Icatu Seguros promove Encontro com Gestores 2020 nesta terça, dia 22

Especialistas do mercado financeiro e gestores de fundos se reúnem em evento virtual gratuito e aberto ao público. Live: C anal da Icatu Seguros no YouTube 

Fonte: Icatu

O Encontro com Gestores, evento tradicional nos mercados financeiro e segurador realizado pela Icatu Seguros, acontece nesta terça-feira, dia 22 de setembro. A programação reúne as principais lideranças e estrategistas de fundos previdenciários e este ano será virtual. O encontro, que é aberto ao público e gratuito, é voltado aos corretores, clientes e parceiros e acontece desde 2018 discutindo cenário econômico e tendências. Além de gestoras de investimentos, como Navi, Leblon, Verde, Claritas, Occam, Az Quest, ARX, Capitânia e Icatu Vanguarda, o evento contará com a participação do economista Mário Torós, sócio fundador e gestor da Ibiúna e ex-diretor de política monetária do Banco Central. O encontro será mediado pela jornalista Natuza Nery. 

O evento será dividido em quatro painéis que discorrerão sob temas diversos, como renda fixa, multimercado, renda variável e expectativas sobre o cenário econômico. O formato digital será uma grande oportunidade para que o público, parceiros, clientes e convidados possam acompanhar e tirar dúvidas sobre novas formas de investimentos e como se planejar para o futuro. 

Neste momento atual de desafios para a economia e juros baixos, o brasileiro tornou-se mais reflexivo e preocupado com o futuro. A pandemia serviu como um gatilho emocional proporcionando mais conscientização e o entendimento sobre a importância de poupar e investir no longo prazo. O Encontro com os Gestores será mais uma chance de o público conhecer a plataforma aberta de previdência da Icatu Seguros, que funciona como um marketplace, oferecendo uma diversidade de fundos para todo tipo de investidor. Atualmente, a companhia possui 283 fundos e mais de 90 gestores dos mais renomados do país. 

O presidente da Icatu Seguros, Luciano Snel, fará a abertura do Encontro com os Gestores. Segundo ele, o investidor brasileiro está cada vez mais consciente de que precisa diversificar a carteira e aumentar a exposição ao risco: “Todo mundo quer saber o que fazer com o seu dinheiro e como atingir uma melhor rentabilidade. Embutir maior risco e diversificação de ativos nas carteiras de investimentos de longo prazo já era uma realidade e passou a ser ainda mais necessário, por conta do atual cenário de juros baixos”, lembra Snel. 

Para acompanhar a live, o público deve acessar o canal da Icatu Seguros no YouTube no dia do evento. Mais informações no site http://www.encontrocomgestores.com

Serviço 

Encontro com Gestores 2020 

Data: 22/09/20 

Hora: 9h às 12h15 

Gratuito e aberto ao público 

Programação: 

. 9h: Abertura – mediadora Natuza Nery 

. 9h05: Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros 

. 9h15: Painel Renda Fixa (Icatu Vanguarda, ARX e Capitânia) 

. 9h55: Intervalo entre painéis 

. 10h05: Painel Multimercado (Claritas, Occam e Az Quest) 

. 10h45: Intervalo entre painéis 

. 10h55: Painel Renda Variável (Navi, Leblon e Verde) 

. 11h25: Intervalo entre painéis 

. 11h35: Painel Cenário Econômico (Ibiúna) 

. 12h15: Encerramento mediadora Natuza Nery 

Palestrantes 

Renda Fixa: Icatu Vanguarda (Antonio Coutinho Correa, portfólio manager), ARX (Pierre Jadoul, gestor de fundos de créditos) e Capitânia (Arturo Profili, sócio-fundador). 

Multimercado: AZ QUEST (Sérgio Luiz da Silva, gestor responsável pela estratégia macro), Claritas (Damont Carvalho, head responsável pela gestão dos fundos macro) e Occam Brasil (Duda Rocha, engenheiro). 

Renda Variável: Leblon Equities (Marcelo Mesquita, sócio-fundador), Navi (Felipe Campos, sócio, CEO e co-CIO) Verde Asset Management (Pedro Sales, CFA). 

Macro: Ibiuna (Mário Torós, economista) 

Zurich é recertificada pela Stonewall Top Global Employers 2020

Premiada por ser uma das maiores empregadoras globais da população LGBTQIA+

  • Empresa é a única seguradora em um grupo de 17 companhias globais reconhecidas, com um selo, pelos esforços de promoção da diversidade, inclusão e equidade no ambiente de trabalho.
  • A empresa é signatária de mais de 10 compromissos voltados para as respectivas políticas que se refletem no “Jeito Z”, o jeito Zurich de ser.

Fonte: Zurich

Uma empresa inclusiva, que promove a equidade e a inclusão em seu time e que, para tal, conta com diversas iniciativas para ter em seus quadros pessoas diversas – independentemente de suas etnias, crenças políticas ou religiosas e, também, de suas orientações sexuais.

