Icatu Seguros lança fundo global com Oaktree Capital Management e Gama Investimentos

Seguradora vai distribuir fundo com 40% de ativos internacionais

Marketplace de previdência, com todo tipo de fundo para os mais diferentes perfis de investidores, a Icatu Seguros aposta na estratégia de oferecer ativos globalizados e lança novo fundo previdenciário com a renomada gestora americana Oaktree Capital Management e a Gama Investimentos. O Gama Crédito Global Prev Icatu é um FIC previdenciário que combina a estratégia de crédito global da Oaktree com a diversificada carteira de crédito local gerida pela Gama Investimentos. 

Líder entre as seguradoras independentes em Vida, Previdência e Capitalização, a Icatu é uma das primeiras empresas de previdência aberta a operar dentro da regra estabelecida pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que este ano ampliou para 40% o limite dos investimentos no exterior para planos destinados a proponentes/participantes qualificados.

O Gama Crédito Global Prev Icatu é um fundo multimercado, focado em ativos de crédito, estruturado de forma eficiente para gerar diversificação nos mercados locais e globais, sem risco cambial, buscando a melhor relação entre Risco e Retorno. O fundo é dividido na proporção 60% / 40%, entre a Gama e a Oaktree, respectivamente, seguindo a determinação da Susep. A taxa de administração máxima é de 1,28% a.a.

“A Gama busca inovar na oferta de produtos para previdência em uma parceria com a Icatu. Combinando a gestão de ativos de brasileiros com o portfólio internacional de crédito de uma das mais respeitadas gestoras globais, buscamos um retorno diferenciado com menos risco. A diversificação internacional reduz de forma significativa os riscos específicos do mercado de crédito e agrega vetores adicionais de rentabilidade, resultando em uma relação de risco/retorno competitiva”, afirma Ian Caó, gestor da Gama Investimentos.

“O mercado brasileiro é importante para a Oaktree. Estamos entusiasmados em continuar expandindo as opções de investimentos globais da Oaktree no país, agora por meio de fundos de pensões individuais”, afirma Howard Marks, co-Chairman da Oaktree Capital Management.

A carteira local (Gama Top) oferece exposição entre 70 a 100 emissores em ativos não soberanos classificados como baixo risco de crédito e oferece exposição às instituições financeiras, empresas e operações estruturadas como FIDCs. Já a carteira global (Oaktree Global Credit), reconhecida mundialmente, oferece exposição entre 400 a 600 emissores distribuídos nos mercados de títulos High Yield, empréstimos sêniores, crédito estruturado, dívidas imobiliárias, dívidas de mercados emergentes e títulos conversíveis.

“A plataforma aberta e pioneira da Icatu Seguros permite que sejamos um marketplace de Previdência oferecendo um portfólio completo de fundos, o que é fundamental em um cenário de juros baixos. Os fundos globais têm atraído a atenção do investidor nacional como forma de diversificar riscos. Nosso participante quer essa segurança”, avalia o diretor de Previdência da Icatu Seguros, Henrique Diniz.

O lançamento deste fundo reúne os gestores em uma live no próximo dia 29 de outubro, às 18h, pelo canal da Icatu Seguros no YouTube. Ao longo do ano, a Icatu Seguros tem realizado transmissões ao vivo com a participação de especialistas e gestores de fundos com a intenção de trazer novidades do mercado financeiro e atualizações do cenário econômico brasileiro e global. Além disso, por meio da plataforma, a seguradora reforça seu propósito de contribuir para a proteção, planejamento de longo prazo e educação financeira.

Allianz aposta no corretor, no digital e na recuperação da economia em “V”

allianz sulamerica coletiva

“O Brasil vai apresentar um crescimento acelerado, marcado pelo represamento do consumo dos últimos meses”, afirmou o CEO Eduard Folch

Ao longo de 2021, continuaremos dando passos gradativos, porém, firmes no plano de integração das operações da Allianz e da SulAmérica Auto e Massificados, com destaque ao lançamento de produtos com novas coberturas, para atendermos às necessidades dos segurados e entregarmos ao canal de vendas e aos clientes ofertas e serviços com ainda mais qualidade. Com vantagens competitivas, estaremos focados na continuidade dos negócios e esperamos seguir crescendo acima do mercado, principalmente em Automóvel, Massificados e Vida.

Esse foi o recado dos executivos do grupo Allianz, ao comentarem os 100 primeiros dias da integração com a SulAmérica, negócio de R$ 3 bilhões divulgado em agosto de 2019 e concluído em agosto último. “Os estudos do grupo Allianz nos fazem acreditar na recuperação em “V”, isto é, após a forte retração, o Brasil vai apresentar um crescimento acelerado, marcado pelo represamento do consumo dos últimos meses”, afirmou o presidente da Allianz Seguros, Eduard Folch.

