Seguradora Porto Seguro e Cosan desistem de joint venture

Porto Seguro

A Porto Seguro e a Cosan informaram que foi rescindido acordo de investimento visando potencial formação da joint venture para atuação em mobilidade, denominada “Mobitech”, segundo em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de segunda-feira.

O grupo segurador Porto Seguro ressalta no aviso que “mantém sua estratégia de expansão do negócio de mobilidade ‘Carro Fácil’, no ramo de assinatura de veículos, tendo investido mais de R$ 600 milhões no negócio desde 2014, e que permanece firme na estratégia de crescimento e diversificação dos negócios da companhia”.

A Cosan informou que decidiu por adotar uma diretriz mais conservadora com relação ao compromisso de investimentos, “tendo em vista o agravamento da conjuntura macroeconômica, resultando em níveis mais altos de inflação, escalada das taxas de juros e aumento do custo de capital, visando preservar a geração de valor a seus acionistas e priorizar a a alocação de capital em seu atual portfólio de negócios”.

O acordo para a formação de uma joint venture de assinatura de veículos e de gestão de frotas havia sido anunciado em novembro passado. A joint venture teria participação de 50% de cada sócia, com a Porto Seguro participando do negócio por meio de sua unidade Carro Fácil, que já atua em assinatura de veículos. A Cosan aportaria cerca de R$ 300 milhões na parceria.

Criado em 2016, o Carro Fácil, serviço de assinaturas de carros zero quilômetro, tem crescido mais de 50% ao ano, e atualmente tem uma base de quase 10 mil clientes, segundo informou a Porto Seguro.

Inflação segue no radar da CNseg, com mediana em alta pela sexta semana consecutiva no Boletim Focus

priscila cnseg

A semana começa com volatilidade nos mercados financeiros e expectativa com dados da inflação no Brasil e nos Estados Unidos, pressionando os indicadores macroeconômicos. O principal deles é o IPCA. A mediana da projeção do Boletim Focus para o IPCA deste ano subiu pela sexta semana consecutiva, passando de 5,50% para 5,56%, no boletim divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, 21. Para 2023, a mediana permanece estável em 3,50% pela terceira semana consecutiva. As projeções para o PIB 2022 e 2023 não sofreram alteração em relação à semana anterior, permanecendo em 0,30% e 1,50%, respectivamente. Para a Selic, a estimativa do Focus foi mantida em 12,25% a.a. para 2022 e 8,00% a.a. em 2023.

“As tensões voltaram a se elevar quanto a um agravamento da situação entre a Rússia e a Ucrânia, com ações na região parcialmente controlada por rebeldes e com movimentos militares de forças russas na fronteira e em países vizinhos. Nesta semana, as movimentações diplomáticas devem ser intensas, mas a incerteza quanto aos próximos acontecimentos continuará afetando os mercados. O reflexo nas bolsas internacionais indica um início de semana conturbado, sem direção definida, com alta volatilidade nos preços dos ativos”, comenta Priscila Aguiar, economista da CEM – Comissão de Estudos de Mercado da CNseg.

A economista destaca que os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos também ajudarão a dar o tom dos mercados nesta semana. Na quarta-feira (23), o IBGE divulga o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de fevereiro, prévia da inflação oficial, que ainda deverá vir elevado, pois a metodologia do IBGE coleta os reajustes na Educação em fevereiro. “Com isso, a alta dos preços acumulada em 12 meses deverá se manter acima dos 10%, com sinais mais persistentes pelo menos até maio, quando é esperado uma desaceleração com a retirada da bandeira extra de crise hidrológica, que impacta o IPCA em quase 1 p.p.”. 

A taxa de câmbio também é destaque no boletim desta segunda-feira. A valorização do Real ao longo da semana passada, que surpreendeu pela intensidade, deve-se a vários fatores, desde a tendência de alta da Selic, reforçada pela Ata do Copom mas hawkish (duro), gerando operações de carry-trade (aplicações de curto prazo em renda fixa), o potencial de alta nas commodities que beneficiam as exportações brasileiras e até entrada de recursos para aplicações no mercado de renda variável. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas semanal feito pela Superintendência de Estudos e Projetos (Suesp) da CNseg, no portal de CNseg.

Brasilprev registra lucro líquido de R$ 1 bilhão e encerra ano com R$ 318,2 bi em ativos sob gestão

angela assis brasilprev

Fonte: BrasilPrev

A Brasilprev divulgou lucro líquido ajustado (que exclui resultados extraordinários) de R$ 1,008 bilhão. O valor é 11% superior ao apresentado em 2020, quando a companhia registrou R$ 912 milhões. Além disso, a carteira total de investimentos também registrou crescimento, encerrando o ano com R$ 318,2 bilhões em ativos sob gestão, o equivalente a 30% de market share.

