Indicadores econômicos e repercussão em seguros em debate na CNseg

1º Webtec reúne Marcio Coriolano e os economistas Luiz Roberto Cunha e Pedro Simões

Fonte: CNseg

A estreia da série de webinars técnicos da Confederação Nacional das Seguradoras (WebTec), ocorrida nesta quinta-feira, 09, com moderação do presidente da CNseg, Marcio Coriolano; exposição do economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, Pedro Simões, e comentários do economista do professor de Economia e  decano do Centro de Ciências Sociais da PUC-Rio, Luiz Roberto Cunha,  deixou pelo menos uma certeza: não há qualquer garantia de que os sinais de recuperação da atividade econômica, exibidos em maio por vários indicadores locais ou globais, serão contínuos, perenes ou sustentáveis. Entre os propósitos, o webinar técnico teve o objetivo de fornecer novos elementos para posicionamento estratégico do setor de seguros, informou o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano.

 Marcio Coriolano repetiu o prognóstico de um ano difícil para o setor segurador, atividade que está entre os maiores investidores institucionais, com R$ 1,1 trilhão em recursos que garantem os riscos e que representam 25% da dívida pública brasileira. Para ele, a recuperação da economia ocorrerá lentamente, e os segmentos de seguros deverão ter comportamento heterogêneo, acompanhando a retomada da produção, a taxa de ocupação e a renda dos trabalhadores, que, por sua vez, afetam os segmentos de forma diferente. Ainda durante o encontro, Marcio Coriolano, ao destacar a amplitude do seguro em termos de proteção oferecida à sociedade e de investidor institucional, ressaltou que o setor ainda não tem sua relevância plenamente no meio econômico. O setor, acrescentou, cumpre uma missão civilizatória de mitigar riscos e, na sua ocorrência, desonerar atores sociais e econômicos.

O economista Pedro Simões, que palestrou sobre o tema, apresentando amplo e diverso elenco de indicadores, disse acreditar que a flexibilização da quarentena horizontal em todo o mundo deve se consolidar, refletindo-se nos índices a curto prazo. Há uma onda de otimismo global, uma consequência do esgotamento econômico e psicossocial do shutdown, e, em razão disso, um certo consenso de que os processos de isolamento social não ocorrerão na proporção do primeiro semestre do ano. Para ele, os protocolos para evitar a proliferação do contágio e a crença de que a descoberta da vacina para a cura se avizinha estão por trás dessa percepção mais otimista dos mercados globais. De qualquer forma, o número de novos casos amplia-se, mas há um viés de estabilidade ou queda na taxa de óbitos, assinalou.

Entre outros comentários, o economista Luiz Roberto Cunha adiantou que, entre outros riscos, o endividamento público decorrente dos gastos públicos para mitigar os impactos da Covid-19 está no radar de todos os agentes econômicos, porque tem enorme potencial de gerar danos ao bom ambiente de negócios, dadas as fragilidades fiscais do governo.

 Nos Estados Unidos, as despesas emergenciais contribuíram para elevar a poupança interna, algo próximo de 33% atualmente, e, à proporção que haja maior nível de confiança, tais recursos devem ser dirigidos ao consumo. No Brasil, também acredita-se que os recursos destinados a socorrer pessoas em situação de vulnerabilidade e trabalhadores contribuem para alguma reação apresentada em um pequeno grupo de atividades. 

Caixa eleva capital em R$ 425 milhões, para R$ 1,8 bilhão

IPO Caixa Seguridade

Para o ministro Paulo Guedes, o IPO da Caixa Seguridade é uma possibilidade real e que o banco enxerga potencial para que 200 mil pessoas comprem ações da seguradora

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou hoje portaria na qual aprovou deliberações tomadas pelos acionistas de em 27 de abril de 2020, entre elas aumento do capital social em R$ 425 milhões, elevando-o para R$ 1,83 bilhão, dividido em 8.465.054 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal.

