Austral RE publica estudo de resseguro

O Austral Ranking traz um estudo de como as resseguradoras que atuam no Brasil estão desempenhando seus negócios. O material traz um cenário comparativo entre março de 2020 e março de 2021 no volume de resseguro cedido. Nesse período,  o mercado somou R$ 20,3 bilhões em resseguro aceito das seguradoras locais, frente a R$ 18,5 bilhões. Houve um aumento de 10% no prêmio cedido, impactado por ramos como Patrimonial, Rural e Garantia, que somam 64% do total, os mais representativos do setor.

O prêmio cedido para a linha de Automóvel teve destaque percentual, com 57% de crescimento. Já Microsseguros e Aviação cresceram 38% e 25%, respectivamente. 

O Brasil se mantém o principal país em relação ao resseguro cedido, com participação de mercado de 38,6%. Em seguida, Alemanha e Estados Unidos são os principais parceiros do mercado ressegurador brasileiro, com 15,5% e 13,5%, respectivamente

Com a publicação, a empresa reforça seu compromisso com o mercado brasileiro de gerar informações relevantes sobre o desenvolvimento dos negócios no país. O estudo traz ainda a análise dos prêmios cedidos pelo mercado segurador para cada ressegurador, por linha de negócio, além de outros dados comparativos.

Austral Re avança uma posição em resseguro aceito no Brasil 

Com a aquisição da Markel Resseguradora do Brasil, a Austral Re chega  a quarta posição  com maior aceitação de resseguros no mercado nacional com R$ 1 bilhão. Esse número volume foi 12% superior na comparação dos dois períodos analisados. 

De acordo com o levantamento,  os cinco maiores grupos econômicos se mantiveram no topo. São eles: IRB (31%), Mapfre (10,6%), Munich (7,3%), Zurich (5,1%) e  Austral (4,9%). Os dados mostram que os cinco maiores grupos econômicos recebem 58,5% do resseguro cedido, dez grupos recebem 77,2% do volume e 20 grupos cerca de 94,0% do volume.

Parceria entre a Zurich e a Kadima traz novas alternativas em fundos de previdência privada

Fonte: Zurich

Em janeiro de 2020, a seguradora Zurich fechou um fundo de previdência privada aberta com a gestora Kadima, que ampliou e diversificou sua oferta com os fundos quantitativos, que operam com base em modelos matemáticos. Na janela de 12 meses, findos em março de 2021, os retornos da estratégia multimercado dos fundos de previdência administrados pela gestora foram de 12,2% (563% do CDI), números que mostram o potencial da estratégia quando comparada com a de alguns outros investimentos e denotam o sucesso da parceria em seu primeiro ano.

Os fundos de previdência da Zurich geridos pela Kadima são chamados de fundos “quanti”: eles utilizam regras de probabilidade matemáticas preestabelecidas e exaustivamente testadas – por meio de algoritmos – para indicar o momento de compra ou venda de determinado ativo. Como explica Daniel Ferrara, Superintendente de Investimentos da Zurich no Brasil, um dos fatores que explicam o bom desempenho dos fundos quantitativos em previdência é justamente a natureza desse tipo de aplicação.

“Na estatística, uma dada probabilidade tem maior chance do ocorrer quanto maior o número de observações do evento. No mercado financeiro, isso se traduz em tempo. Como os fundos quantitativos se baseiam em probabilidade de ocorrência, quanto maior a duração do investimento, maiores as chances da a estratégia ter sucesso. E a previdência é justamente o veículo mais adequado para investimentos de longo prazo no Brasil”, pontua o executivo.

Outra vantagem das estratégias quantitativas é o menor viés comportamental a que está sujeito o gestor. Segundo Daniel, esses modelos conseguem reduzir significativamente os vieses comportamentais que, muitas vezes, atrapalham os investidores. “Mesmo os gestores profissionais estão sujeitos aos vieses de seleção e de disponibilidade, por exemplo. As estratégias quanti mitigam significativamente estes tipos de viés”

Rodrigo Maranhão, gestor da Kadima que desde 2013 aplica este modelo nos fundos previdenciários, afirma que os números falam por si. Com a estratégia multimercado, os retornos dos investimentos em previdência nas janelas de 24, 36, 48 e 60 meses, tendo como parâmetro março de 2021, foram respectivamente de: 21,8% (306% do CDI); 34,94% (250% do CDI); 43,93% (194% do CDI); e 61,77% (159% do CDI).