É por esses princípios e por promover um ambiente plural e inclusivo, em todos os 215 países em que está presente, e por contar com iniciativas concretas, em especial para a inclusão da população LGBTQIA+ em seus quadros, que a Zurich recebeu a recertificação do selo Stonewall Top Global Employers 2020. A chancela é concedida pela Stonewall, entidade britânica fundada em 1989 para defender os direitos dessa comunidade.

A lista das Stonewall Top Global Employers 2020 (Melhores Empregadores Globais da Stonewall, em tradução livre) celebra os esforços pioneiros de organizações líderes para criar locais de trabalho inclusivos e promover a equidade para as pessoas LGBTQIA+. “A Zurich está plenamente aderente a essas práticas, razão pela qual estamos muito orgulhosos por receber o selo neste ano e, também, por sermos a única empresa do setor de seguros no ranking. A primeira vez que fomos contemplados com tal reconhecimento foi em 2018, e essa recertificação é prova do reconhecimento mundial dos nossos esforços”, afirma Edson Franco, CEO da Zurich no Brasil.  

A lista das empresas contempladas com o selo foi elaborada a partir do Índice de Igualdade no Local de Trabalho Global (GWEI, na sigla original) da Stonewall. “Promovemos oportunidades iguais por meio de programas de desenvolvimento de funcionários e líderes, oferecendo cursos de idiomas, treinamento presencial e online, mentoria, entre outros. Mas o trabalho evolui, com outras frentes e iniciativas. Neste ano, por exemplo, o nosso Conselho de Diversidade e Inclusão começou a trabalhar em sete pilares fundamentais de forma interligada: Gêneros; LGBTQIA+; Étnico-racial; Interculturalidades e Religiões; Gerações Juniores; Gerações Seniores; e Deficiências”, explica o Gestor do Programa de Diversidade e Inclusão da Zurich no Brasil, Fellipe Cardoso. 

Ele destaca que o compromisso com a diversidade é algo muito sério para a empresa, tanto que, também no ano passado, aderiu à iniciativa de Padrões de Conduta para Negócios das Nações Unidas, para o combate à discriminação contra lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais. No Brasil, a companhia conta com reconhecimentos a respeito. É certificada pela Edge no nível “Move” em relação à equidade de gênero. Trata-se de uma certificação independente e global, dividida em três níveis (Asses, Move e Lead). Move é destinado às companhias com políticas implementadas e com resultados sólidos. E, neste ano, foi listada no Guia Exame de Diversidade, por ser uma das mais inclusivas do país – e com pontuação acima da média do ranking geral.

Diversidade na prática

A Zurich no Brasil fomenta junto aos seus 1.500 funcionários a cultura de diversidade e inclusão. Desta forma, a companhia promove oportunidades para equidade entre todos esses profissionais, contemplando as diversidades de gênero, deficiência física, LGBTQIA+, raça, etnia, gerações, crenças etc. “Esses princípios proporcionam conforto e segurança para as pessoas e, por essa razão, tivemos um aumento de 15% na contratação de profissionais que se identificam com orientações homo, bi e pansexual”, afirma Fellipe Cardoso, que destaca, ainda, que a empresa é certificada pelo Instituto Great Place to Work como uma das melhores para se trabalhar.

Tais pilares são as bases do “Jeito Z”, os quais sintetizam a essência do que a Zurich é e como ela age. O debate da pluralidade é constante na empresa e se faz por meio de iniciativas concretas, como grupos e comitês. Além disso, a companhia possui mais de 10 compromissos públicos assinados com grupos relevantes, como o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ e a Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial por mais oportunidades e inclusão para pessoas LGBTQIA+, negros e pardos. E em 2019, foi uma das patrocinadoras da Parada do Orgulho LGBT em São Paulo.

“Tudo isso faz parte de uma luta pela valorização, pelo respeito ao próximo e pela criação de oportunidades alinhadas ao nosso Jeito Z. Essas ações promovem um ambiente de trabalho cada vez mais justo e com equidade, e também contribuem para a percepção da pluralidade como fio condutor para o desenvolvimento social e econômico da comunidade a nosso redor”, finaliza Fellipe Cardoso.

Aumento da volatilidade em dados externos faz crescer tensão no mercado local, avalia economista da CNseg

Pedro Simoes, CNseg

O cálculo para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central

Depois da inflação acender a luz amarela, agora o sinal amarelo parece estar na volatilidade verificada no cenário externo na última semana, com uma possível segunda onda do Covid-19 na Europa e aumento da tensão com as eleições nos Estados Unidos, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, com o blog Sonho Seguro.

A França bateu recorde em novos casos e o Reino Unido teve a maior alta desde maio, no fim de semana. Também nos Estados Unidos a mídia informa que o país registrou o maior número de casos em duas semanas. “Este cenário de novo aumento dos casos de Covid amplia as incertezas sobre a recuperação da economia global e traz muita incerteza para o mercado”, afirma o economista que assina o boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

Outro fato que traz um certo suspense mas que deve ser esclarecido é a incerteza no comunicado do Copom quanto a inflação e as projeções divulgadas após a decisão de manter os juros em 2% na última quarta-feira. O BC mantém a indicação de não subir a taxa Selic até meados de 2022, mas as projeções do próprio Copom mostram a inflação acima do centro da meta naquele ano. Mas isso deve ser esclarecido com a divulgação da Ata do Copom nesta terça-feira, acredita Simões.

