Pagar ou não o seguro de lucros cessantes em decorrência da pandemia?

Eis a questão que tem dominado discussões entre segurados e advogados no mundo todo e também no Brasil

Pagar ou não pagar indenização de lucros cessantes por conta da pandemia? Eis a questão que tem tirado o sono de segurados e advogados. Desde que o FCA (Financial Conduct Authority), órgão regulador do setor de seguros no Reino Unido, iniciou em junho deste ano demanda perante as Cortes do Reino Unido visando obter determinação judicial sobre certas questões relacionadas ao seguro de lucros cessantes no contexto da pandemia Covid-19 (o “FCA Test Case”), as discussões sobre as tendencias do que vai influenciar os pagamentos no Brasil não cessam. 

Ricardo Lewandowski e Pablo Hanna, advogados da Clyde & Co, é importante deixar claro que o objeto da discussão no FCA Test Case está limitado a determinadas coberturas adicionais que foram especificamente contratadas pelos segurados e não dependem da ocorrência de dano material (“property damage”). São as chamadas “non-damage covers”.[1]

Ou seja, a cobertura básica de lucros cessantes, que tem como requisito a ocorrência de dano material, não é objeto do FCA Test Case. Não só a manifestação inicial do FCA,[2] como também a decisão judicial divulgada no dia 15.09.2020,[3] expressamente registram esse importante aspecto.

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Nesse sentido, a opção do FCA de não incluir a cobertura básica de lucros cessantes no objeto do FCA Test Case demonstra um reconhecimento do órgão regulador, ao menos implícito, de que será muito difícil defender que o requisito de dano material (“property damage”) estaria caracterizado nas hipóteses em que a interrupção de negócios do segurado foi causada pela pandemia Covid-19. 

No Brasil, tanto a cobertura básica, como também as coberturas adicionais, usualmente exigem a caracterização de dano material. E a existência de coberturas ‘non-damage’ tratadas no FCA Test Case é rara nas apólices brasileiras. É preciso, portanto, ter muita cautela ao mencionar a decisão no FCA Test Case como um precedente para a realidade brasileiravalendo ressalvar ainda que o FCA e a maioria das seguradoras envolvidas manifestaram a intenção de recorrer diretamente à Suprema Corte.

O comunicado oficial do FCA emitido em 01.05.2020, antes do início do FCA Test Case, parece corroborar o entendimento de que não poderia ser acionada a cobertura securitária que exige que o lucro cessante seja decorrente de dano material: “As stated in our Dear CEO letter of 15 April, our view is that most SME insurance policies are focused on property damage (and only have basic cover for BI as a consequence of property damage) so, at least in the majority of cases, insurers are unlikely to be obliged to pay out in relation to the coronavirus pandemic.”[4]

O objeto do FCA Test Case é, portanto, especificamente delimitado para determinadas coberturas adicionais que não exigem dano material (“non-damage covers”) e é nesse contexto que a decisão proferida em 15.09.2020 deve ser avaliada pelo mercado segurador brasileiro, sempre levando em conta também as especificidades locais e o clausulado das coberturas contratadas nas apólices aqui comercializadas. 

Já Pedro Ivo Mello, sócio Raphael Miranda Advogados, discorda. “No Brasil é totalmente diferente”. De fato esse é o tema tratado na ação da FCA, mas o conceito de dano material no direito daquele país é distinto do conceito de dano material do direito brasileiro. Logo, a conclusão deles parte de uma premissa equivocada, na minha opinião. 

Mello argumenta que o conceito de “property damage” não pode ser traduzido, de forma literal, para o português e para o direito brasileiro. No Reino Unido prevalece o entendimento (há posições contrárias, destaco) de que o “property damage” seria uma dano físico a um bem do segurado, i.e., dano que atinja as propriedades físicas/corpóreas de um determinado ativo do segurado.

Algumas coberturas adicionais para perturbação ou interrupção no giro de negócios dos Segurados (leia-se, lucros cessantes), como as coberturas de ”doenças transmissíveis” e “impedimento de acesso por ordens se autoridades” tornam desnecessária a ocorrência de danos físicos aos bens dos segurados para que haja acionamento da Apólice. “Danos materiais, segundo o Codigo Civil, doutrina e jurisprudência pacíficas são compostos de danos emergentes e lucros cessantes. Logo, dano material não é igual a dano físico”, refuta. 