“Esses fundos vêm apresentando alguns dos melhores resultados da indústria”, afirma o gestor. “As estratégias ‘quanti’ não se limitam a uma única classe de fundos, podendo ser aplicados na gestão de fundos de renda fixa, multimercados e renda variável. O investidor ainda pode combinar diferentes fundos quantitativos com fundos tradicionais, para obter um melhor retorno ajustado ao risco”, aponta.

Para Daniel Ferrara, considerando todas as vantagens dos fundos quantitativos, aliadas às mudanças do cenário brasileiro com relação à legislação previdenciária e aos juros e à maior educação dos investidores, é um passo natural que este tipo de estratégia ganhe espaço na indústria brasileira de previdência privada aberta como mais uma opção importante na diversificação do portfólio.

“Segundo o Relatório Mensal de Ativos da FenaPrevi, a participação dos fundos multimercado no total de ativos em previdência passou de 6% em 2016 para 16% em até maio de 2021. Isso quer dizer que as carteiras estão se tornando mais diversificadas”, aponta o executivo. “Nosso produto junto à Kadima é uma ótima opção nesse sentido, com excelentes rendimentos no longo prazo, e se encaixa totalmente na proposta da Zurich de atender os mais diferentes tipos de investidores”, finaliza.

5 indicadores financeiros que toda empresa deve monitorar diariamente

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Fonte: Euler Hermes

A pandemia da Covid-19 impactou a economia global como nenhuma outra crise desde a Segunda Guerra Mundial. Embora haja sinais de recuperação à frente, o futuro ainda está coberto por nuvens de incertezas.

O último ano mostrou que nenhuma empresa está imune a riscos. As crises financeiras costumavam levar tempo para se desenvolver e impactar países, setores e empresas. Hoje, chegam até nós com uma velocidade vertiginosa.

O diretor comercial da Euler Hermes, líder mundial em seguro de crédito, Luciano Mendonça, reforça que estabelecer bases sólidas para um futuro próspero, implica em realizar um monitoramento rigoroso do desempenho financeiro da empresa hoje, para agir de forma rápida e prevenir situações catastróficas amanhã.

“A sobrevivência nessas circunstâncias depende da capacidade de reação rápida e inteligente por parte da gestão. Manter todos os indicadores financeiros sob controle é fundamental, pois só assim é possível saber o que pode ser feito e o que deve ser evitado”, aconselha.

Pensando nisso, Mendonça lista abaixo os 5 indicadores mais importantes e que funcionam como um raio X instantâneo da saúde das empresas:

1: Necessidade de capital de giro (ncg)

A NCG é o valor mínimo que o seu negócio deve ter em caixa para garantir seu funcionamento. Fornece uma avaliação em tempo real da posição de caixa da empresa, indicando até que nível você pode lidar (ou não) com um evento imprevisto, como atraso de pagamento ou inadimplência.

Como calcular a NCG? Necessidade de capital de giro líquido = estoque + contas a receber – contas a pagar

Dica: uma NCG negativa (menos de 1) sinaliza que os fundos de saída necessários para as operações excedem as fontes de entrada do negócio. Por outro lado, uma NCG positiva (entre 1,5 e 2) é um sinal de que a empresa tem alta liquidez e que não precisará de empréstimos para satisfazer as necessidades de curto prazo.

 2: Índice de endividamento

É a proporção dos ativos de uma empresa que são financiados por dívidas. Este índice mede a extensão da alavancagem do seu negócio. Acompanhando atentamente esse indicador, você pode olhar para o futuro com tranquilidade e tomar decisões totalmente embasadas.

