Empresas de promoção de eventos miram em títulos de Capitalização para fidelizar clientes

Fonte: FenaCap

Diante dos desafios de se agradar cada vez mais o consumidor, as empresas de promoção têm buscado um tradicional setor da economia que também vem se reinventando: a Capitalização. A explicação neste movimento é simples: a modalidade de Incentivo permite que títulos sejam utilizados com foco em ações de relacionamento e eventos. Os sorteios da Capitalização assumem, portanto, funções distintas: uma de caráter promocional com estímulo às vendas, outra de fidelização.

Combinadas aos sorteios, a solução atende de maneira efetiva às novas e crescentes demandas do mercado de promoções e eventos, entre outros segmentos. Uma empresa de varejo, por exemplo, pode adquirir uma série inteira de títulos e cede aos seus clientes o direito a participar de sorteios. É uma forma de alavancar vendas, atrair novos consumidores, girar estoques e promover retenção à marca.

“Nesta época, as empresas buscam se aproximar ainda mais, renovar contratos e criar eventos – ainda que virtuais – pelo encerramento do ano e agradecimento pela parceria. Os títulos de Capitalização nesta modalidade podem ser usados em premiações, como ocorria com os carros sorteados nas promoções dos shoppings”, explica Marcelo Farinha, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap). “Na verdade, o veículo estava exposto, mas por trás havia o prêmio do título naquele valor, que permitia a troca”, completa ele.

A vantagem dos sorteios promocionais, além da distribuição de prêmios, em geral em dinheiro, é a possibilidade de fidelização dos clientes. Além disso, o título de Capitalização funciona ainda como motivação para que os clientes mantenham em dia o pagamento de suas compras para continuar participando dos sorteios.

“As novas relações de consumo exigem mudanças rápidas e uma série de adaptações. O produto, no caso da Capitalização, pode ser feito sob medida, atendendo todas as exigências da empresa às necessidades de exposição da marca e perfil do público, por exemplo, o que ainda garante mais proximidade com o cliente”, afirma Farinha. 

Tokio Marine registra crescimento de 14,8% nas venda no 1o. semestre de 2021, para R$ 3 bilhões

Fonte: Tokio Marine

A Tokio Marine registrou R$ 3,54 bilhões em prêmios emitidos, ante R$ 3,08 bilhões do mesmo período de 2020, o que representa um crescimento de 14,8%. Nos mercados nos quais a Tokio Marine atua (sem Saúde, Previdência e Capitalização), apresentou aumento de 16%, reforçando que a indústria de seguros está reagindo bem aos efeitos da crise provocada pela pandemia de Covid-19. O lucro líquido, segundo dados da Susep, foi de R$ 206 milhões, abaixo dos R$ 286 milhões em mesmo período anterior.

Assim como em 2020, quando o segmento de Produtos Pessoa Jurídica da Companhia teve um desempenho histórico, com uma produção de R$ 2 bilhões, nos seis primeiros meses deste ano a carteira novamente apresentou resultados bastante expressivos. Neste período, os produtos de Responsabilidades – Total, por exemplo, cresceram 227,5%. 

Esta atuação levou a Tokio Marine a alcançar, em junho, a liderança no mercado brasileiro em Linhas Financeiras, que reúnem os produtos D&O, E&O e Cyber. Outros números bastante relevantes foram os de Riscos Nomeados, que cresceram 84,5%; e Transportes, 61,5%, com destaques para o Transporte Nacional e o RCT. 

“O balanço do primeiro semestre de 2021 consolida a Tokio Marine como uma companhia multiprodutos que se mantém firme em seu compromisso de prover as melhores soluções em seguros para a manutenção das atividades das empresas e a proteção das pessoas no País”, destaca o Diretor de Finanças e Administração, Daniel Dibe.

No segmento de Produtos Massificados, mesmo em um cenário marcado pela forte concorrência e pelos efeitos da crise sanitária, a Tokio Marine manteve a estratégia e também registrou desempenhos relevantes no primeiro semestre.

