Um encontro de pais e filhos com o legado do seguro

por Carol Rodrigues, da Revista Cobertura

Um encontro de gerações de duas famílias com grandes legados no mercado de seguros. Com atuações em ramos de seguros diferentes, os Garfinkel e os Molina mostraram que o mais importante para um negócio bem-sucedido, longevo ao ponto de ser passado para outras gerações, é a paixão e a capacidade de sonhar.

Jayme Garfinkel, acionista controlador das empresas Porto Seguro, não assumiu um negócio, ele assumiu o sonho de seu pai, o senhor Abraão.  “A grande decisão da minha vida foi quando o meu pai faleceu e passamos uma crise financeira. Pensei: meu pai começou como inspetor de risco da Generali e tinha o sonho de ser presidente, o que conseguiu em 1972. Não quis vender o sonho do meu pai”, compartilhou, ao lembrar que o sonho do pai, que tinha 55 anos quando comprou a Porto sem dinheiro, tornou-se o sonho da família.

Com o falecimento do pai, seis anos depois, Jayme se agarrou ao sonho e estimulou as pessoas ao seu entorno a acreditarem nele também. “Mantive o sonho com base na confiança. Nosso mercado vive de confiança; é a confiança do consumidor no corretor e a do corretor na seguradora. Esse é o resumo da Porto Seguro e da paixão que eu tenho”.

Outro ícone do mercado, Nilton Molina, presidente do Instituto de Longevidade MAG e do Conselho Deliberativo da MAG Fundo de Pensão, teve uma trajetória diferente. “Comecei como corretor aos 30 anos. A minha porta de entrada no mercado de seguros foi o GBOEX, em 1966. Foi lá que aprendi a vender seguros. Meu foco sempre foi o vida individual. Com a compra da participação acionária da Atlântica Boa Vista, mudei de lado e fui para seguradora. Ajudei a criar a Bradesco Saúde, a Bradesco Vida e Previdência, depois criei a Mombras, que se transformou em Icatu; comprei a Mongeral. Cada momento desse foi muito importante na minha vida”.

Com cerca de 90 anos, Molina lembrou que a companhia não sai dele. “Sou especialista em seguro de vida individual. Fico fixado naquilo que gosto mais. Gosto muito do negócio e é difícil ficar quieto, mas reconheço que é muito difícil ser meu filho”.

Os filhos

“Aprendi seguro por osmose. Fui para a rua vender com 14 anos. Meu pai sempre me criou para liderar. Por mais que tenham tido cobranças, você nunca quis mexer na minha liderança. Não é fácil. Temos de nos esforçar cada vez mais. Muitas vezes o mais importante é conseguir fazer o meu melhor, e você me deu ferramentas para isso. Esse melhor é em prol da sociedade, dos clientes, dos corretores e dos funcionários. Isso eu aprendi em casa com você e com a minha mãe”, disse Helder Molina, chairman e CEO do Grupo MAG. “São poucos os seguradores-raiz que estão com a barriga no balcão hoje. Isso é fundamental para que nosso mercado fique vivo”.

Bruno Garfinkel, presidente do Conselho da Porto Seguro, definiu o processo sucessório da companhia como um processo sucessório de amor profissional. “Meu pai absorveu o sonho do próprio pai. O sucesso da Porto foi a capacidade de engajar muitas pessoas em torno de um sonho”, comentou Bruno, ao lembrar que a conexão do crescimento da família ao crescimento da empresa. “Representamos o mais verdadeiro do seguro. Nossa responsabilidade é fazer o mercado dar certo”.

Aspecto social do seguro

Molina destacou que o seguro de vida tem uma característica diferente. “A venda do seguro de vida, mesmo que muito bem vendida, é forçada. Mas o momento da entrega do cheque do benefício é absolutamente gratificante para o segurador e, principalmente, para o corretor que vendeu a apólice”.

“Quando pagamos qualquer sinistro, estamos atuando com a sociedade. É um prazer ser um prestador de serviços que vai ao encontro da necessidade das pessoas. Estamos mais presentes no dia a dia. Essa vantagem traz uma cultura de interesse do cidadão”, comentou Jayme, ao citar, inclusive, a ação da companhia para a assistência chegar em até 15 minutos ao cliente de moto.

Os ícones participaram do painel “Transição segura para o futuro da corretagem de seguros”, integrante da programação da 20ª edição do Congresso de Corretores de Seguros (Conec), realizada de 25 a 27 de setembro no Distrito Anhembi, em São Paulo.

“Esse painel foi do jeito que eu queria: uma homenagem, conselhos e exemplos de sucessão, de vida e para acreditarmos no grande negócio que temos nas nossas mãos. Sabemos o que queremos e apenas precisamos estar unidos para buscar melhorias no nosso setor, como aprimoramento de produto e tecnologia”, definiu Boris Ber, presidente do Sincor-SP.