Por exemplo, se comprar uma máquina específica é essencial para o crescimento do negócio, você pode optar por financiar a compra tomando um novo empréstimo ou trazendo novos investidores para o capital da empresa.

Essas duas estratégias bem distintas e terão impactos específicos no seu negócio, daí a necessidade de apoiar suas decisões em indicadores quantitativos. O cálculo desse índice também fornece uma visão sobre seu fluxo de caixa e independência financeira.

Como calcular o índice de endividamento? Índice de endividamento = dívidas totais / ativos totais

Dica: Um índice de endividamento superior a 100% indica que a empresa tem mais dívidas do que ativos, enquanto um índice de endividamento inferior a 100% indica que a empresa possui mais ativos do que dívidas.

3: Ponto de equilíbrio

O ponto de equilíbrio é um indicador que mostra o limite além do qual você começará a ganhar dinheiro.

Embora o ponto de equilíbrio seja sempre acompanhado quando um negócio está começando, às vezes pode acabar caindo em esquecimento quando a empresa está funcionando. Ainda assim, esse KPI precisa ser revisitado, pois muda constantemente em resposta a diferentes fatores: desde custos mais altos com fornecedores até uma folha de pagamento maior.

Como calcular seu ponto de equilíbrio? Ponto de equilíbrio = custos fixos / margem de lucro bruto

Dica: o ponto de equilíbrio é alcançado quando as receitas são iguais aos custos totais. Com base neste indicador, você pode ajustar seus custos de produção para obter lucro mais cedo.

4: Fluxo de caixa

“Fluxo de caixa” refere-se ao movimento de dinheiro para dentro e para fora da empresa. Por exemplo: operações, investimento e financiamento. O fluxo de caixa livre reflete o dinheiro que você tem disponível.

Uma previsão de fluxo de caixa é baseada nas estimativas desses movimentos no futuro. Ao atualizar sua previsão, digamos semanalmente ou mesmo diariamente, sua avaliação das próximas despesas e receitas estará intimamente alinhada com a situação real do seu negócio.

Como calcular o fluxo de caixa? Fluxo de caixa livre = lucro líquido + depreciação / amortização – variação no capital de giro – despesas de capital.

Dica: a previsão de fluxo de caixa está sempre evoluindo e, portanto, deve ser revisada pelo menos uma vez por semana.

5: Margem de lucro

Representa a porcentagem das vendas que se transformou em lucros. Existem vários tipos de margem de lucro. As principais são:

Margem de lucro bruto: diferença entre a receita de vendas e o custo de produção.

Margem de lucro operacional: a porcentagem do lucro produzido por uma empresa a partir da sua receita total e após o pagamento do custo variável, antes do pagamento de impostos ou juros.

Margem de lucro líquido: a porcentagem do lucro produzido por uma empresa após o pagamento dos custos variáveis e impostos/juros.

Você pode usar esses KPIs para estimar o lucro gerado pela sua empresa. A margem é ditada por diversos fatores, como o tamanho da empresa e o volume de produção. De modo geral, à medida que os volumes de vendas aumentam, também aumenta a margem de lucro.

Como calcular a margem de lucro? Margem de lucro bruto = receita total – custo de produção; Margem de lucro operacional = lucro operacional / receita; Margem de lucro líquido = lucro líquido / receita líquida.

Dica: Como a previsão do fluxo de caixa, sua margem de lucro está sempre mudando em resposta a uma ampla gama de fatores, desde descontos por volume até custos de produção. Acompanhar esse KPIs diariamente permitirá que você faça ajustes rápidos e se mantenha na direção dos seus objetivos.

Susep avança na simplificação dos seguros de responsabilidades com nova norma

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje a Circular Susep nº 637/2021, que revisa e consolida as regras aplicáveis aos seguros de responsabilidades, dando continuidade ao processo de simplificação regulatória, flexibilização na elaboração de produtos e estímulo à inovação.  A norma foi submetida à consulta pública entre os meses de março e abril deste ano. 

