Denise Bueno fala sobre comunicação do setor no Panorama do Seguro #76, do SindSeg-SP

Denise Bueno jornalista seguros

“Tenha conteúdo relevante e fotos bacanas se quiser sair bem na mídia”, recomenda a jornalista que cobre o setor há quase 30 anos

A 76ª edição do programa Panorama do Seguro traz o formato Mídia em Pauta, que tem como objetivo entrevistar os representantes das principais mídias do setor de seguros. Essa quarta edição recebe a jornalista Denise Bueno, profissional especializada na cobertura de temas. 

O programa abordou a reação das seguradoras durante a pandemia, como a comunicação do setor com seus stakeholders precisa evoluir, a tendência do open insurance. “A ética é uma pauta do mundo. Quem estiver fora desta pauta, certamente perderá mercado”, afirmou. 

Assista o vídeo no Youtube

Denise afirmou que ser jornalista de seguro é como uma missão. “Tem de amar. Não é fácil não. Mas eu realmente gosto do propósito do setor, que é vender proteção para ajudar a recuperação daqueles que infelizmente sofrem infortúnios”, disse. “O mercado precisa falar dele com mais orgulho. Trazer gente de fora para falar. Ampliar seus públicos”. 

A jornalista afirmou que seu sonho na vida, como profissional, é ajudar o setor a atingir uma penetração maior no PIB. “E vamos conseguir com bons produtos, ética e uma boa comunicação, pois quem entende como o seguro funciona, compra. Se usa, indica”.

Francisco Galiza, consultor financeiro: “A Denise Bueno é uma das jornalistas mais bem informadas do mercado segurador brasileiro, com visão bastate precisa sobre o que esta acontecendo no setor”

Fernando Simões, diretor do SindSeg-SP: “Você realmente é uma pessoa diferenciada, que eu admiro muito.”

Paulo Alexandre: “A Denise mora no nosso coração”.

IRB Brasil Re aprova debêntures simples de até R$ 900 milhões

O IRB Brasil Re aprovou a emissão de debêntures simples, em duas séries, no valor de até R$ 900 milhões. Serão emitidas até 900 mil debêntures, em uma operação com esforços restritos (CVM 476), ou seja, voltada apenas para um grupo de investidores qualificados. A emissão está marcada para 15 de outubro de 2020. As debêntures da primeira série terão prazo de três anos, enquanto as da segunda terão prazo de seis anos. O objetivo da operação, de acordo com a companhia, é contribuir com o reenquadramento do IRB aos critérios definidos pela Susep e pelo Conselho Monetário Nacional (CVM).

Governo vai apoiar seguro paramétrico como opção para o produtor rural proteger suas atividades

pedro loyola

Com características diferenciadas, esse modelo de seguro rural com subvenção de 20% ao prêmio poderá ser uma alternativa a partir de 2021

Fonte: Canal Rural

Após autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural aprovou a Resolução nº 79, que estabeleceu o percentual de subvenção ao prêmio de 20% para o seguro paramétrico, para qualquer atividade. A medida foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

O seguro paramétrico, ou seguro de índice, funciona baseado na definição de parâmetros para a ocorrência de eventos naturais. Caso o índice paramétrico estipulado seja alcançado ou excedido, a cobertura da apólice pode ser acionada. Por exemplo, no caso de chuva excessiva, um dos indicadores é uma precipitação pluviométrica superior a um determinado índice acordado entre o produtor rural e a seguradora. Trata-se, assim, de um modelo diferente do tradicional, que é estabelecido em virtude da ocorrência de um evento climático.

Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola, a inclusão desse tipo de seguro no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) representa um avanço importante para o desenvolvimento do seguro rural no país, “esse seguro está se consolidando em diversos países e precisamos oferecer mais essa opção para o nosso produtor rural”

A comercialização desse seguro ainda está incipiente, porém possui um amplo potencial de crescimento, conforme relata Glaucio Toyama, diretor de seguros agro da Swiss Re Corporate Solutions, uma das seguradoras habilitadas no PSR. “Os seguros paramétricos para a agropecuária têm um grande potencial de desenvolvimento no Brasil. Os parâmetros climáticos podem ser utilizados para diversas soluções e encontrar aderência em diferentes modelos. Atualmente os parâmetros de falta ou excesso de chuva são os mais trabalhados para os principais cultivos de grãos e cana de açúcar, mas existem oportunidades para muitas outras situações nas outras atividades”.

