LGPD e os desafios regulatórios do Open Insurance 

Por Alfredo Viana, Superintendente Jurídico da Confederação Nacional das Seguradoras, e Karini Madeira, Superintendente de Acompanhamento Técnico da Confederação Nacional das Seguradoras

O Brasil atravessa um momento decisivo na agenda digital. A União Europeia apresentou a versão preliminar da decisão de adequação que reconhece a LGPD como compatível com a GDPR. Trata-se do processo mais abrangente já realizado pela Comissão Europeia, que projeta o país como referência internacional em privacidade e proteção de dados. Esse reconhecimento cria um ambiente de maior segurança jurídica para o fluxo transfronteiriço de informações, amplia a confiança mútua entre jurisdições e posiciona o Brasil de forma mais competitiva no cenário global.

Esse avanço, entretanto, convive com eventos preocupantes. Os recentes ataques cibernéticos envolvendo intermediários do PIX, no âmbito de Open Finance — como os casos da Sinqia e da C&M Software — revelaram falhas graves de governança e gestão de credenciais, resultando em perdas bilionárias. Ainda que parte dos recursos tenha sido bloqueada rapidamente, a dimensão dos incidentes evidencia como cadeias de fornecedores críticos podem se tornar pontos vulneráveis, capazes de comprometer a resiliência do sistema. 

Do ponto de vista da LGPD, esses incidentes não se limitam a perdas financeiras, mas configuram potenciais violações de segurança da informação que geram obrigações legais específicas. É necessário que as instituições, em cenários de ataques cibernéticos, possuam planos de resposta a incidentes de segurança de dados robustos. Estes planos devem contemplar, de acordo com o Art. 48 da LGPD, a comunicação obrigatória à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e aos titulares de dados afetados sobre o incidente, detalhando a natureza dos dados comprometidos, as medidas de segurança utilizadas, os riscos e as providências tomadas para mitigar os danos. 

Além disso, a relevância da gestão de fornecedores exige a necessidade de cláusulas contratuais rigorosas com todos os fornecedores críticos e intermediários, especialmente no Open Finance e Open Insurance. Esses contratos, fundamentados nos Arts. 39, 42 e 43 da LGPD, devem definir claramente as responsabilidades de cada agente (controlador e operador). A due diligence jurídica sobre esses terceiros deve ser contínua e aprofundada, para além da simples auditoria técnica.

No setor de seguros, um evento de natureza semelhante poderia ocorrer, com a diferença de que, em vez de movimentações financeiras imediatas, o risco maior estaria no uso indevido ou vazamento de dados pessoais. No ambiente securitário os impactos de um vazamento podem ser silenciosos, acumulativos e de difícil mensuração a curto prazo. Muitas vezes, as consequências de um ataque desse tipo só se manifestam meses ou anos depois, de forma difusa e com efeitos duradouros. Surge, então, o protagonismo dos Relatórios de Impacto à Proteção de Dados Pessoais (RIPD/DPIA), conforme o Art. 38 da LGPD, além de normas e orientações da ANPD. Esses relatórios são ferramentas essenciais para identificar e mitigar proativamente os riscos associados ao tratamento de dados pessoais em sistemas complexos como o Open Insurance – e outros sistemas “Open” – modelando cenários de vazamento e uso indevido de dados para avaliar os impactos de longo prazo e propor medidas preventivas.

Naquele cenário, em harmonia com o RIPD/DPIA, ganha ainda mais relevância a proteção das credenciais dos clientes. Tanto a gestão das credenciais quanto sistemas de autenticação frágeis ou pouco sofisticados ampliam a superfície de ataque e aumentam a exposição a riscos. Por isso, é essencial investir em mecanismos modernos e robustos de verificação de identidade, capazes não apenas de evitar acessos indevidos, mas também de empoderar o cliente, garantindo a ele maior controle e transparência sobre quando, como e por quem seus dados estão sendo acessados.

É por isso que, no contexto do Open Insurance, o cumprimento rigoroso da LGPD assume papel central. Mais do que atender a uma obrigação legal, trata-se de um requisito essencial para garantir a confiança dos consumidores em um modelo que se baseia justamente no compartilhamento de dados pessoais. A aderência à LGPD oferece não apenas segurança jurídica, mas também diferenciação competitiva para as instituições que demonstrarem compromisso efetivo com a privacidade e a proteção dos dados. Em um ambiente aberto e integrado, a conformidade legal deve caminhar lado a lado com controles tecnológicos e boas práticas de governança, assegurando que a inovação avance sem comprometer direitos fundamentais dos clientes.

