Seguradoras encerram 2021 com alta de 14,6% no faturamento e 7,4 pontos a mais na sinistralidade

irb inteligencia mercado

O setor de seguros fechou 2021 com variação positiva no faturamento de 14,6% em relação a 2020, o que representa R$ 18,1 bilhões a mais em prêmios emitidos, totalizando R$ 141,9 bilhões. É o que mostra a 16ª edição do Boletim IRB+Mercado, relatório mensal da plataforma IRB+Inteligência divulgado hoje (07/03). O segmento que mais cresceu no ano passado foi Rural, com resultado 39,3% superior ao verificado em 2020. 

Em dezembro do ano passado, a alta chegou a 19,3% na comparação com o ano anterior, puxando o resultado positivo do setor no quarto trimestre (4T21):  + 13,2% frente ao 4T20. Os segmentos que mais se destacaram foram Corporativo de Danos e Responsabilidades e Rural com variação de 24,5% e 24%, respectivamente. No comparativo entre o 4T21 e o 3T21, a evolução foi de 1,3%. 

A sinistralidade geral do setor também fechou o ano em alta. No acumulado do ano, o índice subiu 7,4 p.p. em relação a 2020, resultando em 51%. Esse aumento na sinistralidade foi impulsionado pelo segmento Automóvel, que apresentou R$ 3,7 bilhões a mais em sinistros ocorridos na comparação com 2020. Desconsiderando esse segmento, a sinistralidade total seria de 46%. Apesar do lucro líquido do setor de seguros ter crescido 35% em dezembro, no acumulado de 2021 o resultado é 36,8% menor que em 2020. 

Por segmento, Vida representou 36,1% (R$ 51,3 bilhões) dos prêmios emitidos no ano passado, alta de 12,8%, devido, principalmente, ao produto Vida Individual e Coletivo, que variou 17,6% e foi responsável por 60,4% do crescimento anual do segmento. Em seguida estão: Automóveis, 27,1% (R$ 38,4 bilhões); Corporativo de danos e Responsabilidades, 18,4% (R$ 26,1 bilhões); Individual Contra danos, 8,4% (R$ 11,9 bilhões); Rural, 6,8% (R$ 9,6 bilhões); e Crédito e Garantia, 3,2% (R$ 4,6 bilhões).  

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep em 09/02, considerando os seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios. A análise está disponível, na íntegra, no site do IRB Brasil RE. No mesmo endereço, o Dashboard IRB+Mercado Segurador permite consulta dinâmica e gratuita às informações de todo o setor. 

Gente Seguradora completa 50 anos baseada na livre iniciativa e concorrência para todos

Foto: Marcelo Wais e Sergio Wais – Crédito: Felipe Tedesco

A Gente Seguradora completa cinquentenário no dia 12 de março, tendo importante contribuição para o desenvolvimento do mercado de seguros. Sua constituição é fruto de uma política de livre iniciativa e livre concorrência para todos que culminou na quebra do direito cartorial, permitindo que qualquer empreendedor que atendesse aos requisitos técnicos e de capital pudesse ter uma seguradora.

Em 12 de março de 1972, o empresário Sergio Suslik Wais fundou o Gente Grupo Executivo de Seguros Ltda, que administrou durante 12 anos a Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde acumulou a função de diretor em parte desse período. Seu objetivo era atuar como seguradora independente, mas tinha como obstáculo o cerceamento do mercado, que operava por meio de concessões de cartas patente. “Esse documento, emitido pelo Ministro da Fazenda por delegação da Presidência da República, estabelecia quem tinha o direito àquela atividade, assim como os cartórios – por isso era conhecido como direito cartorial”, diz Sergio Wais.

O mercado segurador se reestruturou com o Decreto Lei 73/1966, que veio regulamentar a atividade e como se daria a constituição das empresas de seguros. Em 1973, foi criado um impedimento à concessão de novas autorizações de seguradoras, e houve um movimento de incentivo para fusões e incorporações que deu início a enormes grupos financeiros, que chegava a premiar as companhias que absorviam outras com empréstimos a juros de apenas 1% ao ano sem correção monetária. Os bancos usaram desse processo, incentivados pelo Governo, para acumular cartas patentes que depois vendiam a quem achassem que pudesse trabalhar na área de seguros ou bancos. 

Em 1982, quando se findou esse período de impedimento, passou a valer o que se estabelecia no Decreto Lei 73 para a constituição de uma seguradora – capital mínimo, regiões para operar. E então Sergio Wais protocolou na Superintendência de Seguros Privados (Susep), o primeiro pedido de autorização de uma seguradora. 

Mesmo cumprindo todas as exigências, o pedido foi negado pelo Conselho Nacional de Seguros Privados, presidido pelo então Ministro da Fazenda Ernane Galvêas, porém o empresário entrou com mandado de segurança no Tribunal Federal de Recursos (TFR), que concedeu autorização por 21 votos a um.  “Na reunião do CNSP que negou o pedido, o conselheiro Prof. Daniel Monteiro disse ao ministro Ernane Galvêas que o conselho não estava negando uma autorização para o empresário Sergio Suslik Wais, mas para todo e qualquer brasileiro que resolvesse empreender no país”, recorda. “Os grupos financeiros que já naquela época monopolizavam o setor e não tinham interesse nessa abertura de mercado. O fato de conseguirmos a autorização para operar possibilitou que outras pessoas tivessem a mesma pretensão de ter uma seguradora, e esse exemplo se estendeu para outros segmentos da economia”, enfatiza.

“O fim do sistema de cartas patentes tem uma importância muito grande, pois permitiu ao mercado uma oxigenação, criou o cenário que temos hoje, em que novos empresários podem vir investir seus recursos e fazer com que a atividade de seguros se desenvolva, gerando novas riquezas para o país, mais empregos, e benefícios ao consumidor, podendo baixar custos e atender melhor. Analisando que a participação do PIB no setor se seguros naquela época era de 1,2%, e agora é 6,7%, fica clara a importância dessa atuação”, frisa. “Pudemos dar mais transparência a essa atividade, abrindo-a para quem queira prestar serviço à sociedade com melhor qualidade, da melhor forma e dentro de regulação”.

A constituição da Gente Seguradora S.A. foi oficializada em 8 de abril de 1983. Solidamente estruturada e autorizada a funcionar pela Portaria Ministerial nº 215, de 28 de novembro de 1984, a empresa iniciou suas operações em 2 de janeiro de 1985, tornando-se hoje uma instituição de respeito no setor, com sucursais nas principais cidades do país.

Em decorrência desta decisão, em 27 de setembro de 1984, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Des. Adroaldo Furtado Fabrício, registrou o importante momento para a economia do Brasil, com o envio de cartão ao presidente da Gente Seguradora, destacando que “tua brilhante vitória prova quanto é importante acreditar com força e lutar com decisão pelo direito que se tem. Prova que certa dose de quixotismo é necessária, sobretudo diante da prepotência. Que as eminências pardas do poder paralelo e extra-legal não são invencíveis. E que ainda há juízes no Brasil, portanto, há esperança. Sinceras congratulações e grande abraço pela belíssima lição de fé e determinação”.

“Temos uma política voltada ao atendimento ao cliente. Estamos entre as principais seguradoras do país, e uma das melhores colocadas em automóvel. Propusemo-nos a ser uma seguradora de porte pequeno exatamente para atender com qualidade a todos os nossos clientes”, defende Marcelo Wais, vice-presidente da empresa.