A carteira de Automóvel (sem Garantia Estendida Auto) cresceu 3,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os demais produtos da carteira também tiveram resultados positivos, como Fiança Locatícia, com crescimento de 42,3%; Residencial, 17,5%; e Condomínio, 10,9%.

A performance da Tokio Marine no semestre foi sustentada pelo suporte de TI, com a ampliação da oferta de canais e recursos digitais, como a realização de vistorias e inspeções remotas, com o objetivo de proporcionar melhor experiência aos Parceiros de Negócios e Consumidores e, sobretudo, maior segurança diante da necessidade de isolamento social. 

“Para atender às exigências dos clientes por comodidade, rapidez e segurança, e garantir novos negócios aos corretores e assessorias, a companhia lançou, em junho, uma nova etapa da Vistoria Digital de Sinistros, com um sistema ainda mais ágil e automatizado. Outra iniciativa para agregar valor à experiência dos nossos públicos foi a inclusão do PIX como mais uma opção de pagamento”, destaca Dibe. 

A Tokio Marine ainda manteve seu relevante papel quanto à responsabilidade social. Em mais uma demonstração de seu compromisso com a sociedade, a Companhia contribuiu para a inauguração da nova ala da UTI Pediátrica do Hospital Central da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, realizada em fevereiro.

Diante do balanço do semestre, a seguradora mantém as perspectivas positivas quanto ao resultado de 2021. “Seguimos com bastante otimismo em relação ao comportamento do mercado de seguros como um todo. Temos muita confiança de que podemos manter esse crescimento de dois dígitos e contribuir para a recuperação econômica”, finaliza Daniel Dibe.

Austral Re oferta capacidade para seguradoras entrarem no segmento de seguro cibernético para PMEs

austral re seguro cibernetico

Resseguradora espera dobrar  faturamento deste ano; Tokio Marine já é uma das clientes

A Austral Re quer ampliar sua atuação no segmento de seguros cibernéticos para pequenas e médias empresas (PMEs). O grande fluxo de transação digitais, as atividades de home office e o medo de ataques e falhas nos sistemas têm feito do seguro cyber um destaque em contratações. Em 2019, o faturamento do seguro cyber chegou a R$ 100 mil em prêmios. Agora a expectativa da companhia é fechar 2021 com movimento de R$ 1,2 milhão. A proposta é ter um modelo de produto massificado, pulverizado no mercado, a exemplo do que já ocorre em outros países do mundo.

“Inovamos ao organizar um questionário focado, com apenas seis perguntas pontuais, que nos ajudam a entender e dimensionar os riscos. É voltado para empresas com faturamento de até R$ 100 milhões”, explica a head de P&C Treaty da companhia, Maria Victoria Bárbara. Segundo ela, depois de muitas pesquisas sobre o que é negociado no exterior, sobretudo no mercado inglês, o clausulado trouxe as coberturas obrigatórias, como as de responsabilidade pela segurança de dados, e também atividades para prevenção aos ataques. “Temos um contrato que oferece um antivírus, que é caro e muitas vezes não é devidamente adquirido pelas PMEs. No dia a dia, o administrador acabava tendo outras preocupações, mas sua rede precisa estar protegida para evitar ataques e vazamentos de dados. Isso passou a ser urgente”, explica Maria Victoria.

O produto oferece aos segurados atendimento com advogados especialistas em crimes cibernéticos, a partir de uma parceria da Austral Re com a Crawford Reguladora de Sinistros. Esse é outro diferencial para esse tipo de empresa que, em caso de ataque virtual, não pode perder tempo na resolução dos danos causados e tem acesso a um profissional que conhece questões como a Lei Geral de Proteção de dados (LGPD) e o funcionamento do mercado segurador. 

Entre as seguradoras do mercado, a Tokio Marine já oferece o seguro desenvolvido pela Austral Re. “Vemos uma tendência por aumento de demanda nos portfólios das empresas. Lançar um novo produto é algo complexo, que exige investimentos financeiros e de tecnologia. Como resseguradora, a ideia é justamente oferecer esse conhecimento às empresas do setor e, ao mesmo tempo, ampliar nossa participação nas operações de resseguros, dando suporte a essa estrutura de negócios”, explica. 

