A Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros

Solange Beatriz CNseg

Confira a entrevista com a Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg

Fonte: CNseg

25 de Setembro é o “Dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros”, efeméride lançada pela CNseg em 2019 para, nas palavras da Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, “fortalecer o compromisso do setor com as melhores práticas de diversidade e inclusão”. Confira abaixo a entrevista com Solange Beatriz sobre um tema que ganha cada vez mais relevância no debate nacional e internacional, tanto pelo ponto de vista ético como pelo financeiro. 

Como anda o debate a respeito da diversidade no setor de seguros?    

O setor de seguros está consciente que é preciso acelerar suas políticas de inclusão, pois, além de gerar mais justiça social, um ambiente mais inclusivo fomenta soluções inovadoras, que são essenciais para um melhor desempenho das empresas, razão pela qual o tema passou a fazer parte da agenda social e econômica do nosso setor. 

Em 2017, um grupo de diretoras de empresas nacionais e estrangeiras com afinidade com o tema criou o Grupo de Trabalho de Diversidade e Inclusão da CNseg que, já no ano seguinte, realizou a “1ª Conferência Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros”.  Em abril de 2019, o tema entrou novamente em debate no painel técnico “Diversidade em Ação”, durante o 8º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro.   

Em setembro de 2019, a CNseg realizou a 1ª Conferência de Sustentabilidade e Diversidade, paralelamente à 9ª Conseguro.  

Na mesma época, durante o Festival Dive In para Diversidade e Inclusão em Seguros, a Confederação lançou o Dia da Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros, a ser celebrado a cada 25 de setembro, visando fortalecer o compromisso do setor com as melhores práticas de diversidade e inclusão de talentos na carreira de seguros e refletir a riqueza demográfica, étnica, cultural e social do nosso País. 

Outra ação que apresentou uma recepção bastante positiva foi o lançamento do Calendário 2020 da CNseg, que teve a Diversidade e a Inclusão no Setor de Seguros como tema da edição, celebrando o rico mosaico humano que compõe a aldeia global.    

Além disso, o setor já conta com entidades autônomas dedicadas ao tema, como o Instituto pela a Diversidade e Inclusão no Setor de Seguros (IDIS) e a Associação de Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), ambas com apoio da CNseg.  E, nesse contexto, também podemos citar o apoio da CNseg ao Instituto Ação Pela Paz, que capacita egressos do sistema prisional, visando reinseri-los no mercado de trabalho e, assim, diminuir a reincidência criminal. 

E o quais os esforços das empresas do setor para fortalecer a diversidade?   

Temos visto empresas do setor se tornarem referência em políticas e práticas de diversidade e lideranças do mercado enfatizando a importância da diversidade para os negócios. De acordo com último levantamento da Escola de Negócios e Seguros (ENS), 40% das seguradoras brasileiras já possuem programas de igualdade de gênero, o que certamente contribuiu para que, atualmente, no cômputo total, as mulheres já serem maioria nesse mercado. O desafio agora é alçá-las, cada vez mais, às posições de liderança, onde ainda são sub-representadas. Também precisamos trabalhar para reforçar a representatividade de pessoas negras, transgêneras e com deficiências em posições de liderança e evitar – de modo geral – que os vieses inconscientes prejudiquem a contratação do melhor profissional para a vaga, independentemente de qualquer atributo subjetivo que não esteja estritamente relacionado à atividade a ser exercida.    

Como um setor que cuida da proteção do patrimônio das pessoas, não podemos prescindir da diversidade de talentos para compreender as necessidades de públicos variados e atender melhor a todos.    

Em termos de produtos de seguro, também possuímos exemplos interessantes, como é o caso de  seguradora que, na contratação de um seguro viagem, disponibiliza cartilha apontando os locais com maior risco de ocorrerem crimes de ódio contra minorias e disponibiliza call center para prestar auxílio nesses casos. Outro bom exemplo, este vindo do Reino Unido, se relaciona à violência contra a mulher no âmbito do abuso do poder  econômico, com bancos aceitando o cancelamento de contas conjuntas sem a necessária concordância do parceiro agressor e seguradoras cancelando apólices solicitadas pelas vítimas de relacionamentos abusivos.

CNseg também realiza ações para fortalecer a diversidade dentro da própria Confederação?  