Ele afirma que o grupo tem a percepção de que alguns produtos terão seus desempenhos retomados e outros se destacarão no pós-pandemia. O seguro de automóvel será impactado pelo reaquecimento nas vendas de carros novos e também pela preocupação das pessoas com a saúde na hora de circular, privilegiando o transporte individual. “Inclusive já sentimos a retomada na consulta de preços para o seguro automóvel”, contou.

A percepção do setor é que a adoção em massa do home office fez com que o seguro residencial ganhasse fôlego, incentivado pela proteção dos equipamentos. Um movimento econômico que deve voltar a aparecer são as privatizações e concessões, indicando um crescimento no seguro de grandes riscos. Em contrapartida, o setor do agronegócio se mostrou sólido e recebeu alto investimento do governo, com subvenção recorde, o que impulsiona o crescimento das safras e, consequentemente, uma maior penetração do seguro rural. 

Quanto ao retorno das atividades presenciais, a forma híbrida, 60% 40% virtual e presencial é a tendência. “A aceleração digital foi muito significativa com a pandemia, algo que vinha em um ritmo intenso, mas foi antecipado de forma surpreendente”, afirmou Folch. O home office não facilitou a integração dos funcionários, pelo isolamento social, mas tecnologicamente os beneficios foram impressionantes, segundo ele.

Quem espera notícias sobre a volta ao escritório, seja porque quer voltar ou porque quer manter o home office, o grupo adotou como nível de seguridade de que não há volta se o país/cidade contabilizar mais de 100 mil habitantes infectados. O Brasil registrou nesta quarta-feira, dia 29, 510 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de mortes pela doença no país a 158.456, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Também foram notificados 28.629 novos casos da doença provocada pelo coronavírus, com o total de infecções confirmadas no país atingindo 5.468.270. O Brasil possui 4.934.548 pessoas recuperadas da doença e 375.266 pacientes em acompanhamento, segundo o ministério.

Folch cita duas razões para a adoção do modelo híbrido. O home office tem vantagens, como não perder tempo com deslocamento e isso melhorar a qualidade de vida das pessoas. Se a empresa tem um plano empresarial muito bem definido, as vídeos conferências são muito eficientes, mas prejudicam a criatividade da equipe, que muitas vezes é estimulada pela convivência social. “No futuro vamos ter uma mistura, com ferramentas online melhores e arquitetura mais aberta do escritório local”.

Em relação a segunda onda da pandemia na Europa, notícia que derrubou os mercados acionários ontem, ele disse ser algo que todos tem de aceitar e cumprir. “Estou curioso para ver uma análise desta pandemia e das acoes tomadas em cinco anos, com seus lados bons e nem tanto”, citou.

Um ponto comum na fala dos executivos neste cenário de forte competição do setor de seguros e de expectativa se a marca SulAmérica será mantida foi frisar a importância da marca do grupo, tida como uma das mais valiosas em todo o mundo. “A marca Allianz é uma das primeiras do mundo. A marca SulAmérica tem grande prestigio, mas aos poucos vamos deixar de utilizar a marca. Temos um processo de mudanças, lento mas firme. Mas é certo que no final a Allianz só irá operar com sua marca”, afirmou o CEO.

O presidente enfatizou que a Sulamérica trouxe conhecimento local para o grupo Allianz, além de canais de distribuição, tramitação de regulação de atendimento de indenizações, bem como um time ímpar de subscrição de automóvel. “Este conhecimento está sendo utilizado para outras unidades do grupo em outros países, o que traz ganho para nossa presença mundial”, afirmou Folch.

“A Allianz é um empresa que olha o longo prazo. O investimento do grupo Allianz, que faz de três a quatro aquisições por ano, é apostar no mercado de seguros no longo prazo. A cultura da empresa é focada na pluralidade, apostando nas pessoas que ajudam a construir a marca”, enfatizou diretor executivo comercial, Eduardo Dal Ri.

Um dos destaques da coletiva foi a integração dada corretor é atendido por um único gerente, com a união das duas áreas comerciais da Allianz e da SulAmerica. Segundo Dal Re, foi trabalhoso conseguir tal feito em 100 dias, com mais de 200 horas de atendimento para que o profissional pudesse atender bem o corretor com um portfolio amplo de produtos e serviços.

