Desemprego tem piora nas projeções comentadas pela CNseg nesta segunda-feira

pedro simoes, CNSEG

Poucas modificações nas projeções do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5). O PIB em 2021 deverá crescer 3,17%, pouco abaixo dos 3,18% estimados na semana passada. O IPCA de 2021 está previsto em 4,81% e a Selic em 2021 está projetada em 5% ao ano. “O olhar de todos continua na política, com expectativa sobre como ficará a questão do orçamento, não só os efeitos práticos em termos de gastos, mas também por conta da habilidade de articulação política após a reforma ministerial das últimas semanas”, comenta Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras.

Um dos destaques do Boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg desta semana é a PNADc, divulgada na semana passada. “A taxa de desemprego foi de 14,2% no trimestre encerrado em janeiro (frente a 14,3% no trimestre encerrado em outubro do ano passado), representando um aumento de 3,0 p.p. em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O crescimento da população ocupada perdeu força e o emprego com carteira assinada, que foi um destaque positivo no ano passado, recuou nas últimas duas divulgações. Em um contexto de inflação ainda elevada e corroendo a renda real, trata-se de um desafio a mais para mercados ligados à renda da população e das pessoas físicas, como muitos produtos do setor segurador”, afirmou. 

Leia a o boletim completo no portal da CNseg, na aba Estatísticas/Expectativas Econômicas

E como fica a conta das perdas do Ever Given, navio encalhado no Canal de Suez?

Muitas tem sido as conversas sobre os danos causados pela navio Ever Given, que ficou encalhado de 23 a 29 de março no Canal de Suez, causando um congestionamento de mais de 400 navios. O acidente provocou a paralisação da hidrovia e trouxe dificuldades para as linhas de abastecimento global nos últimos dias. Somente no no dia 2 de abril o fluxo de navios no canal voltou ao normal. A hidrovia transporta até 13% do comércio marítimo global e 10% dos embarques de petróleo por via marítima. Cerca de US$ 400 milhões em carga normalmente fluem pelo canal a cada hora, de acordo com a empresa de análise de dados dos Estados Unidos, Dun & Bradstreet.

Quem paga o prejuízo com o atraso na entrega das mercadorias? Tem seguro? Quais as apólices existentes neste caso? Para responder essas questões, o blog Sonho Seguro procurou a Munich Re, uma das resseguradoras do mundo. Leia os comentários do especialista Henrique Cabral, head de Marine para a América Latina:

Apesar da Evergreen Line ser uma empresa de Taiwan, os donos do navio cuja bandeira é do Panamá, são japoneses e colocam a apólice de cascos nesse mercado com o limite entre US$ 100 milhões e US$ 140 milhões. Curiosamente, o mercado japonês tem sua renovação em primeiro de abril e como não há ainda valores estimados concretos sobre quais possíveis danos o Ever Given possa ter sofrido nesta cobertura, as apólices estão sendo renovadas sem saber o real impacto deste sinistro. Tudo dependerá da extensão dos danos do casco do navio, principalmente na parte de baixo, que tocou o solo.

A carga em si, a bordo do próprio navio e dos demais que foram afetados no congestionamento, não é alvo de grande preocupação do mercado, pois somente casos de perecíveis podem ter sofrido danos e poucos devem contar com cobertura não vinculada a danos externos. Caso seja declarada avaria grossa do Ever Given, então os donos das cargas serão chamados a dividir o risco e é muito provável que isto aconteça nos próximos dias. Ainda não há informações sobre o seguro de Ports & Terminals da autoridade portuária do Canal de Suez, pois também seria um possível afetado.

A maior dúvida é no P&I, onde estão cobertos danos a terceiros e custos de salvamento. A grande dúvida neste caso é quais serão os custos com os danos ao próprio Canal e o os custos de lucros cessantes resultantes do acidente. No caso do Ever Given, o P&I está a cargo da UK P&I Club e a maior preocupação é pelos dias parados que obviamente podem implicar em somas astronômicas. O que muito se debate hoje é se todos os mais de 300 e navios afetados no congestionamento podem alegar interrupção de negócios por ter o Canal bloqueado, algo que afetaria sobretudo o mercado de P&I, que já vem sofrendo bastante nos últimos anos, mas não se sabe ainda os desdobramentos disso e se realmente irá se concretizar. Não há uma estimativa de perdas até o momento e a Munich Re, por política interna, não divulga valores nesses casos. 