Os funcionários, como participantes do mercado segurador, também sempre foram alvo de nossos eventos e ações de comunicação. Entretanto, sentíamos falta de ações voltadas objetivamente para nossos colaboradores, inclusive as lideranças, razão pela qual já iniciamos o desenvolvimento de um programa interno de diversidade, em parceria com o GT de Diversidade e Inclusão da Comissão de Recursos Humanos. Em uma primeira fase, pretendemos realizar ações de conscientização para as lideranças e os colaboradores sobre o valor da diversidade e temas específicos como os viéses inconscientes, além de mapear os recortes de diversidade do nosso quadro com base em um censo com os colaboradores. Temos consciência que a CNseg, enquanto representante institucional de um setor extremamente relevante – tanto econômico, quanto socialmente -, pode estabelecer um bom exemplo e contribuir para o avanço desse tema. 

Economia da saúde é fundamental para o futuro do setor

Webinar do IESS reuniu especialistas e pesquisadores vencedores do Prêmio IESS de Produção Científica em saúde suplementar

Fonte: IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) promoveu nesta semana o webinar “Propostas do Prêmio IESS para assegurar a sustentabilidade do setor em tempos de crise”, que reuniu especialistas e premiados na categoria Economia do Prêmio IESS de Produção Científica em transmissão ao vivo no YouTube e nas redes sociais da entidade. 

Com mediação de José Cechin, superintendente executivo, o debate contou com a participação de Antonio Carlos Campino, professor da FEA-USP e avaliador da categoria Economia do Prêmio IESS; Marília Raulino Jácome, vencedora em 2018, Head da G-Sin (Startup de Gestão de Riscos na Saúde) e doutoranda em Ciências Contábeis (UFPB); e Luís Carlos Moriconi, vencedor em 2017, gerente atuarial na Unimed Fesp e mestre em economia (UFRGS). 

José Cechin reiterou o compromisso da instituição com a criação de ferramentas tanto nesse momento de crise sanitária e social quanto para o desenvolvimento do setor de saúde nacional. “O Prêmio IESS é uma das provas desse esforço e do anseio de mobilizar a nossa capacidade de agregar conhecimento e estudos técnicos e convergir a produção acadêmica com a prática do mercado ao longo desses dez anos da premiação”, comentou. 

A importância de se gerar informação técnica e fomentar a pesquisa foi lembrada por Antonio Campino como fundamental para garantir a perenidade dos setores público e privado. “O mundo todo passa por um fenômeno de transição demográfica e consequente envelhecimento populacional. Claro que é um avanço da sociedade e da medicina, mas isso traz um aumento das despesas médicas para todos os envolvidos nessa cadeia”, aponta o professor. “Não há conflito entre os setores público e privado. A economia da saúde é importante por se debruçar em problemas reais da sociedade com implicações em diferentes âmbitos. É necessário que o país e os diversos segmentos se planejem para os impactos dessa mudança”, completou. 

Além das implicações econômicas do atual cenário e da necessidade de mudança e atualização da regulação do setor e das práticas de diversos agentes envolvidos, o encontro reforçou a importância de se fomentar os estudos que envolvam o setor de saúde suplementar. “É fundamental que a academia enxergue o potencial da pesquisa para esse setor. Em termos de economia, é um segmento que agrupa 25% dos brasileiros e movimenta um grande volume investimentos, despesas e receitas”, analisou Marília Raulino. 

Já Moriconi ressaltou que o setor precisa se apossar das diferentes ferramentas para ser mais forte, efetivo e resolutivo. “A economia da saúde deve ser o centro de tudo. Por meio dela é que iremos ampliar a qualidade em termos de recursos humanos e de produtividade, garantindo equilíbrio, satisfação e bem-estar de todos, sejam beneficiários, operadoras e prestadores de serviços”, concluiu. 

A íntegra do webinar pode ser vista no Portal IESS (http://iess.org.br/eventos) e no YouTube (http://youtu.be/bivn282VNXM). A série de encontros continuará apresentando importantes questões para o desenvolvimento do setor de saúde suplementar nacional com transmissão ao vivo nas redes sociais do IESS e no canal do YouTube.