A Gente Seguradora recebeu o 2º lugar do Prêmio Finanças Mais 2021, no segmento Seguros da categoria Seguros Auto. Também obteve o melhor conceito na Avaliação de Desempenho de Fornecedores realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) referente aos serviços de seguro de veículos em análise ao segundo trimestre de 2021.

Confirmando as premiações, conforme os dados disponibilizados pela Susep, a Gente Seguradora registrou em novembro de 2021 a melhor margem de lucro entre companhias na modalidade automóvel que faturam acima de R$ 130 milhões. Com base nas estatísticas enviadas pelas seguradoras à Susep, no mês de dezembro de 2021, a Gente Seguradora ocupa a 28ª posição na análise do lucro líquido das seguradoras.

“Meu pai costumava dizer: ‘quem não tem história não tem futuro’. Já se vão 50 anos de nossa história no setor de seguros, que culminou com a autorização de funcionamento da Gente Seguradora, e de tantas outras companhias que surgiram depois”, aponta Sergio Wais. “Após meio século, seguimos otimistas com a expectativa de retomada do crescimento econômico em 2022, acreditamos na ascendente potencialidade de mercado da Gente Seguradora, que já é observada, e mantemos a política de aprimorar constantemente as plataformas de negócios bem como desenvolver novos produtos, aprimorando o atendimento com novos meios de comunicação, sem perder o foco no ser humano, e utilizando a otimização que a inteligência artificial proporciona na automatização dos processos”, aponta o fundador. 

CNseg: ainda mais incertezas em 2022 com agravamento do conflito entre Rússia e Ucrânia

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A escalada do conflito entre a Rússia e as potências ocidentais devido à invasão da Ucrânia traz ainda mais incertezas e preocupações para o cenário econômico de 2022, que já não é fácil, como o economista Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, vem alertando desde final de 2021 no boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas

“Ainda que possa beneficiar alguns setores exportadores específicos, a alta das commodites que a guerra vem provocando dificulta e deverá tornar mais custosa a desinflação que é o principal acontecimento da economia brasileira neste ano”, afirma no boletim desta segunda-feira, 7. Em uma semana, as cotações do trigo subiram US$ 100 a tonelada, em média, no mercado físico brasileiro. O petróleo chegou aos US$ 130 por barril (tipo Brent) com risco do embargo ao óleo russo.

Nesse contexto, a mediana das expectativas para o IPCA avançou pela oitava semana consecutiva no Relatório Focus, para 5,65%, e está cada vez mais distante do teto da meta definida pelo governo para 2022 (5,0%). Já a expectativa para o IPCA em 2023 continuou em 3,51%, ainda que acima do centro da meta (3,25%, banda de 1,75% a 4,75%).

A divulgação do PIB do quarto trimestre de 2021 mostrou que a atividade econômica avançou 0,5% em relação aos 3 meses anteriores, após retrações de 0,3% no 2º trimestre e de 0,1% no 3º trimestre, escapando, assim da recessão técnica. Com esse número, o PIB cresceu 4,6% em no ano passado. “O resultado um pouco mais positivo que o esperado na margem melhorou as projeções para o carregamento estatístico este ano, ou seja, o crescimento “garantido” mesmo que o PIB não cresça em nenhum trimestre deste ano, apenas pelo efeito do cálculo de “médias sobre médias” (média dos quatro trimestres do ano corrente sobre a média dos quatro trimestres do ano anterior). Esse carregamento ficou em 0,3%, já próximo das projeções que vigoravam anteriormente. Com isso, houve aumento na expectativa para o crescimento do PIB deste ano, de 0,30% para 0,42%, mesmo com o contexto mais negativo. Para 2023, a mediana permaneceu em 1,50%”, destaca.

Leia o boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas desta semana no portal da CNseg.

Artigo: A pesquisa clínica e o seguro: uma combinação importante e necessária

Por Felipe Pereira

Em 2020, a humanidade conheceu um daqueles eventos que o mercado financeiro convencionou chamar de “black swan”, algo que é imprevisto, altamente improvável e que, se acontecer, terá capacidade de abalar estruturas – sejam econômicas, sociais ou humanas.

A pandemia do COVID-19 chegou e colocou a todos nós a prova. Nosso estilo de vida, como trabalhamos, como convivemos, nossos hábitos de higiene. Colocou a prova as políticas sociais e de saúde pública. Colocou a prova o conhecimento tecnológico e científico. Tivemos todos que nos reinventar de alguma forma e lidar com a dor da perda, da distância, do medo, da doença e da morte.

O enfrentamento ao Coronavírus também trouxe outro fenômeno: colocou um grande e potente foco de luz sobre pesquisa clínica. Eu me pergunto: por que mesmo nunca discutimos tanto sobre isso antes? A resposta é óbvia: pois nunca tivemos tanta necessidade como temos agora. O noticiário – agora tomado pela Guerra na Ucrânia – nos bombardeou durante meses a fio sobre os avanços da doença e sobre as soluções apresentadas pela ciência. De repente, todos estávamos discutindo sobre as fases de desenvolvimento das candidatas a vacinas. Se aquelas já aprovadas localmente pela ANVISA são ou não experimentais, se seriam confiáveis e se representariam uma porta de saída dessa crise que enfrentamos já há 2 anos.

De repente, a sociedade rogou por uma nova dinâmica no modo como vacinas são produzidas. Tratamentos profiláticos que são desenvolvidos em anos foram desenvolvidos em meses. Milhares de ensaios clínicos sendo conduzidos mundialmente. Centenas de potenciais candidatas a vacinas contra o Coronavírus e dezenas de milhares de pessoas voluntárias que, com muita compaixão – e uma grande dose de esperança – aceitaram participar dos ensaios clínicos para que todos hoje possamos afirmar que, uma vez vacinados, estamos mais seguros contra esta doença que abalou o mundo.

Eu sempre atuei no mercado segurador e desde muito jovem servi a diversas indústrias enquanto profissional de seguros, principalmente de transportes e logística, construção civil, mineração, mercado financeiro. Venho há 9 anos atuando com seguro para Pesquisas Clínicas – sendo os últimos 5 anos dedicados exclusivamente a esta atividade – e posso afirmar com todas as letras: nada fez tanto sentido para mim quanto servir às indústrias farmacêutica e de assistência médica. Esta pandemia reforçou isso. 

É duplamente gratificante servir a estes profissionais que se dedicam a desenvolver novas e melhores formas de cuidar de pessoas e ajudá-las a zelar e a proteger os protagonistas deste grande ato altruísta: os participantes. E um grande desafio também.

Ao passo que a sociedade tomou mais conhecimento sobre pesquisa clínica pelo advento da pandemia e angustiava por formas de protegerem a si mesmos e a quem amam, os profissionais que as conduzem também foram submetidos a forte pressão: pelos veículos de comunicação, pelos governos, pela sociedade. E, observando de perto, o aumento da demanda pelo seguro de Responsabilidade Civil Testes Clínicos foi quase proporcional.

A procura por uma solução que redobrasse as garantias a assistência imediata e integral ao participante da pesquisa – como prevê a Resolução CNS nº 466/2012 – e a chance de conclusão do projeto de pesquisa, apesar dos riscos envolvidos e potenciais eventos adversos, fez e faz sentido. Pesquisas clínicas são conduzidas em ambientes controlados e, em sua maioria, robustamente alicerçadas no conhecimento científico já estabelecido e em sólidas referências bibliográficas.

