Munich Re deixa Rússia em seguros e em investimentos

Joachim Wenning munich re

Nesta quarta-feira, foi a vez da Munich Re anunciou informar que está se retirando da Rússia por causa da guerra na Ucrânia. “Os contratos existentes na Rússia e na Bielorrússia não serão renovados”, informou a empresa com sede em Munique em seu site na quarta-feira. O mesmo se aplica aos investimentos da Munich Re na região.

Exceções só serão feitas se encerrar os negócios “afetar negativamente pessoas ou empresas dignas de proteção” e desde que isso seja permitido sob as sanções atuais, explicou a empresa.

“Os eventos dos últimos dias nos perturbaram profundamente”, afirmou o presidente-executivo da Munich Re, Joachim Wenning, em comunicado. “A invasão da Rússia constitui uma violação do direito internacional.”

A Munich Re também expressou seu apoio às sanções impostas a Moscou pelas nações ocidentais, “também sabendo que elas não ficarão sem consequências para nossas economias nacionais”.

SulAmérica anuncia a chegada de três novos superintendentes na gestora de Investimentos

A SulAmérica Investimentos anuncia a chegada de três novos integrantes ao time. A partir deste mês, a asset passará a contar com Natalie Victal, como Economista Chefe da SulAmérica Investimentos, Paulo Castro, CFA, como Superintendente de Imobiliário e Gilberto Nagai, CFA, como Superintendente de Renda Variável e Long Biased.

Natalie Victal é mestre em Economia pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro e graduada em Economia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Com grande experiência no mercado financeiro, a economista tem passagens por gestoras como Kyros Investimentos, Kondor Invest e Garde Asset, onde atuou nos últimos três anos, com instituições financeiras globais de grande porte nos mercados financeiros e de capitais.

Natalie substitui Newton Rosa, que, a partir de agora, assume a posição de economista-chefe do Grupo SulAmérica. A nova economista-chefe reportará diretamente ao CIO da SulAmérica Investimentos, Luis Garcia.

Para fortalecer ainda mais o time de Investimentos da SulAmérica, a asset também traz Paulo Castro, como Superintendente de Imobiliário e Gilberto Nagai, como Superintendente de Renda Variável e Long Biased. Paulo é bacharel em Engenharia de Produção pela PUC do Rio de Janeiro e possui as certificações CFA (Chartered Financial Analyst), CAIA (Chartered Alternative Investiment Analyst) e CGE (Certificação de Gestores para Fundos Estruturados da Anbima). Ele acumula passagens pela CR2 Empreendimentos Imobiliários, PDG Realty, Bozano Realty e Alianza Investimentos, onde atuava como gestor da estratégia de Fundos Imobiliários desde 2015. O superintendente reportará à Head de Crédito Privado, Daniela Gamboa. 

Já Gilberto, bacharel em Administração pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), também possui certificação CFA, tem ampla experiência na indústria de fundos e passagens por ABN Amro Bank, Fundação CESP, Fortis Investments Brasil, BNP Paribas Asset Management e Itaú Asset Management, onde atuou como Head de Brazil Equity por oito anos. Mais recentemente, foi sócio da CL4 Capital, à frente da estratégia de Long Biased. Nagai se reportará ao diretor de Investimentos Luis Garcia e será responsável pelas estratégias de Long Biased e Renda Variável da asset.

“A chegada desses profissionais tem foco no crescimento dos times de gestão e das equipes operacionais, para que o nosso compromisso com os investidores fique cada vez mais sólido. Desejamos as boas vindas a eles”, finaliza Marcelo Mello, vice-presidente de Investimentos, Vida e Previdência da SulAmérica.

Carlos Alberto de Paula deixa FenaPrevi e quer contribuir com educação de jovens e empreendedorismo feminino

carlos alberto de paula

Depois de pouco mais de dois anos como diretor da Federação Nacional das Empresas de Previdência Aberta (FenaPrevi) e 45 anos de trabalho, dos quais 30 dedicados ao ambiente securitário e previdenciário, Carlos Alberto de Paula segue para um período sabático. “Acredito que a experiência das últimas quatro décadas poderá ser útil em outros espaços, sobretudo em setores voltados para educação de jovens e empreendedorismo feminino. Recebi muito da sociedade e sinto que é hora de retribuir de forma mais abrangente de modo a estimular e, se possível, inspirar as próximas gerações”, disse ele ao blog Sonho Seguro. Leia a entrevista completa abaixo:

Como vê o futuro da previdência complementar, aberta e fechada? 