Liberty Seguros lança tradução em libras em seus sites institucionais

Fonte: Liberty

No último ano, o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) constatou que 5% da população brasileira, ou seja, mais de 10 milhões de pessoas são surdas e buscam por conteúdo em libras. Além disso, de acordo com a WFD (Federação Mundial dos Surdos, na sigla em inglês), 80% dos surdos de todo o mundo enfrentam problemas de alfabetizaçãonas línguas escritas.

Diante desse cenário, a Liberty acaba de lançar em seus sites institucionais, libertyseguros.com.br e aliroseguro.com.br, o tradutor de libras da HandTalk, que irá converter todo o conteúdo das suas páginas por meio de um avatar que irá personificar essa fala para quem acessa os portais digitais da empresa.

A iniciativa tem como objetivo dar mais autonomia e promover a inclusão de clientes e corretores com deficiência auditiva, que podem utilizar a plataforma sem apoio de terceiros.

O projeto ganhou forma durante o programa de inovação interna da Liberty, o Acelera Minha Ideia, que visa estimular o intraempreendedorismo na companhia por meio de desafios para os funcionários para solução de problemas e desenvolvimentos de propostas inovadoras para clientes e corretores.

A tradução em libras chega para somar à iniciativa que vem sendo trabalhada há mais de um ano nas redes sociais da empresa, chamada #LibertyAcessível, que hoje já bateu a marca de mais de 300 publicações com descrição textual da imagem/vídeo.

“Na Liberty todas as áreas trabalham em sinergia para promover a transformação digital e apoiar os principais pilares da nossa cultura, como a Diversidade, Equidade & Inclusão com o engajamento de todos os colaboradores. Temos um forte compromisso em desenvolver plataformas focadas na experiência dos usuários e a acessibilidade é um dos elementos-chave para cumprir esse propósito“, finaliza Etienne Gonçalves, Superintendente de Experiência Digital e Clientes da Liberty Seguros.

IRB Brasil RE lança seguro paramétrico para pecuária em parceria com ESSOR e AgroBrasil

isabel solano IRB

Fonte: IRB

O IRB Brasil RE, em parceria com a resseguradora SCOR e as empresas ESSOR e AgroBrasil, acaba de lançar seguro paramétrico cujo a cobertura protege grandes e pequenos produtores pecuaristas de prejuízos provocados por condições climáticas adversas no pasto. Chamado de “Pastagem Protegida – Índice”, o produto, inédito no país, utiliza uma plataforma tecnológica, com sensoriamento remoto via satélite da Airbus Defense and Space, que permite monitorar e agilizar o pagamento das indenizações. 

O seguro paramétrico é uma novidade no Brasil. Também conhecido como seguro de índice, funciona baseado na definição de parâmetros para a ocorrência de eventos naturais. Caso o índice paramétrico estipulado não seja alcançado, a cobertura da apólice pode ser acionada. Os produtores poderão usar o dinheiro do seguro para comprar forragem para alimentar o rebanho, além de permitir aos pecuaristas aumentar sua produção por hectare sem precisar de terra adicional para pasto. 

A vice-presidente executiva de Resseguros do IRB Brasil RE, Isabel Solano, afirma que a modernização dos produtos, baseada nas necessidades do mercado, é essencial para manter o setor na vanguarda: “A transformação digital no setor do agronegócio é uma realidade, mas o setor de seguros como um todo não tem conseguido repassar efetivamente os ganhos potenciais para o pecuarista brasileiro. Com este novo produto, aliamos a tecnologia de ponta com o profundo know-how de mercado para trazer uma solução inteligente que possa atender a uma necessidade local. É o tipo de valor que todos os nossos parceiros procuram e que esperamos proporcionar”, diz a executiva. 

