Justiça britânica decide que seguradoras devem cobrir perdas de lucro cessante por pandemia

A decisão, que terá consequências para cerca de 370 mil empresas, pode dar lugar a uma indenização de 1,2 bilhão de libras (US$ 1,6 bilhão)

Fonte: AFP

O Supremo Tribunal britânico decidiu nesta sexta-feira (15) a favor de um grande número de pequenas e médias empresas que, representadas pelo regulador financeiro, contestaram a decisão das seguradoras de não as indenizar pela interrupção da sua atividade devido à pandemia de coronavírus.“O Tribunal Supremo aceita o recurso da FCA (autoridade de conduta financeira) e rejeita os recursos das seguradoras”, diz um comunicado da mais alta corte do Reino Unido.

Esta decisão, que terá consequências para cerca de 370.000 empresas, poderá implicar uma indenização de 1,2 bilhão de libras (1,6 bilhão de dólares), segundo cálculos da FCA que atuou em juízo em conjunto com o Hiscox Action Group, associação que representa 400 empresas seguradas pela Hiscox.

O tribunal decidiu, portanto, contra seis seguradoras, Arch, Argenta, Hiscox, MS Amlin, QBE e RSA, que se recusaram a indenizar as empresas, alegando que a pandemia de covid-19 não estava entre os casos cobertos por suas apólices.O caso, examinado em novembro, seguiu um procedimento acelerado, pois estava em jogo a sobrevivência das empresas afetadas, e teve como foco o primeiro confinamento imposto no Reino Unido entre o final de março e meados de junho.Trata-se de empresas que tiveram de fechar as portas, como lojas, bares, restaurantes e boates.País mais atingido pela pandemia na Europa, com mais de 86.000 mortes, o Reino Unido é também um dos que sofreram a recessão econômica mais violenta em 2020 em decorrência das restrições.

Após uma recuperação iniciada no verão, sua economia está mais uma vez ameaçada devido às medidas rígidas reimpostas nas últimas semanas. Esses fechamentos representaram um revés fatal para muitas empresas, principalmente no comércio e nos restaurantes.

Um grande número de empresas “teve de enfrentar dificuldades financeiras desnecessárias devido a processos judiciais que as seguradoras demoraram muito mais do que o necessário”, lamentou Michael Kill, CEO da NTIA, que representa o setor de vida noturna, celebrando esta “vitória”.“Reconhecemos que este é um período particularmente difícil para as PMEs e lamentamos que as restrições impostas pela covid-19 tenham levado a conflitos com alguns clientes”, disse Huw Evans, diretor administrativo da associação de seguradoras britânicas ABI.

Omint lança e-book com 10 dicas inéditas para a contratação de plano de saúde empresarial

ebook Omint

Com informações indispensáveis para a escolha da melhor solução, companhia apresenta aos corretores e gestores de empresas os pontos mais importantes a serem considerados antes de fechar negócio

Fonte: Omint

Recente pesquisa do Ibope apontou que ter um plano de saúde é o 3º maior desejo do brasileiro, atrás apenas de educação e moradia própria. E, para 97% dos brasileiros, o plano de saúde é um fator altamente decisivo na hora de aceitar um emprego. Ao todo, a oferta desse benefício foi considerada “muito importante” para mais de 80% dos consultados para decidir entre um trabalho ou outro.

 Considerando esse cenário, a fim de apoiar corretores e gestores de RH em suas tomadas de decisão, a Omint realizou uma curadoria aprofundada com pesquisas e informações referenciadas de mercado, reunidas num e-book inédito que apresenta 10 dicas indispensáveis para a contratação de um plano de saúde empresarial. O arquivo completo está disponível para download na landing page https://www.omint.com.br/ebook-10-dicas/

O material representa um valioso insumo para corretores, apoiando-os na venda consultiva por meio de informações que os ajudarão a propor produtos e soluções que estejam de acordo com as necessidades de cada cliente ou prospect. Por sua vez, os próprios gestores de RH também poderão baixar e consultar conteúdos que, com o amparo de um corretor qualificado, os ajudarão na escolha do melhor benefício para sua empresa.  