Os sistemas de proteção social constituem um desafio para todas as nações, desenvolvidas ou em desenvolvimento, e, quanto ao Brasil, não poderia ser diferente. Sempre houve muita discussão em relação à evolução dos dois sistemas. 

Entretanto, acredito que, no nosso caso, precisamos acelerar o processo, sobretudo no que diz respeito a uma melhor articulação do Estado com a sociedade civil. Essa é uma agenda que deve compreender a proteção daquilo que foi acumulado até aqui, isto é, o estoque, por meio da estabilidade de regras e segurança jurídica, e o oferecimento de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento dos negócios.  A despeito da condição socioeconômica, estou certo de que há muito espaço para crescimento, em vários segmentos e, particularmente quando se trata de vida e previdência, precisamos dar maior tração para essa agenda.

A população envelhece rapidamente e não resta dúvida entre os especialistas e executivos de que o Regime Geral, embora seja uma referência inclusive junto à comunidade internacional, não conseguirá se manter com base no atual modelo.  

Não fizemos o grande ajuste nos anos 80, que foi a década mais propícia para realização da transição do sistema de repartição para o capitalizado. A questão é que fatores políticos acabaram retardando as decisões estruturais e ao longo do tempo os ajustes têm sido muito pontuais. Essa leitura vale inclusive para a última reforma. Acredito que por aqui estejamos caminhando rapidamente para um quadro mais agudo e precisaremos de uma articulação mais consistente por parte do Estado Brasileiro.

Nesse sentido, tanto a previdência aberta quanto a fechada se apresentam como partes importantes da solução com vistas a inibir um eventual colapso do sistema nas próximas duas décadas. Embora tecnicamente a reflexão não seja novidade, como mencionei, é um tema indigesto sob o ponto de vista político e, por isso, ficamos presos numa armadilha. É preciso desatar esse nó.

Estritamente em relação aos dois sistemas, precisamos de maior sinergia entre os reguladores, CNSP e CNPC, e entre os supervisores, SUSEP e PREVIC. O marco regulatório, que já completou 20 anos, promoveu condições gerais para um bom avanço do setor em relação às décadas anteriores. No entanto, nos últimos 10 anos houve uma significativa mudança de cenário, sobretudo em relação ao mercado de trabalho. É importante que o Estado tenha clareza acerca das dores que os operadores enfrentam, de lado a lado, e que promova ações no sentido de viabilizar uma maior interação entre as entidades (Susep e Previc) de modo a atender às novas demandas da sociedade. Vale lembrar que nesse processo a “joia da coroa” é o cidadão e porque não dizer também o empregador.

Por exemplo, hoje, por incrível que possa parecer, é absolutamente impossível a realização de uma simples transferência de gerenciamento de um plano ocupacional fechado para um aberto e vice-versa. Outra situação, apenas para ficarmos na base da discussão, diz respeito ao fomento do setor. O Estado e os operadores sabem que a próxima onda de crescimento da previdência privada passa, inexoravelmente, pelos planos de médio e pequeno portes. Essa questão ainda é tratada como se estivéssemos no século XX.  Basta olhar para a atuação da comunidade internacional, nos sistemas de referência, para alavancarmos a indústria e aumentarmos a cobertura e a proteção dos cidadãos.

Esses apontamentos têm a ver com o cerne da discussão sobre a evolução da política pública em relação aos setores e certamente vão ao encontro da provável redução do teto do Regime Geral, que ocorrerá nos próximos 20 anos. Boa parte da sociedade sequer tem clareza disso, sobretudo por conta da baixa penetração da educação financeira. 

Você vê a tendência “ESG” se consolidar neste segmento que administra mais de R$ 2 trilhões no Brasil?

Os recados enviados por alguns agentes importantes, como por exemplo a BlackRock, por meio da Carta Anual aos CEOs 2022, demonstram o engajamento do mercado de capitais nessa pauta. será preciso avançar, sem dúvida. 

Os dois setores, fundos de pensão e seguradoras estão dando os primeiros passos nessa nova agenda.  Entendo que a exemplo do que vem fazendo a Previc e recentemente a Susep, haverá uma forte dose de recomendações por parte dos atores da Administração Pública, provavelmente alinhada no âmbito do COREMEC, comitê que congrega os quatro supervisores, BCB, CVM, SUSEP e PREVIC. 

Acredito que o próximo passo seja a edição de normas indutoras de comportamento em que a adoção de determinadas medidas pelos supervisionados propiciem benefícios nas questões relacionadas à fiscalização. Esse é um caminho sem volta e os nossos segmentos têm uma importante contribuição a oferecer para a humanidade.

