O conselho de administração da BB Seguridade elegeu, na sexta-feira (23), Marcio Hamilton Ferreira para a presidência executiva da seguradora. O cargo estava vago desde 20 de outubro, quando Bernardo Rothe deixou a empresa para assumir a vice-presidência de atacado do Banco do Brasil (BBAS3).
Ferreira ficará no período que resta até a eleição do novo comando da BB Seguridade, prevista para o ano que vem. Outra mudança na cúpula da seguradora foi a saída de Erik da Costa Breyer, diretor de finanças, relações com investidores e gestão de participações. A BB Seguridade ainda não definiu seu sucessor.
Jayme Garfinkel, Nilton Molina e Patrick Larragoiti participaram da primeira palestra do Sincor Digital – Conectando o Mercado de Seguros e compartilharam os momentos mais difíceis e transformadores que viveram em todos os anos atuando no mercado de seguros, além de demonstrarem otimismo em relação ao futuro do País. A palestra “Masterclass – É possível!” aconteceu na manhã desta sexta-feira (23/10) e foi mediada pelo 1º vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber.
“Um dos momentos mais marcantes da minha carreira foi em 1978, quando a companhia tinha acabado de completar seis anos e meu pai faleceu. Fomos obrigados a pagar uma multa alta e não tínhamos a quem recorrer, pois vivíamos em uma ditadura. Tive a oportunidade de me encontrar com o superintendente da Susep e resolver o problema. No momento pensei: não posso largar o sonho do meu pai, meu dever é continuar com o sonho que ele tinha começado a construir”, relata o ex-presidente do Conselho da Porto Seguro, Jayme Garfinkel.
Para o presidente do Conselho de Administração do Grupo SulAmérica, Patrick Larragoiti, o início da carreira como estagiário essencial para a formação profissional. “Eu trabalhava como avaliador de sinistros, recortando os jornais com os valores dos carros para saber quanto tínhamos que pagar de indenização aos segurados”, explica. “Quando assumi a presidência executiva da SulAmérica, era uma companhia muito centralizadora, cheia de feudos dentro das estruturas. Transferi grande parte das responsabilidades da presidência para outras áreas, dando mais agilidade nos processos e as decisões passaram a ser compartilhadas com o Conselho. Então, passamos a ser um time, transformando a companhia numa organização fantástica”, completa.
O presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros, Nilton Molina, conta que entrou para o mercado de seguros pela corretagem. “Na época, tinha 30 anos e uma corretora de seguros, onde a SulAmérica tinha 40%, a Atlantica 40% e eu, 20%. Queríamos fazer com que a Bradesco vendesse previdência no balcão do banco e ninguém conseguia convencer eles de fazer isso. Até que me encontrei com o responsável, expliquei como funcionava e ele topou. Essa foi minha primeira experiência como segurador”, declara.
Sobre o futuro, os executivos destacaram o poder de resiliência do setor de seguros e da grandeza e das oportunidades que o Brasil tem. “Olhando para o futuro, vejo que o que está acontecendo, em alguns aspectos, é positivo. Tivemos uma transformação digital que aconteceu de maneira rápida e eficiente. A telemedicina também teve um grande avanço, já que em poucas semanas, milhares de atendimentos foram realizados”, acredita.
“Quase todos os ramos de atividades humanas sofreram as consequências da pandemia, além de enfrentar um clima de incertezas com a economia. No entanto, qual Brasil temos pela frente? Um País com potencial para ser um dos maiores produtores de energia limpa, o 3º maior mercado de consumo, além do agronegócio. O Brasil tem todos os insumos para ser um líder mundial”, destaca Molina.
Para Jayme, o mercado de seguros é privilegiado. “A pandemia trouxe a percepção de proteção para a sociedade, no momento que perceberam a importância de um seguro. Nós não sofremos o que outros setores sofreram, por isso, tenho uma perspetiva positiva para o futuro”.
Durante o painel, o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, anunciou um Voto de Júbilo aos executivos. A homenagem é da Câmara Municipal de São Paulo, que reconhece o trabalho que os seguradores fizeram pela cidade e pelo setor de seguros. “Em nome de todos os corretores de seguros da capital, recebam essa homenagem de agradecimento”, completa Camillo.
O painel “Seguradoras, Big Techs e Customer Experience – Presidentes, e agora?” trouxe os presidentes Carlos Magnarelli, da Liberty Seguros, Eduard Folch, da Allianz, José Adalberto Ferrara, da Tokio Marine Seguradora, Luís Gutiérrez Mateo, da MAPFRE, Murilo Riedel, da HDI Seguros, e Roberto Santos, da Porto Seguro, para debaterem sobre os impactos das tecnologias no mercado de seguros, durante o Sincor Digital – Conectando o Mercado de Seguros. A palestra teve mediação da 2ª vice-presidente do Sincor-SP, Simone Martins.