Seguros SURA está entre as maiores no ranking de seguros da América Latina

Seguros SURA tem uma participação de mercado de 2,8% no mercado regional ; 4.1% em seguros gerais e 1,2% em vida

Fonte: Seguros Sura

A Seguros SURA, subsidiária do Grupo SURA, subiu do quarto ao terceiro lugar no segmento de seguros Não-Vida, no último “Ranking de Grupos Seguradores na América Latina”, publicado pela Fundação Mapfre, sendo a primeira de origem latino-americana. No ranking total, classificação dos grupos seguradores do mercado na América Latina, a Suramericana se manteve no oitavo lugar e é a quarta entre as latino-americanas, atrás de três seguradoras brasileiras. Com um volume de prêmios que superou os US$ 4 bilhões em 2019, a companhia registrou uma participação de mercado de 2,8%, segundo o informe.

“Nos posicionarmos entre as seguradoras latino-americanas mais relevantes tem sido possível graças a nossa estratégia como gestores de tendências e riscos, que nos permite avançar na entrega de capacidades para as pessoas e as empresas, a maior diversificação do nosso portfólio com soluções que transcendem a segurança tradicional, assim como continuar consolidando as companhias nos nove países onde Seguros SURA está presente”, expressou Juana Francisca Llano, a presidente de Suramericana.

No segmento de Vida, a companhia se posiciona como a nona de origem latino-americana e se encontra no 17º lugar no escalão geral. Vale destacar que a produção por valor de prêmios no último ano se deu em 52% em seguros gerais e 48% em vida, que somaram aproximadamente 16 milhões de apólices.

A Seguros SURA tem desenvolvido quatro frentes de negócio nas operações da região: Autos, Vida, Saúde e Empresariais, onde os portfólios de soluções se tem se diversificado para acompanhar as pessoas e as empresas, não somente quando ocorre um sinistro, mas desde a entrega de capacidades e conhecimento que permite identificar oportunidades em mobilidade, competitividade, conectividade, residência, saúde e autonomia.

Resultados da Suramericana até junho

No fechamento do primeiro semestre, a companhia consolidou ingressos totais que aumentaram 10,5% e somaram US$ 2,3 bilhões, com crescimento nos segmentos de seguros gerais (7,5%), vida (7,0%) e a saúde na Colômbia (21,5%).

“Os resultados refletem os esforços de fidelizar os nossos clientes desde três frentes: transformação do modelo operativo; desenvolvimento de novas soluções e reconversão de outras, para responder às condições atuais das pessoas e das empresas na região; ao mesmo tempo que fortalecemos nossos acessos e canais. Assim, cuidamos do ajuste de reservas, a solvência e a liquidez frente aos cenários que temos projetado diante a pandemia”, indicou Juana Francisca Llano, a presidente de Suramericana.

O mercado segurador na região teve um comportamento positivo em 2019 que somou um volume de prêmios de US$ 153,1 bilhões, 1,7% a mais do que em 2018, segundo o relatório da Fundação Mapfre. Especificamente, houve um crescimento no segmento Vida de 5,1%, enquanto diminuiu 1% no segmento Não Vida, explicado, em boa parte, pela depreciação das moedas locais em comparação ao dólar, particularmente na Argentina e no Brasil.

Mercado segurador latino-americano debate efeitos da pandemia na região

cnseg

Evento ocorreu em 9 de setembro, transmitido pela plataforma Zoom. Veja neste link

Fonte: CNseg

Com o objetivo de debater os impactos e as reações dos mercados de seguro latino-americanos à pandemia do novo coronavírus, a sétima edição do CNseg Webinars, realizado em 9 de setembro, contou com a participação dos presidentes da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (FIDES) e tesoureiro da Associação Panamenha de Seguradoras, Luis Enrique Bandera; da Federação Global de Associações de Seguro (GFIA) e Associação Mexicana de Seguradoras, Recaredo Arias; da Associação Peruana de Seguradoras (APESEG), Eduardo Morón Pastor; da Federação de Seguradores Colombianos (FASECOLDA), Miguel Gómez Martínez; com o Vice-Presidente Executivo da Associação de Seguradores do Chile A.G (AACH), Jorge Claude, e com o Presidente da CNseg e Diretor-Presidente da Fenaseg, Marcio Coriolano, que também atuou como moderador do encontro. 

