Renan Pinto assume como CFO do Qsaúde

Executivo tem mais de 15 anos de experiência internacional em finanças corporativas, com passagens pela Gerdau Brasil, EUA, Índia e Peru. Foi ainda Diretor de Tecnologia e Transformação Digital da companhia

FonteL QSaúde

O economista Renan Pinto, de 38 anos, assume como CFO do Qsaúde, a nova operadora de planos de saúde individuais que alia medicina de qualidade à tecnologia para oferecer um novo conceito de assistência à saúde. O executivo veio da Gerdau, onde ocupava o cargo de Diretor Sênior de Tecnologia e Transformação Digital (CIO/CDO nas siglas em Inglês) na operação da empresa na América do Norte. No seu último ano, acumulava também a função de Diretor Financeiro da operação da Gerdau no Peru. É com essa ampla bagagem em finanças corporativas e em cultura tecnológica que o executivo desembarca de Tampa, na Flórida, no Qsaúde, que foi lançado em outubro do ano passado para atender, inicialmente, a população de São Paulo. 

“Liderar a transformação digital de uma grande companhia e fazer captação para startups foram desafios que me deram uma visão ampla sobre a importância de se ter uma cultura corporativa voltada à tecnologia”, diz Renan, que é natural do Rio de Janeiro, formado em Economia pelo IBMEC e tem mestrado em Administração pela Stanford Graduate School of Business, que figura entre uma das melhores universidades do mundo. 

De volta ao Brasil depois de acumular 10 anos de experiência internacional, o economista está animado com o novo desafio, agora no Setor de Saúde Suplementar. “O modelo de negócios do Qsaúde já nasceu digital. Mas queremos fortalecer esse DNA em todas as áreas, inclusive na financeira. Chego para somar minha experiência em finanças corporativas e com ambiente digital ao modelo de negócios Q, com o objetivo de impulsionar resultados por meio da tecnologia”, afirma. 

Isso significa, de acordo com o executivo, trazer mais eficiência operacional, melhorar continuamente os indicadores de qualidade, além de aprimorar de forma perene a jornada dos clientes e profissionais da saúde dentro do plano. 

Renan chega para reforçar o time de executivos que está sendo montado pelo CEO da empresa, José Seripieri Junior. Em dezembro, Junior trouxe da Hapvida o médico cirurgião cardiológico Anderson Nascimento como Vice-Presidente Executivo. Até novembro, Anderson era o Superintendente Nacional da Rede Própria Hapvida e ainda foi Superintendente na Prevent Senior, onde trabalhou por 14 anos. 

Já estão entre as lideranças da empresa Gustavo Ribeiro (Assuntos Estratégicos), que foi Vice-Presidente da Fundação Zerbini e do Instituto do Coração (InCor) e diretor de Relações Institucionais da UnitedHealth Group (UHG) para América Latina e Estados Unidos, Fabian Rocha (Jurídico), que é ex-diretor jurídico da Qualicorp, e Sandra Brasil (Comunicação), jornalista que atuou por mais de 20 anos nas principais redações dos veículos de mídia do país e foi diretora de duas agências de comunicação. À frente da área médica está o cardiologista Ricardo Casalino, que antes de chegar ao Qsaúde ocupava o cargo de Coordenador Médico na Prevent Senior. 

No Brasil, seguradoras enfrentam raros casos de pedidos de lucro cessante por pandemia

Se não houver consenso, é possível tentar uma mediação ou conciliação, antes de litigar, recomenda a advogada Márcia Cicarelli

Um temor ronda o mercado segurador mundial desde o início da pandemia: a judicialização. Entenda-se aqui ter de indenizar apólices de seguros com exclusão de cobertura para pandemia. No dia 15 de janeiro deste ano, a Justiça britânica decidiu a favor de um grande número de pequenas e médias empresas que, representadas pelo regulador financeiro, contestaram a decisão das seguradoras de não as indenizar por lucro cessante pela interrupção da sua atividade devido à pandemia de coronavírus.