Diante da pergunta big techs vão tirar o sono do mercado de seguros? É uma ameaça ou oportunidade?, os painelistas ficaram divididos com a resposta. O presidente da Allianz, Eduard Folch, acredita que empresas como Google, Amazon e Facebook, têm a vantagem de saber lidar com o consumidor. “Essas empresas estão constantemente entendendo o que o cliente quer e fazendo mudanças para se adequar a isso. Apostam na personalização, se adaptando com cada perfil e experiência do usuário”, declara.
Para o presidente da HDI Seguros, Murilo Riedel, as big techs não são, necessariamente, concorrentes, mas empresas complementares para a distribuição de seguros. “Tais empresas têm muito mais interesse em uma plataforma geradora de anúncios do que num produto, por exemplo. Acredito que é um instrumento importante para o entendimento comportamental do cliente e como podemos utilizar isso em produtos e serviços”.
Já o presidente da Liberty Seguros, Carlos Magnarelli, acredita que não existe risco de as big techs concorrerem com o mercado de seguros, visto que o setor é altamente regulado. “O seguro é um produto de muitas transações e essas empresas não têm estrutura para um pós-venda. O contrato tem que ser explicado para o cliente, detalhadamente. É muito difícil para essas empresas vender um produto tão transacional quanto um seguro”, aposta.
O presidente da Porto Seguro, Roberto Santos, compartilha da opinião e acrescenta: “O que tem nas big techs? Nada tangível. Tem criação, cérebro, sistemas, o que é muito diferente da nossa atividade. Não vejo o mercado de seguros como atrativo para eles. A ameaça é que, se a gente não ocupa todos os espaços, eles entram e reduzem o escopo dos nossos negócios”, acredita.
Segundo Aldaberto Ferrara, presidente da Tokio Marine Seguradora, seguro não é commoditie. “Para contratar um seguro é preciso consultoria, um aconselhamento financeiro. Certo ou errado, nós vamos conviver, e já estamos convivendo a muito tempo, com novos ecossistemas que estão sendo criados e temos que nos adaptar a esses ambientes”.
“O Brasil terá uma retomada mais intensa do que outros países, graças aos estímulos colocados na economia”, aposta o economista-chefe e diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Banco Bradesco, Fernando Honorato. A fala foi feita durante o painel “Cenário econômico pós-pandemia – Perspectivas para o Brasil e o mercado de seguros”, apresentado no evento Sincor Digital – Conectando o Mercado de Seguros, nesta sexta-feira (23/10).
Segundo o economista, os estímulos na economia feitos pelo governo federal permitirão que o País saia fortalecido da crise sanitária e com oportunidades de crescimento em diversos setores. “O fim do auxílio emergencial vai ter menos impacto do que o esperado. Isso porque, grande parte das pessoas que pegaram o auxílio estavam empregadas; e porque estamos todos em casa, consumimos menos do que a renda”, aponta.
Para o mercado de seguros, Honorato acredita que haverá menores receitas financeiras, maior necessidade de geração de prêmios, crescimento na venda de casas, carros e caminhões, que geram impacto no setor, além do envelhecimento da população e a própria pandemia, bem como a baixa penetração de seguros no País.
O CEO da Zurich, Edson Franco, reforça o otimismo do economista e aponta que o setor de seguros é resiliente e soube se adaptar perfeitamente às mudanças impostas pela pandemia. “O mercado colocou todo mundo em casa numa velocidade surpreendente, o que foi uma grande surpresa para todos. Os corretores foram fundamentais na parceria para atender nossos clientes num momento tão difícil”.
Franco ainda comenta que as perspectivas do mercado de seguros para o futuro são otimistas. “Acredito que teremos um crescimento de 2 dígitos no mercado de seguros para o ano que vem. As pessoas estão ainda mais conscientes sobre a importância da proteção que o seguro traz”, completa.
“Nós não esperamos uma previsão de PIB para aproveitar todo o potencial que tem o mercado de seguros brasileiro, com baixa penetração e falta de conhecimento por parte da população. Estamos num mercado que ainda tem muito para crescer e que depende mais de nós, do próprio mercado, do que das previsões econômicas”, acredita Gabriel Portella, presidente da SulAmérica.