Toda essa base se faz necessária para oferecer o mais elevado nível de segurança e bem-estar possível ao participante – e igualmente conferir sucesso ao projeto de pesquisa. No entanto, o ambiente do desenvolvimento é incerto. É um lugar onde não estivemos ainda e não há como antecipar 100% dos eventos futuros (afinal, se pudéssemos, pesquisas clínicas – e o próprio progresso científico – não fariam o menor sentido), por mais robustas, sólidas e seguras que sejam as bases nas quais a pesquisa esteja sendo edificada. Trata-se de algo inerente e indissociável do desenvolvimento.

Compreendo que a maioria absoluta dos profissionais que conduzem pesquisas clínicas reconhece isso. E então adentra-se numa outra esfera: a relevância do seguro nesse processo.

Algo que pode ser desconhecido é que o Seguro de Responsabilidade Civil de Testes Clínicos existe e é comercializado no Brasil. É ofertado por um pequeno número de seguradoras e corretores de seguros. O paradoxo do ovo e da galinha encaixa-se perfeitamente nesse cenário, pois ao passo que a demanda existe e poderia (deveria) ser maior, a oferta também existe e poderia (deveria) ser maior; no entanto, parece-me que um aguarda a sinalização do outro para se movimentar. Para muitos, a solução deste paradoxo está no reconhecimento entre eles como membros elementares de um sistema funcional, evolutivo, e que se retroalimentam igualmente. E este é o verdadeiro desafio: fazê-los se encontrarem e se reconhecerem.

Sob a perspectiva da minha experiência profissional, mais de 80% das pesquisas clínicas seguradas no Brasil são, na verdade, parte da compra de um “pacote” de seguros mundial desenvolvido, negociado e fechado no exterior. Os players internacionais do mercado de pesquisa clínica – e neste exemplo, sobretudo, os patrocinadores – parecem reconhecer bem o vínculo entre desenvolvimento e seguro. Para mim, uma combinação importante e necessária.

Não se deve, no entanto, desprezar que a legislação local onde se situam estes players internacionais provavelmente os pressiona para que o seguro componha item elementar para a execução de ensaios clínicos em seus cidadãos – seja por força de lei, por lógica de mercado ou pelo próprio acesso facilitado à justiça. Torna-se, portanto, algo basal, elementar, cultural e natural: desenvolvimento, seguro. Seguro e desenvolvimento. E isso naturalmente faz com que a oferta seja também abundante.

Não que inexista a possibilidade de responsabilização das entidades e indivíduos que conduzem pesquisas clínicos no Brasil. Os casos de imputação de responsabilidade existem e estão disponíveis publicamente na internet. Aliás, para além das responsabilidades previstas na Resolução CNS nº 466/2012, há correntes no direto pátrio que sustentam a responsabilização do pesquisador principal como objetiva e integral; isto é, independe de culpa (independe também da assinatura do TCLE).

O fato é que, sendo a aquisição do seguro um processo natural ou não, sua essência persiste: prover recursos para assistência integral e imediata ao participante, maior garantia da conclusão do projeto apesar dos riscos e proteção patrimonial para aqueles que se lançam e se arriscam no processo de desenvolvimento científico. 

O correto equilíbrio entre benefícios e riscos – bem representados por alguns dos princípios bioéticos que pautam a prática da pesquisa clínica, beneficência e não-maleficência – está na base de um projeto de pesquisa que envolverá seres humanos. Afinal de contas, não é ético, não faz sentido, é reprovável, condenável e inaceitável qualquer pesquisa clínica que parta de uma relação negativa entre benefícios (seja aos participantes diretamente ou à sociedade) e riscos.

A indústria farmacêutica, que está na vanguarda dos projetos de pesquisa clínica ao redor do globo, os pesquisadores responsáveis, respectivas instituições de pesquisa e CEPs, sobretudo, tutelam esses princípios e os reafirmam a cada projeto de pesquisa clínica. Sob todos os aspectos técnicos e científicos em que são desenvolvidas, as pesquisas clínicas priorizam esses princípios, pois representam a segurança e bem-estar do participante. Sob o ponto de vista da pesquisa clínica enquanto negócio, esta lógica continua eficaz: não faz sentido empreender num projeto cuja relação de riscos e benefícios é desequilibrada. Ou, no caso do seguro, ignorar algo que potencializará as chances de êxito.

O seguro certamente não poderá tratar as causas da concretização de um risco (potencial SAE, por exemplo) – isso o próprio projeto que o precede e as bases nas quais o ensaio clínico é desenvolvido e executado deverão dar cabo de fazê-lo – mas tratará as consequências e se fará um fiel aliado e uma peça-chave na condução de eventos que colocam em risco o participante e o próprio desenvolvimento científico, do bem-estar e da saúde das pessoas. Daí a importância e a necessidade desta combinação.

O mercado segurador nacional tem perfeitas condições de entregar uma solução que faça sentido para todo e qualquer tipo de projeto de pesquisa clínica. Aliás, com condições contratuais muito mais vantajosas do que aquelas amplamente oferecidas pelas seguradoras estrangeiras e adquiridas pelos players internacionais de pesquisa.

Apesar desta grande vantagem competitiva nacional, o número tímido de players atuantes neste ramo de seguro impõe limitações: encontrar um profissional que se dedique à área é uma delas. Mas eles existem, são especializados e capacitados para conduzir a aquisição de um contrato de seguro que faça sentido dentro da lógica da relação de benefícios e riscos, atenda às especificidades de cada projeto e forneça a proteção que o participante tem direito e ao sucesso do projeto que seus ofertantes merecem.

Para o corretor de seguro, este ramo representa muito mais que a remuneração advinda da concretização de um negócio imediato. Pesquisa clínica é um ramo em ascensão no Brasil. A pandemia certamente o tracionou de uma maneira incrível e, particularmente, espero alguma desaceleração no ritmo de crescimento no momento “pós-pandemia”, e igualmente acredito que este mercado nunca mais será o mesmo, pois os avanços tecnológicos e parcerias internacionais estabelecidas durante a pandemia persistirão. 

Além disso, uma vez feitos tangíveis os riscos aos agentes de pesquisa clínica para além do campo técnico e estabelecida a necessária relação de confiança com seus consultores de riscos e seguros, este ramo representará um importante incremento nos resultados na corretora e da seguradora que se dedicar a conhecê-lo com profundidade. 

MULHERES na Icatu Seguros: “Não consigo ver o mercado de TI fechado para as mulheres”

Icatu Seguros mulheres

Patricia Gargiulo, CIO da Icatu Seguros, afirma que a presença de mulheres em áreas majoritariamente masculinas, especialmente no mercado de tecnologia, vem avançando de forma positiva nos últimos anos, e é possível ver o protagonismo feminino em diversos cargos, inclusive em posições de liderança.

Ela mesma assumiu o cargo na companhia no último ano. Com 34 anos de experiência no mercado de TI, sendo 22 na Icatu, Patricia conta os desafios de comandar uma das principais áreas de uma das maiores seguradoras independentes do Brasil em seguro de vida, previdência e capitalização e sobre como é ser uma líder feminina em uma área historicamente masculina. “Não consigo ver o mercado de TI fechado para as mulheres”, afirma.

Quando você ingressou no mercado de TI, há cerca de 35 anos, os desafios eram os mesmos que os atuais para as profissionais femininas?

Não, acredito que era muito mais difícil. As pessoas nem conheciam a palavra “informática” e as oportunidades eram infinitamente menores. Várias especialidades dentro de TI nem existiam. A internet era muito restrita. Os desenvolvimentos eram em sua maioria para “mainframe”.  

Atualmente, a questão de gênero é um fator relevante na contratação de um profissional de TI ou você acredita que hoje o mercado está mais aberto para mulheres? 