“Nós vamos fazer quatro grandes privatizações nos próximos 30, 60, 90 dias”, afirmou o ministro em entrevista ao canal CNN Brasil, na noite de domingo passado. Sem detalhar quais seriam os movimentos para os próximos 90 dias, Guedes citou o exemplo das subsidiárias da Caixa. “Esse ano é um excelente ano para fazer um IPO (abertura de capital) grande de 20 a 50 bilhões. Segundo ele, o IPO da Caixa Seguridade, empresa de venda de seguros e planos de previdência privada, é uma possibilidade real e que o banco enxerga potencial para que 200 mil pessoas comprem ações da seguradora.

A Caixa Seguridade iniciou o ano de 2020 com duas novas parcerias estratégicas, dando continuidade ao processo competitivo para reestruturação da operação de seguros iniciado em 2019. No dia 06 de janeiro, foi firmado acordo de associação com a Tokio Marine Seguradora, para os ramos de seguros Habitacional e Residencial, e no dia 20 de janeiro, com a Icatu, para o ramo Capitalização.

As associações contemplam a formação de novas sociedades, que explorarão por 20 anos os respectivos ramos na rede de distribuição da Caixa Econômica Federal. Os acordos preveem o repasse para a CAIXA de R$ 1,52 bilhão, pela Tokio Marine, e R$ 180 milhões, pela Icatu. As novas companhias terão gestão e governança compartilhada entre os sócios de forma a potencializar os pontos fortes de cada acionista. A Caixa Seguridade será remunerada com as despesas totais de comercialização por produto em valores pré-definidos, além de uma taxa de performance atrelada ao desempenho anual em volume e lucratividade.

No primeiro trimestre de 2020, a companhia acumulou R$ 413,9 milhões de lucro líquido recorrente, registrando crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período de 2019, com 34,8% de ROE e 84% de Margem Líquida.

Veja a íntegra da portaria:

Portaria nº 392, de 12 de junho de 2020

O COORDENADOR-GERAL DE REGIMES ESPECIAIS E AUTORIZAÇÕES DA SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP, no uso da competência delegada pela Superintendente da Susep, por meio da Portaria nº 7.346, de 25 de abril de 2019, tendo em vista o disposto na alínea “a” do artigo 36 do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, e o que consta do processo Susep nº 15414.606746/2020-99, resolve:

Art. 1º Aprovar as seguintes deliberações tomadas pelos acionistas de CAIXA SEGURADORA S.A., CNPJ nº 34.020.354/0001-10, com sede na cidade de Brasília – DF, nas assembleias gerais ordinária e extraordinária realizadas cumulativamente em 27 de abril de 2020:

I – eleição de membros do conselho fiscal;

II – aumento do capital social em R$ 425.000.000,00, elevando-o para R$ 1.835.000.000,00, dividido em 8.465.054 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal; e

III – reforma e consolidação do estatuto social.

Art. 2º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

CARLOS AUGUSTO PINTO FILHO

Chubb estima perdas de US$ 1,1 bilhão no 2. tri por Covid-19

Cerca de 70% da estimativa COVID-19 refere-se ao segmento de Seguros de P&C comerciais na América do Norte e 28% ao segmento de seguros gerais no exterior

Fonte: Chubb

A Chubb Limited anunciou estimativas líquidas globais de perdas por catástrofe para o segundo trimestre de 2020 de US$ 1,510 bilhão após os impostos. Essas estimativas incluem perdas pandêmicas globais do COVID-19 de US$ 1,157 bilhão, e outras perdas de catástrofes naturais de US$ 249 milhões, principalmente atribuíveis a eventos climáticos graves nos Estados Unidos. As perdas com COVID-19 representam a melhor estimativa da empresa de perdas com seguros finais resultantes diretamente da pandemia e consequentes crises econômicas.

A estimativa de perda antes dos impostos COVID-19 compreende perdas curtas de US$ 605 milhões geradas principalmente por produtos de lucro cessante relacionados a imóveis comerciais e de entretenimento e produtos de acidentes e saúde (A&H), incluindo produtos de seguro de viagem; perdas de US$ 553 milhões relacionadas a produtos de seguro de responsabilidade civil, incluindo responsabilidade profissional (diretores e executivos, práticas de emprego, responsabilidade profissional, etc.), remuneração de trabalhadores e outros produtos relacionados a responsabilidade; e perdas de US $ 107 milhões relacionadas a exposições de crédito de seguros, incluindo garantia, risco político e crédito comercial.

