HDI e Icatu lançam seguro de Vida voltado para PMEs

Produto inédito na carteira da HDI, solução é a primeira desenvolvida em parceria pelas duas seguradoras, firmada em 2019

A HDI Seguros e a Icatu Seguros, duas das maiores seguradoras do Brasil, anunciam o lançamento do HDI Vida PME, o primeiro produto desenvolvido em parceria pelas duas empresas. A solução, voltada para pequenas e médias empresas com, no mínimo, três e, no máximo, 499 funcionários, oferece coberturas básicas, adicionais e assistências que, somadas, contemplam até 14 opções de benefícios extras.

De desenho flexível, o produto permite uma combinação de coberturas e assistências para que cada empresa tenha uma proteção ideal atendendo às suas necessidades. O processo de contratação é ágil e simplificado, não há necessidade de fazer propostas individuais ou Declaração Pessoal de Saúde (DPS), basta apenas preencher a proposta de contratação.  Durante a vigência da apólice, a empresa também não precisa atualizar mensalmente a base de funcionários – uma outra facilidade deste lançamento. 

O produto desenvolvido pela Icatu Seguros para a parceria com a HDI traz coberturas básicas como morte e falecimento por acidente e outras opcionais, como a invalidez acidental permanente (total ou parcial), além das assistências como empresarial, com soluções que facilitam o dia a dia, cesta básica, kit natalidade, funeral e até cobertura de verba rescisória. As mensalidades do seguro podem ser pagas por boleto bancário ou débito em conta, conforme escolha de cada empresa.

“O HDI Vida PME chega para atender uma parcela importante do mercado brasileiro, que desempenha papel preponderante na economia por atuar como a maior fonte de emprego e renda para a população. O produto foi desenhado para resguardar tanto o microempresário quanto o colaborador de riscos críticos e imprevisíveis, o que gera mais tranquilidade e segurança a ambos”, comenta Murilo Riedel, Presidente da HDI Seguros.

“Usamos a grande expertise da Icatu em produtos coletivos e nossa especialidade em proteção e planejamento para criar uma solução flexível, de fácil contratação e manutenção, atentos às necessidades dos pequenos e médios empresários. Com o HDI Vida PME, ganham as empresas parceiras e os corretores, que terão acesso a um novo segmento para fortalecer sua carteira de clientes”, avalia Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros.

Para os corretores, o HDI Vida PME será uma chance de identificar novas oportunidades de negócios e estimular a fidelização de clientes, proporcionando um atendimento muito mais completo e a possibilidade de trabalhar com um segmento que vem crescendo no mercado, reforçando o seu papel consultivo devido às características do plano.

A parceria entre a HDI e a Icatu foi lançada em fevereiro de 2019. No modelo de negócio apresentado, a Icatu Seguros, líder entre as seguradoras independentes em Vida, Previdência e Capitalização, é responsável pelo desenvolvimento de produtos exclusivos, emissão de apólices e atendimento ao consumidor, garantindo a melhor experiência do cliente no pós-venda, assistências e sinistros. Já à HDI, a 5ª maior seguradora Auto e a 6ª maior em Residência, compete a distribuição, por meio de sua força comercial, que inclui filiais e escritórios em todas as regiões do País e mais de 23 mil corretores integrados.

Combate à violência contra a mulher é tema de evento da AMMS

 O encontro anual da AMMS, realizado nesta segunda-feira (17 de agosto) por meio virtual, abordou projetos de proteção e combate à violência contra a mulher no atual cenário social, além do tema “masculinidades e a importância do papel dos homens neste contexto”. 

Essas questões foram abordadas pela advogada Sueli Amoedo, que tem vasta experiência atuando em projetos que visam defender a mulher e educar os homens; e o jornalista Ismael dos Anjos, consultor sobre o tema de masculinidades e equidades de gênero e racial.   

