Avanços e desafios do setor de seguros na transição para uma agenda climática

por Felipe Nicola, Diretor de Seguros e Clima & Sustentabilidade da Oliver Wyman   

O setor de seguros é peça central na agenda climática, pois tem a capacidade única de precificar e gerir riscos em diferentes dimensões da transição climática. Isso inclui os riscos climáticos físicos — como enchentes, estiagens e eventos extremos — que exigem adaptação em projetos de infraestrutura, ou modelos inovadores, como seguros paramétricos no agronegócio.

Ao mesmo tempo, o segmento precisa lidar com riscos associados a tecnologias emergentes e de transição, sejam tecnológicos (ex. confiabilidade de novas soluções) ou de adoção e demanda (ex. infraestrutura para veículos elétricos, projetos de geração de biometano). 

O setor segurador brasileiro avançou de forma significativa ao incorporar sustentabilidade na regulação prudencial (com a adoção da Circular 666, CNSP 473, ORSA). Ainda assim, sua eficácia depende de implementação consistente, com a adoção de métricas robustas, dados confiáveis e integração plena à estratégia. Nesse sentido:

  • A Circular Susep nº 666/2022 foi um marco ao exigir que seguradoras, resseguradoras e entidades abertas de previdência implementassem políticas de sustentabilidade, gestão de riscos ambientais, sociais e climáticos (ESG/ASG) e relatórios de sustentabilidade aprovados pela alta administração. Essa norma colocou o tema no centro do sistema de governança e de risco do setor. 
  • Em 2024, a Resolução CNSP nº 473 complementou essa agenda, estabelecendo critérios para classificar produtos de seguros e previdência como “sustentáveis”, criando segurança jurídica para ofertas ESG e reduzindo o risco de greenwashing. 
  • O ORSA (Resolução CNSP nº 416/2021) também reforça a necessidade de incorporar riscos climáticos nos cenários prospectivos de capital e solvência, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais. 

Inovações e práticas em curso 

  • Cresce a adoção de seguros paramétricos, especialmente no agro e em infraestrutura, permitindo indenizações rápidas com base em gatilhos climáticos (chuva, temperatura, vazão de rios), já utilizados em projetos-piloto no Brasil com dados do INMET. 
  • Seguradoras começam a oferecer condições diferenciadas ou descontos vinculados a práticas sustentáveis de clientes (seguros agrícolas vinculados a práticas de baixo carbono; seguros de frotas que incentivam eletrificação) 

Principais desafios atuais 

  • Dados e modelos locais: ainda há defasagem em cat models adaptados à realidade brasileira, especialmente para riscos “secundários” como enchentes urbanas, deslizamentos e incêndios florestais. Como exemplo de modelo adaptado à realidade nacional, a corretora de resseguros Guy Carpenter possui modelo inovador probabilístico de alagamento no Brasil. 
  • Acúmulo e precificação: zonas críticas de risco exigem maior granularidade e mecanismos de agregação dinâmica de exposição. 
  • Capacidade técnica: há necessidade de fortalecer times de modelagem climática e integração com áreas de risco, subscrição e resseguro. 
  • Integração público-privada: falta avançar em mecanismos de redução de riscos ao setor e de definição do papel do governo/cidades em catástrofes ambientais, como já ocorre em outros mercados, para garantir resiliência sistêmica. 

Mitsui Sumitomo celebra 60 anos e inicia novo ciclo global de crescimento


A Mitsui Sumitomo Seguros comemora nesta terça-feira, 4 de novembro, seis décadas de operação no Brasil, em uma celebração que reúne parceiros de negócios e representantes da imprensa em São Paulo. Mais do que uma data simbólica, o marco dos 60 anos — ou Kanreki (還暦), em japonês — representa para o grupo o início de um novo ciclo de vida, em que tradição e inovação se unem para preparar a companhia para o futuro.

O Kanreki é uma das celebrações mais significativas da cultura japonesa, simbolizando o renascimento após o encerramento do ciclo completo do zodíaco oriental, formado por 12 signos e 5 elementos. “Trata-se de um momento de alegria e gratidão, de reconhecer o legado construído e, ao mesmo tempo, de reafirmar o compromisso com o futuro”, explica o CEO Koichi Kawasaki. “Celebramos nossa história e nossa consistência, mas sobretudo abrimos um novo ciclo de inovação, transformação e crescimento.”

Segundo o diretor-geral Luis Nagamine, que assumiu a liderança da Mitsui Sumitomo no Brasil em janeiro de 2024, a companhia vive um movimento de preparação para os próximos anos, acompanhando a transformação global do grupo japonês. “Estamos passando por um novo ciclo de globalização, que vai reposicionar a companhia para as próximas décadas”, afirma.

