Fitch revisa perspectiva de seguros para “piorando”

Fitch setor de seguros

A Perspectiva de rating para o setor de seguros brasileiro permanece Estável, em linha com a qualidade de crédito dos emissores da região, apesar da Perspectiva Negativa do rating soberano

A Fitch Ratings revisou a Perspectiva dos fundamentos do setor de seguros para “Piorando”, de “Estável”, devida à crescente preocupação com a contingência internacional causada pelo coronavírus desde março. A revisão considera o impacto que a contingência poderá ter na qualidade de crédito das seguradoras brasileiras e na classificação soberana, que pode ser um ponto de pressão para as seguradoras, que investem pesadamente em dívida soberana local, informa comunicado da agência.

A mudança na Perspectiva também reflete a deterioração dos mercados acionários e a queda das taxas de juros, que poderão pressionar lucros, reservas e capital das seguradoras. No longo prazo, um possível estresse sustentado na economia em geral pode deteriorar os mercados de crédito, levando a um aumento da inadimplência em títulos e empréstimos e pressionando ainda mais os níveis de capital.

A Perspectiva de rating para o setor de seguros brasileiro permanece Estável, em linha com a qualidade de crédito dos emissores da região, apesar da Perspectiva Negativa do rating soberano. Em maio de 2020, a Fitch revisou da Perspectiva do rating soberano do Brasil (IDRs – Issuer Default Ratings – Rating de Inadimplência do Emissor) em Moedas Estrangeira e Local ‘BB-‘ para Negativa.

Mitsui Sumitomo reforça a importância dos atuários com o avanço da tecnologia

Mitsui Sumitomo

Os atuários são uma peça chave dentro da estratégia da companhia, em todas as fases de qualquer projeto”, afirma Helio Kinoshita

A Mitsui Sumitomo, integrante do maior grupo segurador da Ásia e um dos maiores do mundo, destaca a importância do atuário nestes tempos de mudanças pelas quais passa o mundo e o mercado segurador. Os atuários de hoje não precisam mais seguir os métodos tradicionais, calculando as reservas. Em vez disso, os programas revelaram novos métodos e modelos de análises em tempo real. Este é o novo normal. Os impactos dessa mudança são sentidos em todo o setor. Os atuários são uma peça chave dentro da estratégia da companhia, em todas as fases de qualquer projeto”, afirma Helio Kinoshita, vice-presidente da Mitsui Sumitomo Seguros.

Gustavo Genovez, atuário da Mitsui Sumitomo, concorda com Kinoshita. “Temos muitos desafios, principalmente agora, neste momento ‘pós’ pandemia, que expôs os diversos riscos a que todos estão expostos. Também temos a urgência do investimento das empresas em políticas sociais, ambientais e de governança, tema conhecido pela sigla em inglês ESG ou em português ASG. E para tornar o ambiente ainda mais complexo, temos taxas de juros baixas para remunerar ativos financeiros, trazendo mais relevância para a subscrição e precificação de riscos e para a correta alocação de recursos”, enumera. 

Para ele, este cenário traz a urgência de reformular a forma de olhar para o profissional responsável por cálculos de probabilidade de riscos acontecerem. Anteriormente parte das atividades era calculada em coeficientes estáticos, precificação via tarifas padronizadas e modelagens estatísticas embrionárias. O tempo passou e modelos probabilísticos robustos, randômicos, estocásticos aplicam-se às diversas estimativas, precificação e mensuração de passivos através de fluxos, passando a figurar no radar dos profissionais que atuam na área, especialmente com vistas a garantir a solvência das companhias.

“São mudanças em metodologias e também na nossa forma de pensar e de fazer. Nos levam a um próximo passo desafiador, dentro de um ambiente extremamente competitivo, com os adventos de inteligência artificial, machine learning e outras novidades que surgem dia após dia. O atuário passa atuar com experimentos, como simular cenários e acreditar em algumas hipóteses”, afirma. 

Atualmente, ele cita como principais desafios as adaptações das companhias às regras do IFRS. “Se hoje as atividades atuarias impactam nos balanços, com o IFRS-17 impactarão ainda mais, especialmente diante da perspectiva de utilização crescente de fluxos financeiros e respectivas premissas técnicas para mensuração das demonstrações financeiras”, cita. 

Ele esclarece a perspectiva de que o regulador deve requerer a adoção de um modelo híbrido entre IFRS-17 e Solvência 2. No entanto, companhias estrangeiras são obrigadas a implementar por força das normas de suas matrizes. Já a partir de 2020, a agenda do atuário conta com uma avalanche de inovações trazidas não só pela tecnologia como também pelo regulador, como sandbox (já em prática) e debêntures de seguros e LRS (Letra de Risco de Seguro), ainda em consulta pública, só para citar as mais recentes normas divulgadas pela Superintendência de Seguros Gerais (Susep). “Passamos de regulação repressiva para regulação baseada em risco, o que traz um novo paradigma para a profissão do atuário”, diz. 

Para ele, as mudanças e urgência de atualização dos atuários vieram para ficar, o que traz mais responsabilidades não só para o atuário, como também para o pessoal de TI, Contabilidade e de Governança, afirma. Para ele, trabalhar próximo dos colegas que atuam em sinistros, produtos e resseguro também é muito rico para o atuário, principalmente no que diz respeito às  estimativas de provisões técnicas, créditos com ressegurador, reduções a valores recuperáveis , entre outras tantas possibilidades.