Em 2019, lembrou Coriolano, o mercado de seguros na América Latina arrecadou US$ 174 bilhões em prêmios, o que corresponde a apenas 2,5% do mercado mundial, evidenciando seu potencial de crescimento. O Brasil, por sua vez, representa 47% do mercado latino-americano.  

O impacto no setor e os segmentos mais atingidos  

Logo no início do webinar ficou evidente que o seguro de automóvel foi um dos segmentos mais atingidos pela pandemia em toda a América Latina, devido às restrições de circulação, que também comprometeram a venda de carros. Na Colômbia, afirmou Eduardo Pastor, essa queda foi de 13%. “Nos últimos seis meses, abasteci apenas uma vez o meu carro”, afirmou ele, para ilustrar a situação em seu país. No Brasil, lembrou Coriolano, apesar da forte queda desse seguro em um primeiro momento da crise, já se nota a volta do crescimento dos financiamentos de automóveis, mas com uma maior participação dos carros usados no mix, o que atribui à proteção do veículo em tempos de contágio. 

Outro seguro fortemente impactado foi o de vida, citado pelos representantes de Chile, Colômbia e México, que alegaram, entre outras razões para tal, a dificuldade no registro de óbitos devido ao fechamento dos cartórios. Além disso, também foram citados os impactos no seguro de crédito, no Chile, e nos seguros para aluguel de imóveis e para grandes obras, na Colômbia.  

No México, afirmou Recaredo Arias, houve contração de 1,7% no volume total de prêmios e a estimativa é que o custo das indenizações relacionadas à pandemia chegue a US$ 400 milhões. Segundo Eduardo Pastor, o setor segurador peruano deve ter uma contração de 6 a 7% em 2020 e, no Chile, o volume de prêmios deve cair entre 1 e 1,1%, de acordo com Miguel Martínez.  

Como reagiu o regulador e o governo?  

Questionados sobre a atuação dos órgãos reguladores durante a pandemia, os participantes afirmaram, de um modo geral, que foi positiva, flexibilizando as normas e fazendo avançar a regulação. No Chile, afirmou Jorge Claude, as exigências para a venda online e as regras de investimento foram flexibilizadas à semelhança do ocorrido na Colômbia, segundo Eduardo Pastor. No Brasil, afirmou o Presidente da CNseg, os reguladores também têm atuado com muita cautela, “apesar da grande pressão sobre o setor”.  

Entretanto, um problema relatado por muitos foi o da “criatividade parlamentar, que busca fazer caridade com o chapéu alheio”, como disse Jorge Claude. Segundo Luis Enrique Bandera, os governos da região agiram com um “grau de populismo perigoso”, aprovando leis e normas que desconsideram os impactos financeiros na indústria de seguros. “Muitos projetos de lei foram mal concebidos e com muitos erros, fazendo as seguradoras terem um grande trabalho de representação”, complementou Miguel Martínez, afirmando, ainda, que na Colômbia houve um “tsunami legislativo”, com o surgimento de cerca de 100 projetos de lei que afetam de forma direta ou indireta o setor. 

E se Martínez já considerava esse número muito elevado, deve ter ficado muito surpreso com os 1.300 citados pelo peruano Eduardo Pastor e com os mais de 3.200 projetos de lei que tramitam no Congresso brasileiro tratando de seguros, como informou Marcio Coriolano, concluindo: “Em todos os países, houve formidável pressão dos parlamentos e judiciários para atropelar os fundamentos mais básicos do seguro para atender a demandas de caráter populista”. Entretanto, segundo ele, as declarações feitas pela FIDES e pela GFIA explicando as limitações do seguro foram de fundamental importância para ajudar o setor segurador brasileiro a “frear um pouco a onda de projetos de lei”.  

Ações positivas do setor em prol da sociedade 

Outro tema que entrou no debate foram as ações do setor em prol da sociedade. De acordo com o Presidente da GFIA, baseado em pesquisa feita junto aos países membros da Associação, as que mais se destacaram foram as doações para o fortalecimento das infraestruturas hospitalares e a oferta de seguro de vida gratuito para profissionais de saúde que, somente no Chile, alcançou 150 mil pessoas.  