Internacionalização e sinergia global

O plano global da controladora MS&AD Insurance Group, maior grupo segurador do Japão, prevê a integração de suas duas principais seguradoras — Mitsui Sumitomo Insurance e Aioi Nissay Dowa Insurance — em uma única empresa até 2027. A fusão visa aumentar a eficiência, a rentabilidade e a sinergia operacional em todo o mundo.

O governo japonês vem incentivando o desinvestimento em setores fora do core business de seguros, redirecionando capital para novas oportunidades internacionais. “A estratégia do grupo agora é direcionar os investimentos que eram feitos nas empresas japonesas não ligadas a seguros (participações estratégicas), para alocar este capital às oportunidades dentro do nosso negócio, mas fora do Japão. O investimento de US$ 3,8 bilhões na Berkley nos Estados Unidos reflete essa visão estratégica” explica Nagamine.

De acordo com Carlos Eduardo Silvestre, diretor de Gestão de Negócios & Relacionamento da Mitsui Sumitomo Seguros, que esteve recentemente no Japão para treinamentos, o grupo japonês vem redesenhando sua estrutura para que a área internacional assuma papel de protagonismo. “Hoje, 60% das receitas ainda vêm do Japão e 40% do exterior, mas a meta é inverter essa proporção até 2030. Isso mostra o quanto a companhia está comprometida em se tornar verdadeiramente global”, destaca.

Nos Estados Unidos, o grupo já vem expandindo sua atuação de forma expressiva. Até poucos anos atrás, o grupo atendia principalmente empresas japonesas, mas hoje a operação se abriu para grandes players corporativos globais, com crescimento orgânico e contratações de talentos locais profissionais reconhecidos globalmente.

A companhia também vem aprofundando o intercâmbio com a MS-Amlin, um dos principais sindicatos do Lloyd’s of London, um dos maiores mercados de seguros do mundo, aproveitando a experiência global em seguros de property para geração de energia e construção e lançar novos produtos no Brasil, além de trazer mais capacidade ao mercado brasileiros para estes setores. “Estamos integrando o que há de melhor do grupo para tornar a Mitsui Sumitomo numa seguradora realmente global” em cada país, fortalecendo o DNA global da empresa”, reforça Nagamine.

Nagamine ressalta que o Brasil é peça estratégica nesse plano. “Temos crescido de forma consistente e sustentável, ampliando nossa base local de clientes corporativos. O país está pronto para receber novas linhas e tecnologias globais, principalmente em cyber, D&O e E&O, em parceria com os times internacionais da Mitsui.Nosso objetivo é diversificar a base e crescer de forma sustentável. Estamos investindo em sistemas modernos que automatizam processos e ampliam a capacidade de resposta aos corretores”, afirma.

O novo portal de corretores, lançado em 2025, com tecnologia de ponta para emissão online de apólices de garantia e transporte. “Em poucos meses, já observamos aumento expressivo na produtividade e na emissão de novos negócios”, diz o executivo. “Agora o corretor tem muito mais autonomia, deste a cotação até a emissão da apólice. Futuramente estará incluída toda a jornada de sinistros. Em poucos meses, já observamos aumento expressivo na produtividade e na emissão de novos negócios”, diz o executivo.

Além disso, a seguradora implementa soluções de inteligência artificial que automatizam a leitura e interpretação de documentos, otimizando o trabalho dos subscritores. “Com isso, conseguimos cotar 25% mais propostas e ampliar em mais de 90% o volume de negócios novos de property”, destaca Nagamine. “Eliminamos o ‘não aceito’ por falta de tempo e passamos a oferecer respostas mais rápidas e precisas aos clientes de nossos corretores.”

Inovação em resiliência climática

Outro eixo estratégico da Mitsui Sumitomo no Brasil é a resiliência climática. A companhia testa ferramentas de monitoramento que emitem alertas individualizados para clientes com base ao seu endereço, permitindo ao cliente tomar medidas de prevenção de perdas como retirada de mercadoria das partes mais baixas, além de melhorar precificar melhor riscos de danos da natureza (como alagamento e vendaval) e oferecer coberturas mais adequadas.

“A ideia é evoluir para um modelo sustentável, no qual possamos ampliar a oferta de seguros climáticos e contribuir para a prevenção de desastres”, explica Nagamine. “Estamos ajudando entidades do setor, como a Confederação de Seguradoras, a CNseg, e o Sindicato de Seguradoras de São Paulo (SindSeg-SP) a desenvolver soluções que deixem um legado positivo para a sociedade.”