 “Durante nossas conversas tanto com parceiros de vendas quanto RHs, detectamos que, na hora de fechar negócio, há uma série de dúvidas sobre a melhor escolha para um bom plano de saúde. Com o objetivo de dar suporte nessa tomada de decisão, elaboramos um material robusto com dicas preciosas que geram valor para ambas as partes”, declara o diretor Comercial e de Marketing da Omint, Cícero Barreto. “Para o corretor que se posiciona como um consultor de excelência entre seus clientes e prospects, esse e-book reforça seus argumentos e colabora para uma ‘hora da verdade’ consistente. Já para os RHs, trata-se de um importante apoio que os ajuda a gerar valor tangível à gestão de sua empresa, colaborando na atração e retenção dos melhores talentos do mercado e na avaliação de tudo o que realmente importa na contratação de um benefício relevante como o plano de saúde”, conclui.

MAG Seguros anuncia patrocínios para 2021

O patrocínio dos Esportes Olímpicos do Flamengo acontece justamente em um ano em que o mundo se prepara para a realização dos jogos Olímpicos em Tóquio

Fonte: MAG Seguros

Em celebração ao seu aniversário de 186 anos, MAG Seguros acaba de anunciar os projetos patrocinados pela seguradora especializada em vida e previdência durante o ano de 2021 nas linhas de cultura, esporte e social. 

A MAG Seguros é a patrocinadora oficial dos Esportes Olímpicos do Flamengo. O patrocínio acontece justamente em um ano em que o mundo se prepara para a realização dos jogos Olímpicos em Tóquio. 

“Nós sabemos o quanto o clube do Flamengo é um grande celeiro de atletas no país e que vem realizando um sólido trabalho na formação destes talentos. Nosso objetivo é contribuir diretamente na vida destes atletas e no desenvolvimento do esporte brasileiro”, explica Mirella Lavrini, superintendente de Marca e Comunicação da MAG Seguros. 

Pelo terceiro ano consecutivo a MAG Seguros patrocina uma das maiores redes de teatros do país, a Opus Entretenimento, que é responsável pela administração de casas em cinco cidades brasileiras. 

A seguradora também patrocina, pelo segundo ano, a Nova Orquestra. Regida pelo maestro Éder Paolozzi e composta por trinta músicos, o grupo tem como proposta promover a democratização e o acesso do público a peças e concertos clássicos. 

Ainda neste assunto, a MAG Seguros começa, em 2021, o patrocínio ao Instituto Baccarelli, que realiza um importante trabalho de transformação social a partir da música na comunidade de Heliópolis, em São Paulo. 

A MAG Seguros também é patrocinadora, pelo oitavo ano, das iniciativas voltadas para o desenvolvimento de pesquisa e inovação do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Em Barretos, a companhia patrocina o projeto de criação da rede de Biobancos do Hospital de Amor. 

Já em Porto Alegre, o patrocínio é para o projeto Piafi, programa que consiste em uma série de iniciativas desenvolvidas pela Universidade da Terceira Idade da PUC-RS voltadas para a prática de exercício físico de pessoas com mais de 60 anos. 

Mauricio Galian assume a vice-presidência da HDI com saída de Fábio Leme

Mauricio Gulian

Cargo passa a acumular as áreas de inovação, produtos, técnica e sinistros

O diretor executivo de Produtos e de Resseguros Mauricio Galian assume a partir deste mês a vice-presidencia da HDI Seguros. Com a saída de Fábio Leme, depois de 11 anos na seguradora alemã, o cargo passa a acumular as funções antes desempenhadas pelos dois. Ou seja, Galian segue com suas funções de produtos e resseguros e também assume Digital, Pricing, Analytics, Atuarial, Estatística e Performance, Juridico, Operações e Sinistros.

“A vice-presidência volta a centralizar as atividades técnicas e de sinistros e terá a importante responsabilidade de continuar os caminhos iniciados de diversificação, inovação e adequação dos nossos produtos para nova realidade do setor de seguros”, informou Galian ao blog Sonho Seguro.

