Rafael Citelli assume novo cargo na Liberty Seguros preparado para enfrentar desafios de 2021

Liberty Seguros Rafael Citelli

O executivo tem como prioridade oferecer uma experiência cada vez melhor e mais completa para os nossos clientes e corretores

Rafael Citelli começa 2021 como vice presidente de Produtos e Analytics da Liberty Seguros. O executivo ingressou na Liberty em 2009 assumindo a diretoria atuarial. Desde então, junto ao seu time, contribuiu para a seguradora evoluir significativamente na sofisticação de preços e no desenvolvimento e governança de dados para tomada de decisão. Em 2015, Rafael liderou o time do Centro de Excelência em Precificação da Liberty na América Latina, retornando à Liberty Seguros do Brasil em maio de 2016 no cargo de Vice Presidente de Analytics.

“Certamente 2021 será tão desafiador quanto 2020. Acredito que o setor de seguros de vida continuará em ascensão, bem como novas modalidades de seguro auto que ganharam espaço em 2020, como opções de produtos com valores mais enxutos, graças à sensibilidade de consumidores a preços mais altos por conta da crise e às mudanças de comportamento das pessoas”, disse ele ao blog Sonho Seguro. Leia abaixo os principais trechos da entrevista: 

O que muda com a junção das duas diretorias?

A visão estratégica da Liberty Mutual é se estabelecer com um portfólio global de produtos totalmente alinhado às forças da companhia e com foco claro nos negócios, com o objetivo de escalar globalmente com mais rapidez e oferecer aos clientes uma experiência ainda melhor. Além disso, essa visão possibilita que preservemos um negócio sustentável e rentável a curto, médio e longo prazo.

Por isso, estrategicamente falando, não haverá mudanças na operação da companhia com essa junção das diretorias de Técnica & Produtos e Analytics. Continuaremos com a mesma visão global de levar a melhor experiência possível aos nossos clientes e parceiros comerciais, com cada vez mais opções digitais e preços adequados, e, ao mesmo tempo, manter a sustentabilidade do nosso negócio.

Os principais benefícios da junção dessas diretorias são um maior alinhamento e eficiência operacional e é um movimento semelhante a outros que já vimos no mercado de forma geral – em que funções de precificação (Pricing),  tipicamente fazem parte das diretorias de produtos. Acredito que na Liberty atingimos a maturidade que precisávamos para essa movimentação acontecer. 

Quais as principais demandas da empresa em relação a sua área?

Dentre as demandas da nova área, a principal é garantir que a precificação dos produtos e a aceitação dos riscos assumidos sejam adequados às necessidades e objetivos que a Liberty Seguros tem para cada linha de negócio.

No cenário que vivemos hoje, de pandemia, esse trabalho nunca foi tão importante e iremos manter o nosso foco. Por outro lado, além de garantir essa aceitação, precisamos garantir que os produtos e serviços da Liberty continuem evoluindo e incorporando, constantemente, atributos que atendam às necessidades cada vez mais específicas dos nossos clientes e parceiros comerciais.

Como a sua área vai ajudar a Liberty a ser mais inovadora e rentável?

A junção das duas áreas aumentará a nossa eficiência pois, aproveitando o máximo da sinergia entre ambas diretorias, podemos desenvolver soluções cada vez mais sintonizadas às tendências e preferências do mercado. 

Além disso, independentemente da fusão, seguiremos com a nossa estratégia de testar e validar os produtos e serviços antes de lançá-los para os nossos públicos. 

Quais as novidades para clientes e corretores?

Conforme mencionei anteriormente, a Liberty trabalha com o foco constante de oferecer uma experiência cada vez melhor e mais completa para os nossos clientes e corretores. Com a nova área unificada, manteremos os nossos esforços nesse sentido, desenvolvendo soluções que ao mesmo tempo atendam às necessidades dos consumidores e ampliem as oportunidades de negócios dos parceiros. 

Quais os principais pontos de mudanças do setor para 2021?

Ao meu ver, assim como 2020, 2021 será desafiador para diversos mercados, inclusive o de seguros – principalmente enquanto estivermos vivendo em estado de pandemia e seus efeitos não tiverem se estabilizado. Além disso, ainda não é possível afirmar quais comportamentos dos consumidores irão perdurar após esse período de um ano desde a chegada da COVID-19.