Setor de seguros abre as portas para a sociedade na COP30 com pré-lançamento da Casa do Seguro

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) realizou nesta segunda-feira (3), em Belém (PA), o pré-lançamento (Soft Opening) da Casa do Seguro na COP30. Cerca de 300 pessoas prestigiaram a abertura do espaço que será a “embaixada do setor segurador” entre os dias 10 e 21 de novembro na capital paraense.

Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, o encontro serviu para apresentar as instalações da Casa, bem como a programação de conteúdo que será realizada durante a COP30, destacando o papel do setor de seguros na transição climática.

“É uma satisfação enorme poder fazer a entrega deste espaço. E não há nada mais relevante nesta agenda do que a sustentabilidade, falar das mudanças do clima e das pessoas que estão aqui no dia a dia, que são afetadas pelas mudanças climáticas, todas as pessoas a quem precisamos buscar e oferecer soluções. A Casa do Seguro estará aberta a todos os setores da sociedade. É por isso que a nossa programação é diversificada: a cada dia, será abordado um tema diferente. Um dia de infraestrutura, um dia de cidades resilientes, um dia sobre cooperativismo, um dia sobre agronegócio, um dia sobre energias renováveis. O espaço é uma casa para a sociedade que também fala sobre o papel do seguro e como o seguro pode ajudar a construir soluções”, afirmou.

O evento, realizado em parceria com a Associação Comercial do Pará (ACP) e com o Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado do Pará (SINCOR-PA), contou com representantes do governo do Pará, de empresas seguradoras que atuam em todo o país, de corretores de seguros, representantes de diversos ramos comerciais e da imprensa.

Para o secretário de Estado de Fazenda do Pará, René de Oliveira e Sousa Júnior, é de uma importância que o setor de seguros reconheça que pode colaborar na prevenção de desastres climáticos e esteja presente nesta COP. “Em casos de desastres, muitos dos prejuízos recaem sobre o setor de seguros e, sobretudo, no poder público. Então, é muito importante que o setor de seguros esteja desse lado para fazer com que as pessoas se conscientizem de que prevenir diante das mudanças climáticas poderá trazer no futuro custos menores para todos, para os empresários e para a sociedade”, lembrou.

A presidente da ACP, Elizabete Grunvald, destacou que a CNseg foi a primeira entidade que acreditou, investiu e se torna protagonista em trazer o setor para dentro da COP e para a realidade do Estado do Pará. “O segmento de seguros é extremamente importante para todo esse movimento que a gente está vivendo. A parceria da ACP e de tudo que vai acontecer na Casa do Seguro será constante”, afirmou.

Para a presidente do Sincor-PA, Margarete Braga, a Casa do Seguro é um marco histórico para o mercado de seguros no Brasil e ressalta a participação do setor durante a Conferência Climática. “A resposta que a gente vai dar para o mercado de seguros do mundo, do Brasil, no Pará, é muito importante. Nós vamos poder falar para todo mundo, durante a COP30, o que é resiliência, seguro, proteção, o que é cuidar de pessoas, de famílias com sustentabilidade”, informou.

Casa do Seguro e Sustentabilidade

Reconhecida como a “Embaixada do Seguro” na COP30, a Casa foi idealizada como um hub estratégico de conteúdo, conexão empresarial e negócios, com o objetivo de promover o papel do setor de seguros na transição climática.

Instalada em um pavilhão de 1,6 mil m², a poucos metros de distância do hub principal da COP30, a “Casa do Seguro” oferecerá uma experiência imersiva, funcionando durante todo o período da Conferência (10 a 21 de novembro), para receber autoridades governamentais, lideranças empresariais, além de representantes de organizações internacionais e contrapartes estrangeiras da CNseg.

Para o superintendente executivo da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Gustavo Brum, a Casa do Seguro é uma amostra da força que o setor tem para ser um agente importante para a mitigação de riscos climáticos.

“O projeto representa o ápice da estratégia do setor de seguros de se posicionar ativamente nas discussões globais sobre o clima. Ela funcionará como uma plataforma para demonstrar a capacidade da indústria em fomentar a inovação e atuar na mitigação dos riscos climáticos, sublinhando seu profundo engajamento com a sustentabilidade do planeta. A Casa do Seguro está destinada a estabelecer um precedente e um marco significativo para a participação do setor segurador durante a COP30, em Belém”, ressaltou.

A Casa do Seguro foi pensada a partir de sólidos requisitos de sustentabilidade, com metas para neutralização de emissões, “Resíduo Zero”, eficiência energética, além de boas práticas de estímulo à economia circular. Dentre suas características, é um empreendimento que detém os Selos de “Evento Neutro” e “Resíduo Zero”, com iniciativas de neutralização de todas as emissões de carbono geradas durante o evento, e da destinação correta de todos os resíduos com redução de impactos ambientais.