Leia a análise completa abaixo:

Se uma luz amarela se acendeu nas últimas semanas por conta do retorno da inflação como tema do debate econômico nacional – ainda que não haja evidência de que as altas pontuais de preços de itens importantes, como alguns alimentos, incitem um processo inflacionário –, mais algumas se acenderam em dias recentes.

Nos EUA, parece cada vez maior a probabilidade de que a eleição presidencial deste ano seja especialmente tensa, com grande polarização social e, em um cenário mais pessimista, contestações de resultados, o que significaria um aumento sensível no nível de incerteza, que já é bastante alto. Na Europa, apesar dos resultados econômicos mais recentes serem razoáveis, crescem novamente as preocupações com a Covid-19, com aumento no número de casos em muitos países, ainda que a letalidade seja menor que no início da pandemia.

Novas restrições são impostas em países importantes, como o Reino Unido, mas o maior temor é que seja necessário retomar os lockdowns, como aconteceu em Israel. Os mercados reagem negativamente, com queda nas bolsas e nos preços de algumas commodities como o petróleo (que, se mantida e não for acompanhada de uma desvalorização adicional do câmbio, pode ao menos ser benéfica para a inflação nos próximos meses).

No Brasil, a despeito das chances de que a reforma tributária avance, forma-se um consenso de que, apesar de necessária (sem entrar no mérito da adequação das propostas da Câmara, do Senado e do governo), não vai ser com essa reforma que o crescimento sustentado da economia avançará.

Mais importante, no momento de delicada situação fiscal com enormes incertezas em relação a 2021, é a reforma administrativa. Mas, a avaliação de grande parte dos analistas é de que medidas mais fortes para enfrentar o desequilíbrio das contas públicas devem progredir no ritmo necessário, aumentando o impasse imposto pelo Teto de Gastos, que continua a cumprir sua função de tornar explícita a restrição do orçamento público nacional, embora não traga em sua formulação os gatilhos necessários para que o governo possa cumpri-lo sem maiores desgastes políticos. 

Tais gatilhos e como “furar” o Teto sem derrubá-lo por completo – o que teria potencial devastador sobre as expectativas dos agentes – são e continuarão a ser foco de discussão política intensa e delicada. Apesar desse cenário menos favorável, a expectativa para a variação do PIB deste ano continua a melhorar, passando de -5,11% para -5,05% nesta semana.

No entanto, vale olhar com mais atenção o conjunto das projeções do Boletim Focus: a projeção para o PIB da indústria permaneceu constante; para o PIB dos Serviços (o de maior peso), caiu de – 5,40% para -5,54%; quanto ao PIB Agropecuário, a projeção caiu de 1,96% para 1,85%. Tal inconsistência nos movimentos é possível, já que se trata de medianas de projeções feitas independentemente, mas não é comum que isso ocorra, uma demonstração clara de que o aumento da projeção para o PIB agregado nas últimas semanas ocorre em contexto de elevada incerteza.

A projeção para o IPCA este ano continua a subir, de 1,94% para 1,99%, assim como a projeção para o IGP-M que, depois de disparar na semana passada, continuou a subir, de 15,03% para 15,28% este ano, ampliando ainda mais uma diferença entre os índices que preocupa alguns segmentos do setor segurador.

A decisão do Copom de manter os juros em 2% depois de nove quedas consecutivas era esperada e, por isso, não alterou as projeções para os juros básicos, ainda que o comunicado e as projeções divulgadas após a decisão tenham gerado alguma dúvida nos analistas, que aguardam a divulgação da ata da decisão amanhã (22/09). Além da ata do Copom, o calendário econômico da semana tem como destaques a divulgação de diversos indicadores de confiança e o IPCA-15 de setembro, na quarta-feira (23/09).

LGPD: setor de seguros tem condições de se adaptar rápido, afirma Marcio Coriolano

CNseg disponibiliza guia de orientação em seu portal para facilitar cumprimento da norma

Fonte: CNseg

Sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro e em vigência imediata a partir da sexta-feira, 18 de setembro, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) representa um desafio que o setor segurador – que, em julho, arrecadou em prêmios R$ 26,6 bilhões, alta de 14,3% sobre junho – , certamente colocará  como prioritário para a rápida adaptação de suas atividades.  A avaliação é do Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, ao reconhecer que a atualização da lei de tratamento dos dados pessoais é relevante por zelar pela privacidade dos consumidores e colocar o País em linha com normas já cumpridas pelas nações desenvolvidas.

 “A atividade de seguros tem como matéria-prima informações de pessoas e empresas. Sem o uso dos dados, seria impossível fazer a avaliação de riscos e dos valores. Mas vale lembrar que as seguradoras brasileiras já seguem há bastante tempo regras rígidas de compliance, que protegem as informações dos clientes”, afirma Coriolano.

Segundo ele, produtos como seguro de automóveis, saúde e vida, geralmente individualizados, estão entre os que terão de passar por um reforço de métodos de avaliação, a fim de cumprir os dispositivos da nova legislação. A portabilidade de contratos é outro ponto de atenção para o setor.