É fundamental, portanto, que as instituições abordem os desafios práticos da gestão do consentimento em um ambiente de múltiplos participantes, garantindo que ele seja livre, informado e inequívoco, e que possa ser revogado a qualquer tempo (Art. 8º da LGPD). Isso exige um mapeamento jurídico detalhado dos fluxos de dados, uma arquitetura de consentimento granular que distinga os propósitos de tratamento e a implementação de mecanismos para auditoria e demonstração da base legal para cada operação de tratamento de dados. A atuação de um Encarregado de Dados (DPO) com autonomia e conhecimento jurídico é fundamental neste contexto.

Esse conjunto de fatores reforça a necessidade de estratégias contínuas de monitoramento, inteligência aplicada à detecção de anomalias e auditoria rigorosa sobre terceiros. Modelos abertos e integrados, como o Open Insurance e o Open Finance, exigem não apenas conformidade legal e regulatória, mas também solidez operacional e maturidade em cibersegurança. A confiança dos consumidores, afinal, é um ativo intangível que precisa ser protegido com rigor.

O reconhecimento europeu é um passo histórico e deve ser celebrado. Mas, para que ele se converta em vantagem real, o país precisará transformar o avanço normativo em práticas consistentes de segurança e governança. O futuro do Open Insurance — e da economia digital brasileira — dependerá de como conseguiremos equilibrar inovação, regulação e resiliência, garantindo que os marcos conquistados hoje se traduzam em proteção efetiva e em um mercado mais sólido amanhã.

Patricia Chacon assume como CEO da Porto Seguro em 2026; Rivaldo Leite passa a atuar como consultor

A Porto Seguro comunicou nesta terça-feira (21) mudanças importantes em sua estrutura executiva. A partir de 1º de janeiro de 2026, Patricia Chacon assumirá o cargo de CEO da vertical Porto Seguro, sucedendo Rivaldo Leite, que passa a atuar como consultor estratégico da companhia.

Com mais de dez anos de experiência em posições de liderança no mercado segurador, Patricia ingressou na Porto em dezembro de 2023 como Chief Operating Officer (COO), responsável pelas carteiras de Auto, Patrimonial e Vida. Sua nomeação marca uma nova etapa na estratégia da empresa, que vem reforçando sua governança e ampliando o foco em eficiência operacional, tecnologia e inovação.

Para Rivaldo, este é um momento super especial. “Ao completar 60 anos de idade e 45 de mercado, sendo mais de 40 dedicados a Porto, chegou a hora de abrir espaço para as pessoas que vem desenvolvendo um excelente trabalho na companhia e também de olhar para o horizonte. Sentimento de missão cumprida e em especial a formação de sucessores. Continuarei contribuindo com tudo e com todos, só que em andar e cadeira diferente. Passarei a compor o conselho da Porto Seguro, atuarei como consultor estratégico, sigo como vice presidente da Fenseg e responsável pela operação do Uruguay. Além de ouvido sempre atento as necessidades dos corretores. Enfim, momento de ter uma agenda mais livre para o lado pessoal e continuar contribuindo para o desenvolvimento do mercado”, disse ao Sonho Seguro.

Outras mudanças também foram anunciadas: Marcos Sirelli, que há oito anos ocupa a diretoria de Tecnologia, passa a ser o novo Vice-Presidente de Tecnologia, Dados e Atendimento, consolidando sob sua gestão as áreas de Dados, Canais e Atendimento.

Já Emilio Bentancourt assumirá a diretoria de Governança e Riscos, integrando as duas áreas. Com mais de 11 anos de experiência na Porto, ele já liderou equipes de Riscos, Controles Internos, Compliance, Prevenção a Fraudes e Governança Corporativa.

As alterações reforçam o movimento da Porto em direção a uma estrutura mais integrada, com foco em inovação, tecnologia e gestão de riscos, consolidando sua posição entre as maiores seguradoras do país.

Economia prateada inaugura nova era de crescimento para o seguro de vida, segundo Swiss Re

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Até 2050, um em cada quatro habitantes de mercados desenvolvidos terá mais de 65 anos, impulsionando uma “economia prateada” que deve redefinir a base de clientes do setor de seguros de vida. O aumento da expectativa de vida, a queda nas taxas de natalidade e a concentração de riqueza entre aposentados vão alimentar a demanda por produtos que garantam renda, saúde e cuidados de longo prazo.