Mais do que isso, defende Mello, o conceito jurídico de dano compreende a impossibilidade de uso do bem de propriedade do segurado. Logo, o impedimento de acesso a um bem sobre o qual recai o interesse segurado é considerado dano material, segundo a lei brasileira. 

Segundo Mello, as coberturas examinadas no test case do FCA, notadamente a de impedimento de acesso por ordem de autoridades, têm sim comercialização relevante no Brasil, especialmente em grandes riscos, em apólices de Riscos Noemados e Operacionais. E, usualmente, essa cobertura prevê expressamente que não são necessários danos físicos à propriedade dos segurados para que os lucros cessantes sejam devidos.
“Portanto, o precedente serve como importante parâmetro interpretativo no Brasil”. 

Enfim, este debate ainda vai longe. 

Citações

[1] Foram examinados vinte e um clausulados emitidos por oito seguradoras (Arch, Argenta, Ecclesiastic, Hiscox, MS Amlin, QBE, Royal & Sun e Zurich). As coberturas que não exigem dano material (“non-damage covers”) e foram analisadas no FCA Test Case foram separadas em 3 categorias: “Disease Clauses”, “Prevention of Access Clauses” e “Hybrid Clauses” (esta última categoria inclui certos componentes das outras duas). 

[2] “The Claim concerns the issue of whether business interruption losses arising from the COVID-19 pandemic (‘COVID-19 business interruption claims’) are covered by certain insurance extensions or other coverage clauses that do not require damage to the insured’s property. […] The FCA, in consultation with the Defendants, other insurers, policyholders, brokers and other stakeholders has conducted a comprehensive review of the policy wordings for business interruption insurance that exist in the market. It has focussed not on policies that require physical or property damage but rather on those that have ‘non-damage’ covers or extensions. It has identified certain policies in relation to which it claims declaratory relief.” (FCA Amended Particulars of Claims – 26/06/2020 – p. 1 e 154) 

[3] “The Court is asked to construe a number of wordings which contain non-damage ‘extensions’ to the ‘standard’ Business Interruption (‘BI’) cover provided by the relevant insurers. That ‘standard’ cover is contingent on the occurrence of physical or material damage to the insured premises. There is no dispute before the Court about whether there is cover under such ‘standard’ BI cover.”   

[4] A carta “Dear CEO” de 15.04.2020 emitida pelo FCA afirma o seguinte: “Based on our conversations with the industry to date, our estimate is that most policies have basic cover, do not cover pandemics and therefore would have no obligation to pay out in relation to the Covid-19 pandemic. While this may be disappointing for the policyholder we see no reasonable grounds to intervene in such circumstances.”

Fernando Gabriades assume com diretor comercial da MAG Investimentos

Fernando Gabriades

Fonte: MAG Seguros

A MAG Investimentos, empresa do Grupo Mongeral Aegon, anuncia a chegada de Fernando Gabriades como diretor Comercial. O executivo vem para fortalecer ainda mais a equipe comercial da companhia, respondendo diretamente a Helder Molina, CEO da MAG Seguros. 

Com mais de 13 anos de atuação no setor financeiro, Gabriades foi Head of Sales na SulAmérica Investimentos e diretor Comercial no Banco Alfa de Investimentos. Formando em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC – SP), possui ainda pós-graduação em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral e MBA Executivo pelo Ibmec-SP. 

Para Helder Molina, a expertise de Fernando será um fator importante para que a gestora de recursos independentes continue crescendo – a empresa soma mais de €816 bi de ativos sob gestão em 24 países. “Estamos vivendo um momento em que as pessoas têm olhado cada vez mais para suas finanças e buscado novas alternativas de investimentos e, por isso, precisamos contar com profissionais com profundo conhecimento do mercado para sempre trazer a melhor opção para cada um dos nossos clientes”, completa o executivo. 

Seguradora Líder lança podcast “A Voz do Trânsito”

Programas trazem dados sobre os acidentes de trânsito no Brasil e sobre o Seguro DPVAT

Fonte: Seguradora Líder

Em mais uma iniciativa para promover conhecimento sobre o Seguro DPVAT, além de levar informações sobre o cenário dos acidentes de trânsito no Brasil, a Seguradora Líder lançou o podcast “A Voz do Trânsito”.

