Conseguro 2021: Seguro mitiga riscos climáticos

Conseguro 2021 CNseg

Experiências na utilização de seguros paramétricos para mitigar riscos e oferecer proteção financeira em casos de desastres naturais foram apresentados hoje, 27/09, no painel “Parceria público-privada, seguro paramétrico & microsseguro”, durante a Conseguro, conferência bianual da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, que discute todos os aspectos do setor. O painel foi moderado por Ivani Benazzi de Andrade, membro da Comissão de Seguros Inclusivos e da Comissão de Integração ASG da CNseg e também superintendente de Sustentabilidade da Bradesco Seguros.

Rodrigo Motroni, diretor e vice-Presidente da Newe Seguros, apresentou o projeto desenvolvido para os pequenos produtores de cacau do Sul da Bahia que prevê a cobertura de seguro paramétrico para produtores de cacau, durante a prefloração e floração, nos meses de agosto e setembro. Nesta época do ano, a falta de chuvas afeta a produtividade do cacau e, consequentemente, a sua qualidade. O índice pluvial foi avaliado para especificar a cobertura, utilizando dados da estação do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), de Ilhéus, desde 2013. O projeto com esse grupo de agricultores começou neste ano e contou com várias parcerias, entre elas, com o INMET, o Governo Federal, por meio da subvenção que custeia 20% do seguro, e com o Instituto Arapyaú.

“Avaliamos que a média era de 269 mm de chuva no período (agosto e setembro) e estabelecemos em qual ponto a falta de chuva começava a gerar problemas de produtividade e qualidade. Junto aos parceiros e produtores, estabelecemos que o ponto fosse de 170 mm”, afirmou Motroni. 

Para a indenização, o cálculo é feito pelo rendimento esperado e informado pelos agricultores, de 15 arrobas de cacau por hectare, a um preço de R$ 200,00 a arroba. “Nós estabelecemos uma cobertura de 10 arrobas por hectare e uma indenização máxima de R$ 2 mil por hectare, caso os 170 mm de chuva não fossem atingidos. A cobertura vai de 170 mm a 70 mm”, especificou.

Carlos Boelsterli, CEO da seguradora MICRO – empresa de gerenciamento de riscos relacionados a desastres naturais, compartilhou a solução da empresa para pessoas vulneráveis, expostas a riscos climáticos na América Central. Nesse caso, a cobertura do seguro paramétrico é para perdas financeiras. “São produtos bem simples, como se fossem um desaster cash (proteção para desastres). Quando acontece o evento, os segurados recebem o dinheiro para garantir a continuidade de sua produção”, explicou.

A solução é para qualquer população de baixa renda, classe média ou emergente, sem entrar nos segmentos que já são protegidos pela indústria tradicional. “O que nos interessa é a inclusão financeira. Para ter o seguro é preciso apenas ter uma atividade produtiva que possa ser afetada por um evento (climático), seja por um aumento nos gastos ou na diminuição da renda”.

Na prática, uma plataforma de cálculo da MICRO detecta o evento e determina a porcentagem de pagamento, a partir da gravidade do evento. “A seguradora recebe a notificação da plataforma, identifica quem são os clientes naquela localidade, aplica a porcentagem de pagamento e procede o pagamento, informando-os, geralmente, por SMS ou uma mensagem de texto sobre a ocorrência do sinistro”, especifica.

Na Colômbia, Mabyr Valderrama, responsável pela agenda de sustentabilidade do setor de seguros na Fasecolda (Federação de Seguros da Colômbia), falou sobre o desenvolvimento dos seguros paramétricos no país. “Apesar de já existirem produtos de seguros paramétricos na Colômbia que são comercializados, principalmente para fazer frente aos riscos catastróficos, do setor agropecuário e também dos negócios, essa modalidade não foi plenamente desenvolvida na Colômbia como nós gostaríamos”.

A explicação, disse ela, está na incerteza jurídica que desincentiva não apenas a criação e a comercialização, mas também a compra dos seguros por parte dos segurados. “Os seguros paramétricos não têm um marco de normas específicos nas leis colombianas”, lamentou.

Superintendente de Produtos Analytics da B3, Fabiano Yasuda, comentou sobre o potencial do mercado de seguros. “Com o uso de informações e analytics, a gente vê um grande mar azul a ser explorado para poder contribuir com o crescimento e adoção de analytics para o mercado de seguros como um todo e para os paramétricos, que é uma agenda nova”.

Paulo Costa, assessor do diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), destacou os trabalhos do instituto. “O INMET vem se estruturando e fomentando esse mercado de índice paramétrico para que todos tenham um seguro mais adequado, façam o planejamento de risco e a gestão de suas lavouras de forma mais adequadas”.

