Setor de planos de saúde cresce, mas não recupera beneficiários perdidos no auge da pandemia

Jose Cechin IESS

Agosto foi o segundo mês consecutivo de crescimento de vínculos da modalidade médico-hospitalar

Fonte: IESS

O setor de saúde suplementar registrou alta de beneficiários pelo segundo mês consecutivo após sucessivas quedas em função da pandemia do novo Coronavírus. Os dados são da Nota de Acompanhamento de Beneficiários (NAB), produzida pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Com a leve retomada, o segmento passa a contar com 46,911 milhões de pessoas, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ainda inferior ao registrado no mês de março deste ano, quando ultrapassou a marca dos 47 milhões. 

Entre março e junho de 2020, aproximadamente 364 mil pessoas deixaram de contar com planos de saúde médico-hospitalares, resultado do elevado número de demissões, interrupção de atividades, fechamentos de empresas ou ainda da perda de poder aquisitivo por conta da crise econômica desencadeada pela Covid-19. 

Para José Cechin, superintendente executivo do IESS, é importante ver que o setor está reagindo, mas a análise necessita cautela. “O maior número de beneficiários no setor foi em março deste ano, com 47,087 milhões. Notamos, porém, que o mês de julho de 2020 registrou o maior saldo de vínculos, com aproximadamente 110 mil novas vidas”, comemora. “Essa análise mês a mês, entretanto, exige cuidado porque os números são revistos periodicamente pela agência reguladora”, alerta. O saldo positivo de mais de 187 mil beneficiários entre julho e agosto pode indicar que o mercado brasileiro começa a se estabilizar após o forte impacto da crise. 

Na análise anual, o boletim aponta para a estabilidade do setor. A ligeira queda de 0,1% em 12 meses representa 55,9 mil vínculos a menos. “Esse mercado passa por um ponto fundamental de estabilidade no intervalo anual. Nos próximos meses saberemos como a gradual retomada da economia deve impactar o setor”, afirma Cechin. Ele lembra que o mercado de saúde suplementar tem uma relação direta com o número de empregos formais no País e depende de sua recuperação, especialmente nos setores de indústria, comércio e serviços nos grandes centros urbanos. “Na comparação anual, a principal queda foi registrada pelas autogestões, com redução de 5,6%, e filantropias, com baixa de 0,6%. Os planos coletivos por adesão apresentaram crescimento de 1,6%”, analisa Cechin. 

Para se ter uma ideia, em agosto de 2020, 37,8 milhões, ou 80,7%, de beneficiários de planos médico-hospitalares possuíam um plano coletivo. Desses, 83,6% eram do tipo coletivo empresarial e 16,4% do tipo coletivo por adesão. 

A NAB consolida os mais recentes números de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares e exclusivamente odontológicos, divididos por estados, regiões, faixas etárias, tipo de contratação e modalidade de operadoras. 

MetLife e Banco Original anunciam parceria para venda de seguro de vida e acidentes pessoais

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Os produtos já estão disponíveis para os consumidores;  clientes do banco terão acesso a contratação por meio do aplicativo de maneira simples e 100% digital

Fonte: MetLife

Antenados ao cenário desafiador durante a pandemia e preocupados em proteger cada vez mais as pessoas de forma fácil, simples, segura e digital, a MetLife Brasil e o Banco Original, primeiro banco no Brasil a proporcionar abertura de conta corrente 100% digital, anunciam uma parceria inédita para comercialização de seguro de vida totalmente online e em duas modalidades de contratação: seguro de vida e seguro de acidentes pessoais. 

“A MetLife está em constante transformação digital e, buscando facilitar e aproximar as soluções de proteção financeira às pessoas e ao mercado, fechou essa parceria com o Banco Original ofertando aos clientes uma solução de proteção financeira 100% digital através do aplicativo do banco. Movimentos e parcerias como essa nos possibilitam chegar ao objetivo de levar cada vez mais proteção e cuidado para as pessoas de forma fácil e digital”, afirma Raphael de Carvalho CEO da MetLife Brasil. 

Com a parceria, os clientes do Original poderão contar com produtos inovadores, que podem ser personalizados de acordo com as necessidades deles, e de forma fácil, rápida e totalmente digital, diretamente no app do banco. Além disso, é o único seguro disponível no mercado que não exige que o questionário DPS seja respondido. “No Seguro Vida Protegida, por meio de uma única jornada, o cliente pode em poucos cliques receber a melhor oferta para seu momento de vida, fica transparente para o cliente a proteção que ele está escolhendo e porquê.”, explica Michelle Brito, gerente executiva de seguros do Banco Original.  

Também é possível contratar assistências exclusivas e inéditas oriundas da parceria, que podem ser usadas ainda em vida e que facilitam o dia a dia dos clientes. È o caso do atendimento online do Einstein para teleorientação, por exemplo, um diferencial exclusivo e inédito da parceria com o Banco. “As soluções que oferecemos hoje tem como objetivo trazer tranquilidade para a vida das pessoas, por isso, pensamos, em conjunto com o Banco Original em um pacote de possibilidades de cuidado e segurança que podem ser usados em caso de imprevistos e que protegem o cliente em todos os momentos de sua vida”, completa Raphael. 