Substancialmente, todas as perdas de produtos de seguros relacionados a passivos e créditos são classificadas como reservas incorridas, mas não reportadas (IBNR). A estimativa de perda também inclui uma provisão de US$ 100 milhões do IBNR para compensar a incerteza adicional nas estimativas em torno das apólices de seguros corporativos, acidentes e exposições relacionadas a crédito, devido a esse evento sem precedentes.

Cerca de 70% da estimativa COVID-19 refere-se ao segmento de Seguros de P&C comerciais na América do Norte e 28% ao segmento de seguros gerais no exterior. Essas estimativas de perdas por catástrofe são líquidas de resseguro, incluem prêmios de reintegração e compreendem perdas geradas pelos riscos comerciais e pessoais da empresa e acidentes, negócios de A&H e de seguro de vida, bem como suas operações de resseguro globalmente.

Professor Diogo Robaina destaca a importância da educação financeira na Conversa com o Especialista

Ao iniciar seu planejamento, tenha em mente os objetivos e as metas que pretende alcançar, sempre divididos em curto, médio, longo e muito longo prazo

Fonte: Icatu 

O professor Diogo Robaina foi o convidado da live desta quinta-feira, realizada pela Icatu Seguros em seu canal do YouTube. Diogo, que dá aulas na CASA DO SABER RIO e na Fundação Getúlio Vargas (FGV), explicou ao público de forma direta e muito simples a importância da educação financeira em todas as fases da vida e deu dicas importantes para que as pessoas passem a organizar melhor o orçamento e consequentemente tomem melhores decisões. Especialista em pessoas, a Icatu apoia iniciativas ligadas ao incentivo da cultura e do conhecimento e é uma das patrocinadoras da CASA DO SABER RIO. 

Segundo o Relatório de Economia Bancária do Banco Central, o Brasil conta hoje com cerca de 4,6 milhões de endividados que devem mais do que podem pagar a instituições financeiras. Muito dessa realidade pode ser evitada com um acompanhamento constante das finanças, mesmo que de forma simples, que ajude a pessoa a entender como está gastando seu dinheiro. 

Para Diogo, elementos como cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamentos são itens que fazem parte da rotina financeira da maioria das famílias e antes de começar qualquer planejamento é importante entender de que forma eles comprometem o orçamento doméstico. 

Ao iniciar seu planejamento, tenha em mente os objetivos e as metas que pretende alcançar, sempre divididos em curto, médio, longo e muito longo prazo.

Após essa definição, é hora de colocar o que foi planejado em prática, sempre avaliando os resultados apresentados. “Não espere até ter uma quantia específica para se planejar financeiramente. O importante é começar, mesmo com pouco”, afirma Diogo. 

Para ajudar a desenvolver a disciplina na hora dos gastos, Diogo aconselha um importante indicador para a tomada de decisão de compra: calcular o preço do item de acordo com sua hora de trabalho. “Quando eu olho para algo que quero comprar e sei quantas horas de trabalho aquilo representa para mim, é mais fácil avaliar se vale realmente a pena. Para descobrir o número, basta dividir o seu salário por 200”, ensina. 

O uso de planilhas financeiras e aplicativos também é visto como um aliado para ajudar na organização. Com essa ajuda é possível separar os gastos por centros de custo, como alimentação, educação, saúde, moradia, lazer, o que permite uma visão importante de como o dinheiro é gasto e onde é possível fazer ajustes e reduções. Para não se perder nos valores, vale seguir uma regra simples: 40% do orçamento destinado para gastos fixos, 30% para gastos variáveis e os outros 30% para reserva e investimentos. 

Para quem está endividado, Diogo sugere uma lista de todas as dívidas, buscar soluções viáveis de renegociação e começar o pagamento a partir das contas com maiores taxas de juros. Nesse caso o foco inicial é quitar as pendências, para depois começar a poupar. 

