Seguro de grandes riscos entra em consulta pública da Susep

FGV realiza webinar nesta terça-feira para discutir o tema, com a participação de Solange Viera, da Susep, e Antonio Trindade, da FenSeg

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) coloca em consulta pública a partir de hoje norma sobre princípios e diretrizes gerais para estruturação e comercialização de contratos de seguros para cobertura de grandes riscos. O objetivo vai de encontro com o desejo da autarquia em desregulamentar o setor, aumentar o número de produtos oferecidos, a cobertura do seguro no país, e consequentemente reduzir o preço final do produto.

Segundo nota da Susep, a simplificação da regulação de seguros de grandes riscos irá proporcionar ao mercado maior flexibilidade nas negociações contratuais entre as partes, oportunidade de ampliar a oferta de produtos e serviços, reduzir custos e a regulamentação do segmento, enxugando, assim, o estoque regulatório. “Nos seguros de grandes riscos, o porte econômico e a capacidade técnica das partes demandam menos intervenção regulatória” explica Solange Vieira, Superintendente da Susep.

A norma, já dentro das discussões para a criação do “open insurance” a partir do próximo ano, estabelece como grandes riscos os seguintes ramos: D&O, riscos de petróleo, riscos nomeados e operacionais – RNO, global de bancos, aeronáuticos, stop loss, nucleares e compreensivo para operadores portuários. Para os demais ramos, serão classificados como contratos de grandes riscos quando o limite máximo de garantia (LMG) for superior a R$ 20 milhões; ou quando, no exercício imediatamente anterior, o contratante tiver ativo total superior a R$ 27 milhões ou faturamento bruto anual superior a R$ 57 milhões.

De acordo com a Susep, este trabalho é resultado de um amplo debate do corpo técnico da autarquia com participantes do mercado supervisionado para entender os principais entraves estruturais do mercado de grandes riscos. Reuniões com organismos internacionais também foram realizadas com o objetivo de entender como é regulado o mercado de seguros de grandes riscos em países mais desenvolvidos.

A proposta dá ênfase à liberdade contratual, em linha com o panorama desenhado pela Lei nº 13.874/19 – Declaração de Direitos de Liberdade Econômica, especialmente com relação ao art. 421, relacionado à liberdade contratual e ao art. 421-A, que presume contratos paritários e simétricos. Além disso, os contratos devem observar princípios e valores como boa fé, clareza e objetividade das informações e estímulos a soluções alternativas de controvérsias entre outros.

A proposta extingue a estrutura de clausulados existente, bem como elimina a necessidade de registro de produtos de grandes riscos junto ao regulador, o que deverá proporcionar maior flexibilidade e agilidade para as seguradoras na diferenciação de produtos e principalmente sobre a inovação.

De acordo com Solange Vieira, “os contratos de seguros de grandes riscos geralmente envolvem valores elevados, subscrição especializada e intenso gerenciamento de risco.  Esperamos que, com a maior flexibilidade nas negociações contratuais, as seguradoras possam não só ampliar a oferta de produtos, como também oferecer produtos de maior valor agregado, impulsionando assim o mercado de grandes riscos”.

Entre as medidas propostas tem-se: i) definição de ramos e grupos de ramos que são classificados como grandes riscos; ii) tratamento regulatório diferenciado e principiológico para seguros de grandes riscos, eliminando e tornando facultativa a aplicação de regras prescritivas, anteriormente obrigatórias; iii) dispensa de registro prévio das condições gerais e nota técnica atuarial para seguros de danos de grandes riscos (fica sob guarda da seguradora e disponível em caso de solicitação); iv) simplificação regulatória através da consolidação de diversos normativos relacionados a grandes riscos.