“Para o Banco Original, a parceria com MetLife, resultará na disponibilização de produtos e serviços que aliam os conceitos de segurança, bem estar modernidade e comodidade. Com esses dois novos produtos – seguros de vida e de acidentes pessoais – levaremos aos nossos clientes soluções inovadoras em proteção pessoal e familiar, em ambiente totalmente digital”, afirma Marcos Coltri, head de empréstimos e de seguros do Banco Original. 

Coberturas 

– Seguros Vida Protegida 

• Indenização para morte e qualquer causa de clientes pessoa física; 

• Coberturas de morte e qualquer causa titular ou cônjuge, invalidez permanente total por acidente do titular ou cônjuge, diárias por internação hospitalar e diagnóstico de câncer. 

• Serviços de assistência urgência odontológica, consultas online com médicos do Hospital Albert Einstein, assistência funeral individual ou familiar. 

• Sorteios mensais de R$ 5 mil reais. 

– Seguros Acidentes Pessoais 

• Indenização para morte acidental de clientes pessoa física; 

• Coberturas de morte acidental, invalidez permanente total por acidente, diárias por internação hospitalar. 

• Serviços de assistência urgência odontológica e assistência funeral individual ou familiar. 

• Sorteios mensais de R$ 5 mil reais. 

Artigo: Chegou a hora da comunicação Heart-to-Heart

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por Alexandre Nogueira, presidente da Comissão de Comunicação e Marketing da CNseg e diretor de marketing do grupo Bradesco Seguros

Enxergar as tendências e identificar as oportunidades que não estamos percebendo agora, pode ser um importante diferencial neste momento. Muitas pesquisas estão sendo realizadas na tentativa de identificar as mudanças mais significativas de comportamento dos consumidores. Também já existem várias teorias sobre o “amanhã” pós vacina, depois do término do isolamento social. Mas ainda não temos a real noção dos efeitos que a pandemia terá em nossas vidas, pois alguns dos impactos somente poderão ser observados futuramente.

No entanto, algumas afirmações já são possíveis, como, por exemplo, que a pandemia aproximou gerações no que tange ao uso da tecnologia. Ou que, definitivamente, o trabalho em “home office” e o EAD – ensino à distância já fazem parte das nossas realidades. Certamente as adversidades e as necessidades aceleram as mudanças e promovem transformações. E, neste caso, até aproximam gerações. E na comunicação? Qual será a evolução que teremos pela frente ou que já está acontecendo de forma silenciosa?

Este questionamento me faz lembrar de quando estive em Cannes para acompanhar o Festival, em 2018. Assisti muitas palestras e debates que mudaram a minha forma de perceber a comunicação entre as marcas e as pessoas. Na ocasião, existia uma reflexão sobre as evoluções nas relações que estavam sendo experimentadas nos últimos anos. De B2C (business to consumer), para “Human to Human”, visão criada pelo americano Bryan Kramer e divulgada no livro “There is no B2B or B2C: It´s Human to Human“, lançado em 2014.

Este conceito tem sido destacado principalmente nestes meses de pandemia, reforçando a necessidade de adotarmos uma comunicação alinhada às necessidades e anseios da sociedade, estreitando a relação com o consumidor. Trazendo ainda mais empatia e compreensão para as relações. Porém, também existia um insight sobre a oportunidade de criarmos um vínculo ainda mais próximo com as pessoas, trabalhando em uma evolução do formato para uma comunicação “heart-to-heart”, que faz parte do conceito de humanização, com um enfoque ainda mais emocional.

Eu acredito que sim! E você?

Neste momento de tanta incerteza pelo qual estamos passando, em que parecemos estar dentro de uma verdadeira “montanha russa” de sentimentos, este tipo de diálogo pode fazer a diferença no relacionamento com uma empresa. E o que define este tipo de relação?

Se traduzirmos ao pé da letra, heart-to-heart seria algo como de “coração para coração”. Geralmente esta expressão em inglês é usada para falar sobre uma conversa entre duas pessoas. O grande desafio aqui, é conseguir alcançar este tipo de conexão entre marca e consumidor.

Adotar uma conversa sincera, direta, aberta e próxima. Que traga emoção na mensagem e consiga traduzir este sentimento para a pessoa que está vendo, ouvindo ou lendo um conteúdo, é o melhor caminho. Buscando criar até uma ligação emocional. Torna-se fundamental que a comunicação reflita a cultura e as verdades das marcas, transparecendo os valores e propósitos de forma ainda mais transparente.

Para construir este conteúdo, é muito importante observar com precisão o contexto e também considerar as reações, a partir de pesquisas e da prática usual do social listening, que já faz parte da rotina das empresas.

Longe de ser simples, essa é uma missão desafiadora, mas que parece ser mais necessária a cada dia que passa. Gostaria de encerrar este artigo, citando a escritora e poetisa Maya Angelou, falecida há poucos anos, que com sua sabedoria inspirou e certamente continuará a inspirar muitas gerações:

“I´ve learned that people will forget what you said, people will forget what you did, but people will never forget how you made them fell”. 

A frase me inspirou a escrever este texto e promoveu a reflexão principal que intitula este artigo: Hora da Comunicação Heart-to-Heart?!

Eu acredito que sim! E você?