As seguradoras já avançaram muito em despertar no brasileiro a preocupação de garantir renda para o futuro. Quais foram as principais mudanças de dentro para fora em sua opinião? 

Sou participante de um fundo de pensão desde 1988 e de planos abertos desde 2003, portanto, muito cedo passei a ter contato com essa pauta. Entretanto, lembro que quando comecei a atuar na área comercial, a partir de 1992, havia muita desconfiança em função de agendas mal-sucedidas no passado, muito desconhecimento sobre as estruturas e uma forte confusão entre o pilar público e o privado. Amadurecemos com a sociedade.

Hoje, posso dizer que a evolução normativa e dos processos e a própria educação financeira foram fatores importantes para promoção de alguma mudança na postura de parcela da sociedade. A questão é que a transição demográfica segue numa velocidade significativa. É como se tratássemos um paciente com pressão alta, se eu puder me apropriar da linguagem médica. Trata-se de uma agenda silenciosa e que carece de ações assertivas para que possamos amenizar o custo social dos programas de proteção. Essa conta, de certa forma, voltará para toda a sociedade, se negligenciada.

Nesse contexto, as seguradoras e os fundos de pensão têm oferecido uma importante contribuição. Começamos a reconhecer um número interessante de pessoas que recebem benefícios das entidades, sobretudo dos planos ocupacionais. Esse é um fato que em si demonstra que essa relação de 30, 40 ou 50 anos tem funcionado com algum sucesso no Brasil, embora ainda não tenhamos um mercado de anuidades estruturado; a propósito sobre esse ponto a SUSEP recebeu uma contribuição do mercado (ciclo de rendas) e, de acordo com informações, essa deverá ser a próxima novidade para as indústrias. Por fim, vale destacar a figura dos resseguradores. A lei complementar 126/07, inaugurou um ciclo importante diante da abertura do mercado de resseguros e o segmento local poderá ter um papel relevante para o desenvolvimento do mercado de anuidades no Brasil. 

Acha que o crescimento do setor agora está refém apenas do crescimento da economia?

O crescimento da economia é um item fundamental e abarca outras questões como, por exemplo, em que tipo de sociedade queremos viver e o que ofereceremos para as próximas gerações à luz do Artigo 5º da Constituição Federal e correlatos. Há questões políticas estruturais que extrapolam em muito o nosso ecossistema. Diante disso, até que as estrelas se alinhem, precisaremos continuar fazendo a nossa parte. 

Estamos saindo da maior crise sanitária da história; um pouco antes disso passamos por sérias turbulências políticas; e, por enquanto, ainda não temos clareza de quais serão os desdobramentos, inclusive econômicos, em função dos acontecimentos que envolvem nações como Ucrânia e Rússia. 

Outro ponto a ser destacado é que, quando observamos a história, constatamos que as nações desenvolvidas enriqueceram e depois envelheceram; portanto, conseguiram buscar formas para amenizar os impactos da transição demográfica. Parece não ser o nosso caso e esse é um desafio adicional.

Diante disso, do que pude experienciar desde a década de 1980 no Brasil, acredito que, a despeito da conjuntura, precisamos continuar avançando com aperfeiçoamento da visão e da estratégia em relação a essa agenda.  O processo de envelhecimento não aguardará o mundo perfeito e todo avanço será determinante nesse caso.

Acredita que a pandemia ajudou a solidificar a importância da poupança de longo prazo no Brasil?

Sim, acredito que esse evento sem precedentes ajudou a demonstrar como as linhas gerais da política de proteção social desenvolvida em nosso país tem sido assertiva. Entre as indústrias, considerando inclusive seguros de pessoas, foram mais de 200 mil eventos decorrentes exclusivamente de Covid-19.  Nessa circunstância, os setores atenderam aos familiares por meio das indenizações e do pagamento de rendas. A resposta foi célere; o processo de regulação de sinistros, por exemplo, considerando o tempo entre a comunicação do evento e a efetivação do pagamento, girou em torno de até 40 dias. Também tivemos um ponto alto, particularmente em relação aos planos abertos; aqui, refiro-me às solicitações de resgates parciais. Por meio desse instituto, milhares de pessoas obtiveram algum socorro financeiro, além da forte injeção de recursos na economia. Falamos de algo que se aproxima de R$ 90 bilhões em resgates parciais considerando apenas os anos de 2020 e 2021, além dos valores das indenizações. Nesse sentido, estou convicto de que esse processo contribuiu para a conscientização de parte da sociedade. 