Segundo o novo relatório sigma da Swiss Re, o envelhecimento populacional exige uma transformação profunda: o seguro de vida deixará de ser apenas uma ferramenta de reposição de renda e proteção familiar para se tornar parte essencial do planejamento patrimonial e do financiamento de cuidados pessoais.

“O impacto da economia prateada sobre o setor vai acelerar, inaugurando uma nova fase de inovação”, afirma Paul Murray, CEO da Swiss Re Life & Health Reinsurance. “Estamos diante de uma geração maior, que vive mais e chega à aposentadoria com mais riqueza do que nunca. Isso abre uma oportunidade para que o seguro redefina sua relevância junto ao público 60+.”

Nos países desenvolvidos, haverá 35% mais pessoas com 65 anos ou mais até 2050 em relação a 2025. Japão e Coreia do Sul já estão na vanguarda do envelhecimento populacional, com mais de 30% dos cidadãos acima dessa faixa etária. Nos Estados Unidos, lares chefiados por pessoas com mais de 55 anos concentram quase US$ 120 trilhões em ativos — o equivalente a quatro vezes o PIB nacional.

Para Jérôme Jean Haegeli, economista-chefe do grupo Swiss Re, a longevidade afeta tanto o lado do risco quanto o dos investimentos das seguradoras. “À medida que as populações envelhecem e começam a consumir suas economias, inflação e juros de longo prazo tendem a subir, o que pode sustentar melhores retornos e rentabilidade para o setor”, avalia.

O relatório destaca que as seguradoras precisarão deslocar o foco da fase de acumulação — quando o consumidor está no auge da vida profissional e busca proteger dependentes — para a fase de desacumulação, em que o desafio é transformar poupança em renda contínua.

Nessa etapa, o objetivo passa a ser garantir fluxo de renda por meio de pensões, previdência privada e anuidades, além de cobertura para cuidados pessoais e médicos. Um aposentado de alta renda que completar 65 anos em 2050 poderá viver, em média, mais 23 anos — tempo suficiente para esgotar economias se não houver mecanismos de renda vitalícia. Produtos de anuidade e fundos de risco compartilhado (risk pooling) ganham força como alternativas para mitigar o risco de longevidade.

O número de pessoas com mais de 80 anos deve crescer 80% na Europa e mais de 120% na América do Norte até 2050, pressionando os sistemas de cuidados de longo prazo, que já consomem mais de 2% do PIB em economias avançadas. Nos EUA, o custo médio de um asilo particular é de US$ 111 mil por ano.

Para suprir a lacuna, seguradoras vêm apostando em produtos que complementam a cobertura estatal ou combinam cuidados de longo prazo com seguros de vida e doenças graves. Na França, esse modelo já soma 1,4 milhão de apólices e mais de 500 milhões de euros em prêmios anuais.

Outro ponto de atenção é o câncer entre idosos. A idade média de diagnóstico é de 67 anos, mas a maioria dos seguros contra doenças críticas expira antes da aposentadoria. Tailândia e Coreia do Sul lançaram coberturas específicas voltadas a esse público, integradas a planos de saúde e anuidades, garantindo proteção financeira e médica num dos períodos mais vulneráveis da vida.

CNP Assurances e Embracon unem forças para criar líder de mercado

Marie-Aude Thépaut CNP

A CNP Consórcio, subsidiária brasileira da francesa CNP Assurances, e a Embracon anunciam a fusão de suas operações para ampliar sua atuação no mercado de consórcios, criando uma gigante no setor. A CNP Assurances é um dos maiores grupos de seguros de pessoas da Europa e da América Latina, com experiência consolidada em consórcios no Brasil. Já a Embracon, com 37 anos de atuação e presença nacional, é reconhecida por sua solidez, inovação e excelência no atendimento.

De acordo com comunicado da empresa, a nova companhia nascerá entre os cinco maiores grupos de consórcio do país e será líder entre as empresas independentes, com uma carteira próxima a 500 mil clientes. O objetivo é impulsionar o crescimento do setor e ampliar o acesso dos brasileiros a soluções financeiras sustentáveis e de longo prazo.

