Venda de seguro de pessoas cresce 12,7% em 2021, para R$ 51 bilhões; indenizações por Covid-19 somaram R$ 4,8 bi

De abril de 2020 a dezembro de 2021, seguradoras pagaram 162.557 titulares de apólices, que totalizaram R$ 5,93 bilhões

O mercado de seguros de pessoas avançou 12,72% no que diz respeito à arrecadação, no último ano. É o que aponta o último relatório de 2021 elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, com base nos dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados – Susep. Em valores, foram mais de R$ 51,17 bilhões acumulados em prêmios, entre janeiro e dezembro. 

Conforme o levantamento, quase a metade do volume total foi alcançada pelos seguros de Vida, nas modalidades em Grupo (R$ 13,5 bi) e Individual (R$ 9,9 bi) que, somados chegam a quase R$ 23,4 bilhões. Em seguida, vêm o Prestamista (R$ 15,6 bi) e Acidentes Pessoais (R$ 6,8 bi).  

Os seguros Funeral e Doenças Graves também tiveram um aumento considerável em relação ao ano anterior, com R$ 1,05 bilhão e cerca de R$ 1,4 bi em prêmios, respectivamente. 

No período, houve crescimento expressivo dos sinistros quando comparados ao ano prévio, chegando a R$ 17,6 bilhões – reflexo ainda da pandemia do novo coronavírus. Desde abril de 2020, as empresas assumiram o pagamento das indenizações por mortes decorrentes da Covid-19, desembolsando até dezembro de 2021 quase R$ 6 bilhões, e assistindo mais de 162 mil famílias. 

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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