Atenta às mudanças, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) elaborou o Guia de Boas Práticas do Mercado Segurador Brasileiro sobre a Proteção de Dados Pessoais, lembrou Marcio Coriolano. O Guia está disponível no portal da CNseg, dentro do Programa de Educação em Seguros promovido pela Confederação. Ainda que esteja voltado para o setor segurador, a publicação pode auxiliar outras atividades que serão impactadas pela LGPD e necessitam de uma orientação. 

Com autofalência, Aplub suspende pagamentos de 6 mil beneficiários em setembro

aplub

Fonte: Jornal do Comercio

autofalência da Aplub Prev, a sigla como é mais conhecida a Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil, decretada pela Justiça terá como primeiro efeito imediato a suspensão dos pagamentos a 6 mil beneficiários do plano de previdência complementar. Já o braço de capitalização do grupo não foi atingido e tem operação normal.

Os depósitos totais de R$ 4 milhões deveriam ser feitos no dia 25, mas não ocorrerão, confirma o escritório Scalzilli Althaus, contratado pelo interventor nomeado para a Aplub Prev pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Os valores variam de R$ 50,00 a R$ 3 mil, mas há benefícios maiores. Além disso, os valores que outros 10 mil contribuintes atuais têm direito também passam a depender dos próximos passos da falência.Os 16 mil integrantes do plano terão direito a valores de contas bancárias e à receita de leilões de ativos, mas estarão na terceira posição entre os credores, atrás de passivos trabalhistas e com tributos. “

A Aplub Prev pagava 6 mil pessoas com valores mensais, que a partir de agora não receberão mais, mas terão seus direitos resguardados na falência”, garante a advogada Gabriele Chimelo, sócia do Scalzilli Althaus. A intervenção, considerada a maior em andamento no País, foi em fim de 2015. Em agosto de 2018, foi decretada a liquidação extrajudicial da companhia pela Susep. Gabriele lembra que a instituição nunca havia atrasado o pagando dos beneficiários.

“Sempre honrou em dia. A notícia é triste para os gaúchos! Afinal, estamos tratando de uma das empresas mais queridas e participativas na comunidade”, comenta a sócia do Scalzilli Althaus. A marca chegou a ser estampada na camisa do Inter como uma das patrocinadoras do Colorado. A Aplub foi criada há 56 anos.

O administrador Dani Giacomini já foi nomeado pela Justiça para cuidar dos procedimentos pós-falência. Sua tarefa será fazer a arrecadação dos bens da associação para levar à leilão. Os ativos serão a fonte para liquidar dívidas, que são admitidas em mais de R$ 700 milhões, com a maior cifra formada pelos valores de contribuintes e beneficiários.

A Aplub Prev é credora em ações judiciais avaliadas em R$ 200 milhões.Gabriele esclarece que a análise feita durante a intervenção apontou prejuízo mensal de R$ 4 milhões. Os ativos são avaliados em R$ 300 milhões. Para quitar todos os credores, a previdência precisará de quase R$ 400 milhões a mais, lembrou. A autofalência foi pedida no começo da semana passada na Vara de Direito Empresarial, Recuperação de Empresas e Falências da Comarca de Porto Alegre.

A solicitação foi atendida em menos de 24 horas. A partir de agora, será feita também a perícia contábil, a verificação dos motivos da quebra da associação e a apuração dos responsáveis, que podem gerar processos na área cível e criminal.A Aplub já teve 30 mil associados e 120 empregados, além de distribuidores e corretores em todo o País. Hoje restaram apenas 17 funcionários.O escritório explicou que a tentativa de vender ativos para pagar devedores não deu certo nos últimos anos. Por isso, a saída foi pedir a decretação da autofalência. “Tivemos de estancar essa sangria o quanto antes ou os danos seriam ainda maiores”, justificou a advogada.

A Aplub tem ativos em Porto Alegre – como a sede na avenida Júlio de Castilhos – avaliada em R$ 22 milhões -, em Caxias do Sul e em outros estados. “É muito difícil precificar todos os bens, pois muitos estão desativados há anos e em estado péssimo”, adiantou Gabriele.A associação tem ainda R$ 150 milhões em aplicações financeiras que compõem o ativo total. Este valor será usado, junto com a renda da venda de imóveis, no pagamento dos débitos.

Os recursos nos bancos já podem ser destinados ao pagamento do passivo trabalhista – no limite de 150 salários mínimos por credor. O que sobrar será usado para pagar tributos e parte dos valores dos contribuintes e beneficiários.”A intenção é vender ativos e fazer de forma muito ágil um quadro de credores e rateio de valores”, projeta a sócia do Scalzilli Althaus. Nos últimos anos, a Aplub recebeu ofertas de compra por sua carteira de ativos, mas os interessados não mostraram consistência nas propostas de pagamento.

O negócio, apontado como a fonte das dificuldades que levaram à liquidação, foi um acordo acertado em 2013 para transferir o controle da empresa gaúcha à seguradora Capemisa, com sede no Rio de Janeiro. A transação foi desfeita pela Susep.A associação acionou a Capemisa na Justiça, alegando que a seguradora realizou “manobras administrativas e financeiras para apropriar-se de produtos e receita da Aplub”, segundo informação no site do Tribunal de Justiça do RS (TJ-RS). 