Galian chegou durante a pandemia, em setembro de 2020, na HDI, que tem como mantra ser uma empresa humana, digital e inovadora. “Quando cheguei, todos nós achávamos que a pandemia estava acabando. Agora torcemos para que o governo consiga grande sucesso com o plano de vacinação, para quem sabe até maio consigamos voltar com parte das pessoas no presencial. Claro que todos se adaptaram ao home office, mas todos sabemos também que estar junto faz a diferença em diversas áreas, como criatividade”, comentou.

O executivo atua em seguro há 35 anos, passando pelas mais diversas áreas, como técnica, sinistros, operações, resseguro entre outras, dos mais variados segmentos, especialmente auto e massifcados. “Minha expectativa é colaborar com os projetos de melhoria de performance, gerando ainda mais diferenciais para a seguradora em relação às experiências dos clientes e corretores”, afirmou.

A estratégia da HDI para 2021 segue o ritmo já dado de diversificação da companhia, que sempre teve tradição em automóvel. Nos últimos anos, a seguradora ingressou em residencial e empresarial. “Agora é reforçar a diversificação com serviços e produtos nos segmentos vida, transporte, máquinas e também se preparar para entrar em agronegócios em 2022”, conta Galian.

Nos últimos três anos, a HDI tem trabalhado intensamente em digitalização de processos e desenvolvimento de novos produtos, criando um grande ecossistema de parcerias e oportunidades que permitem a diversificação e o aumento da área de atuação da companhia. Criou uma joint venture com o Santander para lançar a seguradora digital Santander Auto, autorizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) em janeiro de 2019 e foi considerada um case de sucesso já no primeiro ano de funcionamento.

Em setembro de 2020, HDI e Icatu lançaram o primeiro produto da parceria anunciada em fevereiro de 2019. A Icatu Seguros é responsável pelo desenvolvimento de produtos exclusivos, emissão de apólices e atendimento ao consumidor, garantindo a melhor experiência do cliente no pós-venda, assistências e sinistros. Já à HDI compete a distribuição, por meio de sua força comercial, que inclui filiais e escritórios em todas as regiões do País e mais de 23 mil corretores integrados.

Diante do sucesso desta estratégia de parcerias, a HDI está em conversas com um parceiro para explorar o mundo do agronegócio. “Certamente novas parcerias assim serão negociadas neste ano”, aposta. A mais recente novidade é o produto One Click, que é a cotação do seguro de auto com apenas três informações do cliente, o que substitui aquelas mais de 15 perguntas feitas até então por todo o setor. “Esperamos que este produto ganhe força neste ano. O projeto piloto começou em 20 de dezembro, com um parceiro de negócio importante, que tem uma rede de vendedores expressiva. Eles estão muito animados com a experiência, que traz uma boa jornada tanto para o corretor como para o consumidor”, garantiu.

Além da inovação e maior diversificação da carteira de negócios, faz parte da pauta da seguradora, assim como de todo o mercado segurador, uma revisão geral de subscrição de riscos e de processos. O balanço de 2020 está previsto para ser divulgado no final de fevereiro. Segundo Galian, o resultado do ano passado está dentro do que foi acordado com os acionistas.

“Queremos crescer em market share, mas temos o desafio do ganho operacional. Com a redução da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, todos nós precisamos de avanços operacionais para compensar a queda do ganho financeiro obtido com a aplicação das reservas no mercado financeiro. Temos de rever custos. Gastar somente o necessário. O que não é, fica para um segundo plano. E fazer revisões de subscrição, negociar com fornecedores”, citou.

O executivo, formado em Marketing pela Universidade Paulista (UNIP), tem especialização em Matemática Financeira pela Fundação Getúlio Vargas e MBA em Gerenciamento Avançado pelo IESE Business School, de Navarra (Espanha). Iniciou sua carreira na Paulista Seguros e ocupou importantes funções, como diretor técnico, diretor de Sinistros e Diretor de TI, Operações e Pós, em seguradoras como AGF, Liberty, BBMapfre e Mapfre.