“Ainda que 2021 tenha sido marcado pela continuidade da pandemia, o mercado se mostrou resiliente, e apoiados pela forte rede de distribuição do Banco do Brasil, conseguimos consolidar este resultado positivo”, comenta a presidente da Brasilprev, Ângela Assis (foto). “Também percebemos neste período a solidificação do papel social da previdência, que respondeu com agilidade à necessidade das pessoas, e ampliou a consciência sobre educação financeira e a construção de reservas de médio e longo prazo”.

Segundo o diretor de Planejamento e Controle da Brasilprev, Nelson Katz, durante todo o ano a Brasilprev buscou ampliar e melhorar a qualidade da assessoria prestada aos mais de 2,4 milhões de clientes. “Nós aceleramos o processo de transformação digital da companhia e investimos muito em tecnologia e inteligência artificial. Um dos exemplos é o nosso WhatsApp, que hoje oferece diversos serviços e tem uma alta taxa de aprovação”. 

O diretor revelou ainda que a forte atuação junto aos clientes permitiu uma mudança no cenário de investimentos da Brasilprev. “Nós seguimos lançando fundos e estratégias cada vez mais personalizadas, e por conta das taxas de juros mais baixas registradas no ano passado, também conseguimos reforçar a discussão sobre a importância da diversificação dos investimentos”, disse. “Para se ter uma ideia, abrimos 2021 com 85,8% de ativos em renda fixa, e 14,2% em Multimercado. Atualmente os fundos multimercado representam 33,2% da carteira. Foi um grande trabalho dos nossos consultores, que renderam ótimos respostas dos nossos clientes”.

Outros indicadores da Brasilprev – Em 2021, as receitas dos planos de previdência da Brasilprev atingiram a marca de R$45,8 bilhões, representando um crescimento de 11,4% frente ao mesmo período de 2020, mantendo a empresa em primeiro lugar entre as seguradoras no ranking de arrecadação total.

Além disso, o saldo das reservas técnicas total evoluiu 1,6% em relação ao mesmo período de 2020, totalizando R$313,2 bilhões. Quando se compara este dado com os R$ 318,2 bilhões da carteira de investimentos, a disponibilidade da empresa supera em R$5 bilhões a necessidade de recursos para a cobertura dos eventos de aposentadoria, invalidez, pensão e pecúlio contratados.

Corretora MDS compra CredRisk, especializada em seguro de crédito

MDS

Fonte: MDS

A MDS Brasil anuncia a aquisição da CredRisk, empresa especializada em Seguro de Crédito, Gestão de Riscos e Working Capital Solutions. Com uma carteira de R$ 70 bilhões em recebíveis segurados e prêmios que ultrapassaram o valor de R$ 100 milhões em 2021, a CredRisk atua com seguro de crédito no Brasil e exerce o papel de “Trusted Adviser”, cuja função é defender os interesses de seus clientes perante as seguradoras. A companhia atua com produtos e serviços como consultoria especializada em crédito e cobrança, seguro de crédito, garantias e seguro transporte.

Segundo a empresa, a compra da CredRisk traz ganhos de escala, capilaridade e geração de valor para ambas as marcas. “A aquisição reforça a nossa unidade de negócios de seguros patrimoniais e linhas financeiras, eleva o nosso nível de especialização e nos coloca na liderança desse segmento do mercado”, explica Ariel Couto, CEO da MDS Brasil e Américas Regional Manager da Brokerslink. ” Para além de uma equipe qualificada, incorporamos uma nova carteira de grandes clientes, que passam a ter acesso a todos os nossos produtos e serviços. É uma iniciativa que visa tornar a companhia melhor, e não apenas maior”, conclui o e executivo.

Thiago Tristão, vice-presidente de Riscos Corporativos da MDS Brasil e CEO Brasil da MDS Reinsurance Solutions, destaca que a compra é uma resposta ao momento atual do mercado de crédito: “Os prêmios deste segmento cresceram 20% em 2020 (R$ 530 milhões), em comparação ao ano anterior (R$ 440 milhões), para aproximadamente 720 milhões de reais em 2021, um aumento de 36% em relação ao ano anterior. O crescimento da CredRisk nos últimos três anos foi de 87% na receita do produto e, para os próximos três anos, a estimativa é que a receita dobre”, detalha o líder.

Phillip Krinker, founder & CEO da CredRisk, ressalta que, embora o seguro de crédito tenha baixa penetração no Brasil em relação a países desenvolvidos, o produto revela grande potencial de crescimento e apresentou uma performance financeira histórica muito positiva nos últimos anos.

“Devido às incertezas que a pandemia trouxe, muitas empresas foram forçadas a lidar com dois impactos: as previsões de potenciais perdas e a ausência de fluxo de caixa. Sob essa ótica, o seguro de crédito se transforma em uma ferramenta cada vez mais indispensável para mitigar esse risco. Não por acaso, o nosso último balanço revelou mais de 2 mil perdas cobertas desde 2007, R$ 17,5 bilhões em limites de crédito cobertos/garantidos em 2021 e mais de R$ 300 milhões em indenizações pagas desde 2007”, destaca o executivo.