O executivo ainda destacou o papel fundamental dos corretores de seguros diante das oportunidades de crescimento do setor. “Quando eu olho para os corretores de seguros, eu vejo a maior força de distribuição e a que move o mercado de seguros”. Portella ressalta que os corretores devem explorar o setor ao máximo, oferecendo os ramos de seguros aos clientes da carteira. “Nunca conheci um profissional que tenha explorado tudo que o mercado tem para oferecer, pois o setor está presente em todos os lugares, em todos os ramos”, completa.
Para o presidente da Bradesco Seguros, Vinicius Albernaz, o otimismo deve ser cauteloso, já que a pandemia ainda não acabou e o cenário econômico é incerto. “Vejo muitas oportunidades para o mercado. A pandemia trouxe a urgência de um olhar especial para o seguro de vida, de saúde e a previdência, por exemplo. Precisamos redirecionar o foco e a concepção de risco”, declara.
Com a atualização, clientes poderão fazer a contratação de forma 100% online e digital, em poucos cliques
Fonte: banco Inter
A versão 9.0 do aplicativo do Inter está chegando com diversas melhorias na usabilidade e experiência do usuário e inclui mais de 10 novos produtos. Entre as novidades, está a opção de contratar seguro de vida pelo app. Outra novidade da área é possibilidade de renovação automática na modalidade seguro auto. Alguns clientes já podem experimentar os lançamentos na versão beta para Android e iOS e a expectativa é que até o início de novembro o app esteja disponível para todos.
A Plataforma de Proteção Inter, a mais completa do país, terá a contratação do Seguro de Vida de forma 100% digital. São três categorias de planos, cujas coberturas podem ser por morte e acidentes, invalidez permanente, indenização por acidente e indenização por doenças graves. Além de assistência funeral, pet, para animais de estimação, e segunda opinião médica internacional. As indenizações partem de R$ 60 mil até R$2 milhões.
“A nova versão do aplicativo trará melhorias em todas as áreas. Na Inter Seguros, estamos disponibilizando a modalidade Vida, com uma experiência totalmente inovadora, digital, sem burocracia e letras miúdas, que leva em conta o que realmente importa para o cliente na proteção à sua família e patrimônio.”, diz Paulo Padilha, CEO da Inter Seguros.
No app, ao acessar a Plataforma de Proteção, os correntistas encontram todos os produtos para cuidar de tudo que importa de verdade. De Previdência a Consórcio, de Auto ao Seguro Pet, já são mais 15 produtos 100% digitais. Quem ainda não é cliente pode baixar o aplicativo na Apple Store ou Play Store, abrir uma conta de forma rápida e segura e acessar todos os benefícios da conta.
Esse é o resumo da opinião dos participantes do webinar da CNseg, realizado no dia 22
Fonte: CNseg
As recentes notícias relacionadas à pressão de preços, tendo como pano de fundo a longa história do Brasil envolvendo a inflação, acenderam a luz amarela para alguns analistas de mercado em relação à possibilidade de escalada de preços, razão pela qual a CNseg realizou em 22 de outubro mais um webinar da série CNseg Webinars, tendo como tema: “Inflação: há algo com o que se preocupar?”
O webinar, moderado pelo Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Marcio Coriolano, contou com a participação do Professor de Economia e Decano do Centro de Ciências Sociais da Puc-RJ, Luiz Roberto Cunha; do Diretor Financeiro do Grupo Bradesco Seguros, Vinicius Cruz; da Estrategista-chefe da área de Investimentos da MAG Investimentos, Patrícia Pereira; e da Economista Chefe da Icatu Seguros, Victoria Werneck.
Brasil e inflação, um caso que vem de longe
No início do webinar, o Presidente da CNseg lembrou que a inflação só começou a ser debelada no Brasil após 1995, com o Plano Real, beneficiando principalmente os mais pobres, que tinham suas rendas sistematicamente corroídas, mas beneficiando também o setor segurador, pois seus investimentos em garantias de riscos necessitam de um ambiente de estabilidade. Setor que atualmente possui R$ 1 trilhão e 260 bilhões em reservas para garantir os compromissos com seus segurados, representando aproximadamente 27% da dívida pública brasileira. Lembrou o Presidente da CNseg que foi a estabilidade de preços que propiciou salto da proteção dos seguros, hoje atingindo perto de 3,7% do PIB nacional.