SulAmérica vai emitir R$ 700 milhões em debêntures

sulamerica

Os recursos levantados serão utilizados para reforço e adequação dos níveis de liquidez

A SulAmérica informou que irá emitir R$ 700 milhões em debêntures, em duas séries, segundo comunicado enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo a empresa, as debêntures da primeira série e da segunda série terão vencimento em 1º de fevereiro de 2024 e 1º de fevereiro de 2026, respectivamente. Os recursos levantados serão utilizados para reforço e adequação dos níveis de liquidez disponíveis da empresa.

Inovação é tema de webinar promovido pelo IRB Brasil RE, MAG Seguros e PUC-Rio

Edição 2021 do Insurtech Innovation Program será apresentada ao vivo, na segunda-feira (18/01), às 18h. Inscreva-se e participe! 

Fonte: IRB

Como a inovação pode mudar a vida de estudantes e profissionais? O IRB Brasil RE, a MAG Seguros e a PUC-Rio promovem na segunda-feira (18/01), à 18h, um webinar para responder a pergunta e apresentar o Insurtech Innovation Program 2021, inciativa pioneira no mercado de seguros e resseguros. Estarão ao vivo o diretor de Clientes, Inovação e Marketing do IRB Brasil RE, Lucas Mello, a superintendente de Gestão da Inovação da MAG Seguros, Renata Loyola, e ex-participantes do programa. Para assistir, é necessário se inscrever gratuitamente no endereço ecoa.puc-rio.br/#/e/1100. 

O Insurtech Innovation Program, que é uma parceria das duas empresas com a universidade, chega a sua 4ª edição neste ano. Pela primeira vez, o programa poderá contar com a participação de alunos de graduação de qualquer lugar do país. As inscrições para a seleção estão abertas, e os interessados podem se candidatar até 03/02 em http://insurtech.les.inf.puc-rio.br/. As aulas começam em março de 2021. 

O programa visa desenvolver alunos de graduação em conhecimentos de inovação e ferramentas tecnológicas como inteligência artificial, machine learning, internet das coisas e blockchain. A partir disso, o Insurtech incentiva a busca por soluções que possam contribuir com o mercado de seguros e resseguros a partir de diferentes temas, como longevidade, relacionamento com o cliente e novos produtos. 

Ao todo, são 21 vagas e o processo seletivo consiste em análise do formulário preenchido e dos materiais enviados, incluindo a criação de um vídeo, produção de uma linha do tempo sobre a vida pessoal acadêmica e um descritivo sobre o candidato. Já na segunda etapa, haverá entrevistas e dinâmicas individuais. Nenhum pré-requisito é exigido. Todos os selecionados ganharão uma bolsa-estágio e é necessário que os estudantes tenham disponibilidade diária no período da tarde, porque as aulas acontecerão das 14 às 18 horas de segunda a sexta-feira, com carga horária de 20 horas semanais e duração de um ano. 

Sidney Rodrigues assume como diretor financeiro administrativo na Brasilseg

sidney rodrigues

Fonte: BrasilSeg

A Brasilseg, uma empresa BB Seguros, anuncia Sidney Rodrigues como seu novo diretor Financeiro e Administrativo. O executivo atua no mercado de seguros há mais de 24 anos, ocupando anteriormente as posições de superintendente de Controle Econômico, gerente executivo de Controladoria e gerente de Contabilidade na MAPFRE; também foi superintendente executivo de Controladoria no Grupo Segurador Banco do Brasil e MAPFRE.  Rodrigues é bacharel em Contabilidade pela Universidade de Santo Amaro e tem MBA em Gestão Empresarial pela FGV, além de ter participado do Programa Diretivo de Gestão Global de Riscos em Entidades Seguradoras no Instituto de Estudios Bursátiles (IEB), em Madrid, Espanha.  

