Em nova campanha, SulAmérica apresenta Geração Saúde Integral

ricardo botas sulamerica

Fonte: SulAmérica

Cuidar da saúde nunca esteve tão em pauta na vida dos brasileiros. Mas será que estamos realmente cuidando de forma completa? Para a SulAmérica, saúde não é uma coisa só – é a união de três pilares fundamentais que envolvem físico, emocional e financeiro – e essa busca por mais equilíbrio entre corpo, mente e finanças conecta pessoas de todas as idades, dos Baby Boomers à geração Z. Com esse mote, a SulAmérica acaba de lançar a campanha publicitária “Geração Saúde Integral”, na qual evidencia que o que importa não é a idade, mas a identidade de cada um.

“Com a nova campanha, a SulAmérica se insere em um debate atual e questiona a forma de se pensar em gerações por idade. Atualmente, vemos que um tema é comum para todos: o cuidado com a saúde. Aí pensamos: porque as gerações são divididas por idade, e não por identidade, que é algo que une as pessoas e não as separa? Assim nasceu nossa campanha Geração Saúde Integral, que reúne todos em prol de mais qualidade de vida e equilíbrio entre as saúdes física, emocional e financeira”, define Simone Cesena, diretora de Marketing da SulAmérica.

Para falar com essa nova geração, a Dentsumcgarrybowen desenvolveu uma nova identidade visual com apelo pop e uma campanha dinâmica, baseada em diferentes idades e estilos. Com locução de Fernanda Lima e trilha sonora de Dom La Lena, a estratégia da campanha conta com um filme em veiculação nacional na TV e também diversas ativações nos meios digitais. Conta, ainda, com influenciadores, como a Tchulim, que foi responsável por “quebrar a internet” e viralizar o termo “cringe”, após levantar uma discussão divertida pelos conflitos entre as gerações Z e Millenials, além de Karen Jonz, que surpreendeu pela espontaneidade como comentarista durante as Olimpíadas de Tóquio.

A SulAmérica desenvolveu, ainda, um teste rápido para que as pessoas possam saber como está a Saúde Integral delas. “Além do resultado, vamos oferecer, por meio de nossos parceiros, uma experiência gratuita de cuidado, como sessões com psicólogo e nutricionista na tela, orientação de saúde por telefone ou, ainda, R$ 50 para começar a investir na plataforma Órama”, explica Cesena.

A campanha da SulAmérica celebra a nova “Geração Saúde Integral”, propondo uma aproximação cada vez maior entre as pessoas de diferentes idades e estilos em torno do que as une, ao invés de focar nas diferenças que as separam.

“A crise sem precedentes que estamos vivendo por conta da pandemia de COVID-19 demonstra de forma clara a importância de cuidar da nossa saúde de forma completa para vivermos bem no hoje e também no amanhã. E a SulAmérica seguirá apoiando as pessoas nessa jornada. Faça parte, você também, da nova Geração Saúde Integral”, convida Ricardo Bottas, presidente da companhia.

Assista aqui ao vídeo da nova campanha

SIS Group se consolida com portfólio de empresas e soluções para o mercado de seguros

Fonte: SIS Group

Em agosto, foi oficializado o lançamento do SIS Group, grupo econômico criado a partir da expansão do portfólio da  SIS Serviços, empresa que oferece soluções de venda, pós-venda e regulação de sinistros para os mercados segurador e varejista. O anúncio, feito no mês em que a empresa celebra os seus 15 anos de existência, marca o fortalecimento da frente de serviços e consolida o grupo em mais 3 unidades de negócios: a Neo Business Solution, que oferece inteligência tecnológica para venda e processamento de seguros e serviços, a Solution2.me, que oferta soluções para o mercado mobile e a Benvinda Saúde, que fornece serviços de qualidade de vida e saúde.

“Durante toda essa trajetória, a SIS Serviços foi uma grande incubadora de ideias e projetos. Dessa forma conseguimos expandir o nosso portfólio, desenvolvendo novas soluções voltadas principalmente para inteligência tecnológica no mercado de seguros, que é uma necessidade cada vez mais requerida no setor. Com o crescimento, ficou claro que as iniciativas deveriam se tornar empresas que se complementam” comenta Paulo Peret, CEO e fundador do SIS Group.