Esta decisão poderá influenciar várias partes do mundo, inclusive o Brasil, onde a cobertura securitária é encontrada em seguros empresariais, de riscos operacionais e de riscos nomeados. No Reino Unido a perspectiva é de que terá consequências para cerca de 370 mil empresas, poderá implicar uma indenização de US$ 1,6 bilhão, segundo cálculos da FCA, autoridade de conduta financeira. Trata-se de empresas que tiveram de fechar as portas, como lojas, bares, restaurantes e boates.

A advogada Marcia Cicarelli, do Demarest Advogados, comentou o assunto com o blog Sonho Seguro. Leia os principais trechos da entrevista concedida por email:

Como você ve a definição da Justiça britânica de que os pagamentos de lucros cessantes devem ser feitos pelas seguradoras aos seus clientes?

A decisão leva em consideração cláusulas específicas em que o pagamento de lucros cessantes não está vinculado à exigência de dano material à propriedade tangível. São as chamadas cláusulas de ocorrência de doença notificável e/ou de impedimento de acesso por autoridade governamental. Considerando um contexto novo, de pandemia, o objetivo do julgamento na Justiça Britânica foi garantir maior certeza sobre a interpretação dessas cláusulas de maneira coletiva e, portanto, uniforme. Independentemente de concordar ou não com a decisão, o procedimento adotado foi incrível. A iniciativa do órgão regulador (FCA) na defesa dos interesses segurados, algo inédito, e o processo tramitou de forma muito rápida. Em menos de 1 ano, obteve-se uma decisão da Suprema Corte com uma interpretação para essas cláusulas. Imagine quando processos judiciais deixarão de ser propostos em razão desse procedimento? A rapidez e a segurança jurídica obtidas são muito positivas para o mercado, mesmo que se discorde de alguns pontos da decisão.

Nesses contratos havia cláusula de exclusão de pandemias? Ou o pagamento deve ser feito apenas nos contratos sem a exclusão?

Não havia exclusão para pandemias. O objetivo do julgamento foi justamente interpretar essas cláusulas num contexto de pandemia, que obviamente não era o risco imaginado quando essas cláusulas foram elaboradas.

E no Brasil, como esta sendo conduzido este tema?

No Brasil, esse tipo de cláusula é muito rara. Portanto, são poucas as reclamações de sinistros de lucros cessantes e as que foram feitas, foram rejeitadas administrativamente de forma sumária, já que não havia cobertura, quer em razão de exclusão expressa relacionada à pandemia ou de disposição expressa no sentido de ser necessária uma caracterização do dano material para acionar a cobertura de lucros cessantes. Já há alguns litígios e outros devem ser iniciados com reclamações de lucros cessantes decorrentes do fechamento de empresas em função da pandemia, mas entendo que o número de casos não deve ser alto.


Os valores a serem pagos, ate onde sei irrisórios, devem ser feito pela preservação da imagem do setor? 

Os valores a serem pagos no Reino Unido são altíssimos e decorrem do julgamento. No Brasil, se não há cobertura, o pagamento não pode, nem deve ser efetuado. Além de problemas de recuperação de resseguro, a seguradora poderia enfrentar questionamentos da própria SUSEP. 

Os clientes estão acionando as seguradoras?

Conforme acima, por enquanto, tenho notícias de ações pontuais de clientes. Como houve suspensão de prazos prescricionais, esse número deve aumentar, mas não acredito que será significativo.

E se as seguradoras pagarem, terão o apoio dos resseguradoras?

Entendo que não. O pagamento ‘ex gratia’ é sempre excluído do contrato de resseguro.

Qual seria a melhor saída para esse complexo debate, na sua opinião?

Diferentemente do Reino Unido, temos poucos casos no Brasil que ensejariam uma dúvida de interpretação sobre a cobertura de lucros cessantes. Nesses casos, se houver uma dúvida legítima  sobre a existência ou não de cobertura,  a seguradora deve regular o sinistro e apresentar ao segurado sua análise de cobertura. Se não houver consenso, é possível tentar uma mediação ou conciliação, antes de litigar. O litígio (na Justiça comum ou arbitragem) é o último recurso, mas pode haver  casos em que se mostre inevitável.