O atuário da Mitsui Sumitomo também destaca a importância do atuário nos seguros sob demanda, que irão requerer muitos cálculos probabilísticos na interpretação de dados trazidos pelos robôs. “Temos um oceano de oportunidades para inovação e aprendizado, bem como, um ativo de conhecimento acumulado digno de destaque. Nunca é demais reconhecer o arcabouço técnico de conhecimento acumulado por profissionais Brasileiros, especialmente na utilização de técnicas estatísticas para precificação de riscos. 

Há no mercado um clichê no qual atuários e comerciais brigam muito em reuniões de produtos. Enquanto o atuário tende a ser mais conservador nas estimativas de segurança, o comercial quer trazer receita para a companhia com aumento das vendas. Mas, segundo Genovez, atualmente atuário e comercial são parceiros. “Muitas vezes vale mais a pena vender com margem menor, preservando os parâmetros mínimos de riscos ou não vender?”, explica. Segundo ele, o atuário pode ajudar muito nessas avaliações, levando em consideração o custo da oportunidade. “O casamento desses dois conceitos é que faz com que os atuários contribuam com o negócio, inclusive com áreas comerciais.”Outro fato destacado é a mudança de hábitos dos consumidores e também da atuação dos corretores, que estão se especializando na venda de novos riscos. “Atuários podem ajudar a equipe de vendas a traçar a melhor estratégia com seus parceiros de negócios, bem como, nos monitoramentos de performance. Maior assertividade nas conversões demanda mais tempo presencial ou estímulo virtual aos parceiros, por exemplo”, finaliza o atuário.

Corte da subvenção paulista afeta a economia do país

9 mil apólices estão sem cobertura 

Por Tany Souza, jornalista freelancer

Com a notícia de que se esgotaram os recursos do governo estadual para a subvenção do seguro rural da safra atual, os produtores estão alerta. Sem essa ajuda, caso ocorra algum sinistro na lavoura, eles não serão assegurados, o que coloca em risco a produção paulista e também a economia do país.

Para entender melhor esse cenário, o corretor de seguros e membro da Comissão de Seguro Rural (Sincor-SP), Antônio Américo de Aquino, produtor rural, explica os motivos pelos quais faltou a subvenção estadual. “O governo federal reduziu uma parte do percentual de subvenção, que foi a taxa do multirrisco rural, o seguro para grãos, o mais vendido, um produto muito acessado pelos agricultores”. 

Outro fato é que o fundo de expansão do agronegócio paulista tinha R$ 202 milhões como recursos, que foram levados para o tesouro. “Segundo eles, para resolver a questão da saúde na pandemia. Isso demonstra que talvez falte informação do governo sobre a importância do seguro para o agronegócio”.

Além disso, o clima tem mudado bastante e as perdas são constantes. “O principal risco para os produtores é a seca, mas também o granizo, a tromba d´agua, a geada. Em função disso, houve maior procura de seguro, em torno de 25%, o que aumentou a necessidade de mais recursos. Porém, o governo não olhou essa expansão e manteve o mesmo valor da subvenção do ano passado. Cerca de 9 mil apólices já emitidas estão sem cobertura securitária, aguardando o subsídio do estado para quitar os boletos”. 

O produtor rural explica que, caso o governo do estado não consiga subsidiar, os agricultores receberão os boletos e terão que pagar para não perder o seguro. “Se não pagaram, a seguradora pode cancelar o seguro por falta de pagamento e reduzir a vigência do seguro proporcional ao prêmio pago, o que nunca aconteceu”.

E então, quais são as consequências?

Sendo 2020 o ano do La Niña, as previsões climáticas não são positivas para os produtores e isso afeta drasticamente a produção e a economia do país. “Há a previsão de seca para janeiro e fevereiro, época em que as lavouras de soja enchem o grão ou floram, fase que ela precisa de mais água e é crucial para determinar a produção da soja. Se há seca, a produção ou parte, é perdida. E se há o encurtamento da vigência da soja e acontecer um sinistro nesta fase, não haverá cobertura”.

O primeiro reflexo é a instabilidade financeira do produtor que começará a depender do banco, ao dever na cooperativa, na revenda, perdendo todo o investimento dele. “Ele pode perder equipamentos e, algumas vezes, sai da atividade”. Por sua vez, o município deixa de arrecadar dinheiro, ao diminuir a arrecadação de impostos, o que afeta a economia local. 

Para Antonio, é muito mais barato para o governo estadual alocar os R$ 32 milhões, que são as apólices emitidas. “Sem contar os quase R$ 2 milhões para fazer frente a outras apólices contratadas. O fato é que o governo precisa resolver essa questão e olhar com mais cuidado para esse segmento que é vital para nossa economia”. 

Para Bruno Camargo, presidente da Fairfax Brasil, esse corte terá efeito perverso para os produtores na medida em que os bancos só liberam crédito agrícola tendo como contrapartida a contratação da apólice para garantir a safra e o pagamento do financiamento. “No cenário de longo prazo acredito que o mercado de seguros poderá rever o modelo e reduzir ou mesmo eliminar essa subvenção. Porém, é preciso que essa mudança seja planejada para que o sistema possa se adequar gradativamente às novas regras. O fim da subvenção rural vai afetar não apenas o setor de seguros, mas a economia brasileira como um todo”, assinala o presidente da Fairfax.