A companhia, que atende mais de 20 mil sinistros por mês, anunciou recentemente a parceria com a AXA no Brasil, a fim de aumentar a capilaridade da seguradora no atendimento em casos de Garantia Estendida de equipamentos não portáteis. Para o executivo, “as parcerias com os clientes têm sido fundamentais para o desenvolvimento dos negócios. Um dos nossos pilares é a proximidade, a ética, transparência e a construção de relações duradouras, que nos ajudam constantemente nesse processo de melhoria e identificação de oportunidades no setor”. Além da AXA, a empresa atende Berkley, Bradesco, Cardif, Generali, Liberty, Mapfre, Mitsui, Sura, Zurich, entre outros.

Para o futuro, o objetivo do grupo é trazer cada vez mais inovação em cada uma das frentes de negócios. Assim vem acontecendo na Solution2.me, que é especializada em soluções para o mercado mobile, que vão desde o reparo do celular até uma plataforma tecnológica, através da qual cria-se um novo e disruptivo modelo na solução de Trade-in e venda de seguros no país, permitindo uma avaliação estética funcional e de procedência do aparelho totalmente online nas versões de aplicativo e ferramenta web.

“É uma solução que atende uma cadeia ampla de segmentos. Com ela, o dono do celular recebe uma avaliação técnica sobre o seu aparelho através da plataforma de Trade In e pode vender, caso assim queira, conforme o seu atual estado. Caso esse usuário queira contratar um seguro para o seu celular usado, a seguradora terá ainda mais segurança para cobrir esse aparelho, através da avaliação técnica desenvolvida por nós. Também oferecemos mais segurança para a rede de varejo, que recebe celulares usados mas não possui estrutura para a realização dessa avaliação de forma objetiva e rápida. Ou seja, a Solution2.me beneficia o dono do celular, a seguradora e o varejo.”, reforça Paulo. 

Já a Neo Business Solution, plataforma tecnológica que desenvolve soluções para o mercado de seguros, realiza cotação, pagamentos, emissão de bilhetes de seguros, além de fazer uma gestão financeira completa. Para o CEO, a tecnologia estará cada vez mais presente no setor de seguros e o mercado tem a missão de antecipar essas tendências, gerando melhorias significativas para todo o ecossistema.

A mais nova unidade de negócio é a Benvinda Saúde, voltada para programa de qualidade de vida e saúde, contando com uma rede de mais de 2 mil prestadores credenciados e cerca de 3 mil pontos de atendimento, entre médicos, laboratórios, clínicas, dentistas, terapias e outros.

O objetivo do grupo é gerar oportunidades para o setor, aliada aos seus parceiros, prestadores de serviços e os seus mais de 270 colaboradores. “Não tenho dúvidas que os próximos anos serão ainda mais prósperos para o SIS Group. Reunimos um time comprometido e que acredita em cada negócio e isso faz uma grande diferença. Chegamos aos 15 anos com uma perspectiva de que muito ainda será construído, a fim de oferecermos serviços cada vez melhores e mais integrados para o mercado.” finaliza Paulo. 

Planejamento financeiro em tempos de crise é o tema do próximo IcatuNews, que acontece hoje, 31 de agosto

Fonte: Icatu

Nesta terça-feira, 31 de agosto, às 17 horas, a Icatu realiza o IcatuNews – programa mensal que traz conteúdos exclusivos e novidades com transmissão exclusiva para seus corretores parceiros no YouTube. Nesta edição, a companhia tem como convidada a influenciadora Ana Oliveira, especialista em educação financeira e criadora do canal É da sua conta!. Através do tema “Como oferecer planejamento financeiro em tempo de crise?”, o encontro virtual vai mostrar como a segurança patrimonial e a disciplina financeira caminham juntas e também como abordar o cliente neste momento mais delicado. 

Nesta edição, além do bate-papo com a influenciadora, a Icatu também fará o lançamento da campanha de incentivo para corretores Rota das Vendas, que conta com novidades para esta 4ª edição do ano. “Por meio do IcatuNews, os corretores se informam, em primeira mão, sobre as novidades de campanhas de vendas, lançamentos de produtos e panoramas do mercado segurador e financeiro. Nós sempre buscamos trazer especialistas externos para debater temas atuais. Estamos comprometidos em ajudar, cada vez mais, os corretores em seu trabalho”, afirma Edson Oliveira, consultor do Canal Corretor da Icatu. 

