Leia ainda a entrevista exclusiva com economista Marcelo Neri sobre o impacto da crise econômica na população pobre, matérias sobre a nova regulação dos seguros e sobre a ainda inconclusa reforma tributária
Fonte: CNsegUm mundo entre dilemas e s
Soluções emergentes é apresentado nesta nova edição da Revista de Seguros, enquanto a vacina redentora da Covid-19 é ainda uma promessa. A urgência da preservação sanitária e ambiental é tema da reportagem de capa e trata do renovado interesse dos conceitos de melhores práticas ambientais, sociais e de governança (ASG ou ESG, na sigla em inglês). E das enormes implicações desse avanço sobre os atuais modelos de negócios. Adesões a esses princípios começam a receber prioridade global e apoio importante no País.
A reportagem situa o setor de seguros nesse contexto de mudanças, tendo em vista a perspectiva de critérios mais seletivos de riscos e política de investimento em linha com os princípios ASG. “Há um entorno transformador para mitigar não só novas crises sanitárias, mas também para fortalecer os conceitos de melhores práticas ambientais, sociais e de governança, de enorme repercussão na vida das pessoas, das empresas e dos modelos de negócios”, assinala o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano
A pandemia produz um paradoxo econômico: desemprego e mercado informal em trajetórias opostas, contrariando a regra de estar em linha em períodos de crise econômica. O desemprego em alta não chega a ser uma boa notícia, mas saber que, ainda assim, houve uma queda de 24% da pobreza, quando mensuradas todas as fontes de renda (auxílio emergencial, aposentadoria, trabalho e programas sociais), é algo reconfortante em dias de tantas incertezas. Em números, são 15 milhões de pessoas que cruzaram a linha da pobreza. Esses enigmas são tratados na entrevista exclusiva dada pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas.
Mas não há dúvidas: emprego e renda, duas variáveis afetadas pela pandemia e estratégicas para o setor de seguros, precisam recuperar a trajetória positiva. Quais os caminhos para os severos danos produzidos? A convite da Revista de Seguros, os economistas Marcos Hecksher (Ipea), Hélio Zylberstajn (USP) e Sérgio Vale (MB Associados) refletem sobre o tema. Na receita da retomada, investimentos em infraestrutura e continuidade das reformas estruturais.
Reportagem importante reúne especialistas de múltiplas disciplinas, como Neurociência e Psicologia Econômica, para esquadrinhar o futuro pós-pandêmico no País. Um futuro ainda mais desafiante para educação, segmento estratégico castigado pelas regras do isolamento social e perda de renda dos provedores. O aumento da inadimplência no ensino superior privado passou de 15% para 40%, em média, e, nas escolas de educação infantil, um número elevado fechou as portas. A nova edição avalia a evolução do marco regulatório de seguros e aborda ainda a reforma tributária e os riscos de oneração do seguro.
O taxista também poderá contratar o Azul Auto Leve e o Azul Auto Roubo
Em busca de atender as necessidades daqueles que utilizam o veículo para uso profissional e buscam por produtos mais enxutos com coberturas básicas, a Azul Seguros passa, a partir de novembro, a aceitar táxi nos produtos Azul Auto Leve e Azul Auto Roubo. A novidade está disponível para todo Brasil.
O diretor-executivo da Azul Seguros, Gilmar Pires, explica que a Azul trabalha em prol da inclusão securitária de toda a frota automotiva. “Motoristas que utilizam diariamente o veículo para exercer sua profissão também precisam proteger o seu bem, por isso, estamos felizes em expandir essa novidade, antes restrita ao seguro auto tradicional, para o restante do nosso portfólio de produtos”, afirma.
Além dessa novidade, a Azul aumentou também o limite do valor do veículo aceito no Azul Auto Roubo, que passa de R$ 60 mil para R$ 80 mil. “Em menos de um mês já percebemos um crescimento nas emissões do produto, alavancado pela abertura do leque de aceitação. Esperamos com isso atender os clientes que antes não tinham oportunidade de contratar um seguro”, completa Pires. O Azul Auto Roubo é uma solução simplificada de proteção ao veículo contra roubo e furto. Já o Azul Auto Leve é voltado para aqueles que buscam coberturas mais amplas a um custo mais acessível.