O evento foi aberto por mensagens de executivos das empresas patrocinadoras, como o compliance officer da MMC, Victor Graciani, que ressaltou o compromisso da empresa em criar um ambiente seguro para que as mulheres se desenvolvam, permitindo que assumam as funções que, de fato, merecem. Em seguida, Juliana Zan, superintendente de RH da Tokio Marine, frisou que a companhia dá muita importância para a equidade no ambiente de trabalho, plural e respeitoso, ouvindo todos.

Segundo ela, esse diálogo aberto traz protagonismo para a seguradora, que foi eleita, por quatro anos seguidos, a melhor empresa para a mulher trabalhar. Logo depois, o CEO da Sompo Seguros, Francisco Caiuby Vidigal Filho, salientou que a violência contra a mulher é assunto muito debatido na Sompo, que promoveu lives pra debater esse tema. “Além das mulheres os homens têm participado dessas conversas, o que é muito importante. Porque é um problema de todos.”, acrescentou. 

Antes das palestras, a vice-presidente da AMMS, Simone Vizani, mediadora do evento, explicou que o tema em debate é de extrema relevância para toda a sociedade. “Vamos falar das ferramentas de combate à violência com a participação de palestrantes renomados”, ressalvou, lembrando que a Lei Maria da Penha completou 14 anos, mas os dados sobre a violência contra a mulher “continuam alarmantes”. 

Em sua apresentação, a advogada Sueli Amoedo acentuou que a violência psicológica “traz” todos os demais tipos de violência contra a mulher. “A mulher não consegue evitar, levantar e dizer que não vai aceitar mais. Isso porque ela está muito abalada, se sente inferiorizada com relação ao homem”, comentou  Ela falou ainda sobre a “violência moral” registrada principalmente nas redes sociais, com ofensas que estão em ascensão. 

Já a violência sexual é marcada por práticas que a mulher não gosta, proibição pelo marido de uso de contraceptivos e a não utilização de preservativos. “Há um ciclo da violência. Começa com humilhações, pequenas ofensas, pequenas proibições. Esse ciclo vai aumentar e termina em agressões ou até feminicídios”, advertiu. A advogada destacou ainda a importância de a mulher falar da violência a qual está submetida e denunciando o agressor. 

O jornalista Ismael dos Anjos também alertou para a maneira como os homens podem colaborar para resolver essa questão da violência.  Ele listou ainda alguns dados que mostram “violências cometidas” contra as mulheres até mesmo no ambiente corporativo. “No Brasil, as mulheres ganham, em média, de 10% a 35% menos que os homens para desempenhar as mesmas tarefas. Mesmo nos EUA, as mulheres são menos de 4,6% dos 500 CEOs da Fortune. No Brasil, ocupam apenas 15% dos cargos a partir da gerência Na alta liderança, esse percentual cai para 7,8%.

As mulheres representam 21,8% dos parlamentares nacionais em todo o mundo. No Brasil, ocupam 15% do Congresso.”, revelou. Ele citou ainda o projeto “Silêncio dos Homens”, do qual é coordenador, que já realizou duas pesquisas sobre a construção das masculinidades no Brasil e como isso pode impactar na equidade dos gêneros. No final das palestras evento a conselheira da AMMS, Guadalupe Nascimento, conduziu os debates.  

60% das empresas esperam um impacto nos resultados financeiros dos próximos seis meses

queda do pin

É o que revela pesquisa da corretora Willis Towers Watson. Mais da metade das empresas no Brasil (55%) reduziram contratações e 20% estão considerando reduzir sua força de trabalho como medida para atenuar os problemas econômicos trazidos pela pandemia

A pesquisa COVID-19: Impacto nos negócios e nos benefícios’, realizada pela Willis Towers Watson, mostrou que as organizações estão implementando diversas ações em resposta aos desafios impostos pela pandemia da COVID-19, principalmente para garantir a saúde, a segurança e o bem-estar de sua força de trabalho enquanto tentam manter a operação.

Quanto aos efeitos da pandemia nos negócios, cerca de 60% esperam um impacto moderado a grande em seu desempenho comercial durante os próximos 6 meses. No que tange aos empregados19% esperam não ter consequências na produtividade dos mesmos e 1 em cada 10 esperam não ter sérias consequências em relação ao bem-estar do empregado.

