Zurich digitaliza seguro de vida e venda avança durante a pandemia

As PMEs representam cerca de 30% da receita de seguro de vida em grupo da seguradora

A Zurich acelerou a digitalização de vários processos que estavam em andamento com a pandemia para facilitar as vendas pelos corretores. Um deles envolveu a simplificação da contratação do seguro Vida Empresa PME, que desde de novembro pode ser com assinatura por certificação digital, desde que seja válida pela ICP Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas). “Com essa novidade, não será mais necessário que a proposta seja assinada e depois escaneada para enviar à seguradora, o que proporciona agilidade e facilidade para a empresa e corretores parceiros”, comenta o diretor executivo de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich, Fabiano Lima. 

Pode parecer algo simples, mas a assinatura digital ajudou a elevar em 92% as vendas dos seguros de vida empresarial entre janeiro a setembro deste ano comparado ao mesmo período do ano passado, informa Lima. Segundo ele, a Zurich tem investido maciçamente em tecnologia, na prestação de serviços aos clientes e nas facilidades para o dia a dia dos parceiros de negócios. “O grupo respira inovação e o resultado disso beneficia a todos. Os corretores têm mais facilidade na venda de proteções financeiras aos seus clientes, que por sua vez evitam dores de cabeça das empresas que ofertam este benefício aos seus funcionários”, explica. 

Além das coberturas básicas de morte natural e acidental, o seguro Vida Empresa PME da Zurich conta com coberturas para casos de rescisão trabalhista, invalidez funcional por doença, assistência funeral, cesta básica, serviços de assistência viagem 24h, despesas diversas, filhos póstumos e inclusão automática de cônjuge e filhos. 

Lima cita que o produto foi desenhado para atender as necessidades das pequenas e médias empresas (PME) e conta ainda com diferenciais, como um Cotador Online flexível e de fácil utilização. “A rotatividade nas pequenas e médias empresas é uma realidade. Para elas, criamos o capital global, no qual não é preciso informar à seguradora mês a mês as contratações e desligamentos. Isso desburocratiza o processo e em caso de indenização temos outras formas de checar as informações, com o formulário usado pelas empresas para fundo de garantia, por exemplo”, cita.

As PMEs representam cerca de 30% da receita de seguro de vida em grupo na Zurich, crescimento de três pontos percentuais sobre os 27% de um ano atrás. Para 2021, Lima acredita que as vendas continuarão em alta diante da maior consciência das companhias sobre a importância de ofertar aos funcionários um seguro de vida, bem como pelo maior interesse dos corretores de seguros em ampliar a oferta do produto a seus clientes. “O corretor é o grande catalisador desta demanda e certamente esta tendência permanecerá em 2021”. 

Zurich compra carteira de auto e residência da MetLife nos EUA por US$ 3,94 bilhões

Fonte: Reuters

A Zurich Insurance concordou em comprar os negócios de seguros patrimoniais da MetLife nos EUA por US$ 3,94 bilhões, disseram as seguradoras nesta sexta-feira, depois que a pandemia COVID-19 tornou as seguradoras de automóveis e residências mais lucrativas.

As seguradoras de automóveis e residências tiveram uma sorte inesperada, pois as restrições do governo para conter a propagação da infecção reduziram o número de pedidos de indenização por acidentes e roubos. As seguradoras, como a Zurich, por outro lado, têm enfrentado reclamações pesadas de cancelamento de eventos e lucros cessantes, com taxas de prêmio em alta.

“É uma aquisição que complementa muito bem o que vemos no lado comercial, onde o mercado está endurecendo”, disse o CEO da Zurich, Mario Greco, em uma teleconferência para a mídia. A seguradora suíça contribuirá com US$ 2,43 bilhões para o negócio por meio de sua unidade Farmers Group Inc (FGI), enquanto a Farmers Exchanges contribuirá com US$ 1,51 bilhão.

O negócio dará a Farmers Exchanges, para a qual a FGI fornece certos serviços administrativos e de gestão, uma presença nacional nos Estados Unidos e acesso a novos canais de distribuição, disse Zurich. Isso também ajudará a Zurich a cumprir suas metas de crescimento para 2022.