“O desequilíbrio financeiro afeta muito nosso lado emocional, portanto é importante falarmos sobre educação financeira desde cedo, com nossos filhos, na nossa casa. É algo que precisa fazer parte da rotina dos brasileiros”, conclui.

Para conferir o conteúdo completo, acesse

Podcast AIG Play discute a conscientização ambiental das empresas e a prevenção de riscos

Especialistas em Riscos Ambientais da AIG discutem o impacto dos danos ambientais a empresas de diferentes segmentos e quais as medidas de prevenção mais adequadas

Fonte: AIG

Está no ar o mais novo episódio do Negócio Seguro AIG Play , um canal de podcasts com conteúdos exclusivos sobre os riscos nos negócios, com uma linguagem fácil e direta, sempre com a presença de especialistas nos temas abordados. A conversa mais recente é sobre a importância de programas de prevenção a riscos ambientais nas empresas de diferentes setores e algumas dicas para colocar em prática planos para uma resposta ágil a incidentes que possam acerretar em poluição ao meio ambiente. O podcast pode ser acessado e ouvido diretamente pelo blog Negócio Seguro AIG ou pelas plataformas de podcast Anchor e Spotify ,  Apple Podcasts , Google Podcasts , Castbox , Overcast e Breaker .  

Mônica Machado, Especialista da AIG em Riscos Ambientais, e Katiuscia Brandão, da área de Sinistros Ambientais da AIG, convidam Marco Ferreira, Diretor Técnico na Sustenseg, para debater a conscientização de risco ambiental nas empresas, as exigências das regulamentações vigentes no país e exemplos práticos de contenção e remediação de danos, que podem ser pelo tombamento de cargas próximas a áreas protegidas, poluição acidental em corpos hídricos e no ar etc. “Na minha experiência de ajudar as empresas a avaliar sua exposição ao risco ambiental, pude observar situações em que incidentes não só causaram dano direto ao meio ambiente, como a poluição de rios ou emissão de gases poluentes na atmosfera, mas que geraram prejuízos enormes às empresas pela falta de agilidade na reparação da área afetada e desconhecimento quanto às regras de fiscalização e plano de ação”, conta Mônica. 

Durante a conversa, eles também abordam a importância da prevenção no dia a dia do negócio, uma vez que o risco ambiental está presente nos mais diversos segmentos da indústria e serviços; e empresas e seus administradores são responsáveis por eventuais danos, criminalmente. “Desde as grandes indústrias até operações mais simples, a exemplo de um prédio comercial que possui em seu subsolo tanque de combustível para aquecimento de caldeiras, ao setor de serviços, como hospitais, hotéis, que podem gerar impactos ambientais, em todos esses segmentos, a gestão do risco ambiental é fundamental”, completa Mônica. 

O objetivo do blog Negócio Seguro AIG e dos podcasts Negócio Seguro AIG Play é levar mais informação sobre os riscos nos negócios, em uma linguagem simplificada, com foco maior na contribuição do seguro como investimento e parte do planejamento empresarial em diferentes segmentos. Confira também os episódios Negócio Seguro AIG Play sobre gestão de riscos cibernéticos e a Lei Geral de Proteção de Dados, e dicas a empresas interessadas em expandir suas operações para além das fronteiras nacionais. 

Pandemia acelera consenso em torno de mudanças na saúde

Fonte: FenaSaúde

A pandemia causada pelo novo coronavírus está ajudando a acelerar mudanças que há muito tempo vinham sendo ensaiadas na saúde e que agora se mostram ainda mais necessárias.

É o caso da maior interação entre os sistemas público e privado, da necessidade de atualização das regras que regem a saúde suplementar e da transição para modelos baseados na geração de valor para os pacientes, com maior foco em prevenção e atenção primária.

Estas foram algumas das conclusões do webinar “Covid-19: Os desafios da saúde em tempos de pandemia”, promovido nesta quarta-feira (8/7) pelo Real Hospital Português, de Recife.