O mercado brasileiro de seguro contra riscos cibernéticos movimentou R$ 41 milhões em prêmios no primeiro semestre de 2021.

Leandro Martinez assume como CEO da Chubb Brasil

Leandro Martinez assume como CEO da Chubb Brasil. Antonio Trindade assume a presidência do Conselho de Administração da Chubb Brasil, representando a empresa junto aos órgãos reguladores e apoiando as decisões estratégicas da empresa, após um período de transição.

Leia o comunicado de imprensa:

A Chubb, maior seguradora de propriedade e responsabilidade civil de capital aberto do mundo, anunciou que, Leandro Martinez, atual Diretor Presidente Adjunto, foi nomeado Presidente da Chubb Brasil, sucedendo a Antonio Trindade, que passará a se dedicar exclusivamente à Presidência do Conselho de Administração da Chubb no Brasil, a partir de 1º de setembro.

Antonio irá representar a empresa junto aos órgãos reguladores, apoiando as decisões estratégicas locais, após um período de transição. “A experiência e o perfil do Antonio são ideais para esta posição e representam múltiplas vantagens competitivas para Chubb na indústria de seguros no Brasil. Estou muito feliz que ele tenha aceitado este novo desafio”, disse Marcos Gunn, Vice-Presidente Sênior, Chubb Group e Presidente Regional, Chubb América Latina. 

Em sua nova função, Leandro terá responsabilidade geral pelos negócios de seguros gerais da empresa, incluindo propriedade e responsabilidade civil comercial, ramos pessoais tradicionais e especializados e seguros de acidentes e saúde complementar. Ele supervisionará todas as facetas do negócio, incluindo estratégia, produto e desenvolvimento de negócios, operações de subscrição e serviços e desempenho geral do negócio.

“A promoção do Leandro é um reconhecimento à sua trajetória de sucesso e às muitas contribuições, não apenas para nossas operações no Brasil, como também em toda a região da América Latina

Leandro se juntou à Chubb em janeiro de 2011, como Head de Linhas Financeiras. Dois anos depois, foi promovido a Vice-Presidente Regional, Linhas Financeiras, baseado em Miami. Em 2018, retornou ao Brasil como Vice-Presidente de P&C e, em setembro do ano passado, assumiu como Diretor Presidente Adjunto. Desde então, foi um aliado estratégico na gestão da equipe e dos negócios da Chubb no Brasil.

IRB+Inteligência avalia o resultado do primeiro semestre do mercado segurador

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Fonte: IRB

A décima edição do Boletim IRB+Mercado, relatório mensal da plataforma IRB+Inteligência, apurou que o setor de seguros registrou, em junho, faturamento de R$ 12,7 bilhões. O resultado representa crescimento de 20,2% frente a igual período de 2020 e corresponde ao maior desempenho para o sexto mês do ano desde 2014, ano de início da série histórica. Já no acumulado de 2021, o mercado segurador faturou R$ 66,9 bilhões. O montante foi R$ 9,6 bilhões superior ao primeiro semestre de 2020, alta de 16,7%. 

Em junho, o segmento de Vida contabilizou R$ 4,4 bilhões de faturamento; Automóveis, R$ 3,2 bilhões; Danos e Responsabilidades, R$ 2,9 bilhões; Individual Contra Danos, R$ 971 milhões; Rural, R$ 819 milhões; e Crédito e Garantia, R$ 447 milhões. Todas as modalidades avançaram em junho, inclusive Crédito e Garantia que havia registrado retração nos últimos 90 dias e fechou o sexto mês com a maior variação nominal: 48,6%. Outro destaque foi o setor Rural, que cresceu 36%.  