Serviço:

IcatuNews: Como oferecer planejamento financeiro em tempo de crise?

Data e horário: 31 de agosto, às 17 horas

Para quem: Corretores parceiros; gratuito

MAG Seguros dá dicas de como realizar vendas mais assertivas

Fonte: MAG

Muitos profissionais de vendas já receberam questionamentos de clientes, porém não souberam o que fazer para contornar a situação. Pensando nisso, a MAG Seguros, companhia de 186 anos especializada em seguro de vida e previdência, promoveu um bate-papo com especialistas para dar sugestões de como lidar com esse tipo de situação no momento da venda. Para discutir o assunto a companhia reuniu na live, Wagner Lima, Superintendente Regional, Euripedes Rodrigues, gerente do escritório de Franca (SP) e Kelly Silva, superintendente comercial de Belém (PA). 

Dentre as dicas apresentadas, a principal é que corretores precisam sempre falar com confiança. Dessa forma, é possível contornar as objeções dos clientes e apresentar os argumentos com clareza. “Para chegar no processo final de venda, é preciso ter uma preparação prévia”, comenta Kelly. Segundo ela, o que mais gera insegurança é não conhecer afundo o portfólio da empresa – o que pode acabar afetando o comportamento do vendedor. “O cliente percebe quando estamos nervosos – ou quando falta informação. Um conselho é conduzir o consumidor na tua dança, criar uma conexão baseada na escuta ativa.” completa Silva. 

O debate também trouxe a importância de os corretores estarem sempre atualizados, já que com a transformação digital, as pessoas estão cada vez mais adeptas ao meio digital. Outro detalhe importante é saber dialogar com diferentes públicos. A MAG Seguros registrou um crescimento de 36% de novos clientes com até 30 anos de idade quando comparado o primeiro quadrimestre de 2021 e 2020, o que indica um crescimento do interesse do público jovem por seguro de vida. “Este é um público que possui um estilo de vida e objetivos a longo prazo diferentes das gerações anteriores e buscam pessoas que entendam essas mudanças ao buscar pelo nosso produto”, afirma Lima. 

A pandemia também impactou muito a maneira de se fazer uma venda, que passou a ser feita grande parte de forma virtual, o que deu ainda mais poder para o cliente, que com um clique desliga a vídeo chamada. Com isso, para se fazer uma venda se tornou ainda mais necessário ter um conhecimento profundo dos serviços, além de cada vez mais eficientes. Até por isso que, para apoiar esse processo, ao todo, no ano passado, a seguradora realizou mais de 80 mil horas de treinamento para que os corretores parceiros pudessem estar bem preparados para vender remotamente. Além disso, a companhia criou o Portal de Seguros Coletivos e aprimorou o Venda Digital, ferramenta que permite que os corretores realizem todo processo de comercialização das soluções da empresa de forma totalmente digital. 

Por fim, os convidados frisaram a importância de conhecer o mercado, ser empático e entender as dores do cliente e conseguir mostrar a necessidade do serviço para ele e sua família. “Nós precisamos conhecer o produto e o público que estamos trabalhando, ampliar nossa visão e ter empatia. O fundamental é entender o que consumidor deseja e mostrar como os nossos serviços podem impactar no futuro dele e de sua família”, finaliza Wagner. 

Para conferir a live, basta acessar o link: https://www.youtube.com/watch?v=Q-9WX17hKfw

Crise hídrica aquece demanda por seguros e também por pedidos de indenizações

Joao_Girolamo

A crise hídrica que ameaça o fornecimento de energia elétrica neste ano e em 2022 traz desafios para o país e para as seguradoras, que enfrentam um aumento no pedido de indenizações e de renegociações de contratos que foram garantidos por seguro. Uma delas é o aumento de demanda para o seguro garantia, em todas os ciclos do setor, que começa na apresentação de propostas para disputas nos leilões até a entrega da energia ao comprador. Para falar um pouco deste segmento, o blog Sonho Seguro conversou com João Di Girolamo, responsável pelo seguro garantia no Brasil da Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros.

