História da MAG Seguros na Biblioteca da Universidade de Cambridge

Fonte> MAG

Desde a semana passada, a história da MAG Seguros, que, também, narra o início da previdência no Brasil e sua evolução, está disponível para consulta e pesquisa na Biblioteca da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, cujo catálogo de obras digitalizadas possui mais de seis séculos de existência e oito milhões de volumes. 

Fundada há mais de 800 anos, Cambridge é uma das mais conceituadas e tradicionais universidades do mundo. Por lá passaram notáveis como Isaac Newton e Stephen Hawking, Charles Darwin e Bertrand Russel, dentre tantos. 

Dada a sua importância na história do desenvolvimento social da humanidade, as Atas de Diretoria da MAG Seguros foram reconhecidas em outubro de 2017 pela UNESCO como Patrimônio Documental da Humanidade. Nelas estão registrados os primeiros movimentos para a criação da previdência social no Brasil, ainda no tempo do Império, e o seu desenvolvimento ao longo dos séculos XIX e XX. 

O acordo de parceria foi firmado pela área de Memória da MAG Seguros e a Drª. Mel Bach, Chefe de Coleções e Contatos Acadêmicos da Biblioteca da Universidade. 

Zurich oferece apoio psicológico para seus 1,5 mil colaboradores pela plataforma Psicologia Viva

Carlos Toledo

Fonte: Zurich

Com a decretação da pandemia e a implantação do trabalho remoto, que mudou radicalmente a dinâmica do dia a dia profissional das pessoas, a necessidade de cuidar da saúde mental e emocional dos funcionários ganhou ainda mais relevância para as empresas preocupadas com o bem-estar de seus colaboradores. É o caso da Zurich, que está lançando mais uma iniciativa nesse sentido, através da parceria com a Mercer Marsh Benefícios e a Psicologia Viva, maior plataforma de atendimento psicológico online da América Latina.

Através da plataforma digital, a Zurich oferecerá, de maneira mais ampla, atendimento psicológico para os 1.500 funcionários da empresa no Brasil (que carinhosamente se tratam internamente como “zurichers”) – e que é extensiva aos seus dependentes. Desta forma, todos têm acesso à terapia online de forma fácil e segura, independente de onde estiverem.

O benefício tem a marca da facilidade: os colaboradores e seus dependentes podem utilizar a plataforma sem a necessidade de encaminhamento médico para agendar atendimento. São duas sessões por mês custeadas pela Zurich, mas se houver a necessidade de aumentar esse número, os funcionários podem fazê-lo através de pagamento à parte. Para os dependentes, o valor não é custeado pela empresa, mas pode ser pago diretamente ao parceiro.

O Psicologia Viva é parte de um programa maior da empresa, chamado Equilíbrio Z, que, de forma resumida, é um conjunto de ações de saúde que visam a cuidar da saúde e bem-estar dos zurichers. “A intenção é criar uma rede de apoio e atendimento para os zurichers e, também, seus dependentes. Nós sempre reconhecemos a importância de dar suporte ao funcionário em sua saúde geral. Acreditamos que Psicologia Viva ajudará na qualidade de vida”, comenta o Diretor Executivo de Recursos Humanos da Zurich no Brasil, Carlos Toledo.

Em junho, a Zurich já havia lançado o aplicativo Equilíbrio Z, que é homônimo ao programa e reúne todas as suas ações e vantagens, com o objetivo de auxiliar os funcionários da Zurich, assim como seus familiares, a integrarem gestão de saúde, bem-estar e qualidade de vida em uma só plataforma.

Com o app, funcionários, seus cônjuges e filhos maiores de 18 anos têm à disposição ferramentas como: protocolos de avaliação de sua saúde física e emocional, com questionários validados por especialistas; acesso a conteúdo personalizado, com base nas metas de saúde de cada usuário; histórico de saúde, com possibilidade de inclusão de calendário vacinal e resultados de exames já realizados; e encaminhamento ao portal das operadoras de saúde, para agendamento de consulta. Todas as informações concedidas pelo usuário são sigilosas.