Porém, se analisarmos as tendências do mercado segurador no ano passado, acredito que o setor de seguros de vida continuará em ascensão, bem como novas modalidades de seguro auto que ganharam espaço em 2020, como opções de produtos com valores mais enxutos, graças à sensibilidade de consumidores a preços mais altos por conta da crise e às mudanças de comportamento das pessoas. 

Como enxerga o seguro auto hoje e no médio prazo?

No curto prazo, vejo um crescimento na oferta de produtos auto low-cost, ainda por efeito da pandemia. Diante desse cenário, houve uma queda nas vendas de novos veículos e, como comentei previamente, os proprietários de veículos mudaram seu comportamento de consumo, além de ter uma alta sensibilidade aos preços por conta da crise. 

Por outro lado, no médio prazo, prevemos que o setor segurador verá um aumento expressivo na demanda por seguros sob medida, baseados em uso (Usage Based Insurance), tecnologia facilitada devido ao barateamento dos custos de internet móvel e dos dispositivos de telemetria já embarcados nos veículos. 

Quais produtos devem ser lançados pelo setor diante da queda das vendas de carros e crescimento do mercado de aluguel e compartilhamento de veículos?

Diante da queda das vendas de carros e do crescimento do mercado de aluguel e compartilhamento de veículos, acredito que veremos uma expansão dos seguros para motoristas de aplicativos e, gradativamente, mais opções de seguros no mercado de aluguel – com diversas opções disponíveis aos clientes na contratação. 

Neste sentido, nos últimos anos, temos investido em parcerias com montadoras e empresas de carsharing, como a Moobie, por exemplo, além de avaliar constantemente nosso portfólio e as tendências para nos mantermos sempre relevantes para os consumidores.

Quali contrata para 170 vagas no Brasil

Os interessados podem se cadastrar no site jobs.kenoby.com/qualicorp

Fonte: Qualicorp

A Quali – administradora de planos de saúde – está com 170 vagas disponíveis para atuação a nível nacional. As oportunidades são para as áreas de Marketing e Comunicação, Comercial, User Experience, Operações, Produtos, Atendimento e TI, em cargos de diferentes níveis, como jovem aprendiz, assistente, consultor, analista, coordenador e especialista. Os salários variam de acordo com o cargo. 

A Quali oferece diversos benefícios, como vale-refeição, vale-alimentação, assistência médica e odontológica, seguro de vida, participação nos lucros (PPR), horário flexível, folga no dia do aniversário, sextas-feiras com expediente mais curto, dress code liberado, GymPass, Zenklub (plataforma de orientação psicológica online), maior tempo de licença parental, auxílio home office, cursos para desenvolvimento pessoal e profissional, além do Clube de Parcerias – que inclui descontos em diversos segmentos, como instituições de ensino e escolas de idiomas.  

Um dos pilares da Companhia é a diversidade e a inclusão. Por isso, todas as vagas consideram a participação de pessoas com deficiência (PCD’s) no processo seletivo. Somente em 2020, a Quali contratou 794 pessoas, entre elas 58 pessoas com deficiência. 

Ezze Seguros anuncia novas contratações

ezze seguros

 Seguradora tem novo diretor de Property & Casualty e Riscos de Engenharia e Head de Digital e Marketing

A EZZE Seguros anuncia a chegada de dois novos colaboradores. O novo diretor de Property & Casualty da EZZE Seguros é Sandro Povegliano, profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado segurador nacional e internacional. 

O executivo, que é formado em Engenharia Mecânica com MBA em Finanças pela American University e possui experiencia nas carteiras de P&C, Transporte, Aeronáutico, Engenharia, Linhas Financeiras e Garantia, chega para estruturar a área, em que estão inseridos os seguros relacionados aos danos acidentais a bens tangíveis, montar o time e gerar negócios, principalmente, no setor de infraestrutura, que tem perspectiva de crescimento em 2021 com a retomada da economia. 

“O portfólio de produtos vem crescendo constantemente devido a aceitação que a Ezze Seguros teve no mercado apenas no primeiro ano de operação e, a experiência e credibilidade que o Sandro traz para a companhia, reforça ainda mais o compromisso que temos com nossos corretores e clientes”, comenta Edson Toguchi, vice-presidente Técnico. 

