XP Seguros atinge R$10 bi sob gestão, mira liderança na previdência privada em 3 anos

“Vamos entrar em previdência corporativa no segundo trimestre de 2021”, disse o CEO da XP Seguros

Fonte: Reuters

A XP Seguros, braço da XP especializado em previdência privada complementar, superou em outubro a marca de 10 bilhões de reais em recursos sob gestão, beneficiando-se da migração de recursos por meio da portabilidade, à medida que persegue a meta de ser líder desse mercado em 2023.

Segundo o presidente da XP Seguros, Roberto Teixeira, essa evolução reflete a crescente procura dos clientes por produtos mais flexíveis e que ofereçam melhor rentabilidade no longo prazo, a exemplo do que já ocorria em fundos de investimentos.

“Com a queda da Selic para 2%, essa tendência acelerou forte durante a pandemia”, diz Teixeira, revelando que cerca de 85% da captação de recursos da seguradora neste ano foram de migração de recursos de planos de outras administradoras. “Nosso plano é, em 3 anos, ter a liderança do mercado”, acrescentou.

O mercado de previdência privada é liderado pela Brasilprev, da BB Seguridade, com quase 300 bilhões de reais em ativos sob gestão no final do primeiro semestre. A seguir aparecem Bradesco, com 232,6 bilhões de reais, e Itaú Unibanco, com 211,4 bilhões, segundo a Fenaprevi, entidade que representa as gestoras de fundos de pensão.

Com quase 1 trilhão de reais, segundo dados da Fenaprevi, e cerca de 80% dos ativos concentrados em ativos de renda fixa, o mercado de previdência privada têm visto um crescente número de cotistas transferindo recursos entre fundos ou entre gestoras em busca de opções para garantir melhores retornos no longo prazo.

Com base em números da Susep, a XP afirma ter sido o destino de 60% dos recursos que mudaram de administradora nos primeiros oito meses de 2020, mesmo num período de elevada volatilidade dos mercado de ativos de maior risco. Com cerca de 80 fundos, a XP Seguros tem 54% dos ativos aplicados em fundos multimercado ou em ações. Em agosto, tornou a oitava maior do país em ativos.

Os planos mostram como a XP, que ganhou visibilidade do mercado com sua plataforma de investimentos, está deslanchando planos para desafiar mais frontalmente as grandes instituições financeiras em outras arenas. A de previdência complementar tem 91% dos ativos concentrados nos 5 maiores bancos do país.

E com a velocidade do mercado perdendo fôlego num país em recessão, a movimentação entre os rivais no setor tende a se dar por um bolo de recursos menor do que o se previa. Pelos dados da Fenaprevi, a captação líquida no ano até agosto foi 23% menor do que em igual período de 2019.

Para Teixeira, egresso do Itaú Unibanco e que lidera a XP Seguros há um ano e meio, além da busca por rentabilidade, o público do mercado previdência complementar tem buscado mais diversificação, como a possibilidade de investir em ativos no exterior, menores custos de administração e soluções digitais.

Nesse sentido, após ter zerado a taxa de carregamento, a XP Seguros começou a fazer portabilidade online de fundos e planeja ampliar a oferta de serviços após integrar a seguradoraao banco, ainda neste mês, os planos de previdência passarão a ser oferecidos diretamente no portal da XP Investimentos.

A próxima etapa do plano da seguradora é entrar no segmento corporativo, segmento quase totalmente dominado pelos bancos. “Vamos entrar em previdência corporativa no segundo trimestre de 2021”, disse Teixeira.

Saúde suplementar busca modelo mais racional para baixar custos

Em meio a restrições orçamentárias cada vez mais severas, pandemia reforça consenso sobre necessidade de mudanças no sistema assistencial que permitam ampliar acesso

Fonte: FenaSaúde

A pandemia está abrindo a possibilidade de uma transição importante nos modelos de assistência à saúde, tanto no Brasil como em todo o mundo. Ainda que não seja possível prever com exatidão como será o pós-pandemia, entre os legados já perceptíveis está a necessidade de que todos os agentes da cadeia de prestação de serviços em saúde atuem juntos para conter custos crescentes e lidar com restrições orçamentárias cada vez mais severas.