Saúde e bem-estar dos funcionários é cada vez mais prioritário

No amplo espectro de ações que se enquadram na categoria de valorização dos funcionários, mantê-los bem e saudáveis em todas as esferas deve ser uma prioridade.

Para Carlos Toledo, Diretor Executivo de Recursos Humanos da Zurich no Brasil (foto), esta é mais que uma opinião pessoal; é um fato atestado por diversos especialistas mundo afora, como discutiu o documento Futuro do trabalho e, mais recentemente, “Moldando um futuro de trabalho melhor: Percepções do mercado global e local”, ambos fruto de uma parceria entre a Zurich e a Universidade de Oxford.

“Como revelaram os papers, funcionários em empresas de todo o mundo esperam que seus empregadores participem mais de seu bem-estar geral. Estes têm um grande ‘dever de cuidar’, especialmente após a Covid-19, que reestruturou o mundo do trabalho, como observaram os entrevistados para o relatório. E, por conta dos impactos da pandemia, quando precisam de apoio, as pessoas passaram a recorrer às suas empresas – e elas estão certas”, observa.

Para Carlos, os funcionários são o bem mais valioso das companhias e ele têm o direito de esperar que sejam cuidados. “Considerar as pessoas apenas como uma força de trabalho é algo do passado. O equilíbrio de vida, que considera aspectos físicos, mentais e financeiros, deve ser apoiado como um todo, e isto deve ser feito como prioridade na corporação – algo que é bom para as duas partes envolvidas: dessa forma, num ambiente de menos estresse, ambas prosperam”, conclui.

Conseguro 2021: Ministro do STJ defende a autorregulação para evitar a judicialização

conseguro 2021 CNseg

Fonte: CNseg

Os desafios impostos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao mercado de seguros foram destaques do painel “LGPD, conversa com o Judiciário”, realizado em 01/10, que teve a presença do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ricardo Villas Bôas Cueva. Participaram, ainda, deste painel da Conseguro, o evento da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg para o setor, a diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, e o diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Vinicius Brandi. A mediação foi de Glauce Carvalhal, superintendente Jurídica da CNseg. 

Glauce Carvalhal abriu o painel destacando que os desafios são imensos e que a nova lei representa uma mudança de paradigma. Para ela, a LGPD dá uma dimensão pública ao direito à privacidade e intimidade. A proteção de dados é uma dimensão da cidadania. Para o setor de seguros a proteção de dados é essencial, visto que a informação é insumo da atividade.

“Os dados são essenciais para que o segurador possa fazer uma análise adequada do risco, precificá-lo e tornar a sua atividade sustentável. Mas alertou que o setor faz distinção dos dados com vistas a correta precificarão do risco, mas não realiza discriminaçãoque é vedada pela LGDP.

Já Ricardo Cueva defendeu a importância do modelo de tutela dos direitos individuais. “A própria LGPD traz um novo conceito de incidência normativa. O seu modelo inspirador é o Regulamento Geral de Proteção de Dados da Europa. Nós continuamos a nos fundar no modelo de tutela dos direitos individuais, essenciais para que o sistema tenha força e eficácia, temas fundamentais para que alcancemos uma proteção de dados efetiva. É, também, um cuidado grande com o modelo de incidência normativo baseado na gestão de risco”.

Cueva elogiou a atuação da CNseg e sugeriu a criação de um código de conduta para o setor segurador. “A Confederação já tem um excelente guia de boas práticas, resultado de um trabalho longo, profundo e detalhado de diálogo com as empresas de seguros. Mas ainda não tem as mesmas características dos programas setoriais, como o código de conduta alemão, por exemplo”, acrescentou.