Quais as coberturas ofertadas para o setor de energia, em todos os ciclos, desde o contrato de concessão até o cliente final, incluindo mercado aberto de venda de energia.

A oferta de seguro garantia dentro do mercado de energia é bem ampla e pode se iniciar mesmo antes de haver um projeto, já que o empreendedor de energia deve buscar mitigar os riscos em todas as suas respectivas fases, desde o desenvolvimento, construção e manutenção dos ativos após a operação. Na fase de desenvolvimento do projeto, o empreendedor normalmente contrata empresas especializadas para desenvolver relatórios e serviços inerentes ao seu desenvolvimento como obtenção de licenciamento ambiental, medição de ventos, aferição de radiação, desembaraço fundiário, entre outros. Nesse momento, nasce a necessidade da mitigação do risco da não performance desses tomadores prestadores de serviços, a qual serve o seguro garantia como ferramenta essencial, garantindo ao empreendedor a performance das empresas envolvidas, ou ainda o pagamento dos prejuízos causados pelo inadimplemento em seus contratos.

E quando se inicia o projeto?

Iniciada a fase de desenvolvimento do projeto e, tendo o empreendedor obtido os documentos mínimos necessários ao início de processo de obtenção de outorga junto à Aneel, este normalmente recorre às seguradoras do mercado de garantia para obter as primeiras garantias requeridas no processo de estudo de inventário ou outorga. O empreendedor também pode obter uma outorga de um empreendimento de energia através dos leilões promovidos pela Aneel, seja para empreendimentos de geração das diversas fontes de energia, ou ainda para o sistema de transmissão. Nessa fase, o empreendedor deve garantir à Aneel o fiel cumprimento das obrigações contraídas no processo licitatório, sendo possível, portanto, a aplicação do seguro garantia de licitante, que tem por objeto garantir que o tomador (empreendedor) honre com sua proposta apresentada na licitação e assine o contrato de concessão e o contrato de comercialização de energia.

Dai entra o Perfomance Bond …

Sim. A segunda garantia necessária ao processo licitatório no mercado de energia é a garantia de Performance Bond (Executante Construtor), onde a Seguradora garante à Aneel que o tomador executará o projeto de acordo com os termos e prazos estabelecidos no edital, sob pena de aplicação de multas e consequentemente a execução da garantia. Após a assinatura do contrato de concessão e de comercialização de energia, o empreendedor busca contratar empresas especializadas na construção e fornecimentos de equipamentos do projeto para o qual foi adjudicado, nascendo nova necessidade de mitigação de risco de performance ou de pagamento dessa nova relação contratual, a qual o seguro garantia também se destaca como uma ferramenta eficaz. Aqui é necessário ressaltar que o seguro garantia poderá ser aplicado em toda a cadeia de fornecedores e prestadores de serviço que um projeto no setor de energia necessite.

E o Completion Bond…

Os projetos de energia geralmente são intensivos na necessidade de capital de terceiros, onde se destaca a obtenção de recursos financeiros através de instituição bancários, fundo de investimentos, debêntures de infraestrutura e outras formas de captação disponível no mercado de capitais, nesse sentido, alguns desses agentes buscam mitigadores financeiros, seja para honrar o pagamento dos recursos disponibilizados, seja ainda para ter a certeza da aplicação do recurso no ativo. Neste sentido, as garantias de completion bond se destacam como modalidade do seguro garantia que cumprem perfeitamente o papel de mitigador para os agentes financiadores, garantindo que o projeto financiado seja concluído dentro dos valores e prazos projetados.

Entre elas, tem uma que está se destacando, não é?

As garantias destacadas até o momento estão relacionadas ou são inerentes ao desenvolvimento e construção dos projetos de geração e transmissão de energia, entretanto, há um mercado mais amplo, qual seja o mercado de comercialização de energia, ao qual garantias de pagamento normalmente são transacionadas. O mercado livre de comercialização de energia, regido pelas normas da CCEE – Câmara de Comercialização de Energia, vem cada vez mais se destacando no mercado de seguro garantia, seja para o mercado de consumidor final, ou ainda para as comercializadoras de energia, que transacionam grandes volumes de energia, gerando novas oportunidades para o mercado segurador. As garantias mais comuns nesse mercado de comercialização, são aquelas inerentes ao consumo final (principalmente indústria) ou das comercializadoras, portanto, elas garantem ao vendedor da energia (Segurado) que o comprador (Tomador) honrará os compromissos de pagamentos previstos no contrato de compra e venda de energia, mais conhecido como do inglês como PPA – Power Purchase Agreement.