De acordo com ele, a subvenção para o segmento rural varia de 30% a 50% e o efeito imediato da medida será o aumento no valor do seguro sem que os empresários agrícolas tenham condições de bancar a operação. O efeito será uma diminuição do crédito para o setor. 

Segundo a FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), de janeiro a setembro, o volume de prêmios do Seguro Rural no Brasil alcançou R$ 5,13 bilhões, um crescimento de 30,1% sobre o mesmo período do ano passado. Esse ritmo de expansão tem sido impulsionado pelo subsídio recorde de R$ 1 bilhão, através do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), e também pelos riscos climáticos no país. Até agora, já foram utilizados em torno de R$ 680 milhões em subvenção federal, contra os R$ 427,8 milhões do ano passado, de acordo com o Ministério da Agricultura. 

A área colhida cresceu 2,78% no estado de São Paulo de 2019 para 2020. Essa expansão da área gerou em aumento da produção de 14%. Quando a área expande, há um investimento maciço na área rural. O produtor tem capacidade de investir e o resultado é imediato. O agronegócio paulista respondeu, até o mês de setembro, com 16,25% das exportações nacionais. Esse dado mostra que a contribuição do agronegócio ao Estado é inquestionável.

Conexão Futuro Seguro reune lideranças e traz otimismo para corretores

Fonte: Fenacor

Fenacor, ENS e Sincors encerraram nesta quinta-feira (12) o maior ciclo de eventos do mercado de seguros em 2020, com a realização do “Conexão Futuro Seguro Brasil”. O encontro superou todas as expectativas, as quais já eram otimistas, em razão de o projeto ter sido desenhado com muito empenho, cuidado e dedicação: mais de cinco mil profissionais se inscreveram nessa etapa nacional promovida após 22 encontros estaduais do inovador e histórico “Conexão Futuro Seguro”, que também foram acompanhados por aproximadamente cinco mil corretores de seguros, pessoas físicas e jurídicas, associados aos sindicatos da categoria.

Não foram poucos os motivos que despertaram a atenção de tantos profissionais. Afinal, em todas as etapas, seja nos estados ou no encontro nacional, foram apresentadas inúmeras soluções, ferramentas e novas oportunidades de negócios, além das presenças de conceituados especialistas, que ministraram palestras sobre temas extremamente relevantes. 

Diante do sucesso alcançado, a organização decidiu realizar uma segunda edição. “Teremos um novo ciclo de eventos, com muitas novidades, a partir do final de fevereiro de 2021”, anunciou o presidente da Fenacor, Armando Vergilio.

Na abertura do evento desta quinta-feira, Vergilio comemorou o fato de ter sido alcançado o objetivo de se levar aos corretores diversos produtos, serviços, treinamento, capacitação, ferramentas e soluções que irão ajudá-lo a prospectar novos clientes e fidelizar os seus segurados. “Estamos ajudando o corretor, que precisa diversificar sua atuação e se transformar em um planejador e protetor completo, um provedor de soluções, inclusive financeiras. Nenhuma tecnologia pode substituir a atuação humana. Essa é a essência da nossa atividade: cuidar das pessoas e das suas atividades”, assinalou o presidente da Fenacor.

As novidades continuaram surgindo até a segunda edição desse ciclo. Segundo Vergilio, já nesta segunda-feira (16/11) será lançado pela ENS um curso a distancia sobre a necessária adequação e o cumprimento da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) voltado para corretores de seguros. Um dos pontos tratados será a plataforma LGPDCOR, desenvolvida especificamente para atender as necessidades da categoria.

O presidente da ENS, Roberto Bittar, também destacou os resultados obtidos tanto nos eventuais estaduais quanto no encontro nacional. Ele assegurou que a escola continuará oferecendo todo o apoio para que os corretores de seguros possam ter acesso a ferramentas de capacitação, treinamento e conhecimento. “Estamos ao lado do corretor, temos alunos em quase 600 municípios com ensino a distancia. Temos tecnologia para provas online e queremos manter as correntes do conexão com um futuro seguro para que todos prosperem”, salientou.

Ele acrescentou que os corretores precisam estar antenados com as oportunidades que surgem, incluindo a possibilidade de atuar como agente autônomo de investimentos. Neste caso, a ENS já está disponibilizando um curso preparatório, cuja inscrição é gratuita para todos os corretores de seguros que participaram do ciclo de eventos. 

O presidente da CNseg, Márcio Coriolano, igualmente elogiou a atuação dos corretores. “A população está vendo o seguro como algo importante. “Temos uma rede de distribuição que nenhum outro país pode sonhar”, afirmou.

Ele disse ainda que o mercado chegará a 2021 com otimismo, principalmente em razão dos resultados já obtidos neste final de ano. “O mercado já voltou ao positivo em setembro com desempenho bem acima de todas as outras atividades mercantis no Brasil. E isso só é possível pela confiança da população”, asseverou Coriolano.

A atriz Denise Fraga foi outra atração do evento. Em uma apresentação marcada pela emoção, ela enfatizou a importância do corretor de seguros neste momento difícil para a população. “Vocês ganharam importância ainda maior, pois atendem a necessidade das pessoas de serem ouvidas, terem acolhimento. Entre as atividades essenciais e necessárias, que não podem parar, está a exercida por vocês, corretores de seguros”, elogiou a atriz.