Além da inclusão do seguro paramétrico, a resolução publicada hoje também trata de duas alterações nas regras do programa. A primeira refere-se ao percentual de subvenção ao prêmio para a cultura de feijão, que atualmente não difere entre feijão 1ª safra e 2ª safra, o percentual varia entre 20% e 30% do valor do prêmio do seguro, a depender do tipo de cobertura contratada. A partir de 2021 o feijão 2ª safra, por ter um risco maior durante o plantio, terá o percentual de 35% ou 40%, assim como já ocorre com o milho 2ª safra.

A outra alteração ocorreu no percentual de subvenção para o seguro de café, que na regra atual também pode variar entre 20% e 30%. Já no próximo ano esse percentual passará a ser de 40% (fixo), essa medida visa aumentar o número de contratações que ainda apresenta pouca adesão por parte dos produtores. “Essas mudanças no PSR já são frutos do trabalho do projeto Monitor do Seguro Rural, vídeo conferências em que foram avaliados junto a produtores e seguradoras o que poderia ser aperfeiçoado nos produtos de seguro rural e no programa” finaliza Loyola.

O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice de seguro rural. Atualmente, 14 seguradoras estão habilitadas para operar no PSR. O seguro rural é destinado aos produtores pessoa física ou jurídica, independente de acesso ao crédito rural.

A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo Programa. Para os grãos em geral, o percentual de subvenção ao prêmio pode variar entre 20% e 40%, a depender da cultura e tipo de cobertura contratada. No caso das frutas, olerícolas, cana-de-açúcar e demais modalidades (florestas, pecuário e aquícola) o percentual de subvenção ao prêmio será fixo em 40%.

Bradesco perde liderança em ranking de seguros gerais para BB Seguros em agosto

seguros

O ranking dos 30 grupos seguradores divulgado pela consultoria Siscorp traz uma visão interessante do que aconteceu no mercado de seguros durante a pandemia. Sem saúde, capitalização e PGBL, ressalta a consultoria, o volume de receitas entre janeiro e agosto deste ano totalizou R$ 150,5 bilhões, pequena queda de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

O pagamento de indenizações também recuou, passando a representar 40% dos prêmios ganhos, dois pontos percentuais a menos do que no ano anterior. As despesas de comercialização tiveram um ligeiro aumento sobre os prêmios ganhos, de 30,2% para 31%, totalizando quase R$ 20 bilhões. A margem de contribuição foi melhor em um ponto percentual, 28,6% sobre o prêmio ganho.

O Banco do Brasil desbancou a Bradesco Seguros da liderança no acumulado do ano até o mês de agosto, uma coisa rara de acontecer, com receitas de R$ 30 bilhões até agosto, R$ 6 bilhões acima do registrado pela Bradesco, que encerrou o período com R$ 24 bilhões. Ambas registraram queda de 4% nos oito primeiros meses deste ano comparado com 2019. Essa mudança na liderança do ranking as vezes acontece em alguns meses, porém no encerramento do exercício fiscal o grupo Bradesco volta à liderança.

Seguradoras que vinham antecipando o movimento de inovação, tanto com venda mais digital e produtos mais adaptados ao novo padrão de consumo do brasileiro, tanto em coberturas como em preços, foram beneficiadas, como Zurich Seguros (+8,4%), Santander (+24,9%), Tokio Marine (+12,6), HDI (7,5%), Icatu (+7,1%), Liberty (+9,5%), MAG Seguros (+30%) e Prudential (+14,8%).

A Allianz tem um crescimento expressivo de 97%, fruto da aquisição da carteira de ramos elementares da SulAmérica, assim como a Austral (+80,7%), que adquiriu a Terra Brasis. Outro ponto fora da curva é a XP Vida e Previdencia, com avanço de 407% de janeiro a agosto deste ano, para vendas de R$ 734 milhões, o que lhe dá a 24a. posição no ranking.

Veja abaixo o quadro completo dos 30 grupos com receitas de janeiro a agosto deste ano:

Seguro transporte registra ligeira queda em agosto

seguro transporte

No período também foram registrados 74 milhões de documentos que representam os transportes realizados, sendo que em julho foram averbados 76 milhões

Fonte: AT&M Tecnologia

Em agosto foram registrados R$ 629 bilhões em movimentação de cargas em todo o País, pequena oscilação em relação a julho, quando foram contabilizados R$ 633 bilhões, segundo a  AT&M Tecnologia, com base de dados formada por mais de 26 mil transportadoras e embarcadores e líder no processo de averbação do seguro de transporte de cargas. No período também foram registrados 74 milhões de documentos que representam os transportes realizados, sendo que em julho foram averbados 76 milhões.  