O índice de Sinistros Ocorridos sobre o Faturamento de Competência, em junho, apresentou aumento de 8,8 pontos percentuais (p.p) na comparação com o mesmo mês de 2020. Já no semestre, o índice cresceu 6,5 p.p. em relação à taxa registrada no mesmo período de 2020. A alta da sinistralidade de Vida, que passou de 29,9% para 50,2% no acumulado, influenciou no resultado total do índice do setor. Ainda em junho, o lucro líquido das seguradoras recuou 112,1%, fechando o primeiro semestre desse ano em queda de 58%. 

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep em 02/08, considerando os seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios. A análise está disponível, na íntegra, no site do IRB Brasil RE. No mesmo endereço, o Dashboard IRB+Mercado Segurador permite consulta dinâmica e gratuita às informações de todo o setor. 

IPSA: Valor do seguro tem queda de 12,5% no primeiro semestre de 2021

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Fonte: Tex

A TEx, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador, divulga nesta quinta-feira (26) os números de julho do IPSA – Índice de Preços do Seguro Automóvel O estudo aponta a variação mensal dos preços do seguro auto de acordo com gênero, região, faixa etária e idade do veículo. 

O IPSA indica que o valor do seguro caiu 12,5% entre os meses de janeiro e julho. No primeiro mês do ano, por exemplo, ao contratar o serviço para um automóvel de R﹩ 50 mil, o IPSA estava fixado em 5,6% e o segurado pagava R﹩ 2.800,00 pelo seguro. Hoje o percentual é de 4,9%, o que implicaria no valor de R﹩ 2.450,00. “Essa queda nem sempre pode ser percebida pelo cliente já que houve o aumento generalizado de preço dos veículos 0KM e valorização dos usados nos últimos meses”, explica Genildo Dantas, gerente de inteligência de dados da TEx. 

O estudo da TEx também traz informações quanto a evolução dos valores por gênero e indica que o valor final do seguro é cerca de 20% mais caro para os homens. Isso acontece porque há maior reincidência de homens em acidentes graves e com perda total do veículo. 

Quando a comparação é por faixa etária, o IPSA mostra que os motoristas mais novos costumam pagar mais pelo seguro automotivo. Os nascidos entre 1990 e 2014, conhecidos como geração Z, podem pagar quase o dobro (7,4%) do que os nascidos entre 1943 e 1964, conhecidos como Baby Boomer (3,8%). 

A região que o segurado reside também é um dos fatores analisados para precificação dos seguros. Para se ter uma ideia, em julho, o seguro na Região Metropolitana de São Paulo chegou a ser 60% superior à Região Metropolitana de Belém. 

Analisando apenas a tabela FIPE, o IPSA revela que há uma certa estabilidade nos valores dos seguros neste primeiro semestre. Um veículo, cujo preço de tabela está entre R﹩ 10 mil a R﹩ 30 mil, teve variação de 8,3% em janeiro chegando a 7,8% em julho. 

Outros fatores que interferem nos preços dos seguros são a idade do veículo e a quantidade de KM rodados. O estudo aponta que o valor do seguro para um carro usado, de 6 a 10 anos, custa quase o dobro de um zero KM.

Open Insurance, o que é e como vai funcionar o compartilhamento de dados de seguros e previdência

open insurance

Fonte: Infomoney

Fluxo de informações livre. O cliente no centro das atenções e com poder de decisão sobre seus dados financeiros. Mais opções à disposição. Esse é um resumo do cenário que o consumidor vai encontrar com a chegada do Open Banking no Brasil, que já começou.

O conceito vem se popularizando à medida que mais fases do ecossistema vêm sendo implementadas, mas, na prática, o Open Banking vai permitir o compartilhamento de dados e serviços de clientes entre instituições financeiras por meio da integração de seus respectivos sistemas. O InfoMoney preparou uma reportagem especial sobre o tema, que explica tudo o que você precisa saber para ficar por dentro do assunto.

E na esteira dessa inovação, o setor de seguros também está preparando um ecossistema próprio de compartilhamento e circulação de dados, o chamado Open Insurance. Se de um lado o Open Banking, fiscalizado pelo Banco Central, diz respeito às informações financeiras e bancárias, o Open Insurance abrange dados de seguros e previdência.