Outra apresentação marcante foi a do presidente do Conselho de Administração da MAG, Nilton Molina, que alertou os corretores de seguros sobre a importância de não ser apenas um especialista em determinados ramos de seguros, dentro do novo contexto que se apresenta. Não pode ser especialista em produto. Tem que ser especialista em pessoas. O consumidor está no comando das decisões, por isso, o corretor tem que entender que o seu capital é o conhecimento do cliente. Não pode ser especialista em auto, vida, previdência ou responsabilidade. Tem que servir ao cliente, até nas aplicações financeiras, atuando como agente de investimento”, aconselhou Molina.

Houve espaço ainda para palestras em que especialistas detalharam as diferentes soluções, ferramentas e novas oportunidades apresentadas ao longo do ciclo de eventos.

Os professores da ENS, lldebrando Neres Júnior e Aluízio Barbosa, por exemplo, falaram, respectivamente, sobre a importância de o corretor de seguros atuar como agente autônomo de investimento, consolidando sua imagem de planejador de proteções, e os efeitos da LGPD, que também foi tema da apresentação do diretor da Quinto Domínio, Paulo Moura, que desenvolveu a ferramenta LGPDCOR para os corretores de seguros.

Por sua vez, o coordenador da Certisign, Lafaiete Dias de Lima, explicou como a certificação digital pode gerar muitas oportunidades de negócios para os corretores de seguros, seja atuando como AR (Autoridade de Registro), com uma remuneração média de R$ 125,00, ou como indicador, que garante um ganho da ordem de R$ 50,00 (por indicação).

Por fim, o professor de Direito e ex-diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, Ricardo Morishita Wada; e o presidente do Ibracor, Joaquim Mendanha, falaram sobre a relevância da autorregulação para os corretores de seguros no novo contexto que surge no mercado.

Mendanha aproveitou para anunciar várias novidades, como a nova marca do Ibracor e o lançamento do novo site (em dezembro) e selo que certifica o compromisso ético dos 20 mil associados do instituto. Ele adiantou ainda que, através de acordo firmado com a Fenacor, os associados da autorreguladora terão acesso aos benefícios da Central de Gestão de Serviços e Produtos, incluindo certificação digital, seguros e proteções e campanhas promocionais, entre outros. “A pandemia e as diversas mudanças regulatórias mudaram nosso planejamento para 2020. Mas, continuamos firmes na nossa missão de orientar e promover as melhores práticas através da nossa supervisão preventiva e orientativa”, asseverou Joaquim Mendanha.

Após as apresentações, foi realizada uma premiação especial e duas corretoras de seguros foram contempladas: Gisela Souza Neves, da Uai Brasil Seguros, de Minas Gerais, ganhou um carro zero km; e Júnia Naves de Almeida (de Goiás), levou um Iphone oferecido pela MAG Seguros.

As duas profissionais asseguraram participação nessa premiação por serem associadas aos sindicatos dos seus estados e terem participado tanto das etapas estaduais do ciclo quanto do evento realizado nesta quinta-feira.

Perguntas e respostas sobre Vida e Previdência na VI Jornada de Seguros CVG RS

O corretor de seguros, principalmente, tem o desafio de ampliar a cultura do seguro estudando as pessoas, as necessidades de cada família, para oferecer a cada uma o melhor produto

Fonte: CVG RS

Desde o último dia 09, a VI Jornada de Seguros do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG RS) tem promovido uma série de webinários com referências do mercado nacional de seguros. O objetivo do evento online é rever 2020 e conversar abertamente sobre cenários plausíveis para 2021. Ontem à noite, o presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros e presidente do Instituto de Longevidade Mongeral, Nilton Molina, participou do encontro respondendo questões sobre “Vida e Previdência”. A VI Jornada prossegue até amanhã, 13, com transmissão ao vivo pelo YouTube a partir das 19h. César Saut, Vice-Presidente Corporativo da Icatu Seguros e Presidente da Rio Grande Seguros e Previdência encerrará o evento com o  tema: “O que importa em vida?”

Na penúltima noite da VI Jornada, Nilton Molina compartilhou com o público aprendizados e ensinamentos importantes em 55 anos de experiência em Seguros e Previdência. Em um cenário mundial de muitas dúvidas e rápidas mudanças, é preciso agilidade para adaptar-se a curto prazo e o hábito de pensar a longo prazo para criar soluções inovadoras. Para Molina, o mundo digitalizado transforma no qual as pessoas estão conectadas todo o tempo muda a perspectiva das coisas. Em contraponto, permanece o desafio de simplificar a linguagem do seguro. “Ainda falta ao mercado mão de obra para que o brasileiro conheça de fato nosso produto. O corretor de seguros, principalmente, tem o desafio de ampliar a cultura do seguro estudando as pessoas, as necessidades de cada família, para oferecer a cada uma o melhor produto. O seguro não é um produto igual para todos. Precisamos considerar que a sociedade brasileira sempre recebeu sinais de que não precisava poupar. O brasileiro cresceu acreditando que o Estado seria seu provedor e, na prática, essa capacidade do Estado é bem menor do que aprendemos lá atrás que seria. Seguradoras e corretores precisam constantemente adequar a maneira de comunicar sobre o seguro e reeducar o brasileiro sobre a necessidade de se proteger e a sua família. Com a pandemia, o Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, sai mais forte e mais respeitado. Ao mesmo tempo, aprendemos que precisamos, individualmente, nos resguardar mais. E pensar a longo prazo nos ajudará a ter mais qualidade de vida depois da pandemia. Penso que defender a causa das pessoas, dos indivíduos, na longevidade, hoje é meu melhor desafio.” 