Instituto de Longevidade lança IDL 2020; veja se sua cidade está preparada para o seu envelhecimento

Instituto Mongeral de Longevidade

Fonte: Instituto de Longevidade

O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), iniciativa do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon que conta com metodologia da Fundação Getulio Vargas, chega à sua segunda edição com 876 municípios analisados, nos quais vivem 160 milhões de brasileiros. A primeira edição, lançada em 2017, analisou 498 cidades.

O objetivo do estudo é apontar, de forma clara e objetiva, os pontos positivos e negativos dessas cidades para que gestores, governantes e representantes da sociedade civil possam pensar em ações efetivas que promovam o aumento da longevidade com qualidade de vida nestas localidades.

Para isso, o IDL 2020 se baseou em 50 indicadores divididos em sete variáveis: Cuidados de Saúde; Bem-Estar; Finanças; Habitação; Cultura e Engajamento; Educação e Trabalho; e Indicadores Gerais. Os resultados mostraram que mais da metade dos municípios analisados não estão adequados para a longevidade de suas populações.

Clique aqui para baixar o relatório do IDL 2020

Para o Instituto, o dado é preocupante, visto que a população brasileira passa por um processo de envelhecimento acelerado.

“O papel do IDL é muito além de ser um ranking”, explica Henrique Noya, diretor-executivo do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. “Ele é uma ferramenta prática que contribui diretamente para que os gestores públicos desenvolvam políticas que melhorem a qualidade de vida nas cidades, e para que os empresários identifiquem oportunidades de ofertas de produtos e serviços que atendam a essa mesma demanda. Da mesma forma, é um importante aliado para que a sociedade conheça de forma objetiva a realidade de seus municípios e, com isso, possa escolher melhor os seus próximos representantes, principalmente em um ano de eleição municipal”.

Cidades mais bem colocadas no IDL 2020

Os resultados foram divididos em duas categorias: cidades grandes – aquelas com mais de 100 mil habitantes – e cidades pequenas – com menos de 100 mil habitantes. Entre as grandes, a edição de 2020 do IDL apontou a estreante São Caetano do Sul (SP) como a mais bem preparada para que sua população viva mais e melhor.

Para o diretor do Instituto, isso não significa que o município não tenha desafios a enfrentar, ou que não possa melhorar ainda mais nos pontos em que teve bom desempenho. “Embora ocupe o primeiro lugar da lista, um ponto de atenção para a cidade é a alta concentração de renda”, completa Noya.

Quer saber como a sua cidade foi classificada segundo o IDL 2020? Clique aqui e descubra.

De acordo com a análise, o município se destacou nas variáveis Bem-estar, Finanças e Habitação. Vale ainda ressaltar seu bom desempenho no indicador de estabelecimentos para o condicionamento físico do município e a baixa incidência de população de baixa renda.

Entre as cidades pequenas, o destaque foi para Adamantina, também no estado de São Paulo. Aliás, dos dez municípios mais bem colocados na edição 2020 do IDL, nove são do estado de São Paulo. De acordo com o IDL 2020, a cidade mereceu o título pela elevada quantidade de profissionais de enfermagem e de psicologia na rede de saúde e também por ser uma das dez localidades com menor frequência de homicídios por armas de fogo na lista dos 596 municípios pequenos.

Conheça o ranking de cidades mais bem colocadas em cada categoria

Grandes cidades

1º lugar – São Caetano do Sul, SP

Estreante no IDL, a cidade é 1º lugar na variável bem-estar, com destaque à proporção de estabelecimentos de atividade de condicionamento físico. O município também está bem ranqueado quando o indicador é a proporção de fisioterapeutas, ocupando o 3º lugar. Do ponto de vista de quantidade de acessos à internet, São Caetano do Sul fica na 2ª posição da lista que analisa 280 municípios classificados como grandes por terem populações superiores a 100 mil habitantes.

2º lugar – Santos, SP

Primeira colocada na edição 2017 do IDL, Santos permanece em posição de destaque, desta vez, em 2º lugar. A cidade, que tem mais de 430 mil habitantes, teve bom desempenho nas variáveis Habitação Finanças e Cultura e Engajamento. No entanto, vale ressaltar como ponto de atenção a elevada frequência de suicídios.

3º lugar – Porto Alegre, RS

Porto Alegre manteve a posição do estudo realizado em 2017, o 3º lugar. A cidade se destaca por ser a segunda melhor na variável Habitação. No quesito Cuidados de Saúde, a terra do churrasco conta com a 6a maior quantidade de profissionais de enfermagem a cada mil habitantes. Outro ponto relevante é que o município apresenta um dos melhores níveis de renda entre idosos. Como ponto de melhoria está, por exemplo, o índice de homicídios por armas de fogo.

4º lugar – São Paulo, SP

De 19º em 2017 ao 4º lugar do ranking em 2020, a maior cidade do Brasil teve um crescimento significativo na lista. No primeiro lugar na variável Finanças, São Paulo tem a maior renda de população idosa do país. Ainda relacionado a este quesito, a terra da garoa ocupa o segundo lugar no indicador carga tributária, que analisa o percentual da receita de origem tributária. Vale ressaltar a importância de melhorar a quantidade de psicólogos e enfermeiros na cidade.