As regras de aceitação de táxi, bem como as regras de contratação de cláusulas para essa categoria, permanecem as mesmas do seguro auto tradicional. Para conhecer a novidade e contratar, basta entrar em contato com o seu Corretor de seguros.
21/09/2018 - Thomas Menezes, fundador da ItsSeg - Foto: Gabriel Reis - www.gabrielreisfoto.com
Plataforma Seg2Go irá ofertar pacotes de consultas de telemedicina, de consultas presenciais, exames laboratoriais e seguro para internação
Fonte: It´sSeg,
A It´sSeg lança nesta semana o primeiro marketplace digital do mercado brasileiro para vender serviços básicos de saúde para trabalhadores que não contam com coberturas de planos de saúde.
A plataforma Seg2Go (https://www.seg2go.com.br) oferece a contratação modular de pacotes consultas de telemedicina, de consultas presenciais, de exames laboratoriais, de seguros de internação e outros serviços para indivíduos e famílias que hoje só dependem do atendimento do SUS.
O projeto fechou parcerias com players do mercado para compor a oferta de serviços que estarão disponíveis na plataforma. Para consultas presenciais, a cobertura será dada, por exemplo, pela rede Dr Consulta. Os atendimentos de telemedicina serão feitos por vários fornecedores, entre eles a Conexa, um dos maiores players do segmento. A plataforma tem também 22 mil credenciados para exames laboratoriais em todos o país.
Numa primeira fase, a plataforma vai oferecer pacotes para os RHs das empresas atendidas pela It´sSeg. São 1.000 companhias de médio e grande porte que utilizam a consultoria da corretora para gerir seus pacotes de benefícios.
“Muitas dessas empresas não conseguem oferecer planos de saúde para todos os colaboradores. Com esta solução, elas poderão oferecer alguns benefícios, trazendo maior segurança para seus funcionários não atendidos por planos de saúde”, diz Thomaz Menezes, CEO da It´sSeg.
Num segundo momento, a plataforma vai ser aberta para o consumidor em geral, para atender à demanda de famílias e indivíduos que não conseguem contratar um plano de saúde. “Criamos pacotes muito econômicos que irão transformar o mercado de serviços de saúde”, aposta Menezes. “Com R﹩ 20,00 será possível contratar um pacote combinado de telemedicina e consultas presenciais, por exemplo, o que irá contribuir também para desafogar o SUS em casos menos complexos”, avalia o executivo.
Em telemedicina, os pacotes envolvem consultas clínicas e também especialidades como serviços de nutrição e atendimento psicológico, hoje de difícil acesso para este público.
Haverá também outros serviços em oferta como mini checkups, pacotes de exames para controle das condições de saúde para ajudar o consumidor a tomar medidas preventivas.
A contratação dos serviços será flexível. O usuário poderá escolher o número de consultas por ano e os pacotes mais adequados para o seu momento de vida e poderá estender o atendimento para os membros da família. O consumo dos serviços ficará disponível e transparente na plataforma para o consumidor acompanhar a disponibilidade do seu pacote.
O portfólio de produtos terá também um seguro para o caso de internação e cirurgias, com indenizações de R﹩ 5 mil, R﹩ 10mil ou R﹩ 15 mil. O pagamento será feito mesmo que o contratante tenha realizado cirurgia no SUS. “Com este serviço vamos cobrir uma fragilidade grande das famílias que é a falta de reservas para emergências médicas”.
O projeto surgiu na Oktuz, o laboratório de inovação da It´sSeg criado pela companhia no ano passado. “A plataforma nos coloca na corrida digital no ecossistema da saúde”, conta Thomaz Menezes.
Na fase de oferta apenas para empresas, a It´sSeg estima trazer para a plataforma cerca de 100 mil vidas de empresas clientes. Em dois anos serão 300 mil clientes apenas no universo corporativo.
A It´sSeg foi criada em 2104 pelo executivo Thomaz Menezes (ex-presidente da Sulamérica Seguros) e o fundo britânico Actis, que tem mais de US﹩ 10 bilhões de ativos sob gestão globalmente. Desde a sua criação a companhia fez 10 aquisições no país e se tornou uma das maiores consolidadoras do mercado de corretoras e consultorias de seguros e benefícios do país.