Nesses 100 dias de integração, o grupo priorizou tudo que possa facilitar a vida do corretor. Ou seja, produtos aderentes à realidade do consumidor, preços acessíveis e muita tecnologia para que todo o processo seja digital, simples e rápido. “Estamos investindo em melhorar a jornada do corretor e de seu cliente, para que ele tenha uma boa relação com a seguradora desde a cotação do seguro até o momento da solicitação de indenização”, afirmou David Beatham, diretor técnico.

Segundo ele, a prioridade é ofertar ao corretor produtos que facilitem o dia a dia, com preços acessíveis e rapidez tanto na cotação e no pagamento da indenização. “Para ser simples é preciso ser muito sofisticado. E isso que tenho visto aqui na Allianz. Somos líderes em condominio, extremamente sofisticado, mas que é calculado com apenas três perguntas. Essa é a filosofia do grupo. Em automóvel são sete perguntas. Sempre pensamos no simples quando o assunto é inovação”, reforçou Dal Ri.

David Beatham promete o lançamento de um seguro residencial compacto. “Compacto só no preço, pois tem coberturas amplas e preço acessível, com sistema totalmente digital”, contou. Segundo ele, o prêmio médio do seguro residencial é menor, o que as vezes não desperta o apetite do corretor, que tem um valor mais atrativo com a venda de automóvel. Então a Allianz busca facilitar o dia a dia para estimular que todos tenham uma boa experiência de consumo e assim conseguia aumentar as vendas por meio da venda cruzada, ou seja, a oferta do residencial para os cliente de automóvel.

As assessorias de corretores também foram destaque na conversa dos executivos com a imprensa. “Quando estudamos a compra da SulAmérica, conhecíamos a importância das assessorias no Rio de Janeiro, e isso foi muito valorizado na conclusão do negócio”, destacou Folch. A Allianz não trabalhava com as assessorias antes da aquisição. “Sabíamos da pluralidade do canal da distribuição da SulAmérica, o que contou pontos para a conclusão do mercado. Muito em breve, disponibilizaremos produtos da marca Allianz para as 70 assessorias que compõem hoje nosso grupo, não só automóvel, mas diversos produtos”, destacou Dal Ri.

Segundo Folch, o mercado segurador brasileiro passou a atuar em uma nova realidade diante da Covid-19 e as disrupções, sobretudo aquelas ligadas à digitalização, refletirão em 2021 e nos próximos anos. “Certamente, nós veremos adiante um setor mais eficiente, com ofertas simples, para facilitar as vendas dos parceiros de negócios e o entendimento e a compra por parte dos clientes; e também uma indústria com maior nível de digitalização na atuação do canal de distribuição, nos relacionamentos com parceiros de negócios e segurados, nos processos, nos produtos, nos serviços e nas experiências dos clientes com as seguradoras. A digitalização fará com que os corretores usem cada vez menos tempo em cotações e emissões de apólices e desempenhem papel de consultores para os consumidores”.

Bradesco: braço segurador responde por 30% do lucro de R$ 12,6 bi até setembro

Bradesco Seguros foi um dos destaques do banco digital, next, que atingiu a marca de 3,2 milhões de clientes

O banco Bradesco registrou lucro líquido de R$ 5,031 bilhões no terceiro trimestre, 23,1% menor que o do mesmo período de 2019, mas representa um avanço de 29,9% no trimestre anterior. O lucro do braço segurador do banco participou com 26% deste resultado, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira. No acumulado do ano, até setembro, o lucro do banco foi de R$ 12,6 bilhões, sendo 30,4% proveniente da seguridade.

A performance do resultado operacional, no comparativo com o 3T19, tem como origem principal o crescimento no faturamento e a melhora do índice de comercialização. No comparativo com o 2T20, a maior flexibilização das medidas relacionadas ao distanciamento social e a retomada da circulação urbana, causaram um aumento gradual dos procedimentos eletivos e frequência de avisos em automóvel, influenciando os índices de sinistralidade da Saúde e Auto/Re, além da maior quantidade de dias úteis (4 dias úteis a mais em relação ao trimestre anterior) e eventos indenizáveis associados à pandemia provocada pela Covid-19, no segmento Vida, que impactaram o resultado operacional do trimestre.

O aumento do resultado financeiro no trimestre é justificado pelo comportamento dos índices econômico-financeiros, que impactaram o desempenho das aplicações financeiras, com destaque para renda variável e pelo aumento do IPCA no período.