Corretores estão no centro da transformação digital do seguro, afirmam CEOs em debate

por Denise Bueno

A digitalização acelerada e o avanço da inteligência artificial (IA) não vão afastar corretores de seguros de seus clientes — ao contrário, devem ampliar sua relevância. Essa foi a mensagem dos CEOs das principais seguradoras do país durante debate no Conec 2025, evento organizado pelo Sincor-SP entre os dias 25 a 27 de setembro, em São Paulo.

A discussão foi provocada por uma pergunta da plateia sobre o papel dos corretores no desenvolvimento de portais e ferramentas digitais das seguradoras. “Podemos contribuir para a melhoria dos portais, para se encaixar mais nas nossas prioridades de fluidez? O consenso entre os presidentes foi de que a escuta ativa e a cocriação com os intermediários são indispensáveis para que a tecnologia de fato melhore a jornada de clientes e parceiros.

José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine Seguradora, afirmou que ouvir corretores é parte do DNA da companhia. Segundo ele, toda novidade passa por testes com os profissionais, que oferecem sugestões valiosas. Ferrara revelou que a seguradora realiza dezenas de pesquisas por ano e que cerca de 50% dos corretores participam. “Prefiro dar a vara de pescar: queremos que nossos parceiros tenham ferramentas próprias para prospectar clientes em toda a base da corretora e não apenas para gerir a carteira Tokio. Estamos desenvolvendo uma solução de captação baseada em IA que será disponibilizada no primeiro trimestre de 2026”, antecipou o executivo, com a mesma empolgação que contou a todos que em alguns dias será avó. “Finalmente, o sonho do primeiro neto será realizado”, contou com grande entusiasmo, arrancando aplauso da platéia.

Felipe Nascimento, CEO da Mapfre, reforçou que nenhum produto ou processo sai da companhia sem a chancela de corretores e clientes. Ele destacou iniciativas como o programa Juntos Resolvemos e o Conselho Nacional de Corretores, que orientam decisões estratégicas. “Acabamos de lançar um aviso de sinistro guiado pelo WhatsApp, construído em cocriação com os corretores. Mas é preciso não perder a essência: relacionamento e confiança. IA que não agregue valor ao corretor e ao cliente vira custo”, alertou.

Ivan Gontijo, presidente do Grupo Bradesco Seguros, apontou o Opinião de Valor como instrumento de escuta ativa. “Temos investido para tornar a jornada mais fluida. A maior perda acontece quando seguradora e corretor não estão abertos ao novo. A transformação digital é irreversível”, afirmou. Ele também citou a plataforma Universeg, que oferece capacitação para aumentar a efetividade de vendas, e lembrou que corretores têm acesso às agências e plataformas do Bradesco para crescerem juntos e levarem mais proteção para toda a sociedade.

Eduardo Dal Ri, CEO do Grupo HDI, destacou que a digitalização exige investimentos pesados, sobretudo em segurança de dados. “As seguradoras precisam apoiar os corretores porque são tecnologias caríssimas. IA pode ser usada para comparar coberturas e preços, agilizar sinistros e reduzir rotinas. Mas os corretores precisam se letrar digitalmente”, disse. Ele lembrou que a integração das marcas HDI e Yelum, antiga Liberty, tem como meta entregar uma jornada homogênea e menos burocrática. “Queremos que os corretores dediquem tempo ao que é sua vocação: se relacionar com clientes.

Na Porto, o presidente Paulo Kakinoff reconheceu que há uma “ansiedade” em relação ao uso da IA, mas defendeu equilíbrio. “É preciso separar modismo de uso prático. A IA pode equipar corretores com conteúdos rápidos e didáticos para redes sociais, replicando explicações sobre produtos aos clientes. Por isso criamos a AcademIA, nosso centro de treinamento e capacitação”, disse. Para ele, a ferramenta será “a mais potente em ganhos de eficiência, equivalente à soma de tudo que vimos nos últimos 30 anos”.

Ferrara, da Tokio Marine, completou: “O corretor precisa ser híbrido, como os carros. A tecnologia amplia a base de clientes e não substitui a consultoria. Seguro não é commodity como uma geladeira que você pesquisa no Google, que traz dezenas de anúncios do mesmo produto com preços diferentes; seguros são diferentes em cobertura e serviços e por exigem orientação especializada ao cliente e só os corretores para orientarem os consumidores sobre quais são mais importantes para cada perfil de cliente”.