Fórum da Casa do Seguro: como o desafio da longevidade pode ajudar o Brasil a enfrentar a crise climática

Transformar em oportunidades de crescimento sustentável dois dos maiores desafios do século: o envelhecimento populacional e a crise climática, é o foco do Fórum de Clima, Vida e Longevidade, que será realizado pela Casa do Seguro em 11 de novembro, em Belém (PA). 


O evento é uma iniciativa da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em parceria com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi) e reunirá especialistas, formuladores de políticas públicas e representantes do setor financeiro para discutir como a previdência e o seguro de vida podem se tornar instrumentos-chave de resiliência social e ambiental. 


A proposta é mostrar que o envelhecimento populacional e as mudanças climáticas, quando tratados de forma integrada, podem abrir caminho para um modelo de desenvolvimento mais sustentável, inclusivo e preparado para o futuro.


“A previdência e o seguro de vida são pilares essenciais de uma sociedade sustentável, pois oferecem segurança financeira e resiliência contra as incertezas da vida e do clima. Nosso Fórum na Casa do Seguro é fundamental para mostrar que o desafio da longevidade, quando combinado à urgência climática, se torna uma oportunidade para o Brasil desenvolver instrumentos financeiros inovadores que transformem riscos em proteção e crescimento sustentável para todos”, afirmou o presidente da FenaPrevi, Edson Franco.


“As megatendências de envelhecimento e clima estão interligadas, ampliando a necessidade de resiliência e planejamento. O Fórum é o palco ideal para demonstrar como o ecossistema de seguros e previdência, através da inovação em produtos e investimentos, está criando soluções financeiras robustas para o Brasil. Nosso objetivo principal é garantir que a importância do setor seja plenamente reconhecida e que nossas propostas sejam levadas ao documento final da COP30, consolidando o seguro como um vetor de proteção social e crescimento verde”, disse o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira.


O Fórum contará com a participação do renomado físico e cientista brasileiro Paulo Artaxo como keynote speech. Professor titular no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), com atuação destacada em Física Atmosférica e Ciências Ambientais, sua importância reside principalmente no seu extenso trabalho de pesquisa sobre as mudanças climáticas globais.


Considerado um dos cientistas mais influentes do mundo na sua área, Artaxo é o autor principal em diversos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, o que consolida seu papel como uma referência global na ciência do clima e na conscientização sobre a urgência das questões ambientais no Brasil e no planeta.


A Casa do Seguro é uma realização da CNseg, com o objetivo de posicionar o setor de seguros como um ator estratégico e fundamental na busca por soluções relacionadas à adaptação e mitigação das mudanças climáticas, consolidando o reconhecimento da importância do setor e fazendo com que ele seja citado no documento final da COP30.

MAPFRE é a nova patrocinadora do VIII Prêmio de Jornalismo em Seguros

tatiana cerezer mapfre


Pela primeira vez, a seguradora MAPFRE se torna patrocinadora do Prêmio de Jornalismo em Seguros, organizado pela Escola de Negócios e Seguros (ENS), pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor) e pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

O anúncio foi oficializado recentemente pela empresa, que passa a apoiar a maior iniciativa do País voltada à valorização dos profissionais de imprensa que produzem conteúdos sobre seguros e áreas afins.


Sustentabilidade & Seguros

A companhia dá nome à categoria Sustentabilidade & Seguros, que passa a se chamar MAPFRE Sustentabilidade & Seguros. “Este patrocínio reforça nosso compromisso em valorizar a excelência na cobertura do setor e a mídia é essencial para traduzir o valor que queremos passar, de cuidado e proteção”, declarou a diretora de Clientes, Comunicação e Marketing da MAPFRE, Tatiana Cerezer.


A executiva, que possui formação em Jornalismo, destacou o papel de conexão da imprensa. “Reconhecemos o papel fundamental da imprensa e, ao valorizarmos isso, fortalecemos o canal de comunicação entre todo o mercado de seguros, incluindo nossos corretores, parceiros e prestadores de serviços, com a sociedade,” concluiu Cerezer.


Além da MAPFRE, outras duas seguradoras já haviam sido anunciadas como patrocinadoras, dando nome às categorias Allianz – Seguro Rural e CAPEMISA Previdência e Vida.


Reta final para inscrições

Os profissionais de imprensa têm até 21 de novembro para inscrever trabalhos nas seis categorias desta oitava edição do Prêmio: MAPFRE Sustentabilidade & Seguros; CAPEMISA Previdência e Vida; Allianz – Seguro Rural; Capitalização; Saúde Suplementar; e Seguros Gerais.