Atualmente a It´sSeg administra uma carteira de mais de 1000 empresas e 1,2 milhão de vidas, conjunto que deve movimentar este ano R﹩ 2,3 bilhões em prêmios de seguros.
A It’sSeg’ faz a gestão completa das carteiras de benefícios de seus clientes, com foco em consultoria, redução de custos, melhoria de qualidade de vida de colaboradores e redução de sinistralidade, com programas de saúde e prevenção corporativos.
Com contração 100% digital, seguro tem cobertura de roubo, furto, danos elétricos, além de pacote que oferece ainda indenização para perda de renda
Fonte: Seguros Sura
Levando em conta o contexto atual e com foco nas necessidades dos clientes, o Banco Original, primeiro banco a realizar abertura de conta corrente online 100% digital ou pelo celular, firma parceria com a Seguros SURA, umas das principais seguradoras da América Latina, que tem o foco no desenvolvimento de produtos alinhados às tendências de mercado, e oferecem Seguro Residencial para clientes do banco.
Com três opções de pacotes para atender as mais diversas necessidades, Essencial, Sob Medida e Ideal, o Seguro Residencial desenhado pelas duas empresas apresenta coberturas e assistências orientadas a garantir o bem-estar das pessoas, que vão desde incêndio, explosão, roubo, furtos, danos elétricos até serviços como, encanador, eletricista, vidraceiro, check-up da residência, dentre outros. Além disso, é o único Seguro Residencial do mercado que oferece, dentro do mesmo produto, cobertura de perda de renda para autônomos e funcionários registrados em carteira de trabalho
“Em parceria com a SURA, criamos um produto 100% digital e com foco na experiência e necessidades dos nossos clientes. Estamos satisfeitos em apresentar um produto que visa auxiliar e proteger tudo que é importante para nosso cliente, considerando também esse momento e os impactos da pandemia, onde o lar se tornou o local em que passamos ainda mais tempo”, destaca Eliane Mendes Escudero Puga, Gerente de Produtos de Seguros do Banco Original. “Além disso, a solução desenvolvida em parceria com a SURA tem uma jornada simples, ágil e totalmente digital, na qual o cliente pode escolher o melhor plano com total autonomia. Fácil e transparente, como o Original”, complementa.
De acordo Pedro Gutemberg, Diretor de Canais Massificados da Seguros SURA e um dos idealizadores desta parceria, a solução desenhada vai além da proteção da moradia, “pois queremos auxiliá-los no seu do dia a dia para que tenham tempo para se dedicarem ao que é realmente importante para eles”. Pedro ainda reforça “unir a experiência da SURA no desenvolvimento de produtos inovadores e alinhados às diferentes necessidades das pessoas, com o pioneirismo do Banco Original no desenvolvimento de produtos 100% digitais não poderia resultar em outra coisa além da melhor escolha para os clientes”.
O Seguro Residencial já está disponível na plataforma do Banco Original, focada em oferecer soluções completas para seus clientes. A área de seguros do banco planeja ainda ampliar sua oferta, sempre tendo o cliente como centro da estratégia traçada. A parceria com a SURA vai ao encontro desses pilares, sendo ainda possível evoluir com o produto de acordo com cada necessidade.
Diretora Executiva da CNseg pede coragem para a revisão da Lei 9.656, da saúde privada, e debate empoderamento das mulheres
Fonte: CNseg
Os tópicos sobre o esforço extenuante do SUS e das operadoras de saúde durante o combate à Covid-19, as perspectivas de futuro desses dois pares e os desafios para as mulheres alcançarem postos de liderança foram destacados pela Diretora de Relações de Consumo e Comunicação da CNseg – Confederação Nacional das Seguradoras, Solange Beatriz Palheiro Mendes, no painel “O papel das mulheres na transformação da saúde”, promovido pelo Fórum Inovação Saúde (FIS), que se encerrou nesta quarta-feira (11) e teve como tema central “Repensando a saúde Brasileira”.
Solange Beatriz avaliou positivamente a atuação do SUS e da saúde privada, ressaltando que a pandemia impactou todos os setores, exigindo, contudo, ainda mais dos esforços da área de Saúde.
Em seu diagnóstico, a Diretora da CNseg afirmou que a saúde como um todo tem desafios importantes pela frente. A seu ver, a Lei 9.656, que de fato incorporou avanços enormes na proteção dos beneficiários, precisa ampliar ainda mais o acesso da população.