Apesar da ênfase em dados e tecnologia, todos os executivos reforçaram que o corretor continuará sendo insubstituível. “Assim como a medicina evoluiu para cirurgias a distância sem eliminar a importância do médico, os corretores jamais perderão sua relevância”, disse Nascimento, da Mapfre. Gontijo, da Bradesco, resumiu: “A inteligência artificial é meio, não fim. Serve para liberar os corretores de tarefas administrativas e aproximá-los ainda mais dos clientes.” Kakinoff, da Porto, foi além: “Nenhum gerente de banco conhece a vida de uma família como um corretor conhece. Essa relação olho no olho é um patrimônio que nenhuma tecnologia vai substituir.”

Zurich Seguros apresenta campanha e reforça compromisso com corretores

zurich seguros conec 2025

Por Denise Bueno

A Zurich escolheu o 20º Congresso de Corretores de Seguros (Conec 2025), realizado no Distrito Anhembi, em São Paulo, como palco para lançar a nova fase de sua campanha institucional: “Zurich. A nova geração de seguros”. A iniciativa simboliza mais do que um slogan: representa a visão da companhia de reposicionar o seguro como ferramenta de proteção, conveniência e impacto positivo.

Segundo Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes da Zurich, a proposta nasce da escuta ativa e da compreensão das novas demandas da sociedade. “Queremos que os corretores percebam que esta nova geração de seguros surge conectada ao dia a dia das pessoas, com soluções que, além de proteger, contribuem para um futuro mais sustentável e equitativo”, afirma.

Essa transformação se traduz em produtos adaptados aos novos riscos ambientais e sociais, jornadas digitais mais inclusivas e iniciativas de sustentabilidade integradas à operação — do selo Auto Eco aos serviços de descarte ecológico no seguro residencial e coberturas específicas para veículos híbridos e elétricos.

A executiva destaca que a campanha reforça o papel estratégico do corretor como protagonista na construção de um mercado de seguros mais inclusivo. No Conec, a seguradora montou um estande interativo com conteúdos exclusivos, ativações e materiais de apoio para facilitar a comercialização.

“O objetivo é aproximar ainda mais a Zurich dos parceiros comerciais, oferecendo não apenas produtos inovadores e sustentáveis, mas também capacitação, ferramentas digitais e relacionamento próximo”, diz Sarraceno.

Entre as novidades apresentadas no evento está a renovação do patrocínio ao Rio Open, o maior torneio de tênis da América do Sul. Para a Zurich, o esporte é uma plataforma estratégica para fortalecer a marca e dialogar com diferentes públicos.

“Mais do que visibilidade, o torneio representa valores que fazem parte da identidade da companhia, como superação, resiliência e empatia. Também se conecta a projetos sociais, como os conduzidos pelo Instituto Próxima Geração, que utiliza o esporte como instrumento de inclusão”, explica a executiva.

Na linha de seguros pessoais, a Zurich dá ênfase aos ramos automóvel, vida e celular, considerados pilares de inovação e proximidade com o cliente.

  • Seguro de vida: jornada 100% digital, coberturas flexíveis e práticas ESG incorporadas desde a subscrição até os investimentos.
  • Seguro auto: atendimento ágil, coberturas inovadoras como Pequenos Reparos Premium e soluções para mobilidade sustentável, incluindo veículos elétricos e híbridos.
  • Seguro celular: produto de entrada para o público jovem, com indenizações processadas em minutos.

Além deles, o seguro residencial também se diferencia por serviços como descarte ecológico gratuito e assistências com compensação de carbono, prática pioneira no mercado brasileiro.

A Zurich vem apostando em expansão regional para intensificar sua presença em praças estratégicas, com comunicação adaptada às especificidades locais. Essa proximidade, somada ao clientecentrismo como pilar da operação, guia a estratégia de negócios.

“O Conec é um espaço privilegiado para dialogar com os corretores, ampliar nossa base de parceiros ativos e consolidar a narrativa de marca. Mais do que expor produtos, queremos fortalecer vínculos, gerar negócios e demonstrar, na prática, nosso compromisso com um mercado mais moderno, acessível e conectado”, afirma Lucía.

Sancor reforça expansão no Brasil com proximidade com corretores de seguros

sancor seguros

A participação da Sancor no 20º Congresso dos Corretores de Seguros (Conec), que acontece de 25 a 27 de setembro no Distrito Anhembi, em São Paulo, simboliza um movimento estratégico da seguradora argentina em sua trajetória de consolidação no mercado brasileiro. “Estar no Conec é mais do que marcar presença em um dos maiores encontros do setor; é reafirmar nosso compromisso com o corretor e com o desenvolvimento sustentável do mercado de seguros no Brasil”, afirmou Paulo Dawibida, diretor comercial da Sancor.

Presente em quatro países da América Latina e com 80 anos de história, a companhia vem acelerando sua expansão nacional com foco no fortalecimento da rede de corretores e na oferta de soluções multiprodutos e multicanais. O estado de São Paulo, palco do evento, tem recebido especial atenção da companhia, que vem ampliando sua equipe comercial e reforçando investimentos para ganhar escala.