No total, serão distribuídos R$ 210 mil em premiações, sendo R$ 20 mil para os vencedores de categoria, R$ 10 mil para os segundos colocados e R$ 5 mil para os terceiros lugares. O autor do trabalho com a maior nota entre os seis vencedores de categoria será eleito “Jornalista do Ano em Seguros”, e receberá como prêmio adicional bolsa de estudos em uma das imersões internacionais que a ENS realizará em 2026, com passagens e hospedagens pagas.


Cada jornalista pode concorrer com até 10 reportagens, produzidas de 1º de janeiro a 21 de novembro de 2025. Inscrições e regulamento completo estão disponíveis no site oficial: premiodejornalismohttps://premiodejornalismo.ens.edu.br.ens.edu.br.

Setor de seguros revê projeções e prevê retração de 3,7% em 2025, prevê CNseg

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O setor de seguros revisou para baixo suas projeções de crescimento para 2025. Segundo dados apresentados nesta segunda-feira (3) pelo presidente da Confederação das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, e pelo presidente da Fenaprevi, Edson Franco, a expectativa anterior de expansão de 8,8% foi substituída por uma retração de 3,7%, para R$ 419 bilhões, considerando o mercado de seguros sem o ramo de saúde suplementar. Com saúde, o crescimento projetado caiu de 10% para 1,9%.

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As principais causas da revisão são a tributação de 5% de IOF sobre os aportes de VGBL, em vigor desde julho, e a redução pela metade dos subsídios do governo federal ao seguro rural, que comprometeram a expansão dos dois segmentos mais sensíveis à política pública e à tributação de longo prazo.

A criação do IOF sobre os aportes do VGBL – produto que concentra a maior parte da poupança previdenciária no país – teve impacto imediato. A captação bruta deve cair 19,4%, passando de R$ 177,9 bilhões em 2024 para R$ 143,4 bilhões em 2025, conforme a projeção da Fenaprevi.

A cobrança de IOF sobre o VGBL contraria os esforços do mercado segurador para estimular a poupança de longo prazo. A nova regra, que impôs a alíquota de 5% para aportes acima de R$ 300 mil neste ano e de aportes acima de R$ 600 mil a partir de 2026, afetou o desempenho do segmento: entre janeiro e agosto deste ano, as contribuições da Previdência registraram queda de 15,2% na comparação com o mesmo período de 2024.

Para o presidente da FenaPrevi, não há precedente de incidência de imposto sobre valores de aportes destinados a acumulação de recursos, inclusive pelo fato de serem recursos que já sofreram tributação pelo imposto de renda. Além do mais, os decretos não distinguiram os “super ricos” dos demais cidadãos que, ao longo da vida, realizam eventuais contribuições de valor mais elevado, decorrentes de saques no FGTS, venda de imóveis ou realocação de investimentos no VGBL, por exemplo. 

“Conceitualmente, continuamos discordando da incidência deste imposto, pois não existe outro produto que sofra uma tributação sobre o valor depositado. E muito menos um produto voltado à formação de poupança de longo prazo”, afirmou Edson Franco, presidente da Fenaprevi. “Essa medida penaliza o cidadão de classe média que busca se planejar para o futuro, e não o investidor de alta renda. É um contrassenso num país que precisa estimular a cultura previdenciária”, completou.

Franco explicou que 78% dos aportes realizados nos últimos 10 anos foram feitos de forma única, o que reforça o caráter de longo prazo e o perfil de poupadores da classe média. A Fenaprevi e a CNseg já mantêm diálogo com o governo e sinalizam otimismo quanto à revisão da medida, que vem reduzindo também a capacidade de formação de reservas que ajudam a financiar a dívida pública.

Apesar do tombo no VGBL, os seguros de vida seguem em trajetória positiva. O segmento de pessoas deve crescer 7,9% em 2025, com destaque para o vida individual, cuja expansão projetada supera 20%, reflexo da maior conscientização da população em relação à proteção financeira da família após a pandemia.

Seguro rural recua, mas pode se recuperar em 2026

O seguro rural também passa por um momento de retração. A arrecadação acumulada até agosto somou R$ 8,7 bilhões, queda de 6,7% em relação ao mesmo período de 2024. O mesmo movimento foi observado nas indenizações, que recuaram 7,5%, totalizando R$ 3,1 bilhões pagos.

A área coberta, que já chegou a representar 16% das lavouras em 2021, deve cair para 2,3% em 2025, o menor patamar da série histórica. “A baixa subvenção do governo no seguro rural tem impactos profundos tanto para os produtores quanto para o mercado segurador”, afirmou o presidente da CNseg. “Sem esse apoio, muitos agricultores deixam de contratar seguros e assumem riscos climáticos e de mercado — algo fora do alcance das seguradoras diante da restrição fiscal atual.”