O Professor Luiz Roberto Cunha lembrou que o Brasil foi o país que mais sofreu com a inflação na era moderna e apontou para o recente descolamento entre os índices IPCA e IGP-M, como não acontecia há tempos. Segundo ele, a explicação reside na maneira como esses dois índices são compostos, particularmente o IGP-M, que tem o índice de preços no atacado em sua composição, sofrendo variações sazonais. “Somente soja, milho e minério de ferro representam 14% desse percentual”, afirmou. Mas, se por um lado, os alimentos têm pressionado a inflação, o setor de serviços deve fechar o ano com deflação e com o risco de isso se repetir em 2021. Para o professor, a preocupação não é com a inflação, mas com a questão fiscal.
O impacto da pandemia do déficit público
Concordando, a Economista Chefe da Icatu Seguros afirmou que o “brutal aumento” do déficit público precisa ser resolvido em espaço médio de tempo para não comprometer a política fiscal do Governo. Déficit público que foi ampliado pelo necessário fornecimento do auxílio emergencial, que alcançou 67 milhões de brasileiros e demandou muito mais recursos que os utilizados no Bolsa Família. “A reforma da Previdência tinha o objetivo de economizar 800 bilhões ao longo de 10 anos, mas só em 2020 gastamos com o auxílio emergencial quase todo esse dinheiro”, afirmou Victoria Werneck. Ainda assim, ela acredita que a inflação deve permanecer dentro da meta nos próximos quatro anos.
Na visão da Estrategista-chefe da área de Investimentos da MAG Investimentos, porém, a necessidade de aumento dos gastos não é a única causa de nosso problema fiscal. “Além de gastarmos muito, gastamos muito mal. Educação e Saúde, por exemplo, têm orçamentos enormes, mas a qualidade é péssima”, disse ela, complementando que “a nossa carga tributária não suporta mais aumento de imposto para arcar com a dívida pública, só nos restando a reforma fiscal”.
Para ajudar na compreensão do comportamento da inflação, ela fez um exercício de decomposição do IPCA, que é ancorado em quatro grupos: alimentação no domicílio, serviços, administrados (preços regulados) e bens industriais. Enquanto os alimentos têm trajetória ascendente de preços, os bens industriais têm trajetória descendente. E segmentando o grupo de bens industriais em bens duráveis, semiduráveis e não duráveis, se observa que os duráveis tiveram grande desaceleração, diferentemente dos outros dois, que permaneceram na média.
Serviços em baixa e alimentos em alta
Assim, a conclusão de Patrícia Pereira é de que são os alimentos o vilão da inflação. Segundo ela, o comportamento de alimentos em alta no Brasil é semelhante a outros países da América Latina que cresceram acima da média global, inserindo muita gente nos hábitos de consumo. Para 2021, ela informa que as projeções apontam que a inflação de alimentos deve oscilar de forma sazonal, mas menos pressionada quem em 2020.
Abordando a inflação relacionada a serviços, Patrícia afirmou que a queda nos preços se deu, principalmente, devido ao isolamento social.
Segundo o Diretor Financeiro do Grupo Bradesco Seguros, grande parte do que está ocorrendo em relação aos preços pode ser explicado pelas distorções criadas pela pandemia. Por outro lado, a pressão do IGP-M também se relaciona à exportação de commodities e ao boom de consumo chinês. Abordando, particularmente, os impactos no setor segurador, Vinicius Cruz lembrou que temos contratos bastante importantes pagando renda para aposentados que são anteriores a esses índices de inflação, que sofrerão correções bastante significativas e poderão impactar os balanços das seguradoras. Ele também lembrou que a Taxa Selic atravessa um momento de baixa, pois a atividade econômica também está baixa, mas o ritmo da inflação dependerá da política monetária com a volta das atividades.
O novo marco legal de investimentos do setor
“O Brasil sempre quis a inflação e os juros em patamar baixo, mas isso coloca um grande desafio para o setor de seguros, obrigando os gestores a buscarem maior rentabilidade de suas aplicações”, concluiu o Presidente da CNseg, lembrando que a Confederação está envolvida em proposta de novo marco legal de investimentos do setor, de modo a permitir melhor combinação entre ativos e passivos dependendo da duração dos contratos.
“Nosso setor tem os investimentos muito concentrados em títulos públicos, mas estamos diversificando ao longo dos anos”, esclareceu Vinicius Cruz, já ao fim dos debates, e, com o olho no consenso de inflação comportada doravante, essa diversificação merece ter novas possibilidades com a revisão da regulamentação proposta para o Banco Central e para a Susep.
por Luciana Bastos é diretora de Produtos de Vida da Icatu Seguros
O avanço do coronavírus em todo o mundo desencadeou um processo de mudança na sociedade, do cenário econômico às relações sociais. O fato de um vírus invisível e desconhecido ter atingido todos os continentes em poucos meses desde seu surgimento, gerando mortes, recessão econômica e tantas outras consequências, vem fazendo com que as pessoas entrem em contato com o risco e a incerteza e reflitam sobre formas de proteção, seja da própria saúde ou da vida financeira.