Aceleração digital  – Com mais de 20 anos de experiência profissional nas áreas de marketing, comunicação e digital, Fábio Gabrielli será o novo head de Digital e Marketing, função que está inserida na vice-presidência comercial e marketing, com a missão de melhorar a experiência do usuário (UX – User Experience) nos ambientes digitais, acelerando-os e tornando o relacionamento com corretores, assessorias e clientes mais ágil e simples. 

Graduado em Processamento de dados e com pós-graduação em Marketing e Comunicação Publicitária. Foi fundador da Digital Breakfast, uma empresa de growth marketing e já ocupou posições de liderança em sua área em empresas como MetLife, Zurich, Generali e AXA Seguradoras. 

“A transformação digital dentro do mercado de seguros, com foco na melhoria da experiência digital juntos aos canais de distribuição, principalmente junto aos corretores de seguros e assessorias, será um grande diferencial da nossa empresa”, ressalta Nicholas Weiser, diretor comercial & Digital da EZZE. 

Corretora Ciclic passa a aceitar pets como dependentes em serviço de saúde familiar

caes e gatos

Ciclic inclui serviços veterinários e assistências a cães e gatos no serviço Saúde Protegida

Fonte: Ciclic

São 139,3 milhões de animais de estimação vivendo em lares brasileiros, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mundo, o país é o segundo em população de pets e em faturamento com produtos e serviços direcionados a eles, o que mostra o cuidado e o vínculo afetivo com esses animais. Como a preocupação com a saúde engloba a atenção com todos os integrantes da família ou habitantes de um mesmo lar – sejam eles humanos ou de quatro patas –, a Ciclic, empresa da BB Seguros, passou a oferecer coberturas de serviços veterinários e assistência geral para pets no seu produto Saúde Protegida.

Clientes do Saúde Protegida – um serviço de consultas médicas por telemedicina e benefícios como rede credenciada de clínicas, laboratórios de medicina diagnóstica e farmácias, lançado em junho de 2020 – podem considerar seu animal de estimação (cães ou gatos) como um dependente – da mesma forma que pode adicionar um cônjuge ou filho. Vinculada ao serviço de saúde, o Saúde Pet da Ciclic prevê cobertura para consultas veterinárias presenciais, orientação com veterinário por telefone, assistência funeral, além de outras conveniências que vão desde indicação de hotel até transporte emergencial e envio de ração.

“Consideramos que ‘filho é filho’ e os de quatro patas também nos exigem muita atenção e nos dão muito carinho. Cuidar e gerenciar a saúde de todos que fazem parte da mesma família ganhou outra relevância nos últimos meses. A disponibilidade e a conveniência nessas horas são fundamentais, para garantir que o atendimento seja realizado e ajudar em detalhes que fazem a diferença no dia a dia do cuidado com os pets. E, para adicionar um pet ao produto, é exatamente igual a adicionar um filho: basta inseri-lo como dependente do plano, de forma simples, digital e rápida”, afirma o CEO da Ciclic, Raphael Swierczynski.

Conveniências ilimitadas – São 12 serviços oferecidos pelo Saúde Protegida para Pets, entre eles sete que podem ser acionados ilimitadamente. Para assistência e transporte emergencial, consulta veterinária presencial, assistência funeral ou envio de ração, há limites de valores de cobertura e de uso ao longo do ano – que podem ser consultados no site ou central de atendimento. Não há restrições para agendamentos de consulta veterinária, informações e aplicação de vacina em domicílio, acionamento de leva e traz, informações sobre raças ou informações veterinárias úteis e indicação de banho e tosa.

Todos os clientes do Plano Plus do Saúde Protegida, com valor a partir de R$49,90 mensais, podem adicionar seu Pet como dependente, por R$10 adicionais por mês. É mais uma inovação do Saúde Protegida Ciclic, que já contava com consultas ilimitadas com clínicos gerais e pediatras 24 horas por dia, descontos de até 80% em medicamentos nas farmácias parceiras e preços exclusivos em mais de 3.500 clínicas para consultas presenciais e em laboratórios de medicina diagnóstica para realização de exames.

Porto Seguro anuncia aquisição da Segfy Tecnologia

Segfy

O acordo pretende fortalecer o desenvolvimento de novas soluções que facilitam o dia a dia dos corretores de seguros

A Porto Seguro, por meio do Fundo de Investimento em Participações Porto Ventures (“FIP Porto Ventures”), assina acordo para aquisição de participação majoritária da Segfy Tecnologia S/A, de São José dos Pinhais (PR), que fornece soluções tecnológicas e inovadoras para corretores e corretoras de seguros, tendo como principal produto a plataforma de gestão e multicálculo, que permite cotações automáticas de seguros, além de controle financeiro e operacional.