Hoje, talvez pela minha jornada de 22 anos aqui na Icatu, não consigo ver o mercado de TI fechado para as mulheres. Claro, se você tiver raciocínio lógico, for estudiosa, inteligente, competente e focada. Aqui, a competência e profissionalismo sempre estiveram acima de qualquer questão de gênero.  Nossa Diretoria é composta por 50% de mulheres e dentro da TI tenho 50% dos reports diretos também para mulheres. Mulheres competentes, engenheiras, mães e profissionais altamente dedicadas.

O fato de você ser mulher te impõe quais desafios à frente de uma Diretoria que historicamente era ocupada por homens?

Sei que, por vezes, deve passar pela cabeça de algumas pessoas se uma mulher, com sua delicadeza, educação e “fala mansa” é capaz, por exemplo, de falar de geradores, ter firmeza em suas opiniões, manter o time com foco nas entregas, virar uma noite quando necessário, cuidar de um orçamento e comentar sobre economia e/ou política. Mas, a partir da oportunidade, a gente consegue se provar, e foi o que eu fiz em cada chance que tive, provei que conseguia e, consequentemente, fui muito bem acolhida por toda a Diretoria. Tento sempre ter equilíbrio emocional, me basear em dados e fatos, além de ouvir todos os lados. Pra mim, são a chave em qualquer situação.

Você tem uma larga experiência no mercado segurador, em especial na Icatu, onde ingressou no ano 2000. Quais as particularidades da TI no mercado de seguros? Os desafios e as oportunidades de desenvolvimento de carreira do profissional da área também são animadoras? 

O mercado de seguros, por sua tradição, é extremamente regulado, com processos e regras complexas, além de ser um mercado que possibilita fazer com que a criatividade na oferta de um produto seja ilimitada.  Particularmente na Icatu, onde também formatamos o produto de acordo com a necessidade de nossos clientes, precisamos ter visão de futuro, flexibilidade, escalabilidade, agilidade e robustez em nossas entregas na TI. Somos desafiados constantemente pelo negócio e vice-versa, e este cenário é extremamente estimulante.

A TI hoje é a carreira do momento, para homens e mulheres.  Fora a diversidade de especializações que você pode seguir como desenvolvedor de front e/ou backend, analista de sistemas, arquiteto de soluções, arquiteto de integração, arquiteto de software, engenheiro de software, analista de infraestrutura de rede, de servidores, de telecom, analista de segurança da informação, analista de dados, analista de banco de dados, agile, enfim, são muitas as oportunidades para se dedicar, crescer e especializar.  O mundo hoje não vive sem tecnologia. A riqueza desta profissão é que ela está presente em tudo.  Você tem uma amplitude de absorção de conhecimentos de negócio ilimitado.  Seja no agro, médico, finanças ou varejo.  Hoje o estagiário escolhe onde quer trabalhar.  É claro que fazer parte de uma empresa que possui no board todo o apoio e investimento para tecnologia, além de fazer parte do GPTW (a Icatu foi eleita por sete vezes consecutivas como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil), é um diferencial ao longo da carreira. A responsabilidade é grande quando se tem o investimento necessário para a atualização tecnológica e crescimento da empresa.

Em seu currículo, destaca habilidades como a inteligência emocional. De que forma esta habilidade favorece a atuação em uma área considerada “mais dura/fria”?

A área de tecnologia da informação, por participar de praticamente todos os projetos, sejam eles legais, estratégicos, de negócio ou técnicos, precisa sempre estar aberta para ouvir com atenção todas as demandas, opiniões e expectativas, além de ponderar o que é ou não possível entregar no prazo desejado. É uma área movida à pressão pela entrega e que precisa manter a qualidade.  Sempre brinco com aquele pedido de “Vai fritando o pastel que eu ainda vou decidir o recheio”.    Quanto mais pressão, mais é preciso ter a cabeça no lugar, focar no que é prioritário, negociar o escopo, datas de entrega, priorizar os testes e dar o melhor de si.  Da mesma forma que é uma área extremamente desafiadora e estimulante, se você pensa em ser um profissional de TI, por mais brilhante que você seja ou por mais entrega que você faça, se alguma coisa der errado, sempre a culpa será de sistemas. Mesmo uma demanda ou regra que nunca foi solicitada, se o produto não for lançado porque não estava desenvolvido, a culpa é da TI. E isso é uma grande responsabilidade.

A verdade é que a TI tornou-se muito complexa e, para os usuários comuns, é apenas desenvolver uma tela. Performance, rastreabilidade, monitoração, dimensionamento da infra e definição da arquitetura e integrações não aparecem, são a parte de baixo do iceberg.

Por isso, a inteligência emocional nos ajuda a ponderar todos os fatos, conversar sem julgar, buscar sempre a melhor solução para a empresa, além de sempre colocar na balança para termos a melhor entrega, com qualidade, dentro do tempo e custos estipulados.  Afinal, se você se desesperar, quem entregará por você?

Como você recebeu a notícia de que seria promovida à Diretoria de TI na Icatu? 

Fiquei muito feliz. Vinte e dois anos em uma empresa é uma vida.  Sempre busquei a melhor solução pensando na companhia e tenho muito orgulho de onde trabalho. Os valores, a ética e transparência da empresa, o cuidado com seus funcionários e clientes sempre foram fatores que fizeram eu me apaixonar cada dia mais pelo que faço e por onde estou. Não posso deixar de agradecer toda minha equipe, que sempre me apoiou e confiou no meu direcionamento. Sem eles eu não teria alcançado esta posição.

Hoje você lidera uma equipe de 400 pessoas. Como é sua rotina de trabalho? E quais são os principais desafios de ser uma líder feminina nesta área?

Minha rotina começa cedo. Acordo geralmente às 5 horas para dar tempo de me arrumar para o trabalho, tomar meu café e deixar minha filha às 7 horas na escola. Chego no trabalho por volta das 8h30. Minha agenda é desafiadora pelo fato da TI fazer cross em praticamente todas as frentes da companhia, então participo de vários comitês, projetos e reuniões diárias, tanto com minha equipe direta quanto fornecedores. Consigo, geralmente, fazer exercícios apenas duas vezes na semana, à noite.  E como todo CIO, meu celular é 7×24.  Leio meus e-mails, mensagens e chats ao longo do dia e também um pouco à noite. Estou e tenho que estar sempre ligada no que está acontecendo. Os principais desafios de ser uma líder mulher nesta área é a dedicação que precisamos dar, tanto para a equipe e empresa, quanto para a filha, marido, casa e, claro, a dedicação para mim mesma.  O tempo é o maior desafio.  É difícil desacelerar.

Se pudesse dar um conselho para as mulheres que pretendem ingressar no mercado de TI, o que diria a elas?

Nunca desistam do seu objetivo! Estudem muito e conquistem seu espaço um dia de cada vez. As oportunidades existem e precisamos acreditar que somos capazes para seguir em frente. Cada dificuldade nos torna mais fortes e um dia tudo ainda vai parecer pequeno porque as conquistas te farão enorme.

Resiliência, dedicação, escuta ativa, humildade, segurança, buscar sempre soluções, raciocínio lógico e um bom café ajudam bastante a chegar lá.  Além de sempre ter um propósito claro e um ambiente harmônico, que te inspire a chegar lá. 

“Queda livre: a tragédia do caso Boeing” traz as investigações de perdas que já ultrapassam US$ 22,5 bilhões

Os profissionais de seguros especializados em linhas aéreas lembram do lançamento do “espetacular 737 MAX”, lançado em 2017 e que rapidamente passou a ser a aeronave mais vendida pela fabricante americana Boeing. A credibilidade da empresa era tamanha em tempos passados, que as pessoas chegavam a dizer: Se não for Boeing, eu não vôo.