Para Krinker, a reciprocidade da aquisição traz vantagens excepcionais a clientes de ambas as companhias: “Os clientes da MDS ganham agora um atendimento ainda mais especializado de uma equipe referência internacional em seguro de crédito, e os clientes da CredRisk passam a ter acesso a uma plataforma de produtos B2B e B2C de distinta reputação e tecnologia”, conclui o executivo.

CNseg cria espaço dedicado às questões ASG em seu portal

Uma página dedicada às questões ASG (Ambientais, Sociais e de Governança) está disponível no portal da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, tornando-se o principal repositório de notícias, estudos, debates, eventos e ações de sustentabilidade em seguros.

“É mais uma ação que materializa o compromisso institucional da CNseg com a sustentabilidade e o protagonismo do setor segurador com as questões ASG, cuja agenda é extensa, emergencial e prioritária”, afirma a diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes.

Como se sabe, o setor de seguros brasileiro é uma liderança na agenda de sustentabilidade mundial. A CNseg é instituição apoiadora e fundadora dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI, na sigla em inglês), lançados na Rio+20, em 2012.  Os PSI são diretrizes concebidas pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-FI) para serem utilizadas como referência mundial ao mercado segurador no tratamento de riscos e oportunidades relacionados a questões ASG.

Outra importante iniciativa da CNseg é a Comissão de Integração ASG (CIASG), criada em 2012. Essa comissão reúne especialistas das seguradoras envolvidos na promoção e integração das questões ASG nas operações do setor de seguros e em sua cadeia de valor.

A página reúne ainda alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU com maior aderência das seguradoras, publicações da Confederação sobre sustentabilidade em seguros, notícias relacionadas, além de referências internacionais importantes para àqueles que querem se aprofundar no tema. Para acessar o espaço no portal da CNseg, basta clicar em Conteúdos Especiais/ASG.  

CNseg: Setor de seguros alcança R$ 306,4 bilhões, alta de 11,9%

Nas circunstâncias da epidemia e da conjuntura econômica, os brasileiros contrataram mais seguros no ano passado para proteger patrimônios, vida e renda. Essa procura assegurou expansão de 11,9% comparativamente ao volume do setor em 2021, totalizando R$ 306,4 bilhões (sem Saúde e DPVAT). O setor então alcançou um crescimento real (descontada a inflação medida pelo IPCA) de 3,3% no ano passado, relata a nova publicação da Conjuntura CNseg nº 64, da Confederação Nacional das Seguradoras. Segundo o editorial assinado pelo Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, a taxa nominal de crescimento de 2021 ficou no intervalo projetados pela entidade- entre 9,4%, no cenário pessimista, e 14,1%, no quadro otimista.

Para ele “a evolução dos negócios foi desigual entre segmentos e ramos de seguros, previdência privada e capitalização”. Decorrente “dos efeitos diversos das condições epidemiológica e econômica sobre as preferências dos clientes e consumidores de diferentes produtos e serviços”, acrescentou.

No ano passado, a principal contribuição para o crescimento do setor veio do segmento que protege contra Danos e Responsabilidades, com alta de 14,6% sobre 2020 e volume final de R$ 89,8 bilhões. O segmento de Vida e Previdência avançou 11,5% em 2021 comparado ao exercício de 2020, gerando mais de R$ 192,3 bilhões. O segmento de Títulos de Capitalização teve crescimento no ano passado de 5,9% sobre a movimentação de 2020, alcançando R$ 24,3 bilhões. Prova da solidez do setor, as garantias dos riscos transferidos ao setor por pessoas, famílias e empresas – as chamadas provisões ou reservas técnicas – alcançaram o patamar histórico de R$ 1,270 trilhão no ano passado, reafirmando a qualificação do setor de seguros como um dos maiores investidores institucionais do País (aplicador em ativos financeiros e econômicos). 

Em consequência ainda dos efeitos da pandemia, a taxa de sinistralidade evoluiu no segmento de Pessoas, passando nos seguros de Vida de 28,9%, em 2020, para 38,1%, no ano passado. Também houve reflexo no segmento de Danos e Responsabilidades, que observou avanço de 48,7% em 2020 para 53,9%. Os ramos de Automóveis (de 54,7% para 63,1%) e Patrimonial (de 45,1% para 51,3%) foram os que mais influenciaram a sinistralidade nesse segmento.

Confira o vídeo-release do Presidente da CNseg comentando os dados:

Venda de seguro de pessoas cresce 12,7% em 2021, para R$ 51 bilhões; indenizações por Covid-19 somaram R$ 4,8 bi

seguros produtos

O mercado de seguros de pessoas avançou 12,72% no que diz respeito à arrecadação, no último ano. É o que aponta o último relatório de 2021 elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, com base nos dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados – Susep. Em valores, foram mais de R$ 51,17 bilhões acumulados em prêmios, entre janeiro e dezembro. 

