COVID-19: como o seguro pode ajudar na luta médica contra a pandemia

Artigo escrito por Christophe Durand-Manicla (*)

No combate à COVID-19, a busca por uma vacina é um grande esforço internacional. Além de tentar encontrar uma vacina para o vírus, as empresas farmacêuticas também estão trabalhando para encontrar tratamentos médicos que possam aliviar alguns dos sintomas do vírus e ajudar os pacientes a se recuperarem mais rápido e melhor.

Nos bastidores, subscritores e engenheiros de risco também estão envolvidos nesse esforço. Trouxemos nossa experiência em risco para discussões com clientes que estão explorando potenciais vacinas e tratamentos, ou procurando adaptar medicamentos existentes para abordar alguns dos efeitos da COVID-19.

Há uma óbvia importância humana em encontrar maneiras de lidar com a pandemia da COVID-19, os riscos e recompensas financeiros para as empresas farmacêuticas são significativos.

O desenvolvimento e a comercialização de novos medicamentos é um grande negócio. Para as empresas farmacêuticas, o desenvolvimento de medicamentos exige um grande investimento de tempo e dinheiro. Especialistas do setor dizem que custa cerca de US $ 800 milhões para lançar um novo medicamento no mercado. E, de acordo com o Tufts Center for the Study of Drug Development, nos EUA esse número é ainda maior: cerca de US $ 2,6 bilhões.

Além de ser um grande investimento financeiro, o desenvolvimento de um novo medicamento é um processo demorado. Leva em média 12 anos para um medicamento experimental chegar do laboratório às residências nos Estados Unidos, por exemplo.

Ensaios clínicos e como eles funcionam

Os ensaios clínicos são um passo vital para lançar um novo medicamento no mercado. Testar em humanos antes que um medicamento chegue às prateleiras pode reduzir drasticamente os riscos envolvidos. Mas, por sua própria natureza, os próprios testes não são isentos de riscos.

Os ensaios clínicos são observações dos efeitos dos medicamentos em participantes humanos, concebidos para responder a perguntas específicas sobre a sua segurança e eficácia.

Os testes são conduzidos depois que o sinal verde é dado pelas autoridades de saúde ou comitês de ética no país onde a aprovação do medicamento está sendo solicitada. Cada país tem muitos desses comitês de ética: por exemplo, na França existem 39 comitês de ética em pesquisa, na Alemanha, 53 e no Reino Unido, mais de 100.

Experiência global, flexibilidade e inovação são essenciais para garantir que as empresas farmacêuticas tenham a cobertura de que precisam para esta importante etapa de trazer novos medicamentos potencialmente salvadores à população.

Os ensaios de novos medicamentos têm normalmente três fases. Durante a fase 1, os medicamentos são testados em voluntários saudáveis ​​para avaliar a segurança do medicamento. Na fase II, os medicamentos são testados em pacientes para avaliar sua eficácia e segurança. E na fase III, os medicamentos são testados em pacientes para avaliar sua eficiência – sua relação custo-benefício – bem como sua eficácia e segurança.

Os testes podem variar em tamanho e custo e geralmente ocorrem em vários países. Eles podem oscilar em duração desde alguns meses até vários anos.

É vital que os riscos sejam identificados e monitorados durante todo o ensaio clínico. Os principais indicadores de risco incluem: segurança do paciente, recrutamento de pacientes, desempenho local, qualidade dos dados e desempenho do fornecedor. Os dados devem ser monitorados durante todo o teste e a equipe do teste deve permanecer focada no risco o tempo todo.


Considerações regulatórias

Há uma série de regulamentações que as empresas farmacêuticas precisam seguir em todo o mundo. E, além de variar de estado para estado, essas regras muitas vezes podem mudar rapidamente, o que significa que o gerente de risco de uma empresa e sua seguradora devem se manter informados e atualizados em todos os momentos.

Na Europa, por exemplo, o Regulamento de Ensaios Clínicos da UE visa garantir altos padrões de segurança e maior transparência, pretende também tornar mais simples para as empresas farmacêuticas a realização de ensaios multinacionais de medicamentos.

Necessidades de seguro

Os requisitos de seguro para ensaios clínicos continuam a ser decididos em âmbito nacional. Cada vez mais, os governos estão introduzindo requisitos obrigatórios para que os ensaios tenham cobertura de seguro além da oferecida pelos sistemas nacionais de saúde.