Entre “os enormes desafios”, Solange Beatriz destacou: a inflação médica desenfreada – no mundo e no Brasil muito acima de qualquer Índice de Preço ao Consumidor; o envelhecimento da população e suas consequências na transição demográfica e etária. Ou ainda, o fenômeno da transição epidemiológica, agora em grau exponencial com o avanço de vírus, como a Covid-19. Acrescente-se à relação de problemas, desequilíbrio na renda das famílias, crises econômicas que afetam empresas e empregos, ao lado dos avanços tecnológicos, que tradicionalmente oneram os custos das operadoras, mas agora cooperam para viabilizar o acesso à população. “Espero que esta crise deixe como legado o uso massivo de recursos tecnológicos, focando em prevenção e promoção de saúde, atenção básica, e empenho, tanto do setor público quanto do privado, em propiciar maior acesso e qualidade de vida à população”, declarou.
Outro tema pontuado por Solange Beatriz foi o desempenho das mulheres no mercado de trabalho, sobretudo o caminho para conduzi-las à liderança. Para ela, as mulheres vêm obtendo conquistas, cada vez mais espaço no mercado de trabalho, são mais escolarizadas, mas o caminho é árduo, longo, longuíssimo. “As mulheres precisam inspirar outras mulheres a serem corajosas, conscientes, confiantes. Eu acredito que a liderança feminina é diferente da masculina. E que precisamos manter as nossas características, diferenças. Afinal, temos de ter coragem para fazer diferente, se somos líderes,” assinalou.
Ainda assim, o jogo é desigual entre os gêneros. “A realidade ainda é de sobrecarga maior de trabalho doméstico, salários mais baixos para funções de mesmo nível, violências motivadas por gênero”, reconheceu, para quem cargos de liderança demandam muito tempo, dedicação e investimento profissional. “E equilibrar esse trabalho com a vida doméstica, família e amigos exige habilidade e flexibilidade”, afirmou ela.
Solange Beatriz fez um diagnóstico da equidade de gêneros no mercado de seguros. “No mercado de seguros temos a AMMS, a associação de mulheres do mercado de seguros, que atua nessa direção. Temos na CNseg um Grupo de Trabalho próprio para tratar de Diversidade e Inclusão. “Porque há vários obstáculos, e o principal é a cultura machista (ou seria melhor masculina?) estrutural – a oportunidade é dada aos seus parecidos. Como há prevalência masculina, as escolhas recaem sobre os seus iguais.”
A seu ver, as sementes pela igualdade estão plantadas, e as empresas são cada vez mais pressionadas a fazer ações efetivas. Ações como criar metas para reduzir a diferença na proporção entre cargos ocupados por homens e mulheres nos quadros de gerência e de executivos; criar instâncias para implementação das ações; promover ações de engajamento da alta liderança e a participação de homens nos debates e iniciativas. Afinal, se a alta liderança não estiver envolvida, não haverá avanço. Enfim, os rótulos têm que ser desmitificados.
E, concluiu Solange Beatriz que líderes devem sempre perseguir valores como: humildade, disciplina, respeito e reconhecimento à equipe, concentração, boa comunicação, ausência de narcisismo, personalidade discreta, capacidade de decisão e assumir responsabilidades, habilidade técnica mais inteligência emocional, atenção ao contexto, criatividade, honestidade moral e intelectual. Mas, acima de tudo, demonstrar que prestigia e busca esses valores.
Segundo especialistas participantes do webinar da MAPFRE, o desafio é atrair capital externo. Para isso, é preciso ter segurança jurídica e modernização do arcabouço regulatório
O governo precisa fazer a sua parte para que o Brasil atraia recursos para investimentos em infraestrutura, um setor que tem um papel significativo na recuperação das economias maduras e em desenvolvimento, diante do enorme potencial de geração de empregos. Esta foi a questão central do webinar “Infraestrutura: uma perspectiva em construção”, tema da 3ª edição da Jornada Global Risks MAPFRE, realizado no dia 10 de novembro.