Outras lições da pandemia também indicam a possibilidade e a necessidade de se caminhar para sistemas mais racionais, que funcionem de maneira mais eficaz para todos: usuários, contratantes, prestadores e operadoras. O desenho inclui mais ênfase em prevenção e atenção primária, menos hospitalização, novos modelos de remuneração dos prestadores e uso mais disseminado da telemedicina.

Estas foram algumas das considerações feitas pela diretora executiva da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Vera Valente, durante o Estadão Summit Saúde Brasil 2020, promovido pelo jornal ‘O Estado de S.Paulo’ na manhã desta terça-feira (27).

A crise econômica e as consequentes mudanças no mercado de trabalho – como o desemprego em alta e o aumento da informalidade – também irão afetar a forma como planos e seguros de saúde são oferecidos. A situação cobra opções mais flexíveis que sejam mais aderentes às condições de contratação de empresas e famílias – a pandemia comprovou, mais uma vez, que manter as coberturas é um dos desejos dos brasileiros.

“É nítido o anseio da população por ter acesso à saúde privada. Com o cenário atual, torna-se ainda mais necessário termos outras formas de entrada no sistema suplementar, que deem às pessoas mais possibilidades de escolha. Ninguém está falando em tirar opções, mas sim em ampliá-las. E em qualquer setor econômico mais competição sempre beneficia o consumidor final, com preços mais baixos”, disse Vera.

A ampliação das opções de cobertura à disposição dos usuários foi um dos aspectos aferidos pelo Datafolha em pesquisa sobre percepção dos brasileiros sobre a saúde suplementar feita em novembro de 2019. Para 81% dos entrevistados pelo instituto, o desejável num plano de saúde ideal é “ter um custo menor onde eu possa escolher as especialidades para ser atendido”. Abrir novas possibilidades de acesso ajuda a diminuir a demanda sobre o SUS, fortalecendo a necessária complementariedade entre os sistemas público e privado prevista na Constituição.

“A pessoa que é cuidada pela saúde suplementar desonera o SUS. No pós-pandemia, não temos nenhuma perspectiva de aumento do orçamento para a saúde pública, persistindo o subfinanciamento. Mas é certo que vamos ter aumento de demanda, tanto no público quanto no privado. Logo, criar mecanismos para trazer usuários para os planos é bom para todo mundo, porque libera o atendimento no SUS para quem não tem outra opção e depende só da rede pública. Essa conexão entre público e privado foi muito fortalecida na pandemia”.

Mudança de tendência

Neste momento, o mercado de saúde suplementar vive uma inflexão, depois da queda de procura por procedimentos médicos verificada nos meses iniciais da pandemia em função do isolamento social. A tendência que as operadoras já têm observado é de novas altas nos níveis de utilização, a chamada sinistralidade. O indicador baixou a 62% em junho, mas vem subindo desde então, para os 73% registrados em setembro, segundo relatório divulgado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) na semana passada. 

“A partir de novembro, devemos chegar próximo aos níveis anteriores à pandemia, com a gradativa retomada de procedimentos que haviam sido adiados e que já estão ocorrendo, como todos temos percebido”. Só a partir de conhecido este contexto mais amplo, com o desempenho ao longo de toda a pandemia, é que será possível saber qual o resultado final da eclosão da covid para as operadoras de planos e seguros de saúde brasileiras.

O movimento de retomada tem servido para consolidar um dos grandes avanços da assistência à saúde alcançados durante a pandemia: a disseminação da telemedicina como instrumento de atendimento e de ampliação de acesso. Foram anos de evolução em pouco mais de sete meses. Resta agora uma regulamentação adequada para que a possibilidade torne-se permanentemente disponível para os brasileiros.

“Poucos têm se dado conta, mas a telemedicina ainda não é uma conquista assegurada definitivamente aos brasileiros. A modalidade está em vigor no país com base em regulamentação de caráter excepcional, de forma temporária e emergencial. Ou seja, a telemedicina só poderá ser oferecida à população enquanto perdurar a pandemia da covid-19”.

Vera defendeu uma regulamentação que seja mais abrangente, para que não haja riscos de engessar um mecanismo que depende diretamente da tecnologia – logo, sujeito a reviravoltas constantes. “Lei boa é lei que seja geral e genérica. Para ser viável num país continental como o nosso, é preciso ser realista, sob pena de ser restritiva, o que nos colocaria na contramão do mundo”, sugeriu a diretora executiva da FenaSaúde.