Laurent Rousseau, vice-CEO da SCOR Global P&C, acrescenta: “Parte essencial da nossa missão como resseguradora é aproveitar a experiência global em seguros para fornecer soluções concretas às pequenas ou grandes fazendas. Este tipo de produto apoiará os agricultores em sua busca por práticas agrícolas mais sustentáveis​​”. 

Laura Neves, CEO da AgroBrasil, comenta: Fazemos parte dessa parceria entre as gigantes seguradoras mundiais com suporte tecnológico da Airbus, que oferece uma solução robusta de seguros sob medida para a pecuária brasileira. Mantemos uma forte parceria com agricultores e corretores brasileiros há 23 anos, fazendo com que as inovações da Agro Seguros façam parte do DNA da empresa. Agora, estamos prontos para apoiar os pecuaristas brasileiros também. 

Fabio Pinho (foto), CEO da ESSOR e CEO da SCOR Specialty Insurance, na América Latina destaca: “Todos os nossos esforços são para trazer ao país um produto cujo serviço, tecnologia e cadeia de valor serão fundamentais para os nossos clientes, o que resulta em um valor agregado perceptível por eles”. 

François Lombard, chefe de negócios de inteligência da Airbus Defense and Space, comenta: “Estamos inovando há mais de 20 anos a fim de propor soluções para a agricultura sustentável, usando nossas análises baseadas no apoio dos satélites. Nosso Índice de Produção de Pastagem, baseado em uma ampla referência histórica, permite antecipar prejuízos que poderiam impactar severamente os agricultores”. 

It’sSeg investe R$ 15 milhões para ampliar a oferta atuação em agro

seguro rural MAPA

Fonte: It’sSeg

A It’sSeg informou que investe R$ 15 milhões para ampliar a oferta de produtos e serviços no setor agro. O aporte da companhia no segmento é parte de seu plano estratégico, que contempla uma atuação mais intensa da empresa. Entre as ações que a It’sSeg planeja para o segmento, estão o desenvolvimento de produtos e serviços exclusivos em parceria com seguradoras, desenho de soluções sob medida e consultoria técnica e especializada.

Karina Andrade, diretora comercial da It’sSeg, responsável pelas operações da região Sul do Brasil, afirma que a empresa quer se aproximar do produtor, das cooperativas, das indústrias e das agtechs para levar novas soluções e produtos que sejam aderentes à realidade de cada público. “Não estamos falando apenas em seguros rurais, queremos ser uma fonte completa de segurança, passando pelos seguros patrimoniais, familiares e, também, os das plantações”.

De acordo com a especialista, menos de 20% das plantações existentes no Brasil possuem algum tipo de cobertura segurada.  “Temos a capacidade de entender o porquê dessa pequena cobertura e desenhar, em conjunto com as seguradoras, produtos exclusivos, voltados às necessidades do campo. A nossa proposta é ser um elo de conexão e segurança no ecossistema do agronegócio, promovendo bons negócios. E tudo será em tempo real. É algo que não vimos ainda acontecer e temos certeza de que trará uma outra perspectiva às seguradoras que desejam investir no agro”, revela Karina. 

A companhia pretende, por meio dessas ações, crescer cerca de 30% neste ano no segmento agro, atingindo prêmios da ordem de R$ 80 milhões. Hoje a It’sSeg atende, entre clientes diretos e indiretos no setor, cerca de 300 companhias.

TEx lança Índice de Preços do Seguro Automóvel

TEx tecnologia portabilidade de dados

Fonte: Tex

A TEx, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador, em parceria com a Rating de Seguros Consultoria, acaba de lançar o Índice de Preços do Seguro Automóvel (IPSA) , estudo inédito que traz a variação média de preços do seguro auto, a evolução mensal e a tendência do seguro automóvel para 2021. 

