Zul+, insurtech 180° e Tokio Marine se unem para lançar seguro intermitente

O Zul+, app que viabiliza pagamento e compra de créditos de estacionamento rotativo e de diversos outros serviços automotivos, em parceria com a insurtech 180° Seguros lançam o seguro com cobertura intermitente, segundo release divulgado. Com contratação 100% digital e para uso imediato, o Seguro Zul+ é garantido pela Tokio Marine Seguradora e inclui cobertura de roubo ou furto de itens como smartphones, carteira, óculos e cosméticos, por exemplo, ao custo de R﹩ 0,49 por hora, garantindo indenização máxima de R﹩1 mil.

Disponível, primeiramente, para o público de Curitiba, o Seguro Zul+ é ativado somente no período em que o carro estiver estacionado na área do EstaR (Estacionamento Regulamentado) protegendo, imediatamente, os pertences deixados no veículo. “Conseguimos enxergar uma oportunidade e um formato inexplorado que tinha tudo a ver com o que o Zul gostaria de ofertar para seus clientes. A partir daí, desenvolvemos esse seguro intermitente que, na prática, pode ser ‘ligado e desligado’ pelo usuário, sendo cobrado e validado apenas quando o carro estiver precisando, de fato, de proteção”, explica o CEO e sócio fundador da 180° Seguros, Mauro Levi D’Ancona. 

O que pensa o Sonho Seguro: o valor de indenização máxima é baixo se considerado o custo de um smartphone ou de um óculos de grau. Ainda mais se for multifocal. Se o carro esta em um estacionamento, este é responsável pelo roubo/furto ocorrido. As empresas poderiam melhorar este produto para que ele realmente atenda a expectativa do consumidor.

Parceria com a Órama Investimentos amplia as pontuações no PRA Super Campeões

PRA SulAmerica Barcelona

Fonte: SulAmérica

Em parceria com a Órama Investimentos, a SulAmérica trouxe novas formas para aumentar a pontuação e o crescimento dos corretores participantes do PRA Super Campeões. Serão somados 10 pontos ao corretor que indicar a plataforma para abertura de novas contas na Órama, e mais três pontos a cada R$1.000,00 aplicados nela. Além disso, se o corretor tiver feito o treinamento de consultores IndicaSAS, receberá mais 50 pontos. 

A Órama foi uma das empresas pioneiras a oferecer investimento digital no Brasil e foi premiada pela Amazon Web Services como uma das empresas mais inovadoras em serviços financeiros. Na área financeira, a SulAmérica detém 25% da Órama, plataforma digital de investimentos.  

O PRA Super Campeões tem vigência do primeiro ao último dia útil de 2021 e terá duas rodadas. A etapa intermediária irá considerar a pontuação de janeiro até o último dia útil de setembro e sorteará carros 0 km entre os melhores colocados de cada região. Já a rodada final soma os resultados de todo o ano e premia os corretores que obtiveram as melhores pontuações com a viagem para Barcelona. 

Pra Super Campões 2021 – Uma das principais novidades da edição deste ano é o aumento no número de premiações: de seis para 11 carros 0km, e de 52 para 87 premiados na viagem internacional. Os corretores irão competir de acordo com porte e região do país. O PRA Super Campeões 2021 traz, ainda, uma nova premiação para reconhecimento das assessorias de seguros, com direito a cinco vagas na viagem internacional. 

O regulamento completo da campanha, com todos os detalhes sobre elegibilidade, pontuação e prêmios, já está disponível no site: portal.sulamericaseguros.com.br/pracorretor/  

Conseguro 2021: Seguradoras têm potencial estratégico na certificação de riscos ASG

conseguro 2021

Fonte: CNseg

Há uma oportunidade se abrindo para o setor se seguros na transição para uma economia de baixo carbono, afirmou nesta tarde o economista e ecologista Sergio Besserman, coordenador Estratégico do Climate Reality Project no Brasil e curador de Clima e Sustentabilidade do Museu do Amanhã. Besserman foi um dos palestrantes do painel “Integrações das questões ASG nas operações do setor de seguros”, da Conseguro 2021, evento da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg para todo o setor de seguros.

“O conhecimento para o seu próprio negócio torna as seguradoras stakeholders estratégicos para todo o processo. Empresas certificadas pelas seguradoras sobre riscos climáticos podem ter diferenciais na hora de fazer um IPO, por exemplo”. Besserman destacou ainda que, se para outros países a atenção às questões ASG representam custos, para o Brasil, significa oportunidade. “O Brasil é o único país do mundo que, caso a economia global vá realmente para o baixo carbono, ganhará inserção e competitividade”, avaliou.

Para Fátima Lima, presidente da Comissão de Integração ASG–CIASG e diretora de Sustentabilidade da MAPFRE, o setor precisa estar preparado para entender que as questões socioambientais e corporativas podem ser vistas como riscos, mas também devem ser consideradas oportunidades de negócio e diferencial competitivo.

“Nosso dever de casa é entender como essas questões podem ser integradas nos processos de análises e subscrição de risco, regulação de sinistros e salvados e na inovação para criar oportunidades ASG”. Fatima comentou ainda um estudo sobre o tema. “No final de 2020, o Loyds of London publicou o primeiro relatório ASG, no sentido de restringir a cobertura de seguros para setores com ASG crítico. Essas questões fazem parte do posicionamento já adotado por grandes empresas de seguros no âmbito global”. 