Os empregadores adotaram diversas medidas para proteger seus negócios como: congelamento de contratações (55%), suspensão do trabalho (20%) e licenças (15%). Além disso, implementaram outras medidas, como proteger os funcionários por meio do trabalho obrigatório em sistema de home office (71%), semanas de trabalho reduzidas (33%) e equipes de trabalho alternadas (30%).

Quando se trata de planejamento para a retomada presencial aos escritórios, 74% afirmam que os funcionários retornarão gradualmente ao longo de um período de tempo; 52% retomarão com funcionários essenciais primeiro e 58% com os de baixo risco de complicações graves.

Estratégias de retorno à normalidade

Atualmente, de acordo com a pesquisa, 30% dos empregadores estão desenvolvendo uma estratégia de comunicação para retornar ao local de trabalho. Como parte das estratégias que as empresas estão usando (29%) estão “ouvindo”’ os funcionários por meio de pesquisas e ‘grupos focais’ virtuais para identificar preocupações de segurança, bem-estar e necessidades, a fim de desenvolver o melhor planejamento para a volta ao trabalho.

Poucos empregadores dão suporte, como motivar os funcionários a usar tecnologias para rastrear a exposição potencial (5%) e oferecer serviços de cuidados com crianças, (atendimento de emergência, reembolsos) apenas 2%.

Em relação à revisão dos protocolos de segurança no local de trabalho, 37% dos empregadores estão atualizando-os, 33% estão reconfigurando os espaços para manter distanciamento social e 44% aplicarão um teste de temperatura para funcionários e visitantes entrarem nas instalações. Exigir testes periódicos da COVID-19 para entrar na instalação (por exemplo, teste de anticorpos) também está sendo considerado pelas empresas.

O estudo da Willis Towers Watson foi realizado com 196 empresas brasileiras, que juntas são representadas por 724 mil funcionários. Além disso, 68% das organizações estão localizadas em vários países e atuam em indústrias como manufatura, energia, serviços gerais, saúde, TI e telecomunicações, serviços financeiros, varejo, setor público e educação.

Liberty Seguros traz especialista em marketing digital para dar curso para corretor

A Liberty Seguros preparou um vídeo institucional super bacana para divulgar o episódio de hoje da Academia Digital, curso online exclusivo para os corretores ministrado por Lorran Souza, especialista em marketing digital. Neste capítulo, Lorran discutirá possíveis formas de melhorar estratégias de marketing digital e mensurar resultados das campanhas, além de explicar a importância do marketing de conteúdo e da qualificação de leads. Dia 18!

Assina o vídeo e entre na Academia Digital para se atualizar: https://drive.google.com/file/d/10EU5UwITOBufP7bii1DOAjucrWvm3s7s/view

THB Brasil anuncia nova head de Retail & Alimentos e Bebidas

Camila Feriani chega para agregar ao time de Specialty da empresa

Fonte: THB

A THB Brasil, empresa especializada em Gestão de Riscos, Consultoria de Benefícios e Corretagem de Seguros e Resseguros apresenta Camila Feriani como nova Head de Retail Alimentos e Bebidas dentro da área de Specialty da companhia. 

Camila é formada em administração e pós graduada em Compliance e Riscos, com mais de 15 anos de experiência no mercado segurador, sendo 12 anos como Risk Manager. A executiva possui passagens por empresas do varejo farmacêutico e em multinacional holandesa com operação de cash&carry em cinco países da América Latina.

“Minha missão na THB é desenvolver o DNA do Retail/ Wholesale na companhia, de forma que estaremos conectados às necessidades dos segurados destes segmentos. Evoluiremos no atendimento para as indústrias de Food & Beverage, unindo a mitigação de risco necessária para desenvolver parcerias estratégicas e duradouras no mercado de seguros e resseguros”, explica a profissional. 