Conforme o levantamento, quase a metade do volume total foi alcançada pelos seguros de Vida, nas modalidades em Grupo (R$ 13,5 bi) e Individual (R$ 9,9 bi) que, somados chegam a quase R$ 23,4 bilhões. Em seguida, vêm o Prestamista (R$ 15,6 bi) e Acidentes Pessoais (R$ 6,8 bi).  

Os seguros Funeral e Doenças Graves também tiveram um aumento considerável em relação ao ano anterior, com R$ 1,05 bilhão e cerca de R$ 1,4 bi em prêmios, respectivamente. 

No período, houve crescimento expressivo dos sinistros quando comparados ao ano prévio, chegando a R$ 17,6 bilhões – reflexo ainda da pandemia do novo coronavírus. Desde abril de 2020, as empresas assumiram o pagamento das indenizações por mortes decorrentes da Covid-19, desembolsando até dezembro de 2021 quase R$ 6 bilhões, e assistindo mais de 162 mil famílias. 

Seguradora Pottencial lucra R$ 130,7 milhões em 2021 e vendas de seguro garantia avançam 12%

A Pottencial encerrou 2021 com lucro de R$ 130,7 milhões, o que a coloca na posição do 10o. maior lucro do setor de seguros, segundo dados da consultoria Siscorp. Em comunicado, a seguradora destaca o seguro garantia e o locatícia. Em prêmios emitidos em garantia, a seguradora saltou de R$ 712 milhões para R$ 798 milhões, um avanço de 12%, 17,4% de market share, e a vice-liderança no fiança locatícia, com 16,4% de participação no mercado.

Para o CEO da Pottencial, João Géo Neto, os números refletem, entre outros fatores, a sinergia e engajamento da equipe e os investimentos recorrentes e robustos em tecnologia. “Desde que fizemos a primeira emissão de apólice, há 11 anos, a empresa vem registrando um crescimento contínuo e sustentado, o que, para nós, é motivo de muito orgulho, pois mostra que, de fato, nossos esforços para transformar o mercado de seguros têm surtido os efeitos es perados”, destaca o executivo em nota.

Manter investimentos constantes em tecnologia, a fim de tornar os processos mais simples e ágeis, é, na opinião de Neto, essencial para se diferenciar em um mercado dominado por grandes players. “Não à toa a área de tecnologia é a que mais cresce dentro da nossa empresa. Por meio da análise de dados, conseguimos ofertar produtos customizáveis, que atendam às necessidades mais importantes das pessoas” explica. No último mês a insurtech revelou que mais de 200 vagas serão abertas ainda no primeiro semestre. Metade dessas posições é destinada à área de tecnologia.

Na visão do executivo, o bom desempenho da Pottencial é resultado da soma de uma gestão financeira eficiente, o cuidado com as pessoas -chamadas internamente de “potters”-, e a visão de longo prazo do negócio. Soma-se a tudo isso o fato de a empresa ter em seu DNA características essenciais para o consumidor moderno, como agilidade, desburocratização, flexibilidade e proximidade. “Para 2022, nosso objetivo é chegar a R$ 1 bilhão em prêmios. Algumas estratégicas serão essenciais para este crescimento, como ampliação e diversificação do nosso portfólio e o fortalecimento da nossa presença no varejo”, finalizou.

Allianz lucra 6,6 bilhões de euros em 2021, queda de 2,9%

Oliver Batt CEO do Grupo Allianz (6)

O grupo alemão Allianz divulgou lucro líquido de 6,6 bilhões de euro em 2021, queda de 2,9% em relação ao ano anterior. O resultado foi impactado por uma provisão única antes de impostos de 3,7 bilhões de euros em antecipação de acordos com os principais investidores nos fundos AllianzGI US Structured Alpha e à luz das discussões atuais com autoridades governamentais dos EUA, reduzindo o lucro líquido do grupo em 2021 em 2,8 bilhões de euros.

As receitas aumentaram 5,7% para 148,5 bilhões de euros. O lucro operacional saltou 24,6% para 13,4 bilhões de euros. A meta de lucro operacional para 2022 de 13,4 bilhões de euros, mais ou menos 1 bilhão de euros. O grupo anunciou novo programa de recompra de ações de até 1 bilhão de euros, segundo comunicado.

“Apesar dos desafios em 2021, a Allianz provou sua resiliência e adaptabilidade. Com lucro operacional recorde, forte crescimento de valor nos negócios de vida, saúde e gestão de ativos e margens de P/C e produtividade fortemente aprimoradas, estamos ampliando o poder de nossos franquia global”, comentou Oliver Bäte, CEO da Allianz SE, em comunicado.

Veja abaixo o release completo:

12M 2021:

·        Receitas aumentaram 5,7% chegando a 148,5 bilhões de euros.

·        Lucro operacional teve salto de 24,6% e atingiu 13,4 bilhões de euros.