A superintendente da Susep, Solange Vieira, explica que o novo normativo adequa os seguros de responsabilidades aos avanços da norma geral de seguros de danos (Circular Susep nº 621/2021). “Com a medida, estamos simplificando as regras específicas do segmento, dando continuidade ao processo de redução das amarras regulatórias, possibilitando a diversificação dos produtos, com o objetivo de expandir a utilização destes seguros para proteção do patrimônio dos cidadãos e das empresas”, afirma.  

Outro avanço importante é a possibilidade de produtos sem limites predefinidos por cobertura, permitindo-se a utilização de todo o valor da apólice para diferentes coberturas ou garantias conforme a necessidade do segurado, conferindo maior flexibilidade aos contratos. Houve também aprimoramentos diversos do normativo, após recepção das sugestões advindas da consulta pública, destacando a inclusão de dois novos tipos de seguro de responsabilidades à base de reclamações: com notificações; e com primeira manifestação ou descoberta. 

A norma autoriza também que as seguradoras paguem indenizações impostas por decisões administrativas do Poder Público, como o TCU por exemplo, o que não é permitido atualmente. O diretor da Autarquia, Igor Lourenço, acrescenta que “a Circular também proporciona maior autonomia aos consumidores do mercado de seguros, uma vez que torna possível a livre escolha ou utilização de profissionais referenciados, pelos segurados, no caso de ser comercializada cobertura para os custos de defesa.” 

As linhas de negócio de responsabilidade civil vêm registrando crescimento contínuo nos últimos anos. Entre 2015 e 2020, houve crescimento nominal da ordem de 175%, com o segmento contabilizando total de R$ 2,6 bilhões de prêmios de seguros em 2020. O destaque vem sendo o ramo de responsabilidade civil geral, com cerca de R$ 1,2 bilhões em prêmios subscritos no ano de 2020, seguido dos de responsabilidade civil para diretores e administradores, com R$ 920 milhões. 

Mais acesso ao seguro 

A expectativa também é que as mudanças propostas colaborem com o desenvolvimento e crescimento do setor do Brasil, aumentando o acesso ao seguro. Dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostram que há significativo espaço para crescimento do setor. No final de 2020, os seguros de responsabilidade civil representaram 0,06% do PIB e apenas 3,3% dos prêmios de seguros de danos no Brasil, enquanto outros países sul-americanos apresentam números superiores. Somente em 2019, Colômbia e Uruguai já registravam prêmios de seguros de danos equivalendo a 0,11% do PIB, e o Equador, 0,07%. Em países mais desenvolvidos, como Austrália, Alemanha e EUA, os números em relação ao PIB foram ainda mais expressivos – respectivamente 0,31%, 0,34% e 0,63%, ou seja, entre 5 a 10 vezes maior do que o verificado no Brasil. 

SulAmérica é mais uma vez confirmada no índice FTSE4Good


A SulAmérica (B3: SULA11) foi incluída por mais um ano no índice de sustentabilidade FTSE4Good Index Series, um dos mais importantes índices internacionais composto por companhias de capital aberto comprometidas com questões ambientais, sociais e de governança corporativa (ASG).

O FTSE4Good é aferido pela FTSE (Financial Times Stock Exchange) Russell, uma divisão da bolsa de valores de Londres. A elaboração do índice pela FTSE Russell é baseada em dados de domínio público, de forma independente, atendendo a rígidos critérios de seleção.

“A confirmação pelo quinto ano consecutivo nesse índice evidencia o comprometimento da SulAmérica na evolução da jornada em temas ambientais, sociais e de governança”, comenta o grupo em nota enviada a acionistas.

Chubb registra lucro de US$ 4,57 bilhões no primeiro semestre deste ano

A Chubb divulgou lucro líquido de US$ 2,27 bilhões no segundo trimestre, em comparação com um prejuízo líquido de US$ 331 milhões no mesmo período de 2020. No primeiro semestre de 2021, a Chubb registrou lucro líquido de US$ 4,57 bilhões, contra um prejuízo líquido de US$ 79 milhões no mesmo período de 2020. O índice combinado de seguros melhorou para 88,6% no primeiro semestre, em comparação com 101% no primeiro semestre de 2020.