FenSeg – O presidente Antonio Trindade participa de webinar da FGV na terça-feira, dia 25, às 14h com a titular da Susep para debater a mudança regulatória em grandes riscos em curso pela Susep. Com a nova consulta aberta para grandes riscos, a ideia é que o ramo de responsabilidade civil (D&O) seja tratado como de grandes riscos, considerando a lógica de que se trata de um contrato entre duas pessoas jurídicas. Também estarão na lista os ramos de riscos de petróleo, riscos nomeados e operacionais (RNO), global de bancos, aeronáuticos, “stop loss”, nucleares e compreensivo para operadores portuários. Para os demais ramos, a Susep também estabeleceu na consulta que se o contratante for uma empresa de grande porte o contrato de seguro também será classificado como grandes riscos. 

CNseg –  A CNSeg patrocina projeto elaborado em conjunto com as federações do setor – FenSeg, FenaPrevi e FenaCap – com objetivo de aprimorar as regras de investimentos dos ativos garantidores das provisões técnicas das seguradoras, entidades abertas de previdência complementar, empresas de capitalização e resseguradores locais. “Entendemos que essa regulação pode ser mais baseada em princípios do que em regras. É um debate que existe não só no Brasil mas globalmente”, disse o diretor técnico e de estudos da CNSeg, Alexandre Leal, em matéria publicada nesta segunda-feira pelo Valor. Segundo ele, talvez não sejam necessários limites tão rígidos como os atuais, o que na visão dele facilita o trabalho das seguradoras e do regulador. Essas regras são regidas pela Resolução 4.444 e competem ao Conselho Monetário Nacional (CMN).

A consulta pública ficará aberta pelo prazo de 40 dias, a contar de 24/08/2020.

ANS suspende reajustes em planos de saúde

telemedicina em saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou na sexta-feira (21) o adiamento por 120 dias da aplicação de reajustes a planos de saúde. A decisão foi tomada após críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEMRJ), no dia anterior. Maia afirmou que, se a ANS não revisasse a medida, a Câmara votaria na terça-feira (25) um projeto de lei do Senado que proíbe reajustes dos convênios por 120 dias.

A principal justificativa das operadoras para a aplicação do reajuste é que a sinistralidade é alta, ou seja, as pessoas usam muito o sistema. Mas neste ano, segundo especialistas no setor, a explicação não vai bastar porque na quarentena os clientes evitaram os hospitais. No entanto, o reajuste foi calculado base no ano de 2019, informa a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSáude).

A suspensão dos reajustes de contratos de planos de saúde vale para todos os tipos de plano: individuais e familiar e coletivos (por adesão e empresariais). A medida terá início em setembro e será válida para reajustes anuais e por mudança de faixa etaria dos planos de assistência médica e odontológicos. A proposta de suspensão dos reajustes foi aprovada com quatro votos a favor e uma abstenção.

Segundo a ANS, haverá avaliação dos impactos e a forma de recomposição dos reajustes, após o período, para que se mantenha o equilíbrio dos contratos.

Leia a integra do documento da FenaSaúde:

Posicionamento sobre suspensão de reajustes de planos e seguros de saúde

As operadoras de planos e seguros de saúde associadas à FenaSaúde tomarão todas as providências para cumprir as determinações a respeito da suspensão de reajustes por 120 dias, em conformidade com a decisão anunciada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Cabe registrar que reajustes recém-aplicados a alguns contratos, e ora suspensos, refletiam a variação de custos verificada ao longo de 2019. Não tinham, portanto, qualquer relação com o comportamento da oferta e da demanda por procedimentos médicos verificado nos últimos meses desde o início da pandemia, que apenas será considerado nos valores a serem praticados a partir de 2021.

Entre 1° de maio e 31 de julho último, as operadoras associadas à FenaSaúde suspenderam, de maneira voluntária, a aplicação de reajustes de todos os contratos de planos médico-hospitalares individuais, coletivos por adesão e de pequenas e médias empresas com até 29 vidas cobertas.

Reajustes das mensalidades sempre são praticados dentro do estrito cumprimento ao que determina a legislação incidente sobre a saúde suplementar, setor econômico regulamentado e fiscalizado por agência reguladora e submetido a rígidos contratos de prestação de serviços.