O diretor financeiro George Quinn disse que as metas da seguradora não dependiam de aquisições, mas “podem acelerar o que estamos procurando alcançar”. O presidente e CEO da MetLife, Michel Khalaf, disse que a venda permitiria à seguradora de vida “se concentrar em nossos principais pontos fortes”.

O negócio é o mais recente do setor. A Tryg da Dinamarca e a Intact Financial do Canadá estão comprando a seguradora imobiliária britânica RSA, e a Sampo da Finlândia e a Rand Merchant Investment da África do Sul estão comprando a Hastings da Grã-Bretanha.

Os analistas da KBW consideraram a transação um “grande negócio estratégico”, mas reiteraram sua classificação de desempenho inferior para as ações. O negócio da MetLife a ser adquirido inclui 2,4 milhões de apólices, US$ 3,6 bilhões de prêmios emitidos líquidos em 2019 e 3.500 funcionários.

A Zurich disse que queria financiar a parte da FGI no negócio por meio de uma combinação aproximadamente igual de recursos internos e dívida híbrida. A conclusão da transação está sujeita a aprovações regulatórias e está prevista para ocorrer no segundo trimestre de 2021.

Economistas debatem os desafios da retomada do emprego em matéria da Revista de Seguros, da CNseg

revista de seguros CNseg

Marcos Hecksher (Ipea), Hélio Zylberstajn(USP) e Sérgio Vale (MB Associados) sinalizam perspectivas para 2021

Emprego e renda, duas variáveis afetadas pela pandemia e estratégicas para o setor de seguros, precisam recuperar a trajetória positiva. Quais os caminhos para os severos danos produzidos? A convite da Revista de Seguros, três especialistas refletem sobre o tema: os economistas Marcos Hecksher (Ipea), Hélio Zylberstajn(USP) e Sérgio Vale (MB Associados).

“É preciso criar um ambiente convidativo para o investimento privado. E, se isso acontecer, teremos décadas de intenso crescimento, puxado pela infraestrutura”, assinala Hélio Zylberstajn.

A retomada do crescimento, portanto, é única saída para a crise do emprego e renda. Grave e desigual. “É a primeira vez nos últimos trinta anos que a maioria das mulheres está fora da força de trabalho. Algumas das ocupações e atividades mais afetadas têm predominância feminina”, destaca Marcos Hecksher Ipea.

Com medo do cenário, os brasileiros relacionam-se com os hábitos de consumo em dias de enormes incertezas. “Dizem que o brasileiro está poupando mais e que sobrará dinheiro para consumir. Mas muitos estão poupando até como efeito do desemprego, pelo receio do que vem pela frente”, concorda Sérgio Vale.

Na entrevista da Revista de Seguros nº 914, disponível no portal da CNseg, os números demonstram o tamanho do desafio:  a pandemia trouxe mais de 13 milhões de desempregados. A taxa de desocupação subiu para 13,8% no trimestre encerrado em julho, contra 11,8% no mesmo período de 2019. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trata-se da maior taxa da série histórica, iniciada em 2012

Senado aprova nova Lei de Licitações; seguro garantia fica em “até” 30%

O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei (PL) 4.253/2020, que cria um novo marco legal para contratações de serviços e obras de infraestrutura no Brasil, ampliando os limites da cobertura do seguro garantia nas licitações. A cobertura do seguro garantia nas licitações públicas, que antes era limitada a 10% da obra, poderá chegar a 30% do valor do contrato, de acordo com o texto aprovado pelo Senado e que agora irá para sanção presidencial.  

A principal inovação é a cláusula de retomada (step-in), que permite que a própria seguradora assuma a responsabilidade pela conclusão da obra ou prestação do serviço em caso de inadimplemento por parte do contratado. Nesses casos, a seguradora fica isenta da obrigação de pagamento da importância segurada prevista na apólice e assume a obra. 

De acordo com a superintendente da Susep, Solange Vieira, o novo marco regulatório é de extrema relevância para o setor de infraestrutura brasileiro e para o desenvolvimento do país, que poderá contar com o suporte do setor de seguros nas grandes obras do país. “Além das garantias de execução da obra propriamente, com a ampliação das possibilidades de cobertura do seguro, inclusive o step-in, o próprio modelo de governança trará um acompanhamento maior da obra por parte das seguradoras, permitindo maior transparência nos custos e minimizando sobrepreços”, explica. 