O acordo, assinado hoje, tem o objetivo de fomentar o crescimento da Segfy e contribuir para que a empresa continue desenvolvendo novas soluções em seu mercado. A companhia atualmente é uma das principais empresas do setor em soluções projetadas para auxiliar em todas as fases da contratação do seguro, desde o cálculo até a gestão dos segurados. Por meio de uma plataforma 100% on-line, o corretor tem acesso a diversas ferramentas e automações que geram benefícios ao seu dia a dia.

O contrato com a Porto Seguro mantém o principal sócio, e também diretor executivo, com participação minoritária e ativa, o que permitirá à Segfy continuar atuando de maneira autônoma, independente e criando melhores soluções para os corretores de seguros. 

Essa aquisição é a primeira movimentação do Fundo de Investimento em Participações Porto Ventures (FIP Porto Ventures), criado pela Porto Seguro para gerar valor à companhia por meio de investimentos estratégicos em empresas que estejam em estágio inicial ou operacional, que a coloquem em posição de vanguarda, com foco em setores que tenham sinergia com o negócio da empresa, complementando seu ecossistema de investimentos composto pela Oxigênio, operações tradicionais de M&A e Porto Seguro Investimentos. Esse fundo foi estruturado para concentrar investimentos em empresas inovadoras, em uma estrutura simplificada e ágil.

Pesquisa indica que mercado mantém otimismo

ICSS subiu pelo quarto mês consecutivo, atingindo a marca de 119,9%

Pesquisa realizada pela Fenacor indica que o mercado de seguros está mais otimista neste início de ano, mesmo diante das incertezas no cenário econômico e do agravamento da pandemia do coronavírus. Em janeiro, o Índice de Confiança e Expectativas do Setor de Seguros (ICSS), calculado a partir dessa pesquisa, subiu pelo quarto mês consecutivo, atingindo a marca de 119,9%. “A expectativa média atual das empresas do setor é a de que, com o avanço da vacinação ao longo do ano, a situação aos poucos vá se normalizando, com a consequente melhoria dos números econômicos”, comenta o consultor Francisco Galiza, responsável pela pesquisa.

A pesquisa indicou que o otimismo prevalece, principalmente, entre corretores e seguradores. Apenas os resseguradores demonstraram certo pessimismo quanto às perspectivas do setor para os próximos meses.

O Índice de Confiança e Expectativas das Seguradoras (ICES), por exemplo, aumentou para 120,7% em janeiro, 0.5 ponto percentual acima do apurado em dezembro do ano passado.

Os corretores de seguros estão ainda mais otimistas, como sinaliza o ICGC, (Índice de Confiança e Expectativas das Grandes Corretoras) que avançou para 125 neste mês de janeiro.

Em contrapartida, o ICER (Índice de Confiança e Expectativas das Resseguradoras) caiu de 114,2% para113,8% entre dezembro e janeiro.

Presidente do Sincor-SP tem expectativas positivas para 2021

Sincor SP Alexandre Camillo

Na primeira transmissão do ano, Alexandre Camillo, exalta o papel dos corretores de seguros e ressalta importância da associação

“Se iniciarmos o ano cientes do estresse que estamos passando, buscando forças para essa reta final e trazendo o aprendizado que 2020 nos trouxe, não temos como não enxergar este ano de maneira positiva”, declara o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, durante a 23ª edição do Direto & Reto com Camillo, a primeira do ano. A transmissão foi ao ar nesta quarta-feira (27/01), pelo canal da TV Sincor-SP no YouTube. 

Ressaltando o papel do corretor de seguros durante o ano passado, Camillo afirmou que o profissional continuou prestando um atendimento de excelência no momento que a sociedade mais precisava. “Atuação excepcional, eficiente, reforçando o papel de proteção, cumprido com maior esmero, contribuindo com a estabilidade econômica do País, com a sociedade e com o sonho das pessoas”. 