5º lugar – Florianópolis, SC

A Ilha da Magia é uma das 10 cidades analisadas pelo IDL com o menor percentual de população de baixa renda. Florianópolis também se destaca na variável Bem-estar pela boa oferta de estabelecimentos de condicionamento físico e casas de chá, suco e lanchonetes, o que favorece, respectivamente, a saúde do corpo e a socialização. É a cidade do país como mais elevado número de acesso à internet por habitante.

6º lugar – Niterói, RJ

Niterói continua bem posicionada e figurando entre as 10 melhores cidades do ranking. A cidade fluminense se destaca pelo bom desempenho em indicadores relacionados às variáveis Cultura e Engajamento e Bem-estar. No primeiro aspecto, é muito positivo o indicador Acesso à internet Fixa e, no segundo, destaca-se a alta taxa de idosos protegidos pela saúde suplementar. A cidade, no entanto, destaca-se negativamente pela alta concentração de renda.

7º lugar – Rio de Janeiro, RJ

A cidade maravilhosa ocupa o 7º lugar do IDL em neste ano. O município é o segundo melhor do país na variável Finanças, tendo como destaque indicadores como receita tributária e rendimento da população entre 60-69 anos. É uma das cidades com maior número de pessoas idosas com acesso a planos de saúde. A cidade, no entanto, ocupa o 246º lugar na variável Cuidados de Saúde.

8º lugar – Atibaia, SP

Outra estreante no ranking, a cidade de Atibaia já figura entre os dez melhores municípios, com destaque à quantidade de hospitais com unidades de neurocirurgia, baixa frequência de violência sexual, doméstica e tortura; e pelo bom número de locais de atividade de condicionamento físico. Também vale destacar que é a cidade com melhor desempenho na variável Habitação. Já nos pontos de melhoria, é preciso atentar-se, por exemplo, para a taxa de investimento do município e quantidade de leitos do SUS.

9º lugar – Catanduva, SP

Também nova no IDL, Catanduva tem como principais destaques o bom percentual de docentes com curso superior na Educação de Jovens e Adultos, , e a baixa taxa de desocupação de sua população. A cidade encontra na variável Bem-Estar um potencial de melhoria com relação à qualidade de vida de seus habitantes.

10º lugar – Americana, SP

A cidade de Americana, no estado de São Paulo, se destaca na educação pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, além do bom número de psicólogos e estabelecimentos de atividade física. Também vale ressaltar o elevado acesso de internet fixa. Como ponto de melhoria é importante destacar a frequência elevada de acidentes com animais peçonhentos.

Alta do IPCA surpreende e preocupa mercado, diz economista da CNseg

Priscila Aguiar, economista do CEM - Comissão Estudos de Mercado da CNseg

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou queda mais acentuada (-0,64%) no IPCA. O IBGE cita como principal responsável o item plano de saúde (-2,31%)

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira aumentou a previsão do IPCA 2020 para 2,47%, 0,35 p.p. maior do que a mediana da semana passada (2,12%). Para 2021, houve um leve aumento, passando de 3,00 para 3,02%. O blog Sonho Seguro traz o Acompanhamento das Expectativas Econômicas divulgada pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp), da CNseg e conversou com Priscila Aguiar, economista do CEM – Comissão Estudos de Mercado da CNseg, sobre como isso pode afetar o mercado de seguros. Leia abaixo:

Apesar de a inflação mais pressionada despertar uma onda de revisões para cima no índice oficial, a maioria dos economistas acredita no efeito temporário da alta, concentrada nos alimentos e combustíveis. Qual o impacto de uma revisão do índice oficial de inflação para o setor de seguros?

O índice de inflação mostra a variação dos preços na economia. Para o setor de seguros, ele é utilizado para tanto para atualizar investimentos como para os contratos de seguros. No caso dos planos de saúde, a inflação médica influencia diretamente o valor dos reajustes. Na divulgação do IPCA de setembro na última sexta-feira, que registrou alta de 0,64% no mês, esse grupo (Saúde e Cuidados Pessoais) apresentou a queda mais acentuada, de -0,64%, no índice, resultado da suspensão dos reajustes dos planos até o final de 2020. O IPCA é utilizado, também nas análises de desempenho do setor. Na atualização dos valores de arrecadação corrigidas pelo índice de inflação é possível avaliar o crescimento real do setor, para cima ou para baixo.

Se as reformas não avançarem, o Copom poderá abandonar o forward guidance, adotado para sinalizar a estabilidade da taxa Selic, enquanto as expectativas não ameaçarem as metas de inflação, informou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em webinar na semana passada. Como isso impacta a avaliação da CNseg sobre os efeitos dos indicadores no mercado de seguros?

A expectativa do setor é de que a economia continue em trajetória de recuperação. Uma retomada de forma mais acentuada da atividade econômica é muito positiva para o setor, pois estimularia o aumento do emprego e da renda, que são fatores importantes. Na ata da última reunião do COPOM, o comitê sinalizou que, com projeções e expectativas de inflação significativamente abaixo da meta, seria validada a sua prescrição futura (forward guidance) de Selic baixa por maior tempo. O avanço das reformas também permitiria ao Banco Central manter a taxa Selic estável.

Segue a íntegra do boletim elaborado pela CNseg:

Com a proximidade das eleições municipais no Brasil e presidenciais nos EUA, as expectativas se mantêm estáveis e os analistas estão com olhar de cautela para os próximos acontecimentos nos cenários políticos e econômicos aqui e no exterior.