Para Camila, as sólidas parcerias da THB com o mercado de resseguros americano, asiático e europeu vão contribuir para sua gestão das operações do varejo com dinamismo e atendendo às fortes exigências de gestão de riscos dessa área. “Como já passei pelas mesmas “dores” dos segurados da minha especialidade, me sinto apta a contribuir de forma efetiva e diferenciada com os segurados da THB”, analisa.

AXA amplia aceitação de risco do Condomínio Flex

Fonte: Axa

A AXA no Brasil anuncia melhorias na aceitação de risco do produto Condomínio Flex. A partir de agora, os condomínios podem contratar nosso Seguro enquanto ainda não têm CNPJ. No primeiro ano de contratação, basta que tenham ATA registrada em cartório para poder contar com a proteção, até que obtenham todos os documentos.

“Foi uma construção conjunta da AXA com os corretores. Nossos parceiros vieram até nós indicando a necessidade de ampliar essa aceitação, que garante uma oferta mais competitiva para o corretor e traz mais valor para o cliente. De fato, este é um ótimo benefício para que os condomínios contem com o seguro e a proteção da AXA enquanto organizam toda a situação documental” afirma Clóvis Silva, superintendente de Massificados da AXA no Brasil.

O produto poderá ser contratado em nome de administradora e/ou construtora. Após um ano, o seguro obrigatoriamente deverá ser renovado/contratado com CNPJ de condomínio edifício constituído

IRB divulga abertura de prazo de subscrição de sobras

Acionistas que manifestaram interesse nas sobras de ações poderão subscrever no período de 18 a 24 de agosto 

O IRB Brasil RE comunicou hoje ao mercado a abertura do prazo para que acionistas possam subscrever as ações chamadas de “sobras”, depois do exercício do direito de preferência, encerrado no dia 12 de agosto. Em 8 de julho o IRB anunciou a subscrição de ações ordinárias como parte de uma operação de aumento de capital privado da companhia. 

No período de 18 a 24 de agosto acionistas que tiverem manifestado interesse na subscrição de sobras terão direito a adquirir 0,11101283 ação para cada papel que tiverem comprado durante o período de exercício do direito de preferência.  

Durante o período do exercício de preferência, cerca de 100 mil acionistas subscreveram 300.083.857 ações ordinárias, volume que corresponde a cerca de 90,4% da quantidade máxima ofertada. A operação alcançou R$ 2,08 bilhões. 

Para este Primeiro Rateio de Sobras estão disponíveis 31.806.474 ações. As regras para subscrição das sobras estão disponíveis emhttps://ri.irbre.com/, conforme Comunicado ao Mercado divulgado hoje. 

Podcast da AIG traz debate sobre os principais seguros para proteger obras

AIG seguro de obras

Para que uma obra seja executada com sucesso, duas coisas são fundamentais: tempo e dinheiro. E se há um “vilão” que pode colocar todo um planejamento de meses por água abaixo, são os riscos inerentes à operação. Eles podem causar não apenas prejuízos para um canteiro de obras, mas a toda cadeia de fornecedores, projetistas e empreiteiras envolvidos no processo. 

Com o leve crescimento do setor nos últimos meses e com a perspectiva positiva dos executivos para uma aceleração daqui para frente, o sexto episódio da série de podcasts Negócio Seguro AIG Play traz um bate-papo com os especialistas da AIG Alex Nascimento, de Responsabilidade Civil Geral, Mariana Correia, de seguros para equipamentos de Linhas Amarela e Verde, e também Fabio Lambertucci, de Linhas Financeiras, sobre os principais riscos que podem atrapalhar o bom andamento de uma obra. 

SP lidera alta de roubo e furto de veículos em quarentena

Segundo levantamento, o Estado de São Paulo liderou a alta, com 33,2% mais ocorrências

Fonte: Tracker

Nos últimos três meses – maio, junho e julho – o índice de roubo e furto de veículos voltou a crescer no Brasil, depois de quedas acentuadas em março e abril, devido a quarentena. Os dados são do Grupo Tracker, que durante a pandemia mapeou quinzenalmente o comportamento desse tipo de crime. 