Apesar dos investimentos em infraestrutura terem se retraído em todo o mundo, o Brasil tem uma perspectiva positiva. Isso porque há mais de cinco anos praticamente não se investe, o que faz o Brasil um país alvo dos investidores estrangeiros. “Cerca de 16% da população não tem água encanada, o transporte público é caro demais para uma parcela da população e pouco atrativo para outra, e 24% das rodovias asfaltadas estão em más condições”, enumerou Francilene Rodrigues de Freitas, superintendente de riscos industriais e financeiros da MAPFRE Brasil, citando apenas alguns dos problemas básicos e urgentes do país.
Carlos Branco, gerente regional de seguros América Latina da Cargill, deu alguns exemplos do quanto a falta de infraestrutura atrapalha a vida dos empresários e, consequentemente, do governo brasileiro. “É inegável que melhorar a infraestrutura traz impacto positivo nos produtos e nos preços. Viemos há pouco tempo centenas de caminhões no Porto de Paranaguá para descarregar a safra de soja. Há 2 anos, as mídias mostravam a BR 163 com centenas de caminhões atolados na lama pelas chuvas. Isso tem custo para produtores, exportadores e reflexos na nossa economia interna”, afirmou.
Segundo ele, seria possível reduzir em 3 a 5 dólares o custo por tonelada de soja exportada com melhores condições de mobilidade, tornando o Brasil mais competitivo. Outro gargalo citado pelo executivo da Cargill foi o armazenamento. “A falta de silos de milho fez com que o preço do óleo subiu 65% no mercado local no período da pandemia, diante de uma forte demanda externa”.
Estudos apontam que além dos EUA, a China pode aportar recursos na infraestrutura no Brasil – que também tem um histórico importante de participação em projetos no país. Levando-se em conta os investimentos realizados nos últimos anos, os governos da Espanha, França, Itália, Alemanha e Colômbia reforçaram seu posicionamento no mercado brasileiro de infraestrutura, o maior da América Latina, com aquisições, fusões ou pagamento de outorgas. A aposta é que esse movimento cresça nos próximos anos.
Nas para que o Brasil deixe de ser uma oportunidade para a receber os investimentos que tanto precisa, tem de fazer uma imensa lição de casa. O grande desafio está em como atrair recursos privados, uma vez que os governos estão pressionados por gastos com saúde, educação e benefícios sociais, como aposentadorias. Aperfeiçoar os marcos legais e regulatórios aplicáveis é condição sine qua non, afirmam os participantes do webinar. “Os investidores precisam ter certeza de que não serão surpreendidos por mudanças nas regras do jogo”, disse Elizângela Bayer Bemvides, gerente de Danos na Telefônica Corretora de Seguros.
Além da segurança jurídica, Bemvides acrescentou a desburocratização. “As teles tem feito a parte delas. Apesar do aumento de 40% do tráfego de dados com o trabalho remoto, as teles se reinventaram para suprir a demanda. É preciso simplificar o arcabouço legal. Temos hoje 300 leis municipais para liberação de antenas. Isso dificulta a expansão da rede. Recentemente, em Porto Alegre, uma nova lei passou a desburocratizar esse tema e deveria ser observada por outros Estados”, sugeriu. Branco completou: “Falta segurança jurídica. A legislação tem de ser clara. As leis não são aplicadas como deveriam. Como garantir que o investimento será alocado, remunerado de forma adequada. Se não garantir, continuaremos sendo vistos apenas como uma oportunidade”.
Como conclusão, todos afirmaram que a infraestrutura é o motor do crescimento sustentável do mundo, particularmente do Brasil. Segundo eles, é preciso investimentos em saneamento, logística, educação, telecomunicações e energia para deixar para trás o típico voo de galinha e ter realmente um crescimento permanente. Neste momento pós pandemia, em que todas as economias registram queda do produto interno bruto e taxas de juros baixas ou negativas, a aposta é que investimentos em infraestrutura podem desempenhar um papel fundamental no crescimento econômico.
“Está cada vez mais fica claro que não é o setor público que vai liderar o investimento. A tendência é o setor privado tomar as rédeas e contribuir, em parceria com o público, para o ordenamento dos investimentos. Há muito espaço para parceria entre investidores locais, que têm expertise local, e estrangeiros, com conhecimento global. A carência é tão grande que há espaço para todos”, afirmou Lima.