A projeção do PIB para 2020, divulgada hoje pelo Relatório Focus do Banco Central, mostra uma pequena redução de 0,01 p.p., passando de -5,03% para -5,02%, após quatro semanas de revisões positivas no indicador de atividade, que amenizaram a previsão de recessão de -6,54% divulgada no relatório no final de junho.

Para 2021, a mediana do PIB se mantém em 3,5% pela 20a semana consecutiva. Em linha com a retomada das atividades econômicas, o Banco Mundial divulgou na última semana a previsão do PIB brasileiro e melhorou consideravelmente sua avaliação. Os analistas do banco confirmam que é possível que o país tenha uma recuperação mais rápida após o tombo que sofreu, fazendo com que a previsão salte de -8% para -5,4%.

Para 2021, também houve melhora e a estimativa é de uma alta de 3%, ante os 2,2% divulgados anteriormente. O relatório cita o efeito multiplicador das ações de transferência de renda na América Latina (no caso brasileiro, o Auxílio Emergencial) permitindo o retorno mais acelerado da atividade econômica e, no Brasil, que a taxa de pobreza estimada ficasse abaixo de seu nível pré-crise pandêmica. Boas notícias também vêm do comércio global, que está retomando as atividades, e a China mostra rápida recuperação com o aumento das exportações e importações.

A divulgação do IPCA de setembro na última sexta-feira, que registrou alta de 0,64% no mês, já era esperada, mas a sua intensidade surpreendeu (em agosto, o índice foi de – 0,24%), sendo o maior resultado para o mês de setembro desde 2003. No acumulado até setembro, o IPCA apresenta alta de 1,34% e em 12 meses, 3,14%.

O grupo que mais pressionou os preços foi o de alimentos, o que está relacionado à alta demanda por refeições em domicílio, sendo o arroz o protagonista entre as maiores variações (17,98%). O grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou queda mais acentuada (-0,64%) no IPCA. O IBGE cita como principal responsável o item plano de saúde (-2,31%), devido à suspensão dos reajustes dos planos até o final de 2020 divulgada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os próximos meses, o aumento das exportações de alimentos, que reduziria a oferta interna, pode vir a pressionar ainda mais os preços.

O Boletim Focus aumentou a previsão do IPCA 2020 para 2,47%, 0,35 p.p. maior do que a mediana da semana passada (2,12%). Para 2021, houve um leve aumento, passando de 3,00 para 3,02%.

A projeção para a taxa de câmbio aumentou em 0,05 p.p. em 2020, de R$/US$ 5,25 para R$/US$ 5,30 e, para 2021, passou de R$/US$ 5,00 para R$/US$ 5,10. A previsão para a taxa Selic em 2020 se mantém estável em 2,00% pela 15a semana consecutiva, e em 2,5% para 2021.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de agosto, divulgada pelo IBGE, mostra que o setor de serviços cresceu 6,1% quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, seguindo na trajetória positiva iniciada em maio. No acumulado do ano, o índice continua negativo (-0,9%), mas com intensidade menor que nos meses anteriores. As atividades que apresentaram crescimento mais expressivo em relação a agosto de 2019 foram Móveis e Eletrodomésticos (36,3%) e Material de Construção (24,1%) – terceira alta consecutiva.

Para a próxima semana, aguarda-se a divulgação do IBC-Br (15/10), índice de atividade econômica divulgado pelo Banco Central, que é uma prévia do PIB e tem forte correlação com a atividade do setor de seguros.

AXA anuncia parceria para distribuição de seguro transporte para equipamentos agrícolas

Igor axa

A seguradora une-se à corretora JDT e expande operações no Sul do País

A AXA no Brasil anuncia parceria com a corretora JDT para ofertar seguros de Transportes a todos os concessionários brasileiros dos principais fabricantes de equipamentos agrícolas do mercado, expandindo as operações da seguradora na região Sul do país.

“A parceria com a JDT, uma das corretoras mais conceituadas do mercado, é um reforço importante para nossa operação de seguros na região, que vem apresentando crescimento consistente nos últimos ciclos. Estamos muito orgulhosos de dar este passo ao lado a JDT”, afirma Igor Di Beo, vice-presidente de Subscrição, Comercial e Marketing AXA no Brasil.

“Estamos fortalecendo nosso portfólio de soluções e oferecer uma marca forte como a AXA é um diferencial relevante. Esta parceria consolida nossa oferta de seguros em Transporte para equipamentos agrícolas em todo o país, sempre com o objetivo de proteger e rentabilizar ainda mais a nossa cadeia de valor”, afirma Juliana Tiede, sócia-diretora da JDT Corretora.

A parceria com a corretora, que tem sede em Porto Alegre-RS e atua em todo o Brasil, é liderada por Antônio Viana, superintendente Comercial Sul da AXA no Brasil e sua equipe. “Nosso objetivo, além do sucesso na operação de Transportes, é operar também em novas frentes, ampliando a oferta de apólices e produtos relevantes como seguro de Vida, Equipamentos, RC, Engenharia, Property, Garantia, entre outros”, conclui Viana.