“Chegamos à conclusão de que temos muito a ganhar agindo juntos e não separados. Precisamos estar unidos na luta por mudanças e avanços. Isso vai ser benéfico para a sociedade como um todo: usuários, prestadores e SUS. Com a pandemia, saúde pública e suplementar estão cada vez mais conectadas”, disse Vera Valente, diretora executiva da FenaSaúde, durante o webinar.

Ela ressaltou que a pandemia reforça a importância da complementaridade entre os sistemas público e privado de saúde, assim como da união dos agentes do setor em busca de soluções e respostas à nova realidade. Isso se mostra ainda mais premente diante das dificuldades econômicas que advirão das restrições causadas pela covid-19.

Neste sentido, um dos maiores desafios para a sociedade como um todo será encarar um contexto econômico completamente diferente nos próximos meses e anos, com queda da atividade e alta do desemprego, e os efeitos disso sobre a assistência à saúde. Entre as respostas, estão mudanças regulatórias que facilitem e ampliem o acesso de mais pessoas a planos e seguros de saúde privados.

“Está cada vez mais claro que um dos nossos desafios é desenvolver modelos que nos permitam ampliar acesso e trazer mais pessoas para a saúde suplementar, o que é bom para os usuários, bom para os prestadores e bom também para o SUS. Cada vez mais, temos que buscar alternativas que dependam menos do emprego formal”.

Os debatedores do webinar ressaltaram a importância das operadoras de planos e seguros privados como setor que irriga toda a cadeia de saúde, garantindo o bom funcionamento da assistência e a remuneração dos prestadores. 

“Manter esta rede saudável e funcionando bem é bom para todos: beneficiários, SUS e prestadores. As operadoras têm reiterado seu empenho para que esta cadeia mantenha-se forte e atuante”, destacou Vera.

Um dos riscos para a continuidade dos atendimentos está na “pandemia de projetos de lei e decisões judiciais” que ameaça interferir no funcionamento do setor – em muitos casos, em função da falta de entendimento mais claro sobre como funciona o sistema. “Muitas destas propostas versam sobre inadimplência, anistiando o não pagamento. A questão é: como pagar a rede de prestadores numa situação assim?”

Além de Vera Valente, participaram do webinar o diretor médico do Real Hospital Português, Cristiano Hecksher; o CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini; o juiz Luiz Mario Moutinho, do Tribunal de Justiça de Pernambuco, e a advogada Angélica Carlini, diretora da Carlini Sociedade de Advogados. O webinar foi moderado pela superintendente do Real Hospital Português, Jaquelinne Lira.

Entre outros temas, os debatedores também abordaram os riscos da judicialização na saúde, em que decisões isoladas acabam funcionando como “regulações anômalas” que deturpam direitos e deveres; a necessidade de transição para novos modelos de remuneração baseados na geração de valor para os pacientes; além da maior ênfase na prevenção e na atenção primária que deve advir a partir dos efeitos da pandemia na assistência à saúde.

AXA no Brasil tem plano de contingência para a região Sul do país

Até o momento, dos sinistros comunicados à seguradora, houve maior incidência nos ramos de Condomínio (55%), Empresarial (32%) e Property (12%)

Fonte: AXA

Após o “ciclone bomba” que atingiu a região Sul do Brasil, afetando 171 cidades, a AXA implementou rapidamente um plano de contingência para atender e apoiar corretores e segurados. Com mais de 80 bases de atendimento na região, a companhia orientou todos os prestadores, preparando-os para deslocar vistoriadores de bases vizinhas caso necessário, além de reforçar a atuação da Vistoria Remota para agilizar os processos e garantir o atendimento do segurado. Para condomínios, a seguradora disponibiliza ainda assistência 24 horas para serviços emergenciais.

“Estamos trabalhando de forma conjunta com as áreas de prestadores de serviços, riscos, e  comercial para garantir uma atuação integrada e que garanta o bom atendimento do segurado e do corretor por quaisquer meios que ele venha a nos acessar. Com reportes diários, as equipes estão preparadas para orientar clientes e responder rapidamente às ocorrências, mitigando as perdas” afirma Arthur Mitke, diretor de Sinistros da AXA no Brasil.