Paulo Umeki deixa Liberty Seguros após 17 anos na liderança de projetos inovadores

paulo Umeki

As áreas de Técnica & Produtos e Analytics foram unificadas a partir de 1º de janeiro de 2021, sob a gestão de Rafael Citelli

Depois de 17 anos contribuindo para o crescimento da Liberty Seguros, que acumula premiações com a temática Inovação, Paulo Umeki deixa o grupo e busca novas oportunidades. “Foi um ciclo espetacular na Liberty. Quando entrei, em 2003, o grupo tinha 13 filiais e agora tem mais de 60. Atuava com 3 mil corretores e agora são mais de 18 mil. É a quinta no ranking de automóvel, com rentabilidade destacada. O grupo tem um projeto muito sólido de inovação, que traz ganhos incríveis. Investir na digitalização exige investimentos robustos em integrações digital com parceiros para levar ao consumidor produtos e serviços integrados em tempo real, que se iniciem e terminem dentro da plataforma”, diz ele ao blog Sonho Seguro.

A Liberty Seguros informou que, como parte de uma estratégia global, as áreas de Técnica & Produtos e Analytics foram unificadas a partir de 1º de janeiro de 2021, sob a gestão de Rafael Citelli. Citelli ingressou na Liberty em 2009 assumindo a Diretoria Atuarial. Desde então, junto ao seu time, contribuiu para a seguradora evoluir significativamente na sofisticação de preços e no desenvolvimento e governança de dados para tomada de decisão. Em 2015, Rafael liderou o time do Centro de Excelência em Precificação da Liberty na América Latina, retornando à Liberty Seguros do Brasil em maio de 2016 no cargo de Vice Presidente de Analytics.

Como parte dessa movimentação, Paulo Umeki deixa a Liberty Seguros após 17 anos, durante os quais liderou projetos importantes para o crescimento e rentabilidade da companhia, implantando produtos diferenciados como o Auto Consciente e o Caminhão Individual. Além disso, Umeki atuou como líder de projetos voltados ao desenvolvimento dos cotadores online da companhia, hoje reconhecidos como uma das melhores ferramentas do mercado”, informa a Liberty.

Umeki, assim como outros executivos que deixam empresas para as quais se dedicaram há anos, ingressa num mundo novo para eles, no qual o primeiro passo é entrar no Linkedin e abrir uma empresa para empreender com um CNPJ próprio. 

“Trabalho há 40 anos, desde 1972, de forma ininterrupta e assim pretendo continuar pelo menos pelos próximos 20 anos. Tenho muita experiência no setor de seguros, no tradicional e no digital. Sei o quanto este setor tem mudado e por isso me sinto jovem, com muita energia para tocar novos projetos que exigem experiência com regulamentação, que tem mudado muito desde o final de 2019, e que acompanhava de perto na Liberty por ser o diretor responsável pela Susep”, comentou. 

A boa notícia para os profissionais do setor de seguros que anunciaram o fim de um ciclo em suas companhias nestes últimos quatro meses, como Gabriel Portella, (SulAmérica), Newton Queiroz (Argo Seguros), Francisco Vidigal Filho (Sompo Seguros) entre outros, é que há muitos projetos em andamento em praticamente todas as seguradoras para tornar as operações digitais, sem qualquer papel, além dos novos investidores, que apostam em seguros para elevar a rentabilidade de seus negócios, como varejistas, bancos tradicionais, digitais como Nubank, Inter C6, Original, marketplaces financeiros como a XP, BTG entre outros, como o aplicativo Ifood, que acaba de criar conta digital. 

“O mundo é digital. A jornada de todos é trabalhar sem papel, reduzir custos e assim encurtar o ciclo de vida das operações e ganhar eficiência. Todas as companhias priorizam isso, criando para corretores e para consumidores meios digitais de relacionamento. Todos sabem que a sociedade dá menos valor para carro de sua propriedade e valoriza muito a experiência. E isso nos traz muitas oportunidades, como seguros de responsabilidade civil, por exemplo, sendo a CNH e não o carro o fator preponderante do seguro. Certamente em breve terei boas notícias sobre novos projetos, nos quais poderei contribuir com minha experiencia e valores acumulados ao longo desses anos de intensa mudança do setor”.