“Ao unir nossa base consolidada à força institucional e à visão de longo prazo da CNP Assurances, criaremos uma plataforma mais ágil, inovadora e preparada para o futuro. Será uma união de legados, com valores, propósito e ambição compartilhados”, afirma Guido Savian Jr., presidente administrativo da Embracon, em nota.

“A integração das duas empresas fortalecerá a nossa atuação e criará uma estrutura comercial sem precedentes, capaz de impulsionar nossos times e consolidar nossa jornada rumo à liderança de mercado”, complementa Juarez Antônio da Silva, presidente comercial da Embracon.

A nova empresa terá escala nacional e vocação transformadora, combinando a expertise local e a capacidade de inovação da Embracon com a experiência internacional, a visão de longo prazo e a excelência em governança da CNP Assurances. Com presença em mais de 90 cidades, perpetuará a marca Embracon e integrará canais diretos, franquias, parcerias white label e soluções digitais, formando um dos ecossistemas de distribuição mais completos do setor.

“Com esta transação, a CNP Assurances reforçará seu compromisso estratégico com o Brasil — segundo maior mercado do Grupo depois da França — e avançará em seu propósito de oferecer soluções financeiras simples, inclusivas e sustentáveis”, afirma Maximiliano Villanueva, CEO da CNP Assurances para a América Latina.

“Este movimento reforça a ambição do Grupo CNP Assurances e de seus acionistas de continuar crescendo na América Latina e de construir no Brasil um polo de excelência e inovação em finanças de longo prazo”, completa Marie-Aude Thépaut, CEO Global da CNP Assurances, em nota.

A conclusão da transação está sujeita à aprovação dos órgãos reguladores competentes.

Brasileiro quer envelhecer bem, mas precisa transformar informação em hábito, mostra pesquisa da Bradesco Seguros

Bradesco Seguros longevidade
Bradesco Seguros longevidade

O Grupo Bradesco Seguros divulgou a nova edição do Indicador de Longevidade Pessoal (ILP), levantamento realizado pela Edelman, com metodologia desenvolvida em parceria com o Instituto Locomotiva e o gerontólogo Alexandre Kalache. Criado em 2024, o ILP é uma ferramenta inédita que analisa 31 variáveis distribuídas em seis pilares — saúde física, saúde mental, saúde social, saúde ambiental, prevenção e finanças — e oferece um retrato abrangente de como o brasileiro percebe e se prepara para viver mais e melhor.

A rodada de 2025 ouviu 4.400 pessoas de todas as regiões do país, tornando-se a maior base de dados individuais sobre longevidade no Brasil. O estudo registrou uma pontuação média nacional de 61 pontos, o que indica um bom nível de consciência sobre o tema, mas revela desafios importantes na prática cotidiana do envelhecer com qualidade.

“O alto nível de interesse pelo tema mostra que estamos diante de uma sociedade cada vez mais consciente e engajada com a ideia de envelhecer bem. Sabemos que longevidade vai muito além da genética – depende, sobretudo, das escolhas que fazemos ao longo da vida”, afirma Alexandre Nogueira, diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros.

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De acordo com o estudo, 84% dos brasileiros consideram a longevidade uma prioridade, e 78% buscam frequentemente novas habilidades e conhecimentos — índice que sobe para 85% entre os que têm mais de 50 anos. Apesar disso, apenas 36% mantêm uma rotina regular de exercícios físicos de quatro dias ou mais por semana, e 45% só procuram atendimento médico diante de sintomas, revelando um comportamento ainda reativo em relação à prevenção.

O pilar de saúde mental alcançou 56 pontos, um dos mais baixos do indicador, mostrando que o equilíbrio emocional é um desafio sobretudo entre os mais jovens. Em contraste, o grupo 50+ demonstra maior satisfação pessoal e reconhecimento da importância de cuidar da mente: 98% afirmam que a saúde emocional contribui diretamente para a longevidade. “A longevidade é um processo multifatorial, que envolve o equilíbrio físico, mental, social e ambiental. A rodada do ILP de 2025 demonstrou que, apesar do interesse pelo tema, o principal desafio está em transformar informação em hábito, integrando prevenção, propósito e planejamento financeiro desde a juventude”, completa Nogueira.