Porto Seguro entra no segmento de serviço de saúde popular

porto seguro

Ao pagar R$ 19,90 por mês usuário tem acesso a consultas físicas ou remotas e psicoterapia por até R$ 100

Fonte: Revista Exame

A Porto Seguro lança nesta segunda-feira, 21, um serviço de assinatura para consultas e exames que irá custar R$ 19,90 por mês. Chamado de “Porto Cuida’, o serviço, que inclui o titular e dois dependentes, sem a necessidade de grau de parentesco, oferece descontos em consultas (físicas ou remotas), exames, terapias e medicamentos. Na assinatura já está incluso quatro atendimentos por telemedicina ao ano por vida, serviço oferecido pela rede Teladoc.

Com o novo serviço, a empresa busca atingir a parcela crescente de brasileiros que não têm um plano de saúde, seja por conta da crise econômica que persiste no país como por causa de custos cada vez mais altos da proteção. Atualmente os preços altos do seguro-saúde inviabilizam o acesso a planos individuais para quem perde o emprego e, consequentemente, o plano de saúde corporativo,

O grupo segurador já oferece planos de saúde corporativos no segmento de empresas de grande porte e também para PMEs em São Paulo e no Rio de Janeiro. O novo serviço é uma forma de expandir essa atuação, diz Marcelo Picanço, vice-presidente de Seguros da empresa.

Picanço explica que a pandemia apenas acelerou esse processo. “O produto não é um seguro ou um plano de saúde: seu objetivo é facilitar o acesso a serviços médicos, que ganham relevância atualmente. Hoje, 3/4 da população brasileira não tem um plano de saúde e precisam de orientações sobretudo sobre a covid-19.”

Ou seja, o Porto Cuida quer ser um serviço complementar ao SUS. “A rede pública atende bem, mas o problema é que o atendimento é burocrático e o tempo de espera é longo. O processo de orientação aos usuários do sistema ainda é muito manual”, explica o executivo. “Buscamos oferecer um serviço digital de orientação em um momento no qual as pessoas buscam evitar o ambiente hospitalar.”

É a primeira grande companhia a entrar em um segmento dominado por pequenas redes. A empresa aposta na força de sua marca para atrair atenção para o serviço, e diferente de concorrentes, o objetivo não é oferecer uma rede própria de atendimento, mas parcerias que já tem em seus planos de saúde.

Uma delas é a DaVita Serviços Médicos, que comprou, em 2018, a rede própria de clínicas da Porto Seguro. “Desde então decidimos que não queremos competir em tijolo, carregar ativos como imóveis”, explica Picanço.

O usuário do serviço poderá realizar consultas em 70 clínicas na capital e grande São Paulo, a maioria estabelecimentos que já pertencem à rede referenciada dos planos de saúde da empresa. As consultas nos parceiros incluem 50 especialidades e custam de R$ 50 a R$ 100.

Com relação a exames, são mais de mil tipos disponíveis e há uma maior variação de preços, dependendo da complexidade. O destaque da rede do serviço é a parceria com laboratórios da rede Lavoisier. Para medicamentos, os descontos podem chegar a 70% em parceiros como DrogaRaia e Drogasil. Já no caso de atendimento psicológico a empresa tem parceria com a rede Psicologia Viva, que cobra R$ 49 por sessão.

A contratação pode ser feita de forma digital pelo site ou direto com um corretor de seguros e não há período de carência. No futuro, a ideia é expandir o serviço para outras cidades, prioritariamente onde a empresa já atua no segmento de saúde: a região Sudeste. Serviços de assinatura com maior valor agregado também estão no radar. “A ideia é oferecer um serviço cada vez mais completo, que possa incluir procedimentos hospitalares, mas que continue mais acessível do que um plano de saúde.”

O serviço é mais um passo do grupo para diversificar sua atuação, uma tendência mundial entre as seguradoras. Além de seu core business, a Porto Seguro já atua no segmento de cartões e também em serviços financeiros, como financiamento de veículos. Recentemente, a empresa também lançou um serviço de assinatura para aluguel de veículos, o Carro Fácil.

Susep simplifica atendimento aos consumidores do setor de seguros

Circular disciplina atendimento exclusivamente pela plataforma Consumidor.gov.br

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou a Circular Susep n° 613/2020, que disciplina o atendimento às reclamações dos consumidores dos mercados supervisionados e às denúncias no âmbito da Autarquia. De acordo com o novo normativo, a partir de 1º de janeiro de 2021, os consumidores dos mercados supervisionados deverão registrar suas reclamações diretamente no Consumidor.gov.br, plataforma digital para autocomposição nas controvérsias em relações de consumo gerida pela Secretaria Nacional do Consumidor – Senacon, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. 

Com o novo tratamento, a Susep irá monitorar periodicamente e analisar os registros realizados no Consumidor.gov.br, focando na qualidade das informações produzidas, bem como realizar a gestão dos dados e informações obtidas para que sejam empregados como subsídios de ações voltadas à garantia da efetividade da plataforma, à melhoria da regulação e da supervisão e à divulgação de informações sobre o setor.