Até que ocorreram dois acidentes com o 737 MAX em um período de 5 meses. Eles tiraram a vida de 346 pessoas e até hoje são investigados. Detalhes da investigação estão numa produção do Netflix: Queda livre: a tragédia do caso Boeing, do documentarista Rory Kennedy. Pouco se fala do seguro no filme e também nos bastidores do setor, com a alegação de que são contratos confidenciais. O seguro de responsabilidade civil, também o mais custoso, nunca são divulgados abertamente, pois envolvem negociações multilaterais com famílias e demais afetados.

O documentário detalha os bastidores antes, durante e depois dos acidentes. O voo 610 com a nova aeronave 737 MAX decolou de Jacarta com destino a Pangkal Pinang, com 189 passageiros, em 29 de outubro de 2018. Treze minutos depois, caiu no mar, completamente destruído. Foram levantadas questões sobre o design e, em particular, o software em uso no MAX, mas a Boeing garantiu aos clientes e passageiros que era seguro.

No entanto, foi por omissão da fabricante e das autoridades que um novo acidente nas mesmas condições aconteceu em menos de cinco meses depois, em 10 de março de 2019. O voo 302, da Ethiopian Airlines, com destino a Nairobi, no Quênia, caiu em terra cinco minutos após a decolagem com 157 pessoas a bordo. Havia semelhanças claras entre esses acidentes e, em poucos dias, um aterramento global do 737 MAX foi solicitado, afetando 387 aviões de 59 companhias aéreas.

A comunicação inicial da Boeing foi culpar as empresas aéreas e os pilotos, com lobistas atuando nos bastidores para configurar falha humana, algo que não impacta na imagem da empresa e o seguro geralmente é pago sem grandes problemas. Mas os registros das caixas pretas revelaram o esforço fenomenal dos pilotos para controlar as aeronaves. Foi quando surgiu uma sigla, MCAS, que pouquíssimas pilotos e técnicos conheciam.

Maneuvering characteristics augmentation system. Esse dispositivo corrige o ângulo do nariz da aeronave para que ela não empine demasiadamente e perca sustentação. Para não sobrecarregar os pilotos, a fabricante não deu detalhes do mecanismo deste sistema para pilotos, conta o filme. Em novembro de 2020, os aviões foram autorizados a voar novamente, após correções no projeto e treinamento dos pilotos. 

Custo total dos dois acidentes mortais são estimados em US$ 22,5 bilhões e sobem ano a ano

Os custos totais da fabricante com os dois acidentes já ultrapassam US$ 22,5 bilhões, segundo documentos judiciais divulgados pela mídia internacional, com base em dados fornecidos também no balanço da própria Boeing. Pelos números, apenas uma pequena parte destas perdas foram cobertas por seguros. O seguro serve para cobrir apenas um percentual de perdas da aeronave, tendo um limite máximo indenizável que geralmente representa até 30%, ficando o restante para outros instrumentos financeiros e garantias do segurador. Mas para contratos de Responsabilidade Civil não tem valor. Tem países que exigem valores de US$ 750 milhões em coberturas para indenizar terceiros. Depende das companhias aéreas e também do país. EUA são os mais exigentes, quanto a isso, explica o especialista em aviação, Gustavo Cunha Mello.

Os programas de seguros envolviam as maiores companhias de seguros da Europa (Allianz, Zurich, Hannover entre outras) e de resseguros (Munich Re e Swiss Re entre outras), bem como a americana AIG. Os custos da Boeing com estes dois acidentes sobem ano a ano. A maior parte das indenizações paga pelas seguradoras está nos contratos de seguros do pagamento das perdas das duas aeronaves, no acordo de responsabilidade civil de compensar os passageiros e no contrato de lucro cessante, com o fato de a frota ter ficado parada até que se compreendesse mais sobre as causas dos dois acidentes.

Reajuste das tarifas em 2020

As resseguradoras conseguiram grandes correções de preço nas renovações globais de aviação em janeiro de 2020, de acordo com a estudo da corretora Willis Re, apesar da abundância de capacidade disponível. Analistas relataram que as taxas de aviação aumentaram em média 15% para renovações sem acidentes e até 70% para renovações afetadas por perdas. Os eventos de perda da Ethiopian Airlines e da PT Lion Air resultaram em alta nas taxas de perda médias de longo prazo de 50% para entre 300% e 400%.

Acordo de US$ 2,5 bilhões

Em novembro de 2021, foi divulgado um acordo de US$ 2,5 bilhões para que a Boeing não respondesse a uma ação criminal nos EUA. O acordo inclui uma multa monetária criminal de US$ 243,6 milhões, pagamentos de compensação aos clientes da companhia aérea 737 MAX da Boeing de US$ 1,77 bilhão e o estabelecimento de um fundo de beneficiários de vítimas de acidentes de US$ 500 milhões para compensar os herdeiros, parentes e beneficiários legais dos passageiros.

D&O: US$ 237 milhões

Em novembro de 2021, os diretores da Boeing Co. concordaram com um acordo de US$ 237,5 milhões de alegações de que fecharam os olhos para questões de segurança relacionadas aos jatos 737 MAX. O acordo, pago por seguradoras que cobrem diretores e executivos da Boeing, foi entregue à empresa em vez de investidores descontentes que processaram as falhas de supervisão do conselho, de acordo com um documento no Delaware Chancery Court.

Na época do veredito, o juiz Morgan Zurn disse que os diretores perderam uma “bandeira vermelha” sobre os problemas de segurança do 737 MAX no primeiro acidente em outubro de 2018. O conselho não se moveu para obter maior supervisão sobre qualidade e segurança até que um segundo MAX mergulhou em um campo na Etiópia em março de 2019, segundo argumentação de fundos de pensão que processam a fabricante de aviões.

O acordo também exigiu que o conselho da Boeing tenha mais diretores com experiência em supervisão aeroespacial ou de segurança. A empresa concordou em adicionar um diretor com essa experiência e garantir que pelo menos três diretores tenham qualificação semelhante.

Compensação às vítimas passam a ser pedidos nos EUA

Em novembro de 2021, a Boeing chegou a um acordo com as famílias das vítimas do acidente de março de 2019. No acordo, a Boeing aceitou a responsabilidade pelo voo 302 da Ethiopian Airways perder o controle logo após a decolagem do Aeroporto Internacional de Addis Abeba Bole. Em seu acordo, a Boeing admitiu que seu software era o culpado pela perda de controle e destruição do ET 302, e que o 737-MAX estava em uma “condição insegura” para voar.

O acordo não envolve compensação monetária para as famílias, de acordo com registros do tribunal, mas permitiu que as famílias das vítimas busquem ações individuais nos tribunais dos EUA em vez de em seu país de origem, o que pode ser mais difícil. Isso significa que as indenizações podem alcançar um valor muito maior na terra do tio Sam, onde a industria de advogados consegue valores muito mais significativos do que em qualquer outra parte do mundo.

Países e regimes com o maior número de acidentes aéreos fatais de 1945 a 28 de fevereiro de 2022.

Fonte: Statista.com

Corretores de seguros se unem em nova ação social “Educação, Um Caminho Seguro”

Sincor-SP

Fonte: Sincor-SP

O projeto “Educação, Um Caminho Seguro” está sendo lançado oficialmente durante o 22º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros da Fenacor, que acontece de 3 a 5 de março em Campinas-SP, com o objetivo estimular as arrecadações e ajudar mais crianças e adolescentes em todo o país. 