Na comparação anual, também registramos pequena oscilação de 1,09%, o que demonstra na prática demanda igual a agosto de 2019, quando foram registrados R$ 687 bilhões. Esses indicadores são construídos a partir de notas fiscais e Conhecimentos de Transportes (CT-es) eletrônicos informados diariamente no momento do embarque pelo transportador, ou seja, revelam com exatidão os valores das cargas movimentadas no território nacional.

O sócio fundador da AT&M, Vagner Toledo, explica que a pequena queda dos valores de cargas movimentadas demonstra uma demanda estável por transportes. Segundo ele, mesmo com a conquista de bons índices de vendas no período, muitas empresas encontraram dificuldades para o transporte de suas mercadorias, devido à greve dos Correios.   

Ao mesmo tempo, a falta de embalagens e insumos em determinados períodos durante o mês de agosto também dificultaram a entrega de mercadorias. “Desde o início da pandemia, muitas empresas precisaram reestruturar processos para um novo comportamento do consumidor, principalmente em relação ao e-commerce e delivery que demandaram por exemplo, um consumo muito expressivo por embalagens e outras matérias-primas, mas não existem possibilidades de desabastecimento ou falta de produtos, sendo que diversos setores da economia já mostram sinais de forte retomada e otimismo, finaliza Vagner Toledo.  

MAG Seguros discute inovação e transformação digital em uma série de lives

MAG Seguros CORONAVIRUS

Fonte: MAG Seguros

A MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência com 185 anos de atuação no país, preparou uma agenda de lives para discutir os impactos da tecnologia no ambiente corporativo. Os debates acontecerão entre os dias 28 de setembro a 1 de outubro e abordarão temas como cultura da inovação, Transformação Digital em empresas do mercado e Open e Closed Innovation. Para participar das discussões, a companhia convidou especialistas de empresas como Grupo Globo, Endeavor, GPA, Ambev Tech, Convenia e Agência PUC-Rio de Inovação, além de executivos da seguradora. 

As lives acontecerão sempre às 18h e serão transmitidas pelas páginas do LinkedIn e Instagram da MAG Seguros. Confira o calendário completo abaixo: 

• 1ª live 

Tema: Cultura da Inovação: como as empresas trabalham a inovação junto aos seus colaboradores 

Canal: LinkedIn da MAG Seguros 

Data: 28/09 

Horário: 18h 

Convidados: 

Renata Loyola – Superintendente de Gestão da Inovação na MAG 

Otávio Thomé – Head de Inovação no GPA 

Marcos Medeiros – Community Manager na Ambev 

• 2ª live 

Tema: Open e Closed Innovation 

Canal: Instagram (@mongeralaegon) 

Data: 30/09 

Horário: 18h 

Convidados: 

Luís Henrique Fontes – Diretor de Tecnologia da Informação na MAG 

Gustavo Cruz – Coordenador de Open Innovation na Endeavor 

Ricardo Yoggi – Conselheiro de empresas e membro da Agência PUC-Rio de Inovação 

• 3ª live 

Tema: Transformação Digital em empresas do mercado 

Canal: Instagram da MAG (@mongeralaegon) 

Data: 01/10 

Horário: 18h 

Convidados: 

Nuno David – CMO/CXO na MAG 

Rodrigo Silveira – Co-fundador na Convenia (HR-Tech) 

Leandro Giname – Innovation Lead no Grupo Globo 

Austral Re cria nova marca após incorporar Terra Brasis

Fonte: Austral Re

Às vésperas de completar dez anos, a Austral Re consolida seu primeiro ano pós-fusão com a Terra Brasis como uma resseguradora brasileira que atua para desenvolver o mercado brasleiro e latinoamericano de resseguros em suas linhas de negócios, legislação e profissionalismo.

Entre os principais players do segmento, a companhia lança sua nova marca nesta sexta-feira, dia 25, em um comunicado para clientes no Brasil e na América Latina. Controlada pela Vinci Partners, uma das principais gestoras de investimento independentes do mercado brasileiro, a Austral Re trabalha em diferentes linhas de negócio, a exemplo de P&C (Property & Casualty), Marine,  Energy, Vida e Saúde e Auto.

“Desbravar o mercado é o que nos move e por isso só temos a agradecer aos nossos clientes, que tanto confiam na gente, e aos nossos colaboradores, que fazem isso tudo acontecer. Queremos que nossos clientes se sintam atendidos em suas necessidades e seguros, evoluindo numa parceria de verdade”, afirma Bruno Freire.