As perdas com catástrofes antes dos impostos foram de US$ 280 milhões no segundo trimestre deste ano – principalmente de severos eventos climáticos nos EUA – contra US$ 1,81 bilhão no mesmo período do ano passado. O índice combinado no segundo trimestre foi de 85,5%, em comparação com 112,3% no mesmo período de 2020. Os prêmios líquidos emitidos aumentaram 14,3%, para US$ 9,55 bilhões, no segundo trimestre, enquanto os prêmios líquidos emitidos de seguros de danos, ou Property & Casulity (P&C) aumentaram 15,5% globalmente, para US$ 8,93 bilhões. Isso foi impulsionado por um aumento de 19,9% nos prêmios emitidos líquidos comerciais.

O presidente e CEO da Chubb, Evan G. Greenberg, disse a analistas durante a teleconferência que a empresa continua a avançar em “um mercado sólido ou firme” para P&C na maioria das áreas do mundo. “Com base no que vemos hoje, estou confiante de que essas condições continuarão”, disse ele. Greenberg também disse que o risco cibernético é uma questão fundamental que envolve mais do que apenas taxas, e que as empresas devem ser obrigadas a obter permissão do Tesouro para fazer pagamentos de ransomware.

Greenberg disse que a Chubb continua a experimentar um ambiente de precificação de P&C “necessário e robusto” com “melhoria contínua na taxa de exposição ano a ano”, tanto em negócios novos quanto em renovação. Na América do Norte, as taxas gerais de propriedades / acidentes comerciais aumentaram 13,5%, o que foi além de um aumento de taxas de 14,7% no ano passado para o mesmo negócio, levando o aumento acumulado de dois anos para mais de 30%, disse ele. “Na América do Norte, as taxas vêm subindo há quase quatro anos. No entanto, eles excederam os custos de perdas por apenas cerca de dois anos ”, disse Greenberg.

Nas operações internacionais de seguros gerais da Chubb, o Reino Unido e a Austrália se destacaram em termos de aumentos de taxas, disse Greenberg. No Reino Unido, as taxas aumentaram 18% no segundo trimestre, enquanto as taxas na Austrália aumentaram 23%. As taxas de atacado de Londres aumentaram 13% no trimestre. “A indústria começa com uma sinistralidade bastante elevada. Para alcançar um retorno ajustado ao risco razoável, ela precisa continuar a atingir uma taxa superior ao custo de perda por um período prolongado”, disse Greenberg a analistas.

Riscos cibernéticos

O risco cibernético, assim como a pandemia, tem um potencial de catástrofe que não tem tempo ou limite geográfico, disse ele. A Chubb começa abordar isso em sua subscrição, mas outros têm sido “lentos para reagir”, disse Greenberg. “Embora eu não ache que o governo deva proibir os pagamentos de ransomware neste momento, acho que devemos analisar se permitimos pagamentos de criptomoeda”, disse ele. As leis de combate à lavagem de dinheiro devem exigir que as empresas obtenham permissão do Tesouro para fazer um pagamento de ransomware. “Devíamos remover o incentivo do sistema para ataques de ransomware que envolvem dinheiro”, disse Greenberg.

Icatu é premiada no CX Excellence Award, promovido pela NICE

ICATU_Rafael Caetano

Fonte: Icatu

O trabalho home office foi uma das principais mudanças causadas pela pandemia no setor corporativo. Com o novo cenário, muitas empresas precisaram migrar suas equipes para o trabalho remoto, seguindo as orientações dos órgãos públicos para a preservação da saúde. Foi o que aconteceu com a Icatu – maior seguradora entre as independentes em Vida, Previdência, Capitalização e Investimentos, que realizou a transição de 100% de sua equipe do Centro de Relacionamento com o Cliente (CRC) para trabalhar de casa, com a operação na nuvem, no primeiro ano da pandemia. Este feito, em apenas 72 horas, levou a Icatu a ganhar o prêmio internacional CX Excellence Award, promovido pela NICE – líder mundial de soluções para Contact Centers.