Este segmento representa quanto no mercado de garantia?

Não há certeza das informações de mercado, visto que a Susep não oferece esse nível de detalhamento em seus relatórios. No entanto, com base no Plano Decenal de Energia, os projetos no setor demandariam algo em torno de R$ 456 bilhões em investimentos até 2029. Conclui-se que existem grandes oportunidades e ainda um mercado pouco explorado, principalmente na parte de comercialização de energia.

Com a pandemia, há muitos pedidos de acionamento do seguro por atrasos em obras e aumento dos custos. Como está esta situação?

Temos vivenciado um aumento de sinistralidade no mercado em geral, em muitos casos em função dos impactos da COVID. Os custos de insumos relacionados à construção, desde materiais mais básicos, como o cimento, a até produtos relacionados a commodities, como o aço e cobre, também foram fatores que refletiram diretamente no CAPEX dos projetos, trazendo dificuldade financeiras aos tomadores, principalmente para construtoras que detinham contratos na modalidade EPC com os empreendedores. Já no mercado de comercialização de energia, muitos consumidores precisaram renegociar seus contratos com os seus fornecedores, já que não estavam utilizando o volume de energia contratado, gerando algumas expectativas de sinistros que, na maioria dos casos, foram administrados entre as partes (Tomador, Segurado e Seguradora).

Quais os desafios a serem vencidos com a retomada dos investimentos?

Em primeiro lugar, a retomada dos investimentos provavelmente será liderada pelo mercado de capitais através de estruturas antes pouco avaliadas pelas seguradoras. O grande desafio será aliar uma fase de adaptação do mercado de seguro garantia, ditado pela e mudança profunda em marcos regulatórios no setor de seguros, com a nova matriz de financiamento privada dos projetos. Em segundo lugar, tais mudanças regulatórias certamente alcançarão os produtos voltados para o setor público também e adaptações com a agência reguladora do setor de energia provavelmente serão discutidas, como já feito no passado. Além disso, outro principal desafio será a retomada de obras de grande vulto pelas seguradoras, sendo que tal dinâmica também poderá ser aplicada a projetos no setor de energia, quando houver participação pública em sua contratação. Já para o setor de comercialização, enxergamos cada vez mais os balcões e as comercializadoras de energia como uma boa oportunidade de desenvolvimento do seguro garantia. Destacamos a inserção do desenvolvimento tecnológico para oferecer soluções em grandes volumes que são transacionadas nesse mercado.

Susep já registra 1,25 milhão de apólices de seguro garantia


Cerca de 1,25 milhão de apólices de seguro garantia já foram registradas na plataforma SRO criada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Antes já há registros facultativos, além de terem iniciado recentemente (02/08) o registro dos ramos de fiança locatícia, riscos diversos financeiros e stop loss.

De acordo com a Susep, os registros conferem maior transparência e confiabilidade aos segurados quanto à existência das apólices, principalmente para o setor público, que pode verificar a veracidade das apólices apresentadas em licitações ou dadas como garantias judiciais. A plataforma SRO também vai permitir a implantação de um sistema de controle de acúmulo de tomadores e dar maior transparência aos resseguradores, o que tende a melhorar a precificação, reduzir riscos e aumentar a capacidade do mercado. Outros benefícios dizem respeito à atuação da Susep. O registro possibilitará uma maior eficiência das ações de supervisão da autarquia e um aprimoramento da regulação, reduzindo custos de observância para as seguradoras.  

De acordo com a autarquia, o registro é obrigatório é importante para que a Susep possa modernizar seus procedimentos de supervisão, desobrigando as seguradoras de outros custos de observância, além de possibilitar o acompanhamento de um mercado a cada dia mais digital. Ainda, o acesso a um conjunto mais amplo de informações será útil para o aperfeiçoamento do processo de análise dos impactos regulatórios.  

Com a entrada em operação da plataforma integrada, prevista para acontecer nas próximas semanas, será possível disponibilizar uma série de ferramentas aos consumidores, conforme mencionado na segunda pergunta, que trarão ainda mais credibilidade e segurança para o consumidor. 