O presidente revelou que em 2020, o Sincor-SP ganhou em torno de mil novos associados e reforçou o convite para que os corretores façam parte da entidade. “Vamos encontrar juntos a maneira de construirmos os caminhos necessários ao nosso desenvolvimento, a nossa perpetuação enquanto atividade profissional, necessário àquilo que queremos para nós, nossos negócios, famílias e amigos. Esse é o papel do presidente do Sincor-SP: servir à categoria, colaborar ao máximo com a profissão e o mercado, além de promover o desenvolvimento e fortalecimento da nossa categoria”, ressaltou. 

Camillo ainda convidou os corretores associados a trazerem suas ideias para o Sincor-SP, com o objetivo de unir a categoria. “Sou associado desde que iniciei na profissão e, em determinado momento, não concordei com as ações da diretoria, mas não me afastei. Me posicionei, fui oposição e hoje estou aqui. Quer ajudar a categoria? Venha para o Sincor-SP, vem discutir suas ideias aqui”. 

Os participantes do Direto & Reto questionaram Camillo sobre a Resolução 382, que obriga o corretor a demonstrar o valor de comissão ao segurado, que respondeu: “Estamos tomadas as previdências cabíveis para o enfretamento à Resolução 382, e isso não é de agora, desde 2019 que temos posição contrária a isso, e as ações continuam”, revelou o presidente. 

Motoristas com menos escolaridade tendem a pagar mais por seguro

Um grupo de defesa do consumidor buscou cotações de preços de várias seguradoras para uma pessoa hipotética, variando apenas a escolaridade ou o emprego

Fonte: Bloomberg

Os motoristas com menos escolaridade e empregos de hierarquia mais baixa podem acabar pagando mais por seguro de automóveis, ampliando o impacto do racismo sistêmico, de acordo com uma análise da Consumer Reports.

O grupo de defesa do consumidor buscou cotações de preços de várias seguradoras para uma pessoa hipotética, variando apenas a escolaridade ou o emprego do indivíduo. A análise, divulgada nesta quinta-feira, descobriu que Progressive Corp. e Geico, da Berkshire Hathaway Inc.’s, cotaram valores mais altos para clientes com empregos de baixa hierarquia, enquanto essas empresas, bem como Liberty Mutual, deram cotações mais altas para clientes com menor escolaridade.

Algumas seguradoras, incluindo Allstate Corp. e Travelers Cos., não solicitaram informações sobre o emprego ou nível de escolaridade.

O setor de seguro de automóveis tradicionalmente conta com muitos fatores para determinar quais são os casos com menos riscos, mas o nível de educação e a situação profissional têm sido examinados nos últimos anos. Alguns estados, incluindo Nova York, têm instituído novos regulamentos em torno da prática. Califórnia proibiu o uso de gênero para rating de automóveis.

Consumer Reports disse que os reguladores estaduais deveriam proibir o uso de todos os fatores não determinantes na fixação de prêmios.

“O que acaba acontecendo é que os motoristas mais ricos tendem a ter acesso a seguro de automóveis com taxas melhores do que os motoristas de baixa renda”, disse Kaveh Waddell, editor-adjunto do laboratório digital do Consumer Reports, em uma entrevista por telefone.

Muitos fatores

A Liberty Mutual analisa “dezenas de fatores” permitidos pelos reguladores estaduais ao determinar o risco de um cliente, disse a empresa em um comunicado por e-mail, acrescentando que está comprometida em oferecer seguro de carro justo e com preços competitivos.

Um porta-voz da Progressive se recusou a comentar imediatamente, enquanto um representante da Geico não respondeu imediatamente a uma mensagem pedindo comentários.

“Ocupação e educação são apenas duas das muitas variáveis não direcionadas que comprovadamente melhoram a precisão dos preços para várias operadoras, o que leva a preços mais acessíveis e maior disponibilidade no mercado de seguros mais amplo”, disse a American Property Casualty Insurance Association em comentário enviado por e-mail.

A Consumer Reports analisou mais de 800 cotações de preços de apólices de nove seguradoras, usando 21 códigos postais em seis estados diferentes e em Washington DC. A investigação não envolveu todo o processo de inscrição, o que significa que a Consumer Reports recebeu as cotações iniciais, mas não foi capaz de ver como esses fatores afetaram o preço final.