Esse foi o tema do painel Quais os benefícios que o Open Insurance trará para o mercado” que contou com a presença de Amancio Paladino, diretor de investimentos da XP Seguros, Henrique Diniz, diretor de previdência da Icatu, e Victor Bernardes, diretor da SulAmérica, durante a Expert 2021.

O que é?

O Open Insurance é um projeto criado recentemente e que está incluso no conceito mais amplo de Open Finance: um ecossistema completo e integrado, que além dessa fatia focada em seguros, já conta com o Open Banking, que começou a ser implementado no país neste ano, e também vai evoluir para incluir o Open Investments, que vai permitir que o cliente compartilhe dados do segmento de investimentos a fim de obter melhores produtos e serviços.

De acordo com Paladino, a ideia é promover um mercado de seguros aberto, no qual haja troca de informações entre seguradoras e outros participantes do setor, desde que sejam aprovados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), reguladora do segmento.

“Será possível transmitir informações não só de produtos, mas de todas as transações e todas as posições que os clientes venham a ter nas seguradoras”, diz.

O objetivo é oferecer ofertas mais adequadas aos clientes, ou seja, mais personalizadas e de acordo com as necessidades dele.

“Além disso, entre as funcionalidades está a possibilidade de agregar e comparar ofertas de diferentes seguradoras facilitando a tomada de decisão do cliente. A ideia é que as ofertas de seguros sejam mais competitivas em termos de custos e inovação”, explica Paladino.

Ainda, outra funcionalidade, segundo a Susep, será a possibilidade de acesso automatizado e consolidado a canais e redes de atendimento relacionadas aos produtos, aos provedores de serviços e às empresas vendedoras provendo mais conhecimento para os consumidores.

Para Paladino, a boa notícia  é que o brasileiro vai adquirir sua “cidadania financeira”. “Ou seja, vamos passar a entender melhor o que possuímos e  ter a possibilidade de comparar facilmente as opções no mercado”, afirma o executivo.

Assim, a expectativa é de que esse novo modelo traga benefícios e facilite a vida dos consumidores para ampliar o uso de diversos produtos de seguro e previdência.

Como vai funcionar?

Assim, como o Open Banking, o open Insurance também será implemenado no Brasil de forma gradual. A primeira fase está marcada para ter início em 15 de dezembro deste ano e terá um caráter mais burocrático contemplando o compartilhamento de dados públicos das empresas referentes a produtos e canais de atendimentos.

Na segunda fase, prevista para começar em 1º de setembro de 2022, os clientes poderão compartilhar seus dados pessoais. Já a terceira fase, que prevê a execução de serviços por meio do ecossistema, terá início em 1º de dezembro de 2022, praticamente um ano após a largada da primeira fase.

As diretrizes sobre as regras e funcionamento do novo sistema foram publicadas em julho pela Susep em julho deste ano e estabelecem condições para permitir que o consumidor acesse e compartilhe seus dados com outras seguradoras ou terceiros, de forma segura, ágil, precisa e conveniente – e quando desejar.

“Os dados poderão ser utilizados, para desenvolver novos produtos e serviços que atendam às necessidades atuais e futuras dos consumidores de seguros, previdência e capitalização”, diz nota do órgão (saiba mais aqui).  Vale lembrar, inclusive, que o Open Banking já previa em seu escopo produtos de seguros e previdência distribuídos pelo canal bancário.

“Portanto, a regulamentação do Open Insurance no âmbito do setor de seguros é fundamental para que todas as seguradoras possam participar do Open Finance, permitindo, assim, que seus consumidores possam usufruir de todas as vantagens que estarão disponíveis com o ecossistema”, informou a Susep em nota.

Por que começar o Open Insurance neste ano?

Diniz explica que uma convergência de fatores fez com o que o Open Insurance começasse a ser desenvolvido neste ano.