·        Lucro líquido atribuível aos acionistas declinou 2,9%, ficando em 6,6 bilhões de euros, como resultado de uma provisão única antes da dedução de impostos, da ordem de 3,7 bilhões de euros, em antecipação aos acordos com grandes investidores nos fundos da AllianzGI U.S. Structured Alpha e em vista das atuais discussões com autoridades governamentais dos EUA, reduzindo em 2,8 bilhões de euros o lucro líquido do Grupo em 2021.

·        Coeficiente de capitalização Solvency II avançou 1 ponto percentual, passando para 209%1.

4T 2021:

·       Receitas totais aumentaram 7,9% indo para 38,4 bilhões de euros.

·       Lucro operacional subiu 18% e registrou 3,5 bilhões de euros.

·       Prejuízo líquido atribuível aos acionistas foi de 292 milhões de euros devido a uma provisão antes da dedução de impostos no montante de 3,7 bilhões de euros, em antecipação aos acordos com grandes investidores dos fundos da Allianz GI U.S Structured Alpha em vista das discussões em curso com autoridades governamentais dos EUA. Excluindo esse único item pontual, a receita líquida aumentou 38,2% e registrou 2,5 bilhões de euros.

Previsão:

·       Lucro operacional visado em 2022 é de 13,4 bilhões de euros, mais ou menos 1 bilhão de euros2.

Outros itens:

·       Anunciado novo programa de recompra de ações de até 1 bilhão de euros.

·       Direção da empresa deverá propor aumento de 12,5% nos dividendos, passando a 10,80 euros por ação, com base em um lucro operacional robusto e uma sólida receita líquida.

“Apesar dos desafios em 2021, a Allianz provou sua resiliência e adaptabilidade. Com alta recorde no lucro operacional, acentuado crescimento de valor em Vida, Saúde e Ativos sob Gestão, além da forte ampliação nas margens de P&C (Ramos Elementares) e na produtividade, nós estamos escalando o poderio de nossa rede global”, diz Oliver Bäte, CEO do Grupo Allianz.

Destaques Financeiros

Receitas

12M 2021: as receitas totais aumentaram 5,7%, atingindo 148,5 bilhões de euros. Com os ajustes por transposição cambial e efeitos de consolidação, o aumento foi de 6,1%. As fortes vendas nos Estados Unidos e na Itália contribuíram para o crescimento das receitas no segmento Vida/Saúde.  O segmento de P&C (Ramos Elementares) tirou proveito dos aumentos nos preços e nos volumes, ao passo que o segmento de Ativos sob Gestão registrou alta nas receitas provenientes dos ativos sob gestão e um aumento nas comissões baseadas em desempenho.

4T2021: receitas totais aumentaram 7,9%, passando para 38,4 (4T 2020: 35,6) bilhões de euros.

O crescimento das receitas internas, com os ajustes por efeitos cambiais e de consolidação, foi de 5,9%, impulsionado por todos os segmentos de negócios. 

Lucros

12M 2021: o lucro operacional saltou 24,6% passando para 13,4 (ano inteiro 2020: 10,8) bilhões de euros, puxado pela maior rentabilidade em todos os segmentos. Além disso, esse aumento reflete o impacto negativo da covid-19 sobre o lucro operacional do ano anterior. A média mais elevada de Ativos sob Gestão (AuM) e o controle de custos continuado levaram a um forte aumento no lucro operacional no segmento de Ativos sob Gestão. O segmento de P&C (Ramos Elementares) registrou um resultado mais elevado de subscrição, mesmo diante do aumento nas indenizações de catástrofes naturais. No segmento Vida/Saúde, o lucro operacional cresceu graças às maiores taxas de carregamento e à ampliação nas margens de investimento e técnicas.

Lucro líquido atribuível aos acionistas foi de 6,6 (6,8) bilhões de euros visto que as provisões para a questão da AllianzGI U.S Structured Alpha reduziram em 2,8 bilhões de euros a receita líquida do Grupo em 2021, compensando o lucro operacional maior.

O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RoE) foi de 10,6% (11,4 %).

 Lucro Básico por Ação (EPS) declinou 3,2% ficando em 15,96 (16,48) euros.

O Conselho de Administração irá propor um aumento nos dividendos que passarão a 10,80 euros por ação para o ano de 2021.

Em 17 de fevereiro de 2022, a Allianz anunciou um novo programa de recompra de ações de até 1 bilhão de euros para 2022.

4T 2021: O lucro operacional subiu 18% chegando a 3,5 (3,0) bilhões de euros, em grande parte levado pelo resultado majorado de subscrição no segmento de P&C. No segmento de Gestão de Ativos, o lucro operacional cresceu devido à média mais elevada de ativos de terceiros sob gestão (AuM) e às melhorias contínuas na produtividade. Em Vida/Saúde, o lucro operacional recuou ligeiramente, sobretudo por conta da margem de investimento reduzida.