A presidente do CVG RS, Andreia Araújo, mediou a conversa com Molina ao lado do vice-presidente do Clube, Clodomiro Dornelles. Na ocasião, Dornelles homenageou Molina como uma das maiores inspirações para a entidade, tendo papel fundamental na definição da missão do CVG RS. Andreia Araújo afirma que “O Sr. Molina é uma sumidade em vida e previdência. Na noite de ontem ter uma pessoa como ele foi realmente uma honra para todos nós. Muitos pontos colocados foram extremamente relevantes. Estava me sentindo inebriada com tanto conteúdo e com essa visão tão ampla na área. O CVG RS só tem a agradecer por essa presença marcante que nos faz aprender cada vez mais. Ele mostrou com perfeição que nós somos responsáveis por nosso futuro. Além disso, que é preciso levar a educação financeira para dentro das escolas, pois tudo começa por ela. Não à toa ele foi tão enfático de como precisamos evoluir, crescer e amadurecer para entender que somos responsáveis pelo nosso futuro. Por isso mesmo, a importância de sermos previdentes e cuidarmos das nossas vidas e das vidas dos nossos familiares”

Seguro: resiliente na crise e mais forte na recuperação

Marcio Coriolano faz palestra na última etapa do Conexão Futuro Seguro

Fonte: CNseg

O Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, afirmou que o setor de seguros superou agruras em um ano ameaçador e reforçou atributos estratégicos para permanecer sólido durante e após a pandemia. Agora colhe os frutos de iniciativas relevantes, como a colheita digital, e se prepara para um ciclo mais dinâmico de negócios a partir de 2021. Suas considerações foram feitas como convidado para proferir palestra de abertura da última etapa do evento Conexão Futuro Seguro, promovido pela Fenacor, Sincors e Escola de Negócios e Seguros e encerrado nesta quinta-feira (12) à noite.

Entre os atributos do setor, Marcio Coriolano destacou a reconhecida solvência, a concorrência crescente, a criatividade em soluções e o progresso tecnológico. E mais: lideranças, gestores e equipes experientes, preparadas e de excelência; representações institucionais organizadas, transparentes e combativas; uma rede de distribuição que “nenhum outro País pode sonhar”; a solidariedade do mutualismo e o espirito de servir.

Para ele, o seguro, colocado à prova nos últimos oito meses da pandemia, suplantou rótulos, como o de setor atrasado, e encerra o ano enfileirado entre atividades modernas, competitivas e avançadas tecnologicamente. 

Confiança incondicional, adquirida ou renovada dos clientes, que enxergam o seguro como proteção para pandemias e outros problemas de uma era de incertezas, e seguradores, corretores e profissionais de seguros prontos para responder demandas e sonhos dos segurados estabelecem um elo perfeito à evolução contínua do mercado, na opinião de Marcio Coriolano.  

Uma retomada, aliás, já exibida nos números de setembro do mercado, mês da virada para o terreno positivo no acumulado do ano, enquanto a maioria das atividades econômicas ainda em dificuldades.

Ainda assim, 2020 será lembrado como ano que dificultou o retorno a uma taxa anual de crescimento de dois dígitos, a exemplo de 2019. “Todos os ramos de seguros cresceram em 2019 e conquistamos uma evolução real de inéditos 9%”, lembrou ele, para quem, não fosse a eclosão da pandemia, o setor provavelmente superaria uma taxa de crescimento de 12% neste ano, possibilidade emperrada após dois meses difíceis (abril e maio) e uma gradual recuperação a partir daí. “Desde então, o mercado de seguros reage positivamente, principalmente nos Ramos de Vida, Residencial, Crédito e Garantias, Rural”, pontuou.

Em um ano em que a crise de mobilidade, seguida de severa recessão, refletiu-se duramente em setores chaves para o seguro, como o de veículos, comércio e serviços, o retorno gradual das atividades permite uma reação dos ramos de seguros proporcional aos segmentos aos quais se destinam as coberturas, criando boas expectativas.

Embora severa, a crise econômica brasileira seria ainda mais profunda, não fosse a rede de socorro a empresas e famílias a cargo do governo. “O baque seria inimaginável”, declarou. Ele também pontuou o papel relevante do órgão regulador durante a pandemia. “A Susep, depois de alguns iniciais acenos regulatórios que preocuparam, recuperou uma agenda de desburocratização historicamente pedida pelo setor segurador. Como está ocorrendo nos seguros de grandes riscos e massificados. E com regras de proporcionalidade e de melhor alocação de ativos. A modernização regulatória tem facilitado nossa travessia”, sinalizou.

Por fim, há os efeitos da revolução silenciosa do mercado (fusões, incorporações, venda de carteiras não estratégicas, acordos para diversificar produção entre grupos outrora concorrentes), cuja consequência foi ampliar o número de empresas-líderes e disponibilizar novos produtos e serviços, destacou Marcio Coriolano.

Pitzi contrata ex-CFO do Mercado Livre

A insurtech Pitzi contratou João Miranda como “general manager” da empresa. Segundo comunicado, a contratação do ex-CFO do Mercado Livre Brasil reforça o investimento da insurtech em nomes fortes e experientes do mercado para potencializar seu momento de crescimento acelerado.