Durante os três dias de feira, a Sancor apresenta ao público uma de suas principais inovações: o Venda Fácil, plataforma digital que simplifica a comercialização de produtos de contratação rápida, como o Carta Verde. A ferramenta foi desenhada para oferecer mais autonomia ao corretor, ao mesmo tempo em que garante agilidade para o segurado, reduzindo burocracias e fortalecendo a experiência de venda consultiva.
Outro destaque é o programa de relacionamento Ganha Mais, voltado ao reconhecimento e à valorização do desempenho dos parceiros comerciais. Com ele, a companhia busca reforçar o vínculo com os corretores por meio de benefícios e recompensas, evidenciando que o relacionamento vai além da transação comercial.

Com um estande localizado em posição estratégica na feira, a Sancor estruturou sua participação para privilegiar a proximidade e a escuta ativa. Gestores e equipe comercial da regional de São Paulo estarão presentes para dialogar com corretores de diversas localidades, compreender demandas e apresentar soluções. Além das conversas de negócios, o espaço contará com ativações interativas que aproximam os visitantes do universo da companhia. “O Conec é um espaço para conexões reais. Mais do que divulgar nossos produtos, queremos construir relações duradouras com os corretores”, destacou Sandro Moraes, superintendente comercial de São Paulo.

O mercado brasileiro é visto pela Sancor como estratégico dentro do plano de expansão regional. A companhia tem buscado consolidar-se como uma seguradora parceira e inovadora, mantendo como eixo central o corretor de seguros. Para a empresa, mesmo em um cenário marcado pelo avanço tecnológico e pelo uso crescente da inteligência artificial, a intermediação humana permanece essencial para fortalecer a confiança do consumidor.


“O corretor é e continuará sendo o principal canal de distribuição da Sancor. Nossa estratégia é caminhar lado a lado com esse parceiro, de forma transparente e próxima, para entregar soluções que beneficiem toda a cadeia – da seguradora ao cliente final”, reforçou Dawibida. Segundo o executivo, a perspectiva é de ampliar parcerias e explorar novos canais de distribuição, sempre com base em crescimento sustentável. Essa visão combina o legado da seguradora, que carrega oito décadas de atuação na América Latina, com a ambição de ser cada vez mais relevante no Brasil.

Conec 2025: inovação e pluralidade marcam a noite de abertura em São Paulo

conec 2025

por Thais Ruco

O Conec 2025, maior congresso de corretores de seguros da América Latina, teve sua noite de abertura nesta quinta-feira (25/09) marcada por inovação e um clima de reencontro e celebração. Realizado pelo Sincor-SP no Distrito Anhembi, o evento, que se estende até 27 de setembro, reúne cerca de 10 mil profissionais do Brasil e de outros países, como uma delegação de mais de 20 corretores de Buenos Aires.

Com o tema “SinergIA Digital – O Futuro Inteligente do Corretor de Seguros”, a 20ª edição do congresso promete ser um marco na história da entidade.

Abertura com visão de futuro

A cerimônia de abertura, após um animado “Esquenta Conec”, foi conduzida pelo presidente do Sincor-SP, Boris Ber, que destacou a capacidade do congresso de refletir sobre as transformações do seu tempo. “Cada edição do Conec sempre refletiu o espírito do seu tempo. Estamos vivendo mais uma revolução – na sociedade, nos serviços financeiros, na forma de consumir, e principalmente na relação entre corretores, seguradoras e consumidores”, afirmou.

Ele enfatizou que o futuro do seguro não tem uma resposta pronta, e sim depende da capacidade dos corretores de integrar o conhecimento do passado com novos aprendizados, preparados para a grande transformação que já começou. Boris Ber agradeceu à diretoria, aos colaboradores e à Prefeitura de São Paulo pelo apoio, além de saudar a presença da delegação argentina.

Os membros da diretoria executiva também se manifestaram.  A 1ª vice-presidente, Simone Fávaro, desejou que todos se sentissem em casa, garantindo que o evento foi preparado com “muito carinho e zelo”, e ressaltou a participação feminina, cada vez mais crescente no setor. Braz Romildo Fernandes, 2º vice-presidente, reforçou a alegria de ver a plenária cheia e o orgulho do trabalho realizado. O 1º secretário, Marcos Abarca, destacou que este é um Conec que vai marcar pela pluralidade, em função da chegada de novos players. Já o 1º tesoureiro, Edson Fecher, destacou a vocação de São Paulo para o trabalho e o acolhimento, ressaltando que a cidade recebe os participantes com respeito e responsabilidade. O 2º secretário Rogério Freeman comentou que o evento foi pensado para cada perfil de participante, desejando que aproveitem conteúdo e oportunidades de relacionamento. E o 2º tesoureiro, Fernando Alvarez, destacou a participação não apenas de caravanas vindas do interior do estado, como de todo o país e até do exterior.