Os requisitos de seguro variam de país para país, em alguns países, por exemplo, a cobertura de seguro só pode ser emitida em uma base não admitida, em alguns, existem limites de seguro obrigatórios e, em outros, franquias não são permitidas. Além disso, os períodos estendidos de relatório podem variar de vários anos a mais de duas décadas, dependendo da jurisdição. A maioria dos países exige que as empresas farmacêuticas conduzam um ensaio clínico para poder vender seu medicamento lá; portanto, a conformidade com a regulamentação locais é vital. Os clientes costumam fazer testes multicêntricos de novos medicamentos e, portanto, precisam ter certeza de que sua seguradora tem o alcance global e a experiência para oferecer a cobertura adequada onde quer que o teste esteja ocorrendo.

Embora os ensaios clínicos possam ser cobertos por apólices de responsabilidade geral, às vezes há deficiências nessa abordagem. Se uma reivindicação não relacionada aos testes clínicos ocorrer, isso poderia esgotar os limites de uma apólice geral de responsabilidade civil, podendo deixar a empresa farmacêutica exposta.

Uma opção que as empresas farmacêuticas podem considerar é a cobertura de ensaios clínicos autônomos. O seguro independente para estudos clínicos cobre o segurado por toda a duração de um estudo clínico específico – que pode ser de vários anos. Muitos regulamentos europeus exigem especificamente uma solução autônoma para sujeitos de estudo matriculados em um país.

Experiência global, flexibilidade e inovação são essenciais para garantir que as empresas farmacêuticas tenham a cobertura de que precisam para esta importante etapa de trazer novos medicamentos potencialmente salvadores à população.

Nestes tempos sem precedentes, isso ganhou um foco ainda mais nítido. Como subscritores de seguros de ensaios clínicos e engenheiros de risco, continuamos ao lado das empresas farmacêuticas que buscam inovar e encontrar uma maneira de derrotar a COVID-19.

(*) Christophe Durand-Maniclas é Head de Executive Underwriting, Life Science, AXA-XL

Melhora dos indicadores em junho reflete positivamente na projeção do PIB

Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 4,89% em junho ante maio, na série já sem as influências sazonais

Após o crescimento de 8,9% da produção industrial em junho, o setor de serviços exibiu crescimento no mês junho de 5% sobre maio, na série livre de efeitos sazonais; a primeira variação positiva após quatro meses. Essa é uma boa notícia que ajudou a melhorar as projeções do PIB no boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, de -5,62% para -5,52%, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, no boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal das expectativas econômicas feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

O economista ressalta o comportamento mais favorável do varejo em relação aos serviços. “As famílias teriam deixado de consumir serviços por conta das restrições impostas pelo isolamento social e agora, com a flexibilização, passaram a consumir e vemos isso nos números”, exemplifica. Em seu entendimento, dada a natureza dos serviços, não estocáveis ou cumulativos, é de se esperar que não haja uma retomada intensificada pela demanda reprimida. “Vemos a recuperação do consumo de serviços depois da recuperação do comércio varejista. Essa dinâmica de grande diferença setorial pode ser observada inclusive nas séries de dados de seguros, já que a arrecadação dos seguros voltados às pessoas físicas e famílias sofreram um impacto mais forte da pandemia do que os seguros mais voltados a pessoas jurídicas”, cita.

Um outro ponto destacado pelo economista da CNseg se refere ao IBC-Br, com um crescimento já “garantido” de 3,7% para o nível de atividade agregado no 3º trimestre. “Após um tombo forte no 2º trimestre, é natural que haja uma recuperação mais intensa a seguir. “Se não crescer nada nos próximos meses do terceiro trimestre, a média do período já estará acima daquela do segundo trimestre”, explica.

A atenção de todos também está na prorrogação do auxílio emergencial, que impulsionou a popularidade do presidente Jair Bolsonaro e acaba neste mês. Trata-se de um tema desafiador, não só porque afeta as metas fiscais do governo como também as perspectivas para o PIB.

Leia abaixo a edição 112 – agosto/2020 – semana 3

As projeções para a retração do PIB deste ano continuam a melhorar, após uma semana de divulgação de dados para o nível de atividade em junho considerados positivos, indicando ainda um “carregamento” estatístico que garante a recuperação no 3º trimestre. A projeção mediana subiu de -5,62% para -5,52%. Para o ano de 2021, a projeção foi mantida em 3,5% por mais uma semana. Após o crescimento de 8,9% da produção industrial em junho, o setor de serviços exibiu crescimento no mês (5% sobre maio, na série livre de efeitos sazonais; a primeira variação positiva após quatro meses).

O comércio varejista, em seu conceito ampliado (vendas de automóveis e materiais de construção incluídos) deu um salto de 12,6% no mês. Conforme avança o relaxamento das medidas de isolamento, vai ficando claro que a demanda do comércio (mesmo que por outros meios que não a venda física) parece ter sido beneficiada pelo efeito substituição por parte das famílias que não tiveram seu rendimento reduzido, ou que tiveram essa redução compensada pelo auxílio emergencial.