Segundo ele, os recursos para subvenção caíram de R$ 1 bilhão em 2024 para cerca de R$ 500 milhões em 2025. Ainda assim, Oliveira destacou que há boa perspectiva para 2026, quando deve avançar no Congresso o Projeto de Lei da senadora Tereza Cristina, que propõe tornar o programa de subvenção uma obrigação orçamentária, além de criar um fundo de estabilização para mitigar anos de perdas elevadas.

Outros ramos mantêm crescimento

Entre os ramos que continuam em expansão, o seguro de automóvel teve alta de 5,4% entre janeiro e agosto, embora em ritmo mais moderado em razão da queda dos preços médios das apólices. Para o ano fechado, a projeção de crescimento é de 6,4%. O desempenho acompanha o aumento dos emplacamentos de veículos — +3,3% no acumulado do ano, segundo a Fenabrave — e o avanço das vendas de veículos híbridos e elétricos (+56,3%).

No segmento residencial, o crescimento foi de 8,1%, enquanto o seguro condominial saltou 32% e o habitacional, 12%, sustentados pelo aquecimento do setor imobiliário e pela retomada do programa Minha Casa Minha Vida.

Os seguros de riscos financeiros seguem como destaque, com projeção de alta de 15%, acima dos 11,4% previstos no final de 2024. Dentro do grupo, o seguro de crédito deve crescer 5,6%, e o garantia, 17,9%, impulsionado por contratos de infraestrutura e pelo estoque de processos no CARF, que deve ser liquidado até 2026.

Perspectivas e novos produtos

Dyogo Oliveira ressaltou que, mesmo com a revisão de curto prazo, a demanda por seguros segue em alta, impulsionada pela inovação de produtos e pelo fortalecimento das companhias. Ele também destacou o esforço conjunto da CNseg e da Susep para lançar o Seguro de Vida Universal, novo modelo que deve modernizar o portfólio e ampliar o acesso da população à proteção de longo prazo.

“A conjuntura de 2025 é desafiadora, mas o setor se mantém resiliente e preparado para voltar a crescer em 2026, com projeções positivas em praticamente todos os ramos, exceto nos que dependem diretamente de políticas públicas”, concluiu Oliveira.

“O setor esta indo bem por melhorias do setor e da economia brasileira, salvos os dois problemas (VGBL e do seguro rural), e a partir do ano que vem certamente o mercado de seguros voltará ao ciclo positivo, seguindo a rota de crescimento sustentável das últimas duas décadas”, finalizou Oliveira. As projeções do setor para 2026 serão divulgadas em meados de dezembro, num evento já programado pela CNseg.

Casa do Seguro – Iniciativa da CNseg que visa colocar o setor de seguros na agenda global, foi inaugurada ontem. “Os documentos que são produzidos pela organização das COPs, já começam a incluir o setor de seguros como um dos principais protagonistas neste tema de mudanças e adaptação climática. A proposta da Casa é mostrar como o seguro pode contribuir para o desenvolvimento sustentável e para a proteção da economia. A cada dia na Casa do Seguro teremos parceiros de diferentes setores discutindo o papel do seguro dentro da agenda climática e econômica. É uma forma de mostrar que o setor está preparado para responder aos desafios do clima e da sociedade”, afirmou Oliveira.

Claudia Lopes assume como CEO da Sancor Seguros no Brasil; Lange assume planejamento estratégico AL

Temos mais uma mulher no comando de uma seguradora. A Sancor Seguros anuncia Claudia Lopes como nova CEO da operação no Brasil. Reconhecida por sua trajetória sólida em liderança, vendas e marketing, Claudia traz uma visão estratégica voltada à inovação e à excelência na experiência do cliente.

Com perfil dinâmico e foco em resultados, Claudia construiu sua carreira em posições de destaque na área executiva, conduzindo grandes equipes e implementando estratégias voltadas à eficiência operacional e ao fortalecimento de marca. Sua chegada reforça o compromisso da Sancor com a inovação contínua, o crescimento sustentável e a excelência no relacionamento com o mercado.

Claudia assume o cargo ocupado por Edward Lange, que segue em novos desafios estratégicos dentro do Grupo Sancor Seguros. A companhia agradece a Edward pela dedicação, visão e contribuição significativa ao longo de sua gestão à frente da companhia.

“Estou honrada em liderar a Sancor Seguros no Brasil, pois compartilho dos mesmos valores de transparência, excelência e responsabilidade social que definem a empresa. Estou comprometida em levar esses valores adiante, impulsionando o crescimento sustentável e mantendo o foco no cliente, para alcançar nossos objetivos e superar as expectativas do mercado”, destaca Claudia Lopes, CEO da Sancor Seguros do Brasil.