Previsão de inflação alta persiste no Boletim Focus, enquanto curva de juros precifica Selic também mais elevada

cnseg pedro simoes

Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, destaca que enquanto analistas aguardam o resultado das manifestações marcadas para o próximo 7 de setembro sobre a convivência social e política do País, os dados continuam a mostrar uma inflação persistente. Para o IPCA, a projeção este ano foi elevada de 7,11% para 7,27%, enquanto, para o ano que vem, subiu de 3,93% para 3,95%. Já a projeção mediana para o crescimento do PIB este ano caiu novamente, de 5,27% para 5,22%.

Um detalhe importante ressaltado pelo economista é a curva da taxa de juros. “O ambiente institucional ainda é incerto. Mas o que temos de certo é o compasso de espera nas projeções. O que chama a atenção é a curva de juros”, sinaliza. “Apesar da estabilidade nas projeções para a taxa Selic (em 7,50% para o final deste e do próximo ano), a curva de juros (que mostra o quanto o mercado precifica e exige de juros para financiar a dívida pública em diferentes prazos) continua a abrir, com aumentos em todos os vértices, para além de 10%. Isto é, os números da pesquisa Focus para essa variável, ao menos por enquanto, não parecem estar refletindo totalmente o cenário precificado pelo próprio mercado para os juros. É evidente, no entanto, que estamos falando de duas medidas distintas e que podem apresentar divergências por inúmeras razões. Mas, o que ocorre atualmente merece destaque e atenção”, enfatiza Simões.

Em Brasília, deve haver nova tentativa de votar a reforma do Imposto de Renda, além da entrega do parecer da reforma administrativa e da apresentação de parecer da PEC dos Precatórios, na Câmara. A agenda de divulgações econômicas será intensa na semana, assim como tem sido o acompanhamento da política: amanhã (31/08), o Banco Central e o Tesouro Nacional divulgam resultados fiscais de julho, e o IBGE divulga a PNADc de junho, com dados sobre o mercado de trabalho. Na quarta-feira (01/09), o IBGE divulga os aguardados números do PIB no segundo trimestre deste ano.

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Valor Econômico: Seguro de vida cresce 19% no primeiro semestre

Fonte: Valor Econômico

A preocupação com a saúde e bem-estar das famílias e a conscientização sobre a necessidade de proteger o patrimônio financeiro em caso de perda de renda ou doença grave têm favorecido o mercado de seguro de vida. De acordo com dados da Susep, o seguro de vida teve crescimento de 19,1% no primeiro semestre, em relação a igual período de 2020, correspondendo a um aumento de R$ 1,75 bilhão na arrecadação de prêmios, para R$ 24,4 bilhões. Também registra o menor número de cancelamentos de apólices. “Apesar de todas as perdas envolvidas nesta crise sanitária, ela despertou as pessoas para a necessidade de se fazer um check-up da saúde financeira das famílias”, afirma Bianca Mangraviti, head comercial B2B da XP Inc, no evento XP Expert.

Segundo Helder Molina, CEO da MAG Seguros, a pandemia acelerou os projetos de inovação das seguradoras e mostrou à sociedade o propósito do setor: proteger famílias de imprevistos financeiros. “O setor avançou dez anos em 30 dias. Não podemos trazer a vida de uma pessoa de volta, mas podemos dar um alívio financeiro para um recomeço”, afirma. O setor pagou indenizações para mais de 10% das mortes confirmadas por covid-19. “Queríamos pagar para 100% das pessoas que tiveram perdas. Mas, infelizmente poucos ainda têm seguro de vida no Brasil.”

Luciano Snel, CEO da Icatu Seguros, dimensiona o impacto social. Já foram pagos R$ 3,8 bilhões em indenizações por mortes provocadas pela covid-19 entre abril de 2020 e julho de 2021. Quase 86 mil apólices foram acionadas, diante das mais de 577 mil mortes registradas desde o início da crise. Deste total, R$ 2,8 bilhões foram pagos em 2021. Cerca de 90% do valor pago foi por morte.