Liberty lança o Aliro Pop, um seguro de carro que chega a ser 25% mais barato do que o tradicional

De olho nas tendências de consumo, a Liberty Seguros traz mais uma novidade aos consumidores brasileiros de seguro automóvel que, com a crise econômica, buscam por produtos e serviços mais baratos. Trata-se do Aliro Pop, que estará disponível a partir do dia 18 de outubro. Aliro é uma marca lançada pela seguradora em 2017, idealizada para atender a demanda dos corretores e clientes por um seguro automóvel sob medida. O Aliro Pop se junta ao Aliro P e ao Aliro M, versões criadas para clientes mais sensíveis a preço e que valorizam um produto mais acessível e flexível.

“O Aliro M chegou ao mercado com a proposta de ser 15% mais barato comparado ao seguro tradicional. O Pop foi criado para proporcionar uma economia de até 25%”, conta Rafael Citelli, vice-presidente de Produtos e Analytics da Liberty Seguros. Vem com a proposta de ser 25% mais barato do que o seguro tradicional, apoiado na demanda de carros usados, de 3 a 15 anos, com valores segurados até R$ 60 mil. Outra novidade é que o Aliro Pop pode ser parcelado em 12 vezes, no cartão de crédito ou débito. A cobertura básica segue a proteção do tradicional, com colisão, roubo e furto. Os serviços podem ser contratados nas opções PMG. Isso mesmo, pequeno, médio e grande. Enquanto o seguro tradicional tem carro reserva ilimitado, no Aliro Pop tem Voucher Mobilidade, ou seja, créditos para utilização em apps de mobilidade.

Outra possibilidade para reduzir o custo do seguro no modelo Aliro POP é que em caso de colisão, o segurado permite que o conserto do veículo utilize pecas compatíveis. “São pecas novas, de fabricantes independentes”, explica o executivo. O cliente também terá uma lista de oficinas referenciadas, ou seja, indicada pela Liberty. “Este fato também é importante, pois temos feito um trabalho contínuo de qualidade das oficinas que fazem parte da nossa lista referenciada. Temos o controle da qualidade do atendimento e oferecemos garantia ilimitada do conserto realizado”, afirma Citelli. 

O objetivo da Liberty Seguros com todas essas opções é entregar ao corretor e cliente um preço do seguro mais acessível. “Em 2020, a mobilidade caiu muito, com carros guardados nas garagens com as rústicos de circulação. Isso fez com que a rentabilidade da seguradora aumentasse e optamos por repassar esse ganho para os clientes, com o realinhamento do preço do seguro. Já em 2021, a mobilidade vem voltando e as frequências de acidentes aumentando, o que nos faz buscar alternativas viáveis para todos para ter um preço justo para mantermos o equilíbrio da carteira e ao mesmo tempo um seguro que caiba no bolso do consumidor”, explica. 

Segundo o especialista, a inflação dos principais itens que compõem as despesas com pagamentos de indenizações está preocupante, com falta de estoque de carros zero nas concessionarias, falta de itens como chips e elevação do custo das peças em razão da subida do preço do aço. “Os veículos novos e usados encareceram quase 20% e isso afeta o custo da seguradora com o pagamento do seguro por perda total. 2021 é um ano que todo o mercado vai sentir na rentabilidade. O mercado terá de ser virar pois o efeito cascata chega nas seguradoras”, acrescenta. 

Em um ano desafiador para o setor de seguros, a Liberty registrou crescimento de 9,6% em prêmios emitidos em 2020, em comparação a 2019, atingindo um total de R$ 4,3 bilhões, sendo o seguro auto responsável por 69%. Parte do bom resultado obtido é creditado ao Aliro. “Conseguimos atingir um público que não fazia seguro”, informa. Segundo dados do setor, apenas 30% da frota circularmente no Brasil tem seguro. O que evidencia a oportunidade neste segmento para as companhias que lançarem produtos que atendam as reais necessidades dos consumidores, inclusive no que diz respeito a custo.

 

Amazon vai começar a oferecer seguro para clientes de empresas no Reino Unido, diz corretora

Fonte: Reuters

A Amazon.com vai começar a oferecer seguro para clientes de pequenas e médias empresas no Reino Unido, a primeira incursão do gigante de tecnologia no negócio de seguros no país, disse a corretora Superscript nesta segunda-feira.

Os membros do programa Prime da Amazon poderão comprar coberturas da Superscript, como seguro de conteúdo, seguro cibernético e seguro de indenização profissional, que um porta-voz da Superscript disse que será subscrito por “grandes seguradoras do Reino Unido”. Eles terão um desconto de 20% sobre as taxas atuais como forma de atrair as empresas.

Mais de 50% dos clientes estão dispostos a comprar seguro de empresas não tradicionais, como grandes empresas de tecnologia ou tecnologia de seguros (insurtech), de acordo com uma pesquisa recente com 12.000 pessoas em todo o mundo feita pela consultora Capgemini.