A seguradora, que concorria com outros cases internacionais e brasileiros, ganhou na categoria Rookie Of The Year, que identifica os clientes que regulamentaram as melhores práticas na implementação de solução do portfólio NICE ou NICE inContact em 2020. A categoria considera, entre os critérios de desempenho, excelência em comunicação e parceria com fornecedores, melhores práticas de implementação, incluindo eficiência de implementação, adoção de produtos, soluções e treinamento de agentes e equipe de supervisão. 

Segundo o diretor de Marketing e Relacionamento com Clientes da Icatu, Rafael Caetano, o reconhecimento reforça o cuidado da companhia com as pessoas em um momento crucial. “Diante do cenário de pandemia, precisávamos implantar rapidamente uma solução tecnológica que viabilizasse o funcionário de realizar todo o atendimento de casa, além de oferecer qualidade de comunicação para evitar impacto aos clientes que poderiam precisar da Icatu a qualquer momento, já que nossa linha de negócios é especialmente focada em pessoas”, relata Rafael. “Ganhar esse prêmio mostra que alcançamos o nosso objetivo, que foi possibilitar aos nossos colaboradores um emprego seguro, além de continuar atendendo os nossos clientes”, completa. Durante o período de março a dezembro de 2020, a seguradora não apenas conseguiu manter o atendimento ao cliente sem interrupções, como também registrou um aumento de 10% de chamadas, comparado ao mesmo período do ano anterior.

“Temos muita satisfação de ver o projeto corajoso e arrojado da Icatu receber o CX Excellence Award. A empresa respondeu de forma proativa aos desafios da pandemia e garantiu tanto a segurança de seus agentes quanto a excelência do atendimento aos seus clientes com a plataforma CXone, uma solução nativa em nuvem que permite que organizações de todos os tamanhos façam a transição rápida de agentes de seus contact centers para o trabalho remoto, movam interações de forma dinâmica entre canais e lidem com volumes significativamente maiores tanto de chamadas por voz quanto digitais à medida em que a demanda aumenta nas áreas afetadas. Parabenizamos a Icatu pela premiação”, diz Luiz Camargo, Vice-Presidente da NICE para a América Latina.

Pandemia fez a população pensar em se proteger e se prevenir, inclusive, contra outros riscos

Fonte: CVG-SP

O presidente do CVG-SP, Marcos Kobayashi, diretor Comercial Nacional Vida da Tokio Marine Seguradora, participou, nesta quarta-feira (28/07), do Workshop Vida e Saúde – Oportunidades e desafios no pós-pandemia, promovido pelo Sindseg-SP. Transmitido ao vivo pela internet, o evento foi mediado pelo presidente do Sindseg-SP, Rivaldo Leite, e contou com as participações de Luciano Lima, da SulAmérica Seguros, e de Marco Antonio Gonçalves, do Grupo MAG.

Questionado por Rivaldo Leite sobre o bom desempenho do seguro vida durante a pandemia, Kobayashi explicou que o ramo vem apresentando crescimento contínuo e consistente. Tanto que, em 2017, ultrapassou a arrecadação do seguro automóvel e, em 2019, do seguro saúde. Segundo ele, esse desempenho é fruto de um trabalho de conscientização e esclarecimento da população. “A pandemia materializou de uma forma dura para as pessoas a necessidade de enxergar a proteção pessoal, financeira e familiar como parte do processo de planejamento”, disse. Na Tokio Marine, por exemplo, Kobayashi informou que o seguro de vida individual cresceu 71% no último semestre.

Para Marco Antonio Gonçalves, a pandemia fez a população pensar em se proteger e se prevenir, inclusive, contra outros riscos, como o de doença grave. Na sua visão, o mercado de seguros tomou a decisão acertada ao cobrir os sinistros provocados pela covid-19, honrando as indenizações. Mas, o vírus acabou antecipando muitas mortes e sequelas nas pessoas, tornando o preço do seguro inadequado. Apesar disso, o seguro de vida tem crescido. “Hoje, o seguro é contratado para outras finalidades, além do risco de morte, como é o caso do planejamento sucessório. Temos muitos a avançar, e estamos no caminho certo”, disse.