Seguindo as tendências mais modernas da comunicação, o podcast está disponível, gratuitamente, por meio dos serviços de streaming Spotify e Deezer e, também, pelo site da Seguradora. Com menos de 15 min duração, os episódios trarão temas relacionados à operação do Seguro, estudos e entrevistas com convidados.

Até o momento, a publicação periódica já conta com três episódios com informações importantes sobre esse instrumento de proteção social que ampara as vítimas de acidente de trânsito em todo o Brasil. Para ouvir, basta acessar uma das plataformas digitais de áudio e procurar os termos “Seguro DPVAT” ou “A Voz do Trânsito”, ou ainda acessar https://www.seguradoralider.com.br/Pages/podcast.aspx.

Susep divulga princípios para a promoção da Educação Financeira no setor de seguros

Ofício circular dirigido ao mercado contém as diretrizes e incentiva a participação das entidades supervisionadas na 7ª edição da Semana ENEF

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) encaminhou na sexta-feira (16), ao mercado supervisionado, ofício circular que divulga princípios a serem observados pelas entidades na promoção da Educação Financeira no setor. O objetivo é fortalecer a confiança no sistema de seguros privados, promovendo o tratamento adequado ao cliente por parte das empresas e o uso consciente e adequado de produtos por parte do consumidor.

São princípios que devem nortear o planejamento e a execução das ações de Educação Financeira das entidades supervisionadas:

I – Valor para o cliente: levar aos clientes informações e ações úteis e relevantes para a sua vida financeira;

II – Amplo alcance: garantir acesso às ações implementadas a todos os seus clientes;

III – Adequação e personalização: fazer uso de conteúdo, linguagem e canais mais adequados para as ações frente às características e às necessidades dos clientes e considerando o nível de complexidade e risco dos produtos de seguros, previdência complementar aberta e capitalização; e

IV – Avaliação e aprimoramento: mensurar a efetividade das ações em face a seus objetivos, melhorando a abordagem utilizada a partir das interações com os clientes.

Com isso, a Susep espera que as instituições que integram os mercados supervisionados, diretamente ou em conjunto com os intermediários, assumam crescente responsabilidade pela promoção de ações efetivas de Educação Financeira. A ampliação do conhecimento dos consumidores quanto à utilização do seguro como proteção de patrimônio e o incentivo à formação de poupança por meio de produtos de seguros, previdência complementar aberta e capitalização são alguns dos resultados desejados pela Autarquia.

O ofício circular recomenda, também, a participação ativa das supervisionadas na 7ª edição da Semana Nacional de Educação Financeira, cujo tema central será “Resiliência Financeira: Como atravessar a crise?”. O evento acontecerá entre os dias 23 e 29 de novembro. 

A Semana ENEF acontece anualmente desde 2014 e visa promover a Estratégia Nacional de Educação Financeira – ENEF, conforme previsão do Decreto nº 10.393, de 9 de junho de 2020. Realizado pelo Fórum Brasileiro de Educação Financeira – FBEF, do qual a Susep é um dos integrantes, o evento deste ano, em razão da pandemia, contará com atividades realizadas remotamente, por meio de plataforma digital. A programação do evento será divulgada em breve.

Clique aqui e leia a íntegra da comunicação feita ao mercado.

Munich Re estima mercado “hard” e crescimento do seguro ciber para US$ 20 bi em 2025

munich re america latina

Baixas taxas de juros estão impactando a rentabilidade das resseguradoras. Experiências recentes após o bloqueio em muitos países foram um alerta em relação aos riscos sistêmicos. O mercado de riscos cibernéticos continua sendo uma das áreas de crescimento estratégico mais importantes

Fonte: Munich Re

Após anos de taxas de erosão causadas por excesso de capacidade e baixos gastos com grandes perdas, particularmente nos mercados europeus, as taxas de juros baixas – provavelmente ainda mais baixas por mais tempo devido à pandemia do coronavírus – estão impactando a lucratividade das resseguradoras. Portanto, é provável que as coberturas de seguro se tornem mais caras, particularmente para riscos de longo prazo em responsabilidade civil e outros ramos.