O texto aprovado é o substitutivo elaborado pela Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 559/2013. Entre outras medidas, o substitutivo cria modalidades de contratação, tipifica crimes relacionados a licitações e disciplina itens do assunto em relação às três esferas de governo: União, estados e municípios.

Antonio Anastasia afirmou que o projeto substitui normas legais já defasadas por uma legislação mais avançada e moderna. O relator destacou entre as novidades a permissão para seguro garantia nas licitações, o que segundo ele poderá contribuir para a redução de obras inacabadas, e a criação de um portal nacional de contratações públicas, que busca centralizar os procedimentos licitatórios dos entes federativos por meio de um banco de dados, que de acordo com o senador dará “transparência cristalina e translúcida” a todas as aquisições.

Anastasia, que acatou três destaques apresentados à proposição, ressaltou que o texto aprovado não se aplica às empresas públicas e sociedades de economia mista, que contam com regime próprio de licitação. Na avaliação do senador Eduardo Braga (MDB-AM), a aprovação do texto ajudará o Brasil no momento em que o país precisa de investimentos públicos, transparência e eficiência na contratação pública.

Willis Towers Watson projeta alta nas taxas de seguros financeiros na AL

Mercado brasileiro terá de lidar com alta de preços em seguros como de crédito, garantia e D&O

Fonte: Willis

A Willis Towers Watson, empresa global líder em consultoria, corretagem e soluções, divulga o relatório “Análise do mercado de seguros da América Latina 2020” que traz informações sobre tendências econômicas e evolução das taxas do mercado segurador. O estudo apresenta perspectivas dos produtos segurados como Linhas Financeiras (FINEX), Soluções Financeiras, Patrimônio e Responsabilidade Civil, Aeroespacial, Mercados Marítimos, Construção e Recursos Naturais.

Além do Brasil, especialistas da Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela, avaliam os principais riscos e impactos do atual cenário no setor. De acordo com Eduardo Figueiredo, Diretor de Riscos Corporativos da Willis Towers Watson, a possibilidade de maior impacto aqui no Brasil está nos seguros de D&O, crédito e garantia que têm uma projeção de alta elevada, incluindo escassez de capacidade e, consequentemente, dificultando a colocação dos riscos. 

“Devido aos últimos eventos e impactos sobre a economia mundial, o mercado de seguros de crédito sofre de modo particular. Há previsão de aumento de atrasos nos pagamentos, renegociação do plano de pagamento e perspectiva de alta na incidência de sinistros. Em suma, em vista do cenário atual, nossa principal preocupação será a manutenção e boa gestão dos limites do segurado e, com o aumento dos sinistros, consequentemente existe a tendência de aumento do custo”, explica.

No caso do seguro garantia, o cenário é mais promissor, com muitas oportunidades. Um exemplo, é a autorização do Conselho Nacional de Justiça para a troca de depósitos judiciais pelo seguro garantia, visando liberar recursos das empresas em meio à crise provocada pela pandemia da COVID-19. Por outro lado, o aumento na demanda e a situação atual dos balanços das empresas aumentou a cautela das seguradoras, que limitaram à aprovação de capacidades, o que tem como consequência a tendência de aumento nas taxas.

Outra modalidade que registra tendência de alta significativa nas taxas é o seguro D&O. O mercado de seguros continua a operar, mas com condições mais restritas, reduzindo sua capacidade e aumentando os prêmios. “Os setores industrial e comercial sofreram perdas significativas que acarretaram na reavaliação dos riscos e aceitação por parte das seguradoras”, afirma Figueiredo.

Com a mudança de trabalho do escritório para casa, as estruturas dos sistemas das empresas foram colocadas à prova, o que aumentou a percepção de risco cibernético. Outro fator que se destacou, é a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que trouxe uma série de requisitos e regulamentações para empresas que coletam e armazenam dados. Esses fatores levam os seguros de linhas financeiras a terem também uma projeção de alta.

“A pandemia acelera a urgência de implementar novas estratégias para se manter competitivo e relevante no mercado de seguros. Com a crise epidemiológica e econômica, o mercado de seguros deve focar principalmente em eficiência e produtividade, além de impulsionar a transformação digital e, a partir disso, criar produtos e soluções endereçadas às necessidades do cliente. Ou seja, mais do que nunca, o foco no cliente é fundamental, aliando a criatividade, flexibilidade e capacitação técnica”, finaliza.