O prejuízo líquido atribuível aos acionistas foi de 292 milhões de euros, comparado com um lucro líquido de 1,8 bilhão de euros no período do ano anterior, uma vez que o lucro operacional maior foi compensado pelo impacto de uma provisão de 3,7 bilhões de euros antes da dedução de impostos, destinada à rúbrica AllianzGl U.S. Structured Alpha.

Coeficiente de capitalização Solvency II

O Coeficiente de capitalização Solvency II teve alta de 1 ponto percentual, passando de 207% no final de 2020 para 209% no final de 20213.

Destaques por segmento

“Nosso desempenho subjacente foi muito forte em 2021, conforme atestado pelo lucro operacional de 13,4 bilhões de euros.

Em nosso segmento de P&C (Ramos Elementares), a retomada nas linhas comerciais e globais demonstra claramente que estamos bem-posicionados para nos beneficiarmos com novas melhorias no ambiente de subscrição. Mesmo diante de severas ocorrências relacionadas a eventos climáticos, nosso Índice Combinado aumentou graças ao nosso foco contínuo na disciplina de subscrição e nas melhorias da produtividade. 

·       Em Vida/Saúde, o grau de solidez dos novos negócios com margens amplas salienta a saudável demanda pelos nossos produtos. Nós estamos muitos satisfeitos com o sucesso de nossas novas iniciativas empresariais e realizamos ações significativas na gestão em curso.  Isso prova o nosso compromisso com a gestão de capital ativa, o que nos possibilita maximizar o potencial de nosso negócio.

·       Nosso segmento de Gestão de Ativos apresentou desempenho sólido com nível elevado de fluxo de entradas provenientes de clientes de todas as regiões e por meio de todas as classes de ativos.

·       Os Ativos sob Gestão atingiram uma nova alta recorde no final de 2021. A receita líquida do segmento foi impactada por uma medida adotada em antecipação aos acordos com grandes  investidores nos fundos da AllianzGl U.S. Structured Alpha e em vista das discussões em andamento com autoridades do governo dos EUA, um primeiro passo relevante rumo à resolução dos diversos processos relacionados a isso.

Nosso forte desempenho empresarial, impulsionado pelos firmes fundamentos inerentes de nosso negócio, fortalecem nossa confiança na nossa previsão para 2022”, afirma Giulio Terzariol, CFO do Grupo Allianz.

Seguro P&C (Ramos Elementares): lucro operacional sólido

12M 2021: receitas totais aumentaram 4,8% subindo para 62,3 (59,4) bilhões de euros.

Com os ajustes por transposição cambial e efeitos de consolidação, o crescimento interno foi de 4,1%, sustentado por diferentes efeitos — de preço (2,2%), assim como por efeitos de volume (1,4%) e de serviço (0,6%). Os que mais contribuíram para esse crescimento foram Allianz Partners, AGCS e Austrália.

lucro operacional cresceu 30,6%, registrando 5,7 (4,4) bilhões de euros. Nosso resultado em subscrição reflete uma recuperação em relação ao impacto da covid-19 em 2020. Menores perdas atricionais e um resultado melhor do run-off compensam as indenizações mais elevadas decorrentes de catástrofes naturais.


O índice de despesas subiu para 26,7% (26,8%).

No conjunto, o Índice Combinado avançou 2,5 pontos percentuais, ficando em 93,8% (96,3%).

4T 2021: receitas totais cresceram 14,7%, atingindo 14,5 (12,7) bilhões de euros.

Com os ajustes por transposição cambial e efeitos de consolidação, o crescimento interno chegou a 10,7% devido a um aumento de 7,4% nos volumes e à sustentação vinda dos aumentos de 2% dos serviços e de 1,4% do efeito preço. Os que mais contribuíram para esse aumento foram Allianz Partners, AGCS e Alemanha.

lucro operacional teve um pico de 76,1% e chegou a 1,6 (0,9) bilhão de euros, devido ao resultado consideravelmente maior na subscrição, incluindo um run-off com resultado muito superior. O aumento também refletiu parcialmente o efeito negativo da covid-19 no ano anterior. Além disso, o índice de despesa evoluiu para 26,9% (27,5%).

Índice Combinado subiu 3,9 pontos percentuais e ficou em 93,5% (97,4%).

Vida/Saúde: gestão bem-sucedida dos novos negócios

12M 2021: O PVNBP4 ou Valor Atual dos Prêmios dos Novos Negócios saltou para 78,7 (61,5) bilhões de euros, empurrado por volumes de venda mais elevados para produtos de renda vitalícia a índice fixo nos Estados Unidos e às melhorias, na Itália e França, por meio de back-book management. Outros fatores que contribuíram foram os volumes superiores de produtos tipo unit-linked na Itália e um amplo pacto de resseguro na Allianz Reinsurance. 

lucro operacional aumentoupara 5 (4,4) bilhões de euros, devido a reserve loadings maiores, a uma maior margem de investimento e ao reconhecimento do prejuízo do ano anterior nos Estados Unidos. Taxas de administração mais altas em itens do tipo unit-linked na Itália, margem de investimento mais elevada na França, e uma margem técnica ampliada, tanto nos negócios de Vida como nos de Saúde, na Alemanha, embasaram esse crescimento.