Desempenho da economia impacta os seguros de modo diverso, destaca CNseg

Marcio Coriolano cnseg

Destaque positivo para Danos e Responsabilidades com avanço de 5,7% no acumulado do ano. Se comparado ao mês de outubro de 2020, o setor de seguros cresce 2,8% em novembro. Seguro de Automóveis apresenta alta de 3,9% em novembro sobre o mesmo mês de 2019. Seguro rural cresceu 31,1% nos 11 meses do ano

Fonte: CNseg

A análise de desempenho do setor segurador realizada pela CNseg – Confederação Nacional das Seguradoras mostra que a arrecadação de prêmios totalizou R$ 242,9 bilhões no acumulado do ano até novembro, decréscimo de 0,2% comparando-se com o mesmo período de 2019. Nessa comparação, as apólices de Danos e Responsabilidades puxaram o mercado para cima, com avanço de 5,7%. O viés de baixa setorial prevaleceu em virtude da retração do segmento de Cobertura de Pessoas (-2,3%) e dos Títulos de Capitalização (-3,5%). Já na análise de 12 meses móveis fechados em novembro, a arrecadação foi de R$ 269,6 bilhões, alta de 0,8%, em relação ao último período equivalente encerrado em novembro de 2019. No mês de novembro último, a receita total foi de R$ 22,9 bilhões, evolução de 0,2% sobre o mesmo mês de 2019, e de 2,8% na margem (sobre outubro). 

“Confirmando o histórico desde 2018, a crise recessiva impacta de modo diverso os diferentes ramos de seguros, eles mesmos caudatários do comportamento da produção, da renda e do emprego nos segmentos da economia demandantes de seguros, de previdência privada e de capitalização”, analisa o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, em editorial da edição nº 36 da Conjuntura CNseg, publicada pela Confederação Nacional das Seguradoras, disponível na íntegra em cnseg.org.br. 

Carro-chefe do segmento de Danos e Responsabilidades, o seguro de Automóveis apresentou alta de 3,9% em novembro sobre o mesmo mês do ano passado, totalizando R$ 3 bilhões em prêmios. Contribuiu de forma significativa para a produção mensal de prêmios nesse segmento, que alcançou R$ 6,6 bilhões em novembro – salto de 11,5% sobre o mesmo mês do ano anterior. Mesmo assim, a carteira de Automóveis teve perda no acumulado do ano, de 3%, em relação à igual período de 2019. E de 2,5% na média de 12 meses encerrados em novembro, quando comparado ao período equivalente encerrado em novembro do ano passado. De janeiro a novembro de 2020, a receita do seguro Automóveis alcançou R$ 31,7 bilhões e, o segmento de Danos e Responsabilidades como um todo, R$ 71,1 bilhões.  

Algumas modalidades apresentaram um comportamento extraordinário em termos de arrecadação no acumulado do ano. Entre os exemplos, Marítimos e Aeronáuticos, com alta de 45,5%; Rural, 31,1%; Responsabilidade Civil, 20,8%; Crédito e Garantia, 15,6%; Patrimonial, 10,3%; e Habitacional, 7,8%.

No segmento de Cobertura de Pessoas, embora tenha crescido 8,9% comparativamente ao mês anterior, perdeu arrecadação equivalente a 3,8% contra o mesmo mês de novembro do ano passado, acabando então por apresentar taxa negativa de 2,3% no acumulado de janeiro a novembro.  

Dada a participação de mercado, R$ 151 bilhões no acumulado do ano (mais do que o dobro da de Danos e Responsabilidades), o desempenho das apólices de Pessoas afeta o resultado geral. Se no conjunto de Planos de Risco (Vida, Prestamista, Viagem, entre outros), a taxa acumulada positiva, agora de 4,4%, os Planos de Acumulação (VGBL e PGBL) acumularam perda de 4,5% no ano.  

Já o segmento de Capitalização, com arrecadação até novembro de R$ 20,9 bilhões, houve avanço nas receitas no mês, de 4,4%, mas perdas nominais líquidas de 3,8% comparado com idêntico mês de 2019 e de 3,5% no período acumulado de janeiro a novembro. 