Tecnologia e segurança: parceria com a prefeitura de São Paulo

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, participou da abertura e agradeceu a oportunidade de falar com a categoria, reconhecendo o trabalho fundamental dos corretores de seguros na orientação dos clientes e no fomento de setores essenciais, como a saúde, que beneficia a população e alivia os serviços públicos.

Ricardo Nunes convidou os presentes a visitarem, na Exposeg, o estande do Smart Sampa, uma iniciativa de tecnologia e segurança da prefeitura. Ele explicou o funcionamento do sistema, que conta com 40 mil câmeras na cidade, sendo 20 mil com reconhecimento facial e leitura de placas. O prefeito citou exemplos de sucesso, como a recuperação de quase 300 veículos e a prisão de 1.950 foragidos da justiça, demonstrando como a tecnologia tem sido um diferencial para a segurança pública na capital.

“A preocupação com a segurança realmente tem afetado muito a tranquilidade das pessoas do nosso país, em especial dessa cidade tão complexa de 12 milhões de habitantes. E através da tecnologia podemos evoluir algumas situações”, disse.

Susep: novas resoluções e inovação

Um dos pontos altos da noite foi o talk show de abertura “Novas Resoluções e Tecnologias – Para onde vai o mercado de seguros?”. Conduzido por Simone Fávaro e Braz Fernandes, o painel recebeu o diretor de Regulação Prudencial e Estudos Econômicos da Susep, Airton Almeida. O convidado abordou três temas cruciais:

·      Lei Complementar 213: Sobre as associações de proteção patrimonial mutualista e as cooperativas de seguros, o diretor classificou a lei como uma das “maiores oportunidades” para a indústria de seguros nos últimos 60 anos, com potencial para aumentar a cobertura e a proteção para os brasileiros.

·      Autorregulação de corretores de seguros: O tema, que está em consulta pública, promete trazer mais agilidade e novos direitos, deveres e oportunidades para os corretores. Airton pediu a participação de todos no debate para aprimorar a norma.

·      SUSEP Lab: Por fim, ele falou sobre o laboratório de inovação em seguros, uma parceria com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), que busca recuperar a defasagem tecnológica do órgão e aplicar inteligência artificial na supervisão e fiscalização. Ele convidou as federações e entidades a se juntarem ao projeto.

A primeira noite do Conec 2025 foi marcada por reencontros e reflexões sobre o futuro do mercado de seguros. O evento deixou claro que a categoria está empenhada em se adaptar às inovações tecnológicas e aos novos modelos de consumo, mantendo-se unida para garantir a relevância da profissão.

AXA aposta em três pilares de crescimento e vê Brasil como potência dentro do grupo

Erika medici ceo axa conec 2025

por Denise Bueno

A seguradora AXA chega ao Conec 2025 reforçando sua confiança no Brasil como um dos principais motores de crescimento do grupo na América Latina. A CEO Erika Médici destacou que a companhia deverá manter o ritmo de expansão em dois dígitos, acima da média do mercado, alinhada às expectativas da matriz na França. Segundo ela, não se trata de otimismo, mas da realidade que vem sendo entregue nos últimos anos, com o Brasil considerado potência dentro da estratégia global e recebendo investimentos consistentes para acelerar a agenda local.

A executiva avaliou que 2025 foi marcado por grandes marcos regulatórios como o Open Insurance e o novo Marco Legal dos Seguros e que 2026 deverá ser um ano de acomodação, mais voltado à consolidação do que a novas rupturas, já que a transformação atinge seguradoras, corretores, clientes e todo o ecossistema, com normas que precisam de tempo para serem processadas.

Com orçamento de 2026 em finalização e expectativa de divulgação no fim de outubro, a AXA projeta manter um ritmo forte de crescimento sustentado pelos três pilares, que segundo a CEO vão sustentar a próxima etapa de expansão da companhia no Brasil.

Erika pontou os três pilares que sustentam a estratégia da AXA no Brasil, com destaque para o corporate, que é o DNA da companhia, com forte atuação em riscos complexos, médio mercado e grandes riscos. “Agora também temos uma nova frente chamada AXA Verde, destinada a consolidar o protagonismo brasileiro na agenda de sustentabilidade global, com forte crescimento em seguros ligados à cadeia de energia renovável”, explicou.

O segundo pilar é o de massificados, que representa uma nova alavanca de crescimento baseada em digitalização e ferramentas que simplificam a jornada do corretor, tendo como destaque o AXA Hub plataforma, que sustenta soluções mais práticas e acessíveis para distribuição em escala.