Mais uma campanha do Família em Ação, programa social da Fenacor e Sincors de todos os estados, é coordenada pelas mulheres Simone Queiroz, Maria Filomena Branquinho, Patrícia Macedo de Paiva e Maria Helena Monteiro, e foi idealizada para amparar crianças e jovens em vulnerabilidade educacional, através da doação de kits escolares e disponibilização de curso EAD profissionalizante, em parceria com a ENS (Escola de Negócios e Seguros), visando a capacitação e criação de oportunidades de carreira para jovens do ensino médio, em busca de colocação profissional.

A ação foi destacada durante almoço com o público feminino nesta sexta-feira, 04 de março. “Vamos ajudar a fazer deste projeto mais um sucesso, como tivemos recentemente quando conseguimos fazer uma doação de 22 mil cestas básicas em todo o Brasil no período de maior crise da pandemia”, conclamou Simone Queiroz. “Queremos ver todas as mulheres se engajarem nesta campanha para angariarmos muitos kits escolares e transformarmos a vida de muitas crianças e muitos jovens através da educação”, completou Patrícia Paiva. “Que mais pessoas se integrem a esse grupo e sigam conosco pedindo doações aos nossos amigos e parceiros do mercado de seguros, pois este é um projeto muito sério e importante. As campanhas do Família em Ação têm forte impacto na vida das pessoas carentes”, ressaltou Maria Filomena Branquinho.

O presidente da Fenacor, Armando Vergílio, também prestigiou o lançamento. “Um sonho coletivo está muito próximo de se tornar uma realidade, é transformador. Tive na minha vida algumas experiências que foram transformadoras, uma delas quando fui secretário do Trabalho no estado de Goiás e aprendi que o jovem sofre muito, temos hoje um índice de desemprego de cerca de 12% da população economicamente ativa no país”, disse. “Esse jovem está nessa situação porque não tem capacitação, e com isso o caminho se torna mais difícil para ter experiência, e acaba muitas vezes por descaminhos. Sempre me preocupei muito com isso, por isso abracei este projeto. Muitos deixam de estudar porque não têm um kit escolar, o estado não dá conta de prover isso sozinho”, frisou.

Boris Ber, presidente do Sincor-SP, entidade coanfitriã do evento, lembrou que todos nós, em algum momento, tivemos uma ajuda. “É muito fácil de se conseguir criar oportunidades quando estamos unidos no mesmo ideal, ou em torno de um desafio social. Infelizmente vivemos uma desigualdade, temos que olhar para a realidade das nossas ruas, em todos os estados brasileiros, e aqui nós temos a oportunidade de mudar vidas”, enfatizou.

As doações poderão ser feitas em qualquer valor pela chave PIX ecseguro@fenacor.org.br; ou entregas físicas de materiais nas sedes da Fenacor e Sincors de cada estado. 

Para os estudantes do ensino fundamental será doado kit básico contendo: mochila, estojo, squeeze, três cadernos brochurão (60 folhas), caixa de lápis de cor (12 cores), caixa de giz de cera (12 cores), três lápis grafite preto, borracha branca, apontador escolar, tesoura sem ponta, régua acrílica (30 cm), cola branca escolar e um livro de história infantil.

Aos alunos do ensino médio será disponibilizado gratuitamente curso técnico-profissionalizante na modalidade EAD, do Programa Amigo do Seguro, ministrado pela ENS, com carga horária de 60 horas/aula, cujo conteúdo técnico inclui teoria geral do seguro, matemática, português, educação/ética profissional e pacote office. Ao final do curso, será fornecido certificado para aqueles que concluírem os módulos com 70% de aproveitamento. Além da inclusão do aluno no Banco de Currículos do Amigo do Seguro que visa à possibilidade da conquista de uma vaga de trabalho no mercado de seguros (vagas voltadas principalmente para seguradoras, corretoras de seguros e parceiras). 

Allianz Seguros promove três diretoras

Ana Freitas assume a Diretoria de Automóvel. Já Anna Mattos passa a liderar a Diretoria Analytics, composta pelas áreas de Modelagem e Precificação. As duas executivas continuarão atuando na área de Automóvel, Massificados e Vida, liderada pelo diretor executivo David Beatham. 

Dando sequência à política de valorização dos talentos internos, também houve promoção recente na Diretoria de Recursos Humanos e Comunicação, comandada por Marco Campos. Em fevereiro, Daniella Satake (foto) assumiu a diretoria de Comunicação, Sustentabilidade, Relações Institucionais e Desenvolvimento e Treinamento.

Lideranças apontam união do mercado de seguros para retomada e novos desafios

congresso corretores 2022

Fonte: Sincor-SP

A abertura do 22º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, evento realizado em parceria pela Fenacor e o Sincor-SP, lotou o auditório do Royal Palm Hall, em Campinas-SP, nesta quinta-feira (03/03). Cerca de duas mil pessoas vacinadas e testadas participam do primeiro congresso da categoria após a pandemia da Covid-19, que seguiu todos os protocolos de segurança. 

Na solenidade, estiveram o presidente da Fenacor (Federal Nacional dos Corretores de Seguros), Armando Vergílio; o presidente do Sincor-SP (Sindicato da categoria em São Paulo), Boris Ber; o superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Alexandre Camillo; o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Márcio Coriolano; o presidente da ENS (Escola Nacional de Seguros) e deputado federal, Lucas Vergílio; o presidente do IBRACOR (Instituto de Autorregulação da Corretagem de Seguros), Joaquim Mendanha de Ataídes; e o prefeito de Campinas, Dário Saad.

“Este é o nosso evento da retomada, do reencontro, do recomeço e da fraternidade, dois anos após o primeiro caso confirmado de Covid-19 no Brasil. Aqui, hoje, começa uma nova era, que, tenho convicção, traz muitas expectativas para todos nós. É um marco histórico!”, destacou Armando Vergílio, presidente da Fenacor. “Estamos, sim, saindo da pandemia e, creio eu, ainda mais fortalecidos, resilientes e preparados para atender e proteger a sociedade, amparar as famílias, assegurar a continuidade dos negócios, prover um futuro seguro e tranquilo para todos. Poucas categorias podem se orgulhar tanto quanto os corretores de seguros do que têm feito ao longo da mais séria e grave crise na saúde pública da nossa história. A sociedade, hoje, já nos vê e nos percebe como os agentes do bem-estar social e do desenvolvimento econômico”.

Armando também apontou que pesquisas recentes evidenciam o desejo da população pela assessoria, consultoria, conselhos, orientações e atendimento dos corretores de seguros. “As pessoas e os empresários nos procuram e nos ouvem antes das decisões, porque sabem que, dessa forma, estão garantindo a proteção de suas famílias ou dos seus negócios”. E comentou sobre o momento propício para o desenvolvimento da atividade. “A Susep, hoje, é comandada por pessoas que conhecem o mercado, que têm a exata percepção das reais necessidades de cobertura e proteção da sociedade e, sobretudo, respeitam e prezam o diálogo”.

E também a Fenacor se prepara para uma nova gestão. “A Fenacor estará pronta e preparada para iniciar um novo ciclo, reenergizada e rejuvenescida e também fortalecida, através de uma nova e modernizada gestão colegiada, participativa e descentralizada, com a necessária reestruturação do modelo de governança e da atuação nacional e regional do seu ecossistema de representação. Essa nova forma de atuação resultará ainda na formulação de uma agenda positiva. propositiva, junto ao governo, ao congresso e a sociedade civil organizada”, garantiu.