Seguros foi um dos destaques do banco digital, next, que atingiu a marca de 3,2 milhões de clientes. Também, foi registrada uma evolução na quantidade de transações, foram realizadas mais de 200 milhões de transações, volume 92% superior ao mesmo período no ano anterior. Esse dado é um dos nossos principais indicadores, pois demonstra maior engajamento dos clientes. O banco destacou que no comparativo com o 2T20, individualmente, as transações de pagamentos tiveram crescimento de 34%, transferências 46%, seguros com 69%, investimentos com 43% e cartões com 64%. O uso das carteiras digitais teve crescimento de 239%.

Leia abaixo o release do grupo:

O Grupo Bradesco Seguros registrou crescimento de 4,3% em seu Resultado Operacional no terceiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019. Dentre os fatores que influenciaram esse desempenho, destacam-se os Prêmios Ganhos, que evoluíram 10,5% no terceiro trimestre em relação ao período anterior, alcançando R$ 11,4 bilhões, o que marca o retorno ao patamar observado no terceiro trimestre do ano passado. Vale ressaltar, ainda, o aumento do Resultado Financeiro em 21,4% ante o segundo trimestre de 2020. 

A melhora do faturamento, associada ao recuo da rubrica Outras Despesas Administrativas, favoreceu o Índice de Eficiência Administrativa do Grupo Segurador, que atingiu sua melhor marca histórica no terceiro trimestre de 2020: 3,7%. No comparativo dos nove meses, o índice apresentou estabilidade em 4,2% – patamar já bastante adequado à operação da companhia -, enquanto todos os demais indicadores de desempenho apresentaram melhora. 

As provisões técnicas cresceram 3,5%, para R$ 279,2 bilhões, correspondentes a cerca de um quarto de todo o mercado segurador brasileiro. Já os ativos garantidores dessas provisões evoluíram 2,2%, chegando a R$ 312,8 bilhões. Outro dado relevante, no comparativo dos últimos 12 meses, foi a evolução de 4,3% na quantidade de Segurados, Participantes em Previdência e Clientes de Capitalização, que alcançou 29,8 milhões. 

Com relação ao Lucro Líquido, apesar da melhora dos indicadores de desempenho, foram registradas quedas na comparação entre os terceiros trimestres e no acumulado do ano, impactadas pelo recuo do Resultado Financeiro, decorrente da influência dos índices econômico-financeiros sobre o desempenho das aplicações financeiras e da manutenção de provisões adicionais, como medida prudencial para fazer frente à pandemia da Covid-19. 

Para facilitar e simplificar o atendimento aos clientes, o Grupo Bradesco Seguros lançou novos produtos e intensificou os investimentos em tecnologia e inovação, visando à evolução de seus canais digitais, cujas vendas cresceram 46% no trimestre em relação ao mesmo período de 2019, englobando 11 produtos comercializados 100% online. 

A Bradesco Saúde expandiu sua linha de planos regionais, com os lançamentos dos Efetivos Campinas, Paraíba, Ceará, Piauí e Potiguar. Ao todo, o produto está disponível em 12 estados e no Distrito Federal, reunindo cerca de 70 mil beneficiários. Engajada desde o início da pandemia em ações voltadas ao bem-estar e à comodidade de seus beneficiários, a empresa realizou 45 mil videoconsultas desde o início do funcionamento de seu serviço de atendimento remoto – o Saúde Digital -, com taxa de resolutividade de 80%. 

Em Previdência, a Bradesco Vida e Previdência lançou uma nova grade de fundos geridos em conjunto com a Bradesco Asset Management (BRAM), abrindo opções para a diversificação da carteira de investimentos de clientes com diferentes perfis e tolerância a risco. Além disso, ampliou os canais digitais e aplicativos disponíveis aos gerentes para vendas online, incluindo ferramenta específica para mobile e assinatura eletrônica por biometria. No segmento Vida, a empresa disponibilizou aviso de sinistro 100% digital para todas as coberturas e contratos, simplificando e agilizando processos. 

Tendo em vista a proteção do trabalho à distância, a Bradesco Auto/RE aprimorou as coberturas para atividades comerciais na residência, seguros para equipamentos mais sofisticados instalados nas casas e seguro empresarial, com contratos exclusivos para microempreendedores, assim como extensão das proteções para máquinas, móveis, utensílios, mercadorias e desastres naturais. 

No campo digital, a companhia agregou funcionalidades a seu aplicativo Assistência Dia & Noite e ao Bradesco Corretor, visando agilizar ainda mais o trabalho desse profissional, que também foi objeto de uma série de lives promovidas pelo Grupo Segurador com foco no cenário da pandemia, abordando temas como capacitação em ambiente virtual, gestão emocional e novos caminhos para a oferta de seguros. 