A afirmação é da Munich Re. Segundo a resseguradora, a companhia assegurará consistentemente que os preços, termos e condições sejam proporcionais aos riscos na próxima rodada de renovação. A razão disso é que a erosão gradual das taxas e o abrandamento dos termos e condições – causados ​​pelo excesso de capacidade e pela redução aleatória das despesas com grandes perdas, especialmente em países europeus – têm tornado a rentabilidade um desafio para as resseguradoras.

As taxas de juros caíram para mínimos recordes mais uma vez em 2020. No contexto da crise do coronavírus, é cada vez mais provável que o ambiente atual das taxas de juros continue a afetar os investimentos de baixo risco no futuro previsível. Essas circunstâncias significam que lucros sustentados, em negócios de cauda longa e em outros lugares, só serão possíveis se os preços corresponderem aos riscos assumidos.

O grupo prevê que as taxas de juros permanecerão baixas por algum tempo. Por sua vez, a receita das seguradoras deve vir da própria suposição de risco, e isso inclui negócios de cauda longa. Depender da receita de juros ou esperar que perdas estatisticamente prováveis ​​não ocorram é uma base inadequada para a suposição de riscos maiores a longo prazo. “Queremos apoiar nossos clientes de forma confiável e no longo prazo com nossa capacidade financeira e nosso conhecimento dos riscos. Dedicamos atenção considerável na Munich Re à boa subscrição, bem como aos preços, termos e condições adequados”, afirma Doris Höpke, membro do Conselho de Administração responsável pela Europa e América Latina.

Elevada consciência de risco de desenvolvimentos sistêmicos

“A escala da pandemia COVID-19 serve como um forte lembrete de que devemos sempre avaliar e gerenciar adequadamente os riscos de baixa probabilidade que apresentam um enorme potencial de perda. Isso é especialmente verdadeiro para os riscos que estão expostos a uma deterioração subjacente – como é o caso de certos desastres naturais agravados pelas mudanças climáticas”, acrescenta.

As experiências recentes após o bloqueio da vida pública e do mundo dos negócios em muitos países foram um sinal de alerta quanto ao enorme potencial de riscos sistêmicos de resultar em perdas que, subsequentemente, desencadeiam muitas repercussões diferentes. No entanto, é por definição impossível segurar riscos que levam a perdas em todos os lugares ao mesmo tempo, violando assim o critério fundamental de segurabilidade.

A pandemia de coronavírus também afetou indiretamente o segmento de seguro de rápido crescimento para riscos cibernéticos: os bloqueios forçaram a maioria dos funcionários do escritório a trabalhar em casa e muitas empresas a migrar muitas operações comerciais online, seguido por um aumento acentuado nos ataques cibernéticos.

Para garantir o crescimento sustentado dos negócios cibernéticos, a Munich Re busca uma estratégia abrangente de avaliação dos riscos existentes individualmente; identificar tendências sistêmicas; e preços, termos e condições proporcionais ao risco. A Munich Re tem uma equipe com mais de 130 especialistas em soluções cibernéticas em toda a cadeia de valor, incluindo análise, prevenção e transferência de riscos.

O mercado de riscos cibernéticos continua sendo uma das áreas de crescimento estratégico mais importantes da Munich Re. E o impulso adicional alimentado pela pandemia da digitalização e da crescente conscientização das empresas sobre os riscos cibernéticos pode impulsionar ainda mais um mercado que já apresenta um crescimento robusto. Na verdade, o mercado de seguro cibernético pode até mesmo superar a atual previsão de crescimento, de um pouco acima de US$ 7 bilhões em 2020 para cerca de US$ 20 bilhões em 2025.

Zurich lança seguro para empresas de operação portuária

Produto conta com amplo pacote de serviços para atender a demanda do mercado de instalações portuárias

Fonte: Zurich

O desempenho dos portos brasileiros apresentou um crescimento de mais de 31,5% na movimentação de mercadorias nos últimos 9 anos, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Neste contexto, as empresas do setor têm um papel importante para a economia do país e, por isso, é imprescindível que elas tenham instrumentos de proteção para a continuidade dos seus negócios. Para atender a esta demanda das companhias do setor, a Zurich lançou o seguro Zurich Operador Portuário, que conta com um pacote de serviços e coberturas para minimizar os riscos e possíveis prejuízos causados por danos materiais e/ou corporais a terceiros, desde que ocorridos no interior ou entorno da área portuária.