Rivaldo Leite citou dados da FenaPrevi sobre a sinistralidade do ramo de pessoas, desde que boa parte das seguradoras decidiu cobrir o risco de pandemia, excluído da maioria dos contratos, e indenizar os sinistros provocados pela covid-19. Segundo os dados apurados, o mercado indenizou até o momento 72.043 vidas. Em 2021, foram pagos 48.121 sinistros, que já ultrapassaram o montante de R$ 2,1 bilhões. “Somando 2020 com 2021, o mercado já indenizou R$ 3,1 bilhões. É um alto valor e não estava precificado”, disse.

Kobayashi confirmou a informação e acrescentou que as 20 maiores seguradoras apresentaram resultado inferior ao mesmo período de 2020 na carteira de vida. Ele reconheceu que haverá a necessidade de revisão na precificação do seguro, mas observou que é possível reduzir outros gastos, como, por exemplo, os de despesas administrativas, para fazer o contraponto com o aumento de custos. “Trata-se de um grande desafio e um dos caminhos é aumentar o nosso público, trazendo os mais jovens para a proteção do seguro”, disse. 

O presidente do Sindseg-SP comentou o impacto da pandemia na saúde suplementar, observando que, a princípio, não acreditava que o setor fosse ser muito afetado. “Mas, então, veio a segunda onda e a situação se complicou”, disse Rivaldo Leite. De acordo com Luciano Lima, na primeira onda, de fato, os hospitais estavam mais vazios e houve redução na sinistralidade. Já na segunda, o setor enfrentou o pico de casos, com o aumento do período de internações. “Uma internação que custava R$ 20 mil, aumentou para R$ 100 mil”, disse. Logo em seguida, também houve aumento de procedimentos eletivos e dos custos médicos. 

Para Kobayashi, o aumento da média de diárias de internação, que passou de 3 dias para 10 dez dias e, em muitos casos, superou até os 30 dias, agravou os custos. Mesmo assim, ele acredita que o setor continuará crescendo. “Não tenho bola de cristal, mas afirmo que nos próximos anos os setores de vida e saúde continuarão crescendo porque o mercado – assessorias, corretores e seguradoras – tem feito um forte trabalho de conscientização”, disse.

Fairfax lança seguro para a cafeicultura

Fabio Damasceno Fairfax

Fonte: Fairfax

A Fairfax lançou um seguro agrícola para proteger a cafeicultura brasileira dos danos causados por chuvas de granizo e incidência de geadas. O novo produto está disponível para cafezais de variedades do tipo arábica, cultivados em sequeiro, em qualquer região do Brasil.

Tradicionalmente, os seguros disponíveis no Brasil são voltados para garantir o pé de café. Ou seja, em caso de sinistro, o seguro convencional cobre os tratos culturais, como os procedimentos de esqueletamento e recepa, para que a planta volte a produzir. A proposta da Fairfax segura o valor de produção. A seguradora avalia os danos causados pelo evento climático para calcular a indenização. Desse modo, o cafeicultor será ressarcido de acordo com as perdas na safra segurada, o que engloba os insumos e preço das sacas de café que deixou de colher.

“Permitimos que o produtor forneça dados de histórico de produção e parâmetros para subscrição como idade do café, variedade e espaçamento das entrelinhas. É um seguro para café arábica, uma apólice de dano direto causado por granizo e geada, em que se indeniza o valor da produção”, explica Fabio Damasceno, diretor de agronegócios da Fairfax Brasil.

Coberturas disponíveis

O seguro agrícola para cafeicultura da Fairfax tem como cobertura obrigatória a proteção contra granizo e o cafeicultor pode optar por contratar a cobertura contra geada. Quando um cafezal é atingido por essas intempéries, a planta sofre lesões e fica mais suscetível à incidência de doenças e pragas, por isso, também é importante reforçar o manejo. Pensando nessa necessidade, a Fairfax também oferece a cobertura adicional de tratamento fitossanitário, que indeniza o produtor com o valor necessário por hectare para realizar um tratamento preventivo, com aplicação de fungicidas e inseticidas.