O pilar financeiro apresentou a menor pontuação média do estudo, com 47 pontos. Mais da metade da população (55%) gasta acima da renda, e dois em cada três brasileiros não possuem reserva para a aposentadoria. Mesmo entre os que têm mais de 50 anos, apenas 41% mantêm algum tipo de fundo previdenciário. Esses resultados evidenciam a dificuldade do brasileiro em conectar o planejamento financeiro ao projeto de uma vida longa e estável. “Identificar avanços e reconhecer lacunas é fundamental para orientar ações consistentes em favor de um envelhecimento saudável e ativo”, diz o executivo.

O levantamento também traz nuances importantes sobre a percepção de bem-estar e autoestima entre os brasileiros. Apenas quatro em cada dez pessoas afirmam sentir-se plenamente bem consigo mesmas – um índice ainda menor entre as mulheres (39%), em comparação aos homens (46%). A satisfação pessoal, no entanto, tende a crescer com a idade: entre os participantes com 50 anos ou mais, 56% dizem estar bastante ou extremamente satisfeitos com quem são, enquanto entre os jovens de 18 a 29 anos esse número cai para 36%. Quando o assunto são os laços sociais, o cenário é mais positivo: 58% dos entrevistados declaram estar satisfeitos com seus relacionamentos pessoais, incluindo amigos, familiares, colegas e conhecidos.

O levantamento também destacou diferenças expressivas entre os estados. São Paulo (64 pontos) e Rio de Janeiro (63 pontos) superaram a média nacional, impulsionados pelos bons índices em saúde física e prevenção — 81% dos paulistas buscam informações sobre exames preventivos e 73% mantêm rotina de exercícios. No outro extremo, o Paraná (59 pontos) apresentou os menores índices, especialmente nos pilares de saúde mental e finanças pessoais.

Para o Grupo Bradesco Seguros, o ILP é mais do que uma pesquisa: é um instrumento de mobilização social. Ao medir comportamentos e percepções, o indicador busca estimular o planejamento da longevidade como prática coletiva — começando pela educação das gerações mais jovens. “Embora o ILP seja, por definição, um indicador pessoal, sua aplicação em larga escala oferece uma visão valiosa sobre como estamos, enquanto sociedade, lidando com os desafios e oportunidades de viver mais e melhor”, conclui Nogueira.

Porto oficializa patrocínio ao projeto Jovem Beach Tennis e amplia atuação social por meio do esporte

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A Porto reforçou seu compromisso com a inclusão social por meio do esporte ao oficializar patrocínio ao projeto Jovem BT, que contempla um núcleo para atender crianças de 12 a 16 anos em situação de vulnerabilidade. A parceria teve início com uma aula especial de beach tennis dedicada às crianças do Instituto Porto, que agora passam a integrar o programa e contarão com aulas regulares da modalidade, com toda a estrutura necessária. 
 

Atualmente, o projeto atende 550 crianças e adolescentes em 23 núcleos espalhados por SP, MG, AM e RJ, incluindo adolescentes do Programa Ação Educa, do Instituto Porto.“Ver nossas crianças em quadra, descobrindo um novo esporte e se reconhecendo como protagonistas de suas próprias histórias é a prova de que estamos no caminho certo. O esporte é uma ferramenta poderosa de empoderamento, capaz de quebrar barreiras sociais. Por isso, apoiar iniciativas como o Jovem BT nos motiva e reforça o propósito do Instituto”, afirma Mirian Mesquita, gerente do Instituto Porto.
 

Criado em 2023, o Jovem BT já atende mais de 160 crianças por semana em diferentes comunidades, oferecendo aulas regulares, transporte, alimentação, equipamentos e acompanhamento de profissionais capacitados. Com o apoio da Porto, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, o projeto ganha fôlego para expandir ainda mais, com a meta de chegar a 700 alunos.
 

O patrocínio também reforça a atuação da Porto no território do bem-estar, ao conectar esporte, saúde e desenvolvimento social em uma ação que traduz, na prática, os compromissos da companhia com impacto positivo e qualidade de vida.
 