Até o momento, dos sinistros comunicados à seguradora, houve maior incidência nos ramos de Condomínio (55%), Empresarial (32%) e Property (12%). “A interação entre os times e a troca constante de informação contribui para que possamos atender à todos, priorizando os clientes afetados e a indenização dos prejuízos com total agilidade. Mobilizamos nossos especialistas e parceiros para atender os corretores e os clientes e permitir que retomem seus negócios e atividades o quanto antes”, diz Antonio Viana, superintendente Comercial da região Sul (foto).

Valor: Santander moderniza área de seguros

À frente do projeto está Marcelo Labuto, ex-presidente do Banco do Brasil, que tem passagem pela BB Seguridade

Fonte: Valor Econômico

O Valor Econômico informa que o Santander Brasil vai investir RS 90 milhões nos próximos três anos para reformular a área de seguros, operada no país e na América Latina via uma joint venture com a suíça Zurich. À frente do projeto está Marcelo Labuto, ex-presidente do Banco do Brasil, que tem passagem pela BB Seguridade e que chegou ao Santander em abril para a diretoria de varejo, mas logo se deparou com os escritórios vazios devido à quarentena.

Ao seu lado na empreitada de reformular a área de seguros está Felipe Bottino, que antes era executivo-chefe da Pi, a plataforma de investimentos do banco. “O Santander entende que o setor de seguros é uma grande oportunidade, porque tem uma complementariedade muito grande com o negócio bancário”, afirma Labuto ao Valor, em sua primeira entrevista desde que chegou ao banco. “A grande questão, no entanto, é que a instituição financeira tem uma base de clientes fantástica, mas que é carente de negócios de seguros.”

Para Victor Schabbel, analista do Bradesco BBI, o acordo com a Zurich é bastante benéfico para o Santander, que recebe boas comissões, mas não tem o risco de subscrição dos seguros. “É de fato um acordo que deixou o Santander exposto a um business atrativo e ‘capital light’”, comenta. Em relatório recente, a consultoria Eleven apontou que o Santander ainda tem a menor participação da receita de seguros entre os grandes bancos, mas lembra que no fim de 2018 a instituição lançou com a HDI uma plataforma digital para o seguro auto.

Estudo prevê forte retomada da indústria global de seguros após a queda provocada pela COVID-19

A demanda por seguros diminuirá significativamente em 2020 devido à pandemia; os prêmios de vida globais irão contrair em 6% e os de não vida em 0,1%, mas os volumes de prêmios de seguros globais retornarão aos níveis anteriores à crise da COVID-19 em 2021

Fonte: Swiss Re

É previsto que a indústria de seguros supere a recessão econômica provocada pela COVID-19 deste ano, afirma o mais recente sigma do Swiss Re Institute. A recessão econômica mais pronunciada desde 1930 levará a uma queda súbita na demanda de seguros em 2020, em particular para produtos vida, onde antecipa-se uma contração de premios globais de 6%, do que nas coberturas não-vida (-0.1%). 

Contudo, os volumes dos prêmios totais retornarão aos níveis pré-crise já em 2021, juntamente com uma recuperação mais prolongada da economia global. Haverá divergência no setor, com volumes de prêmios de não vida acima dos níveis pré- crise e de vida abaixo. Lideradas pela China, as economias emergentes sustentarão o retorno do mercado de seguros. “A indústria de seguros está mostrando resiliência em face ao declínio econômico causado pela COVID-19”, afirmou Jerome Jean Haegeli, Economista-chefe do Grupo Swiss Re. 

“A magnitude das perdas de prêmios será similar ao que foi visto durante a crise financeira global de 2008–09, embora a contração econômica deste ano de aproximadamente 4% venha a ser muito mais severa. Ao contrário da economia global, esperamos uma recuperação forte em forma de V nos prêmios de seguros, um resultado impressionante considerando que o mundo está atualmente no auge da maior recessão já vista”.