Fragilidade econômica e disparidades sociais são os riscos mais preocupantes

COVID-19 mudou o cenário de risco global. Os riscos foram priorizados, novos riscos surgiram e outros foram intensificados

O Fórum Econômico Mundial divulgou nesta terça-feira a edição 2021 do Global Risk Report, que traz um panorama dos principais riscos que devemos enfrentar globalmente nos próximos anos. Produzido pela Zurich Insurance Company Ltd em parceria com a Marsh & McLennan Companies e as Universidades de Oxford e de Singapura, entre outros, o trabalho ouviu 700 especialistas e tomadores de decisão em todo o mundo.

A fragilidade econômica e as disparidades sociais agravadas pela pandemia do novo coronavírus são um dos pontos centrais de risco a serem considerados pelos gestores e governos nos próximos anos.

O relatório ressalta também que, se por um lado a crise da Covid-19 acelerou a 4ª Revolução Industrial, expandindo a digitalização das interações, comércio eletrônico, educação online e trabalho remoto, por outro, pode ampliar a desigualdade digital no curto prazo.

A mudança climática, por sua vez, continua sendo um dos riscos globais de maior impacto, especialmente pelo enfraquecimento da cooperação global. A migração para uma economia mais verde é necessária e urgente para evitarmos o risco de perda de biodiversidade e falta de recursos naturais no futuro próximo.

Saadia Zahidi, diretora do World Economic Forum, reconhece “o quão difícil é para governos, empresas e outros stakeholders abordar estes riscos a longo-prazo, mas a lição para todos nós passa por reconhecer que ignorar estes riscos não faz com que a probabilidade de acontecerem seja menor. E não há vacina para isso, tem que ter ações”.

Rebeca Toyama, especialista em carreiras, lembra que os cinco principais fatores de risco descritos no relatório impõem desafios para os profissionais.

Doenças contagiosas: A pandemia de COVID-19 trouxe uma nova realidade, acelerou a transformação digital e nossa rotina de trabalho com o home office. Está, sem dúvida, é uma questão de saúde pública, mas que traz para o ambiente profissional um cuidado com as equipes de trabalho, na manutenção dos protocolos de saúde e isso trará, para os líderes e para as equipes, uma atenção maior com este fator que já transformou as nossas vidas;

Crises de imigração: Lidar com o outro, estar aberto à integração entre as equipes de trabalho lidando com as diferenças de crença e de cultura devem ser a realidade e preocupação dos profissionais. As crises mundiais continuarão levando a mudanças e desafios, como as questões imigratórias, e isso impacta diretamente a vida profissional;

Eventos causados pelas mudanças climáticas: Além de novos modos de vida dentro de um dia a dia cada vez mais impactado pela tecnologia, as mudanças climáticas também farão parte dessa realidade. Como as novas fontes de energia, a economia da redução de gases causadores do aquecimento global, novos materiais, entre outros temas irão gerar novas oportunidades nas empresas. Profissionais atualizados com essa realidade, conhecedores de novas legislações já aplicadas em países desenvolvidos e experientes na aplicação dessa realidade ao mundo das empresas, serão especialmente requisitados;

Falhas em cybersegurança: Ataques de hackers, roubo e segurança de dados, chaves e senhas e compartilhamento de informações, entre outros temas, serão a realidade no mundo profissional. Se considerarmos a realidade do home office, as empresas e os profissionais precisam ter cuidado com o trânsito de informações nas redes e estarem atualizados com estas soluções. Cuidar bem das informações profissionais utilizando computador pessoal e smartphone será fundamental, pois dados oferecem um risco quando caem em mãos erradas;

Desigualdade digital: Este é um risco que afeta toda a economia, pois à medida em que nossa vida fica mais tecnológica com soluções de aplicativos, delivery, organização do trabalho doméstico e profissional no dia a dia, a desigualdade digital fica ainda mais evidente, e é um dos principais riscos do Global Risk Report. Os profissionais que desenvolvem soluções para reequilibrar o acesso à informação, à internet e à digitalização vão fazer a economia crescer de forma sustentável. Em países como o Brasil, este é um risco ainda mais premente com tantas dificuldades.