Segundo ele, a troca de experiências, deixará os corretores aptos para enfrentar juntos os grandes desafios de uma sociedade em permanente evolução. “Temos que ter determinação, audácia e principalmente coragem para mudar. Quero, então, concitar e conclamar todos os corretores e corretoras de seguros para entoarem com coragem e orgulho o mantra que deve pautar nossa visão e atuação: ‘Eu cuido, eu amparo, eu protejo. Eu sou o melhor, mais eficaz e mais eficiente meio e modelo de distribuição de seguros que existe!”, enfatizou.

O presidente do Sincor-SP, Boris Ber, ressaltou a satisfação de, após 23 anos, ter de volta o Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros no estado de São Paulo – o último foi realizado na capital em 1999. “E agora temos a oportunidade de prestigiar de maneira inédita o nosso interior, que também tem uma força muito grande na produção de seguros do Estado e, consequentemente, do Brasil”, disse. 

Representando a entidade coanfitriã, Boris comentou que fazer este evento em parceria com a Fenacor também reforça a importante fase de bom relacionamento com todas as instituições do mercado. E que a retomada dos eventos presenciais traz grande emoção. “O congresso nesse momento tem um significado especial. É um congresso maduro, muito bem pensado, desafiador de todos os ventos que vinham em sentido contrário, mas nós estamos aqui. Nós, corretores de seguros, somos resilientes, provamos isso mais uma vez durante essa pandemia cumprindo o nosso dever de levar proteção à sociedade no momento em que mais precisou”.

Para Boris, é muito importante a qualificação para acompanhar o mundo em aceleradas mudanças. “E estamos a postos. Nós não temos medo de desafios, não temos medo de adversidades, tanto é que nós estamos aqui, preparados para mais um congresso. Um grande congresso”.

O presidente do Ibracor, Joaquim Mendanha corroborou que este momento de retorno é uma mistura de alegria, emoção, respeito pelas perdas que todos tiveram, mas também é momento de aprender. “Não tenham dúvidas que nós, corretores de seguros, mostramos cada vez mais a nossa importância na proteção, o mercado de seguros se apresentou à sociedade durante a pandemia, isso é o mais importante. Vamos sim celebrar a vida e os novos desafios que virão”. E destacou o trabalho para garantir a segurança de todos. “Já estive na organização de um congresso e sei que não é fácil, mas um primeiro congresso de corretores de seguros pós Covid não é para qualquer um. Parabéns à diretoria da Fenacor por nos dar a oportunidade de estamos aqui juntos”.

O presidente da CNseg, Marcio Coriolano, destacou que já estamos no último mês do primeiro trimestre, e vislumbramos agora os imensos desafios do país e do mercado de seguros neste ano, mas com muita confiança, determinação e esperança. “Os dois últimos anos nos colocaram todos à prova. E entendo que respondemos adequadamente e tivemos muitos avanços – tomo a liberdade de falar aqui sempre no plural: corretores e seguradores”, disse.

 “Depois de um crescimento nominal de atividades de 1,3% em 2020, fomos para um crescimento de 11,9% em 2021. ou um crescimento real de 3,3%. Ainda muito aquém do que a sociedade merece, é verdade, porém melhor do que outros setores da economia. Porque assim quis a sociedade, enxergando a proteção dos seguros como um abraço solidário e eficaz em todo esse período”.

“Vamos, de novo no plural, olhar para a frente, como sempre fazemos. Somos um setor dinâmico, solvente e moderno. Temos união das lideranças e equipes de primeira linha, podemos, sim, incorporar mais gente para a proteção dos seguros, é a nossa missão. E nos anima que temos neste ano um novo superintendente da Susep, Alexandre Camillo, que tem toda a liderança, experiência, qualificação, espírito público e clareza de propósitos para a sua missão. Ele terá a sua já declarada diretriz de cooperação de todos os elos da cadeia de valor do nosso mercado como elemento fundamental a favor do fomento e da sustentabilidade, que também declarou, e de aproveitar e revisar o legado que recebe no mesmo sentido, olhando, de novo, para a frente”, disse o representante das seguradoras.

Alexandre Camillo, superintendente da Susep, disse que o tema do evento “O setor de seguros e o corretor, realidade e perspectivas” representa momento de boas mudanças ter ele, um corretor de seguros (agora licenciado), à frente da Susep. “Isso se traduz em uma conquista para o setor, relevante para todos os participantes, mas especialmente para os corretores de seguros. Se traduz em interlocução, essa é minha característica, minha vocação: conversar, ouvir, desenvolver ações frutos desses entendimentos, com o despojamento de jamais ser o dono da razão. O dialogo está estabelecido e considero uma conquista para o setor. Além disso, a experiência de 41 anos que acumulei no setor de seguros também é uma conquista por termos alguém nesta posição que entenda nossas dores, necessidades, anseios, desejos e saiba quem é o ‘rei’ disso tudo, que é o consumidor”.

Nessa conquista, ele agradeceu a articulação do deputado federal Lucas Vergílio. “Em um estado democrático que felizmente vivemos, tudo se faz através da política, isso não é ruim. É a mobilização politica que faz com que as pessoas sejam indicadas, escolhidas e nomeadas dentro de suas características e do que aquele momento exige. Se vivemos um momento de conquistas elencadas por mim, esse momento é graças à mobilização política desse jovem e brilhante deputado que, ao entender as necessidades que tínhamos em nossos anseios, se mobilizou junto a outras forças políticas para que eu hoje aqui estivesse como superintendente da Susep e trazendo toda essa expectativa do mercado na minha pessoa”.

O deputado federal e presidente da ENS, Lucas Vergílio, declarou ter muito orgulho de ser político no momento em que muitas pessoas desacreditam nesta ciência. “Somos um time, e através dessa união de esforços estamos hoje em São Paulo realizando o nosso congresso brasileiro no maior mercado do país. Sabemos que São Paulo tem um grande evento, o Conec, e aqui damos um sinal de união, é isso que estamos construindo nos quatro cantos do país: união de corretores de seguros”, disse. “Nós, junto com nossos seguradores, sofremos muito, formos duramente perseguidos, e estivemos durante um grande período com um órgão regulador que estava extremamente míope, não enxergava a realidade do setor, distorcia números para tentar justificar as suas atitudes, os seus posicionamentos. Infelizmente tínhamos um órgão regulador comandado por pessoas incompetentes e que não tinham a mínima condição de estar regulando um setor que representa mais de 6% do PIB nacional e que tanto contribui com as reservas e desenvolvimento do nosso país, que deveria ser muito mais respeitado pelo poder público, mas que agora corrige voltando ao órgão regulador uma pessoa extremamente comprometida com todo o setor de seguros, em fazer crescer ainda mais este setor que vem crescendo exponencialmente”, declarou.

“Temos aqui na mesa lideranças do setor que vêm liderando essa nossa união de corretores de seguros. Se não fosse por esse objetivo do presidente Armando Vergílio não estaríamos aqui hoje com tanta união e boas perceptivas, pois nós sabemos que teremos um ambiente regulatório muito mais saudável, que vai possibilitar o crescimento para o setor e nosso país”, enfatizou o deputado.

O prefeito de Campinas, Dário Saad, destacou a honra da cidade em receber o evento. “Esse congresso tem valor muito grande, é o primeiro grande evento que Campinas recebe depois desse período tão difícil. Como todas as cidades, Campinas sofreu muito com a pandemia, mas tem uma boa perspectiva nesse futuro próximo”. E mostrou sua visão como corretor. “Sempre tive muitos seguros e proximidade com corretor. O corretor de seguros é um verdadeiro consultor, alguém que vende o produto e dá assistência durante todo o período de proteção. E é esse atendimento que fez o setor crescer e ter a importância de hoje”.