“Com o retorno do comércio em muitos centros urbanos, aumentou o número de veículos circulando, o que dá mais oportunidade para os bandidos”, avalia o coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker, Vitor Correa. Em julho, a empresa registrou 21,74% mais chamados do que em abril, o mês de quarentena mais intensa no país. Os estados que apresentaram as maiores altas foram São Paulo (33,2%), Santa Catarina (16,67%), Minas Gerais (11,11%) e Rio de Janeiro (5,26%).

Quando começou a pandemia, em março, a queda nas ocorrências, foi de 10,5%, em relação a fevereiro. Em abril caiu 19,55% em relação ao mês anterior. Já em maio houve alta de 8,18%, frente a abril. Em junho cresceu 2,13% e julho apresentou nova alta, de 10,19%. O segmento de caminhões foi o que sofreu a menor variação durante todo o primeiro semestre. “Esse foi o único setor que não teve diminuição de demanda em toda a economia, pelo contrário, as vendas online aumentaram, sem contar que as pessoas na quarentena elevaram o consumo de forma remota de alimentos, produtos de higiene, de informática, entre outros, e os caminhões permaneceram circulando pelas ruas e estradas”, afirma o diretor comercial do Grupo Tracker, Rodrigo Abbud.

Para o coordenador do Comando de Operações do Grupo Tracker, este aumento de delitos de roubo e furto já era esperado, visto a maior quantidade de veículos expostos nas ruas. “Ainda assim, a quantidade de ocorrências está cerca de 30% abaixo do que registrado no mesmo período de 2019. Portanto, esperamos que nos próximos dias esse índice siga crescendo”, afirma Vitor Correa. 

COVID-19: como o seguro pode ajudar na luta médica contra a pandemia

Artigo escrito por Christophe Durand-Manicla (*)

No combate à COVID-19, a busca por uma vacina é um grande esforço internacional. Além de tentar encontrar uma vacina para o vírus, as empresas farmacêuticas também estão trabalhando para encontrar tratamentos médicos que possam aliviar alguns dos sintomas do vírus e ajudar os pacientes a se recuperarem mais rápido e melhor.

Nos bastidores, subscritores e engenheiros de risco também estão envolvidos nesse esforço. Trouxemos nossa experiência em risco para discussões com clientes que estão explorando potenciais vacinas e tratamentos, ou procurando adaptar medicamentos existentes para abordar alguns dos efeitos da COVID-19.

Há uma óbvia importância humana em encontrar maneiras de lidar com a pandemia da COVID-19, os riscos e recompensas financeiros para as empresas farmacêuticas são significativos.

O desenvolvimento e a comercialização de novos medicamentos é um grande negócio. Para as empresas farmacêuticas, o desenvolvimento de medicamentos exige um grande investimento de tempo e dinheiro. Especialistas do setor dizem que custa cerca de US $ 800 milhões para lançar um novo medicamento no mercado. E, de acordo com o Tufts Center for the Study of Drug Development, nos EUA esse número é ainda maior: cerca de US $ 2,6 bilhões.

Além de ser um grande investimento financeiro, o desenvolvimento de um novo medicamento é um processo demorado. Leva em média 12 anos para um medicamento experimental chegar do laboratório às residências nos Estados Unidos, por exemplo.

Ensaios clínicos e como eles funcionam

Os ensaios clínicos são um passo vital para lançar um novo medicamento no mercado. Testar em humanos antes que um medicamento chegue às prateleiras pode reduzir drasticamente os riscos envolvidos. Mas, por sua própria natureza, os próprios testes não são isentos de riscos.

Os ensaios clínicos são observações dos efeitos dos medicamentos em participantes humanos, concebidos para responder a perguntas específicas sobre a sua segurança e eficácia.

Os testes são conduzidos depois que o sinal verde é dado pelas autoridades de saúde ou comitês de ética no país onde a aprovação do medicamento está sendo solicitada. Cada país tem muitos desses comitês de ética: por exemplo, na França existem 39 comitês de ética em pesquisa, na Alemanha, 53 e no Reino Unido, mais de 100.