Por fim, o ministro sugeriu que a autoridade de proteção de dados e a Susep cooperem de maneira mais intensa. Uma maior proximidade contribuirá para que programas se tornem uma realidade, com caráter vinculante e sanções aplicáveis. Assim, será possível caminhar para a autorregulação, de modo que o papel do poder Judiciário, de controle da legalidade e da obediência da LGPD, seja reduzido a uma questão secundária. Isso também contribuirá para evitar a judicialização, o que implica na decisão pelos reguladores setoriais e pela autoridade de proteção de dados. Por sua vez, Glauce comentou que a possibilidade da autorregulação sempre a motivou. “Foi dado meio passo com o nosso manual. É o início do caminho, para uma autorregulação”, disse.

Segundo Vinicius Brandi, diretor da Susep, a informação é matéria prima do mercado de seguros, e é a informação que permitirá o mercado lidar com as incertezas.  Para que a relação contratual seja eficiente para a economia como um todo e com preços sejam definidos de maneira justa e compatível com os ricos do contratante, é preciso lidar com a questão da simetria informacional. “Assim, podemos conseguir um mercado com mais coberturas e acesso a um número maior de pessoas”, disse. 

Miriam Wimmer destacou que vê com bons olhos o mecanismo da elaboração de códigos de conduta e guia de boas práticas pelos setores, e parabenizou a CNseg pela elaboração de um guia de boas práticas como um primeiro esforço nesse sentido. O setor de seguros é talvez um dos campos mais complexos da aplicação da LGPD, pois, é baseado nas incertezas e avaliação de riscos para fins de precificação. Assim, Miriam propôs que o tema de seleção de riscos no setor de seguros talvez pudesse ser enquadrado em um debate mais amplo sobre personalização, preços, conteúdos personalizados, e algoritmos que oferecem possibilidade de personalização, não apenas a luz dos princípios associados a personalidade humana, como dignidade da pessoa humana, igualdade e isonomia, mas também compaginando com os princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência que também são invocados pela LGPD.

A LGPD não veda a formação de perfis, mas indica uma série mecanismos de proteção ao titular, por exemplo: revisão de decisões automatizadas, direito a explicação dos critérios e procedimentos para as decisões automatizadas observado sempre o segredo comercial e industrial.

Miriam, concluiu, alertando que “estamos em um momento singular, em que entra em vigor uma legislação nova, complexa, transversal e que gera impactos em todos os setores da economia e setores do poder público, e temos a oportunidade e o privilégio juntamente de construir juntos essas interpretações, e entender os limites e possibilidades trazidos pela LGPD quando aplicada a setores específicos e sempre levando em consideração a necessidade de interpretação harmonizada, sistemática do ordenamento jurídico reconhecendo que também existem também as normas setoriais que incidem sobre essas atividades, e assim temos um grande desafio e oportunidade de fortalecer esses diálogos institucionais”. 

O painel pode ser assistido na íntegra em https://www.youtube.com/watch?v=TGDfsFAd0EM

GP investimento compra Argo Seguros, informa o Valor

fusões aquisicoes

A GP Investimentos acaba de fechar a aquisição da Argo Seguros, uma das cinco maiores seguradoras de transportes e responsabilidade civil profissional, os famosos D&O e E&O. A companhia está pagando cerca de R$ 160 milhões pela operação brasileira, um prêmio de 33 pontos percentuais sobre o valor patrimonial da subsidiária da Argo. Leia o texto completo do Pipeline, site de negócios, do Valor Econômico.

Susep inicia consulta pública sobre funcionamento das Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro no âmbito do Open Insurance

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) iniciou consulta pública para tratar do credenciamento e funcionamento das Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS) no âmbito do Sistema de Seguros Aberto, o Open Insurance. O objetivo da consulta pública, que permanece aberta até o final do mês, é ampliar as possibilidades de participação da sociedade e do mercado na estruturação dos modelos de atuação dentro do Open Insurance.  