Além disso, a partir de 1º de outubro, a Susep deixa de instaurar processos administrativos a partir de reclamações individuais dos consumidores, o que historicamente gera elevado custo e baixo retorno para a sociedade. De acordo com o Diretor da Autarquia, Rafael Scherre, o foco passa a ser a produção de informação de qualidade para planejar ações de supervisão que efetivamente coíbam condutas prejudiciais aos consumidores, além de fornecer subsídios para a regulação setorial e ações de educação financeira.  

Migração para o Consumidor.gov.br 

Consumidor.gov.br foi definido pelo Decreto nº 10.197/2020 como a plataforma digital oficial da administração pública federal para a autocomposição nas controvérsias em relações de consumo, com o tratamento das reclamações observando os procedimentos definidos pela Senacon. Pelo decreto, os órgãos e entidades que possuem plataformas próprias para solução de conflitos devem migrar seus serviços para o Consumidor.gov.br até 31 de dezembro de 2020.

O Acordo de Cooperação Técnica celebrado entre Susep e Senacon em 2019 dá pleno suporte para a migração e permite a customização da abertura dos dados conforme as necessidades regulatórias. A adesão integral do mercado é condição necessária para a migração e as empresas do setor deverão realizar seu cadastramento na plataforma até 30 de outubro de 2020. A atual plataforma para recebimento de reclamações funcionará normalmente até o final do ano.

Pesquisa identifica seis setores que lideram reação mundial após flexibilização da quarentena

cnseg

Estudo é comentado na reunião do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg

Seis setores, em um universo de 18 analisados, saíram na dianteira da recuperação após as medidas de flexibilização das normas de distanciamento social em diversos países. Por ordem, tecnologia, fármacos, serviços médicos, varejo, mineração e automóveis. Os 12 restantes, incluindo os seguros, permanecem ainda afetados pela crise econômica gerada pela pandemia, segundo levantamento da GlobalData. 

Home office, atendimento a pacientes da Covid-19, compras online, retomada das encomendas pela China e uso de carro particular, em vez de transporte público, explicam o comportamento positivo dos setores que reagem mais rapidamente. Os dados da pesquisa foram apresentados na última reunião mensal do Comitê de Estudos de Mercado (CEM) da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg.

No caso de seguros, três fatores puxaram ainda o desempenho inferior à média no plano mundial: salto nos pagamentos de indenizações, desaceleração dos negócios e queda do resultado financeiro, dada a volatilidade dos ativos em função da instabilidade econômica mundial.  Em consequência desse quadro, p setor segurador mundial, em geral, registrou perdas de cerca de 20% em seus ativos nos sete primeiros meses do ano, comparando-se ao mesmo período de 2019.

Número ainda mais elevado foi constatado em relação aos empregos. As seguradoras, na média mundial, reduziram perto de 30% os seus postos de trabalho nesses sete meses.  “Os dados de seguros, comparativamente a outros setores, não chegam a surpreender, porque, desde o começo da pandemia, havia certa unanimidade em torno das consequências severas para a atividade, que tem um estreito vínculo com o ritmo de produção, emprego e renda. A queda da movimentação econômica, as restrições à mobilidade das pessoas e a diminuição da renda em razão da crise trariam impactos que agora começam a ser mais bem retratados no mundo e no Brasil pelas mais variadas pesquisas”, assinalou o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, lembrando que, no País, o quadro é relativamente melhor do que os do mercado mundial em termos de perdas. Isso, porque aqui ainda é baixa a penetração de seguros de grandes riscos e de responsabilidade civil, que estão tendo forte impacto nos países centrais.

No Brasil, no primeiro semestre a receita de prêmios recuou 3,5% sobre os seis primeiros meses de 2019, aos R$ 121,1 bilhões (sem Saúde e DPVAT).  Vale destacar que em algumas modalidades a contração de prêmios foi acima da taxa média, embora não haja evidências mais conclusivas em vista do período ainda curto de observação das estatísticas de impacto da COVID-19.

Live da revista Época Negócios debate a importância do planejamento estratégico

epoca negocios icatu vence 2020

Icatu Seguros venceu na categoria Seguros; anuário será divulgado em 9 de outubro; quase 40 mil pessoas assistiram a Live até o dia 20

A Época Negócios realizou nesta sexta-feira, 19, uma live para anunciar a vencedora na categoria Seguros do anuário Época Negócios 360. A grande vencedora foi a Icatu Seguros. O tema do evento foi sobre o papel das empresas em ensinar o brasileiro a fazer planejamento estratégico para a vida. 

A pesquisa Época Negócios 360o feita em parceria com a Fundação Dom Cabral, uma das melhores escolas de negócios do mundo, será  publicada no anuário, no dia 9 de outubro. 