O diretor da SUSEP, Vinicius Brandi, disse que o regulador tem papel essencial nesse processo. “Temos um arcabouço mais geral que define as diretrizes e os princípios para os sistemas de controles internos e estruturas de gestão de riscos das empresas. A ideia é que a regulamentação acabe se comunicando com essas regras gerais”, afirmou.

Brandi acrescentou que a SUSEP tem tentado eliminar regras para se aproximar da realidade das empresas. “Optamos por regras proporcionais, fugindo da armadilha do ‘one size fits all’. Sabemos que o mercado tem várias iniciativas. O papel do regulador é identificar as melhores práticas e nivelar a atuação do setor e encaixar a sustentabilidade na estrutura macro de governança”, explicou.

Na avaliação de Samya Paiva – Membro da Comissão de Gestão de Risco da CNseg e Diretora de Risk Management da Zurich Brasil Seguros, é esperado das empresas posicionamento e medições dos riscos climáticos no portfolio. “As questões ASG estão presentes na cadeia como um todo. Como está o meu cliente? E o meu parceiro de negócios? A empresa não pode olhar os impactos climáticos no seu balanço, sem se preocupar com o do cliente ou do parceiro. Por isso, o setor financeiro tem um papel estratégico e precisa se posicionar de forma clara, para poder cobrar metas, métricas claras, reportadas de maneira consistente”.

Samya avalia que um fator-chave para o setor desenvolver boas práticas de sucesso é a colaboração entre as seguradoras e, internamente, entre as diversas seções de uma empresa. “É necessária uma excelente governança entre as várias áreas que participam do processo de sustentabilidade. Seja a área de varejo, comercial, operações, finanças, risco, responsabilidade social-corporativa, eventualmente o RH. Este assunto é estratégico do board”. 

 Relatório de Sustentabilidade

A moderadora do painel, Solange Beatriz Palheiro Mendes, diretora-executiva da CNseg, destacou que o mercado segurador brasileiro é apontado como uma liderança em sustentabilidade. “O Brasil é o País com o maior número de signatários nos princípios para sustentabilidade em seguros – o PSI – constituído pela ONU para ser uma referência mundial ao mercado segurador”.   Solange citou ainda alguns dados sobre as práticas ASG no setor:

• 65% das empresas já treinam seus analistas e gestores em ASG;

• 45% oferecem treinamentos periódicos sobre o tema para suas lideranças;

• 20% incluem na meta de desempenho da alta liderança questões ASG;

• 85% consideram essas questões na homologação e contratação de fornecedores e prestadores de serviços. 

Solange encerrou o painel anunciando que o Relatório de Sustentabilidade 2020, da CNseg, editado anualmente, reunindo indicadores e métricas do setor, estava sendo lançado no evento. 

Para assistir ao painel na íntegra, clicar em https://www.youtube.com/watch?v=HW_CQipIt74

Conseguro 2021: Regulador e regulados defendem normas de investimentos mais flexíveis

Fonte: CNseg

O tema da flexibilização da norma de investimentos interessa bastante a todas as seguradoras, não só no sentido de dar mais liberdade para os investimentos, mas também por permitir, no longo prazo, o crescimento do mercado através de uma melhor compatibilização dos passivos com os ativos, afirmou o diretor de investimentos da XP Vida e Previdência, Amâncio Paladino, moderador do painel da Conseguro 2021 sobre Flexibilização da Norma de Investimentos, realizado na tarde de 28 de setembro.  

O painel teve início com a apresentação do sócio da EY, Marcelo Lustosa, sobre a análise elaborada pela consultoria, contratada pela CNseg, FenSeg, FenaPrevi e FenaCap, com vistas à flexibilização das normas de investimento das seguradoras, EAPCs, empresas de capitalização e resseguradores locais, baseada em benchmark internacional. Segundo ele, atualmente, no Brasil, as seguradoras possuem mais de R$ 1 trilhão em investimentos, acomodados, basicamente, em dois tipos de carteira: a de acumulação e a de risco. A primeira representa 80% do montante dos ativos e tem a função de lastrear os depósitos em contratos de previdência PGBL e VGBL na fase de acumulação. Já a segunda carteira visa lastrear as obrigações das seguradoras com base nos riscos assumidos. 

É natural, disse ele, que a regulação se preocupe com a alocação desses investimentos a fim de que possam fornecer a segurança necessária para honrar os compromissos assumidos junto aos segurados. Entretanto, como a Resolução CMN 4444/2015 é bastante prescritiva, ela acaba impactando os custos de operacionalização dos investimentos e tendo dificuldade para acompanhar a evolução do mercado, que é bastante dinâmica, razão pela qual a norma já teve que sofrer algumas atualizações desde que foi publicada.  