No modelo proposto, as seguradoras poderão exercer algumas atividades oferecidas pela SISS e também constituir empresa tendo como propósito específico o exercício dessas atividades de iniciação de serviços. Os corretores e corretoras de seguros também poderão constituir ou se transformar em iniciadoras, na medida em que atendam aos requisitos de capital e segurança cibernética, entre outros estabelecidos na resolução. 

Em complementação à Resolução CNSP nº 415, de 2021, a minuta colocada em consulta pública indica que as Sociedades Iniciadoras, como participantes de forma obrigatória no Open Insurance, devem ser credenciadas pela Susep e constituídas sob a forma de sociedade anônima. Adicionalmente, deverão ter a prestação de serviço de iniciação de movimentação no Open Insurance como objeto social exclusivo ou ser uma instituição iniciadora de transação de pagamento devidamente autorizada, nos termos da regulamentação do Open Banking.   

A proposta considera ainda que o chamado serviço de iniciação de movimentação é destinado à experiência do cliente e deve ser ordenado pelo cliente. Isso inclui a iniciação de procedimentos relacionados à contratação de seguro, de plano de previdência complementar aberta ou de título de capitalização, endosso, resgate ou portabilidade de plano de previdência ou de capitalização, pagamento de sorteio, aviso de sinistro, entre outros. 

“As SISS funcionarão como elemento adicional a contribuir para a expansão e ganho de eficiência do mercado de seguros. As SISS também acrescentarão conveniência e valor à experiência do consumidor de seguros, a partir do conhecimento de seus dados históricos. Tudo baseado no emprego intensivo de tecnologia, inovação e, claro, no conhecimento circunstanciado – e consentido –  de seus dados”, explica o Diretor da Susep, Vinícius Brandi.   

As Sociedades Iniciadoras deverão ter requisitos financeiros como um patrimônio líquido superior a um milhão de reais, seguir regras de governança, de sigilo de dados e informações, além de segurança cibernética, semelhantes às exigidas para as sociedades seguradoras e atreladas à Lei Geral de Proteção de Dados, assim como, cumprir exigências específicas de conduta quanto ao relacionamento com os clientes.   

A norma estabelece sanções e penalidades para hipóteses de descumprimento das regras do Open Insurance pelas Sociedades Iniciadoras, com a previsão de multas que podem chegar a R$ 600.000,00 por infração.  

A superintendente da Susep, Solange Vieira, acredita que as mudanças trarão grandes vantagens aos diversos atores do mercado: seguradoras, corretores e consumidor. “A SISS aparece no ambiente Open como um prestador de serviço que, há muito, vem sendo utilizado pelo mercado de seguros – as Insurtechs. A grande diferença é que a SISS é obrigada a operar em um ambiente “aberto” e interligar todos os atores, sem restrições ou escolhas”, explica.  

No ambiente Open todas as seguradoras que desejarem poderão apresentar seus preços a partir das informações autorizadas pelo cliente, as quais poderão contar com dados trazidos da plataforma integrada do Open Finance

Open Insurance 

Open Insurance consiste basicamente em um ambiente que possibilita o compartilhamento padronizado de dados e serviços por meio de abertura e integração de sistemas. A operacionalização deste compartilhamento é atingida por meio do estabelecimento de padrões tecnológicos. O compartilhamento tem como objetivo ser totalmente voltado para atender os interesses do consumidor de forma segura, ágil, precisa, transparente e conveniente, respeitando a privacidade dos dados e, acima de tudo, a vontade expressa e inequívoca do cliente.  

Sua estruturação veio concomitante aos avanços do Open Banking e espera-se que até o final de 2022 o Open Banking e o Open Insurance se integrem em um modelo de Open Finance, propiciando ao consumidor condições mais favoráveis de inclusão social, através do maior acesso aos produtos financeiros disponíveis no mercado, sejam eles bancários ou de seguro.  