Branco concorda. “Uma das grandes vantagens da globalização é o capital não ter fronteiras. O governo brasileiro tem de fazer a sua parte, com uma reforma no arcabouço jurídico para dar confiança aos investidores. Precisamos do capital externo para gerar emprego aos que estão chegando, sem considerar os milhões de desempregados que temos hoje.”
E para apoiar os investimentos, há o seguro, frisou Francilene Freitas, da MAPFRE: “As seguradoras já desempenham um papel vital no apoio à resiliência e estabilidade em todos os setores da economia global, contribuindo com o desenvolvimento de soluções para os maiores desafios enfrentados por indivíduos, empresas e governos, especialmente durante grandes catástrofes e convulsões sociais. O setor de seguros está diretamente ligado à questão de mitigação de riscos e ainda tem muito a crescer no Brasil. Nesse cenário, com a experiência que vem adquirindo ao longo dos anos, o setor de seguros vem cada vez mais aderindo às práticas de desenvolvimento da infraestrutura. Já avançamos muito e ainda há muito a ser feito, principalmente frente às mudanças na legislação de licitações e co ncess&a mp;ot ilde;es”.
O evento contou com abertura de Bosco Francoy, CEO da MAPFRE Global Risks Espanha, e Luiz Gutierrez, CEO de seguros da MAPFRE Brasil, que reforçaram o apoio do grupo MAPFRE a clientes e corretores. “Antes da pandemia já havia uma mudança nas taxas de resseguro para o segmento de construtoras pelo aumento da sinistralidade. Na MAPFRE, sabemos que a construção esta sujeita a ciclos. Temos uma visão de longo prazo para apoiar nossos clientes”, afirmou Bosco.
Gutierrez reafirmou a relevância da infraestrutura no Brasil. “Estamos confiantes. Tenho certeza de que o Brasil alcançará a posição de destaque que merece, pois há muita capacidade. O Brasil tem inúmeras possibilidades, bons profissionais. E a MAPFRE tem muito orgulho de promover debates como este para compartilhar informações. Caminhar lado a lado para reconstruir nossa economia, com confiança e um setor de seguros juntos, para que mais brasileiros possam dormir tranquilos”.
Iniciativa busca arrecadar fundos com objetivo de ampliar testagem dos usuários do app; 200 mil pessoas já fizeram o teste a partir do aplicativo.
Fonte: HDI
O Dados do Bem – iniciativa de mapeamento epidemiológico da COVID-19 liderada pelo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), Zoox Smart Data e que conta com o apoio de empresas como a HDI Seguros – lança esta semana a campanha “Espalhe o Bem” com objetivo de arrecadar doações para expandir o número de testes em usuários do aplicativo.
A “Espalhe o Bem” deseja reunir fundos para a aquisição de cinco milhões de novos testes imunosorológicos de COVID-19, que serão aplicados nos usuários do aplicativo Dados do Bem ao longo dos próximos três meses. A ação, que busca ajuda tanto de pessoas físicas quanto de empresas, conta com o apoio do UNOPS, organismo da ONU que apoia parceiros a implementarem projetos de ajuda humanitária.
“O Dados do Bem é um projeto muito interessante que segue na busca por novos meios para alcançar cada vez mais pessoas, ampliar o mapeamento epidemiológico e torná-lo mais abrangente e eficiente. A HDI segue parceira da iniciativa porque valoriza os benefícios reais de programas que utilizam tecnologia e inteligência de dados visando gerar benefícios efetivos para a população”, avalia Vagner Guzella, vice-presidente administrativo-financeiro da HDI Seguros.
Desde o lançamento em abril desse ano, mais de 1 milhão de pessoas já baixaram o aplicativo, mais de 840 mil responderam ao questionário de autoavaliação e mais de 200 mil já fizeram o teste gratuito. Atualmente, a iniciativa está presente nos seguintes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Os interessados em participar da campanha podem acessar o site Dados do Bem e doar qualquer valor por boleto, transferência bancária ou cartão de crédito.
O Dados do Bem é um aplicativo para monitoramento epidemiológico e acompanhamento da pandemia, gratuito e disponível para Android e iOS. O usuário preenche um cadastro e responde um simples questionário de autoavaliação, com perguntas sobre sintomas associados à COVID-19 e histórico de saúde. O projeto, além de orientar os usuários sobre sintomas da doença, utiliza a inteligência de dados para compilar as informações colhidas para auxiliar as autoridades no desenvolvimento de estratégias e ações direcionadas à contenção da doença.
