenvolvimento do mercado brasileiro”, afirma. 

Atratividade para o investidor

Sob o ponto de vista do investidor, transparência e segurança estarão garantidas, uma vez que os cedentes que quiserem participar deste tipo de operação deverão ter seus riscos registrados em sistemas de registro homologado pela Susep (SRO). Com o cenário de baixas taxas de juros, como o que estamos vivendo, esta opção de investimento pode representar um novo atrativo para os investidores, sendo uma alternativa para a composição de carteiras. 

O diretor técnico da Susep Eduardo Fraga, que está coordenando as análises para a proposta de implementação desta modalidade no Brasil, explica que, como ocorre em outras jurisdições, “este tipo de instrumento deve ser direcionado para investidores profissionais, não sendo adequado para investidores pessoas físicas diretamente, em virtude da possibilidade de perda de parte do principal investido”.

Benefícios para o setor de seguros

Sob o ponto de vista do setor de seguros, o custo de capital desta nova dívida deve ser menor que o custo de financiamento por meio de capital próprio (equity), que é uma das fontes tradicionais de financiamento de resseguradores e seguradores. Adicionalmente, a diminuição de custos nesta operação pode trazer uma redução de custos no seguro direto, feito lá na ponta para o segurado