Cabe destacar que um dos grandes objetivos do Open Finance no país é a promoção da cidadania financeira, por meio da ampliação do alcance de serviços financeiros e securitários, atingindo o maior número possível de pessoas, e desta forma impulsionando o desenvolvimento social do país.  “É importante lembrar que seguro é proteção e queremos que todos os cidadãos possam ter seu seguro.”, destaca Solange Vieira. 

Susep autoriza corretora Gallagher Brasil a operar a partir de outubro

rodrigo protasio

A Gallagher, terceira maior corretor de seguros Global e de capital aberto, recebeu autoização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para operar no Brasil. “Estamos muito felizes de comemorar a chegada da Gallagher (www.ajg.com) ao Brasil. Recebemos nosso registro na Susep e vamos começar a operar em outubro, já contratando os primeiros 30 colaboradores”, afirmou o CEO Rodrigo Protasio em sua página no LinkedIn.

“Estamos motivados. Vamos ser uma #tecnologia empresa no Brasil que vai focar nas áreas de seguros, gerenciamento de riscos e benefícios, trazendo tecnologia, inovação, e uma proposta diferente para as empresas e segurados brasileiros”, afirmou empresário que liderava uma das corretoras mais ativa no segmento de petróleo e gás, a JLT, durante 2008 a 2018, quando foi adquirida pela número 1 do mundo, a Marsh.

Em agosto deste ano, a Arthur J. Gallagher & Co. anunciou um acordo para adquirir as operações de corretagem de resseguro da Willis Towers Watson plc. Espera-se que a transação seja concluída durante o quarto trimestre de 2021. “Ampliar nossas ofertas de corretagem de resseguro tem sido um objetivo estratégico na Gallagher a aquisição aumentará significativamente nossa proposta de valor global”, disse J. Patrick Gallagher, Jr., Presidente, presidente e CEO, no dia do anuncio feito ao mercado.

“Ficamos muito impressionados com os profissionais de resseguro Willis Towers Watson que conhecemos durante nossa diligência inicial e acreditamos fortemente que uma combinação aumentará significativamente nossas ofertas para clientes e clientes em potencial. Estou ansioso para dar as boas-vindas aos 2.200 novos colegas que se juntarão a nós como parte desta transação à nossa crescente família de profissionais Gallagher.”

O anuncio foi feito menos de um mes depois da Aon e Willis desistirem da fusão avaliada em US$ 30 bilhões, em julho, e que havia sido anunciada em 9 de marco de 2020.

Werner Romera Süffert deixa cargo de CFO no IRB Brasil RE

Werner Romera Süffert

Werner Romera Süffert, CFO do IRB Brasil RE, deixa o cargo por motivos pessoais a partir do dia 31 de outubro, informa fato relevante divulgado pelo ressegurador. Ele foi eleito pelo Conselho de Administração em 4 de março de 2020, quando houve afastamento do corpo diretivo por fraudes contábeis. Sua saída se dá após concluir o enquadramento regulatório e colaborar, de forma decisiva, com a reestruturação (turnaround) executada no último ano na companhia.

Segundo o comunicado, a pedido da companhia, o executivo colaborará na busca e seleção de seu substituto, bem como fará a transição para seu sucessor de forma a garantir a continuidade.

No último dia 17, o Conselho de Administração definiu o novo CEO da empresa, Raphael Afonso Godinho de Carvalho, que assumiu o cargo no dia 1º de outubro.

SulAmérica conclui aquisição de carteira de clientes da Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa, no PR

sulamerica

Fonte: SulAmérica

O Grupo SulAmérica assumiu nesta sexta-feira, dia 1º de outubro, por meio da controladora Paraná Clínicas, a carteira de clientes da Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa (PR), adicionando aproximadamente 25 mil vidas à base de beneficiários da Paraná Clínicas. A operação, anunciada em março de 2021, foi aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

“A SulAmérica vem investindo em uma forte expansão por todo o país e a conclusão desta transação com a Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa reforça ainda mais nossa presença no Sul do Brasil, mercado com importante potencial de crescimento”, afirma Raquel Giglio, vice-presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica. “Somos referência em planos empresariais no Paraná pela velocidade com que conseguimos nos adaptar aos novos momentos e estamos sempre atentos à movimentação de mercado”, aponta Juliano Tomazela, diretor de Pricing, Estratégia e Produtos de Saúde e Odonto da SulAmérica. 