A pesquisa da EY para avaliar as regras de investimento de outros países buscou identificar se são mais baseadas em permissões e proibições, ou seja, mais prescritivas, ou se são regras mais baseadas em princípios. Como resultado, constatou-se que, com uma exceção, como Chile, a maioria possui normas baseadas em princípios, tanto para as carteiras de acumulação, como para as de riscos. E mesmo os países que adotam alguns limites para as regras de investimento, o fazem de uma forma muito mais simplificada que no Brasil e, preponderantemente, na carteira de riscos.  

A proposta da EY para flexibilização das normas de investimento que está em discussão é a de um modelo híbrido, com abordagem baseada em princípios, somada a um conjunto de regras simplificadas de limite. Os princípios seriam o da pessoa prudente, da liberdade de investimentos e o da localização de ativos. Já os limites seriam simplificados por modalidade e contraparte, por carteira, mas sem jamais deixar de observar os princípios.  

Segundo Marcelo, os benefícios esperados com a flexibilização são uma gestão de ativos e passivos mais eficientes, o aumento da competitividade do setor e a redução dos custos operacionais, entre outros.  

O coordenador Geral da Coordenação Geral de Regulação Prudencial da SUSEP, César Neves, afirmou que a existência de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) determinando diretrizes para a aplicação dos recursos garantidores das provisões técnicas é em função do Decreto Lei 73/1966, ainda em vigor, que determina que as provisões técnicas das supervisionadas sejam realizadas de acordo com as diretrizes do CMN.  

Segundo César, a Susep entende a necessidade de simplificação das regras de investimento, tornando-as menos prescritivas e mais principiológicas, de modo a estimular a concorrência e reduzir os custos operacionais, mas sem deixar de lado a observação da manutenção da solvência.   

Complementando o representante da Susep, o presidente da Comissão de Investimentos da CNseg e diretor de Planejamento e Investimento da HDI Seguros, Roberto Takatsu, afirmou que a grande dificuldade de uma norma prescritiva é conseguir atender às necessidades de investimento de diferentes seguradoras, com seus diferentes tipos de passivo. Passivos, estes, que refletem os produtos comercializados por cada seguradora. Para ele, apesar da grande preocupação da Susep com a solvência, essa preocupação é ainda mais forte entre os acionistas das seguradoras, razão pela qual as áreas de gestão de risco dessas empresas são altamente profissionalizadas. 

Na busca por formas mais eficientes de alocação de investimentos, Roberto defende o aumento da possibilidade de aplicações no exterior, algo particularmente interessante em tempos de dólar alto e taxas de juros baixas no Brasil.   

O presidente da Comissão de Investimentos da FenaPrevi e diretor da Bradesco Seguros, Vinicius Cruz, por sua vez, afirmou que a própria Resolução CMN 4.444, em um cenário de juros baixos, já permitiu um importante avanço do mercado em relação aos planos de acumulação, indo além dos investimentos em renda fixa e possibilitando um retorno satisfatório para os participantes. Com a revisão da norma, afirmou, a expectativa é de que se consiga gerar um empoderamento ainda maior do consumidor, permitindo que este, por meio de uma boa assessoria, possa tomar melhores decisões em relação aos seus produtos de acumulação, levando em consideração o seu horizonte de investimento e sua tolerância a riscos. 

Quando questionado sobre como é feita a regulação nos países que adotam normas de investimento mais principiológicas, Marcelo Lustosa, da EY, afirmou que, apesar de não haver uma abordagem única, todas elas acabam convergindo para o mesmo propósito, que é o do regulador conseguir identificar que as seguradoras estão realizando o que está definido nas suas políticas de investimentos.   

O moderador Amâncio Paladino também perguntou ao coordenador da Susep quando teríamos, de fato, uma nova norma sobre investimentos. Na opinião de César Neves, isso pode acontecer entre o final de 2022 e início de 2023, apesar de esclarecer que a Superintendência não tem competência para alterar a Resolução do CMN, podendo apenas sugerir a alteração à Secretaria de Política Econômica. Entretanto, ele afirmou que considera que o regulador já possui um ambiente regulatório e, as seguradoras, um ambiente operacional, que viabiliza uma norma mais principiológica. 

Link para a gravação: https://youtu.be/vEP5JYWYnAE

Conseguro 2021: Aposentadoria de servidores estaduais e municipais deve ampliar mercado de previdência

conseguro 2021

O setor de previdência complementar do país deve dar mais um salto de crescimento com os fundos de aposentadoria para servidores de estados e municípios que possuem regimes próprios de previdência, ou seja, não contratam pela CLT. O prazo para criação desses fundos vai até 13 de novembro deste ano e apenas 24 dos 369 entes federativos sujeitos à obrigação já implementaram fundos.

Os números foram apresentados pelo subsecretário da Previdência Complementar do Ministério do Trabalho e Previdência, Paulo Valle, durante a Conseguro 2021, o evento bianual da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) para o setor. A previdência complementar para servidores está prevista na Emenda Constitucional 103 (reforma da previdência de 2019) e atingiria potencialmente 2155 entes da federação, entre estados e municípios.

“Desse total, 369 possuem mais de 100 servidores com salário superior ao teto do INSS (que precisaram da aposentaria complementar). Isso indica cerca 1,2 milhão de pessoas que entrariam no regime de previdência complementar e uma arrecadação adicional de 13,7 bilhões por ano”, diz Valle.