Com mais R﹩ 3,5 bilhões de prêmios transmitidos por ano e mais de 2.000.000 de cotações por mês realizadas no TELEPORT, solução de Gestão e MultiCálculo da empresa para Corretoras de Seguros, é possível afirmar que a TEx possui o maior dataset do mercado, com abrangência nacional e mais de 20 mil Corretores utilizando suas soluções diariamente. Essa penetração possibilitou a criação de um cálculo inédito, o Índice de Preços do Seguro Automóvel. O IPSA traz um panorama exato do cenário do seguro auto no Brasil. “O estudo jamais foi compilado antes, exatamente pela dificuldade em consolidar tais dados. Com uma abordagem pioneira e graças ao TEx Analytics, que permite levantamento dos dados com a maior massa estatística do setor, é possível acompanhar a variação média de preços de seguro automóvel de forma precisa. O que mostra a posição de destaque da TEx no mercado de seguros.”, revela Omar Ajame, Founder e CEO da TEx. 

O estudo, produzido com base nos dados do TEx Analytics, ferramenta de inteligência de mercado desenvolvida pela TEx, é dividido em três indicadores: IPSA, que mede a inflação geral e leva em consideração segurado de ambos os sexos, o IPSAm, considerando unicamente o sexo feminino, e o IPSAh, considerando apenas o sexo masculino. 

Francisco Galiza, consultor econômico e sócio da Rating Consultoria de Seguros, explica que para desenvolver os indicadores foram utilizados três fatores principais, como perfil do segurado, veículos mais cotados e cálculo das variações dos prêmios. “Em primeiro lugar definimos o perfil mais comum de segurado no mercado brasileiro (sexo feminino ou masculino, casado, veículo zero km, 36 a 45 anos, sem bônus, automóvel), depois levamos em consideração o automóvel, a cada mês selecionamos os 40 veículos mais cotados, e por último, consideramos a mediana das variações de prêmios dos 40 veículos selecionados para cada um dos três indicadores“, comenta Galiza. 

Na análise acumulada em 2021, considerando dados de janeiro e fevereiro, o IPSA geral e o IPSAh tiveram, respectivamente, queda de 1,3% e 4,8%. Já o IPSAm subiu 4,5%. “Importante pontuar que a amostra ainda é pequena para se definir uma tendência do setor para o ano de 2021, por isso é importante seguir acompanhando o IPSA nos próximos meses“, finaliza o economista. 

Susep autoriza 88i atuar no Sandbox

A 88i Seguradora Digital obteve autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para atuar, por até três anos, dentro do ambiente Sandbox – modelo com menor custo regulatório e maior flexibilidade para inovações – por meio da portaria 7784. A insurtech vai operar junto a empresas do segmento de e-commerce, mobilidade, delivery e fintechs na comercialização de  soluções  configuradas em três ecossistemas de proteção:  Vida Digital (celular, tablet, lap top e demais eletrônicos); Vida, Saúde & Bem-Estar (acidentes pessoais e telemedicina); e; Proteção Financeira (impedimento ao trabalho e entregas protegidas).

Fundada em 2018 pelo economista Rodrigo Ventura como empresa de tecnologia de seguros, a 88i decidiu virar a chave do negócio para os ecossistemas digitais de proteção no ano passado para tornar-se a primeira e única seguradora 100% digital do país, com soluções direcionadas ao B2B2C. Aportes da Domo Investidora   e de anjos investidores especializados no mercado digital,  possibilitaram avançar nas novas tecnologias e processos inovadores para o mercado digital.  “Com nossas soluções vamos apoiar o crescimento destes ecossistemas, assim como a fidelização dos clientes. E mais. Vamos abrir as portas do mercado de seguros para todas as pessoas”, comenta Ventura.

Este ano, Ventura trouxe para a 88i Fernando Moreira, que atuou em 35 mercados distintos em processos disruptivos – presidente da HSBC Seguros, CEO Cigna CMC e PingAng ( ambas na China) e Head Global de Seguros da Scotiabank ( Canadá) – , assumirá como CEO da 88i  Seguros Digitais com a missão de maximizar valor para os clientes e transformar a startup do Sandbox da Susep em líder de mercado de seguros digitais nos próximos cinco anos. Em 2021, a seguradora espera comercializar 50 mil apólices e chegar a R$7 milhões em prêmios. Em 2022, mira multiplicar por dez o resultado projetado.