“Os planos empresariais no Brasil estão em expansão. Somente nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 4%. Isso demonstra que a Paraná Clínicas, com mais de 90 mil vidas em sua carteira, junto com o grupo SulAmérica, estão no caminho certo. Estamos acompanhando a evolução do mercado ao alinharmos essas estratégias, para que assim, possamos continuar a crescer e oferecer uma gestão de planos de saúde de forma verticalizada, moderna e principalmente humanizada”, ressaltou o diretor da Paraná Clínicas, Dr. Carlos Mortean. 

A Paraná Clínicas, quinta maior operadora de planos de saúde do Paraná, foi comprada pela SulAmérica em setembro de 2020. Fazem parte do modelo de negócio da operadora centros clínicos e um hospital-dia. Em fevereiro de 2021, passou a atender em sua rede própria os segurados SulAmérica em Curitiba e Região Metropolitana e anunciou, ainda, o lançamento de um novo Centro Integrado de Medicina (CIM) em São José dos Pinhais (PR). Com a aquisição da carteira da Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa, passará a gerenciar mais de 100 mil beneficiários em todo o Estado. 

Conseguro 2021: Brasil é o primeiro país do mundo a regulamentar o Open Insurance

Conseguro CNseg 2021

Fonte: CNseg

open insurance é visto com bons olhos pelos seguradores, uma vez que tem o objetivo de aumentar a inclusão securitária. No entanto, ainda precisa ser bem debatido, devido ao fato de o Brasil ser o primeiro país do mundo a criar a regulação desse mercado de seguros aberto. Esta foi a tônica da discussão do painel “Open Insurance – Desafios da implementação”, realizado hoje na Conseguro 2021. 

Participaram do painel, moderado por Alexandre Leal, diretor-executivo da CNseg, os palestrantes Chen Wei Chi, sócio de Transformação Digital e Inovação para Serviços Financeiros da EY; Leonardo Brasil, chefe de Departamento de Tecnologia da Informação da Superintendência de Seguros Privados (Susep); Thiago Barata, coordenador de Projetos do Open Insurance da Susep. Entre os debatedores, os conselheiros da estrutura inicial responsável pela governança de implementação do Open Insurance: Danilo Silveira, Diretor Executivo da FenSeg; João Batista Mendes Angelo, presidente da Comissão de Produto por Sobrevivência da FenaPrevi e diretor de Produtos da Zurich Santander; Marcio Coutinho Teixeira de Carvalho, diretor da Capemisa Capitalização; e Rodrigo Ventura, fundador e presidente do Conselho da 88i Seguradora Digital.

Alexandre Leal abriu o debate afirmando que a implementação do open insurance é um grande desafio e, por isso, requer muitas discussões e discernimento. Mas sua implementação também traz grandes oportunidades. Na opinião dele, a governança está entre as principais preocupações, assim como a proteção de dados dos clientes. 

Outro ponto relevante do debate foi a participação do corretor nesse processo. Todos os participantes avaliaram que o corretor, que é uma figura central na distribuição dos produtos, por atuar como conselheiro financeiro do cliente, terá grandes oportunidades com o crescimento do mercado. “Tanto que colocamos em audiência publica a criação da figura da Sociedade Iniciadora de Serviços de Seguros (Siss). A idéia é que qualquer que seja o intermediário esteja dentro deste conceito, seja fintech, insurtech ou varejista”, explicou Thiago Barata, da Susep. Segundo ele, a normativa pretendida se aproxima do que é criado pelo open banking, com as iniciadoras de pagamentos”.