Bradesco Seguros, Brasilseg e Sompo deixam DPVAT

DPVAT

Semana passada, Porto e Itaú anunciaram a saída como acionistas da Líder Seguradora, que administra o consórcio

Depois da Porto Seguro e Itaú anunciarem na semana passada a saída do consórcio DPVAT, administrado pela Líder Seguradora, hoje foi a vez das empresas ligadas ao grupo Bradesco, Brasilseg, ligada ao Banco do Brasil, e a Sompo Seguros requisitarem e exercício do direito de retirada. Entre as grandes, restou praticamente a Caixa Seguros.

A entrada e saída das seguradoras do Consórcio do Seguro DPVAT é um processo previsto no instrumento de Consórcio. Porém, é somente no início de cada ano, em janeiro, que temos a posição oficial de quais seguradoras solicitaram a adesão ou o desligamento do Consórcio, informou a Líder em nota.

Além disso, continua, os movimentos de entrada e saída das seguradoras no Consórcio não prejudicam a operação do Seguro DPVAT. As seguradoras que saem do Consórcio DPVAT possuem a obrigação de constituir e integralizar a Reserva de Contingência, conforme definido na cláusula 12.3 do Instrumento do Consórcio, conforme a quota-parte de participação da Consorciada.

A Líder destaca que qualquer seguradora autorizada pela Susep a operar no país no segmento de seguros de danos e/ou pessoas pode, facultativamente, aderir ou sair do Consórcio de Operações do Seguro DPVAT, atualmente formado por 56 seguradoras consorciadas. Não há qualquer custo de entrada, basta querer fazer parte do time que administra este seguro e ter capital mínimo requerido para um segurador de abrangência nacional.

“Reiteramos que nada muda para o cidadão: motoristas, passageiros e pedestres continuam protegidos. E a Seguradora Líder permanece comprometida em atender com eficiência todas as vítimas de acidente de trânsito do Brasil”, afirma a administradora do DPVAT.

O consórcio tem buscado se reinventar para se manter vivo diante de muitas denúncias de corrupção e investigações do Ministério Público. O faturamento também despencou, com o valor do seguro obrigatório despencar nos últimos três anos. A receita com emissão de bilhetes foi de 2,1 bilhão em 2019, sendo R$ 929,7 milhões destinados ao Fundo Nacional de Saúde (45% da arrecadação) e R$103,3 milhões destinados ao Departamento Nacional de Trânsito – Denatran (5% da arrecadação). O valor foi 55,3% menor em comparação a 2018 (R$ 4,7 bilhões).

Em 2018, o Consórcio DPVAT tinha 76 seguradoras consorciadas, dentre as quais 56 também eram acionistas da Seguradora Líder. Em 2019, foi formalizada a saída de três delas, numa representatividade total de participação de 4%, finalizando o ano com 73 consorciadas, das quais, 55 acionistas da Seguradora Líder. No decorrer de 2019, 17 seguradoras solicitaram a sua saída do Consórcio a partir de 1o de janeiro de 2020, das quais, 11 acionistas da Seguradora Líder.

CNseg atenta a alta, pela sétima vez neste ano, da projeção da inflação

Pedro Simoes CNseg

Aposta mediana para o IPCA é alta de 2,05% em 2020, e 3,01% em 2021, segundo Boletim Focus, do BC, divulgado hoje

A semana promete muitas notícias que podem afetar as projeções dos indicadores econômicos divulgadas no Boletim Focus, do Banco Central. “As relações entre política e economia permanecem no radar dos analistas e a principal razão para isso é que o País realizou gasto fiscal muito elevado no combate à pandemia. Sua representatividade de aproximadamente 9% do PIB foi superior ao gasto de muitos países desenvolvidos e, de longe, o maior entre as economias emergentes, mesmo que já tivéssemos, há anos, uma relação dívida/PIB mais alta que nossos pares”, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação das Seguradoras, ao blog Sonho Seguro.

Enquanto dilemas na condução da politica econômica dominam as notícias para se saber como o governo lidará com o Teto de Gastos em 2021, a projeção do IPCA fica mais preocupante ao setor de seguros, uma vez que o IGP-M sobe mais pontos percentuais do que o IPCA. “Este descasamento pode vir a ser um motivo de preocupação para seguradoras especializadas em previdência, muitas das quais pagam beneficios corrigidos pelo IGP-M, mas tem seus ativos atrelados ao IPCA”, afirma o economista que assina o boletim Acompanhamento das Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg.