“Tudo começa com a demanda do cliente: cada vez mais as pessoas quere ter uma experiência digital, além de mais informação, e mais transparência. E hoje o mercado segurador ainda é complexo para a grande maioria dos brasileiros, tem produtos financeiros que nem todo mundo é próximo, usa ou conhece – ainda falta democratizar mais o acesso”, explica.

“E conforme a demanda do cliente cresceu nessa direção nos últimos anos, surgiu também uma necessidade por parte das seguradoras em atender a esses pedidos. Então, houve investimentos e melhoria nos processos, principalmente em previdência, com a portabilidade, por exemplo, que ajuda e facilita a dar uma movimentação para os participantes, mas ao mesmo tempo precisamos de mercado ainda mais eficiente”, diz.

E com o Open Insurance e mais dados circulando, a expectativa é que o mercado segurador seja mais acessível para os clientes, o que é positivo para quem comercializa os produtos e para que consome, afinal o seguro possui uma característica de proteção e amparo financeiro para as pessoas em momentos de fragilidade, segundo Diniz.

De fato, a demanda vem aumentando: a captação do setor cresceu 42% no 1º semestre deste ano. Com os juros baixos e o aumento na oferta de produtos de previdência mais sofisticados ao longo dos últimos meses, investidores interessados em formar uma poupança para aproveitar na aposentadoria por meio de fundos de investimento têm partido cada vez mais para alternativas de maior nível de risco e expectativa de retorno (saiba mais aqui). 

Benefícios do Open Insurance

De forma resumida, então, a premissa do Open Insurance, bem similar com a do Open Banking, é dar mais autonomia para o cliente, que com os seus dados em mãos e acesso facilitado a mais informações poderá tomar decisões mais assertivas.

Mas afinal o que o cliente pode esperar de efeito prático a partir do funcionamento do sistema no Brasil? De fato, ainda é cedo para cravar na prática que tipo de serviços e novos produtos vão surgir.

Mas Victor Bernardes, da SulAmérica, deu um panorama inicial. Segundo ele, a transferência de poder das instituições para as mãos do cliente vai gerar mais autonomia e transparência.

“O primeiro efeito que podemos esperar a partir disso é mais competição. E isso vai refletir em preços menores, relacionamento mais atencioso com o cliente e naturalmente as instituições participantes não só do Open Insurance, mas do Open Finance, vão precisar se adaptar às demandas do cliente. Não é mais a commodity de prateleira apenas para perfis financeiros, demográficos e familiares diferentes, será preciso desenvolver customização em todos os níveis”, explica.

As seguradoras estão próximas da Susep para adequar e atender todas as regras e funcionamento do Open Insurance – incluindo todos os aspectos de segurança.

“A confiança no nosso trabalho vai ser crucial para o Open Insurance funcionar, queremos evitar qualquer tipo de problema que afete o cliente final. E confiar não só em quem distribui, mas em quem faz a gestão do produto também. Todos terão que correr, nós que já estamos no mercado, e novos entrantes também, para acompanhar o movimento”, diz Bernardes.

Desafios?

A verdade é que hoje os desafios são vários e ainda estão sendo endereçados. Com o desenvolvimento ainda incipiente, os players do mercado precisam lidar com algumas questões – e resolvê-las para conseguirem sucesso no novo cenário que vem pela frente.

Para Paladino, a segurança da informação é crucial dentro de um ecossistema completamente digital e de fluxo livre de informação. “Precisamos prover um ambiente onde as informações possam trafegar de forma segura e de forma correta, saindo de um ponto de partida A para o ponto de destino B sem qualquer interrupção. E para isso o nível de tecnologia é alto e robusto”, diz.

Outro desafio é o de integração de sistemas, afinal o mercado precisa trabalhar em conjunto para conseguir colocar de pé uma solução que seja única e que todas as seguradoras e participantes regulados do setor possam utilizar de forma padronizada – por meio das APIs (Application Programming Interface, em inglês, ou Interface de Programação de Aplicativos), que é uma espécie de ponte que conecta aplicações diferentes por meio de uma mesma linguagem.

“Essa modernização do setor como um todo precisa acontecer de forma ágil e eficiente”, explica Palatino.