Outro procedimento muito comum relatado foi o de cobertura de sinistros relacionados à pandemia, mesmo quando não previstos em contrato, principalmente nos seguros de vida e de saúde.  

O que fica dessa pandemia?  

Questionados sobre os impactos de longo prazo dessa pandemia, Luis Bandera afirmou que ela rompeu com os sistemas tradicionais de trabalho e com os modelos educacionais, “nos impulsionando em direção a um acelerado processo de digitalização que veio para ficar”, mudando radicalmente a forma com que as pessoas fazem negócios e se relacionam. Concordando com a afirmação do colega, Recaredo Arias afirmou: “É preciso entender que é a tecnologia que agora dita as regras do jogo” e que as mudanças nos próximos sete anos serão maiores que as dos últimos 100 anos. “As empresas de seguro devem estar à frente dessas mudanças no setor para não serem ultrapassadas pelas empresas de tecnologia”, concluiu.  

Miguel Martínez, por sua vez, disse identificar uma preocupação, dentro das seguradoras, relacionada ao marketing. “Tradicionalmente, a venda de seguros sempre foi feita cara a cara e as empresas ainda estão assimilando as melhores formas de capacitar suas equipes para a comercialização pelos canais digitais”. Esse fortalecimento dos canais digitais, entretanto, lembrou ele, tem ainda outras consequências, como o aumento da vulnerabilidade de empresas aos ataques cibernéticos, mas “as pessoas têm consciência disso”.   

Concluindo, Marcio Coriolano afirmou que, de uma forma geral, os consumidores aumentaram sua aversão ao risco, o que “só faz aumentar nossa responsabilidade para oferecer-lhes produtos e soluções adequados aos novos tempos”.

Lloyd’s of London estima pagar US$ 3,1 bi em indenizações por Covid-19

lloyds of london

À Reuters, o presidente Bruce Carnegie-Brown disse que as perdas devido à pandemia podem se estender pelos próximos anos

O Lloyd’s de Londres vai pagar 2,4 bilhões de libras (US$ 3,12 bilhões) em indenizações relacionadas à pandemia nos primeiros seis meses, segundo informou em comunicado, ao registrar prejuízo no primeiro semestre. A perda total por COVID-19 pode chegar na casa de 3 bilhões de libras.

Seguradoras de todo o mundo pagaram indenizações por cancelamento de eventos, viagens, crédito comercial e políticas de interrupção de negócios devido ao vírus. As que tinham resseguro com o Lloyd’s já estao acionando seus pedidos e expectativa é de uma fatura global de mais de US$ 100 bilhões este ano proveniente das seguradoras que atuam com seguros de bens e responsabilidades, classificadas em “não vida”.

À Reuters, o presidente Bruce Carnegie-Brown disse que as perdas devido à pandemia podem se estender pelos próximos anos. “Ninguém sabe quando começou, certamente não sabemos quando vai acabar.”

O Lloyd’s, cujos resultados são um agregado de seus mais de 90 membros conhecidos como sindicatos, informou que os pagamentos relacionados ao COVID-19 foram líquidos de resseguro. O mercado registrou uma perda antes dos impostos no primeiro semestre de 438 milhões de libras, em comparação com um lucro de 2,3 bilhões de libras um ano antes. Os prêmios emitidos brutos aumentaram 1,7%, para 20 bilhões de libras.

O índice combinado, uma medida de lucratividade de subscrição, deteriorou-se de 98,8% um ano antes para 110,4%. Um nível acima de 100% indica uma perda de subscrição. Excluindo os sinistros COVID-19, no entanto, seu índice combinado aumentou para 91,7%.

O Lloyd’s exigiu que seus membros abandonassem suas linhas de negócios de pior desempenho nos últimos anos e alguns saíram do mercado. Carnegie-Brown disse que seguros marine e Aviation estavam entre as linhas de negócios deficitárias e ele esperava que mais sindicatos deixassem o Lloyd’s, acrescentando que o mercado também tinha um “forte fluxo de novos candidatos”.

O Lloyd’s reabriu seu piso de subscrição na semana passada, após quase seis meses de fechamento devido à pandemia. O piso pode operar com até 45% de sua capacidade anterior. Carnegie-Brown disse que até agora os números que chegavam a cada dia estavam na casa das centenas, e não nos milhares anteriormente.
 