Mesmo na crise, brasileiro não abre mão de plano de saúde

Vera Valente FenaSaúde

Saúde suplementar ganha 560 mil novos beneficiários em 2020, primeira alta em seis anos

Fonte: FenaSaúde

Mesmo em meio à forte crise causada pela pandemia, os planos de saúde brasileiros registraram aumento de 560 mil beneficiários em 2020. Trata-se de alta de 1,2%, a primeira no setor desde 2014, conforme prévia de dados divulgada hoje pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Apenas no mês de dezembro, foram 179 mil novos beneficiários na saúde suplementar. São agora 47,6 milhões de pessoas atendidas.

Segundo Vera Valente, diretora executiva da FenaSaúde, “o resultado positivo demonstra que as pessoas, cada vez mais, reconhecem a importância da saúde suplementar e, mesmo em meio a uma crise como a atual, buscam acesso à qualidade da assistência prestada pelos planos e seguros de saúde privados”.

O intuito das operadoras da saúde suplementar é que ainda mais usuários possam contar com um plano de saúde privado. Esse tem sido o esforço das empresas associadas à FenaSaúde, no sentido de tornar seus produtos mais aderentes às necessidades de uma população heterogênea como a nossa e mais acessíveis num mercado de trabalho cada vez mais marcado pela informalidade.

Alta da sinistralidade

O ‘Boletim Covid-19’, divulgado pela ANS, também mostrou que, em dezembro, a utilização dos planos de saúde pelos beneficiários voltou a subir e superou o patamar de um ano antes. 

Isso significa que os beneficiários estão usando o sistema privado mais do que usavam antes da pandemia, revertendo a expressiva queda relacionada com o novo coronavírus registrada no primeiro semestre do ano passado.

A sinistralidade – isto é, o percentual de receita operacional da saúde suplementar consumida para pagar os custos de assistência – chegou a 80% no último mês de 2020. Em junho passado, batera no piso de 62%, conforme a ANS.

Como exemplos, em dezembro a ocupação de leitos para atendimento à covid-19 alcançou o maior índice do ano e, pela primeira vez em 2020, a taxa de ocupação geral de leitos ficou acima do verificado no mesmo período em 2019. Serviços de apoio diagnóstico cresceram mais de 9% em relação a um ano antes.

Queda nas reclamações

A ANS também informou que, em dezembro, houve queda de 15,2% no total de demandas de reclamação de consumidores (assistenciais e não-assistenciais) registradas nos seus canais de atendimento em comparação ao mês anterior. Especificamente nos casos relacionados ao coronavírus, a redução desde julho chega a 66%, para apenas 1.173 reclamações num universo de 47,6 milhões de usuários.

Registre-se também que, segundo a ANS, 1,7 milhão de exames do tipo RT-PCR para detecção da covid e 235 mil exames sorológicos de identificação de anticorpos da doença foram cobertos pelos planos desde o início da pandemia.

Viva Previdência comemora resultados de investimentos

Silas Devair

Os três planos oferecidos pela entidade, o Viva Empresarial, Viva Futuro e Viva Pecúlio, apresentaram em dezembro e no ano de 2020 resultados positivos, em alguns casos bem acima das metas atuariais

Fonte: Viva Previdência

A Viva Previdência, Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC), comemora resultados em seus planos no ano passado, apesar do cenário difícil da economia e do mercado financeiro, em função da pandemia da Covid-19. Com mais de 50 mil assistidos em todo o país, a fundação tem hoje um patrimônio de cerca de R$ 3,5 bilhões.

Os três planos oferecidos pela entidade, o Viva Empresarial, Viva Futuro e Viva Pecúlio, apresentaram em dezembro e no ano de 2020 resultados positivos, em alguns casos bem acima das metas atuariais. “Mais uma vez, a Viva apresenta números surpreendentes, apesar do movimento de grande volatilidade nos preços dos ativos no ano passado”, afirma Silas Devai Jr., diretor-presidente da fundação.

O Viva Futuro, o plano mais novo da fundação, teve rentabilidade em dezembro de 0,92%, acima da meta referencial de 110% do CDI, que foi de 0,18%. No ano, a carteira consolidada registrou resultado positivo de 4,58%, atingindo 158% acima da meta, que foi de 2,90%.

A estratégia de investimentos do Viva Empresarial foi construída de forma a suportar as flutuações de mercado e foi voltada ao horizonte de retorno de longo prazo. Assim, apenas em dezembro, a carteira do plano obteve retorno positivo de 2,93%, diante de uma meta de 1,81%.