Recomposição de custos

Durante o painel “Lições da pandemia – Desafios da saúde suplementar”, Vera Valente também ressaltou a importância da recomposição dos custos para o setor, já que as operadoras apenas os apuram junto aos prestadores e repassam as despesas para os beneficiários, ou seja, não as geram. Neste ano, os planos de saúde suspenderam os reajustes das mensalidades de maneira voluntária entre maio e julho, medida ampliada pela ANS a partir de setembro.

“Plano de saúde não gera custos, ele repassa custos. Os reajustes na saúde suplementar nada mais são que a recomposição de despesas que os beneficiários já tiveram com procedimentos médicos que já aconteceram. Já são praticamente dois anos de aumentos nos custos não repassados para as mensalidades, o que pesa na sustentabilidade do setor”, comentou a diretora executiva da FenaSaúde.

Das 715 empresas de assistência médica em atuação no país, cerca de 95% são de pequeno porte, com atuação localizada, regionalizada, muitas vezes restrita ao interior do país. “Não podemos olhar apenas para a parcela das operadoras de maior porte e ignorar a imensa maioria. São empresas que não aguentam conviver com contas desequilibradas, com despesas em alta e receitas congeladas, e podem simplesmente fechar as portas, deixando aos seus usuários apenas a opção do SUS. É um risco que não vale a pena correr”, alertou Vera Valente.

Também participaram do debate promovido pelo Estadão José Cechin, superintendente executivo do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar); Georgia Antony, especialista em Desenvolvimento Industrial do Sesi Nacional; Tatiana Aranovich, assessora da Diretoria de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS; e Alessandro Acayaba, presidente da Anab (Associação Nacional das Administradoras de Benefícios).

Incorporação de tecnologias

Como parte da programação do Estadão Summit Saúde Brasil 2020, a FenaSaúde convidou dois especialistas em saúde para debater a incorporação de novas tecnologias nos tratamentos. Daniel Wang, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas-SP, e Rafael Kaliks, oncologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e diretor do Instituto Oncoguia, participaram do painel “Incorporação de tecnologias a favor dos pacientes”, realizado também na manhã desta terça-feira (27).

Ambos ressaltaram que o processo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) é fundamental para incorporação de novos medicamentos e procedimentos no sistema de saúde brasileiro e não pode ser abandonado. A discussão está ainda mais atual no país devido à discussão do projeto de lei n° 6.330/2019, em tramitação na Câmara dos Deputados, que prevê a incorporação dos medicamentos oncológicos orais no rol de procedimentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde apenas após o registro da Anvisa, sem passar pelo processo de ATS realizado pelas câmaras técnicas da ANS.

“Sistemas de saúde que não têm a preocupação de gastar de forma eficiente os recursos vão acabar gastando muito para beneficiar poucas pessoas e trazendo poucos benefícios. É preciso haver um equilíbrio entre custo e efetividade”, afirmou Wang. “Você tem de saber o quanto pode gastar. Não podemos ter tudo, porque isso não existe em nenhum lugar do mundo. Todos os países têm ATS. Esse processo é o que dá racionalidade para a incorporação de medicamentos”, disse Kaliks.

Outra questão debatida foi o excesso de ações judiciais que existe na saúde brasileira.  “A judicialização é a pior forma de gastar dinheiro porque não existe negociação de preços. Isso acaba destruindo qualquer planejamento financeiro, seja do governo seja da operadora”, destacou o diretor do Oncoguia.

Se você não pôde acompanhar o Estadão Summit Saúde Brasil 2020, assista a íntegra aqui: https://www.youtube.com/watch?v=l9Pd_QWMRm0

Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2019 já está disponível para download

Publicação demonstra as contribuições do mercado segurador brasileiro  para a agenda de desenvolvimento sustentável do País

Já está disponível para download no Portal da CNseg o Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2019, editado pela CNseg com base nas diretrizes internacionais da Global Reporting Initiative (GRI), com a correspondência de indicadores baseados nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI), nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e nas recomendações da Força-Tarefa sobre as Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD). 