Parece que essas famílias teriam deixado de consumir serviços por conta das restrições impostas pelo isolamento social. No entanto, dada a natureza dos serviços (não estocáveis ou cumulativos) é de se esperar que não haja uma retomada intensificada pela demanda reprimida. O exemplo clássico é o corte de cabelo: quem deixou de cortar por meses durante o isolamento precisará apenas de um corte para atender sua demanda. Por isso, o crescimento dos serviços em junho é uma notícia muito positiva.

Essa dinâmica pode ser observada inclusive nas séries de dados de seguros, já que a arrecadação dos seguros voltados às pessoas físicas e famílias sofreram um impacto mais forte da pandemia do que os seguros mais voltados a pessoas jurídicas.

Manchetes destacam o vigor dos indicadores antecedentes para o 3º trimestre, mas é importante lembrar que parte significativa disso é resultado de carregamento estatístico, isto é, caso mantido o nível de junho (sem crescimento no três meses seguintes), quanto de crescimento já estaria “contratado”. No caso do IBC-Br, também divulgado na semana passada, isso indicaria um crescimento já “garantido” de 3,7% para o nível de atividade agregado no 3º  trimestre. Após um tombo forte no 2º trimestre, é natural que haja uma recuperação mais intensa a seguir.

Permanecem, entretanto, incertezas em relação ao desempenho da economia a partir do último trimestre, principalmente por conta da ameaça representada pelo descasamento do tempo entre economia e política no que diz respeito à retirada dos estímulos e manutenção efetiva de importantes instrumentos de disciplina fiscal, como o teto de gastos e a regra de ouro. Equilibrar demandas diretamente opostas de disciplina fiscal e mais gastos sociais e em obras de infraestrutura será um desafio ao qual o mercado estará muito atento. 

A projeções para a Selic, após a divulgação da ata do Copom, permaneceram em 2,00% para o final deste ano, mas caíram para 2,75% para o final de 2021, mais próximo da mediana das instituições Top-5 e condizente com uma recuperação da economia que não chega a provocar pressões de demanda sobre os preços. Com exceção de alguns indicadores de confiança, a agenda de indicadores desta semana não é extensa, por isso, o foco do mercado deve estar nas sinalizações do ambiente político.

Mitsui Sumitomo estreia no segmento de seguro garantia

Mitsui Sumitomo Andrea Schitz

“Esperamos atingir uma fatia importante do mercado de seguro garantia nos próximos anos”, afirmou executiva

Nova concorrente no Seguro Garantia, a Mitsui Sumitomo Seguros, integrante do 8º maior grupo segurador da Ásia, faz a sua estreia no mercado de seguro garantia neste mês de agosto. “O garantia complementa nosso portfolio corporativo com riscos patrimoniais, operacionais, riscos de engenharia, de responsabilidade civil e de transportes. Atuaremos com todas as modalidades, desde a oferta de garantias contratuais até as garantias judiciais. Queremos ter a grade de proteção completa para o corretor ofertar aos seus clientes uma solução financeira necessária para que nenhum imprevisto abale o alicerce dos negócios”, afirma Andrea Alves Schitz, responsável pelo seguro garantia na seguradora japonesa.

Segundo dados da Susep, o seguro garantia mostrou um crescimento, movimentando cerca de R$ 3 bilhões em vendas em 2019, embalado pelo garantia judicial, uma vez que as obras no país estão praticamente paradas desde o inicio da crise econômica no Brasil, em 2014. Neste primeiro semestre de 2020, movimentou prêmios próximos de R$ 1,5 bilhão. “Trata-se de um segmento muito importante para o Brasil neste momento. Enquanto o seguro garantia de contratos tem forte demanda para baixar custos dos financiamentos de obras de infraestrutura, o judicial libera o dinheiro de empresas depositado em ações judiciais para que elas possam usá-los para aumentar o fluxo de caixa diante do aperto financeiro trazido pela pandemia”, comenta Andrea.

Dentro deste tema, o setor segurador tem um grande papel ao cumprir, ofertando garantias que mitiguem os riscos e assim atraiam o olhar do investidor para projetos com risco/retorno mais interessantes e protegidos. “Além das perspectivas dos projetos de infraestrutura na pauta do governo, temos um amplo campo de atuação junto aos nossos clientes, para os quais nossos corretores agora poderão ofertar os nossos seguros financeiros que levam proteção ao capital investido, bem como aumentam o fluxo de caixa diante das restrições impostas pela pandemia”, enumera.