No segmento de renda fixa, por exemplo, a valorização do Viva Empresarial em dezembro foi de 1,59%, bem superior ao CDI (taxa de juros do mercado financeiro), que alcançou 0,16%. No ano, a rentabilidade foi de 3,32%, contra o CDI de 2,76%.

Na renda variável, a carteira do Viva Empresarial valorizou 8,26% no mês, enquanto o Ibovespa subiu 9,30%. No ano, a carteira de renda variável registrou valorização de 2,18%, pouco abaixo do Ibovespa, que subiu 2,92%.
Finalmente, o Viva Pecúlio, o mais tradicional e antigo da entidade, valorizou 2,40% em dezembro, acima da meta atuarial de 1,80% no mês. No ano, a rentabilidade foi de 4,85%, abaixo da meta atuarial, que foi de 9,73%, mas 176% superior ao CDI, que foi de 2,76%.

Wiz entra na disputa pelo balcão da Caixa como co-corretora

wiz

As corretoras interessadas terão de ofertar serviços de recuperação de clientes, aporte de tecnologia, intermediação tradicional de seguros e prospecção de clientes fora do balcão Caixa

A Wiz Soluções e Corretagem de Seguros informou que submeteu ofertas preliminares e não vinculantes no âmbito do processo competitivo aberto pela Caixa Seguridade para seleção de uma cocorretora para atuação em todas as linhas de negócios objeto do referido processo competitivo. A concorrência é conduzida pela EY e os interessados deveriam enviar proposta não vinculante até 15 de janeiro.

O modelo de parceria será estabelecido via acordo operacional e terá prazo de dez anos. O prazo começa em 15 de fevereiro de 2021, quando termina a exclusividade da Wiz. A atuação da corretora própria da Caixa Seguridade será como um agente viabilizador das demandas do balcão da Caixa, com foco na gestão de parcerias.

A concorrência será dividida em quatro blocos: produtos Caixa Seguridade; automóvel; saúde e odonto; e grandes riscos e corporate. As corretoras interessadas terão de ofertar serviços de recuperação de clientes, aporte de tecnologia, intermediação tradicional de seguros e prospecção de clientes fora do balcão Caixa.

Previsão de inflação para 2021 tem leve alta e anúncio da vacinação impacta pouco no curto prazo

Pedro Simoes CNseg

Estimativas sobre PIB, produção industrial e taxa básica de juros também foram alteradas pelos economistas ouvidos pelo Banco Central, para a elaboração do boletim Focus, divulgados às segundas-feiras 

A estimativa sobre a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para este ano, subiu de 3,34% para 3,43%. As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 registrou avanço de 3,41% para 3,45%. Os dados, colhidos pelo Banco Central com economistas até a última sexta-feira, ainda não refletem o início da vacinação contra o coronavírus. 

Segundo avalia Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, o efeito vacinação tem pouca influencia no curto prazo, onde o peso está nas chocantes cenas registradas em Manaus, com mortes por falta de oxigênio em meio à explosão de casos da Covid-19. “Tais imagens acendem ainda mais luzes de alerta para outras regiões do País, que podem sofrer com esta segunda onda”, acredita. 

Para o economista da CNseg, o fracasso do governo no episódio da importação de doses da vacina da Oxford-AstraZeneca produzidas na Índia deixa bastante claro que vacinar o número de pessoas necessário para que se chegue à imunidade coletiva levará tempo e exigirá esforço, coordenação e recursos. “Já por outro lado, o Brasil conta a estrutura logística e a experiência de algumas das maiores campanhas de vacinação do mundo, o que é muito positivo”, acrescenta.

O cenário externo, segundo Simões, também traz otimismo, com o avanço da vacinação pelo mundo, forte crescimento da China, e pela perspectiva de estímulos adicionais na economia americana com a pose de Joe Biden na quarta-feira e com a Casa Branca e o Congresso dominados por democratas. Em contrapartida, diz, o noticiário local deve seguir entre a guerra de narrativas e ações envolvendo a vacinação e a eleição para a presidência das casas do Congresso. “Comi isso, pouco tempo ou atenção devem sobrar para outros temas e, por isso, a agenda econômica, na melhor das hipóteses, só deve voltar a ser trabalhada em fevereiro”.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Caixa promete aplicativo DPVAT para próximas semanas

caixa susep DPVAT

Promessa é acelerar o pagamento e evitar fraudes. Em 2021, Susep pretende discutir um novo projeto de lei com Congresso

A partir desta segunda-feira (18), a Caixa passa a ser gestora dos recursos e do pagamento das indenizações do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre, o Dpvat, que serão pagos nas mais de 4 mil agências da Caixa e em breve pelo aplicativo DPVAT que será lançado, em alguma semanas, tendo como data base final de janeiro.