Em sua opinião, o que precisa ser feito para tornar a previdência um tema mais informal para a sociedade?

A intensificação da educação financeira é o ponto chave. Na minha avaliação, os esforços realizados até aqui são louváveis, no âmbito do FBEF, mas ainda estão muito aquém da necessidade da população. O Poder Executivo deveria assumir o protagonismo dessa agenda e trazer com ele a sociedade civil. Basicamente os agentes do sistema se encontram em datas comemorativas, como por exemplo, a Global Money Week. No Brasil, a despeito da condição econômica da população, estou certo de que um número bem maior de famílias estariam protegidas em função dos impactos da Covid-19, da tragédia de Brumadinho ou do recente desastre em Petrópolis, caso houvesse um trabalho de educação mais amplo de modo a  efetivamente alcançar outras camadas da população.  Os jovens e os trabalhadores precisam ser alertados de forma mais incisiva e adequada sobre as oportunidades e os riscos que envolvem o ciclo da vida.

No Congresso Nacional, por exemplo, há quase um total desconhecimento desse tema fundamental para a sociedade. São agendas visitadas apenas em época de eleição ou em função de projetos de última hora decorrentes de certas conjunturas. A educação financeira deve também alcançar o Parlamento, pois lá estão os representantes do povo e dos estados. 

Acredito que, se houver vontade política e forte atuação da sociedade civil, poderemos amenizar os impactos para uma parte da geração X e para boa parte da geração Y em relação às próximas décadas.

Finalmente, vale ressaltar que as médias e pequenas empresas são responsáveis pela geração da maioria dos empregos formais e aí pode estar a maior oportunidade de crescimento. Em relação aos produtos previdenciários (PGBL e Planos Fechados), por exemplo, uma ação estratégica que poderá destravar a agenda será permitir que participantes e empresas possam deduzir as contribuições para previdência privada das suas respectivas bases de cálculo, a despeito do tipo de declaração ou regime tributário.  Esse é um movimento que fará toda diferença para o ingresso de milhões de brasileiros nos dois sistemas. Essa é uma pauta que não pode parar na tecnocracia, se quisermos avançar.

Em novembro de 2019, quando assumiu a diretoria da FenaPrevi, quais foram seus principais desafios?

Em primeiro lugar, foi uma honra encerrar esse ciclo de três décadas interagindo com os executivos da FenaPrevi. Assumimos a diretoria num contexto de reposicionamento da Federação. Várias ações foram iniciadas, como por exemplo a revisão da estrutura de governança de modo que os executivos pudessem ter uma atuação mais voltada para o ambiente estratégico. Na esteira dessa visão, procuramos intensificar os relacionamentos com os stakeholders, dentre eles Susep, Previc, Subsecretaria de Previdência Complementar e Secretaria de Política Econômica. Firmamos algumas parcerias e posso destacar o importante convênio de cooperação técnica assinado com a Abrapp; esse foi um casamento de gigantes. Também firmamos convênio com o instituto ILMA; e o convênio com o IBA foi uma outra ação estratégica em que compartilhamos pelo menos 120 anos de conhecimento técnico entre as duas entidades. Ainda, contratamos o professor Marcelo Neri, que realizou uma profunda pesquisa sobre o potencial de mercado para o setor. Ou seja, em outras palavras, além dos ajustes estruturais que estão em curso, estendemos os braços institucionais e com isso a Federação ganhou maior musculatura. Essas agendas deverão florescer a seu tempo nos próximos períodos como resultante da adequada visão da direção da Federação e de muito trabalho em equipe, tanto do corpo interno como das comissões técnicas e dos grupos de trabalho.

Um ponto importante para equilibrar as contas do Brasil é atrair os jovens para a previdência. Em sua experiência, qual a fórmula para obter este sonho?

Falamos um pouco sobre isso numa das perguntas anteriores, mas gostaria aqui de destacar um dos mais importantes programas de educação promovidos pela FenaPrevi, na gestão do Presidente Nasser. O “Vem de ZAP”. Esse é um programa inédito que poderá ser utilizado por professores como material extracurricular, pelos pais junto aos filhos, pelas áreas de RH das empresas e pelas próprias seguradoras por se tratar de um programa sem bandeira, portanto de utilidade pública, transversal e impactante. O “Vem de ZAP” decorre de uma profícua parceria firmada com a Escola Nacional de Seguros. Quando levamos a ideia para a Direção da ENS o projeto foi imediatamente absorvido e começamos um trabalho a quatro mãos entre as equipes técnicas. O projeto encerra exatamente essa visão de buscar proximidade com o público jovem falando o seu idioma. Tenho esperança de que as instituições acessem o material no site da Federação. 