O terceiro pilar envolve parcerias e o modelo B2B2C, por meio de bancos, varejo e cooperativas, que visam oferecer produtos de proteção aos consumidores de menor renda, com foco na linha de microsseguros, que contempla desde prestamista e seguro Pix até coberturas ligadas a doenças crônicas, numa tentativa de criar soluções acessíveis e relevantes para a classe emergente que está entrando no mercado e precisa de proteção financeira.

MetLife aposta em democratização do seguro de vida e mira dobrar operação no Brasil até 2029

metlife brasil conec 2025

por Denise Bueno

O mercado de seguros de vida no Brasil vive um paradoxo. Depois de anos de forte expansão, 2025 traz sinais de arrefecimento até julho, pressionado pela alta dos juros e pelo orçamento mais apertado das famílias. Ainda assim, permanece como uma das frentes mais promissoras do setor, avalia Breno Gomes, CEO da MetLife no país.

“Nos últimos anos crescemos acima de 20% e o plano é dobrar a companhia até 2029. Mesmo com a desaceleração até julho, seguimos com projeções de dois dígitos para 2026, puxadas pelo seguro de vida”, afirma. A expectativa é encerrar 2025 com avanço de 17% considerando vida e dental, percentual acima da média do mercado.

Na visão do executivo, o país reúne características únicas que atraem multinacionais e novos entrantes, como seguradoras que atuavam apenas em seguros de bens e agora correm para conquistar uma fatia do seguro de pessoas. “Quando olhamos o mundo, não é fácil achar mercados tão atrativos quanto o Brasil. Temos uma população grande, relativamente jovem, e uma estabilidade política que, na comparação internacional, chama atenção. É por isso que vemos tanto capital vindo para cá. A própria MetLife aumentou seus investimentos no país nos últimos dois anos”, diz.

Em sua visão, a competição mais acirrada tende a beneficiar corretores e clientes. “Uma empresa provoca a outra, e isso gera novas ideias. No fim, quem se favorece é a sociedade como um todo.” Gomes reforça que o desafio da indústria está em ampliar o alcance do seguro de vida além das classes A e B, onde a penetração já avançou. “O microseguro tem um grande potencial e desperta muito o interesse dos investidores, mas o desafio maior é democratizar de fato, com produtos que façam sentido na vida dos consumidores. Não adianta vender barato e criar frustração no cliente. Isso atrapalha toda a indústria que tem investido muito para consolidar a cultura do seguro no Brasil”, avalia.

Para isso, a companhia aposta em novas parcerias com corretores que tenham clientes com acesso a uma base grande de cleintes, como temos com o iFood e com o Mercado Pago, que aproximam o produto de públicos com alta penetração tecnológica. “Aprendemos muito com o público de motociclistas e entregadores, por exemplo. Esse aprendizado ajuda a ajustar produtos para novas realidades de consumo.” O acordo com o iFood foi assinado em 2019, com seguro de acidentes pessoais e, hoje, já são mais de 15 coberturas na operação e cerca de 360 mil entregadores com a proteção, como um benefício oferecido pela empresa.

Com a regulamentação recente da lei 213/2025, que permite que cooperativas de seguros operem em todos os ramos, com exceção daqueles que forem vedados pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), como previdência e capitalização, a MetLife avalia a possibilidade de parcerias com este segmento, que vêm ganhando protagonismo em crédito e em seguro de vida. “É um canal super importante e sei que algumas concorrentes já têm acordos. Acredito em modelos de ganha-ganha. Entendemos que isso é possível, pois vida é um negócio que exige elevado valores de capital e por isso acredito que naturalmente vão surgir parcerias pelo interesse mútuo das seguradoras e das cooperativas”, comenta.

Outro vetor de transformação é a ampliação das coberturas que podem ser utilizadas em vida. Mais de 50% do número de sinistros pagos pela MetLife já correspondem a casos como doenças graves, incapacidade temporária e hospitalizações. “Seguro de vida deixou de ser apenas um seguro de morte. Isso ajuda a quebrar a antipatia histórica das pessoas em relação ao produto, mas ainda temos o desafio de educar a sociedade sobre produtos e serviços acessíveis e vitais para proteger o patrimônio das famílias em situações de emergências”, diz o CEO.

Apesar das pressões conjunturais, Gomes destaca que o negócio é menos sensível a oscilações de curto prazo. “O seguro de vida é um negócio de longo prazo. Trabalhamos com horizonte de dez anos, não de um ou dois. Esses produtos têm feedback muito mais longo do que os de automóvel, que viram carteira anualmente”, afirma. Com o plano de dobrar a operação até o fim da década, a MetLife reforça seu compromisso com o mercado brasileiro. “Vai ser mais concorrido, mas também mais divertido. E quem vai sair ganhando é o cliente”, conclui o executivo.