Impulsionadora da abordagem ambiental, social e de governança na gestão de recursos, a MAPFRE Investimentos conta com o apoio da área de Sustentabilidade da companhia na avaliação e classificação das empresas
Fonte: MAPFRE
No mercado das finanças e dos investimentos, cresce a passos largos os impactos positivos dos aspectos ligados à preservação do meio ambiente, às iniciativas para promover a diversidade, inclusão e governança transparente, em linha com preceitos éticos e de Compliance. Estes aspectos exercem um papel importante na alocação e seleção de ativos pelas empresas de gestão de recursos. Isso significa que empresas comprometidas com a sustentabilidade são atrativas aos olhos dos investidores, no Brasil e no mundo, quando comparadas com aquelas que estão em descompasso com o trinômio ASG – Ambiental, Social e Governança.
Com a MAPFRE Investimentos, gestora de recursos da MAPFRE, não é diferente. A observância dos conceitos ASG junto às empresas que compõem a carteira de seus fundos vem de longa data e, cada vez mais, torna-se estratégica para a composição do score dos ativos de renda fixa ou variável que ela avalia para investimento.
Neste contexto, a MAPFRE Investimentos conta com o apoio e a expertise dos especialistas em Sustentabilidade da companhia para estabelecer a sua metodologia de avaliação, que, como resultado, estabelece um score ASG para cada empresa integrante de suas carteiras de investimento. Com essas notas a companhia estabeleceu um monitoramento da qualidade de sua carteira com base em critérios ASG, onde pode acompanhar a pontuação média de seus ativos do ponto de vista Social, Ambiental e de Governança, inclusive com uma quebra por setor econômico.
Em constante aprimoramento, a metodologia adotada pela MAPFRE Investimentos inclui critérios consistentes, relevantes e verificáveis em suas matrizes quantitativas como forma de atestar o engajamento das empresas na política e na aplicação dos critérios ASG. Na prática, um questionário é respondido por analistas de investimentos por meio de pesquisa ativa em fontes públicas. A matriz de perguntas é orgânica e revisada periodicamente, evoluindo constantemente de acordo com a relevância de novas questões relacionadas a ASG que possam ser prioritárias para todas as partes relacionadas à MAPFRE.
A MAPFRE Investimentos também possui um manual de análise de crédito privado, ao qual são acrescentadas as questões relativas aos aspectos ASG. Na esteira do Plano de Sustentabilidade para o triênio 2019-2021, esse manual determina, por exemplo, a busca por ativos de empresas com baixa utilização de energia produzida a partir de carvão mineral.
“Temos como meta criar um rating – ou classificação de risco – para cada empresa integrante de nossa carteira com base nos critérios de ASG averiguados”, afirma Oscar Garcia-Serrano, diretor-geral da MAPFRE Investimentos, que completa: “A repercussão desta postura da companhia tem sido positiva por parte de todos os nossos stakeholders, incluindo clientes, consultorias de investimento, distribuidores e alocadores de recursos que conhecem a abordagem ASG da MAPFRE Investimentos”.
A MAPFRE é aderente a diversas ações relacionadas à sustentabilidade, sendo signatária dos Princípios para Investimentos Responsáveis (PRI), integrando por mais de uma década o FTSE4Good e pelo segundo ano consecutivo o Dow Jones Sustainability World Index. Com esse histórico, a empresa assume um posicionamento de impulsionadora dos aspectos ASG em suas políticas de investimento.
O cliente pode garantir o bem assegurado por até 36 meses, sem a necessidade de renovação de um ano para o outro
Fonte: Santander
Impulsionada pela liderança do Santander no segmento duas rodas – o banco abarca 24% dos financiamentos de motocicletas no Brasil – e pela Webmotors, portal com mais de 30 milhões de visitas por mês, a Santander Auto começa a ofertar, a partir de novembro, seguro para todas as categorias de moto do mercado nacional, de street e scooters até modelos acima de 300 cilindradas.