Formado em Engenharia pela Universidade Federal da Bahia, João Miranda tem uma jornada de mais de 20 anos nos mercados de consumo e tecnologia. O executivo atuou em posições de liderança em grandes companhias desses segmentos, incluindo Procter & Gamble e iFood, além de ter assumido por 4 anos a diretoria financeira do Mercado Livre no Brasil.

Mitsui Sumitomo comemora a marca de R$ 100 milhões no segmento Corporate

paulo Godoy Mitsui Sumitomo

“Há quatro anos crescemos em média 40% ao ano de forma rentável e sustentável”, diz Hélio Kinoshita, vice-presidente da Mitsui Sumitomo

A Mitsui Sumitomo Seguros, integrante do maior grupo segurador da Ásia e um dos maiores do mundo, atingiu no mês de setembro a marca de R$ 100 milhões em seguros de RE corporativos. Trata-se da colheita do resultado do investimento do grupo no segmento de riscos corporativos desde 2017. “Há quatro anos crescemos em média 40% ao ano de forma rentável e sustentável, tendo os nossos corretores e clientes no centro de nossa estratégia. Tudo é pensado para que a operação tenha fluidez e parceria de longo prazo”, comemora Hélio Kinoshita, vice-presidente da Mitsui Sumitomo.

Para Paulo Godoy, superintendente técnico de ramos elementares da Mitsui Sumitomo, a marca é uma grande conquista da companhia, pois está atrelada a um índice de sinistralidade de 45%, abaixo da média de 65% do mercado. “Este resultado é fruto de um programa de gerenciamento de risco robusto. Nosso crescimento está focado no resultado. Nossa estratégia é ser um parceiro de longo prazo, com resultado para ambos os lados. Nossos engenheiros fazem um trabalho de melhoria junto ao cliente, que é aceito e implementado. Isso faz com que subscrição de risco seja bem estruturada, com resultado positivo para todos”.  

Trata-se de um segmento bem competitivo e especializado, que movimentou R$ 4,2 bilhões até agosto deste ano, considerando-se todas as seguradoras que atuam nesses nichos. As cinco primeiras detêm 70% deste segmento e as 10 maiores, 80%. O grupo vem desde 2012 galgando posições no ranking de seguros corporativos, que na seguradora japonesa inclui riscos de incêndio e de responsabilidade civil. “Éramos a 15ª. em 2014. Em 2020, conquistamos o décimo lugar. E nossa meta é estar entre as 5 primeiras em cinco anos”, afirma Godoy. 

O crescimento reflete o apetite do mercado por esse tipo de seguro e levou a Mitsui Sumitomo a preparar algumas novidades para riscos corporativos. Em setembro, o grupo lançou o seguro garantia, com cobertura contratuais e judiciais, para completar o portfolio corporativo com riscos patrimoniais, operacionais, riscos de engenharia, de responsabilidade civil e de transportes.

SulAmérica lucra R$ 2,3 bilhões de janeiro a setembro de 2020

Valor já considera ganho líquido de R$ 1,4 bi com venda da carteira de ramos elementares para a Allianz

A SulAmérica registou lucro líquido de operações continuadas de R$ 286 milhões no trimestre, avanço de 40,1%, e R$ 754,6 milhões no acumulado do ano até setembro, alta de 24,3%. O lucro líquido reportado de R$ 1,7 bilhão no trimestre e de R$ 2,3 bilhões no acumulado do ano, considerando ganho líquido de R$ 1,4 bilhão com a alienação do segmento de seguros de automóveis e massificados até setembro.

As receitas operacionais de R$ 5,1 bilhões no trimestre e R$ 14,8 bilhões no acumulado do ano, crescimentos de 4,5% e 6,2%, respectivamente, foram impulsionados principalmente pelos segmentos de saúde e odonto e previdência.

A sinistralidade consolidada de 75,1%, ganho de 4,2 p.p. em relação ao 3T19, acompanha o desempenho em saúde e odonto, que ainda refletiu uma menor frequência de sinistros no período, no contexto da pandemia da COVID-19 e das medidas de distanciamento social.

Neste terceiro trimestre, o grupo concluiu, um mês antes do originalmente previsto, a venda das operações de seguros de automóveis e massificados, pelo preço final de R$ 3,2 bilhões já integralmente recebidos, com o reconhecimento de um resultado líquido extraordinário da ordem de R$ 1,4 bilhão nos números do período.

“Já estamos utilizando tais recursos tanto para remunerar nossos acionistas na forma de dividendos, conforme anunciado nesta data, e da execução do plano de recompras de ações, que juntas devem totalizar devolução de capital de aproximadamente R$ 1 bilhão, como para o desenvolvimento da companhia com a aquisição da operadora de saúde Paraná Clínicas, concluída em setembro/2020 por aproximadamente R$ 400 milhões”, comentou o CEO Gabriel Portella, em comunicado. A transação adiciona mais de 94 mil beneficiários à nossa base, amplia a participação de mercado no Sul do país e traz uma plataforma estratégica para o crescimento na região, com opções de produtos mais acessíveis, além de reforçar e acelerar nossa estratégia de Cuidado Coordenado.

Também no terceiro trimestre, o grupo anunciou o pagamento de dividendos intercalares, além da antecipação do pagamento de juros sobre capital próprio anteriormente declarados, referentes aos resultados apurados até setembro/2020, no montante total de R$ 548 milhões, além da execução de R$ 445 milhões em recompras de ações da companhia até o final do 3T20, totalizando cerca de R$ 1 bilhão em retorno aos acionistas.