Participação no Conec

O estande da companhia levou ao público a atmosfera da Copa do Mundo, inspirado no MetLife Stadium, palco de jogos do torneio de 2026. No espaço, corretores e parceiros participaram de ativações como disputa de pênaltis, roleta de prêmios e um cenário especial que simulava a visão de torcedores acompanhando uma partida no estádio.

Além do ambiente descontraído, a MetLife apresentou novidades em seu portfólio, com destaque para o Cot.AI, ferramenta de inteligência artificial integrada ao WhatsApp que agiliza a cotação de seguros para pequenas e médias empresas. A solução permite gerar simulações com poucos dados, utilizar comandos de voz e encaminhar propostas diretamente para o sistema da MetLife, simplificando a rotina comercial dos corretores.

“O Conec é sempre uma oportunidade incrível para estreitarmos ainda mais a relação com os corretores e parceiros estratégicos. Ter toda a nossa equipe comercial presente fez a diferença para conversarmos sobre negócios, apresentarmos novidades e reforçarmos o papel da MetLife no desenvolvimento do mercado”, finalizou Ramon Gomez, vice-presidente Comercial da MetLife Brasil.

Grupo HDI destaca tecnologia, sustentabilidade e relacionamento próximo com corretor

grupo HDI seguros

por Denise Bueno

O Grupo HDI chega ao 20º Congresso dos Corretores de Seguros (Conec 2025), que acontece de 25 a 27 de setembro no Distrito Anhembi, em São Paulo, com a estratégia clara de reforçar laços com seus principais parceiros de negócios: os corretores. Para a companhia, o evento é mais do que uma vitrine de produtos e serviços — é um espaço de proximidade, troca de experiências e fortalecimento da confiança.

“A participação no Conec tem um significado especial porque coloca no centro da discussão aqueles que são de extrema importância para a nossa estratégia: os corretores”, afirma Marcos Machini, vice-presidente Comercial do Grupo HDI. “Mais do que apresentar novidades, queremos que esse encontro seja marcado pela construção de soluções que realmente apoiem o parceiro na sua atuação, hoje e no futuro.”

Nesta edição, a companhia preparou um estande tecnológico e sustentável, em que todos os materiais utilizados serão reaproveitados ou descartados de forma responsável. No espaço, estão reunidas as marcas HDI, Yelum e Aliro, refletindo a força e a integração do Grupo HDI.

O ambiente ressalta as inovações em assistência — lideradas pelo recém-nomeado VP de Transformação e Assistência, André Truzzi — e para os produtos de Grandes Riscos, além de novidades no portfólio e nas campanhas de incentivo. “Estamos compartilhando com nossos principais parceiros de vendas as ferramentas digitais que já apoiam diretamente o dia a dia do corretor”, acrescenta Machini.

O grupo mobilizou um time de executivos liderado pelo CEO, Eduardo Dal Ri, para recepcionar os corretores e ouvir suas demandas. O estande terá ativações interativas, experiências tecnológicas e momentos de descontração, como a tradicional distribuição de sorvetes, já marca registrada da seguradora em grandes congressos. “Queremos criar um ambiente moderno, mas ao mesmo tempo acolhedor, para facilitar a troca e a proximidade com nossos parceiros”, diz o executivo.

As mudanças regulatórias e o avanço da Inteligência Artificial (IA) no setor também estarão em pauta. Para o Grupo HDI, a tecnologia deve estar a serviço do corretor. “A IA já traz ganhos concretos de eficiência, desde sinistros até automação de propostas, mas nosso objetivo é potencializar a atuação consultiva do corretor. Além de investir em inovação, oferecemos treinamentos constantes em produtos, ferramentas digitais e gestão”, ressalta Machini.

Nos últimos seis meses, o Grupo HDI superou a marca de 30% de diversificação do portfólio, expandindo a atuação para além do seguro auto e ampliando o alcance em diferentes perfis de clientes. A integração das linhas de Grandes Riscos da HDI Global também fortaleceu a capacidade de atender empresas de vários segmentos.

Outro destaque é a Fácil Assist, operação própria que reúne todas as marcas do grupo em assistência, elevando a autonomia e a agilidade no atendimento. Essa iniciativa já se refletiu em um salto de até 10 pontos percentuais nos índices de satisfação de clientes e corretores.

“No Conec, destacamos que esse ritmo de evolução vai continuar. Vamos ampliar nossa carteira, investir mais em IA, reforçar iniciativas de sustentabilidade e entregar uma experiência cada vez mais completa ao corretor”, conclui.

Seguro viagem cresce 11,66% no 1º semestre e amplia opções para esportes radicais

A procura por Seguro Viagem cresceu 11,66% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). O resultado reflete maior conscientização dos brasileiros sobre a importância de viajar protegidos contra imprevistos.