A publicação, que demonstra as contribuições do mercado segurador brasileiro para a agenda de desenvolvimento sustentável do País, por meio de seus indicadores ASG (Ambientais, Sociais e de Governança) mais relevantes, traz dados de 32 empresas do setor, que correspondem a 81,8% do mercado representado pela CNseg. 

Líder em arrecadação de prêmios na América Latina, o setor segurador brasileiro encerrou 2019 com arrecadação total de R$ 488,5 bilhões, número 9,8% maior do que no ano anterior e equivalente a 6,7% do PIB nacional no ano. O setor ainda acumulou ativos na ordem de R$ 1,45 trilhão, o que equivale a 25% da dívida pública brasileira. Além disso, foram pagos R$ 315,06 bilhões em benefícios, indenizações, resgates, sorteios e despesas médicas e odontológicas ao longo de 2019. 

Dentre as novidades desta edição, além da correspondência de indicadores baseados nos ODS e nas recomendações da TCFD, o Relatório apresenta a matriz de materialidade dos ODS nos negócios de seguros: uma priorização dos Objetivos mais relevantes para o setor, elaborada com base em pesquisa com as empresas participantes do Relatório. 

A temática da Diversidade & Inclusão também ganhou mais destaque, com indicadores novos e um diagnóstico geral que traz uma boa notícia: o Relatório aponta que 94,4% das empresas participantes já adotam práticas de promoção da diversidade e não-discriminação. 

Ronald Bolaños assume riscos especiais da Liberty Mutual Insurance para AL e EUA

Ele substitui Alex Montoya, que hoje em dia é diretor de operações da divisão norte -americana da divisão de riscos globais, a Liberty Global Risk Solutions

O Grupo Liberty Mutual Insurance, junto à sua divisão de Seguros Especiais, a Liberty Specialty Markets (LSM), anuncia Ronald Bolaños como novo presidente para América Latina e Estados Unidos. Atualmente alocado em Miami, na Flórida, Bolaños assume a função imediatamente e será responsável pelo crescimento da LSM na região, liderando a sua equipe no desenvolvimento de soluções especializadas para atender às necessidades dos clientes.

Anteriormente, o executivo atuava como diretor de subscrição (Chief Underwriting Officer) da LSM na América Latina. Com a movimentação, Ronald substitui Alex Montoya, que hoje em dia é diretor de operações da divisão norte -americana da divisão de riscos globais, a Liberty Global Risk Solutions.

“Estamos felizes que um papel tão fundamental, como de presidente das regiões LATAM e dos Estados Unidos, tenha sido atribuído a um candidato interno tão talentoso como Ronald Bolaños”, afirma Matthew Moore, presidente geral da divisão LSM. “Ele traz profissionalismo e energia à tudo o que faz, além de ter um ótimo conhecimento dos nossos mercados e clientes, uma mentalidade global e uma compreensão técnica do negócio”, completa.

Ronald ingressou na Liberty em 2012 e tem mais de 20 anos de experiência na indústria de seguros e resseguros, tendo passado anteriormente pela Validus e AIG. Também atuou em cidades como São Paulo, Santiago e Miami, em vários cargos seniores nas áreas de risco e subscrição do setor de energia. 

Rodrigo Pecoraro é o novo Head de Seguros da Sabemi

Sabemi

Executivo assume o cargo com o desafio de potencializar os negócios atuais e capitanear a entrada da Sabemi em novos segmentos

A Sabemi apresentou o executivo Rodrigo Pecoraro como o novo Head de Seguros da companhia. A chegada de Pecoraro é parte de uma reestruturação da área de Seguros, iniciada neste ano, que tem como foco a entrada da Sabemi no mercado de corretores de seguros e afinidades.

Pecoraro tem a missão de consolidar a Sabemi no mercado nacional, com produtos e serviços aderentes às novas demandas da sociedade. Entre suas responsabilidades, estão a estruturação da área comercial Brasil, passando pelas áreas de back-office, a renovação de portfólio e o desenvolvimento de canais de distribuição.

“Me sinto honrado com a oportunidade de levar a Sabemi a um patamar ainda mais elevado no setor a partir de uma visão disruptiva sobre novas alianças estratégicas, sem perder de vista o forte legado e a trajetória de quase 50 anos da Companhia”, afirma Pecoraro.