Os preços praticados baseiam-se na premissa da preservação do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos, a fim de que a prestação dos serviços de assistência à saúde aos beneficiários seja garantida, com qualidade, tempestividade e presteza.

As mensalidades refletem fatores como oscilações de custos, frequência de utilização e a chamada inflação médica, impactada por fatores como incorporação de tecnologias, longevidade, demografia e judicialização, entre outros, cuja variação supera, em todo o mundo, a dos índices gerais de preços. As operadoras associadas à FenaSaúde atuam incansavelmente na gestão destes fatores com o objetivo de manter preços acessíveis. 

Planos coletivos, ou seja, contratados por empresas e/ou instituições como entidades de classe têm seus preços pactuados livre e diretamente entre contratantes e operadoras. Já no caso dos planos individuais os reajustes são fixados pela ANS e regiamente obedecidos pelas operadoras.

FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar)

Liberty Seguros disponibiliza máquinas para Oxi-Sanitização em oficinas referenciadas

Os clientes que tiverem um sinistro nas oficinas selecionadas ganharão serviço gratuitamente

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros disponibiliza máquinas para oxi-sanitização de veículos em oficinas selecionadas de todo o país. Mais de 90 oficinas em 15 estados no país já estão oferecendo esse serviço, essencial em um momento no qual a higiene torna-se um dos pontos centrais para o combate à pandemia do novo coronavírus. Todo o lucro gerado por essas lavagens será inteiramente dos prestadores de serviço e não da companhia. 

O serviço é totalmente sustentável e gratuito para segurados que visitarem as oficinas por conta de sinistros ocorridos com seus veículos, porém, podem ser oferecidos pelos estabelecimentos a outros clientes que desejarem higienizar seus veículos com o processo que usa ozônio para eliminar odores, bactérias, vírus, mofo e fungos em geral. 

Além do apoio ao segurado e do comprometimento com procedimentos de higiene rigorosos nesse momento, a iniciativa da Liberty tem como objetivo apoiar pequenos negócios credenciados em suas redes de serviços, uma vez que a higienização pode ser um diferencial tanto para os segurados quanto para outros clientes e mais uma fonte de renda para os estabelecimentos. 

“A Liberty Seguros vem tomando diversas medidas para amenizar e contribuir ao controle da disseminação do novo coronavírus de forma segura e sustentável”, afirma Dennis Milan, Diretor de Operações e Sinistros da Liberty Seguros. “O novo serviço de Oxi-Sanitização é mais um desses projetos, que além de trazer uma maior segurança para os segurados e uma possibilidade de ampliação de negócios aos parceiros, cumpre com o Plano de Sustentabilidade da companhia, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU “, completa.

Atendimento via canais digitais na HDI Seguros gera economia de tempo de até 300%

29/05/18 - HDI - Fabio Leme

Acionamento dos serviços de Assistência 24 horas leva, em média, de 1 a 2 minutos pelos canais digitais, muito mais ágil que o atendimento via call center, que pode levar até 7 minutos

Fonte: HDI

A HDI Seguros, que nos últimos três anos tem trabalhado intensamente em digitalização de processos e inovações para melhorar as formas de atendimento a clientes, vem oferecendo a seus segurados canais digitais variados, cada vez mais práticos e seguros, para ampliar suas possibilidades de comunicação com a empresa. Nesse sentido, 85% dos serviços disponíveis na companhia podem ser solicitados pelo Portal do Segurado e aplicativo da HDI Segurado, disponível para download em IOS e Android, e também, WhatsApp e Facebook Messenger para assistências.

Na carteira Auto, os pedidos de assistência via canais digitais vêm crescendo para todos os tipos de serviços (socorro mecânico, guincho, eletricista, entre outros); das solicitações de assistências feitas em 2019, por exemplo, apenas 4% foram realizadas via canais digitais. Já em 2020, esse número triplicou, representando atualmente 12% dos acionamentos de assistência. A expectativa é que, até o final deste ano, a companhia tenha atendido mais de 35 mil clientes via canais digitais.