Susep divulga dados de julho, com sinais de recuperação nas vendas de alguns seguros

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulga nesta sexta-feira dados estatísticos do mês de julho do mercado segurador. Uma grata surpresa com alguns segmentos. Em residência, o volume de prêmios crescendo respectivamente 21,7% e 19,5% em cada mês, saindo de R$ 219,7 milhões em maio para R$ 319,5 milhões em julho, maior valor histórico da série divulgada pela Susep. Em relação a julho de 2019, esse valor representa um aumento de 9,8%. No acumulado do ano, no entanto, o volume de prêmios permanece pouco abaixo do mesmo período de 2019, com uma queda de 0,8%.

Os seguros de garantia estendida e transportes, impactados na pandemia, mostraram retomada em julho. O seguro garantia estendida, que costuma ser contratado na compra de produtos no varejo, cresceu 29% em julho ante junho e movimentou R$ 212,6 milhões no mês. Já nos seguros de transportes, ligados à circulação, que caiu na quarentena, o volume de prêmios foi de R$ 304,33 milhões, 26% maior do que em junho, segundo a Susep.

O segmento de seguros pessoais registrou uma marca inédita no Brasil em julho: R$ 4,12 bilhões em prêmios, o que representa um crescimento de 16,8% em relação a junho. Os ramos de vida em grupo e prestamista – modalidade comprada em financiamentos, por exemplo – foram os principais responsáveis por essa alta, com prêmios de R$ 1,07 bilhão (8,6%) e R$ 1,43 bilhão (35%) respectivamente. Em relação a julho de 2019, o crescimento de prêmios no segmento de seguros pessoais foi de 9,6%, com os ramos prestamista e vida em grupo tendo crescido 20,6% e 6,7%, respectivamente.

VI COPADES promove imersão contra fraude em seguros em setembro

Representante da CNseg participa do evento, este ano virtual, com especialistas internacionais

Fonte: CNseg

Uma imersão de sete dias para discutir delitos em seguro, incluindo prevenção e combate à fraude, reunirá especialistas de vários países; entre eles, o gerente de Prevenção e Combate à Fraude em Seguros da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Ricardo Tavares. Ele será um dos painelistas do VI Congresso Pan-Americano sobre Delitos em Seguros – COPADES, realizado de 13 a 19 de setembro, organizado pelo CESI’Internacional – Congresos, Eventos y Seminarios Internationales, e pelo BCRA – Bureau Coordinador de Resgos Asegurados, excepcionalmente na versão virtual desta vez, dada a pandemia.

Ricardo Tavares participará de painel da abertura do evento, abordando as fraudes em reclamações de seguros tendo como foco a experiência brasileira na prevenção e no combate a esses delitos. 

A programação do VI COPADES é composta, ainda, pelos seguintes temas: uso da inteligência artificial na prevenção e combate à fraude em seguros; deveres e responsabilidades dos seguradores na luta contra a corrupção e lavagem de dinheiro; avanços tecnológicos, seus benefícios na mitigação da fraude ou favorecimento de novos riscos; caminhos para minar as fraudes ainda na fase de subscrição de riscos ou na hora da liquidação; e a chamada fraude 4.0, advinda com a internet das coisas.

O COPADES reúne anualmente especialistas de seguradoras, resseguradoras e representantes dos órgãos de supervisão, com o objetivo de atualizar o conhecimento sobre medidas mais assertivas no combate à fraude, tema de sensível importância para toda a sociedade. 

As inscrições para o VI COPADES podem ser realizadas pelo seguinte link: https://www.cesinternacional.com/

Icatu Seguros lança serviço de telemedicina para clientes de vida e previdência

O serviço é oferecido sem custo para os clientes e ficará válido até 31 de dezembro deste ano

A Icatu Seguros acaba de disponibilizar um novo benefício para seus clientes que possuem planos de Seguro de Vida e Previdência em conjunto: a Telemedicina, um serviço de orientação médica totalmente online, com atendimento 24 horas por dia. Em um momento em que a população se encontra cada vez mais preocupada com a proteção de sua saúde e a de seus familiares, a seguradora oferece mais um serviço digital que garante praticidade e mais segurança aos clientes, apostando em uma iniciativa empática e humana. 