Além desse contingente, ele também cita as mudanças na demografia, como o aumento da expectativa de vida e redução das taxas de natalidade e as transformações no mercado de trabalho, com crescimento do número de profissionais autônomos, como fatores a impulsionar a expansão do mercado, que hoje já equivale a 30% do PIB do país. “Nossa visão é crescimento. Hoje são quase 17 milhões de pessoas no regime de previdência complementar. Mas temos potencial para chegar a 25 a 30 milhões de pessoas até 2035.  É fato que previdência social vai ter seu limite e vai passar por novas reformas nos próximos anos “, afirma o subsecretário.

Para Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi e diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência e da Bradesco Capitalização, a expansão do mercado mostra uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro. Os números, afirmou, “apontam para resiliência do mercado e, também, revelam que está em curso uma mudança do comportamento do brasileiro em relação à sua visão sobre a necessidade de planejamento para o futuro e a proteção da família”.

Moderador do painel, Nasser faz um breve balanço do setor nos últimos anos, quando viveu grandes transformações, aceleradas ainda mais pela pandemia, responsável pela aceleração das transações e atendimentos em meio digitais e digitalização de processos, entre outras consequências. Nasser informou que, entre abril de 2020 e agosto de 2021, o setor pagou mais 4,6 bilhões de reais em sinistros decorrentes de Covid. “A pandemia revelou para a sociedade a importância do segmento de previdência complementar na rede de proteção social do país e para a economia “, complementou.

Sobre a questão do planejamento de longo prazo, o subsecretário Paulo Valle destaca que é preciso aumentar a conscientização das pessoas para necessidade de fazer seu próprio planejamento financeiro e recorrer à previdência complementar para manter o poder de compra que tinham antes da aposentadoria. E enfatiza a importância da educação financeira neste cenário em que cada um terá que se responsabilizar individualmente pela sua aposentadoria. “A aposentadoria complementar terá que ser adotada desde o primeiro emprego “, diz.

Seguros de vida

A educação financeira e planejamento pessoal também estão no radar dos seguros de vida, segmento que registrou crescimento de 15% em 2021, em relação a 2020, mas que ainda tem um grande potencial de expansão. 

Isso porque, somando-se as apólices corporativas, contratadas pelas empresas para seus funcionários, e as adquiridas individualmente, apenas 15% da população brasileira conta com o serviço. É uma taxa considerada muito tímida, principalmente quando comparadas a países semelhantes.

“Quando falamos em 15% de cobertura é ainda um número muito baixo. Daí a importância de compartilharmos conhecimento para que todos juntos consigamos avançar com a indústria de seguros no país” diz David Legher, diretor Estatutário da FenaPrevi e presidente da Prudential do Brasil.

Segundo Legher, a pandemia da Covid-19 mostrou para a sociedade a importância do segmento de seguros de vida como forma de proteção social, conscientizou as pessoas da importância do seguro e, também, fez as seguradoras darem mais atenção ao produto. Tanto que as vendas de seguros de vida individuais, diz, aumentaram cerca de 25%. “Já não estamos falando mais de um seguro tradicional de morte, mas de um produto que atende várias necessidades, seja um afastamento por doença ou invalidez. O que temos visto é que a chegada de um produto novo não canibaliza o produto anterior, mas complementa e atende às necessidades dos clientes”.

Legher citou dados de uma pesquisa que mostra os próprios consumidores começando a ver o seguro de vida como um instrumento de proteção financeira que pode proteger a educação dos filhos, garantir renda em caso de um acidente pessoal, uma doença ou até gravidez. O mesmo levantamento indicou que a principal causa para as pessoas não comprarem o seguro de vida é nunca terem recebido uma oferta para adquirir o produto. “Quando o produto é oferecido, a taxa de conversão é de 60%, taxa bastante alta.  As pessoas querem o serviço, mas nunca foi oferecido a elas”.

Por isso, diz ele, a chave para aumentar a presença do seguro de vida entre as famílias brasileiras é disseminar informações sobre o produto, sobretudo por meio de educação financeira. Mas as companhias seguradoras também têm seu dever de casa. “É preciso um compromisso das empresas de ter um portfólio que cubra as necessidades do cliente. Vendendo o produto certo para o momento certo do cliente, produtos diferenciados, que acompanhem a realidade do país”.

Grandes números do setor de previdência no Brasil

·  Previdência Social

·  BPC – Benefício de Prestação Continuada – (idosos de baixa renda)

·  Total de beneficiários: 4,8 milhões

·  Benefício médio: R$ 1.100 (salário-mínimo)

Regime Geral de Previdência Social (trabalhadores de empresas privada)

·  Total de segurados: 52,3 milhões, sendo 31,2 milhões aposentados e pensionistas

·  Benefício médio: R$ 2.157

·  Regime próprio dos servidores públicos

·  Total de beneficiários: 6,2 milhões, sendo 4,6 milhões de aposentados e pensionistas

·  Benefício médio: R$ 3.132

·  Regime de previdência complementar (fundos de pensão e previdência privada)

·  Total de beneficiários: 16,7 milhões, sendo 933 mil aposentados

·  Valor médio do benefício: R$ 6.675

 Fonte: Secretaria de Previdência Complementar

Para assistir ao painel na íntegra, clicar em https://youtu.be/jPAgSmCCBZU

Conseguro 2021: Agenda ASG pode ser central no desenvolvimento do país

O termo ASG, referência a compromissos socioambientais e de governança por parte das empresas, não é novo, mas a pandemia da Covid-19 disparou o alerta de urgência para essas questões, relacionadas ao desenvolvimento sustentável. Empresas passaram a ser cada vez mais cobradas sobre suas práticas ASG e o mercado financeiro, estimulado por gestoras como a BlackRock, entrou de vez no tema com a adoção de critérios ASG em suas políticas de investimentos.