Rodrigo Pecoraro é graduado em Administração de Empresas pela UNIP, com MBA pela FGV em Finanças. Com uma trajetória de mais de 20 anos no mercado segurador, tem passagens em cargos de lideranças por seguradoras nacionais e multinacionais. 

Almoço virtual do CVG-SP analisa o bom momento o seguro de vida

CVG SP Liberty

Evento com a participação de três seguradoras discutiu o aumento da demanda pelo seguro de vida e as ações de cada empresa para desenvolver o ramo

por Márcia Alves

O CVG-SP realizou a quinta edição do webinar Terraço Virtual, no dia 21 de outubro, com as presenças de Alexandre Vicente da Silva, diretor de Seguro de Pessoas da Liberty Seguros, Fernanda Pasquarelli, diretora de Vida e Previdência da Porto Seguro, e de Edglei Faria Monteiro, diretor Comercial da Sompo Seguros. A mediação foi do presidente do CVG-SP, Silas Kasahaya. Uma das conclusões do grupo é que o mercado de seguro de pessoas atravessa um bom momento, com vendas em alta e o amplo uso de ferramentas digitais.

Experiência positiva – Alexandre Vicente disse que, mesmo durante o isolamento social, a Liberty seguiu oferecendo uma experiência positiva para seus clientes e corretores, “porque tudo funcionou, das entregas aos atendimentos”. Isso foi possível, segundo ele, porque nos últimos anos a empresa vem investindo na automação de seus processos e também direcionou o seu foco para o segmento de vida.

Segundo Alexandre Vicente, ao longo dos anos, a seguradora melhorou seu atendimento por meio da especialização de suas equipes, passou a oferecer produtos mais competitivos e incorporou novas ferramentas ao seu processo, como, por exemplo, a telessubscrição. A Liberty também tem investido em campanhas de vendas, como a “Com a Vida Ganha”, além de estrear a plataforma digital “Meu Momento de Vida”, que tem como objetivo facilitar o processo de venda do seguro de vida.

Propensão à compra – Fernanda Pasquarelli admite que se surpreendeu com a fácil adaptação do mercado ao trabalho remoto, principalmente, dos corretores de seguros, que até conseguiram ampliar seus contatos. “Não vimos as vendas caírem”, disse. Ela citou uma pesquisa recente da Limra sobre o perfil do consumo de seguros no mercado americano no pós-pandemia, que revela aumento expressivo da propensão à compra do seguro de vida. “As pessoas aprenderam que existe finitude”, disse.

A mesma pesquisa apurou que os consumidores buscam seguro pela internet, mas preferem concluir a venda com o corretor de seguros. Dentre as novidades, ela citou o Mega Day Vida, as campanhas de venda e a inclusão a partir de duas vidas no capital global no seguro de vida coletivo. “Estamos em um momento bom para o mercado e devemos usar e abusar das ferramentas digitais disponíveis”, disse.

Aumento da demanda – Edglei Monteiro observou que a pandemia acelerou a transformação digital do mercado de seguros, mas as mudanças não devem parar por aí. “O home office deverá continuar, mas, talvez, mesclado com reuniões presenciais”, disse. Ele constatou que houve aumento da demanda pelo seguro de vida. Nesse sentido, informou que a Sompo tem oferecido suporte aos corretores. “Lançamos o nosso cotador, bem simples e ágil, que traz funções pré-formatados e faz a transmissão também”, disse.

Segundo o diretor da Sompo, a seguradora está utilizando a telessubscrição, além de ampliar as coberturas e capitais segurados no produto individual, caso de doenças graves. Ele informou que a seguradora lançou uma nova campanha, cujo diferencial é a divisão por diretorias. “Isso permite aos corretores que participem na região em que estão cadastrados”, disse.

Encerramento – Kasahaya destacou que a diretoria do CVG-SP está muito satisfeita com a grande procura pelos três cursos que migraram para o formato webinar. Ele informou que o CVG-SP agregará ao seu acervo a pesquisa da Limra, citada por Fernanda, e, em seguida anunciou que o próximo almoço virtual do CVG-SP será realizado no dia 25 de novembro.