Dados do setor sinalizam que somente com os R$ 100 bilhões de investimentos, derivados dos 44 leilões anunciados pelo governo para 2020, podem gerar cerca de R$ 80 milhões para o seguro garantia. A aposta na retomada dos investimentos vem da urgência na melhoria da infraestrutura do pais. Hoje, o Brasil investe cerca de 30% do PIB em infraestrutura. Em outras economias, como EUA, o investimento supera 64%. No Japão, 180%.

O garantia contratual também será impulsionado com o projeto de lei (1.292/95) que trata de mudanças na Lei de Licitações, já aprovado na Câmara e que aguarda apreciação final no Senado. Ele determina que obras acima de R$ 200 milhões contratem seguro para garantir no valor de até 30% do valor inicial do contrato para que, caso não seja possível a retomada do empreendimento, se pague a indenização.

Em recente webinar, promovido pela FGV, a titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira, pediu ao deputado e presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, apoio para a aprovação de um texto que atraia as seguradoras para o seguro garantia de contratos. “Esse produto traz uma grande economia para os projetos, pois custa um terço do valor cobrado pelos bancos em carta fiança”, disse Solange Vieira. Ela também destacou ao presidente da Câmara que há mais de R$ 60 bilhões em depósitos judiciais que podem ser liberados dos processos trabalhistas diante da substituição por uma apólice de seguros judiciais para que as empresas tenham mais fluxo de caixa neste período de dificuldades criadas pela pandemia.

Com a nova regra aprovada, o setor estima que as garantias para obras alcancem 30% da carteira de seguro-garantia, o mesmo patamar do início dos anos 2000, sendo que hoje está em 10%. “Com o andamento desses avanços regulatórios e retorno dos investimentos em obras, esperamos atingir uma fatia expressiva em vendas de seguro garantia nos próximos três anos”, afirmou executiva da Mitsui Sumitomo. A partir deste semestre, a Mitsui Sumitomo colocará no ar uma plataforma digital para facilitar a contratação do produto, com valores pré-aprovados de coberturas que os clientes terão acesso. “Isso facilita muito a vida do corretor, traz agilidade e transparência a todo o processo”. 

Denise Bueno, Pedro Bramont e Roberto Santos falam sobre insurtechs no Inova360, da Record

Inova360 insurtechs

Nesta semana, de 17 a 24, o tema do programa da teve Record será insurtechs. Vários profissionais serão ouvidos para contar um pouco das novidades que já começam a chegar na mão do consumidor. Isso mesmo. No smartphone, via aplicativos. Já é possível comprar seguros em três cliques e também fazer contratos por períodos curtos, diferentemente dos contratos anuais que ainda dominam a venda do setor.

Neste primeiro episódio, a jornalista Denise Bueno, especializada em seguros, comenta que o mercado segurador passa por profundas transformações e as mudanças são rápidas. “As seguradoras tradicionais acompanham de perto as mudanças e se as novatas tiverem sucesso, serão absorvidas”, disse. “É a mesma tendência da XP Investimentos, que cresceu ofertando produtos e serviços diferenciados e vendeu 49,9% do capital para o Itaú Unibanco, recebendo um aporte de R$ 600 milhões e ainda recebeu do banco R$ 5,7 bilhões por essa participação. Incrível isso. E a estratégia foi resolver a dor do cliente e no mercado de seguros temos muitas dores para serem resolvidas, como no seguro de celular, com pouca oferta de cobertura para furto simples e queda acidental, problemas que mais afetam os consumidores”.

Pedro Bramont, CIO da Inovação da BB Seguros, e Roberto Santos, CEO da Porto Seguros, também participaram. Acompanhe o programa completo desta segunda feira. E tem mais. O programa vai abordar seguros todos os dias desta semana, a partir das 8 horas, na teve Record.

2º WebTec da CNseg debateu a inflação e seus impactos no consumo, nos investimentos e na atividade econômica

CNseg

Evento ocorreu em 13 de agosto, pela plataforma Zoom

Fonte: CNseg

A inflação, que pode ser definida como um aumento generalizado de preços de bens e serviços em um determinado período de tempo, tem forte impacto sobre os resultados financeiros de investidores e sobre as decisões de consumo. Nos anos 80 e 90, a hiperinflação brasileira evidenciou seus efeitos deletérios, reduzindo drasticamente o poder de compra das pessoas e empresas. Razão pela qual essa situação foi alcunhada de “imposto inflacionário”. Entretanto, por outro lado, muitos ainda desconhecem as consequências negativas de uma inflação muito baixa, como é a brasileira, atualmente.

“A inflação baixa compromete uma acomodação adequada dos rearranjos de preço de acordo com o que está sendo mais ou menos demandado, podendo levar a um adiamento do consumo e a uma queda na atividade econômica”, afirmou Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado (CEM) da CNseg – Confederação Nacional das Seguradoras, na abertura do 2º WebTec CEM CNseg, realizado em 13 de agosto, tendo como tema: Inflação, Consumo, Investimento e o Setor Segurador”.