O setor de seguros, em que o risco é a razão de ser de sua existência, não ficou de fora. Para o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNSeg, Marcio Coriolano, o tema impacta a atividade seguradora nas duas pontas: dos riscos cobertos e da gestão das provisões técnicas.

 “O setor depende, crucialmente, de questões ambientais, sociais e de governança, visto que a matéria prima do seguro é o risco. Os riscos ASG perpassam todos os setores de atividade que demandam seguros”, afirmou Coriolano. Segundo ele, a cada momento ou processo em que os riscos são mitigados, sejam riscos ambientais, sociais ou de governança, aumenta a possibilidade de penetração e inclusão social, na medida em que a mitigação reduz a severidade desses problemas.

 Em sua participação no painel “ASG – A agenda do futuro já começou”, na Conseguro 2021, o presidente da CNSeg também destacou o montante de R$ 1,4 trilhão em provisões técnicas necessárias para mitigar riscos, incluindo ASG, dinheiro aplicado em vários ativos cuja composição, diversidade são monitorados pela regulação federal. “Quanto mais políticas claras, procedimentos transparentes e assertivos, esses ativos poderão ser aplicados em empresas com padrões elevados de ASG”. Na visão de Coriolano, a expertise no gerenciamento de riscos e a capacidade do setor de seguros de gerar recursos para investimentos em ativos que consideram os princípios ASG tornam as seguradoras players estratégicos para a agenda de sustentabilidade.

 Nos últimos anos, a gestora BlackRock tem sido muito ativa na defesa da adoção de critérios ASG na definição dos portfólios. No começo da pandemia, carta publicada por Larry Fink foi considerada um divisor de águas no mundo das finanças. O CEO da maior gestora de ativos do mundo, com US$ 2,4 trilhões sob seus cuidados, anunciou que, no centro de sua política de investimentos, estariam critérios ASG.

O objetivo é melhorar o resultado de longo prazo para nossos clientes olhando também as métricas não financeiras, mas de sustentabilidade, que são essenciais e trazem retorno”, explica Cindy Shimoide, head do grupo de Consultoria de Investimento e Portfólio Multi-asset para a América Latina na BlackRock. Segundo ela, estudos comprovam que empresas que tiveram maior redução na emissão de carbono têm desempenho melhor do que as que foram menos eficientes neste quesito. Considerar os critérios ASG não diz respeito só à alocação de capital, mas também sobre o retorno do capital.

A executiva da BlackRock lembrou o duplo papel das seguradoras quando o tema é ASG, por estarem expostas aos riscos climáticos dos dois lados: nos investimentos e em seus próprios negócios. “A busca é por formas de hedgiar (proteger contra) esses riscos naturais nas carteiras de investimento. Olhar para critério ASG é fundamental nesta estratégia. ”

O diretor-presidente do instituto Ethos, Caio Magri, fez um apanhado da evolução do tema ASG e da participação de diversas entidades na construção de uma agenda socioambiental e de governança. “Foram várias mudanças nas métricas para medir mudanças climáticas e no monitoramento de impacto social e ambiental, com novas metodologias. A cultura de indicadores que cria materialidade é muito importante”, comentou Magri.

 No momento, o Ethos está revendo alguns indicadores relacionados à estratégia ASG. “Queremos promover o controle social consciente da responsabilidade nas empresas. E também promover o reconhecimento da sociedade pelos esforços das empresas e organizações. É uma perspectiva que pode gerar materialidade, organização e engajamento”, acrescentou.

 Em relação aos avanços nas últimas décadas, quanto aos compromissos socioambientais, o diretor-executivo do Pacto Global da ONU, Caio Pereira, destacou que há uma exigência da sociedade para que todos olhem o planeta, em especial o clima. “As empresas e o mercado financeiro estão refletindo esta pressão da sociedade. Antes, era difícil reunir CEOs em defesa desta agenda. Hoje, não há qualquer desafio nesse sentido”, comentou.

Falando em perspectiva, Rogerio Studart, senior fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), defendeu a ideia de que uma agenda ASG pode tirar o país da crise atual, marcada por baixo crescimento e desemprego elevado. “Outros problemas são a falta de acesso a financiamento de longo prazo e a excessiva dependência ao setor agroexportador. Vários países, como a China, já colocaram a agenda de sustentabilidade como eixo de seu crescimento. O Brasil precisa fazer o mesmo”, disse.

 Studart reconhece que esta necessidade vem se consolidando nas lideranças privadas, no setor financeiro e na sociedade, mas que isto não basta. Segundo ele, é preciso que as lideranças políticas tenham a visão de ampliar e fazer surgir projetos sustentados, e um setor financeiro disposto a investir e utilizar instrumentos de mitigação de risco.