Segundo Camila Santos, superintendente de responsabilidade civil na Zurich no Brasil, mesmo com a pandemia da Covid-19, há expectativas positivas para o setor quando houver a retomada integral das operações, já que o Brasil é um país com 215 instalações portuárias (uma das maiores do Hemisfério Sul, considerando as operações públicas e privadas). “Entramos em um mercado estratégico e nossos seguros vão atender um setor que é responsável por movimentar cerca de 1 bilhão de toneladas minério de ferro, petróleo e derivado, soja e milho”, afirma.

“Criamos um pacote completo de serviços para o setor, com coberturas e serviços de gerenciamento de riscos. As empresas ainda vão poder contar com o nosso time de especialistas”, complementa. 

O seguro da Zurich é dividido em três tipos de coberturas: Responsabilidade Civil (cobertura ampla); Danos Materiais a bens móveis e imóveis; Perda de receita bruta e/ou despesas adicionais ou extraordinárias, consequentes de paralisação total ou parcial das atividades do segurado. Tem também outras adicionais, como: 

  • Danos Morais
  • Coleta Local e Entrega
  • Doença Ocupacional – Lesão Cumulativa
  • Armazenamento em Tendas
  • Guarda de Veículo, Reboques e Contêineres
  • Cobertura para Informação e Consultoria
  • Cobertura para Responsabilidade Civil de Incêndio
  • Cobertura para Violação de Direitos Pessoais
  • Quebra de Máquina
  • Danos Elétricos
  • Perda e/ou Pagamento de Aluguel
  • Despesas com Honorários de Especialistas e/ou Consultores
  • Aquisição de Bens Móveis e Imóveis

Liberty Seguros patrocina quarta edição do festival HACKTUDO

Evento de cultura digital é aberto para todos e contará com exposições virtuais, conferências online e corrida de drones

A Liberty Seguros anuncia que será, pelo segundo ano consecutivo, patrocinadora do HACKTUDO, festival de cultura digital que aborda as principais tendências de tecnologia, inovação, sustentabilidade e empreendedorismo do país e do mundo. Neste ano, o evento terá um formato 100% online e a programação será dividida em oito frentes de atividades entre os dias 16 e 25 de outubro.

Além do tradicional Hackathon, os participantes poderão acompanhar palestras variadas nas Hack Conferences, participar do Hack Delas, que traz atividades voltadas ao público feminino e discute a maior participação da mulher no mercado da tecnologia e inovação; realizar atividades de faça-você-mesmo no espaço Maker; uma feira online de projetos criativos e invenções no estilo DIY; conhecer o trabalho do artista Jota Azevedo no Expo e as propostas criativas no LAB; além de acompanhar uma corrida de drones, a HackDrones. 

“O incentivo da diversidade e igualdade de gênero são pautas muito importantes para a Liberty Seguros pois fazem parte do nosso Plano de Sustentabilidade, por isso, é muito gratificante poder fazer deste evento”, diz Patricia Chacon

A Liberty irá participar de palestras do Hack Conference nos dias 22 e 23 de outubro, respectivamente, às 20h30. A primeira trará a diretora de tecnologia da companhia, Ana Lúcia D’Amaral, em um painel sobre Diversidade e Tecnologia, reforçando o Mulheres Seguras, programa da seguradora focado no incentivo ao empoderamento e empreendedorismo feminino.

A segunda irá contar com a participação de Alessandra Lima, Superintendente de Transformação e Melhoria Contínua da Liberty Seguros, que discutirá as melhorias e adaptações que empresas fizeram em tempo recorde durante esse período de pandemia.

A companhia também promoverá ações durante o Hack Delas, para discutir a participação feminina no mercado de tecnologia, o empoderamento feminino e a igualdade de gênero, e no espaço Maker, incentivando os presentes a colocarem a mão na massa e produzir objetos em casa.

Criado em 2014, o HACKTUDO agrega diferentes públicos e celebra o conhecimento passado ao longo das gerações, além de discutir questões importantes como a equidade de gênero. Essa última frente, em particular, se alinha ao quinto objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que faz parte do Plano de Sustentabilidade da Liberty Seguros. 