Abaixo, o release divulgado com mais informações:

A SulAmérica (B3: SULA11) divulgou hoje seus resultados relativos ao terceiro trimestre de 2020. A Companhia registrou receitas operacionais de R$ 5,1 bilhões no trimestre e R$ 14,8 bilhões no acumulado do ano, crescimentos de 4,5% e 6,2%, respectivamente, impulsionados principalmente pelos segmentos de Saúde, Odonto e Previdência. “Os últimos oito meses foram desafiadores e apresentamos aqui não só mais uma série de resultados operacionais consistentes, como também conquistas relevantes para o nosso negócio, que pavimentam um novo ciclo de crescimento e oportunidades”, afirma Gabriel Portella, presidente da SulAmérica. 

Entre os destaques no trimestre estão dois importantes movimentos realizados pela SulAmérica neste ano: a conclusão da venda das operações de Auto e Massificados e a compra da Paraná Clínicas. A conclusão da venda de Auto e Massificados em julho/2020, com um mês de antecedência do originalmente previsto, pelo preço final de R$ 3,2 bilhões, já integralmente recebidos e com o reconhecimento neste trimestre, faz com que tenhamos um resultado líquido não recorrente de cerca de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre. Já a Paraná Clínicas, cuja aquisição foi finalizada em setembro/2020 por cerca de R$ 400 milhões, adiciona mais de 94 mil beneficiários à nossa base e aproximadamente R$ 200 milhões de receitas anuais, amplia a participação de mercado no Sul do país e traz uma plataforma estratégica para o crescimento na região. 

A conclusão dos movimentos estratégicos recentes reforça o posicionamento da Companhia a partir do conceito de Saúde Integral, com soluções voltadas para todos os aspectos da saúde – física, emocional e financeira – dos beneficiários, em todas as fases da vida. “Com uma visão mais ampla e colocando as pessoas no centro do cuidado, estamos fazendo um acompanhamento cada vez mais efetivo, conectado e digital” afirma Portella. 

O lucro líquido das operações continuadas da SulAmérica (Saúde e Odonto, Vida, Previdência e Gestão de Ativos) no período foi de R$ 286 milhões, uma alta de 40,1% em relação ao 3T19. Assim como no trimestre anterior, a pandemia e o isolamento social impactaram os resultados da sinistralidade consolidada, que fechou em 75,1%, cerca de 4,2 p.p. menor na comparação com o mesmo período do ano anterior, acompanhando o desempenho no segmento de Saúde e Odonto. Porém, é relevante destacar que já se percebe um movimento de retomada da frequência de procedimentos, tanto eletivos quanto de urgência, estando as frequências cada vez mais próximas dos níveis anteriores à pandemia. 

Saúde e Odonto 

A companhia concluiu o 3º trimestre com 4 milhões de clientes em Saúde e Odonto. As receitas operacionais neste segmento totalizaram R$ 4,6 bilhões no trimestre e R$ 13,7 bilhões no acumulado do ano, registrando crescimento de 4,1% e 6,6%, respectivamente, em relação aos mesmos períodos de 2019. 

Todas as carteiras de planos coletivos apresentaram performance positiva no trimestre, sendo o destaque o segmento de Odonto, com crescimento de mais de 15% nas receitas em relação ao 3T19. 

A base de beneficiários dos planos grupais também apresentou um bom desempenho, com crescimento de 7,6% em relação ao 2T20 e de 2,7% na comparação com o 3T19, já considerando os beneficiários da Paraná Clínicas. 

Os resultados sólidos, mesmo diante de um cenário desafiador em função dos impactos econômicos da pandemia, demonstram os elevados índices de retenção de clientes da SulAmérica, que se somaram a uma gradual retomada dos níveis de vendas novas em uma forte parceria com os corretores de seguros. “Acreditamos na nossa capacidade de crescimento nos mais diferentes cenários, como tem sido nossa trajetória recente, e seguimos buscando ampliar nossa participação de mercado, sempre equilibrando crescimento com rentabilidade”, afirma Portella. 

O avanço das iniciativas de medicina conectada, apoiada no uso intensivo de tecnologia dentro do contexto da pandemia, ainda manteve alto o uso das ferramentas digitais de saúde no último trimestre. Foram realizados aproximadamente 400 mil atendimentos digitais desde o início da pandemia, permitindo não só a assistência remota em relação à Covid-19 como também a realização de consultas eletivas, de emergência e a continuidade de tratamentos em diversas especialidades e terapias. 

O nível de satisfação dos beneficiários, medido pela metodologia NPS (Net Promoter Score), tem alcançado níveis de excelência: 80 para o serviço de telemedicina Médico na Tela e 84 para o Cuidado Coordenado, que possui quase 530 mil beneficiários ativos nesta plataforma, com um acompanhamento mais próximo, efetivo e acolhedor. 

Vida, Previdência e Investimentos 

Com o olhar cada vez mais único para seus 7 milhões de clientes, dos quais 3 milhões clientes de Vida, Previdência e Investimentos, a SulAmérica evoluiu ainda mais no acompanhamento integrado da saúde nos segmentos de proteção financeira. Em setembro passado, foi lançado o serviço de telemedicina de forma pioneira para os clientes de Previdência, assim como o novo produto de Assistência Financeira SOSPrev. Em Vida também foi incluído o serviço Médico na Tela, sem custo adicional para os clientes. 