A Conseguro vai até esta sexta-feira, 01/10. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link www.conseguro.cnseg.com.br

MDS Brasil anuncia Luciana Lopardo diretora de RH

Fonte: MDS

A MDS Brasil, uma das principais corretoras do país no segmento de seguros, resseguros, gestão de benefícios e consultoria de riscos, anuncia a contratação de Luciana Lopardo para a posição de Diretora de Recursos Humanos. A profissional chega para compor o time de profissionais da corretora, trazendo uma visão analítica e apurada para identificar novos talentos e contribuir com as estratégias de crescimento da corretora.  

“Estou honrada em integrar o time de colaboradores da MDS Brasil, companhia que segue despontando no mercado de seguros. Com muito empenho e paixão pelo meu trabalho, tenho os desafios de desenhar programas de treinamento & desenvolvimento que possam englobar todos os processos e ferramentas necessárias para maximizar o desempenho de todos os colaboradores e da liderança. Tenho o compromisso de incentivar um ambiente de trabalho produtivo, inclusivo, colaborativo e equilibrado a fim de reter e atrair talentos que irão nos ajudar a atingir os objetivos de negócios da empresa”, afirma Luciana. 

Luciana conta com mais de mais de quinze anos de vivência no ambiente corporativo, tendo passado por empresas de destaque como Minalba Alimentos e Bebidas, Saint-Gobain Distribuição Brasil, RSA e Seguros SURA Brasil — organização na qual atuou por mais de 5 anos e chegou a liderar toda a área de Recursos Humanos. Na MDS Brasil, em conjunto com o seu time, Luciana terá a responsabilidade de implementar a prática de “Business Partner”,  apoiando as diferentes áreas da empresa, além de dar continuidade ao trabalho desenvolvido até aqui nas áreas de Recrutamento & Seleção, Treinamento & Desenvolvimento, Comunicação Interna e Gestão de Pessoas – que engloba o processamento da folha e a gestão de desempenho. 

“Fico muito feliz em poder contar com a Luciana como Diretora de Recursos Humanos na MDS Brasil. Tenho convicção que todo o seu conhecimento, aliado à sua atitude e capacidade de liderança, serão fundamentais para sustentar o crescimento futuro da empresa, onde a área de Recursos Humanos tem o papel chave não só na atração, desenvolvimento e retenção de talentos, mas principalmente na conexão de cada colaborador à empresa, sobretudo nos dias atuais”, afirma Ariel Couto, CEO da MDS Brasil e Américas Regional Manager da Brokerslink.  

Conseguro 2021: Consumidor pós-COVID impõe desafios ao mercado segurador

Fonte: CNseg

A pandemia de COVID 19 acelerou a adoção de processos digitais pelas seguradoras, que souberam atender às necessidades em termos de produtos e inovação. Mas também reforçou novas demandas por parte dos consumidores, exigindo ainda mais inovação, simplificação e agilidade, afirmou o presidente da Comissão de Inteligência de Mercado da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg e superintendente de BI Corporativo da Liberty Seguros, Gilberto Garcia. O debate ocorreu durante a Conseguro 2021, evento bianual da CNseg, considerado o maior do mercado de seguros do país.

Entender quem é o novo consumidor, o que ele espera do mercado segurador e como as empresas devem se preparar para atender a estas demandas foi o ponto central do painel “O novo consumidor de seguros – Percepções e tendências”, na tarde desta segunda-feira, 27/09. Dados apresentados por Karina Maia Machado, especialista de Inteligência e Pesquisa de Mercado da Prudential e membro da Comissão de Inteligência de Mercado da CNseg (CIM), comprovam a intensa transformação do mercado segurador nos últimos anos 

Desde que a Comissão foi criada, em 2017, Grupos de Trabalhos (GT) foram montados para entender o contexto do mercado segurador e também apontar desafios e tendências. No GT Experiência do Cliente, a necessidade de melhorar a qualidade do atendimento foi destaque. Os estudos mostraram que metade (50%) dos consumidores de seguro compram com mais frequência após uma experiência positiva e que são necessárias 12 experiências positivas para compensar uma negativa. Além disso, 96% dos clientes insatisfeitos não reclamam, mas 91% deles vão embora e nunca voltam.

No ano seguinte, outro GT focou na digitalização dos processos das seguradoras. Em 2018, 79% das seguradoras tinham processos digitais relacionados a sinistros, reembolso, sorteio e benefícios; 72% cobrança, 61% cancelamento e 61% aquisição/contratação. Os percentuais caíram quando o tema foi renovação/manutenção (33%), cancelamento (32%) e subscrição (28%).

“O processo de digitalização já vinha ocorrendo, mas acelerou muito com a covid-19”, comenta Karina, citando dados do GT Covid 2020, que apontou as ações implantadas para atendimento ao cliente como processos de sinistro digitalizados (49%), reembolso 100% digital (40%), serviços assistenciais 24 horas (79%), vistoria Prévia/inspeção de risco virtual (44%) e avaliação prévia digital de saúde para seguros de vida (73%).