Barata reforçou que o open insurance significa criar o ambiente para que consumidores e seguradoras acessem e compartilhem dados, de forma segura e conveniente. Estes dados serão usados para desenvolver produtos e serviços inovadores para o consumidor de seguro e de previdência, além de integrá-lo ao open banking. “Trata-se de um processo inevitável. Acontece no mundo todo e em todos os segmentos da economia. Nos baseamos em experiências de outros países, como Inglaterra, China, Estados Unidos, México. Temos trabalhado próximo ao Banco Central, buscando alinhamento com o open banking, disse. 

Leonardo Brasil lembrou que o open insurance é uma iniciativa inovadora, que apresenta  grandes desafios. Um deles é a conectividade, uma vez que existem hoje diferentes ambientes tecnológicos nas empresas. “Como isso vai ser padronizado, para que as conexões sejam feitas de forma moderna, rápida e segura, certamente é um desafio, bem como construir as plataformas que criarão um ecossistema com outros players. Como fazer esta integração é um dos pontos que vai exigir mais atenção de todos. 

Brasil afirmou que o open banking exige altos padrões de segurança do sistema bancário, o que deverá ocorrer também no setor de seguros. Outro desafio é como mostrar ao consumidor as vantagens deste sistema. Neste aspecto, completou, o corretor será um importante aliado, que pode atuar de forma consultiva. Assim, em vez de atropelados pela onda, poderemos surfá-la, afirmou.

Brasil é pioneiro em open insurance

Segundo Chen Wei Chi, o Brasil é pioneiro na implementação do open insurance. “Trata-se do primeiro modelo regulado em open insurance no mundo. O fato é que estamos todos olhando paraopen banking, o que significa que não precisamos recriar a roda”, afirmou. Para ele, como o open banking já está acontecendo, será possível usar esta experiência para evitar problemas no open insurance

Chen Wei Chi comparou o atual momento aos anos 1990, quando surgiu a internet. Segundo ele, ainda não sabemos as dificuldades, mas temos certeza de que em alguns anos teremos um novo mercado, com o cliente no centro da estratégia de todos, o que muda a forma de distribuição, os produtos e serviços, além do entendimento do cliente. 

Para Danilo Silveira, o atual cenário exige humildade de todos. “Precisamos ter a grandeza de corrigir equívocos rapidamente. Avançar e recuar de forma competente e rápida”, disse. Segundo ele, o cronograma é muito apertado, mas as seguradoras terão que atentar para diversos aspectos, como o da concorrência, por exemplo. “Temos que pensar em servir os que já consomem seguros e também em trazer novos consumidores para este modelo de negócios, que não tem regras definitivas, para podermos torná-lo mais adequado para todos os participantes desta cadeia”, disse.

A expectativa de João Batista Mendes Angelo é de que os principais atores deste mercado sejam relevantes na construção da regulamentação. “Desejamos que toda esta inserção e criação de ambiente novo se faça somando atores e garantido a preservação daqueles que trouxeram as operações de seguros ao estágio que estão hoje”, pontuou. Para ele, existe uma certa preocupação sobre como garantir a integração dos corretores a este processo de open insurance

Como inserir pessoas de menor renda, pouco educadas financeiramente, é um dos principais desafios, na visão de Marcio Coutinho Teixeira de Carvalho. “Como o consumidor, num país tão diverso como o Brasil, vai aderir a esta estrutura? Todos nós queremos a multiplicação do setor, mas temos outros desafios como colocar o produto na mão do consumidor. Temos condições de fazer umbenchmarking com produtos e estrutura, mas não com o comportamento dos consumidores, que diferem de acordo com cada região do país”, disse.