Participaram Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros, a campeã de 2020 no setor de Seguros na pesquisa Época Negócios 360o. Ingressou jovem na seguradora. Ainda era um estudante de engenharia. Entrou como estagiário, passou a trabalhar com fundos de investimento. Durante a sua trajetória, assumiu a liderança das áreas de Gestão de Recursos, de Produtos, de Marketing e Comercial. Hoje, comanda a maior seguradora independente do Brasil em vida, previdência e capitalização. Tem quase R$ 60 bilhões sob gestão e parceria com uma infinidade de instituições financeiras para ofertar seus produtos e serviços. 

Luiza Futuro – Formada em administração de empresas e mestre em Sociologia em Crítica Cultural pela Goldsmiths, University of London, Luiza trabalha com projetos de pesquisa exploratória há mais de 12 anos. Atualmente é Head de pesquisa na Chazz, um estúdio de design parte da everis e NTT Data, onde vem aprimorando seus estudos sobre afeto, com a intenção de aproximar as disciplinas humanas da inteligência artificial.

Igor Mascarenhas – engenheiro mecânico, formado pela Unicamp. Ele é CEO e cofundador da Pier, insurtech que vende seguros para celulares e para carros. Antes foi Head de Investimentos da Startup Farm, a maior aceleradora da América Latina, onde avaliou mais de 4 mil empresas. 

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Todos sabemos que nos negócios, o brasileiro não desfruta de fama de grande planejador nem de executor meticuloso, embora tenha boa fama em outros quesitos. Na vida financeira, de acordo com o padrão internacional, o brasileiro poupa pouco e não planeja o futuro. Muitos ainda acreditam que vão viver dos benefícios pagos pelo governo. No passado, já colocamos a culpa na inflação alta para justificar esta cultura imediatista. E agora? Será que sofremos com cultura de improviso e “curto prazismo”? 

Mudar isso faria bem para os negócios, para as famílias, para a sociedade inteira. Podemos mudar isso? Como? Qual deve ser o papel das empresas em ensinar o brasileiro a fazer planejamento estratégico para a vida.

Bom, a mensagem que fica deste debate é que o mundo é digital mas o futuro é daqueles que souberem humanizar a experiência do consumidor. Quem realmente atender bem o cliente, será o grande vencedor. Afinal, a educação financeira é uma aliada para ajudar pessoas a construírem seus sonhos, seja para comprar uma casa, um carro, fazer uma viagem ou estudar. E isso só é possível com planejamento estratégico. Para vida. Pois envolve fazer escolhas certas, poupar, diversificar investimentos. 

Espero que todos possam ter a oportunidade de aprender a gerenciar seu tempo, seus recursos e seus investimentos. E que a Icatu siga inovando para ser parte desta jornada dos brasileiros. 

Prêmio Valor Inovação Brasil 2020: Amil

Amil inovacao

SulAmérica, Liberty Seguros, MAG Seguros, Sompo Seguros e Amil foram as vencedoras. Saiba como elas têm inovado

SulAmérica, Liberty Seguros, Sompo Seguros, MAG Seguros e Amil foram as vencedoras da 6ª edição do Prêmio Valor Inovação Brasil 2020, a mais relevante publicação de inovação do país produzida pelo jornal Valor Economico e a Strategy&, consultoria estratégica da PwC. Competências do Futuro foi o tema da pesquisa deste ano.

O blog Sonho Seguro entrevistou as empresas vencedoras. Acompanhe as principais ações das companhias, que fizeram delas as vencedoras deste ano. Liberty, Sompo, SulAmérica e Amil já venceram edições anteriores. A MAG Seguros faz sua estreia na premiação 2020.

O que ficou claro é que seguradoras que já eram digitais cresceram acima da média durante o confinamento. As que estavam no meio do caminho aceleraram o processo de digitalização, viraram multicanais e passaram a transitar com mais facilidade entre o mundo offline e o online. Com os escritórios de vendas fechados, a saída foi apostar no treinamento dos corretores para as vendas online, que cresceram significativamente desde março, quando o confinamento foi decretado pelo governo como forma de conter a pandemia.

Leia a entrevista com diretor de Inovação e Estratégia da Amil, Eduardo Reis Maia, a quinta do ranking da 6ª edição do Prêmio Valor Inovação Brasil 2020:

Qual o percentual da receita direcionado para inovação?

Este percentual não é divulgado externamente.

Conte um pouco da linha estratégica de inovação na sua empresa.

A estratégia de inovação está entre as cinco maiores prioridades da empresa e é um dos nossos valores corporativos. Metade do nosso investimento é rotineira, para aprimorar bens, serviços, tecnologias e/ou processos já existentes, dentro do mesmo modelo de negócio, como novas versões de um produto ou de um processo produtivo. Também investimos em soluções disruptivas voltadas para novos modelos de negócios, mas não necessariamente novas tecnologias.  Outra vertente de investimentos são inovações arquitetônicas, voltadas para alterações revolucionárias em tecnologia e no modelo de negócios como, por exemplo, as parcerias de Accountable Care Organizations – que são uma intervenção estruturada no ecossistema da saúde.

Conte como a  pandemia e o home office impactou esta área da empresa.