Liberty Seguros é destaque em quatro categorias do prêmio Época Negócios 360º

liberty seguros

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros foi destaque em quatro categorias do prêmio Época Negócios 360º, ranking realizado pela revista Época Negócios para eleger as 360 melhores companhias do país. A seguradora, que conquistou a primeira colocação nos sub rankings de Pessoas e de Sustentabilidade e o segundo lugar nas frentes de Inovação e Visão de futuro, já é finalista no segmento de seguros do prêmio há três anos consecutivos.

Dentre as categorias de seguros em que a Liberty foi a primeira colocada, há o sub ranking de Pessoas, graças às últimas iniciativas da companhia voltadas ao desenvolvimento e ao bem-estar de seus colaboradores, como por exemplo a implementação imediata do home office em 100% da operação diante da pandemia e os diversos projetos para fomentar a cultura de inovação com funcionários. E prova desse compromisso da companhia com as suas pessoas foi a conquista do 4º lugar na categoria de Instituições Financeiras no Great Place to Work, selo que reconhece empresas com os melhores ambientes de trabalho ao redor do mundo.

Além disso, a empresa foi 1º lugar na frente de Sustentabilidade, fruto de um sólido planejamento sustentável alinhado aos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU e iniciativas de empoderamento feminino e de responsabilidade social.

Já em Inovação, categoria na qual a Liberty ficou em 2º lugar, o resultado foi advindo das novidades da companhia no segmento nos últimos anos, como o Solaria Labs, laboratório de inovação da seguradora, a Aliro Seguro, empresa do grupo que oferece opções de seguro auto para clientes sensíveis a preço mas que não abrem mão da qualidade, as opções de autosserviço, que permitem que clientes realizem, de forma rápida, simples e virtual, sua vistoria utilizando seu próprio celular, e o Liberty OpenColab, programa de conexão com startups.

Por fim, a Liberty também ficou na segunda posição no sub ranking de Visão de Futuro, devido ao seu constante acompanhamento das tendências de consumo e trabalho para ser uma empresa de atendimento ágil e acolhedor para todos os públicos. 

“É muito gratificante estarmos entre as empresas que mais se destacaram no setor de seguros no último ano”, afirma Carlos Magnarelli, presidente da Liberty Seguros. “Esse reconhecimento reflete a consistência da nossa estratégia em todas as nossas frentes de atuação, além de reforçar o nosso propósito de melhorar cada dia mais a experiência dos nossos colaboradores, clientes e parceiros”, completa. 

Susep prepara o setor de seguros para atrair mais investimentos

FGV BMG Susep

Esse foi o tema do webinar promovido pela FVG e BMG Seguros, que abordou o papel da infraestrutura de mercado no desenvolvimento do segmento de seguros no Brasil

Atrair financiamento para fazer frente a um programa de investimentos em projetos de infraestrutura é um dos principais desafios para as companhias executarem as grandes obras necessárias para o desenvolvimento do Brasil. Nesse sentido, uma regulação robusta e orientada para negócios, em conjunto com a interconexão entre o mercado de seguros e as empresas, é essencial para que ocorra um salto de investimento no setor.

Este foi o foco da discussão dos especialistas participantes no evento virtual realizado pelo Grupo Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas, em parceria com a BMG Seguros. No webinar, os especialistas Otávio Damaso, diretor de Regulação do Banco Central; Sérgio Odilon, consultor de mercados financeiros e de capitais; Solange Paiva, superintendente da Susep; Jorge Sant’Anna, diretor-presidente da BMG Seguros, e Gesner Oliveira, coordenador do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV, defenderam maior integração entre mercado.

Para Otávio Damaso, diretor de Regulação do Banco Central, o papel do regulador, tanto no sistema financeiro quanto no securitário, é tornar ambos cada vez mais eficientes e sólidos. “No Banco Central buscamos assegurar que isso ocorra em todas as suas dimensões, incluindo custos, serviços, processos de inclusão de usuários e competitividade”, afirma.

“Estamos fazendo um intercâmbio muito intenso com todos os players, a fim de padronizar e dar unicidade às informações dentro do sistema, que resulte em maior segurança para as partes, com potencial de negócios para o próprio sistema financeiro. O processo de inovação vai acontecer de qualquer forma e cabe ao regulador encarar essas inovações como oportunidade”, avalia Damaso.

Jorge Sant’Anna, diretor-presidente da BMG Seguros, ressaltou a solidez, transparência e resiliência do sistema financeiro brasileiro, que surpreende investidores estrangeiros. “Em 2007, quando falei sobre sistema de registros – em Nova York e Londres –, contando que todos os derivativos de balcão no Brasil eram registrados, ninguém acreditou. Mas, na crise econômica que veio a seguir, em 2008, o Brasil reagiu muito bem, graças a esse sistema que desde então permitia uma visão mais aprofundada do problema.”

O executivo chamou atenção também para o custo inicial de supervisão em infraestrutura. “Eu vejo essa questão como um falso dilema, pois o investimento inicial se diluirá muito rapidamente e será convertido em condições positivas de mercado, como flexibilidade, segurança e capacidade de se fazer negócios”, avalia.