“No acumulado do ano contra o do ano anterior então a tendência também deverá ser de estabilidade e caso haja crescimento incremental de 2% de dezembro contra dezembro de 2019, o ano fechará no mesmo patamar nominal de arrecadação”, avalia Marcio Coriolano.

Nesta edição, duas seções – Economia Brasileira e Análise de Desempenho – aprofundam uma visão das conexões entre a economia e o setor de seguros. O texto da conjuntura econômica destaca que os estímulos fiscais concedidos colaboraram para uma queda menos pronunciada do PIB em 2020 – de 10% para algo abaixo de 5% – mas produzem o risco de reduzir o crescimento potencial nos próximos anos, ao impactar as contas públicas, que são o maior problema do País.

A busca de reequilíbrio fiscal, diz o estudo, dependerá de um cronograma assertivo de diversas reformas, e, sobretudo, de um programa de vacinação em massa tempestivo.  Mesmo com uma segunda onda da Covid-19, em curso em diversas nações do mundo, a extensão das medidas emergenciais podem ser decisivas a curto prazo, mas podem comprometer o crescimento futuro. Ou seja, quanto maior o estímulo, menor tende a ser a projeção de crescimento ao longo do tempo.

De certo modo, os movimentos cíclicos da economia são reproduzidos no desempenho do seguro.  É o que demonstra a nova Análise de Mercado, ao se debruçar sobre os números do setor em novembro.  O resultado de novembro, mesmo tendo crescido apenas 0,2% sobre o mesmo mês de 2019, é um sinal importante de que a arrecadação de prêmios está mais perto de fechar o ano estável, uma notícia positiva em um 2020 em que a grande maioria das atividades econômicas marcha para fechar no vermelho, dada a intensidade da crise gerada pela pandemia.  

IRB+Inteligência aponta alta no faturamento das seguradoras pelo sexto mês consecutivo

Irb Brasil Re

Boletim mostra que o crescimento dos prêmios emitidos foi de 10% em novembro de 2020

Fonte: IRB

O mercado segurador registrou alta no faturamento (prêmios emitidos) pelo sexto mês consecutivo. Em novembro de 2020, o crescimento foi de 10% em relação ao mesmo período de 2019, totalizando cerca de R$ 10,5 bilhões. É o que aponta o Boletim IRB+Mercado, relatório divulgado pelo IRB+Inteligência, serviço de inteligência de dados do IRB Brasil RE.

O crescimento acumulado de janeiro a novembro de 2020 fechou em 4,9%, totalizando R$ 112,2 bilhões em prêmios emitidos em seguros. Responsável por 37% do faturamento total do mercado, o segmento de seguros de Vida teve variação positiva de 4,2% na comparação entre os acumulados de 2020 e 2019: alta de R$ 1,6 bilhão. Só em novembro, o faturamento desse ramo chegou a R$ 4 bilhões.

O índice que mede a proporção entre as despesas com sinistros ocorridos e o faturamento alocado no mês de novembro de 2020 apresentou aumento de 4,3 pontos percentuais na comparação com novembro de 2019. Porém, no acumulado do ano, segundo o Boletim IRB+Mercado, o índice de sinistralidade apresentou melhora com o recuo de 1,6 ponto percentual.

“Novembro foi mais um mês excepcional para o mercado segurador, em que o faturamento cresceu 10%, ratificando a tendência de melhora macroeconômica do país”, avalia o CEO e presidente do Conselho de Administração do IRB Brasil RE, Antonio Cassio dos Santos.

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros e resseguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep no fim de dezembro, com foco nos seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A terceira edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios. A análise, que é publicada mensalmente, está disponível, na íntegra, no site da companhia (http://www.irbre.com).

No mesmo endereço, o IRB oferece ainda um painel de dados interativo, que permite fazer consultas dinâmicas aos dados. O Dashboard IRB+Mercado Segurador, como é chamado, foi desenvolvido pelo ressegurador, é gratuito, de fácil acesso e traz informações de todo o setor.