“Como uma companhia que trabalha diariamente para ser mais humana, digital e inovadora, a HDI vem direcionando seus investimentos para reforçar cada vez mais seus programas digitais. Fomos, por exemplo, a primeira seguradora a lançar atendimento digital via WhatsApp sem intervenção humana”, comenta Fabio Leme, Vice-Presidente Técnico da HDI Seguros. O executivo reforça ainda que fatores como agilidade, autonomia e praticidade dos canais digitais geram grande satisfação nos segurados: “Além da economia de tempo que o atendimento digital proporciona – entre 1 e 2 minutos, sendo que via call center pode levar até 7 minutos –, o sistema de geolocalização garante assertividade na hora em que é solicitado um serviço de guincho, por exemplo; essas características são bastante relevantes para os clientes, que têm adotado com mais frequência esses canais para utilizar os diferentes serviços oferecidos pela assistência”, completa Leme.

Na carteira Residencial também foi registrado aumento nos chamados digitais. Do total de acionamentos, 2% deles foram feitos por canais digitais em 2019, número que aumentou seis vezes em 2020, quando esses canais já recebem 12% das chamadas. 

Em pesquisa NPS realizada com clientes para entender o grau de satisfação quanto ao atendimento digital, a HDI obteve excelentes resultados, com 86% de clientes “promotores”, ou seja, que indicariam os serviços para outras pessoas. O aplicativo da HDI também alcançou classificação bastante positiva e, atualmente, é o app mais bem avaliado entre as seguradoras na App Store. Esse resultado mostra o grau de satisfação dos clientes que utilizam a ferramenta e como ela pode atender plenamente as necessidades do segurado no dia a dia. Além disso, o app da HDI oferece navegação gratuita para clientes das operadoras Vivo, Claro e Tim, que podem aproveitar todas as funcionalidades sem nenhum desconto em suas franquias de Internet. 

Situação pandêmica melhora, mas déficit fiscal avança, afirma economista da Icatu Seguros

icatu seguros live

Todas as quintas, às 11h, em seu canal do Youtube, a Icatu Seguros traz lives com debates sobre o cenário atual, a importância da proteção e do planejamento financeiro com os principais gestores do país

Fonte: Icatu

Nesta quarta-feira (20), a economista-chefe da Icatu Seguros, Victoria Werneck, participou de live promovida pela seguradora para atualizar o cenário econômico global e do Brasil. Na transmissão, a executiva relatou que, no geral, a economia do mundo está com boas perspectivas e vem melhorando, sobretudo com a retomada das atividades devido às fases de flexibilização dos governos, apesar da imprevisibilidade sobre o controle da pandemia e as instabilidades do momento, que ainda impactam os mercados e provocam déficit fiscal. 

As projeções do Fundo Monetário Internacional também foram debatidas na live. Para 2021, a entidade prevê um crescimento do PIB mundial na ordem de 44,4%, mas para 2020 a expectativa é de queda de 4,9%. Hoje, as economias dos países avançados têm sido mais afetadas do que as dos emergentes no que tange o crescimento do PIB. A média de crescimento dos países emergentes é de -3% do PIB. Dentro deste cenário, o Brasil tem uma expectativa de cair cerca de 6%.  “Nem a depressão de 1929 trouxe tantos danos às atividades econômicas nessa ordem. A meta da inflação tanto na Europa quanto nos Estados unidos é de 2% e está 0,4% e 1%, respectivamente. Muito abaixo ainda”, afirma Werneck.

Com relação à taxa de desemprego, a executiva trouxe dados da Zona do Euro, que em junho chegou a 7,8%. Nos Estados Unidos, em julho, foi 10,2%. Werneck lembrou que, no Brasil, as oportunidades de emprego vinham crescendo. Em 2019, foram criadas mais de 559 mil vagas, mas já no primeiro semestre de 2020, mais de 1,1 milhão postos de trabalho foram fechados. Segundo o IBGE, lembrou a economista, a produção industrial caiu 10,9% entre janeiro e junho deste ano, sendo abril e maio as piores quedas, registrando 27,8% e 21,9%, respectivamente. “Mas está melhorando”, disse ela. O Banco Central indicou crescimento econômico com a retomada das atividades, sobretudo em junho. Já a CNI mostrou que o índice de confiança do empresário industrial apresenta melhora desde junho frente a forte queda sofrida entre março e abril. Em agosto, o otimismo do mercado voltou.