Charles Augusto Samarrenho assume a liderança técnica de automóveis da Mitsui Sumitomo Seguros

Charles Samarrenho

A carteira, que representa 51% das vendas da seguradora, é uma das mais concorridas do setor de seguros

Charles Augusto Samarrenho é um daqueles executivos que fez o seu trabalho bem feito. Daí sobrou tempo para ir além. Vestiu a camisa da companhia e aproveitou todas as oportunidades que lhe foram oferecidas. Resultado? Em sete anos de trabalho na Mitsui Sumitomo, assumiu a liderança da maior carteira da companhia: a carteira de seguro automóvel, que é responsável por 51% do faturamento.

 “O Charles sempre se dedicou a conquistar novas habilidades e conhecimento, valorizou projetos e tarefas que foram dados e muitos deles eram além do seu escopo de trabalho. Com o seu talento e antenado às mudanças que este mercado vem passando, tenho certeza que liderará a equipe e responderá aos desafios que 2021 reserva para todo o mercado”, afirma Helio Kinoshita, vice-presidente da Mitsui Sumitomo Seguros. 

Charles tem experiência no setor de seguros há 18 anos e em 2013 aceitou o desafio de trabalhar na maior seguradora da Ásia e integrante do 8° maior grupo segurador do mundo. “Precisei superar muitas limitações, a começar por falar inglês. Tive total apoio da companhia, que tem como pilares Pessoas, Processos e Inovação, três premissas que transformaram a carteira de automóvel. Aliado a isso, tive a oportunidade única de participar de um programa Global no Japão para conhecer as operações do grupo ao redor do mundo”, conta. 

A concorrência no seguro de Automóvel é extremamente forte e o produto possui margens muito apertadas. O executivo explica que a dinâmica de atuação nesse segmento exige processos ágeis para que decisões possam ser tomadas e implementadas diariamente. Diante dessas necessidades a empresa adotou a metodologia Lean de gestão, redesenhando diversos processos. “Isso proporcionou a agilidade necessária para buscarmos soluções para os diversos novos problemas que surgem no dia a dia.”

Segundo ele, 2020 foi um ano muito desafiador e graças a todas as melhorias realizadas desde 2018, conseguiram passar por esse período de forma satisfatória. “Estamos crescendo 28% e a quarentena nos beneficiou com uma menor sinistralidade, mas acima de tudo, desde o início da pandemia nossa preocupação esteve voltada ao atendimento aos nossos clientes e corretores. Passar por este período e entregar tal resultado só foi possível porque as pessoas estão mais capacitadas, as decisões descentralizadas e os processos ágeis, isso também nos traz segurança para mantermos o crescimento em 2021” conta o executivo.

“2021 será mais um ano de muitos desafios, portanto, além do crescimento, focaremos na melhoria da eficiência operacional e na manutenção da sinistralidade nos mesmos patamares observados atualmente”, finaliza Charles.

Acordos de US$ 90 bilhões entre seguradoras que buscam influência pós-pandemia

A Zurich Insurance disse no mês passado que sua subsidiária nos EUA, Farmers Group Inc., estava em negociações para comprar a unidade de bens e acidentes da MetLife Inc. nos EUA

Fonte: Bloomberg

As seguradoras atingidas pela pandemia procuram acordos enquanto correm para ver quem vai emergir mais forte quando o surto diminuir. A aquisição da RSA Insurance Group Plc e da maior aquisição da Allstate Corp. ajudou a impulsionar os negócios da indústria anunciados este ano para quase US$ 93 bilhões, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Com outras grandes empresas, incluindo a Zurich Insurance Group AG, que está de olho em aquisições, 2020 é um ano já com os maiores negócios desde a última crise financeira. As seguradoras já estavam sob pressão antes que o coronavírus atingisse seus balanços, com rendimentos recorde de títulos baixos e custos crescentes de regulamentação prejudicando seus ganhos por anos.

À medida que a pandemia acelera essas tendências e pressiona as avaliações, um novo senso de urgência se instala. Com o ônus de aumentar a receita de prêmios, muitos estão se concentrando em aumentar a massa em mercados onde estão firmemente estabelecidos e têm o tamanho para influenciar os preços.