Já Rodrigo Ventura afirmou que vislumbra um cenário de grande crescimento do setor de seguros nos próximos anos. “Temos uma oportunidade fabulosa, um oceano azul, em que pessoas das classes C e D, estão à margem do mercado segurador”, disse. Na opinião dele o Brasil tem muito para crescer.

De acordo com Ventura, na China, em 2006, o setor segurador equivalia a um terço do mercado brasileiro. Hoje, é três vezes o tamanho do setor no Brasil. Esse crescimento exponencial se deu através do digital. “A explosão aconteceu por meio de diversos ecossistemas, impulsionados pelo governo. Acredito que isso vai acontecer aqui no Brasil. Somamos sinergias e avançamos juntos. Estamos num momento de transformação”, disse.

Ventura lembrou que, com o surgimento da internet, todos diziam que os Correios iriam acabar, mas o negócio de entregas se transformou em e-commerce. “O corretor vai morrer? Claro que não. Há muitas oportunidades, como se transformar em influenciador digital”, disse. A internet também muda a experiência do cliente e torna o mercado muito mais inclusivo. “As fintechs criaram acesso a serviços financeiros para uma grande parcela da população. E o mesmo vai acontecer em seguros”, completou.

Conseguro 2021: Segurança jurídica é necessária para afastar risco Brasil

Conseguro 2021 CNseg

Fonte: CNseg

Os investidores do mundo todo buscam, hoje, na segurança jurídica que cada país oferece, uma direção para a alocação de seus recursos, afirmou o Ministro Luiz Fux, Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante o painel “Segurança Jurídica nos Tempos Atuais”, na Conseguro 2021, que teve o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, como anfitrião.

De acordo com Fux, o país que não oferece segurança jurídica é alijado do business por falta de previsibilidade. Para ele, segurança jurídica é sinônimo de previsibilidade, essencial para afastar o risco Brasil. “O investidor estrangeiro procura saber o que vai acontecer se surgir um litígio”, pontuou.

Destacando que, o cidadão, no estado de direito, não pode ser surpreendido por mudanças retroativas, o ministro citou a nova lei relativa aos planos de seguro-saúde. A legislação não pode retroagir, atingindo direitos já adquiridos: “foi assim quando surgiu a nova lei de seguro saúde. O STF estabeleceu que não poderia ser aplicada aos contratos elaborados sob a lei revogada”, lembrou.

Fux afirmou que vivemos hoje, dentro do estado de direito, uma situação de exceção, devido ao flagelo da pandemia, aproveitando para manifestar solidariedade às vítimas. “Não são nomes, não são números, são pais, avós, filhos. Todos nós sofremos com isso”, afirmou.

O magistrado disse que as regras jurídicas são estabelecidas para momentos de normalidade”, citando a lei da liberdade econômica, que permite que as partes rompam os acordos esta estabelecidos quando as obrigações se tornam muito onerosas. No entanto, acrescentou, em situações excepcionais temporáriascomo o Brasil vive os pactos podem ser flexibilizados. Como exemplo, citou a redução da carga horária semanal e a redução de salários. O acordo foi autorizado pelo STF, sem a interferência dos sindicatos, para preservar empregos e evitar o fechamento de empresas. “O Direito Brasileiro procura o cumprimento dos pactos, mas não há como não conviver com a cláusula da imprevisão”, afirmou.

Fux destacou que a “litigância desenfreada” gera preocupação no campo da segurança jurídica. “Ninguém aguenta uma eternidade para a resolução de seu processo. Todo processo deve ter uma duração razoável porque a Constituição estabeleceu como direito fundamental esse prazo razoável”, explicou. A segurança jurídica é previsibilidade e uma questão de justiça, natural ao estado de direito, concluiu Fux.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, mencionou no início do painel o desafio que a pandemia trouxe para a sociedade. “Diante dessa crise sem precedentes, foram impostos obstáculos à normalização da vida de todos os brasileiros, exigindo medidas públicas para compatibilizar interesses econômicos e os direitos sociais”, destacou.