Assista e acompanhe a situação da economia.

Liberty Seguros lança atendimento via WhatsApp para clientes e corretores

Por meio da mídia social, todos os públicos receberão atendimentos personalizados e exclusivos para diferentes casos 

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros anuncia hoje sua nova opção de atendimento digital: via WhatsApp. A companhia, que há anos traça uma jornada de digitalização, vem investindo cada vez mais em formas de agilizar seus atendimentos para oferecer uma experiência rápida, acolhedora e de qualidade para todos os seus públicos. 

A novidade está disponível para clientes e corretores da Liberty, que poderão contatar a seguradora via Whatsapp, dependendo do caso a ser tratado. Cada um dos números será voltado especificamente para um certo canal, para que cada atendimento seja solucionado de forma exclusiva e direta. 

Clientes terão a opção de reportar questões relacionadas à instalação de rastreador e sinistros para seguro de vida e residência. Além disso, os segurados também poderão enviar e receber arquivos para dar continuidade a algum processo em andamento.

Corretores parceiros da companhia poderão tirar possíveis dúvidas, além de contar com serviços exclusivos para eles, como atendimento sobre cotações bloqueadas de automóvel, exceto para produtos Exclusivo e Frota, e reanálise de propostas declinadas para automóvel, com exceção de Frotas novamente.

Para agilizar o processo, a triagem é realizada por robôs na mídia social, que encaminham os casos para os atendentes de acordo com o tema da solicitação. Sendo assim, todos os números para contato começam com 3206, com o final dependendo do público: 

  • 3206 – 1414 para segurados
  • 3206 – 1515 para corretores

“A nova opção de atendimento via WhatsApp será extremamente positiva para a Liberty, pois gera praticidade, proximidade e agilidade, uma vez que o cliente poderá se comunicar com a companhia por meio de um aplicativo que já faz parte da sua rotina”, afirma Marcelo Amorim, Diretor Adjunto de Operações da Liberty Seguros.

Covid: prevenção pode favorecer venda de seguro Automóvel

Fonte: CNseg

As seguradoras acompanham estudos sobre a forma preferencial de deslocamento da população após a flexibilização das normas de mobilidade. Especificamente, o dado que mostra o uso de carros particulares versus transporte público. O tema é tratado em artigo publicado na edição 26 da Conjuntura CNseg.

O placar mais recente, publicado pela Apple em seu Relatório de Tendências de Movimentação, mostra que a opção por carro já apresenta resultado crescente, como efeito da preservação pessoal contra os riscos de contaminação pela Covid-19. A manutenção dessa tendência pode significar que mais brasileiros estarão comprando carros nos próximos meses e, em consequência, adquirindo seguro para a proteção do bem. Essa perspectiva pode representar um freio na tendência de queda de prêmios na carteira de Automóvel. Dados mais recentes de vendas para pessoas físicas mostram que houve um aumento da sua participação em comparação com as vendas para empresas. Em março, mês que foi declarada a pandemia, essas vendas representaram 55,7% dos emplacamentos, saltando para 64,2% em maio, alta de 9,1 pontos percentuais.

Brasilprev registra crescimento de 7,3% em ativos sob gestão e lucro líquido de R$ 444 mi

Empresa divulgou nesta quinta-feira o balanço financeiro referente ao primeiro semestre de 2020

Fonte: Brasilprev

A Brasilprev apresentou nesta quinta-feira (20 de agosto) os dados do balanço do primeiro semestre de 2020, que aponta um crescimento de 7,3% em ativos sob gestão, mesmo diante do período desafiador da pandemia da Covid-19. Enquanto em junho do ano passado a companhia registrava R$ 274,9 bilhões no indicador, o valor em junho de 2020 apresentou aumento para R$ 294,9 bilhões. Com o resultado, a empresa segue na liderança do setor, com uma participação de 30% no mercado.