“O setor de seguros estava preparado para alguns acordos de reestruturação de fusões e aquisições por muitos anos”, disse Vinit Malhotra, analista de seguros da Mediobanca SpA. “A combinação da Covid-19 e a queda dramática nos rendimentos dos títulos do governo dos EUA, que afetaram os resultados das seguradoras, foi o fator que levou os executivos a apertar o botão do negócio.”

O maior negócio do ano para uma seguradora, a aquisição de 7,2 bilhões de libras (US$ 9,6 bilhões) da RSA com sede em Londres, mostra como as empresas estão usando aquisições para crescer em seus principais mercados. A RSA será dividida pelos dois compradores, com a Intact Financial Corp. do Canadá levando suas operações canadenses, britânicas e internacionais, enquanto a Tryg A/S fica com as empresas suecas e norueguesas, ajudando a torná-la a maior seguradora listada de propriedades e acidentes da Escandinávia.

Muitas seguradoras também buscam aquisições para expandir seus negócios mais lucrativos de propriedades e acidentes, parte de uma mudança no seguro de vida, que foi atingido por crescentes requisitos de capital nos últimos anos que pesaram sobre os lucros.

A Zurich Insurance disse no mês passado que sua subsidiária nos EUA, Farmers Group Inc., estava em negociações para comprar a unidade de bens e acidentes da MetLife Inc. nos EUA. A Allianz SE, já a quarta maior provedora de seguro não vida na Austrália, concordou no início deste mês em comprar a unidade de seguros gerais do Westpac Banking Corp. O acordo da Sampo Oyj em agosto para comprar a Hastings Group Holdings Plc também faz parte dessa tendência.

“As organizações estão procurando se concentrar nas áreas em que têm escala e vantagem competitiva”, disse Andy Briggs, CEO do Phoenix Group Holdings Plc, maior consolidador de seguro de vida da Europa. “As seguradoras estão dizendo cada vez mais: ‘Qual é a nossa principal área de capacidade? No que somos realmente bons? Vamos nos concentrar nisso. ’”

Alvos de aquisição – O maior negócio do setor como um todo este ano foi o acordo da Aon Plc em março para comprar a Willis Towers Watson Plc por cerca de US$ 30 bilhões, o que poderia criar a maior corretora de seguros do mundo. As seguradoras também se tornaram alvos mais baratos à medida que a Covid-19 reduz os preços das ações. A RSA caiu cerca de 19% no ano, antes que as notícias das negociações de aquisição enviassem as ações a uma alta de 46% em um único dia. O MSCI World Insurance Index caiu cerca de 6% este ano.

Com a Covid-19 acelerando a tendência subjacente de negócios, a atividade na Europa deve permanecer em níveis acima da média nos próximos 12 meses, escreveram analistas da Berenberg, incluindo Michael Huttner, em um relatório esta semana. Os alvos potenciais incluem as seguradoras Beazley Plc e Hiscox Ltd. do Reino Unido, disseram os analistas. Os vendedores recentes incluem empresas como a Aviva Plc, que buscam emagrecer.

Sob o novo CEO Amanda Blanc, a Aviva saiu de sua joint venture italiana de seguro de vida e concordou em vender uma participação majoritária em sua operação em Cingapura, à medida que a empresa mudasse o foco para seus negócios mais fortes no Reino Unido, Irlanda e Canadá. Também está analisando a venda de unidades na França e na Polônia.

A seguradora holandesa Aegon NV disse no mês passado que estava vendendo suas unidades de gestão de seguros, previdência e ativos na Hungria, Polônia, Romênia e Turquia como parte de uma mudança estratégica para países e empresas onde pode “criar mais valor”. Os compradores incluem a Allstate, que concordou no início deste ano em comprar a National General Holdings Corp. por cerca de US $ 4 bilhões, ajudando a empresa a se expandir em seguros pessoais.

A empresa do outro lado do negócio da Aegon, o Vienna Insurance Group AG, usou isso para reforçar sua posição como a maior seguradora da Europa Central e Oriental. “Você precisa cada vez mais ser o gorila nos mercados que escolheu – você precisa ser a empresa a ser vencida”, disse Kevin Ryan, analista de seguros da Bloomberg Intelligence. “Só então você pode ter algum tipo de influência sobre os preços.

Artigo: US$ 2 trilhões não cobrem uma pandemia. Qual a solução?