Folha de SP: Brasileiros tentam repetir ‘efeito GameStop’ com IRB

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Grupos em redes sociais combinam compra, e ações da seguradora sobem 18%

Fonte: Folha de São Paulo

Investidores brasileiros se juntaram para repetir o feito de usuários do Reddit, rede social com fóruns de debate, em torno das ações da GameStop, cadeia de lojas de videogame comum em shopping centers dos EUA.

O papel escolhido foi o IRB Brasil RE, centro de polêmicas em 2020. Após a descoberta de irregularidades contábeis, a empresa teve trocas na comando e o pior resultado do Ibovespa no ano passado, com queda de 76,89%.

Inspirados no caso da GameStop, pequenos investidores pessoas físicas se reuniram em grupos no Facebook, no WhatsApp e no Telegram para combinar a compra massiva de papéis da resseguradora.

Como resultado, a empresa saltou 17,82% nesta quinta (28), a maior alta do Ibovespa, que subiu 2,58%.

Pelos problemas enfrentados pelo IRB, muitos fundos e investidores apostam em sua desvalorização, semelhante ao vivido pela GameStop.

Para ganhar dinheiro com a desvalorização de um ativo, é necessário comprar uma opção de venda de ação. Essa operação permite que o investidor ganhe dinheiro mesmo que a ação em si desvalorize.

Quem compra uma opção de venda toma emprestado a ação de um acionista e a vende no mercado. Para devolver o papel que tomou emprestado, o recompra.

Por exemplo, se o investidor vendeu a ação que pegou emprestado por R$ 10 e a recomprou por R$ 8 para devolver ao dono, ele lucrou R$ 2 .0 investidor precisa devolver o papel, e não o valor dele.

Os investidores que apostam contra uma ação são chamados de “shorts”. No caso da GameStop, eles incluem grandes fundos hedge de Wall Street, de gestoras como Melvin Capital, Citron Capital e Point72.

Um fundo de hedge é um fundo multimercado, ou seja, que pode ter diversos tipos de ativos em sua composição, de modo a ampliar ganhos do investidor. Sua regulação é menos rígida em relação a demais fundos, e é possível que eles façam operações mais arriscadas, como a aposta na desvalorização de ativos, chamada de aposta short, como no filme “A Grande Aposta” (“The Big Short”, no título original, em inglês).

Se o ativo contra o qual o investidor aposta subir, é possível perder muito dinheiro, e isso é chamado de “squeeze” (aperto, na tradução livre).

Ao comprar as ações que os shorts devem e devolvê-las aos donos originais, o preço da ação sobe, pela alta na demanda – e o short que agir tarde demais pode se arruinar.

As ações da GameStop começaram a subir no início de janeiro, depois que Ryan Cohen, fundador do site de suprimentos para pets Chewy.com, elevou sua fatia na empresa.

A Chewy foi comprada pela PetSmart em 2017 por US$ 3,35 bilhões, recorde para uma aquisição de comércio eletrônico na época.

A alta de 12,72% do papel no dia 11 chamou a atenção dos membros do fórum WallStreetBets no Reddit, com mais de 4 milhões de usuários. Lá, eles compartilham notícias e análises sobre o mercado e opinam sobre investimentos.

Como a aposta na desvalorização de certas companhias é informação pública, pequenos investidores perceberam que a GameStop era uma das empresas com mais opções de ações de venda no mercado e viram uma boa oportunidade.

Alguns dos compradores dizem que as ações da GameStop são um bom investimento, enquanto há os que estão só surfando na onda. Outros querem espremer a Melvin Capital, fundo hedge que estava em posição short em GameStop, e passar uma mensagem aos figurões de Wall Street.

Em carta na plataforma, o usuário Ssauronn diz odiar gestoras como a Melvin Capital, que, segundo ele, é “uma companhia que ganha dinheiro explorando uma empresa e manipulando os mercados e a mídia em seu benefício”.

Os membros do WallStreetBets, então, passaram a comprar em massa as ações da GameStop, que saltaram 871% desde janeiro.

Na quarta (27), a empresa se valorizou 134,8% e chegou a US$ 24,2 bilhões. No dia 11, valia US$ 1,39 bilhão. Nesta quinta, porém, perdeu 44,29%.

A disparada das ações da GameStop levou os fundos de hedge a acumular perdas com a aposta de venda no papel. Estima-se que o prejuízo supere US$ 5 bilhões.