O evento contou, também, com as participações do Diretor Financeiro do Grupo Bradesco Seguros e Presidente da Comissão de Investimentos da FenaPrevi, Vinicius Cruz; do Head de Educação Financeira da XP Investimentos, Thiago Godoy; e do Gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, responsável pela produção do IPCA, Pedro Kislanov.

Apesar de haver inúmeras correntes de explicação para a atual inflação excepcionalmente baixa, não só no Brasil, como em grande parte do mundo, é consenso a influência exercida pela pandemia do novo coronavírus, que gerou uma contração da demanda maior que a da oferta. Assim, com a atividade econômica muito fraca, é natural, entre outros fatores, que as desvalorizações cambiais não sejam repassadas para o consumidor. Vinicius Cruz, explicou: “Como forma de tentar incentivar a economia, assim como a inflação, os juros estão também em níveis excepcionalmente baixos no Brasil e no mundo. E isso também traz desafios para o equilíbrio da situação fiscal das empresas e assusta investidores”.

Mas esse susto por parte dos investidores, somado a outros fatores, como a criação de novos produtos, como o Tesouro Direto, com sua facilidade de aquisição, tem gerado uma mudança positiva do perfil dos investidores, informou Thiago Godoy.  E complementou: “Aos poucos, as pessoas vão se desgarrando da poupança, que é uma modalidade de investimento do século XIX, migrando para a bolsa e para a renda fixa.  

Mesmo assim, disse Thiago, a população brasileira ainda desconhece conceitos básicos de educação financeira, como pôde ser constatado em recente pesquisa do Banco Mundial.  “Globalmente, há uma pressão dos governos por inclusão financeira, mas há um grande número de pessoas com dificuldade para lidar com o sistema financeiro e, por isso, esse esforço precisa ser acompanhado de um processo de educação financeira, sobretudo para os grupos mais vulneráveis, que são as mulheres de baixa renda e as pessoas próximas da idade da aposentadoria, que demonstraram ter o menor conhecimento sobre o tema entre os perfis analisados”, afirmou.  

Corroborando com a afirmação de Thiago Godoy, Pedro Kislanov, ressaltou a importância de as pessoas saberem como os instrumentos financeiros afetam a nossa vida, assim como é importante que a sociedade conheça os índices de custo de vida, que visam identificar o quanto deve ser acrescido à renda do consumidor para que ele mantenha o mesmo nível de bem-estar.  

Kislanov explicou que, devido à sua subjetividade, os índices de custo de vida são buscados por meio de uma aproximação dos índices de preços, que podem ser mais facilmente aferidos. No Brasil, há vários modelos de aferição, com o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) sendo um dos mais utilizados e construído pela composição de 60% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), 30% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e 10% do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).  

Abordando mais especificamente o segmento de seguros, Pedro Kislanov afirmou que os dois produtos considerados no cálculo da inflação devido ao maior peso na pesquisa de orçamento familiar são o seguro de automóveis e o seguro saúde. Em relação ao seguro de automóveis, o cálculo é feito com levantamento junto a corretoras mas, segundo ele, esse processo ainda poderia ser melhor refinado. Já em relação ao seguro saúde, o cálculo é feito com base no aumento concedido anualmente pela ANS aos planos individuais.

Vinicius Cruz explicou o efeito da inflação no seguro saúde: “O seguro saúde é bastante relevante para o IPCA. A chamada “inflação médica” é uma razão direta que influencia no custo e consequentemente no preço. E acrescentou: “No setor segurador, o avanço tecnológico não vai necessariamente influenciar na baixa do preço. Os ganhos da tecnologia têm custos no curto prazo, que são somados à elevação de frequências de utilização, e seus efeitos positivos somente são captados a médio e longo prazos.”

Caixa Seguridade firma parceria com Tempo Assist para os ramos de serviços assistenciais

IPO Caixa Seguridade

Acordo prevê pagamento de R$ 30 milhões pela Tempo Assist

Fonte: Caixa

A Caixa Seguridade firmou, nesta quinta-feira (13/08), acordo com a Tempo Assist para a formação de uma nova sociedade que explorará, pelo prazo de 20 anos, os ramos de serviços assistenciais na rede de distribuição da CAIXA. Nos termos do acordo, a Caixa Seguridade terá 75% de participação no capital total da nova sociedade, sendo titular de 49,99% das ações ordinárias e 100% das ações preferenciais da Nova Companhia. A Tempo Assist será a controladora da nova sociedade, detendo 50,01% das ações ordinárias da Nova Companhia, e terá 25% de participação no capital total. 