Em Previdência, as reservas totalizaram R$ 8,6 bilhões, apresentando aumento de 11,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado refletiu, principalmente, o saldo positivo de portabilidade líquida no período, notadamente no produto VGBL, que segue em uma trajetória positiva em 2020. As receitas operacionais voltaram a apresentar um bom desempenho após redução observada no 2T20, totalizando R$ 245,8 milhões no trimestre e R$ 605 milhões no acumulado de 9 meses do ano, crescimentos de 17,6% e 11,0%, respectivamente. 

Já os resultados de Vida continuaram refletindo os impactos da pandemia, sobretudo no produto de seguro viagem, que foi mais impactado com as medidas de distanciamento social e restrições a viagens. No 3T20, as receitas operacionais do segmento totalizaram R$ 126,4 milhões, redução de 5,2% na comparação com o terceiro trimestre de 2019. No entanto, na comparação com o 2T20, já se percebe recuperação, com aumento de 4,4% nas receitas. 

Em relação ao índice de sinistralidade das carteiras de Vida, tanto no 3T20 quanto no acumulado de 2020, houve piora no indicador, principalmente pela redução das receitas com seguro viagem e por conta da cobertura nos seguros de vida de sinistros vinculados a óbitos por Covid-19, incluída de maneira voluntária pela SulAmérica no contexto da pandemia. “Como sempre enfatizamos, a despeito de variações de curto prazo no índice de sinistralidade, a Companhia segue comprometida com o controle do indicador no longo prazo, como tem sido a trajetória operacional nos últimos períodos”, lembra Portella. 

A SulAmérica Investimentos, administradora de recursos que está entre as três maiores gestoras independentes do país, continuou sua trajetória positiva, alcançando R$ 46,1 bilhões em ativos sob gestão em setembro/2020, crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2019, com a expansão das reservas de previdência (+11,2%) e recursos de terceiros (+1,6%). No 3T20, as receitas operacionais somaram R$ 17,3 milhões, aumento de 2,9% em comparação com o 3T19, principalmente em função de maiores receitas com taxa de administração, que mais do que compensaram a menor receita com taxas de performance, mais impactada pela volatilidade do mercado de capitais nos últimos meses. Este segmento segue apresentando importante oportunidade de desenvolvimento. “Apesar de um momento desafiador e volátil desde o início da pandemia, seguimos confiantes no cenário macroeconômico no Brasil e no mundo. Temos tido cada vez mais oportunidade de oferecer alternativas de investimentos para nossos clientes, com uma oferta maior e mais sofisticada de produtos”, conclui Portella. 

Sustentabilidade é matéria de capa da nova edição da Revista de Seguros

Capa CNseg

Leia ainda a entrevista exclusiva com economista Marcelo Neri sobre o impacto da crise econômica na população pobre, matérias sobre a nova regulação dos seguros e sobre a ainda inconclusa reforma tributária

Fonte: CNsegUm mundo entre dilemas e s

Soluções emergentes é apresentado nesta nova edição da Revista de Seguros, enquanto a vacina redentora da Covid-19 é ainda uma promessa. A urgência da preservação sanitária e ambiental é tema da reportagem de capa e trata do renovado interesse dos conceitos de melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ASG ou ESG, na sigla em inglês).  E das enormes implicações desse avanço sobre os atuais modelos de negócios. Adesões a esses princípios começam a receber prioridade global e apoio importante no País.

A reportagem situa o setor de seguros nesse contexto de mudanças, tendo em vista a perspectiva de critérios mais seletivos de riscos e política de investimento em linha com os princípios ASG. “Há um entorno transformador para mitigar não só novas crises sanitárias, mas também para fortalecer os conceitos de melhores práticas ambientais, sociais e de governança, de enorme repercussão na vida das pessoas, das empresas e dos modelos de negócios”, assinala o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano

A pandemia produz um paradoxo econômico: desemprego e mercado informal em trajetórias opostas, contrariando a regra de estar em linha em períodos de crise econômica. O desemprego em alta não chega a ser uma boa notícia, mas saber que, ainda assim, houve uma queda de 24% da pobreza, quando mensuradas todas as fontes de renda (auxílio emergencial, aposentadoria, trabalho e programas sociais), é algo reconfortante em dias de tantas incertezas. Em números, são 15 milhões de pessoas que cruzaram a linha da pobreza. Esses enigmas são tratados na entrevista exclusiva dada pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas.

Mas não há dúvidas: emprego e renda, duas variáveis afetadas pela pandemia e estratégicas para o setor de seguros, precisam recuperar a trajetória positiva. Quais os caminhos para os severos danos produzidos? A convite da Revista de Seguros, os economistas Marcos Hecksher (Ipea), Hélio Zylberstajn (USP) e Sérgio Vale (MB Associados) refletem sobre o tema. Na receita da retomada, investimentos em infraestrutura e continuidade das reformas estruturais.

Reportagem importante reúne especialistas de múltiplas disciplinas, como Neurociência e Psicologia Econômica, para esquadrinhar o futuro pós-pandêmico no País. Um futuro ainda mais desafiante para educação, segmento estratégico castigado pelas regras do isolamento social e perda de renda dos provedores. O aumento da inadimplência no ensino superior privado passou de 15% para 40%, em média, e, nas escolas de educação infantil, um número elevado fechou as portas. A nova edição avalia a evolução do marco regulatório de seguros e aborda ainda a reforma tributária e os riscos de oneração do seguro.