A recessão deste ano será a maior desde a Grande Depressão da década de 30, mas será também a mais curta. A recessão levará a uma queda brusca na demanda por seguros. Após um crescimento de 2,2% em 2019, a previsão é de que os prêmios de vida globais sofram uma contração de 6% em 2020. Devido a taxas de juros menores e predominantes, os produtos de poupança serão mais afetados, enquanto as coberturas relacionadas a mortalidade ficarão mais estáveis. 

O setor de não vida se sairá melhor, sendo previsto que os prêmios globais mantenham-se estáveis em geral (-0,1%) após um crescimento de 3,5% em 2019. Um dos principais motivos para o melhor resultado do setor de não vida é que a crise da COVID-19 chegou em um momento de aumento de tarifas no setor, o que tem proporcionado crescimento dos prêmios. Os prêmios de seguros relacionados a comércio e viagens, tais como naval, aviação e crédito serão os mais afetados. Os negócios relacionados a medicina e propriedades ficarão mais estáveis.

Liderados pela China, os países emergentes da Ásia sustentarão a resiliência do mercado ao longo de 2021

O Swiss Re Institute estima que os volumes de prêmios totais em mercados avançados (vida e não vida) diminuirão em 4% este ano e voltarão a ter um crescimento positivo de mais de 2% em 2021. Nos mercados emergentes, o crescimento dos prêmios permanecerá positivo nos dois anos, até 1% em 2020 e 7% em 2021.

A indústria de seguros absorverá o impacto nos rendimentos

Há uma grande incerteza sobre qual será o ônus final da pandemia, com a mediana das estimativas atuais de várias fontes externas e públicas rondando os US$ 55 bilhões. A indústria de seguros está muito bem capitalizada para absorver as perdas.

“A posição de capital da indústria indica que ela deverá ser capaz de lidar com o impacto da COVID-19. As estimativas mais altas para os sinistros de propriedade e acidentes, de acordo com a maioria das análises de seguros externas, são de US$ 100 bilhões, similar a perdas causadas pelos Furacões Harvey, Irma e Maria em 2017, que também foram absorvidas pela indústria”, afirmou Haegeli. 

“A experiência da COVID-19 destaca a importância da cláusula nos seguros tratando de pandemias. Essa é uma lição para as seguradoras e legisladores que, em busca da estabilidade social e econômica de longo prazo, devem tentar desenvolver mais soluções de parcerias público- privadas para os riscos de pandemia”.

A crise da COVID-19 representará desafios para a rentabilidade da indústria. Além das perdas relacionadas à pandemia, os retornos nos investimentos permanecerão reduzidos à medida que as taxas de juros continuarem baixas por mais tempo, afetando o setor de vida e as linhas de negócios de cauda longa no setor de não vida. O crescimento da inadimplência corporativa pode levar a perdas de ativos investidos. 

No setor de vida, os pagamentos de sinistros devido à COVID-19 provavelmente terão um impacto limitado, mas a queda das vendas e da receita devido às restrições nas interações pessoais por causa das medidas de quarentena impostas para conter a transmissão do corona vírus pesarão nos lucros deste ano.

Por outro lado, a COVID-19 chegou em uma época de aumento de tarifa no setor de não vida, tendência que provavelmente continuará em meio a perdas potencialmente altas e contração da oferta de seguros, particularmente nas linhas de negócios comerciais. Isso, em conjunto com o esperado retorno da demanda de seguros, reforçará os rendimentos a longo prazo. 

A experiência das crises sanitária e econômica deste ano aumentará a conscientização e a demanda pela proteção contra riscos em diversas linhas de negócios. Além disso, o impacto da COVID-19 provavelmente acelerará outras mudanças de paradigmas, como a reestruturação das cadeias de produção globais para mitigar riscos futuros de interrupção dos negócios, originando diversos pools de prêmios em seguros de propriedade, engenharia e garantia.