Como todos acompanharam, o primeiro semestre deste ano foi fortemente impactado pela pandemia da Covid-19, ocasionando incertezas e alta volatilidade no mercado financeiro como um todo entre o final de março e a metade de abril.”, comenta o presidente da Brasilprev, Marcio Hamilton. “Por mais que esse movimento tenha destacado o sentimento de aversão ao risco de alguns clientes, a Brasilprev seguiu em plena atividade, levando assessoria por meio de comunicação para direcionar os participantes às melhores decisões. O resultado dessa iniciativa veio com a recuperação já nos meses de maio e junho, além de  julho se consolidar como o período com o melhor resultado do ano, com a antecipação da conquista dos R$ 300 bilhões em ativos sob gestão”.

Nelson Katz, diretor de Planejamento e Controle comenta, “Outros dados importantes do balanço semestral foram o lucro líquido de R$ 443,9 milhões, registrados no período, e o valor de R$ 17,0 bilhões em arrecadação total. Esses resultados, embora menores que os apresentados no exercício passado, nos mostram a resiliência da maioria dos clientes em relação ao cenário econômico e a efetividade das ações de consultoria”, afirma o diretor. “O período foi um momento de muita reflexão, trabalho e aprendizado, o que nos fortaleceu para entregar resultados consistentes e crer em um segundo semestre com desempenho superior ao primeiro.”, finaliza Katz.

Hospital de Campanha Lagoa-Barra, no Rio, completa 90 dias e já atendeu mais 740 pacientes de Covid-19

Com capacidade de 200 leitos, o hospital é fruto da iniciativa privada: Rede D´Or, Bradesco Saúde e outros parceiros. Mais de 570 pacientes receberam alta  

Fonte: Bradesco Saúde

O Hospital de Campanha Lagoa-Barra, no Rio de Janeiro, completou 90 dias em operação com mais de 740 atendimentos realizados com casos de Covid-19, sendo 680 em CTI. A iniciativa, liderada pela Rede D´Or em parceria com Bradesco Saúde, Lojas Americanas, Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) e Banco Safra, trouxe uma relevante contribuição ao combate da doença, atendendo pacientes do SUS de 32 municípios do Estado do Rio de Janeiro. Ao completar quatro meses no próximo dia 25/08, o hospital, que teve uma ocupação média de 74% (nos leitos de UTI), encerrará suas atividades.  

Nesse balanço de três meses, foram registrados mais de 570 pacientes recuperados, o que corresponde cerca de 80% dos atendimentos. Inaugurado no fim de abril (25), antes do prazo previsto, o hospital conta com 200 leitos em operação, sendo 100 de UTI e 100 de enfermaria e recebeu investimento total de R$ 60 milhões. 

“A Bradesco Saúde se orgulha em ter participado de uma iniciativa que salvou vidas em meio à pandemia, possibilitando ao cidadão um atendimento humanizado e de qualidade. Essa parceria com a Rede D’Or e outras empresas é um marco na história da companhia”, afirma Flavio Bitter, diretor gerente da Bradesco Saúde.  

Com 97% do nível de satisfação, a equipe de profissionais de saúde priorizou o atendimento humanizado, com uso de tecnologia para aproximar pacientes e familiares, tendo realizado mais de 2,6 mil vídeochamadas. Outro exemplo foi o projeto “Ídolos do Bem”, com gravações em vídeo de mensagens de apoio feitas por atletas famosos, ídolos de pacientes internados, como uma forma de levar esperança em meio à recuperação da doença.  

A Secretaria Estadual de Saúde é a responsável por encaminhar os pacientes, por meio do sistema de regulação de vagas do Estado. Cerca de 70% dos pacientes veio das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade do Rio, mas o hospital recebeu também pacientes de 32 municípios indicados pelas Coordenações de Emergência Regionais (CER) e de outros hospitais públicos do Estado. 