Francisco Caiuby Vidigal deixará comando da Sompo Seguros

Vidigal: novas soluções que propiciem bem-estar aos nossos segurados

Executivo deixa a empresa depois de mais de 30 anos, segundo divulgou em sua página no LinkedIn

Francisco Caiuby Vidigal informou em sua página no LinkedIn que deixará a companhia ainda neste ano. “Nesses anos de atuação pelas empresas do grupo, tive oportunidade de vivenciar experiências únicas junto aos parceiros corretores de seguros e representantes do mercado segurador, a exemplo do processo de integração das companhias Marítima e Yasuda, que viriam a formar a Sompo Seguros em julho de 2016. Desde então, a companhia foi reconhecida como uma das Melhores Empresas para se Trabalhar além de também estar em diferentes rankings entre as empresas mais inovadoras do mercado brasileiro. A todos muito obrigado!”.

Ele deixou um agradecimento especial aos colegas e colaboradores da Sompo Seguros pelos anos de desafios e aprendizados mútuos. “Juntos implementamos a ideia de que uma companhia não é feita de talentos individuais, mas de indivíduos que compartilham seus talentos na construção de algo maior. Todas essas experiências me fizeram crescer para agora seguir novos caminhos! Muito obrigado e boa sorte a todos!”.

Vamos saber mais sobre o assunto.

Corretora Latin Re contrata Juliana Oliveira, ex-IRB Brasil Re

Latin Re

A executiva Juliana Oliveira foi contratada para corretora de resseguros Latin Re. Com experiência em resseguros, depois dos últimos 13 anos dedicados ao IRB Brasil Re, maior ressegurador da América Latina, ela vai liderar uma área nova de soluções estruturadas de resseguro para capacidades automáticas.

A Latin Re completou um ano em julho deste ano e quer se posicionar entre as cinco maiores corretoras de resseguros do país. Segundo dados do grupo, a corretora movimenta aproximadamente R$ 200 milhões em prêmios e R$ 150 milhões em indenizações, atuando em todas as áreas de riscos facultativos.

Foi fundada por executivos do mercado de resseguro, como Ivan Aragão, conselheiro da Latin Re, e Felipe Aragão, CCO da Latin Re, ex sócios da JLT Re e conselheiros fundadores da Wiz Corporate. O grupo opera numa estrutura de parcerias, com mais de oito associados e um total de 15 colaboradores, comandados pela CEO Maria Eduarda Bonfim, ex-CEO da THB Re e a diretora administrativa Juliana Souza, ex-diretora de riscos aeronáuticos da JLT Re.

Me conte um pouco da sua história no mercado. O que a levou a aceitar o desafio de ir para a Latin Re, uma empresa tão jovem?

Formada em Administração pela UFRJ, com MBA em Finanças pelo IBMEC e Certificate In Insurance pelo Chartered Insurance Institute, trabalhei os últimos 13 anos no IRB, passando por diversas áreas, tendo minha maior expertise na análise e precificação de contratos de resseguro. Será um grande desafio profissional, uma nova experiência que estou muito animada.

Nos conte um pouco sobre a área que você irá liderar.

A área é Soluções estruturadas em Resseguro e temos o objetivo de prover e desenvolver as melhores soluções em resseguro para os nossos clientes, desde carteiras já maduras ou startups, operações mais simples ou complexas. Ajudaremos nossos clientes a encontrar a melhor estratégia de resseguro para os seus negócios, fazendo sempre o nosso melhor e com foco na excelência dos nossos serviços. A Latin América quer ser reconhecida como o melhor corretor de resseguros na América Latina.

O que você acredita que será o principal desafio?

Por ser uma empresa jovem, acredito que o maior desafio é ganhar a confiança dos nossos clientes através de toda nossa expertise, qualificação e prestação do melhor serviço.

NotreDame compra Hospital Santa Brígida, por R$ 48,5 milhões

Com o negócio, a NotreDame Intermédica passa a deter 97% das ações da unidade

NotreDame Intermédica anunciou nesta segunda-feira a aquisição do Hospital e Maternidade Santa Brígida, em Curitiba (PR), por meio de sua subsidiária Clinipam. A operação foi finalizada no valor de R$ 48,5 milhões e reforça a estratégia da companhia de expandir sua rede própria e atuação na regiã Sul do país.