Lange comemora o novo desafio, liderando o planejamento estratégico do Grupo Sancor Seguros, o maior grupo segurador da Argentina. “Nesse curto período, a virada foi concreta: fizemos a transição para a nuvem, escalando de 2 para centenas de APIs; reduzimos a rotatividade de colaboradores em mais de 60% e conquistamos a certificação GPTW; melhoramos significativamente o índice combinado em todas as linhas de negócio com foco e disciplina técnica; colocamos a marca Sancor Seguros em destaque nacional com investimentos inteligentes; lançamos e posicionamos o premiado programa de relacionamento “Ganha Mais” para Corretores, construindo uma sólida base para o futuro; e, ainda, alcançamos níveis de crescimento e ROE acima da média do mercado, superando as metas da nossa própria Ambição 2030”, comemora o executivo, nos três anos em que ficou à frente da subsidiária brasileira.

Quase metade dos brasileiros não possui reserva para emergências, aponta Datafolha

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Fonte: O Globo

Apesar de a maioria dos brasileiros afirmar ter algum nível de planejamento financeiro, quase metade não possui reserva para emergências. É o que mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (4), segundo a qual 59% se dizem organizados com o dinheiro, mas 43% admitem não ter dinheiro guardado.

O levantamento também mostra que 84% dos entrevistados enfrentaram ao menos uma situação emergencial nos últimos 12 meses, como atraso no pagamento de contas, necessidade de pedir dinheiro emprestado, uso de crédito ou até ficar com o nome negativado. Esses dados indicam que, apesar da intenção de manter o controle financeiro, os imprevistos ainda pesam no bolso e expõem a fragilidade das finanças domésticas. 

Planejar os gastos mensais, no entanto, é um hábito comum entre os brasileiros. Segundo o Datafolha, 64% afirmaram organizar as despesas regularmente, um dado que demonstra um esforço coletivo para lidar com o aumento do custo de vida, mesmo em meio à instabilidade econômica e ao endividamento crescente. 

A insatisfação com a própria condição financeira é predominante entre os entrevistados: 46% disseram estar insatisfeitos, 38% se consideram neutros e apenas 16% se declararam satisfeitos. Entre os que afirmam acompanhar de perto seus gastos, 82% estão no grupo dos satisfeitos, um contraste que reforça a relação direta entre controle financeiro e sensação de estabilidade. 

Outro dado que chama atenção é a dificuldade para equilibrar as contas. Quase quatro em cada dez brasileiros (39%) afirmam conseguir pagar as despesas, mas sem sobras, enquanto 19% admitem que nem sempre conseguem quitar todas as obrigações do mês. 

O descompasso entre intenção e prática financeira aparece de forma clara nos dados. Embora muitos brasileiros se considerem organizados, grande parte ainda gasta mais do que ganha. Nos últimos 12 meses, 39% dos entrevistados admitiram ter fechado o orçamento no vermelho, um índice que sobe para 54% entre os que não se consideram planejados e para 53% entre os insatisfeitos com sua situação financeira. Além disso, metade (52%) afirma ter apenas uma noção aproximada das próprias despesas, sem saber exatamente quanto gasta por mês, o que reforça a dificuldade em manter o controle real do orçamento. 

A pesquisa também mostra que o planejamento financeiro raramente se estende ao futuro. Quase metade dos brasileiros (43%) não possui reserva de emergência, principalmente entre os pertencentes à classe C, que representam 78% desse grupo. O mesmo comportamento se repete em relação ao planejamento sucessório: 56% já pensaram em como distribuir seus bens, mas apenas 7% formalizaram um testamento ou plano sucessório. 

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas com 18 anos ou mais, das classes A, B e C, com acesso à internet, entre os dias 16 e 29 de julho, em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 

Quando será pago o 13º salário?

Os trabalhadores com carteira assinada, contratados sob o regime da CLT, devem receber a primeira parcela do 13º salário até 30 de novembro. Já a segunda deve ser paga até 20 de dezembro. Veja como é feito o cálculo e se há desconto do INSS. 

A bonificação, que pode ser dividida em duas parcelas pelos empregadores, deve ter a primeira parte depositada até o fim de novembro. Mas o prazo está aberto desde fevereiro, e há empregadores e trabalhadores que optam pelo depósito na saída para as férias ou no mês de aniversário. Portanto, é importante checar se essa cota foi paga anteriormente, para não esperar um dinheiro que já foi depositado. 

Tem direito ao 13º salário todos os empregados com carteira assinada que tenham trabalhado 15 dias ou mais no ano, aposentados e pensionistas de órgãos públicos e da Previdência Social. O INSS já fez o pagamento da primeira parcela da bonificação.