“O setor (de seguros) precisa fazer a ponte entre seguradoras e clientes, fornecendo um processo de compra rápido e tranquilo que seja centrado no cliente”, disse Cameron Shearer, co-fundador e presidente-executivo da Superscript, em um comunicado.

A mudança da Amazon para o ramo de seguros no Reino Unido ocorre depois que a insurtech Next Insurance dos Estados Unidos disse em março que estava oferecendo cobertura para pequenas empresas dos EUA por meio da Amazon Business Prime.

“À medida que as empresas saem da pandemia e gradualmente retomam a normalidade, queremos que os clientes tenham as melhores ferramentas para administrar seus negócios”, disse Molly Dobson, gerente nacional da Amazon Business para Reino Unido e Irlanda, em comunicado.

Conseguro 2021: O Brasil do amanhã: infraestrutura e meio ambiente são oportunidades

O Brasil pode ir além de um crescimento como o previsto para 2022, em torno de 1,5%, ou até menos. Segundo os economistas reunidos esta manhã no painel “Três visões para o Brasil do amanhã”, da Conseguro 2021, neste país de contrastes as dificuldades são grandes, mas há oportunidades de investimento, como nas áreas de infraestrutura e meio ambiente.

Com a economia mundial num ritmo menos favorável e os indicadores macroeconômicos ainda sem cenário de melhoria, a exemplo da inflação, juros e câmbio, o Brasil lida ainda com problemas estruturais graves. Entre eles, baixa produtividade, estrutura tributária perversa, uma economia fechada a setores, baixo grau de efetividade do gasto público e desigualdade de renda.

O painel “Três visões para o Brasil do amanhã” reuniu os economistas Marcos Lisboa, diretor-presidente do Insper, Marcio Holland, professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV), e Carlos Kawall, diretor do ASA Investments. A moderação foi feita pelo presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Marcio Coriolano, que também é economista.

“O setor de seguros necessita de um cenário macroeconômico de queda da inflação, que traz fôlego e renda aos consumidores, e queda da taxa de juros, que estimula a tomada de empréstimos. Se tivermos isso, poderemos seguir pelo menos a trilha de crescimento registrada nas últimas décadas”, comentou Marcio Coriolano.

O presidente da CNseg buscou resumir os atuais desafios do país. “Desde pelo menos 2008 o Brasil tem vivido vários choques, externos e internos. No curso inicial deste governo, havia a expectativa de reformas estruturais que ancorassem um ciclo virtuoso fiscal e monetário. Ocorre que veio a pandemia, crises institucionais e reposicionamentos globais”, citou.

Segundo Coriolano, há pressões na cadeia de suprimentos que transbordam o movimento dos preços. Todos se voltam para as agendas do Banco Central e do Congresso, mas também para as expectativas políticas e institucionais. Fora o que ocorre no mercado de trabalho, com os rendimentos médios e a produtividade.

“O mercado de seguros é muito sensível aos atributos da produção, emprego e renda. Os agentes econômicos, em cada elo da cadeia produtiva, são os seus clientes: pessoas, famílias e empresas. Nas crises, as pessoas primeiro vão suprir suas necessidades básicas para depois optar por um seguro. E temos 73% de pessoas com rendimentos abaixo de dois salários-mínimos”, enfatizou Coriolano.

Marcio Holland, professor da FGV, afirmou que o mundo mostrou, nos anos 2000, ter capacidade para gerenciar diversos aspectos como juros e inflação e ainda crescer em média 4,5%. Mas veio a crise financeira de 2008, com efeitos em alguns países, até hoje. “Houve uma mudança muito forte dos bancos centrais, com taxas negativas de juros, com políticas não convencionas para mitigar os efeitos das crises. Isso gerou um crescimento médio de 1,5% da economia mundial que vemos hoje. Podemos até conseguir crescer novamente, mas o cenário não é fácil”, afirmou.

Segundo Holland, as questões demográficas e as mudanças climáticas vão mover a economia brasileira e mundial e precisarão ser prioritárias dentro da política pública, para garantir um crescimento perene no Brasil. “Um grande desafio é como nos prepararmos para a mudança demográfica, que não é mais hipótese e sim realidade. Sairemos de 22 milhões para 58 milhões de aposentados em 2060. Isso necessita mudanças em gastos com educação e com aposentadoria”. De acordo com o economista, o Brasil fez uma boa reforma da previdência, mas já precisa de outra, para equilibrar as contas públicas, considerando que 73% do que o governo arrecada vai para pagar uma única despesa, as aposentadorias.