Apesar de muitas apólices terem cláusula de exclusão no caso de pandemias, as seguradoras decidiram pagar. “O contrato conta com programas para gerenciar a saúde integral e evitar uma possível ‘morte’ financeira. E é isso que estamos conseguindo mostrar às pessoas, que agora parecem estar mais abertas para ouvir o que temos a dizer”, acrescenta CEO da Prudential, David Legher.

Cerca de 95% das pessoas com covid-19 sobreviveram e uma parte significativa precisa de apoio para lidar com problemas decorrentes da pandemia. “Eu calculo que 25% das coberturas em vigor podem ser usadas em vida, permitindo, assim, uma reorganização da nova realidade que surge”, afirma Snel.

Ele cita a cobertura por doenças graves, em que o beneficiário poderá usar o dinheiro, sem qualquer tipo de burocracia, para fazer um tratamento que talvez não seja coberto pelo plano de saúde, por exemplo.

“Estamos em processo de construção de uma nova consciência que nos traz a clara percepção de que o nosso futuro depende das decisões que estamos tomando no presente.”

O maior legado da pandemia, segundo os seguradores, foi despertar a necessidade de reavaliação da saúde financeira das famílias, uma vez que o seguro de vida é uma das melhores ferramentas para garantir o planejamento financeiro e sucessório. “A procura por proteção do patrimônio ou da renda vai depender do momento em que o cliente está, e a consultoria que prestamos ajuda a despertar este interesse no cliente”, destaca o CEO da MetLife Brasil e Colômbia, Raphael de Carvalho. “O objetivo é olhar o cliente de forma holística e apresentar as melhores soluções para o seu momento de vida e seus objetivos futuros”, recomenda.

Todos estão animados com o potencial de negócios neste segmento. Os executivos citam o baixo consumo do seguro de vida no Brasil, inferior a 1% do PIB brasileiro, em comparação a dois dígitos de países como Estados Unidos, França, Suíça, Inglaterra.

“No Japão, por exemplo, 70% das vítimas da covid-19 receberam indenização”, afirma Carvalho, da MetLife. Molina, da MAG, traz outro dado sobre o potencial. “Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nossa população economicamente ativa é de 140 milhões de pessoas. Temos 15 mil assessores financeiros. Ou seja, 9 mil por pessoa. Cada assessor pode ir buscar 9 mil clientes para colocar em sua base. Este é o tamanho do mercado potencial que calculamos que temos para conquistar”, afirma.

“É um ganha-ganha para todos os envolvidos na cadeia do seguro de vida”, ressalta o CEO da Prudential. Ele cita o Prudential Vitality, programa de bem-estar e recompensas que incentiva as pessoas a uma vida mais saudável, com foco na longevidade. “Na África, a expectativa de vida é de 63 anos. Registramos aumento de 37% na prática de atividades esportivas dos clientes que usam a nossa plataforma de bem-estar, o que eleva a expectativa de vida. Nosso objetivo é chamar a atenção para a saúde integral, corpo, mente e financeira.”

Seguradoras investem em tecnologia e especialistas para atender novas demandas do setor elétrico

Fonte: Valor Econômico

Os executivos de seguradores especializadas em grandes riscos e seguros financeiros estão de olho nos investimentos do setor de energia. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, o Brasil continuará expandindo a sua matriz energética, com investimentos da ordem de R$ 400 bilhões previstos para os próximos dez anos. “A venda de seguros no setor elétrico não arrefeceu com a pandemia.Pelo contrário. Nos instiga a criar coberturas e serviços diferenciados usando a tecnologia para atender diferentes tipos de riscos deste segmento que se moderniza”, afirma Pedro Mattosinho, diretor de garantia da Fator Seguradora. 

Nos últimos dois anos, mesmo diante de uma crise pandêmica, o setor de energia registrou investimentos de US$ 30 bilhões provenientes de 17 países, segundo dados do ministério de Minas e Energia. A maior demanda deste setor é pelo seguro garantia. O mais conhecido é o completion bond, que garante que o projeto financiado seja concluído dentro dos valores e prazos projetados. Depois do seguro garantia contratual, vem o de garantia judicial e os tradicionais seguros de engenharia, de responsabilidade civil, incluindo o Directors & Officers (D&O) para executivos, e apólices para mitigar perdas com o dia a dia operacional das usinas. 