ICSS indica que mercado está mais otimista

Fonte: Fenacor

O Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS) apurado através de pesquisa realizada pela Fenacor, aponta que corretores, seguradores e, em menor escala, os resseguradores estão mais otimistas neste final de outubro. Os indicadores voltaram a ficar acima de 100 pontos, tanto nos casos de corretores (111,1) quanto de seguradores (107,2). Já entre os resseguradores, chegou perto disso, alcançando 99,5. 

Em termos econômicos, as respostas foram predominantemente positivas, apontando um cenário melhor nos próximos seis meses. 

Embora a base atual seja baixa, o que ajuda na comparação mais favorável, é importante destacar que a última vez que tal comportamento otimista prevaleceu foi na pesquisa realizada em fevereiro deste ano. 

ECONOMIA. A pesquisa apurou que 33% dos corretores e 44% dos seguradores acreditam em crescimento da economia nos próximos seis meses. A grande maioria dos corretores – 67% – aguardam um quadro de estabilidade, projeção feita por 36% dos seguradores. Há ainda um percentual 20% de seguradores que acreditam em um quadro “pior” nos próximos meses.

FATURAMENTO. Apenas 5% dos corretores temem uma queda do faturamento do setor no final de 2020 e início de 2021.Para 76% dos entrevistados a receita ficará estável, enquanto 19% apostam no crescimento. 

Entre os seguradores, 4% dos entrevistados projetam um faturamento “muito melhor”, 32% aguardam um quadro “melhor” e somente 16% temem uma queda na arrecadação. Para 48%, a receita permanecerá estável.

RENTABILIDADE. Quanto à rentabilidade, 61% dos corretores apostam em um cenário estável e 29% acreditam na possibilidade de um avanço.

Entre os seguradores, 24% enxergam a possibilidade de crescimento e 48% projetam um cenário de estabilidade. Há ainda 28% que temem uma redução da rentabilidade do setor.

Copom mantém Selic e reforça que o cenário fiscal determinará a taxa de juro

A novidade foi a explicitação mais direta dos efeitos da depreciação cambial e dos preços das commodities sobre a inflação no curto prazo

Nesta quarta-feira (28), na penúltima reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 2%. Embora a expectativa ainda seja de não alteração da taxa até o final de 2020, o mercado já começa a vislumbrar um aumento entre 0,25 e 0,5 ponto percentual no início do ano que vem. O próximo e último encontro de 2020 ocorre em 9 de dezembro.

“A decisão do BC veio em linha com o que estávamos esperando, ou seja, pela manutenção da taxa Selic em 2% e de grande parte da comunicação adotada no comunicado anterior. Manteve tanto a percepção de um ambiente externo mais favorável para emergentes como as incertezas que cercam este cenário. Reforçou o caráter temporário do aumento dos preços dos alimentos”, disse Júlio Cesar Barros, economista da MAG Investimentos.

Segundo ele, a despeito dos enormes ruídos sobre a arrumação fiscal, o BC manteve o entendimento de que não houve alteração do regime fiscal e, portanto, seguiu com o Forward Guidance e com a opcionalidade de corte residual. A novidade foi a explicitação mais direta dos efeitos da depreciação cambial e dos preços das commodities sobre a inflação no curto prazo. “Além disso, também passou a considerar que os núcleos se encontram em níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária. Portanto, manteve o entendimento de que o quadro fiscal continua sendo o fator determinante para a trajetória futura dos juros”.

Seguradora canadense Fairfax avança no segmento agrícola

A seguradora registrou crescimento de 70% em prêmios entre 2018 e 2019 e prevê recorde em 2020, com destaque para o seguro agrícola em áreas de soja

Fonte: FairFax

A cultura do seguro rural está avançando no Brasil. O setor está recebendo maior atenção do Ministério da Agricultura, por meio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), e os produtores ruais estão atentos em busca de boas oportunidades para contratar o seguro.

A seguradora canadense Fairfax está acompanhando a evolução do mercado de seguro rural com otimismo. De acordo com Fabio Damasceno (foto), diretor de Agronegócio da Fairfax Brasil, o avanço é fruto da conscientização sobre a importância do seguro para minimizar os riscos da atividade rural. “O mercado está amadurecendo e os números comprovam isso. Quando o agricultor encontra um produto adequado para as suas necessidades, passa a enxergá-lo como uma ferramenta de gestão de risco. O seguro representa um insumo dentro da cadeia e não um custo”, afirma.