Disse ainda que país algum pode ser bem-sucedido com uma desigualdade tão persistente como a do Brasil. “Precisamos ficar atentos à promoção da igualdade social, em todos os quesitos: gênero, racial, social, de oportunidades”. Em relação às questões climáticas, o professor da FGV afirma que o Brasil já deveria ter priorizado o tema, pois ele afeta a economia. “A crise hídrica é um exemplo e tem sido o vilão da alta da inflação, que já está sendo projetada em dois dígitos”, acrescenta. Segundo ele, num país de contrastes, como o Brasil, há também razões para otimismo: “Temos grandes oportunidades de investimentos que afloram das nossas contradições e dificuldades”.

Para Carlos Kawall, diretor do ASA Investments, a economia mundial deve crescer menos em 2022, o que deverá influenciar a economia brasileira. As previsões são de crescimento em torno de 1,5%, com algumas projeções de 0,5%, não podendo ser descartada a hipótese de zero. “Como 2022 será ano eleitoral, existe a possibilidade de expansão de gastos e de investimento, o que seria um contraponto no ano que vem, embora algo de curto prazo”, disse.

Segundo ele, o Brasil dependerá da economia mundial, que mostra um certo arrefecimento nos EUA. “O ponto de atenção é a China, que quer crescer com mais qualidade e coibir excesso de crédito. O país está de olho na especulação imobiliária. É um ingrediente novo no contexto da economia global. Para nós, que temos uma dependência grande da China, é importante levar isso em consideração”.

Para o economista Marcos Lisboa, presidente do Insper, o Brasil vem crescendo pouco há mais de 40 anos, o que é influenciado pela baixa produtividade. Segundo ele, o país tem questões estruturais mais profundas do que as taxas de juros, inflação e câmbio. “É uma ilusão achar que, para crescer, basta investir. O resultado do investimento depende de vários fatores”, argumenta. Lisboa acrescenta que os problemas estruturais do país vão muito além da macroeconomia. A estrutura tributária distorce os investimentos, o consumo e a renda. Além disso, a economia brasileira é fechada e, assim, não se beneficia dos ganhos de produtividade de outros países. O Brasil também se destaca pelo baixo grau de efetividade do gasto público.

O economista também afirmou que o Brasil investe pouco em infraestrutura, que é um investimento de longo prazo. Para avançar nisso, outros países criaram agências reguladoras fortes. “No Brasil, as agências nunca foram fortes”, afirmou. Para atrair investimentos, precisamos de agências regulatórias mais atentas, contratos mais claros e mais segurança jurídica”, acrescentou. Segundo Lisboa, quando boas propostas surgem, há resistência de diversas partes, como de pequenos grupos organizados que não querem perder subsídios. “Vamos fazer as reformas como devem ser feitas ou vamos ficar cada vez mais pobres? Esta é uma questão que a sociedade terá de endereçar”.

Marcio Coriolano pontuou que, mesmo nos períodos mais duros, com queda do PIB, o mercado segurador teve taxas de crescimento acima da média de outros setores. “Mesmo antes da pandemia, seguros já tinha um comportamento anticíclico, com crescimento em “V”. Em julho chegamos com o mesmo ritmo de desenvolvimento pré-pandemia. Vida e saúde lideram. No entanto, o setor necessita de um cenário macroeconômico com queda de inflação, que traz fôlego de renda aos consumidores, e queda da taxa de juros, que estimula a tomada de empréstimos. Se tivermos isso, seguiremos na trilha de crescimento registrada nas últimas décadas”, concluiu.

Conseguro 2021: nova dinâmica no resseguro no País

conseguro 2021 CNseg

Fonte: CNseg

Perto de completarmos 15 anos da abertura do mercado de resseguros brasileiro, essas operações deram um salto no País nesse período. A perspectiva de novas atualizações do marco regulatório, com a simplificação de regras de acesso, e um possível alinhamento das taxas cobradas nos negócios locais às dos mercados globais, revertendo um descolamento do movimento global de alta dos últimos três anos – poderão curiosamente promover uma nova dinâmica ao resseguro no País, com o esperado aumento do apetite dos players mundiais. No ano passado, os prêmios de resseguros cedidos pelas seguradoras brasileiras somaram R$ 12,5 bilhões (com 70% cedidos às resseguradoras locais), alcançando cerca de 10% dos prêmios diretos das seguradoras (R$ 126 bilhões). 

O debate sobre a evolução do resseguro ocorreu no painel da Conseguro “A ótica do setor de seguros como consumidor de resseguros”, nesta segunda-feira, 27, e reuniu o moderador Alexandre Leal, diretor executivo da CNseg e os painelistas: Diogo Ornelas, coordenador geral da Coordenação Geral de Grandes Riscos e Resseguros da Susep; Felipe Smith, presidente da Comissão Estratégica de Seguros Corporativos da FenSeg e diretor executivo de Produtos Pessoa Jurídica da Tokio Marine Seguros; e  Bruno Freire,  presidente da ANRe e CEO da Austral Resseguradora.  