A pandemia nos lembra que não somos invencíveis e traz à tona nossa vulnerabilidade, algo que é incerto, arriscado e que nos expõe emocionalmente. E esta nova realidade nos obriga a refletir sobre nossas prioridades e a fazer uma pausa para entender se estamos em dia com o nosso planejamento financeiro que guarda relação direta com a saúde e bem-estar da família, em um momento em que as conexões afetivas se intensificaram.
Ao longo de cinco anos, o Laboratório de Inovação da Icatu Seguros realizou pesquisas de profundidade que resultaram em um mapa mental do seguro de vida e aponta os principais motivos que orientam a decisão de contratar ou não um seguro. As entrevistas revelaram que a visão imediatista, o mito do seguro como algo caro, a crença de que nunca será afetado por uma tragédia e a burocracia para contratação são alguns pontos que fazem o consumidor evitar o produto. Já os que optam por contratar, geralmente o fazem porque já viveram uma experiência prévia com pessoas próximas em que puderam comprovar a importância da proteção ou possuem filhos pequenos e um estilo de vida de maior exposição ao risco.
É preciso entender que o seguro não se torna importante apenas em uma situação extrema. Apesar do seguro ainda estar muito associado à morte, 25% das coberturas existentes atualmente podem ser usadas em vida. Um diagnóstico de uma doença grave, uma invalidez total ou parcial, são acontecimentos que podem afetar diretamente a capacidade do provedor de uma família de gerar renda. Nesses casos, o valor da indenização do seguro pago em vida pode ser usado de diversas formas, mantendo o padrão financeiro existente ou até mesmo para a readaptação da casa, em caso de necessidades especiais.
Outro papel importante do seguro é atuar como um componente no planejamento sucessório. Como ele não é considerado um bem do segurado, seu pagamento é um procedimento rápido e descomplicado. Muitas vezes, parte do valor da indenização é utilizada para arcar com os custos do inventário, sem que a família precise mexer em seus investimentos ou até mesmo realizar empréstimos. Ou seja, o seguro de vida traz uma liquidez financeira para um momento de vida sensível que é o de uma perda familiar.
O aumento da procura pelo seguro de vida é o reflexo do despertar da consciência que este é um instrumento relevante para a reorganização financeira familiar e que cumpre um papel social relevante. O desafio que teremos como agentes de transformação social será manter essa consciência ativa depois que isso tudo passar. O seguro de vida, como pilar importante, porém não único, de um planejamento financeiro sustentável ganhou ouvintes curiosos e que transformaram sua curiosidade em ação, servindo de exemplo para outros.
A crise do coronavírus vem acelerando esse processo e cabe às empresas estarem preparadas com soluções flexíveis e inovadoras para atender a essas novas demandas, contribuindo para formar um país onde cada vez mais pessoas estejam assistidas e protegidas financeiramente em todas as fases da vida.
Empresa foi aprovada recentemente no sandbox da Susep para ser seguradora digital e capital vai ajudar a empresa a consolidar produto Seguro Auto.
Se nem a perspectiva de queda de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2020 desanimou os fundadores da Pier, imagina agora que a insurtech foi uma das 11 aprovadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) para fazer parte do projeto de Sandbox, programa criado para levar modernização, tecnologias disruptivas e inteligência de dados para o mercado brasileiro de seguros.
“O mercado de seguros cresce mesmo sem a retomada da economia, pois há muito trabalho a ser feito para melhorar a oferta de produtos aderentes as necessidades do cliente e também para aprimorar a jornada do cliente. E no último dia 19, ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a projeção agora para o PIB é de queda de 4,5%, menos da metade da prevista seis meses antes.”, comemora Igor Mascarenhas, um dos fundadores e CEO da Pier.
Certamente que com a economia forte, o cenário melhora muito para todos, inclusive para a insurtech que mira uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos próximos anos. “Claro que sonhamos com um IPO, como toda startup sonha. E temos a insurtech Lemonade, a primeira a fazer um. E nos anima olhar para os dados da mais famosa insurtech do mundo e constatarmos que temos um NPS melhor do que o dela”, comenta.