O serviço é oferecido sem custo para os clientes e ficará válido até 31 de dezembro deste ano, inclusive para novas contratações. Assim que os produtos forem aceitos pela seguradora, os usuários terão acesso às consultas e receberão por e-mail as instruções de uso. O atendimento funciona diariamente, a qualquer hora, sendo válido também para os cônjuge e filhos do cliente.  

Todo o processo de teleorientação é feito pelo WhatsApp. A partir desse primeiro contato é gerado um link seguro para o fluxo de atendimento de saúde e agendamento de teleconsulta, quando necessário, por uma plataforma de Telemedicina. O cliente pode usar o serviço sempre que precisar, com atendimentos ilimitados, seja para tirar dúvidas gerais, quando se sentir mal ou passar por algum procedimento médico. 

Para a diretora de Desenvolvimento de Produtos de Vida da Icatu Seguros, Luciana Bastos, esse momento de incertezas tem servido como gatilho emocional para que muitos brasileiros reflitam sobre o futuro, a proteção de sua vida e a preservação do bem-estar e da qualidade de vida da família. A oferta da telemedicina a clientes que já possuem ou vieram a contratar produtos de seguro de vida e previdência é uma forma de promover e validar essa reflexão. O seguro de vida é o pilar que viabiliza o recurso imediato e livre de inventário, garantindo a proteção e a liquidez patrimonial em uma eventualidade. A previdência proporciona a disciplina da economia de recursos no médio e longo prazos para atingir um determinado objetivo, entre eles, a aposentadoria. O serviço de telemedicina é um complemento dentro desse mesmo conceito de planejamento. 

“Pela natureza do nosso negócio, devemos ter a sensibilidade de nos adaptar às necessidades desse novo momento. A preocupação com a saúde virou tema central e, por isso, decidimos oferecer mais tranquilidade e conforto ao cliente, que sabe que poderá contar com um atendimento médico de qualidade mesmo de forma remota. Assim, em uma realidade onde tudo ficou mais distante, conseguimos nos manter próximos e atentos ao que importa”, afirma Luciana. 

SulAmérica conclui compra da Paraná Clínicas

sulamerica

A SulAmérica informou que concluiu a compra da Paraná Clínicas anunciada em 5 de junho de 2020. A Paraná Clínicas é a 5ª maior operadora de planos de saúde do estado do Paraná, com aproximadamente 90 mil beneficiários em carteiras empresariais e com centros clínicos que suportam a eficiência de sua operação, assim como o credenciamento do Hospital Santa Cruz do Grupo Rede D’Or São Luiz, tendo, no primeiro semestre de 2020, registrado receitas que totalizaram mais de R$ 103 milhões e índice de despesas assistenciais de 69% no período, segundo dados da ANS.

O preço base da Transação, de acordo com condições estabelecidas no contrato, foi de R$ 396 milhões, contemplando tanto os resultados do período desde a assinatura do contrato quanto cerca de R$ 9 milhões referentes à aquisição e investimentos em um novo centro médico ainda em construção em São José dos Pinhais (PR) que ampliará a capilaridade e capacidade de atendimento na região.

A aquisição da Paraná Clínicas representa um movimento importante na estratégia de crescimento da SulAmérica, fortalecendo nossa posição e relevância no Sul do Brasil, com novas opções de produtos mais acessíveis, ampliando o portfólio de produtos em um segmento altamente promissor. Com a conclusão da Transação, a SulAmérica alcança mais de 5% de market share no estado do Paraná em termos de beneficiários.

Ainda, a Transação reforça e acelera nossa estratégia de Gestão de Saúde e de Cuidado Coordenado, dois pilares centrais da nossa atuação nos últimos anos. Do nosso total de 2,3 milhões de beneficiários de saúde, já temos mais de 500 mil ativos sendo efetivamente coordenados com uso intensivo de tecnologia e medicina conectada, com acompanhamento integral de toda a sua jornada na saúde suplementar. 

Com a conclusão dos recentes movimentos estratégicos, reforçamos nosso posicionamento de cuidar da saúde física, emocional e financeira dos nossos beneficiários de forma cada vez mais integrada.