“Um grande impulso do mercado de resseguro ocorreu após a abertura definida pela Lei Complementar 126, de janeiro de 2007. As receitas de resseguros tiveram, por exemplo, uma expansão acumulada de 47,5% de 2016 a 2020, ao passo que os prêmios diretos das seguradoras cresceram 22% no mesmo período”, assinalou Alexandre Leal.

Felipe Smith destacou que, apesar do número significativo de resseguradores autorizados a operar no Brasil, constata-se uma concentração de negócios em poucos grupos e chama a atenção, ainda assim, o fato de os limites aceitos de riscos por nichos de negócios serem majoritariamente baixos, se comparados aos índices dos mercados globais. “As companhias não vão ao mercado em busca de uma capacidade de 5%, 7% e mesmo 10%, porque correm o risco de não performar o contrato. Mas buscam uma capacidade importante – de 20% a 30% – mas há enorme dificuldades de encontrar esse apetite do mercado”, assinalou ele.

Bruno Freire afirma que as características do mercado brasileiro influenciam o tom mais cauteloso das operações de resseguros. Além de um período quase ininterrupto de taxas soft dos prêmios nesses 15 anos, o que torna a aceitação tecnicamente desfavorável às vezes, os limites operacionais altos de algumas modalidades de riscos, como os existentes em algumas linhas de Property, Energia e Garantia, também reduzem os espaços de atuação dos players globais. “Em alguns casos, esses limites no País chegam a ser cinco ou 10 vezes maiores que nos mercados globais, reduzindo a participação das resseguradoras”.  Para ele, a tendência, contudo, é de crescente participação das resseguradoras, sobretudo com a mudança de viés das taxas também no mercado brasileiro. 

As contribuições do arcabouço infralegal para uma nova dinâmica ao resseguro no País são reconhecidas por Diogo Ornelas, principalmente os ajustes ocorridos nos últimos quatro anos, para a evolução do mercado de resseguros. Ele cita como ações relevantes normas como a extinção dos limites de cessão intragrupos, o fim da obrigatoriedade de contratação de resseguro com resseguradores locais, aumento da cessão em algumas linhas, como em petróleo. Antecipa que outras medidas ainda vão ter efeitos positivos na expansão dos resseguros, inclusive o mecanismo de Insurance Linked Securities (ILS), uma alternativa de transferência de riscos em franca expansão no mercado internacional. “Mantemos um processo contínuo de aperfeiçoamento, um aprimoramento normativo, alinhado com as melhores práticas internacionais, sem abrir mão de nossas peculiaridades”, afirmou ele, deixando claro que, a certa altura, haverá necessidade de mudança na própria Lei 126.

MAPFRE reformula produto de Vida e firma parceria com startup para microsseguros individuais

Mapfre Seguros Brasil

Fonte: Mapfre

No primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2020, a MAPFRE registrou um aumento próximo a 10% na adesão aos seguros de vida. Mesmo diante desses dados, a companhia se manteve atenta aos impactos causados pela pandemia no cotidiano de seus clientes. As demandas provenientes do novo cenário motivaram a MAPFRE a investir esforços em duas novidades para os consumidores de seguros de Vida. 

A primeira foi a reformulação do produto MAPFRE Vida Você Multiflex. Agora, os consumidores têm a possibilidade de obter um seguro totalmente flexível, com várias formas de contratação e múltiplos benefícios. Em vez de um pacote fechado, os clientes, principalmente mulheres, podem escolher todas as coberturas e o capital segurado para cada uma delas. “Realizamos adaptações no MAPFRE Vida Você Multiflex por entendermos que, mais do que nunca, cada pessoa possui um estilo de vida diferente e, por isso, o seguro de vida não pode ser o mesmo para todo mundo”, comenta André Serebrinic, diretor de Vida, Previdência, Capitalização e Odonto da MAPFRE. “O público feminino, que normalmente procura por proteção para câncer, como, por exemplo, de colo de útero, mama ou ovário, poderá contratar a cobertura de doenças graves – que é muito mais completa, pois inclui vários tipos de câncer e outras patologias”, acrescenta

Além da reformulação do produto, a jornada de contratação foi totalmente ajustada para facilitar a contratação, tornando-a simples e agilizando todo o processo. “O cliente é comunicado sobre todas as etapas da contratação, desde a cotação até a emissão da apólice ou bilhete, por meio do e-mail cadastrado no momento da adesão. Além disso, o segurado tem à disposição a possibilidade de assinatura eletrônica, com envio de toda a documentação por meio digital, em alinhamento com as atuais políticas de sustentabilidade”, informa Serebrinic. 