Dados sobre o comportamento do cliente de seguro também foram apresentados por Nayara Alonso, gerente de Inteligência de Mercado da UOTZ. Em uma das pesquisas, no público que decidiu não renovar e deixar de ter um seguro, quatro em cada 10 pessoas alegaram o preço. Os outros seis não renovaram para mudar de seguradora, devido à qualidade do serviço e do atendimento.

Para a especialista, haverá cada vez mais pressão por novos produtos que acompanhem as mudanças na sociedade, com eletrodomésticos conectados que podem sinalizar vazamento de gás ou riscos de incêndios e carros autônomos que reduzirão o risco de acidentes. “Os produtos de seguro precisam acompanhar estas mudanças que virão em breve. Muita coisa vai mudar e as seguradoras precisam acompanhar esta revolução que terá impacto no preço do seguro”, afirmou.

Falando em nome dos corretores, quem participou do painel foi Gutemberg Alves de Souza, diretor de Business Intelligence da MDS Corretora de Seguros. “A transição para o atendimento virtual trouxe um receio inicial, de que o relacionamento ficaria deteriorado, mas a adaptação foi rápida e isto não ocorreu”, comentou Souza.

“Tivemos demandas novas geradas pela pandemia. Riscos cibernéticos ganhando espaço, risco de transporte, aumento do delivery, ou seja, várias possibilidades para olhar e criar produto. “Os desafios da digitalização agora são: automação, treinamento, velocidade e novos riscos que surgem”, acrescentou. Para Souza, será cada vez mais importante pensar em plataformas para distribuir os produtos e também difundir, de forma clara, a cultura do seguro.

A Conseguro vai até esta sexta-feira, 1º/10. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site conseguro.cneg.org.br.

Conseguro 2021: Seguro mitiga riscos climáticos

Conseguro 2021 CNseg

Experiências na utilização de seguros paramétricos para mitigar riscos e oferecer proteção financeira em casos de desastres naturais foram apresentados hoje, 27/09, no painel “Parceria público-privada, seguro paramétrico & microsseguro”, durante a Conseguro, conferência bianual da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, que discute todos os aspectos do setor. O painel foi moderado por Ivani Benazzi de Andrade, membro da Comissão de Seguros Inclusivos e da Comissão de Integração ASG da CNseg e também superintendente de Sustentabilidade da Bradesco Seguros.

Rodrigo Motroni, diretor e vice-Presidente da Newe Seguros, apresentou o projeto desenvolvido para os pequenos produtores de cacau do Sul da Bahia que prevê a cobertura de seguro paramétrico para produtores de cacau, durante a prefloração e floração, nos meses de agosto e setembro. Nesta época do ano, a falta de chuvas afeta a produtividade do cacau e, consequentemente, a sua qualidade. O índice pluvial foi avaliado para especificar a cobertura, utilizando dados da estação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), de Ilhéus, desde 2013. O projeto com esse grupo de agricultores começou neste ano e contou com várias parcerias, entre elas, com o INMET, o Governo Federal, por meio da subvenção que custeia 20% do seguro, e com o Instituto Arapyaú.

“Avaliamos que a média era de 269 mm de chuva no período (agosto e setembro) e estabelecemos em qual ponto a falta de chuva começava a gerar problemas de produtividade e qualidade. Junto aos parceiros e produtores, estabelecemos que o ponto fosse de 170 mm”, afirmou Motroni. 

Para a indenização, o cálculo é feito pelo rendimento esperado e informado pelos agricultores, de 15 arrobas de cacau por hectare, a um preço de R$ 200,00 a arroba. “Nós estabelecemos uma cobertura de 10 arrobas por hectare e uma indenização máxima de R$ 2 mil por hectare, caso os 170 mm de chuva não fossem atingidos. A cobertura vai de 170 mm a 70 mm”, especificou.

Carlos Boelsterli, CEO da seguradora MICRO – empresa de gerenciamento de riscos relacionados a desastres naturais, compartilhou a solução da empresa para pessoas vulneráveis, expostas a riscos climáticos na América Central. Nesse caso, a cobertura do seguro paramétrico é para perdas financeiras. “São produtos bem simples, como se fossem um desaster cash (proteção para desastres). Quando acontece o evento, os segurados recebem o dinheiro para garantir a continuidade de sua produção”, explicou.

A solução é para qualquer população de baixa renda, classe média ou emergente, sem entrar nos segmentos que já são protegidos pela indústria tradicional. “O que nos interessa é a inclusão financeira. Para ter o seguro é preciso apenas ter uma atividade produtiva que possa ser afetada por um evento (climático), seja por um aumento nos gastos ou na diminuição da renda”.

Na prática, uma plataforma de cálculo da MICRO detecta o evento e determina a porcentagem de pagamento, a partir da gravidade do evento. “A seguradora recebe a notificação da plataforma, identifica quem são os clientes naquela localidade, aplica a porcentagem de pagamento e procede o pagamento, informando-os, geralmente, por SMS ou uma mensagem de texto sobre a ocorrência do sinistro”, especifica.