No fechamento da operação, a Tempo Assist subscreverá aumento de capital na Nova Companhia no valor total de R$30 milhões, valor que será repassado pela Nova Companhia à CAIXA nos termos da outorga por ela concedida (upfront) e as Partes celebrarão com a Nova Companhia um contrato de distribuição, que conferirá à Nova Companhia o direito de explorar a rede de distribuição da CAIXA para a oferta de serviços assistenciais, com exclusividade, por 20 anos. [A Nova Companhia remunerará a Caixa Seguridade e a Caixa Econômica Federal com uma comissão de distribuição em termos contratados.] 

A Nova Companhia terá gestão e governança compartilhadas entre Caixa Seguridade e Tempo Assist de forma a potencializar os pontos fortes de cada acionista, observando as melhores práticas de governança corporativa e as disposições de acordo de acionistas a ser celebrado entre as partes no fechamento da operação. O prazo para o fechamento da operação (cumprimento de todas as condições precedentes estipuladas no acordo de associação) encerra-se em 4 de janeiro de 2021. 

A reestruturação da operação de seguros e serviços correlatos, incluindo assistência, está alinhada com a estratégia de fortalecimento da estrutura de governança e gestão das participações adotada pela Caixa Seguridade. O objetivo é aumentar a ênfase na comercialização de produtos de seguro através da vinculação aos serviços assistenciais no canal bancário, buscando aperfeiçoar os serviços prestados aos clientes da CAIXA, bem como a maximização na geração de valor para os acionistas da Caixa Seguridade. 

Mitsui Sumitomo investe para avançar em riscos corporativos

Mitsui

Mauro Caetano assumiu a direção técnica da seguradora japonesa dentro do período de isolamento social e já traz muitas novidades

O engenheiro Mauro Caetano assumiu a direção técnica da Mitsui Sumitomo Seguros dentro do período de isolamento social determinado pelos governos para conter o avanço da contaminação da Covid-19. “Conhecia algumas pessoas do meu time, mas a maioria fui conhecendo por meio das reuniões virtuais”, conta ele ao blog Sonho Seguro. Ex-diretor de riscos corporativos da AXA, na qual atuou de 2014 até recentemente, o executivo tem uma experiência diversificada atuando em resseguradora como a Odyssey Re, em seguradoras como SulAmérica e HDI e em corretoras de resseguro como a AON Benfield e JLT Re. 

Sua experiência como corretor, cliente e segurador, no mercado local e internacional, atraiu o olhar do grupo japonês, que mira a diversificação de produtos e o crescimento sustentável. “Como já estive nos dois lados do balcão, aprendi que o corretor é o nosso principal cliente e a forma mais simples de agradá-lo é oferecer um atendimento personalizado e um bom produto de seguros para que ele agrade e possa oferecer aos seus clientes produtos sob medida com subscrição técnica, preço justo e atendimento diferenciado quando acontece o sinistro”, comenta. 

Mauro já chega com novidades. Neste semestre, a área corporativa da Mitsui Sumitomo passa a atuar com mais um produto: o seguro garantia. “O garantia complementa nosso portfolio corporativo com riscos patrimoniais, engenharia, operacionais, de responsabilidade civil, transportes e vida. Atuaremos com todas as modalidades, desde a oferta de garantias contratual (performance) até as garantias judicial. Queremos ter a grade de proteção completa para o corretor ofertar ao seus clientes soluções financeiras necessária para que nenhum imprevisto abale o alicerce dos negócios”, reforça o executivo. 

O ramo de energia renovável está entre as prioridades de Caetano. Muitas companhias deixaram de atuar neste nicho, por ser considerado volátil. A expectativa é de que o governo federal e também a iniciativa privada voltem a investir neste segmento vital para a retomada do crescimento do PIB e que gera muitos empregos no mesmo. Nos próximos cinco anos, os projetos de energia solar fotovoltaica já contratados pelo governo federal deverão movimentar R$ 9,5 bilhões em investimentos, conforme estimativa calculada pela Greener, empresa de inteligência de mercado e desenvolvimento de projetos para o setor solar. 

“Já percebemos demanda de empresas de todos os portes que procuram por fontes renováveis de energia com o objetivo de diminuir a emissão de poluentes e economizar recursos. A nossa estratégia é consolidar o crescimento de forma sustentável e no longo prazo. O grupo, um dos maiores do Japão e do mundo e presente em 40 países, tem expertise na aceitação, conhece o potencial de sinistro e isso possibilita construir uma carteira sustentável, estável, mesmo com resultados cíclicos apresentando neste segmento da economia”, afirma. 