O ano de 2020 se consolida como um marco para a história do seguro rural no Brasil. Foram disponibilizados R$ 955 milhões para os subsídios do PSR, ante R$ 440 milhões em 2019. “Temos o melhor cenário de todos os anos para o acesso ao seguro rural, com o maior volume de recursos disponível. O cenário está caminhando para que grande parte da produção agrícola brasileira seja assegurada. Este ano deverá superar os 10 milhões de hectares com apólices subvencionadas”, afirma Guilherme Frezzarin, Gerente Técnico da Unidade de Agronegócios da Fairfax Brasil.

Recorde de contratações

Até a primeira quinzena de outubro, 140 mil apólices de seguro rural (todas as modalidades) já tinham sido subvencionadas com os recursos previstos para 2020, enquanto no ano passado o PSR encerrou o ano com cerca de 95 mil apólices subvencionadas. Para a atual safra de soja verão, foram aprovadas 75 mil apólices subvencionadas e a Fairfax responde por 15% deste segmento. “Estamos liderando nas contratações de seguro subvencionado para as safras de verão”, conta Frezzarin.

Segundo Frezzarin, o PSR oferece um percentual subsidiado pelo Governo de até 55% sobre o valor do prêmio, a depender da modalidade de seguro e do perfil do produtor. Essa política pública vêm se adaptando ao longo dos anos para ajudar o produtor a proteger a atividade rural. “O Ministério têm buscado incentivar alguns tipos de produtos, como o seguro de produtividade, custeio e seguro de faturamento”, diz Frezzarin.

Além disso, o Ministério da Agricultura lançou, em julho deste ano, o projeto Monitor do Seguro Rural, que vai ajudar a impulsionar o mercado de seguro rural. A inciativa promove reuniões para ouvir representantes do setor, com o objetivo de avaliar os produtos e serviços ofertados pelas seguradoras e propor melhorias até 2022.

Oportunidades

Outra boa notícia é que, com a expansão do mercado, houve uma redução no valor dos prêmios e as soluções também estão evoluindo. “Houve um decréscimo de 4,4% na taxa média do Brasil entre 2019 e 2020. Atualmente, já existem no mercado produtos mais aderentes à realidade da fazenda e seus riscos. Temos soluções feitas sob medida com recurso global e decisão local”, afirma Damasceno.

Operando desde 2010 no Brasil, a Fairfax tem uma cultura inovadora e vem crescendo significativamente. Segundo o diretor de Agronegócio, a Fairfax Brasil cresceu 70% em prêmios entre 2018 e 2019, por exemplo. “O segmento de seguro agrícola ganha cada vez mais importância e cresce junto com o agronegócio brasileiro. A tendência é oferecermos produtos cada vez mais personalizados”, diz Damasceno.

A Fairfax Brasil têm se destacado por meio de processos eficientes, parcerias perenes e bons relacionamentos. De acordo com o Gerente Comercial de Agronegócios da Fairfax Brasil, Diego Caputo, a Fairfax conseguiu manter a presença junto aos parceiros neste ano, apesar dos desafios em razão da pandemia do coronavírus. “A unidade de negócios Agro da Fairfax Brasil está cada vez mais próxima do agricultor. O cooperativismo ganhou relevância e os elos da cadeia estão se fortalecendo através da colaboração”, afirma Caputo. “As fortes parcerias entre Fairfax Brasil, cooperativas e corretores especialistas permitem a criação de produtos que atendam às necessidades do produtor para que ele plante tranquilo, consciente e de forma sustentável.”

O gerente técnico Guilherme Frezzarin reforça que as mudanças climáticas trazem um cenário cada vez mais desafiador para o agronegócio, evidenciando a importância do seguro para proteger as lavouras. “Temos um histórico recente de quebras de safra na região Sul, a sinistralidade foi altíssima para safras de verão e de inverno. Os eventos climáticos têm acontecido com mais frequência e com maior severidade”, analisa Frezzarin.

Insurtechs captam US$ 2,5 bi em 104 negócios, segundo estudo da Willis

insurtechs Willis

Mais um estudo sobre insurtechs. Segundo a corretora Willis Towers Watson PLC, que divulga o levantamento sobre insutechs a cada trimestre, as empresas de tecnologia do setor levantaram globalmente US$ 2,54 bilhões em 104 negócios durante o terceiro trimestre de 2020. Os dados totais são “aumentos notáveis” tanto no financiamento quanto na contagem de negócios, 63% e 41%, respectivamente, em comparação com o segundo trimestre, revela o relatório trimestral InsurTech Briefing Q3 2020.

O terceiro trimestre também registrou a oferta pública inicial de US$ 405 milhões da Duck Creek Technologies Inc., que se segue ao bem-sucedido IPO de US$ 319 milhões da seguradora Lemonade Inc. no segundo trimestre, observou Willis.