O Seguro Viagem tradicional cobre despesas médicas, hospitalares e odontológicas, translado de corpo em caso de morte, invalidez permanente por acidente, extravio e dano de bagagem, cancelamento de viagem, entre outras situações.


No entanto, acidentes ou mortes decorrentes da prática de esportes radicais durante a viagem não estão contemplados nessas apólices. “Nesses casos, é fundamental que o viajante converse com o corretor ou a seguradora para conhecer os riscos excluídos e contratar um produto adequado às suas necessidades”, orienta Nelson Emiliano, presidente da Comissão Atuarial da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi).


Segundo Emiliano, muitas seguradoras já oferecem apólices sob medida para praticantes de escalada, mergulho, mountain bike, parapente ou ski, com coberturas específicas como operações de resgate, por exemplo. “Esse tipo de seguro cobre tudo que o Seguro Viagem tradicional cobre, mas acrescenta ainda outras proteções”, explica.


O executivo também alerta que a contratação do seguro deve vir acompanhada de cuidados adicionais: “A prática dessas atividades deve sempre ser realizada junto a profissionais credenciados, para que a cobertura não seja negada em função de um agravamento de risco intencional, como previsto no Código Civil”, explicou Emiliano. Outra importante recomendação é, em caso de acidente, o registro de um boletim de ocorrência, mesmo sem crime envolvido, para agilizar o processo de avaliação do sinistro.


Por fim, o executivo recomenda uma atenção especial para os equipamentos utilizados nesses esportes, cujos valores, muitas vezes, excedem os limites de reembolso para extravio de bagagens. Nesses casos, vale contratar um seguro sob medida, explicou.


Com o aumento das viagens e da busca por experiências radicais, o setor segurador acompanha o movimento com soluções cada vez mais personalizadas para garantir segurança e tranquilidade aos viajantes.

Prudential cresce acima do mercado e reforça aposta no corretor de seguros

prudential do brasil conec 2025

Os desafios e as oportunidades para ampliar o acesso da população brasileira ao seguro de vida e à previdência foram tema de debate durante o 20º Congresso dos Corretores de Seguros de São Paulo (Conec) 2025, realizado na sexta-feira, 26. O papel estratégico dos corretores para a educação financeira e a disseminação da cultura de proteção na sociedade foram destacados pelo vice-presidente de Parcerias Comerciais da Prudential do Brasil, Carlos Cortez. O seguro de vida é um dos ramos que mais cresce no Brasil e, atualmente, apenas 18% da população conta com alguma proteção de vida e 9% com previdência privada, indicando o potencial do mercado para os corretores.

O executivo participou do painel “A importância do seguro de vida e da previdência na sociedade”, ao lado de Mara Sutto, CEO e fundadora da Suria Corretora de Seguros, Carlos Caporali, diretor regional do Sincor-SP, Paulo Souza, presidente do Sindseg Santos-SP, Raimundo Nonato, corretor especialista em Vida e Saúde, e Roberto Lopes Passos, sócio-fundador da OESPE Corretora.

“Em um país onde a maioria da população possui pouco ou nenhum conhecimento sobre educação financeira, o corretor de seguros desempenha um papel fundamental ao contribuir para o planejamento das pessoas e para a conscientização das famílias sobre o seguro de vida. A proteção se tornou uma ferramenta poderosa para promover longevidade com mais saúde e tranquilidade”, disse Cortez.

No primeiro semestre de 2025, o mercado de seguros de pessoas pagou R$ 8,3 bilhões em benefícios, mostrando a relevância da proteção financeira para a sociedade. Os produtos mais acionados têm sido os de uso em vida. Um exemplo é a cobertura de Doenças Graves, cujo pagamento de benefícios cresceu, em média, 20% no mercado nos últimos 10 anos.

Nesse mesmo período, a Prudential do Brasil acelerou seus resultados. Enquanto o mercado de seguros de pessoas cresceu 8% no semestre, a companhia avançou 18% em prêmios emitidos — mais que o dobro da média setorial. No canal corretora, o crescimento foi ainda mais expressivo, de 33%. “Esses números mostram a força da Prudential, a ambição de continuar crescendo e a importância do nosso investimento no Brasil. Cada vez mais queremos estar presentes nesse segmento e reforçar o compromisso com o corretor”, afirmou Cortez. “Nosso compromisso é apoiar os corretores com soluções que façam sentido para cada cliente, em cada momento de vida”, completou o executivo.

Neste ano, a Prudential do Brasil esteve presente pela primeira vez na Exposeg, maior feira do setor, realizada durante o CONEC 2025. No estande da seguradora, os corretores e visitantes puderam conhecer as soluções de proteção financeira oferecidas pela companhia e a plataforma Fully, um benefício exclusivo da Prudential para clientes e parceiros.