Apesar de não haver a abertura de informações detalhadas sobre o quanto o setor de energia gera em vendas para as seguradoras, a representatividade é relevante. “Isto porque os projetos de energia, seja no mercado livre ou no mercado regulado, fomentam uma enorme gama de outras contratações e subcontratações, além de serviços de mão de obra e projetos afeitos aos respectivos projetos”, informa Roque de Melo, presidente da comissão de garantia da Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg).

Segundo João Di Girolamo, responsável por seguro garantia na Swiss Re Corporate Solutions Brasil Seguros, um dos produtos que tem apresentado forte demanda é para proteger investidores no mercado livre de comercialização de energia, regido pelas normas da Câmara de Comercialização de Energia (CCEE). “Ele tem cada vez mais se destacado no mercado de seguro garantia, seja para o mercado de consumidor final, ou ainda para as comercializadoras de energia, que transacionam grandes volumes de energia, gerando novas oportunidades para o mercado segurador”, afirma. Tal contrato é conhecido como Power Purchase Agreement. A apólice garante ao vendedor da energia, tido como segurado, que o comprador, chamado por tomador, honrará os compromissos de pagamentos previstos no contrato de compra e venda de energia.

A redução na arrecadação financeira das distribuidoras, a renegociação de contratos e a deterioração na qualidade creditícia com o impacto em toda a cadeia que envolve o setor instigam as seguradoras a buscarem soluções que atendam esta realidade. “Notamos um crescimento gradual de acionamento da apólice para a modalidade de compra e venda de energia. No entanto, não chegamos a ter nenhum sinistro de fato concretizado para essa modalidade. Em todos os casos, os tomadores acabaram liquidando os débitos com o segurado”, conta Roberto Hernández, diretor executivo de Seguros Corporativos da Zurich no Brasil, cujo portfólio tem uma representação de 5% para o setor de energia, comparado com 1% em 2020. 

Henrique Machado, responsável por Linhas Financeiras na Pottencial Seguradora, conta que a maior parte das situações das inadimplências decorrentes da pandemia foram solucionadas através de renegociações entre as partes, com a revisão de prazos ou de preço. “A Pottencial integrou diversas renegociações, visando o cumprimento das obrigações contratuais garantidas, bem como as repactuadas, a fim de garantir tranquilidade e conforto às partes no momento adverso”, afirma. Uma das soluções é seguro paramétrico com cobertura por baixo índice de pluviosidade, que já é tema em pauta na Aneel. Especialistas sugerem que o setor elétrico analise a imposição desse tipo de seguro às geradoras com baixa capacidade de estocagem, como as usinas a fio d`água, solar e eólica.

Camila Jarlicht Chut, head do Seguro Garantia da Austral Seguradora, prevê grandes oportunidades para o mercado com a retomada dos investimentos, tendo em vista os leilões já previstos até o final do atual ano e primeiro semestre do próximo. Estão programados ainda para 2021 dez leilões de geração elétrica, dois leilões de transmissão de energia, três de petróleo e gás, e quatro leilões no setor de mineração. “Novos entrantes e novas estruturas de financiamento como a participação de empresas estrangeiras e fundos de investimento alteram os antigos perfis de risco e a subscrição das seguradoras. Por isso investimos em ter um time de especialistas”, diz Camila.

Paulo Mantovani, diretor de Energia e Mineração da corretora Marsh Brasil, alerta que é imprescindível que as apólices de seguros estejam dimensionadas de forma correta. “É necessário revisitar as apólices atuais de construção e operação das usinas, a fim de atestar se as prerrogativas que foram adotadas para a colocação do risco no mercado estão de acordo com o momento atual. Se o preço estiver muito abaixo da cotação do mercado, é preciso aumentar o valor das apólices”, recomenda. 

SulAmérica lança podcast “Geração Saúde Integral” com a CBN. Ouça

A SulAmérica acaba de lançar, em parceria com a CBN, o podcast “Geração Saúde Integral”, que trará uma série de entrevistas interessantes para cuidar da saúde por completo. Neste primeiro episódio, a VP Patrícia Coimbra fala sobre gerações, equilíbrio entre corpo, mente e finanças ao longo da vida, e muito mais.

Ouça em: https://audioglobo.globo.com/cbn/podcast/feed/851/geracao-saude-integral