Diniz, da Icatu, ressalta que além desse arcabouço tecnológico muito grande que precisa estar preparado, há um fator regulatório denso que também precisará ser cumprido: para participar do Open Insurance é obrigatório que a empresa interessada esteja de acordo com todas as regulações da Susep, além das novas regras para participar desse ambiente aberto, o que exige infraestrutura tecnológica e jurídica robusta.

Ainda, ele destaca que a Susep, em um papel muito semelhante ao do Banco Central para o setor financeiro, tem a responsabilidade de organizar e regulamentar esse ecossistema para as empresas que estão sob seu guarda-chuva estejam prontas já que as agendas de Open Insurance e Open Banking vão convergir para funcionar de forma integrada no âmbito do Open Finance.

Bernardes, por sua vez, acrescenta que outro grande desafio vai ser a adesão do público. Em previdência, por exemplo, um recurso similar ao que se espera no Open Insurance já funciona, que é a portabilidade.

“Os investidores podem mudar de planos sem custos adequando ao seu momento de vida. Mas em um mercado de mais de R$ 1 trilhão em reservas, apenas cerca de 3% das pessoas usam a portabilidade ao ano. Ou seja, 97% do mercado não sabe se o produto que comprou alguns anos atrás ainda faz sentido às suas necessidades correntes”, explica Bernardes.

InfoMoney tem um guia sobre previdência privada, clique aqui para saber mais. 

Efeitos levarão tempo até chegar no dia a dia do cliente

Do lado consumidor é preciso balancear a expectativa: as transformações prometem ser  grandes e positivas para o cliente final, mas  ainda devem demorar para chegar no dia a dia das pessoas.

Tudo vai acontecer de forma paulatina a fim de evitar erros, falhas de segurança e com o objetivo de monitorar de perto as transações – mesma estratégia adotada pelo Banco Central e players do setor financeiro em relação ao Open Banking.

A primeira fase, que começa em 15 de dezembro, vai ser uma espécie de continuidade do Open Banking e vai englobar a base de consulta de produtos que hoje são comercializados pelos players e também base de informações dos canais de atendimento de cada seguradora.

“Ao longo de 2022 esses serviços serão expandidos, até chegar em um ponto em que o cliente vai determinar que as informações dele sejam, de fato, compartilhar dados com seguradoras e outros players do setor autorizados, como iniciadoras de seguro, corretores, entre outros. E isso acontecerá para o fim de 2022 em diante”, diz Palatino.

Sabemi dissemina ações educativas sobre LGPD por meio de game e e-book


Fonte: Sabemi

O mundo digital facilitou a captação de dados dos consumidores e também o uso incorreto dos mesmos – e por esta razão a Sabemi, uma das principais seguradoras do Brasil, investe em diferentes recursos virtuais para capacitar colaboradores e consumidores em geral, clientes ou não, sobre as responsabilidades e a gestão correta dos dados pessoais à luz da Lei Geral de Proteção de Dados, em vigor desde setembro de 2020. 

Cerca de 600 colaboradores já foram desafiados a fazer uma imersão no tema por meio de um jogo virtual, identificado internamente como Game LGPD, que inclui vídeos animados destacando os principais pontos da legislação e um quiz com etapas de complexidade crescente de conhecimento. 

Para subir no ranking também é necessário pontuar com ações na fase de Ciberatitude, que pode ser ajudar um colega a entender melhor a LGPD ou apontar pontos de risco e oportunidades de melhorias nos controles internos. A experiência gamificada promoveu 653 ciberatitudes, movimentando a cultura organizacional para o olhar atento ao tema promovido. Chegar ao topo da competição exige dedicação – são 30 níveis de dificuldade -, mas os colaboradores da Sabemi têm encarado a disputa com afinco. 

“Se o colaborador não entender os impactos da LGPD no trabalho dele e não estiver atento, nenhum investimento será suficiente. Em alguns casos, são procedimentos simples que devem ser adotados, outros podem sofrer interferência de algo externo e exigem um cuidado maior”, explica Ana Carolina Tavares Torres, gerente jurídica, responsável por conduzir a implantação da LGPD na Sabemi. 