A maioria dos fundos tem um mecanismo de proteção que os obriga a vender um determinado ativo quando sua desvalorização é muito expressiva. Desta forma, eles se desfizeram dos contratos de opção de venda. E, para fazer isso, tiveram que comprar as ações da GameStop a um preço muito mais elevado do que quando haviam comprado o contrato anteriormente.

Esse movimento é chamado de “short squeeze”, e investidores esperam que o mesmo aconteça no Brasil.

Em um grupo do Facebook chamado “IRBR3 Forum Investing” com 8.700 membros, investidores combinam seus movimentos de compra de papéis da IRB. Há também grupos no WhatsApp e no Telegram, este com cerca de 31.500 membros, para aprofundar a discussão estratégica.

Nas mensagens, eles dizem que sua intenção é imitar os investidores de varejo dos EUA.

A ação coordenada dos americanos está sendo observada pelas autoridades. A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen disse estar “monitorando a situação”.

No Brasil, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) disse que acompanha e analisa informações e movimentações envolvendo companhias abertas, tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário.

ENS: Programa Internacional apresentará inovação em seguros de Israel

ENS

Em 2021, em função da pandemia, o programa será realizado na Sala do Futuro, ambiente educacional imersivo de alta tecnologia

Fonte: ENS

Desde o ano passado, a pandemia do novo coronavírus vem causando uma série de mudanças em todo o mundo, incluindo limitações no transporte e trânsito por outros países. Para 2021, a ENS encontrou novas soluções para ultrapassar fronteiras. Contando com a tecnologia como aliada – e como tema de estudo –, neste ano, a Escola promoverá o Programa de Treinamento Internacional – Inovação em Seguros da Start-up Nation, Israel.

Há mais de 20 anos, a ENS mantém convênios com instituições internacionais para administração de exames e realização de programas de treinamento no exterior. Diante das dificuldades impostas pela pandemia, o programa de Israel foi reformulado e, em 2021, será realizado na Sala do Futuro, ambiente educacional imersivo de alta tecnologia.

Assim, os participantes poderão vivenciar a experiência internacional da Coller School of Management – Universidade de Tel Aviv, instituição de Israel parceira da ENS. Será uma oportunidade única para altos executivos brasileiros conhecerem os fatores que contribuem para o sucesso tecnológico e financeiro israelense.

O conteúdo abordará o ecossistema de inovação e empreendedorismo de Israel, e mostrará como a transformação tecnológica pode ser um motivador para o sucesso empresarial. Serão apresentadas uma síntese única entre estudos acadêmicos de última geração e experiências práticas em indústrias relevantes. Os alunos também conhecerão diversos aspectos do processo de inovação, tanto no setor financeiro quanto em outros segmentos.

O treinamento terá início em maio e será transmitido em inglês, com tradução simultânea para o português. Os participantes poderão escolher cursá-lo de forma remota ou presencialmente, em São Paulo (SP).

O investimento é de US$ 2.000, mas ex-alunos de MBAs e dos Programas de Treinamento no Exterior da ENS têm desconto. Para participar é necessário curso superior completo, experiência de 10 anos no mercado de seguros e cargo de alta gestão.

Londres e Lisboa

Outros dois programas de treinamento internacional previstos para este ano são os de Londres, na Inglaterra, e Lisboa, em Portugal.

Na capital portuguesa, o curso será Inovação em Seguros – A Indústria em Transição, promovido em parceria com a Universidade NOVA de Lisboa. As aulas irão proporcionar uma formação de extensão e atualização acadêmica aos profissionais com experiência prática na indústria de seguros, na distribuição ou regulação de seguros, nas mais diversas perspectivas.

Já a capital inglesa receberá dois programas, organizados em parceria com o Chartered Insurance Institute (CII). Em sua oitava edição, o curso Os Processos Técnicos do Resseguro dá aos alunos a oportunidade de aprender sobre os princípios e produtos de resseguro e como eles interagem.

Outra opção em Londres será o programa Gerenciamento de Riscos e Seguros, que apresenta técnicas e análises de temas como corretagem de seguros internacional, finanças para os profissionais de seguros, métodos de mensuração e monitoramento dos riscos, análise de riscos e opções de tratamento, e finanças de resseguros. Para ambos, é exigido domínio do idioma inglês.

Mais informações sobre a programação de 2021 dos Programas de Treinamento da ENS estão disponíveis no site ens.edu.br, onde também é possível efetuar matrículas.