Os Estados Unidos sediaram 42% dos 104 negócios no trimestre, o Reino Unido 8% e a Índia 6%, com 18% dos negócios listados como ocorridos em países fora dos EUA, Reino Unido, Índia, França, China , Alemanha, Canadá, Israel e Japão, de acordo com dados do relatório.

O financiamento proveniente de seguradoras de bens e responsabilidades foi dominado, 49%, por transações de empresas business-to-business, seguido pela aposta de distribuidores de produtos em 41% e insurtechs que já têm permissão para atuar com seguros em 10%.

Mais da metade das transações, 31% em rodadas na Série A, envolveram empreendimentos em estágio inicial. A Série B foi responsável por 13% dos negócios, a Série D por 3% e 20% dos negócios foram listados como “outros” para seu estágio de investimento.

“Com a enorme quantidade de capital sendo investido, pode-se facilmente ver este trimestre como uma validação clara de investidores, indústria e não-indústria, preparados para colocar seu dinheiro onde estão a busca de operações digitais – tanto para retornos de investimento quanto para garantir recursos digitais ”, disse a Willis em seu relatório.

No segundo trimestre, o financiamento global da insurtech atingiu US$ 1,56 bilhão em 74 negócios, um aumento de 71% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

AIG nomeia novo CEO e conselho aprova desmembrar unidade de vida e previdência

AIG

A separação dos negócios pode levar “alguns anos” e pode ser feita em fases, por meio da venda de participações minoritárias, segundo duas pessoas a par do assunto

Fonte: Reuters

A seguradora American International Group Inc AIG.N disse na segunda-feira que seu conselho aprovou um plano para separar os negócios de vida e aposentadoria do resto da empresa e nomeou o presidente Peter Zaffino como CEO, com vigência no próximo ano. Zaffino, 53, que sucedeu Brian Duperreault, de 73, assumirá o comando em março. Zaffino será o sétimo CEO da AIG desde 2005.

A seguradora, que está entre as 10 principais seguradoras americanas por valor de mercado, disse que ainda não tomou uma decisão sobre como realizar a separação. Por enquanto, apenas votou no conselho para estabelecer duas empresas independentes e líderes de mercado.

A separação dos negócios pode levar “alguns anos” e pode ser feita em fases, por meio da venda de participações minoritárias, segundo duas pessoas a par do assunto. A decisão do conselho não exclui uma única venda e quaisquer transações propostas também precisarão da aprovação do conselho, disse a AIG.

Os negócios de vida e aposentadoria foram responsáveis ​​por 34% dos US$ 49 bilhões da AIG em 2019 de receita ajustada, em comparação com 64% para seus negócios de seguros gerais, disse a AIG em setembro.

A AIG passa por uma reviravolta lançada por Duperreault, que assumiu o comando da AIG em 2017. Duperreault tem se concentrado em aprimorar a subscrição, retendo clientes que valem a pena, investindo em tecnologia, restaurando talentos e reduzindo custos.

Zaffino tem sido o homem indicado para executar essas metas, em parte reduzindo as perdas nos negócios de propriedades comerciais e ramos elementares e confiando mais no resseguro, ao mesmo tempo que moderniza a tecnologia e os processos. Ele também ajudou a recrutar vários executivos.

Zaffino ingressou na AIG como diretor de operações globais em 2017. Sua ascensão a CEO era amplamente esperada após ser nomeado presidente em dezembro, mas a AIG não havia indicado o momento certo para a mudança.

A AIG tem lutado para se endireitar depois de um resgate de US $ 182 bilhões dos contribuintes dos EUA em 2008 para salvá-la do colapso. Desde então, a empresa vendeu grandes parcelas para pagar a dívida mais um retorno de US $ 22,7 bilhões.

Ele também teve que lidar com perdas pesadas de sinistros ocorridos em anos anteriores que levaram a mais de US$ 11,2 bilhões em aumentos de reservas inesperados desde 2015, a maioria dos quais ocorreram sob liderança anterior. Em maio de 2019, a AIG relatou seu primeiro lucro de subscrição de seguros gerais desde a crise financeira de 2008, uma meta importante.

A separação do negócio de seguro de vida da AIG ecoa um movimento impulsionado pelo investidor ativista bilionário Carl Icahn, que visou a seguradora em 2015 com um plano de separação que também foi apoiado pelo ex-gerente de fundos de hedge John Paulson.