Experiência global, flexibilidade e inovação são essenciais para garantir que as empresas farmacêuticas tenham a cobertura de que precisam para esta importante etapa de trazer novos medicamentos potencialmente salvadores à população.

Os ensaios de novos medicamentos têm normalmente três fases. Durante a fase 1, os medicamentos são testados em voluntários saudáveis ​​para avaliar a segurança do medicamento. Na fase II, os medicamentos são testados em pacientes para avaliar sua eficácia e segurança. E na fase III, os medicamentos são testados em pacientes para avaliar sua eficiência – sua relação custo-benefício – bem como sua eficácia e segurança.

Os testes podem variar em tamanho e custo e geralmente ocorrem em vários países. Eles podem oscilar em duração desde alguns meses até vários anos.

É vital que os riscos sejam identificados e monitorados durante todo o ensaio clínico. Os principais indicadores de risco incluem: segurança do paciente, recrutamento de pacientes, desempenho local, qualidade dos dados e desempenho do fornecedor. Os dados devem ser monitorados durante todo o teste e a equipe do teste deve permanecer focada no risco o tempo todo.


Considerações regulatórias

Há uma série de regulamentações que as empresas farmacêuticas precisam seguir em todo o mundo. E, além de variar de estado para estado, essas regras muitas vezes podem mudar rapidamente, o que significa que o gerente de risco de uma empresa e sua seguradora devem se manter informados e atualizados em todos os momentos.

Na Europa, por exemplo, o Regulamento de Ensaios Clínicos da UE visa garantir altos padrões de segurança e maior transparência, pretende também tornar mais simples para as empresas farmacêuticas a realização de ensaios multinacionais de medicamentos.

Necessidades de seguro

Os requisitos de seguro para ensaios clínicos continuam a ser decididos em âmbito nacional. Cada vez mais, os governos estão introduzindo requisitos obrigatórios para que os ensaios tenham cobertura de seguro além da oferecida pelos sistemas nacionais de saúde.

Os requisitos de seguro variam de país para país, em alguns países, por exemplo, a cobertura de seguro só pode ser emitida em uma base não admitida, em alguns, existem limites de seguro obrigatórios e, em outros, franquias não são permitidas. Além disso, os períodos estendidos de relatório podem variar de vários anos a mais de duas décadas, dependendo da jurisdição. A maioria dos países exige que as empresas farmacêuticas conduzam um ensaio clínico para poder vender seu medicamento lá; portanto, a conformidade com a regulamentação locais é vital. Os clientes costumam fazer testes multicêntricos de novos medicamentos e, portanto, precisam ter certeza de que sua seguradora tem o alcance global e a experiência para oferecer a cobertura adequada onde quer que o teste esteja ocorrendo.

Embora os ensaios clínicos possam ser cobertos por apólices de responsabilidade geral, às vezes há deficiências nessa abordagem. Se uma reivindicação não relacionada aos testes clínicos ocorrer, isso poderia esgotar os limites de uma apólice geral de responsabilidade civil, podendo deixar a empresa farmacêutica exposta.

Uma opção que as empresas farmacêuticas podem considerar é a cobertura de ensaios clínicos autônomos. O seguro independente para estudos clínicos cobre o segurado por toda a duração de um estudo clínico específico – que pode ser de vários anos. Muitos regulamentos europeus exigem especificamente uma solução autônoma para sujeitos de estudo matriculados em um país.

Experiência global, flexibilidade e inovação são essenciais para garantir que as empresas farmacêuticas tenham a cobertura de que precisam para esta importante etapa de trazer novos medicamentos potencialmente salvadores à população.

Nestes tempos sem precedentes, isso ganhou um foco ainda mais nítido. Como subscritores de seguros de ensaios clínicos e engenheiros de risco, continuamos ao lado das empresas farmacêuticas que buscam inovar e encontrar uma maneira de derrotar a COVID-19.

(*) Christophe Durand-Maniclas é Head de Executive Underwriting, Life Science, AXA-XL