Por Walter Polido

Conforme reportagem da Bloomberg, seguradoras concluem que US$ 2 trilhões em capital do setor global de seguros, excluído o segmento de vida, não cobrem uma pandemia, dado muito sério e impactante. Já foram observados movimentos anteriores com o mesmo objetivo de excluir riscos, sendo que, no Brasil, a situação sempre fica incompleta e o mercado perpetua a exclusão, sem nunca mais tocar no assunto.

Excluir riscos das coberturas dos seguros é um procedimento técnico usual, mas deve ser criterioso. Aconteceu com o “bug do milênio” no Brasil – na virada do ano 2000, sendo que apólices brasileiras excluem até hoje essa situação específica. Acontece, também, com o risco de terrorismo e com danos causados pelo que se denomina organismos geneticamente modificados – ou OGM. Atualmente, já tem seguradora excluindo nanotecnologia; sem contar os cyber risks – que o mercado nacional exclui taxativamente e induz os segurados, de qualquer atividade, a buscar por apólice ‘stand alone’, sendo que o número de seguradoras que oferecem este tipo especial de seguro é ínfimo. As mesmas seguradoras que procedem desta maneira no Brasil, em outros países oferecem a garantia para o cyber de forma adicional às apólices dos diversos ramos, sem a emissão obrigatória de outro contrato de seguro. Questão de subscrição. Na atualidade, já se pode afirmar que a maioria dos tipos de seguros pode ser afetada por ataques cibernéticos.

No exterior, mais precisamente nos países desenvolvidos e com mercados de seguros igualmente maduros, o procedimento relativo à “exclusão taxativa” de determinadas situações de riscos não adormece em berço esplêndido e de maneira perene. Lá, os temas fazem parte do cotidiano dos ‘players‘ e sempre na busca de soluções plausíveis: fundos público-privados para fazerem frente às possíveis ocorrências catastróficas; criação de cativas; resseguro diferenciado; etc. Aqui, repise-se, o tema tende a dormir para sempre e os consumidores a ficarem sem qualquer tipo de acesso a uma possível garantia. O seguro constitui, ainda, a ferramenta mais eficaz criada pelo homem para a proteção frente aos infortúnios. Com esta perspectiva, ele deve ser preservado e deve, também, manter o caráter de utilidade para a sociedade.

É necessária uma revisão de postura, uma vez que no mercado de seguros brasileiro não se justifica mais este comportamento encontrado apenas em países nos quais os mercados são economicamente insignificantes. Aqui, o segmento é pujante e movimenta cifras na casa dos bilhões em produção de prêmios e provisões técnicas, com alto índice de lucratividade. Em pleno século XXI, as associações e entidades têm o dever de promover a discussão desses temas: Susep – representando o Governo, CNSeg, FenSeg, Fenaber, APTS, AIDA-Brasil, IBDS, Fenacor, ABGR, CVG e outras. A simples admissão de mais uma “exclusão taxativa” nas já extensas listas de riscos excluídos de todos os tipos de seguros do país, não pode ser aceita passivamente. Discussões técnicas, repise-se, podem encontrar soluções paliativas plausíveis, sem deixar o ônus dos riscos exclusivamente para os cidadãos consumidores de seguros. Os mercados internacionais passarão por este tipo de processo e também o Brasil precisa amadurecer neste quesito.

Liberty faz parceria com Maxpar/Autoglass e presenteia clientes

liberty seguros

A companhia oferece o serviço de pequenos reparos gratuitamente para todos os segurados que possuírem seguros de automóveis com a assistência vidros 

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros anuncia mais uma vantagem para clientes de seguro auto: a gratuidade da cobertura Proteção Pequenos Reparos, lançada este ano em parceria com a Maxpar/Autoglass. A opção está disponível para os segurados com apólices de automóveis que contratarem as assistências Vidro Completo ou Vidro Completo com Teto Solar, com exceção de veículos blindados e caminhões, e poderá ser utilizada uma vez durante a vigência do contrato. 

Para os segurados que já tiverem contratado a cobertura previamente, a companhia também disponibiliza uma utilização adicional do serviço gratuitamente durante a vigência do contrato, abonando o valor da cobertura extra. 