Em 4 semanas, mais de 80% da nossa força de trabalho não-clínica – cerca de 6.600 colaboradores, incluindo os da área de Inovação – foi transferida para home-office, mantendo todos os níveis de serviço. Ferramentas que permitem reuniões remotas e apresentações virtuais nos ajudaram a manter nossa rotina e nossos níveis de serviço e minimizaram impactos negativas que o afastamento social causado pela pandemia poderia resultar à área de Inovação e à empresa em geral. Investimos na ampliação da telemedicina para os nossos 3,5 milhões de clientes e também em eventos virtuais para manter o relacionamento com nossos diversos públicos.

Quais as estratégias adotadas para manter os projetos de pesquisa e desenvolvimento mesmo em um cenário tão adverso.

A empresa usa a estratégia de Open innovation (“Inovação Aberta”), onde o processo de inovação é feito, principalmente, em colaboração com agentes externos, como parceiros, colaboradores e usuários, entre outros. 

Como se dá a criação de novos produtos, processos e estruturas?

A estratégia de inovação da empresa é alinhada às demais estratégias da empresa. Incentivamos o desenvolvimento de tecnologia e inovação em toda a nossa cadeia produtiva, desde os nossos fornecedores até os consumidores finais. Buscamos entender profundamente as necessidades dos clientes para desenvolver nossas inovações. Para criação de inovações, costumamos usar ferramentas como sessões de brainstorming; compartilhamento de conhecimentos entre diferentes departamentos ou unidades de negócio da empresa; busca de ideias e tecnologias no ambiente externo, como universidades e centros de pesquisa; e também realizamos parceiras com empresas aceleradoras de inovação. Para identificar as necessidade dos clientes e do mercado, fazemos a utilização frequente de grupos focais e de ferramentas de Big Data e de Analytcs. Também realizamos avaliações em mídias sociais em busca de ideias e pesquisas de análise de mercado. Interações e observações da rotina dos clientes, utilização de consultorias e realização frequenta de benchmarks de competidores e negócios similares são outras formas de pesquisa que usamos. Após a geração das ideias, seguimos processos estruturados (em mix entre aplicações Agile e a tradicional gestão de projetos waterfall), com etapas claras de aprovação e prazos e metas bem definidos para cada uma delas, que são acompanhadas pela alta gestão. Promovemos feedbacks entre as etapas da cadeia de inovação e avaliações de risco e buscamos realizar uma prototipagem rápida.

Leia a matéria completa no portal do Valor.

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Quais os lançamentos bem-sucedidos? Detalhe dois exemplos.

Desenvolvemos um modelo de remuneração a prestadores de serviços médicos de diferentes especialidades, o Accountable Care Organization (ACO). Hoje, a maior parte dos planos de saúde do Brasil realiza o pagamento aos prestadores de serviços pelo modelo fee for service, ou pagamento por serviço, que estimula a realização de grande volume de procedimentos, podendo estimular os desperdícios de recursos médicos. O ACO, por sua vez, é um modelo de remuneração em que a operadora faz parceria com um grupo de prestadores em uma região específica, que passa a atuar como rede credenciada na área. É atribuído a esse grupo de prestadores um determinado número de beneficiários a serem tratados. Então o prestador recebe um orçamento, calculado dentro de uma lógica de precificação e com um teto preestabelecido, respeitando critérios epidemiológicos e técnico-científicos que são replicáveis. Esse orçamento em saúde (como a exemplo de países da comunidade europeia) é gerido pelo grupo de prestadores. Ou seja, o prestador passa a receber um valor fixo para cuidar daquele grupo de clientes, independentemente do volume de procedimentos e consultas realizados. A intenção é estimular a preocupação com a prevenção de doenças e com o melhor resultado clínico, ao mesmo tempo que permite mais previsibilidade ao plano de saúde. Um projeto em que a Amil que usou como esse o conceito é o ACO de especialidades, realizado em parceria com prestadores locais de serviços para gerir a saúde populacional de uma determinada região geográfica, com agregação de “valor em saúde”. Voltado para a medicina de evidência e a remuneração baseada em valor, tem como ideia central a distribuição dos cuidados em saúde de acordo com as necessidades de cada local. Outro modelo que segue as premissas,  foi escolhido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como protótipo de remuneração por valor com a finalidade de “contribuir de forma determinante para sustentabilidade do setor”.

Quais os principais projetos em desenvolvimento?

·        Desenvolvimento de produtos tailor made para grandes corporações;

·        Ampliação dos modelos de ACO em sistemas de saúde, incorporando tecnologia da informação (Ex: Big Data e Analytics)  para mensurar desfechos de valor ao usuário final;

·        Otimização os processos de Telemedicina;

·        Desenvolvimento de capacidades para gerenciamento de densidade digital.

Como avalia a maturidade dos processos de inovação e a implantação de uma cultura voltada para essa área?

Os processo de inovação da empresa são estimulados e passam constantemente por reavaliações para buscar oportunidades de melhoria. Possuímos políticas de Open Innovation, co-criação com players do mercado, gerenciamento de propriedade intelectual e de apoio ao desenvolvimento estruturado de inovações. Como qualquer grande corporação, existe sempre o desafio do gerenciamento entre o desenvolvimento de algo inovador que pode contrapor a rotina do dia-a-dia.