Segundo ele, seu desafio é dar continuidade ao que a Mitsui Sumitomo já vinha realizando ao longo dos anos, com foco no treinamento de pessoas, melhorias de eficiência e diversificação de produtos. “A sinergia entre a área comercial e a área técnica é um dos grandes diferenciais da MSS. Os corretores têm acesso a qualquer executivo da nossa Companhia pelo whatsapp e isso agiliza a solução de dúvidas e fortalece o relacionamento. Internamente, o nosso vice-presidente Helio Kinoshita afirma que somos todos um só time. 

As áreas técnicas, de subscrição e comercial estão focadas em soluções que tornem os contratos viáveis ao longo do tempo. “Essa metodologia melhora a eficiência com a redução da burocracia e a transparência dos contratos, evitando assim qualquer problema futuro”, frisa o diretor técnico. 

Ele conta que a pandemia trouxe um novo modelo de relacionamento das empresas com seus públicos alvos. Um dos exemplos é a inspeção de risco. “Implementamos um modelo de auto inspeção, onde o segurado oferece, por meio do corretor, as informações necessárias aos subscritores através do preenchimento de formulários, com fotos anexas. Isso agiliza muito a subscrição, que faz uma avaliação prévia do risco para depois mandar um time de inspeção, caso seja necessário. Este modelo está com ótima aceitação por todos os envolvidos, o que nos fez decidir por manter a auto inspeção, que tem sido eficiente para muitos contratos, no futuro. Assim como as reuniões virtuais têm sido uma solução mais ágil aos problemas do dia a dia” e esta aproximando ainda mais a seguradora do corretor.

Graduado pela Universidade Paulista (Unip), Mauro também ostenta no currículo um MBA pela Fundação Instituto de Administração (FIA) com cursos de extensão pela Universidade Vanderbilt, dos Estados Unidos, a Emlyon Business School, da França, e a Cambridge Judge Business School, do Reino Unido. “A Mitsui Sumitomo, sendo uma empresa global, tem grande espaço para aumentar sua participação nos riscos corporativos e de médio mercado. Estou no lugar certo, na hora certa, pois acredito que o Brasil voltará a crescer já em 2021”, finaliza o diretor, que aguarda com ansiedade o fim da pandemia para encontrar todos pessoalmente. Afinal, num setor como o de seguro, fundamentado pelo relacionamento e boa fé, os relacionamentos pessoais serão sempre cultivados.

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Mercado de seguros tem queda de 3,5% no ano devido à pandemia

Fonte: Agencia Brasil

A arrecadação do mercado segurador brasileiro no primeiro semestre deste ano somou R$ 121,07 bilhões, queda de 3,5% em comparação ao mesmo período do ano passado. O número exclui o ramo de saúde e o seguro de danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (Dpvat).

A redução não foi maior por causa dos planos de previdência privada VGBL (Vida gerador de benefício livre), admitiu, em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (Cnseg), Marcio Coriolano. Com as taxas de juros baixa, os ativos têm volatilidade reduzida, o que torna os planos de previdência mais atrativos, em função de proteção de mais longo prazo que oferecem, indicou o executivo.

No ano passado, o setor fechou com aumento da receita de 12,2%. Apesar disso, a expectativa para 2020 era de expansão a taxas menores, mesmo antes da pandemia do novo coronavírus. Em janeiro, as médias de crescimento começaram a baixar mas, no primeiro trimestre, houve aumento de 7,8%, ainda sem o efeito da covid-19, porque as medidas de isolamento social só foram decretadas a partir do fim de março.

Marcio Coriolano lembrou que abril foi o pior mês, durante a pandemia, para a economia como um todo, com retração de 21,4% em relação a março, para o mercado de seguros. “Teve um impacto muito forte para o setor segurador”. No mês seguinte, entretanto, o mercado “deu uma reagida”, também principalmente em função dos seguros de previdência VGBL, evoluindo 11,4%. Sem esses planos, teria ocorrido queda de 2,3% em maio.

Mitigação 

Os números de junho revelam crescimento substancial de 32,9%, auxiliado pela expansão de 59,6% dos planos VGBL, sem os quais o aumento no mês teria sido reduzido para 18,3%. Na comparação com junho de 2019, a arrecadação foi de 6,7%. O desempenho de junho contribuiu para mitigar a queda experimentada pelo setor segurador no segundo trimestre do ano, de -13,8%. O destaque, em junho, foi para os segmentos de danos e responsabilidade, com alta de 18,5%, notando-se o início do movimento de recuperação no setor de automóveis, depois de longa paralisação.