Vamos por partes. Primeiro quem é a Lemonade e depois o que é NPS. A Lemonade, que conta com investidores como SoftBank, Allianz e Sequoia Capital, é um marco na história das insurtechs em todo o mundo. Após captar mais de US$ 300 milhões, a companhia viu suas ações mais do que dobrarem de valor desde na bolsa americana. Um animo e tanto para as mais de 2 mil insurtechs contabilizadas no mundo, número que não para de crescer com a pandemia. Dados da consultoria ResearchAndMarkets estima que as startups de seguros devem captar US$ 2,7 bilhões em investimentos até 2025. Um avanço e tanto considerando-se os US$ 300 milhões, quando a onda de invocação começou em 2013.
A Pier acaba de levantar US$ 14,5 milhões em uma rodada de investimentos liderada pelo fundo de capital de risco monashees com participação nessa rodada outros investidores como Canary, Mercado Livre (por meio do MELI Fund) e BTG Pactual (por meio do boostLAB). O aporte foi negociado durante pelo menos seis meses entre os investidores e a Pier, que já procurada por dezenas de outros investidores interessados no negócio. O dinheiro captado será usado para expandir a operação da empresa, que tem mais de 15 mil clientes em seu seguro para smartphone e conta uma lista de espera de 100 mil interessados na contratação dos serviços.
“Os novos investimentos nos permitirão multiplicar consideravelmente as nossas vendas de seguro para celular e consolidar o produto do setor automotivo. A Pier possui uma tecnologia imbatível nessa área, oferecemos o melhor fluxo de contratação de seguro auto do mundo. Não existe ninguém, nem as empresas que são referência mundial, que consiga aprovar uma apólice de seguro auto tão rápido quanto nós e de forma tão simples. Isso porque temos uma tecnologia extremamente robusta, com uma capacidade preditiva antifraude muito refinada”, enfatiza Igor Mascarenhas. O fato é que a tecnologia traz oportunidades que não eram possíveis anteriormente. Inclusive a forma como surgem as startups de sucesso tem mudado muito.
“Agora, como seguradora digital, há autonomia e aumento do nosso potencial de crescimento, facilitando o desenvolvimento de novos produtos”, explica Colucci
Este é o novo jeito do mundo. Pensa que a Apple surgiu em uma garagem e o Facebook num dormitório de uma universidade. Agora as startups são criadas por pesos pesados que deixaram ou pretendem deixar as seguradoras tradicionais para agregar conhecimento aos jovens que já nasceram com o Ipad na mão. Na Pier, por exemplo, os fundadores estão na casa dos 30 anos. Fundaram a startup em 2018, numa parceria com a seguradora Too Seguros, na venda de celular. Para expandir e entrar no segmento de automóvel, contrataram em junho deste ano o experiente Carlos Colucci, com mais de 20 anos na HDI Seguros, que tem mais de 80% da produção no ramo auto, como diretor responsável para o Sandbox e Head de Seguros.
Aliás, o aporte recebido será usado para crescer na área de Auto.“Com o novo aporte que recebemos agora vamos expandir o time. Estamos trazendo mais profissionais seniores para o board, com um nível altíssimo de conhecimento, e nossa meta é crescer em dois anos mais de 50 vezes nossa base de clientes”, declara o executivo. O seguro auto da Pier hoje é ofertado para os estados de São Paulo e Minas Gerais. “Até o primeiro semestre de 2021 estaremos operando em todas as praças do Brasil, com seguro por assinatura mensal para auto, atendendo com coberturas que a maioria das seguradoras não oferece, como o seguro de carros oriundos de leilão”, completa Colucci.
A estrutura de capital do grupo é complexa, pois a maior parte dos investimentos vem de fundos de investimentos. Se fosse acionista local, a Pier já seria uma seguradora digital, com exigência de R$ 15 milhões em capital para operar. Sem o capital local, se juntou a Too Seguros para poder operar e testar seu modelo. Em dois anos de operação, conta com 16 mil clientes de seguro de celular e 500 veículos segurados, com cerca de R$ 5,6 milhões em indenizações pagas. Agora, no Sandbox, para o qual lutou com dados e experiência, a Pier passa a ser uma seguradora digital, com exigência de capital mínimo de R$ 1 milhão, e o IPO é o próximo sonho.
Antes do sandbox, a Pier precisava de uma seguradora tradicional para subscrever seus riscos, ficando limitada pelas determinações de subscrição de risco da seguradora para ofertar seus seguros. “Agora, como seguradora digital, há autonomia e aumento do nosso potencial de crescimento, facilitando o desenvolvimento de novos produtos”, explica Colucci.