Margem de Novos Negócios aumentou 3,2% (2,8 %), impulsionado pelo mix de negócios. O valor dos novos negócios subiu para 2,5 (1,7) bilhões de euros, devido aos volumes mais elevados e às margens ampliadas.

4T 2021: O PVNBP, Valor Atual dos Prêmios dos Novos Negócios, aumentou para 19,8 (19,0) bilhões de euros, devido sobretudo aos volumes maiores nas vendas de produtos de renda fixa vitalícia a índice fixo nos Estados Unidos.

Margem de Novos Negócios (NBM) subiu para 3,4% (2,7%), puxado por um mix de negócios ampliado nos EUA, França e Itália. Desenvolvimentos favoráveis do mercado sustentaram esse crescimento.

Valor dos Novos Negócios (VNB) cresceu para 0,7 (0,5) bilhão de euros, em função de volumes e margens maiores.

Lucro operacional baixou para 1,3 (1,4) bilhão de euros. O impacto da margem de investimento menor no negócio de Vida na Alemanha, um write-off para um sistema administrativo no Benelux, e indenizações maiores na Indonésia foram parcialmente compensados por um aumento nas taxas de gerenciamento para produtos unit-linked na Itália.

Gestão de Ativos: recorde de AuM, alta de 22% no lucro operacional

12M 2021: as receitas operacionais cresceram 14,3% e atingiram 8,4 bilhões de euros como resultado das receitas maiores puxadas pelos ativos sob gestão (AuM), bem como por taxas de desempenho mais altas. A relação custo-rendimento aumentou para 58,4% (61,2%).

Lucro operacional cresceu 22,3% e atingiu 3,5 (2,9)      bilhões de euros. Com ajustes por transposição cambial e efeitos de consolidação, o lucro operacional subiu 25,3%. Os ativos de terceiros sob gestão aumentaram14,9%, o equivalente a 255 bilhões de euros, desde o final de 2020, atingindo 1,966 trilhão de euros, basicamente devido às entradas líquidas elevadas da ordem de 110,1 bilhões de euros, assim como pelos efeitos favoráveis da transposição cambial.

4T 2021: o total de ativos sob gestão subiu para 2,609 trilhões de euros no final de 2021, puxado pelos ativos de terceiros sob gestão. O crescimento foi impulsionado por todas as regiões e todas as classes de ativos.

Os ativos de terceiros sob gestão eram de 1,966 trilhão de euros em 31 de dezembro de 2021, um aumento de 86 bilhões de euros desde o final do terceiro trimestre de 2021, incluindo 20,6 bilhões de euros de entradas líquidas e efeitos de mercado de 11,5 bilhões de euros. Houve um impacto positivo de 28,3 bilhões de euros por consolidação, sobretudo relacionada à transação de resseguro da Allianz Life (30 bilhões de euros). Outro fator que contribuiu foi o efeito favorável de transposição cambial de 25,2 bilhões de euros.

lucro operacional teve alta de 20,8% desde o período do ano anterior e foi a 1 (0,9) bilhão de euros. O crescimento das receitas se deu, principalmente, devido à média mais elevada nos ativos sob gestão (AuM) de terceiros. Com ajustes para efeitos de transposição cambial, o lucro operacional aumentou 17%. A relação custo-rendimento (CIR) avançou 0,5 ponto percentual e foi para 58,2%.

Coface: A recuperação global continua em 2022, mas uma estrada acidentada está por vir

Coface estudo mundo

Dois anos após o início da pandemia, a economia global continua a se recuperar, mas ainda enfrenta desafios significativos. Após a calmaria do 3º trimestre de 2021, a Ômicron destacou a imprevisibilidade da pandemia e exacerbou um dos  principais fatores que afetam a recuperação: as interrupções nas cadeias de suprimentos. O outro grande risco é a derrapagem duradoura da inflação, informa a companhia.

Neste ambiente altamente incerto, a Coface fez poucas alterações nas suas avaliações de risco após as ondas de melhora nos trimestres anteriores. No total, foram quatro melhores avaliações de risco-país, incluindo a Dinamarca, e dois rebaixamentos. Em termos de riscos setoriais, a Coface melhorou doze avaliações, notavelmente nas indústrias do papel e da madeira, onde os preços se mantêm em alta, e fez cinco rebaixamentos, principalmente no setor da energia na Europa. 

Onda após onda: a economia continua desacelerando, mas em menor grau 

A situação sanitária mais uma vez exigiu a implementação de restrições em muitos países. No entanto, embora alguns países europeus tenham implementado medidas de bloqueio parcial, as medidas foram muito menos drásticas do que antes. Os efeitos econômicos diretos foram, portanto, menos significativos, ainda que as consequências se mantenham negativas para alguns setores como o setor do transporte aéreo, do turismo, da hotelaria e da restauração. 