A seguradora digital inicia sua operação consolidando alianças estratégicas com grandes players do segmento digital – entre elas, Pic Pay,  Vá de Taxi , U4Crypto e Bitfy,  possibilitando que as  soluções de proteção  desenhados para o consumidor final sejam integradas, em até quatro semanas, às plataformas das parceiras.   A base dos   negócios são tecnologias de ponta de inteligência artificial, dentro da arquitetura e do que existe de mais moderno da Amazon Web Services, e processos inovadores exclusivos da 88i.

O potencial é grande, segundo o executivo, considerando o tamanho do mercado, estimado em 2 mil ecossistemas digitais, entre aplicativos de fintechs, plataformas de e-commerce e empresas ligadas à mobilidade e delivery, e por onde circulam em torno de 120 milhões de pessoas.   “O mercado brasileiro atua majoritariamente em meios tradicionais e, por isso, ainda não se mostra atraente para o consumidor digital. A 88i Seguradora Digital é a antítese das seguradoras tradicionais. Com nossas soluções, a proteção estará disponível a um ‘clique’.   Estamos dando o primeiro passo para uma transformação completa deste mercado, começando com soluções simples, intuitivas e digitais”, conclui Moreira.

Com as autorizações da Susep, muitas dessas empresas iniciaram suas operações e já comercializam novos produtos. Os seguros oferecidos incluem tablets, smartphones e dispositivos portáteis; animais domésticos; residência e estabelecimentos comerciais; automóveis; acidentes pessoais; funeral. Haverá oferta de seguros intermitentes, utilizados sob demanda, bem como seguros paramétricos para desastres, de acordo com alertas das autoridades públicas de cada estado. 

O Sandbox Regulatório é um ambiente experimental constituído com condições especiais, limitadas e exclusivas que não representem barreiras à inovação. O ambiente tem como objetivo reduzir os custos e facilitar os processos para os consumidores, com foco na melhoria da experiência do usuário. 

MAG Finanças atinge R$ 500 milhões em transações de pagamentos

Fonte: MAG

Logo após completar um ano, no dia 10 de janeiro, a MAG Finanças, fintech do Grupo Mongeral Aegon, atingiu o marco de R$ 500 milhões em transações de pagamentos. O valor representa o volume necessário para estar elegível a obter a chancela junto ao Banco Central do Brasil para se tornar uma Instituição de Pagamento autorizada. 

Atuando inicialmente focado no ecossistema do grupo, a empresa oferece uma gama de serviços como conta digital, cartão pré-pago internacional bandeira Mastercard, pagamento de contas, recarga de celular, transferência via TED e entre contas da instituição utilizando QR Code e mais recentemente o Pix, que já está em operação plena. 

“Apesar da pandemia de Covid-19 que estamos passando, tivemos um primeiro ano de operação muito positivo porque já nascemos 100% digital, ofertando um serviço de qualidade, ágil, transparente e seguro. Conseguimos combinar toda agilidade e inovação de uma fintech com a solidez e segurança de um grupo com 186 anos”, completa Marcos Diniz, diretor-executivo da MAG Finanças. 

Além de já ter entrado com o pedido de autorização junto ao Banco Central para se tornar uma Instituição de Pagamento autorizada, para esse ano, a fintech planeja lançar novos produtos financeiros próprios e em conjunto com parceiros financeiros, que irá reforçar o portfólio do grupo que já possui em sua carteira ofertas de seguro de vida, previdência, gestão de fundos públicos, privados e de investimentos. 

A empresa possui taxa zero para serviço como abertura e manutenção de conta digital para pessoas físicas e jurídicas, sendo possível a realização de pagamento de contas, saques, transferências ilimitadas entre contas MAG Finanças sem custo via QR Code, Pix, TED e emissão de boletos. Além disso, é possível solicitar a emissão do primeiro cartão pré-pago internacional com bandeira Mastercard de forma gratuita e sem anuidade. 

Para os interessados, a adesão é feita 100% online por meio do aplicativo MAG Finanças, disponível na App Store e Google Play, tanto para smartphones IOS como Android. 

Atualmente, apesar da prioridade da fintech seja atender os mais de quatro milhões de clientes, corretores, parceiros e colaboradores do Grupo Mongeral Aegon, a conta digital está disponível para todos os públicos. 