Chubb lucra US$ 1,19 bilhão no terceiro trimestre

Nos nove meses encerrados em 30 de setembro, o lucro líquido da Chubb caiu 66%, para US$ 1,12 bilhão

A Chubb registrou lucro líquido de US$ 1,19 bilhão no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 9,4% em relação aos US $ 1,09 bilhão no mesmo período do ano passado, apesar da pandemia e maiores perdas por catástrofes, disse a seguradora em um comunicado na terça-feira.

Nos nove meses encerrados em 30 de setembro, o lucro líquido da Chubb caiu 66%, para US$ 1,12 bilhão, em comparação com US$ 3,28 bilhões no mesmo período do ano passado. O índice combinado ficou em 98,9%, em comparação com 89,9% nos primeiros nove meses de 2019.

O bom desempenho foi justificado pelo ambiente de preços de seguros de danos e responsabilidades no terceiro trimestre, disse o presidente e CEO Evan G. Greenberg aos analistas nestaa quarta-feira, depois que a seguradora relatou maior lucro e crescimento no prêmio líquido emitido.Os aumentos das taxas foram em média de 15% em seguros comerciais na América do Norte e 16% nas operações de seguro geral internacional da seguradora.

“O trimestre foi marcado pelo contínuo endurecimento do mercado de seguros, uma economia lutando para se reabrir globalmente e um período muito ativo para catástrofes”, disse Greenberg durante a teleconferência, relata o portal Business Insurance.

As perdas líquidas com catástrofes foram de US$ 797 milhões após os impostos, em comparação com US$ 191 milhões no mesmo período do ano anterior. As principais perdas foram creditadas a riscos climáticos severos em todo o mundo e aos incêndios florestais na Califórnia.

O índice combinado chegou a 95,2% de 90,2% no terceiro trimestre do ano anterior, disse a Chubb. No entanto, não houve “nenhuma mudança” nas perdas agregadas do COVID-19 relatadas anteriormente em 30 de junho, disse a seguradora. A Chubb rastreou mais de 40 eventos de catástrofe separados globalmente no terceiro trimestre, uma “frequência muito alta”, disse Greenberg.

Os prêmios líquidos emitidos no terceiro trimestre totalizaram US$ 9,08 bilhões, um aumento de 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto os prêmios líquidos emitidos de danos e responsabilidades foram de US$ 8,47 bilhões, um aumento de 5,7%.

Nas operações de seguros gerais internacionais da Chubb, as taxas subiram 15% no varejo internacional e 32% no atacado de Londres, disse ele. “Estamos em um mercado difícil para propriedades comerciais, dependendo de onde você está no mundo”, disse Greenberg.

Greenberg se recusou a comentar sobre fusões e aquisições em resposta à pergunta de um analista durante a chamada citando a decisão recentemente anunciada da AIG de cindir seu negócio de seguro de vida. “Não comento sobre M&A e o apetite da Chubb e se estamos considerando isso ou aquilo”, disse Greenberg.

MAG Seguros fecha parceria com a SOS Truck

MAG Seguros CORONAVIRUS

O seguro Bem-Estar oferece coberturas no caso de doenças graves e assistências na área de saúde a um custo acessível para os caminhoneiros

Fonte: MAG

A MAG Seguros, seguradora especializada em seguro de vida e previdência, acaba de anunciar a parceria com a SOS Truck, um aplicativo voltado para oferecer autopeças, serviços e capacitações para caminhoneiros em todo o Brasil. Com este modelo criado, a MAG Seguros apresentará a este público o produto Bem-Estar, que, além do seguro, oferece uma série de serviços assistenciais que ajudam no cuidado com a saúde. 

“A partir desta parceria levaremos a estes importantes profissionais do país a tranquilidade de contar com proteção financeira e com recursos que contribuirão no cuidado com a própria saúde. O seguro Bem-Estar oferece coberturas no caso de doenças graves e assistências na área de saúde a um custo acessível para os caminhoneiros e, por isso, temos a certeza de que a parceria será um sucesso”, explica Luciano Périco, diretor de Afinidades da MAG Seguros. 

O Bem-Estar está disponível em três módulos de contratação – Essencial, Plus e Premium – e contam com um auxílio financeiro no caso do diagnóstico de uma das doenças cobertas em cada seguro. Todos os módulos garantem aos segurados um amplo e inovador pacote de assistência no mercado de seguro de vida. 

A Assistência Bem-Estar permite o acesso a serviços como telemedicina (atendimento médico por vídeo) e consultas com profissionais como psicólogos, assistentes sociais, educadores físicos e nutricionistas por telefone, além de desconto em medicamentos, consultas e exames.