A superintendente da Susep, Solange Paiva, destacou dois pontos: o Sistema de Registro de Operações (SRO), que passa por um rápido processo de evolução, a fim de facilitar a atuação do regulador, do segurador e, principalmente, do consumidor. “Queremos atender as demandas da sociedade, regulamentando o mercado para permitir o desenvolvimento de produtos inovadores e voltados para um mundo muito tecnológico. A base para isso é o sistema de registro de operações e a tecnologia.”, diz. “Nesse sentido, muito além de dados, é fundamental termos a informação organizada, com padrão e granularidade, que sirva como subsídio para a inovação. Se faltar informação para precificar o risco, o valor certamente ficará maior para o segurado, a fim de evitar prejuízo para o segurador”, exemplifica Solange.

O tema tem sido polemico dentro do setor. A CNseg lista pontos que merecem um olhar atento do órgão de supervisão e fiscalização para ampliar a segurança do setor de seguros. Alerta-se para definições sobre a política de segurança e preservação do sigilo das informações; sobre trocas de informações entre as registradoras; da definição de critérios, pela Susep, de identificação de operações atípicas a cargo das registradoras e sobre mecanismos que incentivem a concorrência entre as registradoras. Ressalta-se ainda que as seguradoras já arcam com a taxa de fiscalização, instituída por lei, e terão que ser adicionalmente oneradas com o preço que for delas cobrado pelas registradoras, sem se vislumbrar maiores vantagens para os consumidores, que, ao cabo de contas, sustentam todo o sistema.

Solange também destacou que o Pix, novo sistema de pagamento eletrônico do Banco Central, será importante para o mercado segurador, pois os pagamentos serão mais flexíveis e terão custos menores, o que irá gerar uma redução nos custos das apólices. “Quando falamos em microsseguro, alguns produtos não fazem sentido pagar boleto bancário, por exemplo. Com o Pix vamos baratear o sistema de pagamento e impulsionar o segmento”.

Para o consultor Sérgio Odilon, o sistema de registro é uma experiência comprovada de sucesso, que ajudou o Brasil na crise de 2008, por exemplo, chamando inclusive a atenção dos Estados Unidos na época. “Portanto, a solidez e a total segurança do sistema financeiro como um todo serve, hoje, como base para o segmento de seguros no importante processo que está em andamento na Susep.”

“Eu vejo o sistema de registro como o elo que permite essa ligação de mercados, pois ele aumenta a segurança, a transparência e a agilidade nos negócios; reduz custos e riscos de judicialização, elimina fraudes, traz benefícios para o regulador, para o regulado e para o cliente, e ainda melhora a precificação das operações e viabiliza a criação de novos produtos. Ou seja, não tem como não alcançar o sucesso”, analisa Odilon.

Gesner Oliveira, coordenador do Grupo de Economia da Infraestrutura & Soluções Ambientais da FGV, finaliza o debate frisando a importância de se modernizar o mercado financeiro, a cadeia de seguros e, em última análise, promover o que pode levar o Brasil ao crescimento sustentável, que é o salto no investimento em infraestrutura. “Sou adepto da defesa da concorrência, sei da importância de reduzir custos de transação, ampliar mercado e reduzir barreiras de entrada. E isto é o que foi tão bem ilustrado pelos participantes do nosso debate.”

A missão das empresas de seguros e previdência no debate sobre educação financeira

epoca negocios icatu vence 2020

Icatu discute o tema durante encontro virtual promovido pela Época Negócios: companhias devem ‘vacinar’ brasileiros contra incertezas financeiras 

Fonte: Revista Época

Em 2019, o mercado nacional de seguros arrecadou R$ 270,1 bilhões, um aumento nominal de 12,1% em relação ao ano anterior, segundo a Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

No primeiro semestre de 2020, o setor sofreu o impacto da pandemia e caiu 3,5% na comparação com o mesmo período de 2019. Mas, entre janeiro e junho, os planos de previdência VGBL cresceram 59,6%. Sinal de que a Covid-19 funcionou como um gatilho emocional e despertou nos brasileiros a preocupação com o futuro.

Para levar adiante essa tendência de momento e transformar o planejamento financeiro em um hábito dos brasileiros, é importante que as companhias do setor invistam em educação, conscientização e democratização do acesso a produtos de previdência e seguro de vida.

“Nossa missão é vacinar os brasileiros contra as incertezas financeiras do futuro. Somos um marketplace de previdência, com mais de 280 fundos e mais de 80 gestores. Lançamos praticamente um fundo por semana. Queremos construir um Brasil em que, cada vez mais, pessoas e famílias se sintam financeiramente protegidas em todas as fases da vida”, explicou Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros, durante o debate virtual “Conhecimento & Ação: O papel das empresas em ensinar o brasileiro a fazer planejamento financeiro para a vida”, realizado no último dia 18.

Atendimento premium

O executivo conversou com Igor Mascarenhas, CEO e cofundador da Pier, insurtech de seguros para celulares e auto, e com Luiza Futuro, head de pesquisa na Chazz, onde vem aprimorando seus estudos dedicados a aproximar as disciplinas humanas da inteligência artificial.

Luiza lembrou que a tecnologia permite trabalhar com a segmentação, de forma a conhecer diversos públicos – “que não são apenas baixa, média e alta renda”. “Precisamos olhar para os 30% da população que não têm conta bancária, e que podem aprender a poupar ao ter acesso a produtos fáceis de utilizar”.

Nesse sentido, diz ela, as companhias podem ajudar a formar cidadãos com noções de educação financeira, na medida em que estimulem a falar de dinheiro, com linguagem acessível.