IRB informa que fará emissão de até R$ 2,3 bilhões

Bradesco e Itaú vão subscrever a emissão no mesmo patamar de suas participações, além de já terem informado que consideram subscrever as sobras até o limite mínimo. “Esta é a solução que permite a sustentabilidade de nosso negócio ressegurador no longo prazo, visando o futuro promissor da Companhia”, diz Antonio Cassio, presidente

Fonte: IRB

O IRB Brasil RE informou que seu Conselho de Administração aprovou o aumento de capital social da Companhia, por meio de emissão de ações ordinárias. Como anunciado há alguns dias, o tema vinha sendo estudado internamente. O valor da emissão será de no mínimo R$ 2,1 bilhões e no máximo de R$ 2,3 bilhões, com quantidades mínimas e máximas sendo, respectivamente, de 303.030.304 e 331.890.331 ações.

“O aumento de capital é a melhor alternativa para a companhia buscar o seu reenquadramento nas regras de Provisões Técnicas da Superintendência de Seguros Privados (Susep), além de fortalecer a estrutura de capital do IRB Brasil RE e melhorar a sua posição de caixa”, diz o presidente do Conselho de Administração e atual Diretor Presidente, Antonio Cassio dos Santos. “Esta é uma solução equânime, equilibrada e de longo prazo, que garante o futuro desta Companhia de tanta tradição no mercado brasileiro e latino-americano. É uma nova fase para o IRB Brasil RE.”

Os acionistas Bradesco Seguros S.A. e Itaú Seguros S.A. – pertencentes aos dois maiores grupos financeiros do país – se comprometeram a acompanhar o aumento de capital de forma proporcional às suas participações, respectivamente de 15,4% e 11,3%, e também manifestaram a intenção de subscrever quaisquer quantidades que eventualmente sobrarem após a primeira rodada de oferta, de forma a assegurar a subscrição do valor mínimo de R$ 2,1 bilhões da emissão.

O preço de emissão dos papeis será de R$ 6,93. O prazo de exercício do direito de preferência para subscrição de ações terá início no pregão do dia 14 de julho de 2020, se estendendo até o dia 12 de agosto de 2020. Seguindo as regras da B3, a data de corte para a participação na emissão será dia 13 de julho de 2020 – é importante ressaltar que todos os acionistas que constem da base no pregão deste dia terão as mesmas condições de participação na emissão.

Os acionistas terão direito de preferência para subscrever ações na proporção de 0,35938828 nova ação ordinária para cada ação da qual que forem titulares – ou seja, cada acionista poderá subscrever uma quantidade de novas ações que representem 35,938828% do número de ações de que for titular no fechamento do pregão da B3 na Data de Corte.

100 dias da nova direção executiva – “O IBR Brasil RE é uma empresa líder de mercado e com um bom portfólio de clientes, com todas as condições de retomar o caminho do crescimento e da geração de resultados”, diz Antonio Cassio. “Estamos trabalhando para levarmos o IRB para o próximo nível, sem pressa mas sem pausa, como temos repetido constantemente nestes primeiros 100 dias da nova administração da Companhia.” 

Nestes primeiros meses, a nova administração do IRB Brasil RE vem promovendo uma revisão completa da gestão da empresa, mesmo enfrentando restrições durante o período de pandemia, em razão do isolamento necessário à preservação de seus colaboradores.

No período, realizou uma investigação independente para apurar a divulgação de informações inverídicas sobre uma suposta participação da Berkshire Hathaway como acionista do IRB Brasil RE, bem como apurações internas que revelaram o pagamento indevido a executivos da antiga gestão no valor de R$60 milhões e de indícios de administração temerária evidenciada na recompra de ações acima do limite aprovado pelo Conselho de Administração. As informações foram entregues aos reguladores (Susep e Comissão de Valores Mobiliários – CVM) e ao Ministério Público Federal, para que os indícios de irregularidades sejam devidamente apurados e seus autores sejam responsabilizados.

Soma-se a isso uma revisão completa e a reapresentação das Demonstrações Financeiras dos exercícios de 2018 e de 2019, a partir de consultoria forense, e a melhoria das práticas internas de gestão e da governança, com o aumento no número de diretores estatutários, uma nova diretoria executiva e a revisão de procedimentos.

Além disso, o Conselho de Administração teve o seu número de integrantes ampliado para nove membros, com uma grande renovação do colegiado: sete assentos são ocupados por novos conselheiros, profissionais de extensa bagagem em diversas áreas e reconhecidos pelo mercado.