Um exemplo é poder aceitar riscos de carros acima de 15 anos, com base nos dados que já tem armazenados no cérebro da empresa. Segundo ele, o grupo utiliza mais de 6 mil variáveis para calcular o preço do seguro, o que determina controlar o nível de possíveis tentativas de fraudes. “A diferença para as seguradoras tradicionais, é que elas têm os dados, mas não os analisam. Nós somos uma empresa de tecnologia e analisamos todos os dados para ter a melhor precificação para nossos clientes”, afirma Mascarenhas.
“A abertura de inquéritos nos ajudou a inibir a fraude. Os fraudadores se conversam muito. Quando coibimos, as tentativas caem muito”, conta Bárbara Possignolo
A advogada Bárbara Possignolo, responsável pelo jurídico da Pier, conta que a análise de dados dos clientes já permitiu que a insuretech desmantelasse uma quadrilha de fraudadores no Rio de Janeiro. “Praticamente 80% dos pedidos de indenizações são analisados automaticamente pela inteligência de dados . Quando o processo vem para a análise de um especialista, olhamos com mais cuidado. A abertura de dois inquéritos nos ajudou a inibir a fraude. Os fraudadores se conversam muito. Quando coibimos, as tentativas caem muito”, conta.
Toda esta estrutura de dados se reflete em um indicador muito usado pelas startups quando querem mostrar que são eficientes. O Net Promoter Score (NPS) é uma medida universal da satisfação do cliente e varia de -100 a +100. Para efeito de comparação, as seguradoras tradicionais estão na faixa inferior dessa pontuação, enquanto a Apple, conhecida por suas incríveis pontuações de atendimento ao cliente, 72. “O NPS de nossa equipe é 87, o que mostra que estamos no caminho certo sobre entender a jornada do cliente”, afirma Mascarenhas. “
Colucci conta que “os meninos” conseguem um nível alto de retenção do cliente, “duas vezes acima da média de mercado”, por várias razoes. Entre elas, a insurtech pede apenas três dados para cotar um seguro de carro, ao contrário das tradicionais que chegavam a pedir 30 e agora, com a inovação, pedem pelo menos 15. Ciente conquistado, outra prova de fogo para mante-lo é na hora do “sinistro”, ou seja, que o acidente para o qual comprou cobertura se concretiza. “Pagamos indenizações para clientes com perda no celular em menos de um minuto. Em carro, nosso recorde está em dois dias”, orgulha-se a advogada.
Ao que parece, está tudo no caminho. As regras do sandbox preveem a permanência da insurtech dentro de um ambiente regulatório protegido por três anos. A expectativa da Pier é mudar conceitos operando como uma seguradora do Sandbox. Para isso, tem de conquistar o consumidor brasileiro, que pouco apreço ainda tem pelo seguro. Uma cliente postou nas nossas redes sociais da insurtech que havia adorado o atendimento, mas daria apenas 1 das 5 estrelas, pois parecia muito bom para ser verdade.
A pandemia acelerou a inovação do mercado de seguros, que veio para ficar como vemos em outros segmentos como meios de pagamentos, bancos e empresas de saúde. A Pier entra em um mercado em que a concorrência está a todo vapor, com investidores de peso, como bigtechs, bancos digitais e varejistas, além de investidores do setor e fora dele. “E nós seremos a insurtech referência na América Latina, como a Lemonade é para o mundo”, afirmam os executivos entrevistados pelo blog Sonho Seguro.
O estado bateu recorde de arrecadação no primeiro trimestre de 2020, com mais de R$ 2,6 milhões de prêmios e crescimento superior a 8% no período
Fonte: Zurich
A Zurich, uma das maiores seguradoras do mundo e que se diferencia por ser uma companhia multilinha, multisserviço e multicanal, tem nova gerente regional em Santa Catarina. Trata-se de Elisângela Maria da Silva Moes, mais conhecida no mercado segurador como Elis Moes. Ela, que assumiu a Regional SC no canal corretor desde o dia 20 de outubro, responde pelas filiais Blumenau, Chapecó, Joinville e Florianópolis da seguradora, chega para impulsionar ainda mais a presença da Zurich no estado.
Formada em direito pela Universidade Regional de Blumenau, Elis possui um MBA em Gestão Estratégica de Vendas pela Fundação Getulio Vargas. Possui, ainda, especializações em gestão empresarial de médias e grandes empresas com foco em resultados pela Fundação Dom Cabral e pela Fundação Fritz Mueller FFM – PAEX. Também possui vivência na área acadêmica, lecionando na Escola Nacional de Seguros, assim como é palestrante. Antes de ingressar na Zurich, teve passagens pela Áthina Administradora e Corretora de Seguros, Insurance Assessoria, Bergus Corretora de Seguros, Addmakler Corretora de Seguros, Marítima Seguros, Real Seguros, SulAmérica Seguros Gerais e Bradesco Seguros.