O pagamento será feito, único e exclusivamente, pelo banco digital da Caixa, o Caixa Tem, aplicativo lançado em abril de 2020 e que suportou o pagamento de auxilio emergencial pago pelo governo federal durante a pandemia, benefício que se encerrou em dezembro. Segundo Guimaraes, “o aplicativo do Caixa Tem é o banco digital para a menor renda, que é 80% da base de clientes da Caixa”.

Quem não tem conta na Caixa, receberá a conta gratuita para receber o pagamento, com vistas a reduzir as fraudes, melhora para os beneficiários, redução de custos, informou o presidente da instituição, Pedro Guimarães, em coletiva de imprensa, que contou também com a participação da superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Solange Vieira.

“Estamos felizes de fechar este contrato com a Caixa. Desde novembro, acionistas deixaram a Líder Seguradora, que faz a gestão, e passamos a procurar um novo gestor. Depois de muitas pesquisas, decidimos que a Caixa tem o perfil de políticas públicas, com cobertura em 99% das cidades brasileiras. O objetivo do aplicativo e do processo é funcionar via conta digital, mas em caso de problemas terá o atendimento presencial”, afirmou Solange. A previsão, segundo a titular da Susep, é ter o processo digital pronto até o final de janeiro.

De novo mesmo, em relação ao release divulgado no último sábado, é a informação dada por Solange de que um projeto de lei deve ser encaminhado ainda no primeiro trimestre para o Congresso sobre o novo seguro, sem detalhar como será o seguro de responsabilidade civil para acidentes automotivos.

Segundo a Susep, o valor que será cobrado pela Caixa para a prestação dos serviços para a sociedade mostra uma redução de 33% em relação aos custos da Seguradora Líder.

De acordo com Pedro Guimarães, a mudança vai proporcionar eficiência e transparência na gestão dos recursos e maior rapidez na análise e pagamento do seguro a quem realmente precisa.

Assista a coletiva no canal do Youtube da Caixa.

Fitch: novas regras da Susep devem impulsionar oferta de seguros no Brasil

Fonte: Fitch

As mudanças regulatórias promovidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) ao longo de 2020 devem ajudar a aumentar a concorrência e a competição do setor, de acordo com a Fitch Ratings. Apesar de o órgão ter em seus registros cerca de 120 seguradoras autorizadas a operar no Brasil, apenas 10% detêm cerca de 80% dos prêmios emitidos no mercado.

No ano passado, o regulador publicou cerca de 16 novas resoluções e mais de 20 circulares Susep, alterando normativas e resoluções anteriores, além de ter realizado um maior número de consultas públicas – acima do que foi registrado em anos anteriores. Para a Fitch, as mudanças são positivas e deverão aumentar a concorrência, tornar o mercado mais transparente, reduzir os custos para as empresas do setor e os preços para os consumidores. 

No âmbito operacional, a exigência de registro eletrônico das operações de seguros após a implementação do Sistema de Registro de Operações (SRO) modernizará o setor e deverá ampliar a capacidade de supervisão, transparência e agilidade da fiscalização. Em novembro de 2020, a regra passou a ser obrigatória para as seguradoras que operam seguro garantia, mas não para as demais empresas do setor. As seguradoras que não tiverem aderido às novas exigências, porém, deverão fazê-lo até 2023. 

O órgão regulador emitiu, ainda, novas resoluções quanto à ampliação das formas de financiamento e fontes de recursos para as empresas do setor, seja por meio de dívida subordinada ou vinculada a riscos de (res)seguro, também conhecida como Insurance Linked Securities (ILS). As normativas que abordam estes assuntos deverão incentivar o mercado de seguros brasileiro, à medida que podem reduzir os custos das operações para as empresas que atuam no setor. 