Mudança no comando da Seguradora Líder

dpvat

A Seguradora Líder conta com um novo Diretor-Presidente. Leandro Martins Alves, nomeado em 31 de março, será o sucessor de José Ismar Alves Tôrres. O estatuto do Consórcio DPVAT define prazos para a atuação dos Diretores Estatutários e limites de idade para os ocupantes desses cargos. Como Tôrres completou 66 anos em março, o Conselho de Administração nomeou Leandro Martins para a posição. 

José Ismar Alves Tôrres assumiu a gestão da Seguradora Líder em dezembro de 2016 e, em pouco mais de quatro anos, liderou uma série de transformações na gestão do Seguro DPVAT, especialmente nas áreas de simplificação e celeridade dos processos; controles internos e compliance; e combate às fraudes.

Leandro Martins Alves era, desde junho de 2020, o presidente do Conselho de Administração da Seguradora Líder. Formado em Engenharia Civil e com MBA em Formação de Altos Executivos pela Universidade de São Paulo, Leandro já ocupou várias posições executivas em empresas como o Banco do Brasil, Brasilprev, Companhia Aliança do Brasil, BB Americas e na Petrobras.

A presidência do Conselho de Administração da Seguradora Líder passou a ser ocupada interinamente por Sven Will, executivo que já exercia o cargo de Vice-Presidente do Conselho.

Fairfax cresce 60% no 1° trimestre de 2021 e quer ir além com uso de dados no campo e plataforma digital

bruno Camargo fairfax

As seguradoras especializadas em grandes riscos se reinventam com a falta de investimentos em projetos de infraestrutura desde 2014, ápice das investigações da Lava Jato, que paralisaram novos projetos e muitos dos que estavam em andamento, desencadeando uma drástica redução de negócios para essas seguradoras. A saída foi diversificar a atuação, como fez a subsidiária local da canadense Fairfax. “Neste primeiro trimestre de 2021 crescemos 60% comparado ao mesmo período de 2020”, comemora o CEO Bruno Camargo, em entrevista ao blog Sonho Seguro.

Em 2009, a Fairfax decidiu começar do zero no Brasil. Depois de estudar aquisições locais, o grupo achou um grupo de executivos regressos do Itaú que havia tomado a decisão de não atuar mais em grandes riscos. “Jaques Bergman que liderava grandes riscos no Itaú e eu apostamos em montar a start-up e temos muito orgulho do que construímos”, comenta Bruno Camargo, que assumiu o comando da Fairfax no Brasil em 2016. Bergman hoje é consultor da seguradora. 

A companhia diversifica sua atuação aos poucos. A estratégia vai além de entrar em outros ramos, como agronegócios e afinidades, com a parceria estratégica com empresas que agregam serviços essenciais como com a Farmers Edge. Em 2020, a Fairfax concluiu a implementação de 150 estações meteorológicas no campo em parceria com a Farmers Edge. A iniciativa permite que a seguradora tenha acesso aos dados coletados por um total de 600 estações meteorológicas espalhadas pelo Brasil. Essas estações estão instaladas em áreas de cooperativas parceiras da Fairfax, entrepostos de recebimento de grãos, fazendas experimentais e em áreas de agricultores clientes da seguradora. 

“Estamos mudando a forma de trabalhar. Acreditamos que podemos mudar a percepção que os consumidores têm de seguro. Queremos prestar um serviço que traga aos clientes a certeza de que fizeram um bom negocio ao comprar uma apólice que os protege e os ajuda nos momentos mais difíceis”, conta Bruno, que nos últimos três anos virou adepto da meditação e do esporte para manter o equilíbrio diante do desafio de empreender no Brasil. “Temos uma estrutura de Recursos Humanos na seguradora que inclui profissionais de diversas áreas para ajudar as pessoas desenvolverem diversos aspectos da vida, do pessoal até o cientifico”, conta. 