AXA no Brasil lança “Super Novembro” e leva benefícios para clientes e corretores

A AXA no Brasil apresenta sua campanha anual “Super Novembro”, que terá início na próxima segunda-feira, dia 03. Neste ano, a iniciativa traz ações com foco em gerar mais oportunidades de negócios para os corretores, condições comerciais atrativas para clientes, além de prêmios. 

Para as empresas, o grande destaque é a condição especial de pagamento do Seguro Empresarial, que poderá ser parcelado em até 10 vezes sem juros. Além do parcelamento facilitado, os clientes que contratarem o Seguro Empresarial também receberão um benefício exclusivo: 60% de desconto na anuidade do Sam’s Club – este benefício também é válido para corretores.

Para os clientes pessoa física, a campanha “Mês Premiado”, vinculada ao Clube de Descontos, terá uma edição especial. Durante esse período, o valor da premiação será dobrado, oferecendo um prêmio especial de R$ 2.000,00. Para concorrer, o cliente deve estar adimplente, com apólice ativa, e realizar sua inscrição diretamente na plataforma do Clube de Descontos.

“O Super Novembro é uma maneira de ampliarmos nossa presença. Para o corretor, as condições especiais podem alavancar vendas num período importante do ano e”, diz Luciano Calheiros, VP Comercial, Marketing e Experiência do Cliente da AXA no Brasil. 


A campanha “Super Novembro” é válida durante todo o mês, com regulamento completo disponível no Portal do Corretor da AXA.

Alper reforça operação em Minas Gerais e abre nova sede em Belo Horizonte após aquisições e crescimento regional

A Alper Seguros anuncia a reinauguração de sua unidade em Belo Horizonte, marcando um novo capítulo na expansão da companhia em Minas Gerais. Localizado na Savassi, um dos principais polos empresariais da capital mineira, o novo escritório reúne em um único espaço as equipes das empresas Tony, Ducais, Siena e Decaprio, incorporadas recentemente à operação.

A mudança, que simboliza a consolidação das aquisições e o crescimento sustentável da companhia na região, reforça a importância estratégica do estado para o negócio. “Minas Gerais é um mercado gigantesco em termos de PIB, parque industrial e mineração, com grande potencial de desenvolvimento em todos os segmentos de seguros. Nosso objetivo é ampliar a presença e a relevância da Alper na região, apoiando empresas locais com soluções cada vez mais integradas”, afirma Alexandre Bonifacio Boccia, SVP de Filiais, Seguros Individuais e Massificados da Alper.

A nova sede só reforça a presença sólida que a Alper já possui em Belo Horizonte há mais de cinco anos. “O que muda é a escala. Com a expansão e as novas aquisições, sentimos a necessidade de reunir nossas equipes em um ambiente maior, mais moderno e colaborativo, alinhado à cultura de inovação da companhia.”

Expansão e fortalecimento regional

O novo escritório, com cerca de 400 m², foi completamente reformado e projetado para integrar times e processos. Atualmente, a filial de Belo Horizonte abriga cerca de 30 profissionais e se posiciona como uma das mais completas fora de São Paulo, com expertise em seguros corporativos, benefícios e PME.

A operação em Minas foi impulsionada pela aquisição da Tony Corretora de Seguros, em 2024 — especializada em riscos corporativos — e da Ducais, em 2025, focada em benefícios corporativos. As incorporações de equipes da Sienae da De Caprio também fortaleceram o portfólio local.

“Minas Gerais ganhou uma representatividade muito maior dentro do grupo, especialmente em um ano em que a empresa deve dobrar de tamanho em comparação a 2024. O estado é estratégico não apenas pela dimensão do mercado, mas também pela diversidade de setores que concentra — como indústria, agronegócio, mineração e tecnologia”, destaca Alessandro Barleta, diretor regional da Alper para Minas e Centro-Oeste.


Crescimento com base em aquisições e inovação

Com mais de 25 empresas incorporadas nos últimos anos, a Alper vem acelerando seu plano de expansão nacional, combinando crescimento orgânico e aquisições. Em Minas, a companhia também aposta na integração com a AlperTech, hub de inovação e tecnologia do grupo, responsável por desenvolver soluções de automação e inteligência de dados aplicadas à gestão de riscos e benefícios. Além de fortalecer sua presença no mercado de Benefícios — com destaque para os segmentos de Saúde e Vida —, a companhia passa a direcionar esforços para o desenvolvimento de novas linhas, como Transportes de Cargas, Garantias, Frotas, Seguros de Responsabilidade, Cyber e Agro. O objetivo é nos consolidarmos como um one-stop shop em soluções de seguros para empresas mineiras.