Na Colômbia, Mabyr Valderrama, responsável pela agenda de sustentabilidade do setor de seguros na Fasecolda (Federação de Seguros da Colômbia), falou sobre o desenvolvimento dos seguros paramétricos no país. “Apesar de já existirem produtos de seguros paramétricos na Colômbia que são comercializados, principalmente para fazer frente aos riscos catastróficos, do setor agropecuário e também dos negócios, essa modalidade não foi plenamente desenvolvida na Colômbia como nós gostaríamos”.

A explicação, disse ela, está na incerteza jurídica que desincentiva não apenas a criação e a comercialização, mas também a compra dos seguros por parte dos segurados. “Os seguros paramétricos não têm um marco de normas específicos nas leis colombianas”, lamentou.

Superintendente de Produtos Analytics da B3, Fabiano Yasuda, comentou sobre o potencial do mercado de seguros. “Com o uso de informações e analytics, a gente vê um grande mar azul a ser explorado para poder contribuir com o crescimento e adoção de analytics para o mercado de seguros como um todo e para os paramétricos, que é uma agenda nova”.

Paulo Costa, assessor do diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), destacou os trabalhos do instituto. “O INMET vem se estruturando e fomentando esse mercado de índice paramétrico para que todos tenham um seguro mais adequado, façam o planejamento de risco e a gestão de suas lavouras de forma mais adequadas”.

Liberty lança o Aliro Pop, um seguro de carro que chega a ser 25% mais barato do que o tradicional

De olho nas tendências de consumo, a Liberty Seguros traz mais uma novidade aos consumidores brasileiros de seguro automóvel que, com a crise econômica, buscam por produtos e serviços mais baratos. Trata-se do Aliro Pop, que estará disponível a partir do dia 18 de outubro. Aliro é uma marca lançada pela seguradora em 2017, idealizada para atender a demanda dos corretores e clientes por um seguro automóvel sob medida. O Aliro Pop se junta ao Aliro P e ao Aliro M, versões criadas para clientes mais sensíveis a preço e que valorizam um produto mais acessível e flexível.

“O Aliro M chegou ao mercado com a proposta de ser 15% mais barato comparado ao seguro tradicional. O Pop foi criado para proporcionar uma economia de até 25%”, conta Rafael Citelli, vice-presidente de Produtos e Analytics da Liberty Seguros. Vem com a proposta de ser 25% mais barato do que o seguro tradicional, apoiado na demanda de carros usados, de 3 a 15 anos, com valores segurados até R$ 60 mil. Outra novidade é que o Aliro Pop pode ser parcelado em 12 vezes, no cartão de crédito ou débito. A cobertura básica segue a proteção do tradicional, com colisão, roubo e furto. Os serviços podem ser contratados nas opções PMG. Isso mesmo, pequeno, médio e grande. Enquanto o seguro tradicional tem carro reserva ilimitado, no Aliro Pop tem Voucher Mobilidade, ou seja, créditos para utilização em apps de mobilidade.

Outra possibilidade para reduzir o custo do seguro no modelo Aliro POP é que em caso de colisão, o segurado permite que o conserto do veículo utilize pecas compatíveis. “São pecas novas, de fabricantes independentes”, explica o executivo. O cliente também terá uma lista de oficinas referenciadas, ou seja, indicada pela Liberty. “Este fato também é importante, pois temos feito um trabalho contínuo de qualidade das oficinas que fazem parte da nossa lista referenciada. Temos o controle da qualidade do atendimento e oferecemos garantia ilimitada do conserto realizado”, afirma Citelli. 

O objetivo da Liberty Seguros com todas essas opções é entregar ao corretor e cliente um preço do seguro mais acessível. “Em 2020, a mobilidade caiu muito, com carros guardados nas garagens com as rústicos de circulação. Isso fez com que a rentabilidade da seguradora aumentasse e optamos por repassar esse ganho para os clientes, com o realinhamento do preço do seguro. Já em 2021, a mobilidade vem voltando e as frequências de acidentes aumentando, o que nos faz buscar alternativas viáveis para todos para ter um preço justo para mantermos o equilíbrio da carteira e ao mesmo tempo um seguro que caiba no bolso do consumidor”, explica. 

Segundo o especialista, a inflação dos principais itens que compõem as despesas com pagamentos de indenizações está preocupante, com falta de estoque de carros zero nas concessionarias, falta de itens como chips e elevação do custo das peças em razão da subida do preço do aço. “Os veículos novos e usados encareceram quase 20% e isso afeta o custo da seguradora com o pagamento do seguro por perda total. 2021 é um ano que todo o mercado vai sentir na rentabilidade. O mercado terá de ser virar pois o efeito cascata chega nas seguradoras”, acrescenta. 

Em um ano desafiador para o setor de seguros, a Liberty registrou crescimento de 9,6% em prêmios emitidos em 2020, em comparação a 2019, atingindo um total de R$ 4,3 bilhões, sendo o seguro auto responsável por 69%. Parte do bom resultado obtido é creditado ao Aliro. “Conseguimos atingir um público que não fazia seguro”, informa. Segundo dados do setor, apenas 30% da frota circularmente no Brasil tem seguro. O que evidencia a oportunidade neste segmento para as companhias que lançarem produtos que atendam as reais necessidades dos consumidores, inclusive no que diz respeito a custo.