Ao conscientizar a equipe sobre uma novo jeito corporativo, os projetos começam a dar frutos. O grupo tomou a decisão, mundial, de doar 2% do ganho para projetos comunitários onde tem presença. No Brasil, por exemplo, as doações vão desde ambulâncias para pequenas cidades com forte presença na venda do seguro agro a aulas de inglês e de tecnologia para cooperativas e produtores lidarem com o desafio da sucessão do negócio com os filhos buscando desafio nas cidades grandes. “Com a tecnologia já presente no campo, os produtores precisam aprender a lidar com as várias novidades em equipamentos. Neste período de pandemia, muitas vistorias para aceitação do seguro ou pagamento de indenizações foram feitas pelo próprio cliente, com o envio de imagens e dados”, conta.

É trabalhoso mudar o mindset, mas vale a pena, afirma o CEO da seguradora que já pertence ao grupo das 20 maiores do Brasil. Apesar da crise social e econômica provocada pela Covid-19, a Fairfax Brasil atingiu receita de prêmios de seguro emitidos líquidos no valor de R$ 1,22 bilhão em 2020, o que representou crescimento da ordem de 50% em comparação com 2019, que registrou produção de R$ 818 milhões. No ano passado, o total das provisões técnicas da companhia foi de R$ 2,15 bilhões, enquanto o patrimônio líquido totalizou R$ 401,8 milhões. O total de ativos alcançou R$ 3,4 bilhões contra 2,4 bilhões no exercício anterior. 

Segundo ele, em março do ano passado foi tomada a decisão de garantir aos colaboradores a manutenção de seus cargos e posições com um comunicado global afirmando que nenhum colaborador seria desligado por conta da pandemia e foi imediatamente instalado um comitê de crise com calls diários analisando a situação do momento e tomando as devidas ações necessárias. “Com o ambiente de segurança e autonomia, melhoramos a comunicação, revisitamos estratégias e o que parecia crise tornou-se oportunidade”, comemora Camargo.

A maioria das linhas de negócios registrou alta. No segmento de seguros de danos e responsabilidades, ou Property&Casualty (P&C), a seguradora registrou vendas de R$ 509 milhões em 2020, alta de 82% em comparação com 2019. Agronegócio superou R$ 271 milhões, avanço de 113%. Linhas financeiras registrou vendas de R$ 293 milhões.

Outros segmentos, como o de Transportes (R$ 122,6 milhões), registraram crescimento limitado em decorrência da baixa atividade econômica. Mesmo assim, mantiveram volume de produção equivalente ao ano anterior com melhora nos resultados. Além do aumento em volume de prêmios recorde, a sinistralidade também foi controlada e a seguradora fechou 2020 com lucro líquido de R$ 48 milhões contra R$ 75 milhões de 2019. Esse resultado foi impactado pela marcação a mercado da carteira de investimentos, consequência da queda  prejudicada pela redução das taxas de juros e a forte oscilação do mercado de capitais no ano passado. “Obtivemos um incremento no resultado técnico de seguros, com índice combinado de 95%. Mesmo com o cenário econômico causado pela pandemia terminamos o ano com o retorno sob o capital de 12%”, diz Camargo.

A Fairfax também tem usado a tecnologia e os investimentos na captação de dados via satélite e análise das informações para uso de toda a cadeia do agronegócios, desde qual o melhor momento de plantio até o preço da soja para a exportação por meio de derivativos. “Os dados dos satélites agregam valor à toda a cadeia”, diz ele, que fechou uma parceria com o Itaú e negocia com a XP para se ter um processo menos oneroso com a mitigação de riscos que a inteligência de dados permite. “Nosso objetivo é usar as informações para melhorar o processo para todos os participantes da cadeia. O produtor tem um custo menor, o seguro mitiga o risco, as cooperativas conseguem mais negócios e até o mercado de derivativos de soja, por exemplo, ganha com este modelo mais preditivo do clima”, enfatiza.

Para 2021, o executivo espera obter o mesmo índice de crescimento com investimentos em tecnologia e também ao ofertar produtos inovadores diante da liberdade dada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) com as novas regras para seguros de danos e de grandes riscos. “Nosso esforço é ir além, impulsionados pela nova plataforma digital prevista para estar a todo vapor no segundo semestre deste ano”, afirma. Já em teste piloto, o novo canal de vendas vai explorar todos os produtos das linhas de negócios para atender os corretores com este conceito de evolução.