Hospital da UFRJ com novos leitos durante a pandemia 

A Bradesco Saúde também apoiou a reestruturação do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), o Hospital do Fundão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Cidade Universitária. Com investimento de R$ 2,5 milhões, a ação viabilizou a expansão do atendimento exclusivo aos pacientes diagnosticados com a Covid-19, contemplando a ativação de 98 leitos de enfermaria, além da reforma predial e a compra de 60 equipamentos hospitalares. 

A iniciativa, liderada pelo Movimento União Rio, contou com investimentos de pessoas físicas e de outras empresas, totalizando a doação de 170 leitos, entre enfermaria e CTI, com ocupação de 96% até o último balanço em julho. Já a gestão social foi realizada pelo Instituto da Criança. 

“Além de contribuir para preservação de vidas vítimas da pandemia da Covid-19, essa ação ficará como importante legado para o hospital, com novas instalações que continuarão prestando o serviço de saúde para a população pós-pandemia”, destaca Flávio Bitter. 

Valor: Seguradoras planejam reaver valores de Germán e José

Fator e Chubb devem pedir colaboração para a justiça criminal para identificar bens da dupla e reaver os valores pagos em uma apólice acionada há seis anos

A jornalista Flávia Furlan, do jornal Valor Econômico, informa na edição desta quinta-feira, 20, que as seguradoras Fator e Chubb devem pedir colaboração para a justiça criminal para identificar bens da dupla e reaver os valores pagos em uma apólice acionada há seis anos diante do envolvimento dos irmãos Efromovich na operação Lava-Jato.

A 13ª Vara Criminal de Curitiba autorizou a prisão preventiva de Germán e José Efromovich, que ficarão em prisão domiciliar devido à pandemia de covid-19. Na operação “Navegar é preciso”, deflagrada ontem, investiga-se um suposto esquema de pagamento de propinas à Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Os valores teriam sido pagos pelo estaleiro Ilha, no Rio de Janeiro, do qual os irmãos são sócios, que também é o epicentro do processo das seguradoras. Em 2014, o estaleiro não entregou três embarcações à empresa sul-coreana Swire e as seguradoras arcaram com a conta do atraso por força de um seguro garantia de contrato, mas ingressaram posteriormente com uma ação de cobrança, como é comum nesses casos.

A Justiça reconheceu o direito das seguradoras ao ressarcimento, em segunda instância, em um valor que estima-se esteja hoje em R$ 400 milhões. Além disso, permitiu arrestar ações da Avianca como pagamento, provando que os irmãos, por meio de outras empresas, tinham participação significativa na aérea. No entanto, com o processo de recuperação judicial da Avianca, os papéis perderam o valor.

Em um processo de busca de bens dos irmãos, foram encontrados apenas dois imóveis de José, na cidade de São Paulo, em um valor inferior a R$ 10 milhões. Estruturas societárias e ativos líquidos no exterior, do grupo Sinergy e dos próprios irmãos, estavam sendo rastreados, mas a falta de acordos da justiça cível brasileira com outras jurisdições se tornou um desafio.

Segundo disse uma fonte ao jornal, acordos internacionais para mapeamento e bloqueio de bens são eficientes na esfera criminal, a exemplo do que ocorre na Lava Jato. Já no caso da esfera cível, é preciso ter todo o trânsito em julgado para efetivar a apreensão de um bem no exterior.

No processo com as seguradoras, os irmãos ainda podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), o que já permite no Brasil uma execução temporária, mas não ajuda em uma busca internacional.

A expectativa é de que, com os bens dos irmãos mapeados no exterior pela justiça criminal, seja possível discutir a divisão entre os credores em qualquer esfera, de acordo com o interlocutor.

Consultado, o escritório Mattos Filho, que defende as seguradoras, não quis se manifestar. O escritório Galdino & Coelho Advogados, que representa os irmãos Efromovich, não respondeu até o fechamento desta edição.