O executivo também considera que o novo MAPFRE Vida Multiflex estimula que o corretor de seguros atue ainda mais de forma consultiva na vida dos consumidores. “Ao estar sempre atualizado sobre o perfil do cliente, o corretor não fará apenas uma proposta qualquer, mas sim a que estará totalmente alinhada ao dia a dia do consumidor, impactando sempre positivamente aquela vida e, com isso, transmitindo a real percepção do valor social de um seguro de Vida”. 

Microsseguros de Vida acessíveis 

Seguindo as inovações na área de Vida, a MAPFRE firmou recentemente uma parceria com a startup epHealth para disponibilizar soluções em microsseguro de vida pelo aplicativo epYou. A proposta é oferecer uma experiência na aquisição de seguros de Vida mais ágil, prática e acessível, acompanhando o perfil dos consumidores. Ao acessar o aplicativo, com poucos toques, o usuário personaliza sua cobertura, facilitando a visualização e compreensão do quanto está sendo contratado. Para o pagamento, o cliente pode, também facilmente, cadastrar seu cartão de crédito no aplicativo, fazendo com que o valor seja debitado em sua fatura mensal. 

Com o objetivo de não apenas facilitar a aquisição de seguros, mas também oferecer comodidades para a vida dos usuários, o aplicativo possui ferramentas como controle de vacinação e cálculo de IMC. “Como a parceria tem por objetivo gerar uma nova experiência para quem deseja adquirir um microsseguro de vida, com tecnologia, agilidade, e flexibilidade, pretendemos gerar comodidades significativas no cotidiano das pessoas por meio das funcionalidades do aplicativo epYou”, explica Flávia Mamede, gerente comercial dos Canais Acordos de Distribuição da MAPFRE. “Em breve, também estará disponível um serviço de oferta de microcrédito online, com bancos parceiros, para o custeio de consultas, exames e cirurgias emergenciais aos usuários”, revela. 

Para André Serebrinic, as duas novidades implementadas pela MAPFRE foram elaboradas para colaborar com um novo olhar sobre a importância do seguro de vida para a manutenção do padrão de vida das famílias, principalmente, a partir da percepção de risco que a pandemia trouxe para a população. “A necessidade de facilitação do processo de contratação do seguro junto com a possibilidade de personalização não só vai facilitar, mas incentivar a inclusão de muitos brasileiros nesse mercado, contribuindo para a sua constante evolução, ainda mais no momento que estamos vivenciando”, conclui o executivo. 

DOC24 e Howden Harmonia Corretora de Seguros firmam parceria de negócios

Fonte: DOC 24

A DOC24, empresa especialista em telemedicina, e a Howden Harmonia, uma das principais corretoras de seguros do país, firmaram uma parceria de negócios. A ideia é oferecer, em conjunto, soluções de vídeoconsulta em saúde que atendam demandas específicas dos clientes da corretora.

Um bom exemplo é o caso de um aeroporto executivo internacional, inaugurado esse ano, que contará com os serviços de telemedicina. O objetivo é fornecer atendimento para as mais de oito mil pessoas que circulam diariamente pelo local, incluindo passageiros, trabalhadores e demais visitantes.

O projeto prevê teleatendimento para casos de clínica geral e pediatria – 24h, todos os dias da semana; atendimento em português, espanhol e/ou inglês; e triagem suspeitas de enfermidades, sejam elas contagiosas ou não. Por se tratar de um aeroporto internacional, é necessário a criação de uma primeira barreira sanitária. 

Em uma sala exclusiva, o passageiro poderá ser atendido de forma reservada, por videochamada, sem a necessidade de colocar um médico à disposição fisicamente. Em casos de emergência, será acionado o hospital mais próximo para remoção do paciente.

“Muitas empresas nos enxergam como um interessante parceiro de negócios por conta da nossa capacidade de agregar valor ao serviço prestado. Somos a única solução abrangente de telemedicina disponível no mercado, que adapta seu serviço de consulta médica por vídeo de acordo com as necessidades e políticas de cada organização, ajudando a implementá-las e treinando as equipes”, disse Fernando Ferrari (foto), diretor-geral da DOC24 no Brasil.

“A telemedicina é uma ferramenta que veio para facilitar e se tornou de extrema importância neste momento de pandemia, em que o contato físico está mais restrito e cauteloso. Esta será uma nova modalidade de atendimento médico, trazendo a comodidade de um ambiente virtual, sem perder a eficácia ou prejudicar o vínculo da relação médico/paciente, como em uma consulta presencial. Mesmo distante, o paciente consegue receber todo o cuidado e suporte necessários, como receitas, pedidos de exames, tudo virtualmente. A Howden Harmonia acredita que esta parceria com a DOC24 vai agregar como um benefício a mais para os nossos clientes, oferecendo o cuidado integrado em qualquer lugar”, disse Dr. Celiano Amorim, diretor médico da Howden Harmonia Corretora de Seguros.