Essa é a segunda aquisição da companhia anunciada em outubro, após a compra da operadora de saúde Lifeday, no começo do mês. Com o negócio, a NotreDame Intermédica passa a deter 97% das ações da unidade. A aquisição foi paga à vista, em dinheiro, com o desconto do endividamento líquido da companhia e a rentenção de uma parcela do valor para contingências.

O hospital adquirido opera com 72 leitos – 15 de UTI, 4 salas obstétricas e 5 consultórios de pronto socorro -, além de uma ala diagnóstica que conta com ultrassonografia, endoscopia, radiografia e laboratório de análises.

Segundo comunicado, o plano de integração entre as operações da Clinipam e do Hospital Santa Brígida envolve sinergias operacionais e administrativas. A companhia já opera dois hospitais gerais, um centro de diagnóstico de imagem, onze centros clínicos,três prontos-socorros e uma unidade de medicina preventiva na região.

O Hospital Santa Brígida teve um faturamento líquido de R$ 31,2 milhões em 2019 e conta com uma aréa construída de aproximadamente 6 mil metros quadrados.

A operação de compra não está sujeita às aprovações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ou do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Insurtechs captam US$ 2,4 bi em 80 negócios no 3o. trimestre

InsurTech-Q3

Os três maiores negócios até agora neste ano ocorreram durante o terceiro trimestre

As empresas de tecnologia de seguros levantaram quase US$ 2,4 bilhões durante no terceiro trimestre de 2020, segundo revela o portal Global InsurTech. O valor é o dobro do capital levantado no trimestre anterior do ano e corresponde ao máximo de cinco trimestres registrado em o final de 2019.

O grande aumento no financiamento ocorre após um início lento para 2020, onde os investidores estavam cautelosos devido à incerteza da Covid-19, mas também ocupados reavaliando novas oportunidades devido às enormes mudanças digitais causadas pelo aumento da distribuição online e pelo trabalho remoto. Como resultado, o financiamento no primeiro semestre de 2020 foi 9,2% menor do que o capital investido durante o primeiro semestre do ano passado.

Os fortes níveis de financiamento registrados no terceiro trimestre foram impulsionados por cinco grandes negócios acima de US$ 100 milhões, incluindo as três principais rodadas de financiamento levantadas no setor até agora neste ano, concluídas pela Bright Health ($ 500 milhões), Ki Insurance ($ 500 milhões) e Next Insurance ( $ 250 milhões).

A atividade de negócios também continuou a se recuperar, registrando seu terceiro trimestre consecutivo de crescimento, atingindo 80 transações no terceiro trimestre. No entanto, o número permaneceu abaixo das 85 rodadas de financiamento concluídas durante o mesmo período do ano passado.

Os dez principais negócios no terceiro trimestre do ano levantaram coletivamente US$ 1,86 bilhão, representando 78,2% do investimento total no setor durante o período. Os três maiores negócios no acumulado deste ano foram realizados pela Bright Health e a Ki Insurance, dividindo o primeiro lugar, depois que as duas empresas levantaram $ 500 milhões cada.

A Bright Health oferece uma variedade de planos de seguro saúde adaptados às necessidades das pessoas. Sua plataforma está atualmente disponível em 43 mercados e 13 estados dos Estados Unidos e a empresa afirma ter mais de US$ 1,2 bilhão em receita líquida anual.

A Ki Insurance é o primeiro consórcio Lloyd’s totalmente digital e baseado em algoritmos. A empresa fará o lançamento no quarto trimestre de 2020 e fará a subscrição usando uma abordagem baseada em algoritmo e oferecerá capacidade de acompanhamento instantâneo por meio de sua plataforma digital proprietária.

O terceiro maior negócio do ano foi da Next Insurance, uma seguradora online para pequenas empresas, completou uma rodada da Série D de US$ 250 milhões em setembro. Depois de encerrada a rodada, a empresa pretende aumentar o tamanho de sua equipe em 50% até o final do ano e pretende contratar 200 novos funcionários nos próximos 12 a 18 meses nos escritórios de Palo Alto, Austin e Israel. A empresa ajudou mais de 100 mil clientes a terem acesso a pequenas empresas e atualmente está disponível para 1,3 mil tipos de empresas em todos os 50 estados dos EUA.