As interrupções na cadeia de suprimentos vão continuar 

Depois de afetar inicialmente a indústria automotiva, as dificuldades em cadeia de suprimentos se espalharam para a maioria dos setores, da manufatura à construção. Embora o tempo de retorno à normalidade permaneça difícil de prever, parece que o consenso de uma flexibilização gradual a partir do 1º semestre de 2022 é excessivamente otimista e que as interrupções e a escassez de materiais provavelmente continuarão. Isso levou a Coface a reduzir suas previsões de crescimento do PIB em 2022 para vários países europeus, bem como para os EUA e a China. 

Além disso, embora a recuperação continue, o número de insolvências, que ainda é muito baixo no momento na maioria dos países, incluindo Estados Unidos, França e Alemanha, deve aumentar gradualmente em 2022, como já acontece no Reino Unido. 

Inflação, uma preocupação fundamental para todas as economias em 2022 

O outro grande risco, a inflação, está se tornando cada vez mais importante, principalmente à medida que a recuperação dos preços das commodities continua, alimentada pela inércia da oferta de curto prazo e pelas tensões geopolíticas. Essa inflação agora também está sendo impulsionada pelos preços dos produtos manufaturados em muitas economias, já que as empresas repassam os aumentos dos custos de produção para os preços ao consumidor. 

Esses preços altos das commodities estão beneficiando os grandes vencedores usuais. Espera-se que a região do Golfo apresente um forte desempenho de crescimento em 2022. A Noruega registrou seu maior superávit comercial de todos os tempos, graças às fortes exportações de petróleo e gás. Finalmente, muitos países africanos, mesmo aqueles afetados por conflitos armados ou convulsões políticas, ainda se beneficiam dos preços altos de energia, de minerais, de madeira e de produtos agrícolas. 

Nos Estados Unidos, a inflação e os problemas com a oferta amortecem o ímpeto de recuperação. Embora se espere que o crescimento do PIB permaneça sólido em 2022 (+3,7%), esses fatores continuarão a pesar na atividade. No 4º trimestre de 2021, a taxa de inflação anual atingiu 7,0%, o seu nível mais elevado em 40 anos. Em resposta a esse aumento de preços, o Federal Reserve dos EUA tornou-se mais agressivo e insinuou um aumento iminente da taxa, desencadeando aperto monetário em alguns países emergentes. 

Na Europa, as interrupções nas cadeias de suprimentos, combinadas com uma forte demanda, levaram a preços mais altos ao produtor e à energia. A Alemanha experimentou a inflação mais alta em mais de 30 anos. A situação é um pouco mista no resto da área do euro: a inflação permanece relativamente moderada na França, enquanto os preços dispararam na Espanha. No Reino Unido, a inflação subiu para 5,4% e levou o Banco da Inglaterra a se tornar o 1º grande banco central a aumentar sua taxa de juros em dezembro de 2021, antes de fazê-lo pela 2ª vez no início de fevereiro. 

Nosso cenário central continua sendo de inflação próxima do pico, que diminuirá à medida que os preços da energia e os gargalos da cadeia de suprimentos diminuírem no segundo semestre do ano. 

A inflação pode agravar as pressões sociais 

Este aumento acentuado dos riscos de inflação agrava as pressões sociais nos países emergentes e em desenvolvimento, que já tinham sido reforçadas pelo aumento da desigualdade associado à pandemia. Na África, os altos preços da energia e dos alimentos, que pesam muito nas famílias, limitaram o consumo na medida em que a insegurança alimentar e a pobreza aumentaram. O apoio fiscal, já muito limitado no continente devido aos níveis de dívida pública, foi retirado e o desemprego é alto na maioria dos países. África do Sul, Argélia, Angola, Moçambique, Nigéria, República Democrática do Congo, Zimbábue, Etiópia, Guiné e Tunísia são exemplos de países que sofrem pressões sociais crescentes como resultado da crise. 

China indo contra a corrente 

A desaceleração da China se aprofundou no 4° trimestre de 2021, com uma taxa de crescimento anual de 4,0%, o ritmo mais lento desde o pico da pandemia em 2020. A recuperação econômica da China foi afetada pela desaceleração do mercado imobiliário, a continuação da estratégia ‘zero-COVID’, que pesou nos gastos das famílias, no fraco crescimento do investimento e na escassez de energia. Em 2021, o PIB chinês cresceu 8,1%. 

Fortemente afetada pela variante Delta no 3° trimestre de 2021, as economias da Ásia-Pacífico se recuperaram no final do ano. As economias do Pacífico recuperaram no final do ano, em linha com a flexibilização das restrições. A maioria das economias da região retornou aos níveis de PIB pré-crise até o final de 2021, com as notáveis exceções do Japão e da Tailândia. No entanto, a recuperação contínua pode aumentar as pressões inflacionárias, especialmente se os mercados de trabalho se apertarem.