Nos segmentos de proteção financeira, também evoluímos no acompanhamento integrado da saúde, com os lançamentos recentes e pioneiros do serviço de telemedicina (Médico na Tela) para os clientes de vida e previdência e do produto de Assistência Financeira (SOSPrev) para clientes de previdência, oferecendo condições diferenciadas de crédito para quem precisa, sem ter de recorrer ao resgate do seu plano de previdência.

Desse modo, com nosso crescente foco voltado para todos os mais de 7 milhões de clientes da Companhia, aproveitamos para ressaltar a confiança no nosso modelo de negócios, investindo cada vez mais em tecnologia e inovação, ampliação da oferta de produtos e serviços e na nossa estratégia de crescimento nos segmentos de riscos pessoais, reforçado pela conclusão desta Transação.

Dive In, diversidade e inclusão. Faça a sua parte

webinar sonho seguro

Quer um spoiler sobre o evento mundial? Venha assistir o webinar que acontece nesta sexta-feira, dia 11, às 16 horas, no canal do Sonho Seguro no YouTube. Acesse e acione o sininho para lembrá-lo no dia e hora. E não se esqueça de se inscrever no canal

Já ouviu falar do Dive-In? Dive In é um movimento global no setor de seguros para apoiar o desenvolvimento de culturas inclusivas no local de trabalho. A sua missão é capacitar as pessoas para desenvolverem seus potenciais a partir de ações positivas dentro da estratégia de diversidade em todas as suas formas. 

O objetivo é olhar para além das definições tradicionais de diversidade para nivelar a competição dos talentos de forma abrangente, incluindo gênero, identidade de gênero, idade, formação cultural, orientação sexual, mobilidade social, fé, responsabilidades de cuidar, saúde mental e deficiências físicas.

Em sua 5ª edição, o festival acontece de 22 a 24 de setembro em 33 países, simultaneamente, com o objetivo de capacitar as pessoas a alcançarem seu potencial, aumentando a conscientização e promovendo ações positivas para a diversidade em todas as suas formas no mercado. Os eventos são realizados em seguradoras, corretoras e prestadores de serviços de todos os tipos e portes, em todo o mundo.

Brasil – Para dar spoiler (adoro antecipar notícias) sobre o evento do Brasil, o blog Sonho Seguro preparou o webinar “Dive In, diversidade e inclusão. Faça a sua parte”, que acontece dia 11 de setembro, às 16 horas. A ideia é promover um papo descontraído, de no máximo 45 minutos, sobre como o mercado caminha neste tema, conquistas e desafios, trazendo para a discussão o ponto de vista de players relevantes, como é o caso da AIG, da Chubb, da Aon e do Lloyd’s. 

O Dive In reconhece os desafios complexos que o mundo corporativo enfrenta, como mudanças climáticas e crimes cibernéticos. A fim de atrair os melhores talentos para acompanhar o ritmo das mudanças, o seguro precisa ser reconhecido como um setor atrativo por ser socialmente responsável para se trabalhar.

Originalmente lançado em Londres em 2015, por um grupo empresas que atuam no Lloyd’s, o evento buscou dar uma linha estratégica para o setor sobre a diversidade e a inclusão. Com o passar dos anos, o evento cresceu em números de parceiros e também para outras cidades para incluir algumas das maiores companhias de seguros, corretores, subscritores e serviços associados do mundo. “Agora congrega 32 países, atraindo mais de 10 mil pessoas”, ressalta Rafaela Barreda, diretora do Lloyd’s of London no Brasil.

Venha conhecer as pessoas que fazem o Dive In acontecer no Brasil e como elas têm contribuído para ampliar a consciência das empresas do setor de seguros sobre o tema.

ANOTE NA AGENDA:

O quê Webinar/Live “Faça a diferença. Participe da estratégia de diversidade e inclusão social na sua empresa” 

Quem?

Rafaela Barreda, diretora do Lloyd’s of London no Brasil

Mariangela Morenghi, executiva de marketing e comunicação da AIG

Rafael Ramos, líder de Diversidade e Inclusão na Chubb

Kaue Macedo, embaixador do Dive-In da Aon Brasil

Quando – dia 11, sexta-feira, às 16h

Onde – Ao vivo pelo canal do YouTube do Sonho Seguro​​​​​​​