Bienalidade do café

O produto também vai contemplar as especificidades da cultura. O novo seguro da Fairfax para café leva em consideração o fenômeno da bienalidade, que faz com que as plantas registrem safras mais produtivas alternadas aos anos de queda na produção. A ocorrência de intempéries geralmente agride a planta de tal modo que pode comprometer o andamento da safra atual, mas também impactar nos resultados da temporada posterior. Por se tratar de uma planta perene, o cafeeiro produz continuamente, então os resultados de diferentes safras estão relacionados. Por essa razão, o produtor pode optar por assegurar apenas a safra corrente ou proteger a safra atual e a safra futura em uma mesma apólice da Fairfax.

HDI Seguros apoia Hospital Pequeno Príncipe do Paraná

A HDI Seguros apoia o programa “Juntos Protegemos”, criado pela Rede Lojacorr, a maior rede de corretoras de seguros independentes. O programa destinou 100% dos recursos obtidos para o Hospital Pequeno Príncipe (HPP), de Curitiba (PR), que também sofre as consequências da pandemia de COVID-19. No total, a HDI Seguros destinou, em 2020 e 2021, R$ 24 mil, que, somados aos esforços de outros parceiros, estão garantindo o bom funcionamento da instituição. O HPP é o maior hospital pediátrico do País, com atendimentos em 32 especialidades e centro de referência no diagnóstico e tratamento de crianças e adolescentes.  

Com o intuito de ampliar a missão de proteger, a Rede Lojacorr criou, em julho de 2020, o programa de ação social “Juntos Protegemos”, estruturado para se perpetuar após a pandemia. De acordo com a analista de Comunicação Interna da Rede Lojacorr, Nicollie Catine, idealizadora do programa, o Pequeno Príncipe é uma instituição filantrópica e foi escolhido porque, com a chegada da pandemia e todas as medidas tomadas pelo Hospital, as despesas aumentaram e foram suspensos os atendimentos, as cirurgias eletivas – o que acarretou uma queda de 90% no número de cirurgias. “Como a nossa missão é proteger, pensamos numa forma de unir forças e agir em prol dos projetos em que a Rede acredita.”  

O Hospital adotou uma série de medidas essenciais, por conta da pandemia, que afetaram diretamente a sustentabilidade econômico-financeira da instituição. Foram criados leitos exclusivos de UTI e áreas de isolamento, e aumentaram muito os custos com treinamento de equipes e compra de insumos de proteção. Além disso, cirurgias eletivas tiveram de ser canceladas, assim como todos os eventos que auxiliam na captação de recursos. 

Ainda assim, o balanço dos atendimentos no Pequeno Príncipe é bastante positivo. Foram realizados mais 150 mil atendimentos ambulatoriais, mais de 700 mil exames, mais de 12 mil cirurgias e 247 transplantes, sendo 15 transplantes de fígado, que classificam o Hospital como referência nesse tipo de procedimento no Paraná.  

A equipe de pesquisa do Hospital também está trabalhando em 17 novos estudos sobre a COVID-19, buscando novas formas de diagnóstico e terapias que amenizem a grave crise sanitária que atinge o País. “Proteção faz parte da nossa missão. A campanha da Rede Lojacorr e o trabalho do Hospital Pequeno Príncipe estão alinhados com o que desenvolvemos na HDI. Para nós, é um prazer poder contribuir para a ciência e para os atendimentos que o Hospital proporciona”, comenta Murilo Riedel, CEO da HDI Seguros. 

O diretor de Mercado e Operações da Rede Lojacorr, Luiz Longobardi, acrescenta que todo profissional securitário, assim como as companhias seguradoras, têm em seu DNA a proteção. “Em situações de sinistros, riscos e grandes causas sociais, como essa do HPP, nós nos identificamos com a necessidade de contribuir de alguma forma. Por isso, poder contar com a HDI para apoiar o projeto nos faz acreditar na força do ecossistema do mercado segurador”, diz o gestor.