As resoluções que dispõem sobre regras de segmentação do mercado em quatro categorias também deverão agilizar os processos de supervisão da entidade reguladora, assim como contribuir para a redução de custos operacionais no setor. Isto beneficiará o mercado consumidor de seguros com melhores preços e mais vantagens competitivas. Com a nova regra, as seguradoras supervisionadas pela Susep serão divididas em quatro segmentos – S1, S2, S3 e S4 -, os quais não são aplicáveis às sociedades participantes do Sandbox Regulatório, que estão sujeitas a outro regime. 

O Sandbox regulatório, por sua vez, deverá contribuir para a inovação no mercado e ampliar a oferta de produtos no setor, a partir do momento em que as seguradoras cadastradas poderão testar (sob a supervisão da Susep) novos produtos, serviços ou formas de prestar serviços tradicionais. 

Além das mudanças promovidas pelo órgão, o novo sistema de pagamentos do Banco Central brasileiro, Pix, deverá beneficiar o setor. A redução de custos das transações e a flexibilização de pagamentos deverão encorajar o lançamento e a viabilidade de novos produtos.

O ano de 2020 foi desafiador para diversas economias e segmentos em todo o mundo. No que diz respeito ao mercado de seguros no Brasil, a pandemia do coronavírus testou a resiliência do setor. A Fitch acredita que as iniciativas e as mudanças regulatórias realizadas pela Susep contribuirão para a retomada do crescimento do mercado de seguros brasileiro em 2021, além de proporcionarem concorrência saudável entre as empresas do setor, com maior flexibilidade e oferta de produtos, segurança juridíca e desenvolvimento das atividades.

Caixa Econômica Federal é o novo gestor do DPVAT

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) comunica que a Caixa Econômica Federal (Caixa) é o novo gestor do Seguro DPVAT e passará a receber os avisos de sinistros que tenham ocorrido a partir do dia 1º de janeiro de 2021. Os sinistros ocorridos até 31/12/2020, independentemente da data de aviso, permanecem sob responsabilidade da Seguradora Líder do Consórcio DPVAT.

A Susep e a Caixa firmaram contrato em 15/01/2021, conforme determinação do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), atendendo, ainda, decisão cautelar do Tribunal de Contas da União (TCU), que estabeleceu que a Susep deveria manter a operação do seguro após a extinção do consórcio de seguradoras que administrava o DPVAT.

No dia 29/12/2020, o CNSP autorizou a Susep a contratar instituição para gerir e operacionalizar as indenizações referentes ao Seguro DPVAT. A mudança de gestão vem sendo trabalhada pela Susep e Ministério da Economia desde o final de novembro do ano passado, quando a autarquia foi formalmente comunicada da decisão das seguradoras consorciadas pela extinção do consórcio que operava o Seguro DPVAT, decidida em assembleia geral das consorciadas ocorrida em 24/11/2020.

A Caixa tem reconhecida capacidade técnica e operacional para assumir uma operação complexa como a gestão do DPVAT. A solução construída pela Susep, Ministério da Economia e CNSP visa garantir o pagamento das indenizações previstas em lei para a população brasileira em 2021. 

O novo gestor iniciará imediatamente os atendimentos e disponibilizará aplicativo que viabilizará atendimento ágil e seguro para os pedidos de indenização relacionados ao DPVAT. 

A Seguradora Líder do Consórcio DPVAT continua responsável pelos atendimentos para os sinistros ocorridos até 31/12/2020, mesmo que o aviso seja feito posteriormente. Veja os canais no link https://www.seguradoralider.com.br/.

Prêmio zero

O CNSP aprovou ainda a indicação da Susep de prêmio zero para o DPVAT em 2021. Isto só foi possível porque há um excedente de recursos, pago pelos proprietários de veículos no passado, que hoje gira em torno de R$4,3 bilhões. Se não fosse realizada a devolução dos recursos os prêmios do seguro DPVAT variariam entre R$ 11,27 (DF) a R$ 86,67 (RO) para veículos de passeio e entre R$ 87,14 (SP) e R$ 696,41 (RR) para motos, dependendo do estado no qual o veículo foi licenciado.