CONSEGURO 2021: Painel “Percepções do Brasil de Hoje” abre evento e reúne Adolfo Sachsida, reguladores e lideranças do mercado segurador

Conseguro 2021

Fonte: CNseg

Transformações econômicas, sociais e tecnológicas das últimas décadas e as repercussões de tudo isso no mercado segurador foram a tônica do painel de abertura da Conseguro 2021 – “Percepções do Brasil de Hoje”, na manhã desta segunda-feira, 27. Participaram da discussão o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida; a superintendente da Susep, Solange Paiva Vieira; o diretor-presidente da ANS, Paulo Roberto Rebello, e lideranças do mercado segurador – os presidentes da CNseg, Marcio Coriolano; da FenSeg, Antonio Trindade; da FenaSaúde, João Alceu Amoroso Lima; da FenaPrevi, Jorge Nasser; da FenaCap, Marcelo Farinha; e da Fenacor, Armando Vergílio dos Santos Júnior.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, reconheceu que o Brasil passou por momentos verdadeiramente transformadores nas duas últimas décadas, de nova ordem mundial, crises econômicas, passando por um inédito ciclo de inovação e multiplicação das mídias social, até chegar à emergência e superação da pandemia. Segundo ele, o mercado de seguros respondeu positivamente aos desafios observados nas duas últimas décadas. “Os números do mercado evidenciam não só o crescimento de receitas, mas também o desenvolvimento de tecnologias, de processos inovadores e da competitividade no setor”, assinalou.

Em sua fala, o secretário Adolfo Sachsida destacou o avanço de parte da agenda liberal, sua ajuda em ampliar a resiliência econômica durante a pandemia, a maior crise sanitária dos últimos 100, e a retomada em forma de V, beneficiada também pelos acertos das medidas de política econômica adotadas no ano passado para socorrer pessoas e empresas.

A atualização do marco regulatório de seguro, vida e previdência e capitalização mira ampliar seu desenvolvimento, tornando seus produtos acessíveis a todas pessoas e setores, afirmou a superintendente da Susep, Solange Vieira. Ela vê as regras mais flexíveis de oferta de produtos, o uso de tecnologias, a redução dos obstáculos à entrada de novos players e o protagonismo dos corretores como colaborações importantes para o crescimento continuado da atividade.

Na ANS, seu diretor-presidente Paulo Roberto Rebello reconheceu que a pandemia trouxe ao setor de Saúde Suplementar consequências econômicas e sociais significativas e de desdobramentos futuros incertos.  Há desafios estruturais, tendo em vista o processo de envelhecimento da população e a transição demográfica e epidemiológica, com prevalência das doenças crônicas não transmissíveis, ao lado do risco de novas doenças infecciosas, materializando danos significativos.

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, destacou que o mercado segurador demonstrou extraordinária resiliência durante o período mais agudo da pandemia e, já na fase de recuperação, apresenta taxas de crescimento acima das demais atividades. “O setor é moderno, ágil e cumpre muito bem o seu papel. O que precisamos é sermos adequadamente entendidos e compreendidos. O que precisamos, para continuar a crescer e decididamente ajudarmos a sociedade brasileira, é sermos ouvidos. Precisamos de diálogo construtivo, especialmente nós, corretores de seguros, para termos nosso papel e relevância reconhecidos”.

O balanço dos quatro segmentos de negócios do setor segurador, também feito neste painel, demonstra um viés de recuperação dos negócios mais acelerado neste ano, mas desigual entre os pares, inclusive no quesito despesas, mais proeminentes em Saúde Suplementar e Previdência e Vida. 

Em Saúde Suplementar, porque a inflação médica dá saltos e a frequência de uso dos planos é crescente e, no caso de Vida, justamente por assumir coberturas extraordinárias e fora do escopo da proteção em condições normais de mercado e, nos planos de acumulação, pela devolução de reservas por óbitos de participantes ou resgates realizados no período de pandemia. 

No ramo de Vida, as indenizações extraordinárias pagas por vítimas fatais de Covid totalizaram até agora R$ 4,6 bilhões, assinalou Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi.

Na Saúde Suplementar, a recuperação em números de beneficiários se dá em um cenário de convivência com três grandes choques relevantes e simultâneos neste ano, segundo o presidente da FenaSaúde, João Alceu. Um é o atendimento dos casos de Covid. Essa demanda crescente é gerada pela segunda onda da pandemia e coincide com avanço dos procedimentos eletivos, que ficaram represados apenas no segundo trimestre do ano passado, mas sobem desde o segundo semestre de 2020. “O resultado disso é que, no segundo trimestre de 2021, observamos grandes operadoras com quase toda sua receita do período destinada às despesas assistenciais, com a taxa de sinistralidade ao redor de 90%, um recorde na história do setor”, relatou ele, para quem o choque de oferta de insumos e medicamentos, e risco de atualização de o marco regulatório no Congresso se desviar do curso, em vez de reduzir, onerar as despesas das operadoras e, em consequência, os valores dos planos.