“Estamos muito felizes por ter Elis Moes no nosso time. Ela tem quase 30 anos de experiência na área de seguros, com conhecimento em todos os ramos do segmento, mas com expertise maior nos ramos de benefícios, seguros corporativos e seguros massificados. Além disso, tem ampla vivência em Gestão Empresarial com foco no desenvolvimento de equipes e liderança comercial”, comenta o diretor Regional Sul da Zurich e também presidente do Sindicatos das Seguradoras (Sindseg) daquele estado, Waldecyr Schilling.
O executivo fala da importância de Santa Catarina para a Zurich. “O estado bateu recorde de arrecadação no primeiro trimestre de 2020, com mais de R$ 2,6 milhões de prêmios e crescimento superior a 8% no período, com destaque para os seguros de pessoas e danos por responsabilidade. Porém, há espaço para crescer ainda mais, já que o mercado catarinense tem economia plural, com ênfase no setor de serviços e que tem tudo para manter essa dinâmica após a pandemia. A Zurich vê muitas oportunidades no estado”, finaliza.
Em sua primeira participação, a seguradora ficou em quarto lugar na categoria de instituições financeiras e na 47º colocação no ranking das Grandes Empresas
Fonte: Liberty
Poucos meses depois de receber a certificação do Great Place to Work, empresa de consultoria que reconhece companhias com os melhores ambientes de trabalho ao redor do mundo, a Liberty Seguros comemora mais um reconhecimento da instituição: estar no ranking das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil.
O resultado positivo para a seguradora, que ficou no quarto lugar na categoria de instituições financeiras e 47º no ranking Grandes Empresas Nacionais, é reflexo do conjunto de iniciativas internas da empresa desenvolvidas com foco no bem-estar, crescimento e desenvolvimento dos funcionários.
Bem-estar como prioridade
Colocar as pessoas em primeiro lugar sempre foi o principal valor da Liberty e, em períodos de crise, como na pandemia de COVID-19, cuidar dos colaboradores se tornou ainda mais indispensável. Além disso, como as jornadas de trabalho consomem a maior parte do dia dos funcionários, a companhia assumiu a responsabilidade de promover iniciativas que proporcionem acolhimento e qualidade de vida a todos que trabalham na seguradora.
Atualmente, a empresa já contabiliza mais de 40 iniciativas em diversas frentes com esse propósito, como a Happy Friday e a licença maternidade e paternidade estendidas, atividades com foco na saúde física e mental como exercícios de Mindfulness e Ginástica Laboral; acompanhamento com psicólogo, nutricionista e médico da família; campanhas de vacinação, Outubro Rosa, Novembro Azul, recursos para incentivar outras formas de mobilidade como o bicicletário na matriz; entre tantas outras.
Frente à pandemia de COVID-19, a companhia realizou uma força-tarefa e, em poucos dias, toda a operação já estava trabalhando remotamente de home office, com ferramentas adequadas e processos digitais para realização normal das atividades. Além disso, a Liberty disponibilizou atendimento de sua equipe médica interna para fornecer orientações na identificação de sintomas e todo apoio e acompanhamento em casos suspeitos e confirmados.
Diversidade e acolhimento
Os temas de diversidade e inclusão são prioritários para a Liberty Seguros, não só no Brasil, mas globalmente. Pensar em pautas que englobem esses assuntos e garantir que as pessoas se sintam acolhidas dentro da companhia, permite que cada funcionário esteja confortável para ser quem é.
Por isso, a companhia desenvolveu uma área global dedicada exclusivamente para garantir que todas as operações tenham compromissos que assegurem que a empresa está fomentando um ambiente cada vez mais inclusivo. Esse manifesto incentiva que qualquer ação ou decisão no dia a dia de trabalho seja alinhada a área de D&I – seja para criar equipes ou desenvolver produtos, entre outros trabalhos.
“Cuidar das pessoas e garantir que o bem-estar e o equilíbrio de cada um de nossos funcionários são prioridades máximas para a Liberty Seguros, por isso, sermos reconhecidos em rankings como esse do Great Place to Work é tão importante para a companhia. Nós queremos que nossos funcionários se sintam valorizados e motivados a darem o seu melhor, sabendo que todos têm seu espaço e que contribuem com o todo de forma única”, afirma Ademir Marques, Diretor de Recursos Humanos da Liberty Seguros.
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