Leia a análise completa abaixo:

Depois de várias semanas de reduções nas projeções de contração da economia para 2020, o relatório Focus mostra uma quase estabilidade, com a projeção mediana para a variação do PIB este ano indo de -5,05% para -5,04%. Para o ano que vem, a projeção permanece em 3,50%. As tendências negativas do cenário externo que enfatizamos na semana passada, como as tensões da eleição presidencial americana e o aumento no número de casos de Covid-19 na Europa, continuam a preocupar.

No Brasil, as relações entre política e economia permanecem no radar dos analistas e a principal razão para isso é que o País realizou gasto fiscal muito alto no combate à pandemia. Sua representatividade de aproximadamente 9% do PIB foi superior ao gasto de muitos países desenvolvidos e, de longe, o maior entre as economias emergentes, mesmo que já tivéssemos, há anos, uma relação dívida/PIB mais alta que nossos pares.

Dado o caráter insustentável da manutenção desse gasto – a despeito de sua importância para amenizar a contração do PIB neste ano (o que explica toda a onda de revisões altistas que tivemos nos últimos meses) -, cada vez mais os analistas se questionam se estamos “trocando” uma queda menor do PIB em 2020 por crescimento menor nos próximos anos. Afinal, quanto maior o impacto fiscal e consequentemente a deterioração fiscal, maior a incerteza e mais pressionados tendem a estar os prêmios de risco no futuro.

Equilibrar a pressão por gastos com os limites fiscais é tarefa delicada que terá de ser enfrentada em algum momento e, como sempre ocorre na política, há ônus e bônus em tomar tais decisões. Os atores políticos, evidentemente, procuram evitar o primeiro e se apropriar do segundo. Isso pode gerar impasses que preocupam.

O ano de eleições municipais encurta ainda mais os prazos, mas analistas políticos relatam que as negociações para alinhar desoneração da folha, criação de um novo imposto sobre transações, gatilhos para que o Teto de Gastos seja “furado” de maneira a não afetar as expectativas e o programa de transferência de renda que garantiria uma retirada um pouco mais suave do Auxílio a partir do ano que vem – a imprensa noticia que será o “Renda Cidadã” – avançam e podemos ter novidades ainda nesta semana.

A projeção para o IPCA deste ano continua a subir, de 1,99% para 2,05%, assim como a projeção para o IGP-M, de 15,28% para 15,64%, ampliando ainda mais a diferença entre esses índices como vimos enfatizando. O IPCA-15 de setembro (0,45%), que veio um pouco acima do esperado, mesmo com a revisão negativa dos planos de saúde como correção à suspensão do reajuste pela ANS, teve influência sobre esses resultados. A semana trouxe também importantes instrumentos de comunicação da autoridade monetária. Houve poucas novidades reais, e ficou claro que o “forward guidance” precisa ser mais bem entendido pelo mercado.

O rompimento do teto de gastos seria um episódio que interromperia a determinação de juros baixos por um longo período, mas, como sabemos, há diferentes maneiras de se furar o teto e a autoridade monetária não foi clara quanto a isso. O Relatório de Inflação trouxe um boxe com estimativas do impacto do auxílio emergencial no consumo, sugerindo que a parcela do auxílio destinada à poupança pode ter sido pequena.

Nesse caso, o fim do programa pode contribuir para a desaceleração do varejo que vem sustentando a economia, o que reforça o argumento da necessidade da sua retirada suave, com substituição por um programa de renda básica mais amplo. No calendário da semana, destaque para o IGP-M de setembro, na terça-feira (29/09) para a PNAD de julho, na quarta (30/09) e para a produção industrial, na sexta (02/10).

Road Tour Experience compra seguros por meio da MDS Brasil

A corretora será responsável pela gestão do  seguro do circuito que convida o espectador para uma viagem no espaço 

A MDS Brasil, uma das principais corretoras do País no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, é a corretora oficial da Road Tour Experience, com o tema “Vianova e os viajantes do Espaço”. A atração, que funcionará no modelo Drive-in, acontece entre os dias 11 de setembro e 12 de outubro no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. O evento terá um mix de parque temático, exposição interativa, cinema e teatro, com espetáculos virtuais para todas as idades, com o objetivo de proporcionar uma experiência de viagem pelo espaço sideral sem sair do carro. 

Especialista em Responsabilidade Civil Eventos, a MDS Brasil será responsável pela gestão do seguro do circuito e dará respaldo para a toda a equipe de montagem e envolvida no espetáculo, durante todos os dias de evento. O principal objetivo dessa modalidade de seguro é gerenciar os riscos de toda equipe em caso de danos materiais, corporais ou morais involuntários a terceiros.