A Proteção Pequenos Reparos foi desenvolvida este ano, pensando nos danos de pequeno e médio porte comuns na lataria e peças externas de plástico, como o para-choque, e os reparos são realizados por meio da rede de oficinas credenciadas da Maxpar/Autoglass. Por isso, a novidade vem como uma solução para aqueles que antes desistiam do conserto de seus carros devido ao tempo e custo elevados para a reparação dos veículos.  

O serviço permanecerá com valor fixo de franquia e poderá ser acionado desde que os reparos não superem o valor da franquia do veículo. Caso o segurado opte por levar o veículo em uma oficina não referenciada, o limite máximo de utilização será de até R$385,00.

“A Liberty Seguros trabalha para sempre oferecer os produtos e serviços mais completos que atendam às necessidades dos clientes e ampliem os negócios dos nossos corretores, ainda mais em um momento de crise”, afirma Mario Cavalcante, Diretor de Massificados da Liberty Seguros. “A Proteção Pequenos Reparos vem sendo um sucesso entre os segurados, por isso, vamos, junto à Maxpar/Autoglass, disponibilizá-la para ainda mais pessoas, para que elas também possam se beneficiar dessa cobertura tão útil”, completa. 

“Esta é mais uma parceria muito satisfatória entre a Maxpar/Autoglass e Liberty, que chega para movimentar o mercado e aumentar a percepção de valor de seguro auto”, diz Eduardo Noronha, Supervisor de Contas da Maxpar/Autoglass. “A entrada deste produto na seguradora é mais uma excelente forma dos corretores alavancarem as suas vendas, além de ser uma cobertura cheia de vantagens e com alta percepção de valor para o cliente. Todo segurado está propenso a danos como os que são cobertos pela Proteção Pequenos Reparos, e ao utilizá-la, o mesmo não perde o bônus na renovação”, reitera. 

Plataforma Nion Network contrata executivo brasileiro como CEO na América Latina

Fonte: Nion Network

A Nion Network, plataforma global de inovação em seguros sediada em Nova York, anunciou o seu novo CEO América Latina no último mês. Thiago Henrique Soares, executivo com 20 anos de experiência no mercado nacional e internacional de seguros, tem passagem como Head de Data Analytics para LatAm na Chubb Seguros, Deputy Chief Actuary na Allianz, Atuário na HDI Seguros e recentemente como diretor técnico no grupo Caixa seguradora (Previsul).

A startup aposta em sua experiência que combina técnica e transformação digital para avançar ainda mais no mercado brasileiro e latino. “Thiago tem um perfil único, que combina qualidades como experiência corporativa e empreendedoras, capacidade de liderança, trabalho em equipe e experiência internacional”, afirma Dogan Kaleli, Chief Innovation Officer global da empresa. “Essas qualidades, combinadas, poderão criar muitas oportunidades e benefícios aos profissionais de seguros na América Latina. Assim, queremos expandir o ecossistema da empresa como nossa maior prioridade na região”.

A Nion é uma plataforma global de inovação por intermédio de network e insutechs, com presença na Europa, América do Norte (Nova York e Canadá) e recente inclusão no mercado da América Latina. O objetivo da startup é impulsionado pelo modelos de negócios replicáveis globalmente, cocriação de iniciativas digitais para o universo de seguros e inspirar o mercado através da comunidade de profissionais de seguros que tenham o desejo de transformar o futuro da indústria de seguros. Para isto deverá contar com três pilares de atuação: Centro de soluções no mercado de seguros, focado em inovações e transformação digital; Centro de aprendizado por intermédios de cases compartilhados, eventos e webnars com especialistas; Rede de relacionamento internacional para auxiliar visionários empreendedores a expandirem sua presença globalmente.

“Hoje, umas das principais tendências no mundo dos seguros é a transformação digital, com foco na “expectativa do cliente”, afirma Soares. “Ao invés de criar um produto dentro da empresa e depois oferecer ao cliente final, as seguradoras estão trabalhando para analisar a necessidade do cliente e, depois, desenvolver um serviço. É uma mudança importante no segmento”.

Especialista na área técnica do mercado de seguros, Soares também possui passagem pela área estratégica e uma polivalência que traz uma visão diferenciada como CEO da Nion. “Vamos utilizar inteligência de dados, premissa de clientes e “dores” do mercado para buscar inovações dentro da tecnologia em parceria com os empreendedores no nosso mercado”, diz.