Na comparação semestral, o que se percebeu foi uma tendência para “poupança por precaução”, disse o presidente da Cnseg. “A pandemia despertou nas pessoas a necessidade de precaução, de aversão ao risco”. Os seguros foram demandados de forma diferenciada no primeiro semestre de 2020, comparativamente aos primeiros seis meses do ano passado. Os dados da Cnseg mostram crescimento significativo de ramos de menor ponderação relativa, como o marítimo e aeronáutico (+28,4%), rural (+25,2%) e responsabilidade civil (+19,8%). Na análise dos últimos 12 meses encerrados em junho, foi registrada alta de 6,1%.

Marcio Coroliano afirmou que a expectativa para o segundo semestre é de que não haverá taxas de crescimento equivalentes às do ano passado, levando em conta que a circulação não vai voltar de forma plena. Por isso, as taxas daqui para a frente deverão ser menores, abrindo oportunidade para produtos “que cabem no bolso do consumidor”. Ele acredita que o segundo semestre não será fácil. “Será um desafio para a economia como um todo e o setor de segurosnão vai escapar desse desafio”. Os seguros de pessoas vão continuar liderando.

Planos terão de cobrir teste de Covid-19

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu ontem o teste de sorologia para covid-19 na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde. Mas a regra só vale para pacientes sintomáticos do novo coronavírus após o oitavo dia do surgimento dos sintomas. A decisão foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial.

O procedimento que os planos de saúde terão de cobrir é a pesquisa de anticorpos IgG ou anticorpos totais, exame sorológico para identificar a presença de anticorpos no sangue da pessoa, mas que não é indicado para a fase aguda da infecção, em que pode transmitir a doença. Caso o teste tenha resultado positivo, significa que a pessoa já foi exposta ao vírus em algum momento.

Agora, a norma segue para publicação no Diário Oficial da União e passa a valer a partir desta sexta-feira (14/8). A decisão foi tomada pela diretoria colegiada da agência após algumas idas e vindas em decisões sobre o tema. Uma liminar na Justiça já chegou a obrigar os planos de saúde de cobrir o teste sorológico para covid-19, que foi derrubada em julho.

A ANS assegura outros diagnósticos aos beneficiários, como o teste molecular (RT-PCR), indicado para a fase aguda da infecção e é obtido por meio da coleta do material genético do vírus em uma amostra de secreção nasal ou da garganta, coletada com uma espécie de cotonete (swab).

IRB capta R$ 2,08 bi em subscrições de ações

antonio Cassio IRB

Foram subscritas 300 milhões de ações, volume que corresponde a 99% da quantidade mínima estipulada para a operação

O IRB Brasil RE anunciou hoje que o processo de emissão de ações ordinárias para aumento de seu capital social alcançou R$ 2,08 bilhões. Foram subscritas 300.083.857 ações ordinárias, volume que corresponde a cerca de 99% da quantidade mínima estipulada e a 90,4% da quantidade máxima. A primeira rodada de oferta para exercício de preferência se encerrou na quarta, 12. 

“É uma demonstração inequívoca de que o mercado entendeu o propósito do trabalho desta administração, que está atuando sob um rigoroso projeto de governança e transparência”, disse o diretor presidente do IRB, Antonio Cassio dos Santos.

Cem mil acionistas do IRB Brasil RE aproximadamente exerceram o direito de preferência em adquirir ações. Cerca de 70% do valor obtido foi subscrito por acionistas institucionais e os demais 30% por acionistas individuais. “Isso mostra que o interesse veio de uma base pulverizada, é um sinal de que nossa marca segue forte depois do período desafiador pelo qual o IRB passou”, pontuou Santos. 

Em 8 de julho, o IRB Brasil RE anunciou que seu Conselho de Administração havia aprovado o aumento de capital social da companhia por meio de emissão de ações ordinárias. O valor anunciado para a emissão foi de no mínimo R$ 2,1 bilhões – que o ressegurador praticamente alcançou nesta primeira oferta – e no máximo de R$ 2,3 bilhões. Com a oferta das chamadas sobras – cujas regras de participação o IRB deve anunciar em breve ao mercado – o ressegurador deve alcançar o valor máximo. “Vamos chegar ao nosso objetivo de conseguir o total estipulado”, assegura o diretor presidente. 

O resultado apurado nesta quarta, segundo informa o IRB no Fato Relevante, “reforça, os níveis de solvência da companhia e propiciam melhoria nos patamares de reenquadramento regulatório da ‘cobertura’ das Provisões Técnicas, bem como da margem adicional de liquidez, fortalecendo, portanto, a sustentabilidade da estratégia de negócios do IRB Brasil RE”. 

“Como dissemos antes, esta solução garante o futuro da companhia de forma equilibrada, no longo prazo, e este primeiro resultado mostra que fizemos a escolha certa, agora referendada pelo mercado”, concluiu Antonio Cassio.