Instituto Porto

Fundado em 2005, o Instituto Porto é uma organização sem fins lucrativos que tem como propósito fomentar o desenvolvimento de projetos educacionais e de inclusão produtiva na região de Campos Elíseos no centro de São Paulo e em algumas regiões que a Porto atua, levando as iniciativas sociais junto às unidades de negócios. Ao longo dos 20 anos, o Instituto se consolidou como um agente transformador do território por onde atua, com iniciativas voltadas à capacitação profissional, além da promoção de uma cultura ativa de voluntariado. Somente nos últimos cinco anos, mais de 8.000 mil pessoas — entre crianças, adolescentes e adultos — foram diretamente beneficiadas por meio de programas como Ação Educa, Programa de Aprendizagem, Cursos Profissionalizantes, Porto Voluntário e iniciativas de investimento social privado

Grupo HDI marca presença no 23º Troféu JRS e reforça protagonismo no mercado de seguros 

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O Grupo HDI, segundo maior conglomerado segurador do país, participa, mais uma vez, do Troféu JRS, uma das premiações mais tradicionais do mercado de seguros brasileiro. A 23ª edição do evento aconteceu no dia 17 de outubro de 2025, no Vista Pontal, em Porto Alegre (RS), reunindo profissionais e companhias que se destacaram ao longo do ano pelo desempenho, inovação e contribuição para o fortalecimento do setor. 

Durante a cerimônia, estiveram presentes Rafael Ramalho, vice-presidente de Auto, Rubens Oliboni, diretor regional RS/SC, além de parte do time comercial da região, representando a companhia. Na ocasião, o Grupo HDI foi reconhecido com os seguintes prêmios: 

  • Grupo Segurador Destaque Nacional 
  • Executivo Destaque Nacional em Auto – Rafael Ramalho 
  • Executivo Destaque Nacional – Igor Di Beo (representado por Rafael Ramalho) 
  • Marca Revelação – Yelum 

A participação evidencia o compromisso da companhia com o desenvolvimento sustentável e a proximidade com o mercado segurador, principalmente na região Sul, um polo estratégico para a operação da empresa. 

“O Troféu JRS é uma celebração importante para o setor, pois reconhece o trabalho coletivo que move o mercado de seguros e impulsiona a inovação. É uma satisfaçãoenorme ser homenageado e poder representar o Grupo HDI neste evento, que valoriza a parceria e o engajamento de todos os profissionais e organizações que contribuem para um setor cada vez mais forte e próximo das pessoas”, afirma Rafael Ramalho. 

Com presença em 98,9% dos municípios do país, o Grupo HDI reforça sua atuação próxima a corretores, parceiros e clientes, promovendo soluções que aliam inovação, agilidade e experiência em todos os pontos de contato. 

Suhai Seguradora anuncia Fernando Pantaleão, ex-Visa e Natura, como novo vice-presidente Comercial

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A Suhai Seguradora anuncia a chegada de Fernando Pantaleão como vice-presidente Comercial, em um movimento que reforça sua estratégia de expansão e consolidação no mercado brasileiro de seguros. Esta é a primeira contratação para a vice-presidência da companhia, que vem estruturando sua liderança executiva para sustentar o crescimento acelerado dos últimos anos.

Com mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro e de pagamentos, Pantaleão traz uma trajetória marcada por posições de liderança em grandes companhias nacionais e internacionais. O executivo atuou na Visa, onde foi vice-presidente de Vendas e Soluções para Comércios; no Banco Original, como responsável pela área de Produtos de Varejo e Serviços; e também ocupou cargos de destaque no PayPal, HSBC, Itaú, Natura e Rede.

“A chegada do Fernando marca um novo momento para a Suhai. Estamos ampliando nossa estrutura executiva e fortalecendo nossa capacidade de atuação comercial, com foco em inovação, tecnologia e aprimoramento dos processos que sustentam o trabalho dos nossos parceiros e corretores, mas sem perder a essência que nos trouxe até aqui: ser uma seguradora democrática, inovadora e próxima dos clientes”, afirma Fernando Soares, CEO da Suhai Seguradora. “Sua trajetória, combinando visão estratégica, inovação e profundo conhecimento de mercado, será fundamental para nos apoiar nessa nova etapa de crescimento, com ainda mais sofisticação e eficiência na forma como nos relacionamos com nossos canais comerciais”, acrescenta. 

Pantaleão liderou equipes multidisciplinares e projetos estratégicos nas áreas de produtos, tecnologia e experiência do cliente. O executivo é formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com especializações em Gestão de Negócios, Marketing e Inovação.

“Estou empolgado em fazer parte do crescimento de uma companhia que já cumpre um papel tão importante no mercado: democratizar o acesso ao seguro no Brasil. Nosso foco será unir tecnologia, relacionamento e novos modelos de negócio para continuar crescendo com propósito”, afirma Fernando Pantaleão, novo vice-presidente Comercial da Suhai Seguradora.