“O incentivo da diversidade e igualdade de gênero são pautas muito importantes para a Liberty Seguros pois fazem parte do nosso Plano de Sustentabilidade, por isso, é muito gratificante poder fazer parte de um evento como o HACKTUDO 2020”, diz Patricia Chacon, Diretora de Transformação da Liberty Seguros. “Acreditamos que é necessário inserir as mulheres e as minorias cada vez mais em conversas sobre tecnologia e inovação e este evento é uma excelente oportunidade para isso”, completa. 

Perdas com catástrofes no 3o. tri podem totalizar US$ 25 bilhões ao setor de seguros

catástrofes

Os eventos vão prejudicar os lucros, mas não o capital, informa a agência de Rating

As perdas com catástrofes no terceiro trimestre da indústria de seguros devem ser as maiores desde o terceiro trimestre de 2017, mas as seguradoras e resseguradoras estão “bem posicionadas” para absorvê-las, informou a Fitch Ratings Inc. em comunicado. Os eventos do terceiro trimestre podem totalizar aproximadamente US$ 25 bilhões, o que tornaria 2020 um ano “acima da média” para perdas por catástrofes naturais, disse a Fitch.

As perdas com seguro de bens e acidentes no terceiro trimestre deste ano foram causadas por um aumento na frequência de eventos, disse a Fitch, incluindo os furacões Isaias, Laura e Sally; a tempestade no meio-oeste; e incêndios florestais na Califórnia e no Oregon.

Algumas seguradoras e resseguradoras também podem incluir perdas com a explosão de 4 de agosto em Beirute nos resultados do terceiro trimestre. A Fitch informa, no entanto, que as seguradoras e resseguradoras estão capitalizadas. “Os balanços foram preparados para uma temporada de furacões potencialmente forte e os valores dos ativos investidos foram recuperados nos últimos meses de perdas não realizadas anteriores”, escreve a Fitch. Os eventos vão prejudicar os lucros, mas não o capital.

“A Fitch espera que os lucros permanecerão fracos no terceiro trimestre após as quedas do primeiro semestre, mas os níveis de capital em geral permanecem fortes, com pouca deterioração de capital esperada com esses eventos.”

O furacão Laura foi o maior evento individual, com perdas seguradas estimadas entre US$ 11 bilhões e US$ 15 bilhões. O furacão Delta, o segundo furacão a atingir a costa da Louisiana em menos de um mês, deve adicionar US$ 1 bilhão a US$ 3 bilhões em perdas seguradas.

As perdas relacionadas à pandemia de coronavírus devem aumentar ainda mais durante o restante do ano, acrescentando “Este acúmulo de perdas deve exceder os orçamentos de catástrofes de muitas empresas individuais e pressionar ainda mais os lucros do ano de 2020”.

A Fitch espera que os montantes de sinistro segurado mais moderados de eventos individuais caiam principalmente nas seguradoras primárias, em vez de nas resseguradoras, já que o excesso de catástrofes dos programas de resseguro de sinistros absorvem uma parcela menor dos sinistros.

A maior frequência de eventos catastróficos no segundo semestre, no entanto, provavelmente continuará a pressionar para cima as taxas de resseguro no período de renovação de janeiro de 2021, estima a Fitch.

Rodrigo Cunha assume gerência de desenvolvimento de produtos da MAG Seguros

Com aproximadamente dez anos de experiência dedicada ao mercado segurador, Rodrigo Cunha assume a gerência de Desenvolvimento de Produtos da MAG Seguros, companhia especializada em seguros de vida e previdência, após cinco anos atuando como Atuário Sênior da mesma seguradora. 

Rodrigo é graduado em Ciências Atuarias pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com MBA em Finanças pelo IBMEC e com novo curso de pós-graduação em Ciências Atuariais em andamento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

Presidente da BB Seguridade, Bernardo Rothe, renuncia

Fonte: CVM

O presidente da BB Seguridade Bernardo Rothe apresentou renúncia ao cargo nesta quinta-feira, segundo comunicado da companhia. A decisão será efetivada em 20 de outubro. Rothe volta ao Banco do Brasil para exercer o cargo de vice-presidente de Negócios no Atacado, conforme comunicado do banco. Segundo comunicado, “o nome do novo diretor-presidente será anunciado pela BB Seguridade tão logo todos os trâmites sejam concluídos”.