Para Igor Mascarenhas, a tecnologia criou um mundo em que esse desafio pode ser encarado: “antes você entregava atendimento de alto padrão para 20% dos clientes. Atualmente, você consegue entregar um nível de experiência premium para 100% de seus clientes”.

Com as ferramentas disponibilizadas pelas novas tecnologias, diz ele, é possível, por exemplo, pagar um seguro viagem para um cliente que perdeu o voo – e fazer o depósito antes mesmo de o consumidor solicitar o valor.

“Com o volume de dados a que temos acesso hoje, podemos inclusive ajudar os clientes evitar situações de sinistros. E, quando mesmo assim eles acontecerem, fazer os pagamentos em segundos”.

Inovação e arquitetura aberta

Luciano Snel lembrou que a Icatu investe em educação financeira, oferecendo, por exemplo, cursos on-lines e gratuitos em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, além de em uma comunicação mais próxima para desmistificar o segmento:

“Costumamos dizer que todas as pessoas deveriam fazer check-ups financeiros pelo menos uma vez ao ano, e estimulamos essas ações com cursos on-line e lives. O brasileiro acha que o seguro de vida custa três vezes mais do que de fato é seu preço, quando na verdade, do ponto de vista da segurança financeira, a combinação da previdência com o seguro de vida é uma solução muito poderosa”.

Entre as ações desenvolvidas pela Icatu está o Laboratório de Inovação, que utiliza o modelo mental do design para atender às necessidades dos clientes e criar soluções a quatro mãos com parceiros. Além disso, o portal de APIs desenvolvido pela empresa é referência no mercado, plugando fintechs, plataformas digitais e demais parceiros na construção de produtos customizados.

A companhia também se utiliza de um modelo de arquitetura aberta para complementar o portfólio de previdência privada, o que permite uma maior diversidade de fundos e ativos para todo tipo de investidor.

O resultado desse trabalho é expresso em números: em 2019, a Icatu é líder entre as seguradoras independentes e alcançou lucro de R$ 320 milhões, crescimento de 18% em relação ao ano anterior.

Swiss Re e Daimler se juntam para ofertar seguro de carro digital em todo o mundo

A Movinx fará parceria com seguradoras licenciadas localmente para fornecer suas soluções aos clientes finais e cobrir o risco de seguro

Swiss Re e a Daimler Insurance Services fecharam uma parceria estratégica para seguros automotivos e de mobilidade e lançaram uma nova empresa chamada Movinx. Os acionistas da joint venture 50/50 aproveitarão sua experiência para estabelecer um novo modelo de negócios. O objetivo é desenvolver produtos de seguro automotivo e de mobilidade totalmente digitais que atendam às necessidades dos clientes em constante mudança e ofereçam a melhor qualidade de serviço da categoria.

“Acreditamos que a parceria com a Daimler Insurance Services e o estabelecimento da Movinx nos levará ao próximo nível em inovação em seguro de mobilidade. Nossa ambição conjunta de longo prazo é apoiar a introdução de novas tecnologias, como sistemas avançados de assistência à direção e carros autônomos, bem como novos modelos de negócios na área de mobilidade”, disse Pravina Ladva, diretor de Transformação Digital da Swiss Re.

“Ao unir forças com a Swiss Re, podemos liderar a transformação em um ambiente de mercado em evolução e promover negócios de seguros. Vamos estabelecer um novo modelo de negócios, bem como co-criar e co-possuir uma plataforma de seguros. Essa plataforma permite a compra de seguros de forma fácil e eficiente e ofertará serviços centrados no cliente, usando dados em tempo real. Além disso, nós, como Daimler Insurance Services, estamos nos aprofundando na cadeia de valor do negócio de seguros, tendo mais influência no desenvolvimento de produtos e preços ”, acrescentou Ingo Telschow, CEO da Daimler Insurance Services.

A indústria automotiva e o setor de seguros automotivos passam por uma transformação significativa. O seguro precisa evoluir para lidar com esses desenvolvimentos e os desafios que eles criam para a precificação e tratamento de sinistros.

Com o objetivo de criar um novo modelo de negócio, a Movinx atuará como Managing General Agent (MGA), tornando o seguro uma parte integrante da compra do veículo. Em vez das atuais parcerias orientadas a curto prazo entre fabricantes de automóveis e várias seguradoras, o foco está em uma jornada de desenvolvimento conjunto para oferecer produtos flexíveis e totalmente digitais. O Movinx permite a introdução de novas propostas de seguro de forma eficiente em uma variedade de mercados.

A joint venture estará aberta para parcerias como com fabricantes de automóveis ou, de forma mais geral, prestadores de serviços de mobilidade. Futuros parceiros se beneficiarão de seguro compartilhado MGA e poderão oferecer soluções de marca globalmente. Em vez de ter que lidar com muitas seguradoras, o fabricante tem um parceiro em vários países.

A Movinx fará parceria com seguradoras licenciadas localmente para fornecer suas soluções aos clientes finais e cobrir o risco de seguro. As seguradoras e outras partes interessadas podem se conectar à plataforma de TI e lucrar com operações centralizadas e processos automatizados suportados por uma combinação de tecnologias de aprendizagem profunda e de máquina. Ao se conectar à plataforma da MGA, as seguradoras se beneficiam de não ter que criar programas de seguro adaptados e que mudam rapidamente.