Com resultados expressivos, a Suhai registrou um crescimento de 120% da base de clientes nos últimos três anos, frente a uma alta de apenas 5% do mercado no mesmo período, e se consolidou como líder em seguros para motocicletas no país. A chegada de Pantaleão reforça o compromisso da companhia com a inovação em seus processos comerciais e o fortalecimento das relações com sua rede de parceiros e corretores, sustentando o ritmo de crescimento que vem transformando a empresa em referência no mercado brasileiro de seguros.

Fernando Haddad e Marcos Pinto destacam papel da nova lei de seguros como vetor de confiança e investimento

Fernando Haddad e Ernesto Tzirulik

por Denise Bueno e Adriana Aguilar

O fechamento do evento que celebrou os 25 anos do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), realizado de 16 a 18 de outubro ficou por conta do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do secretário de Políticas Econômicas, Marcos Pinto. Eles destacaram a importância da nova Lei de Contrato de Seguro (Lei nº 15.040/2024) como uma das reformas microeconômicas mais relevantes do governo, tendo como encerramento um show de Paulinho da Viola, no Teatro Municipal de São Paulo.

O encontro, que reuniu autoridades, juristas e lideranças do mercado segurador teve como ponto central as discussões sobre o novo marco legal de seguros — aprovado por unanimidade no Congresso Nacional e sancionado sem vetos em dezembro de 2024. A lei entra em vigor em dezembro de 2025 e foi construída ao longo de mais de duas décadas sob liderança do advogado Ernesto Tzirulnik, presidente do IBDS.

Haddad abriu sua fala lembrando que a Fazenda criou uma Secretaria de Reformas Econômicas, sob comando de Marcos Pinto, para coordenar “as pequenas grandes reformas” que têm alto impacto no ambiente de negócios. “Nós fizemos a grande reforma tributária, mas há muitas pequenas reformas que têm grandes efeitos no ambiente econômico de um país. A nova Lei de Seguros é uma delas”, disse.

O ministro afirmou que o projeto chamou sua atenção não apenas pelo conteúdo técnico, mas por sua dimensão institucional e simbólica. “Tive um ‘input’ adicional — uma amizade de longa data com Ernesto Tzirulnik, que conhecia de cabo a rabo esse projeto e lamentava muito que as pessoas não tivessem dado a devida atenção a algo que poderia impulsionar o mercado segurador”, contou Haddad.

Para Haddad, o motivo é claro: “Faltava proteger o segurado. O segurado desconfia da seguradora e não se sente confortável em pagar durante anos se, ao final, a família corre o risco de não receber o seguro de vida, ou se a seguradora usa uma exceção contratual que ele não conhecia para não pagar um sinistro. Essa desconfiança existe, e precisa ser enfrentada.”

Ele defendeu que o Brasil siga o mesmo roteiro adotado no mercado de capitais, mas agora com foco no consumidor de seguros. “Vamos aumentar a proteção ao segurado, para que ele se sinta confortável de que vai receber. Assim, teremos mais dinheiro indo para o setor de seguros. E esse dinheiro não fica parado — ele financia rodovias, infraestrutura, o setor produtivo. É um círculo virtuoso.”

Segundo Haddad, o potencial de expansão é expressivo. “O mercado segurador no Brasil pode ser de 50% a 100% maior do que é hoje em um curto espaço de tempo. Em dez anos, pode dobrar de tamanho em relação ao PIB”, afirmou. “Estamos falando de benefícios sociais inestimáveis. Quando um comerciante perde o estoque num incêndio e não tem seguro, ele pode nunca mais se recuperar. O contrato de seguro tem algo de solidário: todos contribuem para repor o bem perdido por quem quer que seja. Essa beleza precisa ser reconhecida.”

O ministro acrescentou que, ao fortalecer a confiança nos contratos, a nova lei cria as condições para que o seguro cumpra seu papel de estabilizador econômico. “Se o contrato não é bom, se você não crê naquele contrato, toda essa beleza deixa de funcionar. O que a lei traz é essa segurança — especialmente para os grandes riscos, que envolvem contratos complexos e valores bilionários. Uma refinaria, uma usina, um forno industrial — tudo isso depende de confiança jurídica.”