O Game LGPD reforça o trabalho de capacitação realizado por meio de workshops, treinamentos e estudos desenvolvidos desde 2018, quando a lei foi aprovada. Além disso, a Sabemi criou o espaço Help LGPD, que é um canal de comunicação específico para receber e esclarecer dúvidas dos colaboradores, e o LGPD Express, que reúne o departamento jurídico e a equipe de segurança da informação em treinamentos de 30 minutos, focados nas questões mais importantes da nova legislação. 

Ao público em geral, a Sabemi oferece um e-book , que pode ser baixado gratuitamente no site da seguradora. O conteúdo, didático e de linguagem acessível, aborda os direitos que todos os consumidores têm e precisam estar cientes. O material também pode ser uma ferramenta para novos empreendedores entenderem melhor as regras e adotarem em seus negócios. “As empresas não são donas dos dados pessoais. Os donos são os titulares, e a Sabemi faz questão e se empenha para que colaboradores e sociedade, indiscriminadamente, tenham esse conhecimento e essa consciência”, ressalta Paula Bizzi, Gerente de RH da empresa. 

Susep homologa MAPS para o registro de operações do mercado de seguros

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) homologou, na quarta-feira (25), o sistema da registradora MAPS para as operações do Sistema de Registro de Operações (SRO) do mercado de seguros. Junto com a CERC, a CSD, a B3 e a CRDC, já são cinco registradoras plenamente qualificadas para operar. 

O SRO tem como objetivo aumentar a transparência, a eficiência e a segurança no registro das operações. A expectativa da Susep é de que as seguradoras e a população se beneficiem das sinergias que ocorrerão com outros produtos e serviços a serem desenvolvidos a partir da implementação do Sistema. 

Para operar o SRO, as registradoras devem seguir rígidos protocolos de segurança e governança, baseados nos Princípios para Infraestruturas do Mercado Financeiro do Bank for International Settlements (BIS), como determinam as regras aprovadas pela Susep no ano passado. Entre os critérios está a exigência de patrimônio mínimo de R$ 15 milhões e capacidade técnico-administrativa. 

Atualmente, já estão sendo registradas no SRO as operações de seguro garantia e, de forma facultativa, outras operações de seguros de danos e de seguros de pessoas estruturados em regime financeiro de repartição simples.

Argo fecha parceria com Qlickseguros

argo seguros

Fonte: Argo

A Argo Seguros fechou parceria com a Qlickseguros. O objetivo da seguradora é ampliar os canais de comercialização e relacionamento com o mercado. Inicialmente, a Argo planeja integrar dois produtos com a insurtech: o RC Condutor, seguro vinculado exclusivamente à Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e o Transporte, que ainda é operado por poucos corretores por conta das suas características e necessidade de especialização. 

“Estamos muito animados com mais essa parceria. A Qlickseguros irá permitir que a gente desenvolva e distribua produtos por canais digitais, sem comprometer os nossos recursos internos de TI ou nos limitar por sistemas legados”, explicou Mariana Miranda, Head Marine e Corporate Sales da Argo Seguros.

Na visão de Maurício Coelho, CEO da Qlickseguros, a parceria vai de encontro com os objetivos da companhia, que visa oferecer um modelo de negócio mais ágil e aberto para o mercado. “Queremos desafiar o modelo tradicional de seguros, principalmente no atendimento com os nossos clientes, de algo estático para um relacionamento mais dinâmico e interativo. Estamos pegando carona com os bancos digitais e queremos ser a primeira insurtech no Brasil a adotar a estratégia de ‘open insurance’ com um API aberto”.

Recentemente, a Argo Seguros anunciou uma outra parceria, desta vez com a Transporte Seguro, insurtech voltada ao mercado logístico. O acordo envolve o lançamento uma plataforma que permite a cotação do seguro de cargas e, na sequência, a emissão do certificado de cobertura em tempo real.