No segmento de Danos e Responsabilidade, o presidente da FenSeg, Antonio Trindade, constata um ritmo de aceleração neste ano, já que o crescimento atingiu 15% e ultrapassou R$ 42 bilhões no primeiro semestre, beneficiado pela guinada digital e ajustes no marco regulatório. “Em tempos de desafios imensos no Brasil, o segmento de Danos e Responsabilidades é o parceiro para concretizar a agenda econômica e social do Brasil, ao proteger a população de riscos e desonerar o orçamento do Estado”, finalizou.

Os títulos de Capitalização continuam sua história de sucesso e superação no País depois de 92 de sua criação, avalia o presidente da FenaCap, Marcelo Farinha. “O momento inspira cuidados. Afinal, a mais pronunciada crise sanitária testemunhada pela nossa geração é desafiadora para a saúde das pessoas e das empresas. Retração econômica, desemprego, contração de renda e inflação alta produzem enormes desafios para o desenvolvimento dos negócios. Mesmo assim, a capitalização demonstra vitalidade. No primeiro semestre do ano, cresceu 8,4%”, destacou ele.

Maior cautela de empresas e consumidores para investir e consumir influencia projeções, avalia CNseg

pedro simoes, CNSEG

A projeção para o IPCA este ano deu mais um salto, de 8,35% para 8,45%, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27). Para o ano que vem, subiu de 4,10% para 4,12%. Certamente é um ponto de preocupação para o Brasil, incluindo os empresários que atuam no mercado segurador. O economista Pedro Simões, do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, cita em sua análise uma combinação de pressões altistas: 

i) a inflação de serviços, como esperado, volta com a reabertura da economia, ainda mais em um contexto de custos em alta; 

ii) nos preços de itens industrializados, por sua vez, os gargalos supracitados não têm permitido o arrefecimento que se esperava, considerando que já haviam aumentado acima da média durante o isolamento social por conta do deslocamento de gastos antes dedicados aos serviços; 

iii) por fim, o forte impacto dos preços da energia elétrica e dos combustíveis, que não apenas têm um peso significativo no índice por si só, mas também influenciam outros preços por representarem um custo para praticamente todas as atividades econômicas. 

“Em relação à confiança na economia, quadro de agosto, que já não era tão favorável, se aprofundou nas prévias de setembro divulgadas até agora, com sinalização de queda dos índices de confiança, tanto o empresarial quanto o do consumidor, revelando empresas e consumidores mais cautelosos quanto a projetos de investimento e consumo nos próximos meses em meio à maior incerteza, e isso nunca é positivo para as decisões de consumo e investimento. Pesa também o cenário externo mais negativo, principalmente com as delicadas questões associadas ao modelo de crescimento chinês, evidenciadas, em muitos aspectos, no caso da gigante da incorporação imobiliária Evergrande”, comenta. 

Nesse cenário, a projeção para o crescimento do PIB este ano permaneceu em 5,04%. No entanto, para o ano que vem, a projeção mediana caiu de 1,63% para 1,57%. A mediana das projeções para a taxa Selic manteve-se estável em 8,25% e 8,50% ao final de 2020 e 2021, respectivamente, após o Copom aumentar a taxa básica de juros em 1p.p., para 6,25%, como previsto. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Rogério Idino é o novo CEO da BrasilSeg

A Brasilseg anuncia a chegada de Rogério Idino como o novo CEO da companhia. Rogerio é executivo de carreira do Banco do Brasil, cumprindo uma trajetória de evolução que teve início na gerência de contas e de agência e chegando a diversas superintendências da instituição. Antes de chegar à Brasilseg, Idino atuou como superintendente administrativo de Varejo em Brasília. 

Ele substitui Rodrigo Caramez, que liderou a seguradora no último ano e se dedicará a novos projetos profissionais. “A Brasilseg agradece a Rodrigo Caramez pelo trabalho dedicado durante esse período e lhe deseja muito sucesso nas novas etapas profissionais”, informou a companhia. 

O novo CEO tem experiência em gestão estratégica de negócios bancários, tendo atuado em diversos segmentos – Pessoa Física, Pessoa Jurídica, Alta Renda, Agronegócio e Serviço Público. Graduado em Direito, com ênfase em direito contratual, Idino tem MBA em Administração Geral para Altos Executivos pela FIA/USP.