Em vídeo, o secretário Marcos Pinto, por sua vez, reforçou a visão do Ministério da Fazenda de que a nova lei faz parte de uma agenda estruturante de reformas que melhoram a eficiência e a previsibilidade do ambiente de negócios. “A criação da Secretaria de Reformas Econômicas foi justamente para identificar e conduzir mudanças como esta — que não ganham manchetes como uma reforma tributária, mas têm enorme impacto no dia a dia das empresas e das famílias”, explicou.

Em tom didático, Marcos Pinto comparou o desafio do setor de seguros ao caminho percorrido pelo mercado de capitais nas últimas décadas. “Na virada do século, em 2002, 2003, o mercado de capitais brasileiro tinha um volume de emissões pífio, não chegava a R$ 100 bilhões por ano. Foram feitas reformas para proteger o investidor, para dar confiança. Passados 20 anos, temos hoje um mercado de capitais de cerca de R$ 4 trilhões. O setor de seguros, porém, continua praticamente do mesmo tamanho — cerca de 1,5% do PIB”, afirmou em vídeo documentário apresentado sobre a nova lei, que em breve será disponibilizado a todos.

Para ele, a Lei 15.040 é um marco da maturidade institucional do país. “A lei de seguros é uma reforma microeconômica que cria um novo ambiente de confiança, amplia a segurança jurídica e incentiva o crescimento sustentável do setor. É assim que se constrói um país que quer atrair investimento e proteger sua população”, afirmou.

Ao encerrar sua fala, Haddad destacou a relevância do setor segurador como alicerce da estabilidade econômica. “O seguro é um instrumento de paz social e de desenvolvimento. Quando o Estado e o mercado oferecem proteção, as pessoas investem, produzem e arriscam mais. O novo marco legal é, antes de tudo, uma lei que dá segurança — jurídica, econômica e moral — para o Brasil avançar.”

Zurich celebra 50 anos com programas internacionais de seguros

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A Zurich celebra 50 anos de atuação em programas internacionais de seguros, consolidando sua posição como uma das principais referências globais em soluções para empresas com operações multinacionais.  

Com o Zurich Multinational, o programa de seguros internacionais da Zurich, a companhia entrega uma plataforma completa para gestão integrada de riscos e seguros em múltiplos países, unindo padronização, governança, eficiência operacional e conformidade regulatória — fatores decisivos em um ambiente de negócios cada vez mais interconectado e exigente.  

“Nosso diferencial está na combinação entre escala global e execução local. Coordenamos a estratégia com a empresa matriz e, ao mesmo tempo, garantimos aderência às exigências de cada país, com time de subscrição, engenharia de riscos, sinistros e jurídico-regulatório dedicado a programas internacionais”, explica Juliana Abdulack, superintendente de Excelência em Operações e Seguros Internacionais da Zurich Seguros. 

O Zurich Multinational atende organizações com operações em vários paises permitindo centralizar a gestão de riscos e seguros de todos as modalidades. Também garante aderência ao perfil regulatório de cada país.  

Em abril, o produto passou por um “rebranding” para facilitar a compreensão da proposta, mantendo a mesma essência. Segundo Abdulack, a oferta da Zurich se apoia em uma proposta de valor diferenciada, com investimento contínuo em tecnologia e ferramentas de gestão que proporcionam visibilidade total do programa, consolidando informações sobre apólices, limites, certificados, sinistros, vencimentos e relatórios em um só ambiente digital. Trata-se de uma proposta global e consistente em mais de 200 países. 

“Essa capilaridade e o atendimento especializado, aliados a uma rede técnica que adapta o programa a diferentes jurisdições sem perder a uniformidade global, são pilares da nossa proposta de valor”, complementa Abdulack. 

Para o cliente corporativo, o Zurich Multinational entrega uniformidade, previsibilidade de custos e simplificação de compliance, reduzindo assimetrias de cobertura e otimizando processos de contratação, renovação e sinistros. 

“A visão única do programa permite identificar lacunas, alinhar limites e franquias e endereçar exposições em níveis globais, sem perder a granularidade local. Além disso, a padronização eleva a eficiência financeira e operacional”, explica Fernando Saccon, diretor comercial de Seguros Corporativos da Zurich. 

No Brasil, a operação do Zurich Multinational reforça a vocação da companhia em conectar empresas brasileiras internacionalizadas a um ecossistema global de proteção, com coordenação estratégica a partir do país e relacionamento próximo com filiais no exterior.