A seguradora do Santander se diferencia pelo modelo de contratação 100% online, livre de burocracia, e que ainda possibilita contratar o seguro com vigência contínua por até três anos. Nesta opção, o valor total da proteção é diluído nas parcelas do financiamento da moto. Assim, o cliente tem a comodidade de garantir o bem assegurado por até 36 meses, sem a necessidade de renovação de um ano para o outro.
Outra facilidade da Santander Auto é que todo processo de escolha do seguro pode ser feito com apenas um clique e com as informações já utilizadas no financiamento, ou seja, sem necessidade responder a mais 45 perguntas feitas, em média, pelas seguradoras tradicionais. A vistoria da moto é 100% online e o cliente já sai da loja ou concessionária com o seguro ativo.
O CEO da Santander Auto, Denis Ferro Junior, avalia que abertura para todas as categorias chega no momento em que a motocicleta ganhou importância ainda maior na vida dos brasileiros. “Com a necessidade de isolamento social neste ano, a moto adquiriu mais protagonismo, tanto pela economia nos custos como por contribuir para a mobilidade urbana. Ao mesmo tempo que evita aglomerações no transporte coletivo, oferece agilidade e baixas despesas com combustível e manutenção”, afirma.
Para se consolidar no segmento duas rodas, outra novidade da Santander Auto é a parceria com fabricantes que vai permitir à seguradora ampliar seus canais nas redes de concessionárias. Kawasaki Brasil e a Triumph Motorcycles já têm acordo com a seguradora para ofertar produtos diretamente no ponto de venda.
Lançada há um ano, a seguradora controlada pelo Santander e pela alemã HDI já alcançou marcas expressivas: soma mais de 50 mil contratos assinados com clientes ativos em todo País e projeta de fechar o ano de 2020 com mais de R$ 100 milhões em prêmios emitidos. A atuação da Santander Auto completa a atuação do banco no chamado ciclo automotivo, juntando-se à Webmotors e à Santander Financiamentos.
Boletim do IESS acompanha a evolução do setor após sucessivas quedas em função da pandemia do novo Coronavírus
Fonte: IESS
O mês de setembro confirmou a tendência de crescimento dos planos de saúde médico-hospitalares verificada nos meses anteriores. De acordo com os dados da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), divulgada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com o avanço de 0,3% no período de 12 meses o setor voltou a ultrapassar o total de 47 milhões de vínculos, o que não acontecia desde abril.
Entre setembro de 2019 e o mesmo mês desse ano, o segmento de planos médico-hospitalares registrou mais de 124 mil novos beneficiários. Segundo José Cechin, superintendente executivo do IESS, o número reforça a tendência de crescimento, ainda em ritmo lento, registrada a partir de julho. “Importante notar que no intervalo de três meses, entre junho e setembro, o setor cresceu 0,8%, o que representa aproximadamente 380 mil novos contratos”, aponta. “Esse crescimento foi alavancado pelo resultado dos coletivos empresariais, o que mostra que as empresas voltaram a admitir novos colaboradores e, consequentemente, contratar novos planos”, completa Cechin.
Em setembro de 2020, 38,0 milhões (80,7%) de beneficiários médico-hospitalares possuíam um plano coletivo. Desse total, 83,6% eram do tipo coletivo empresarial e 16,4% do tipo coletivo por adesão.
Entre os estados, no período de 12 meses encerrado em setembro, foi registrado aumento de beneficiários em planos de assistência médica em 17 unidades federativas. Piauí e Goiás lideram o crescimento, com 4,3% e 2,8%, respectivamente. Em números absolutos, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal foram os que tiveram o maior ganho de beneficiários. Só em Minas Gerais foram registrados mais de 118 mil novos vínculos em 12 meses, crescimento de 2,4%.
“Na análise anual, a faixa etária de 59 ou mais foi a que registrou o aumento mais expressivo, com avanço de 2,0%. Na trimestral, aqueles entre 19 e 58 anos foram maioria. O que mostra duas tendências: que os idosos brasileiros têm se preocupado em contar com um plano de assistência médica e, ao mesmo, tempo, a economia brasileira volta a admitir trabalhadores com a gradual retomada das atividades”, conclui Cechin.
A NAB consolida os mais recentes números de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares e exclusivamente odontológicos, divididos por estados, regiões, faixas etárias, tipo de contratação e modalidade de operadoras.
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