Presidente da CNseg destaca a força e resiliência do mercado segurador na abertura do 22º Congresso dos Corretores

Fonte: CNseg

Destacando a união cooperativa de corretores e seguradores no enfrentamento das dificuldades em comum no ciclo da pandemia e da economia, o Presidente da CNseg, Marcio Coriolano, foi uma das autoridades que compôs a mesa de abertura do 22º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros na noite de 3 de março, no Royal Palm Hall, na cidade de Campinas (SP). Junto com ele estavam o Presidente da Fenacor, Armando Vergílio; o Superintendente da Susep, Alexandre Camillo; o Deputado Federal e Presidente da ENS, Lucas Vergílio; o Presidente do Sincor-SP, Boris Ber; o Presidente do Ibracor, Joaquim Mendanha de Ataídes; e o Prefeito de Campinas, Dário Saad.  O Congresso, que vai até o dia 5, organizado pela Fenacor, em parceria com o Sincor SP, contará com 10 painéis e acontece paralelamente à 21ª Exposeg. 

Em sua fala, o Presidente da CNseg também destacou a “rápida resposta do mercado segurador às demandas da sociedade no momento de restrições de mobilidade e de dificuldades causadas pelo aperto no orçamento da população, desemprego, e por expectativas exacerbadas”. Coriolano também destacou a importância do papel dos corretores, “que ajudam os segurados e os que precisam de seguros em todos os rincões para fazerem as suas melhores escolhas”. 

A liderança, experiência, qualificação, espírito público e clareza de propósitos do novo Superintendente da Susep, Alexandre Camillo, também foram citadas pelo Presidente da CNseg, afirmando que ele contará com a colaboração de todos os elos da cadeia de valor do mercado. 

Lembrando que o setor segurador apresentou um desempenho melhor que o de outros setores da economia durante a pandemia, informou que o setor passou de um crescimento nominal de 1,3% em 2021 para 11,9% em 2021, representando um crescimento real de 3,3%, mas “ainda muito aquém do que a sociedade merece”. 

Coriolano concluiu sua participação declarando que “somos os braços da proteção econômica e social da sociedade”, sendo também “o maior formador da poupança nacional, desonerando o Estado brasileiro para fazer aquilo que ele precisa fazer”. 

Em seguida, o Presidente do Sincor agradeceu a oportunidade de poder compartilhar a organização do evento com a Fenacor, informando que os corretores estão preparados para “enfrentar os tempos desafiadores que virão”. 

O Superintendente da Susep, empossado recentemente, afirmou que sua presença na autarquia é uma conquista para o mercado e para todos os corretores. Disse, ainda, que retomará o diálogo com todos os atores do mercado segurador que, segundo ele, havia sido interrompido na gestão anterior, lembrando, porém, que “há uma equação entre o que se deseja, o que é possível e o que é necessário”, mas que não faltará esforços para colocar esses três pontos o mais alinhados possível. 

O Prefeito de Campinasexpressou a honra que a cidade tem de receber o congresso dos corretores, que é o primeiro grande evento na cidade depois da pandemia.  

O Deputado Federal e Presidente da ENS destacou o fundamental papel dos corretores no delicado momento da pandemia, afirmando que a nova gestão da Susep propiciará “um ambiente regulatório muito mais previsível, contribuindo para que os corretores possam gerar empregos e renda para o nosso país”. Ele também saudou o futuro Presidente da CNseg, Dyogo de Oliveira, presente na plateia, “que se une, com sua força política e institucional, ao setor segurador”. 

A última fala da noite coube ao Presidente da Fenacor, que disse que “poucos setores podem se orgulhar tanto do que têm feito ao longo da maior crise de saúde pública da história” e que “estamos saindo da pandemia ainda mais fortalecidos e preparados para proteger a sociedade, amparar as famílias e garantir a continuidade dos negócios”. Armando Vergílio afirmou ainda que alguns atos da administração anterior da Susep precisariam ser revistos, citando as sociedades iniciadoras de serviços de seguro no âmbito do open insurance que, segundo ele, foram criadas sem uma necessária Lei Complementar. Ele também defendeu a necessidade de se avançar no projeto de uma autorregulação plena do mercado segurador, com supervisão do estado, para desonerar o governo e aumentar a sua eficácia.  

Leia abaixo a íntegra do discurso do Presidente da CNseg, Marcio Coriolano: 

O tempo passa rápido. Já estamos no último mês do primeiro trimestre do ano e vislumbramos os imensos desafios do país, da nação e do mercado de seguros neste ano. Mas, com muita confiança, determinação e esperança. 

Os dois últimos anos nos colocaram todos à prova. E entendo que respondemos adequadamente e tivemos muitos avanços. Apenas pontuarei alguns que me parecem relevantes. E tomo a liberdade de falar aqui sempre no plural: corretores e seguradores. 

Primeiro: a união cooperativa de corretores e seguradores para enfrentar as comuns dificuldades do ciclo da pandemia e da economia. 

Segundo: a nossa rápida resposta às demandas da sociedade nos momentos de restrições de mobilidade e de dificuldades causadas pelo aperto de orçamentos da população, desemprego, e expectativas exacerbadas. 

Terceiro: houve a demonstração cabal de que somos um setor solidário, moderno e progressista. E que a tecnologia que detemos foi e é uma ferramenta que deve ser utilizada. E que tem suas limitações pela necessária presença dos agentes da distribuição. Aqueles que ajudam os segurados e os que precisam de seguros de todos os rincões para fazer as suas melhores escolhas. 

Quarto: e, pela nossa resiliência a mudanças recentes do marco legal, nossas contribuições sempre foram insistentes e claras para que essas mudanças devam se fazer e prosseguir com nossa participação, como protagonistas colaboradores. Conservar o que é justo e mudar o que é preciso. 

Quinto: a sociedade confiou na nossa resposta a esse cenário. Os resultados estão aí para todos verem. 

Então, depois de um crescimento nominal de atividades de 1,3% em 2020, fomos para um crescimento de 11,9% em 2021. Ou um crescimento real de 3,3%. Ainda muito aquém do que a sociedade merece, é verdade. Porém melhor do que outros setores da economia. 

Porque assim quis a sociedade. Enxergando a proteção dos seguros como um abraço solidário e eficaz em todo esse período. 

Vamos, de novo no plural, olhar para a frente, como sempre fazemos. Somos um setor dinâmico, solvente e moderno. Temos união das lideranças. E equipes de primeira linha. Podemos, sim, incorporar mais gente para a proteção dos seguros. É a nossa missão. 

E nos anima que temos neste ano um novo superintendente da Susep, o Alexandre Camillo, que tem toda a liderança, experiência, qualificação, espírito público e clareza de propósitos para a sua missão. 

Ele terá a sua já declarada diretriz de cooperação de todos os elos da cadeia de valor do nosso mercado como elemento fundamental a favor do fomento e da sustentabilidade, que também declarou. E de aproveitar e revisar o legado que recebe no mesmo sentido. Olhando, de novo, para a frente. 

Estaremos todos da CNseg a serviço desses propósitos que estamos construindo juntos com os corretores há décadas. Desejamos tornar realidade o mantra de estarmos no centro das políticas públicas e dos programas privados. Não por vaidade ou por corporativismo.  

É porque temos, no plural, a convicção de que somos os braços da proteção econômica e social da cidadania. E porque somos o maior formador da poupança nacional. Desonerando o estado brasileiro para fazer aquilo que ele precisa fazer. 

Que tenhamos todos um excelente evento. 

Muito obrigado!