E qual o seu sonho para o Brasil?

Pergunta desafiadora! Muito cedo, por razões peculiares, aprendi a necessariamente ter uma perspectiva positiva diante de desafios pessoais ou profissionais. Aprendi também com os meus líderes e pessoas que continuam me apoiando, e porque não dizer orientando, a ser como a água, sempre buscando os espaços disponíveis para atingir os objetivos, sem perder a essência.

Sonho com um Brasil onde as pessoas possam viver com dignidade e que a cidadania seja exercida na sua plenitude a despeito de qualquer outro fator. Tive a oportunidade de passar por 22 países, em boa parte deles, a trabalho. Conheci cidades como Moscou, Paris, Filadelfia, Johanesburgo, Rabatt, Madri, Santo Domingo, Montevidéu, Acra, Luanda, Praia, Basileia, etc. Foi uma experiência profissional muito rica e em cada viagem fiquei mais preocupado com o tamanho da minha ignorância acerca do mundo de oportunidades à disposição da humanidade. Por outro lado, não encontrei um país com o potencial do Brasil, esse país fantástico e de dimensão continental. Espero que acordemos como sociedade para esse fato. Até lá cada um deve continuar fazendo sua parte para a promoção de um país melhor e mais justo socialmente.

Você chegou aos 53 anos. Mas é cedo demais para se aposentar. Quais são os seus planos para o futuro?

Entre os previdencialistas já incorporamos a ideia de que os sistemas privados de previdência nos ajudarão a obter algum grau de independência financeira para escolhermos que tipo de atividade desejaremos abraçar em outras fases da vida. No meu caso, após 45 anos de trabalho sou grato por esses intensos 30 anos vividos nas indústrias (seguros, previdencia aberta e fechada e resseguros) e no Governo Federal ( SPC, PREVIC e SUSEP). Fiz o melhor que pude. 

Agora, desejo ser o senhor do meu tempo por um período. Vou para um sabático em 2022 e aproveitar essa fase para estudar temas novos e visitar algumas instituições pelo Brasil. Acredito que a experiência das últimas quatro décadas poderá ser útil em outros espaços, sobretudo em setores voltados para educação de jovens e empreendedorismo feminino. Recebi muito da sociedade e sinto que é hora de retribuir de forma mais abrangente de modo a estimular e, se possível, inspirar as próximas gerações.

MP cria novas regras de securitização e a Letra de Riscos de Seguros

ícones seguros

Fonte: Agência Senado

O Congresso Nacional vai começar a analisar o Novo Marco da Securitização. As novas regras, até então dispersas em várias leis, estão contidas na Medida Provisória (MP) 1.103/2022, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (16).

A securitização é um processo que permite a transformação de dívidas em títulos de créditos negociáveis. Entre as inovações da MP, está a criação da Letra de Risco de Seguro (LRS), um título de crédito, transferível e de livre negociação, representativo de promessa de pagamento em dinheiro.

A LRS está vinculada a riscos de seguros e resseguros e poderá ser emitida exclusivamente por meio das Sociedades Seguradoras de Propósito Específico (SSPE), que são empresas que atuam no mercado de riscos de seguros, de previdência complementar, de saúde complementar, de resseguro (seguro para seguradoras) ou de retrocessão (desapropriação efetuada pelo Poder Público).

A MP também altera regras para a emissão de certificados de recebíveis. Trata-se de títulos de crédito, de livre negociação, emitidos de forma escritural exclusivamente por companhias securitizadoras. Tais certificados constituem promessa de pagamento em dinheiro e título executivo extrajudicial. 

Outro ponto abordado pela medida flexibiliza a atual exigência de prestação exclusiva, por instituição financeira, do serviço de escrituração e de custódia de valores mobiliários. Conforme o governo, que editou essa medida provisória, a flexibilização vai incentivar o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro. 

Produtores rurais

A MP 1.103/2022 foi assinada na terça-feira (15) pelo presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto, juntamente com outra medida provisória, a MP 1.104/2022, que cria o Fundo Garantidor Solidário (FGS), para garantir operações financeiras vinculadas à atividade empresarial rural. 

Segundo o governo, o objetivo é facilitar o crédito para o agronegócio, diminuir a burocracia no fornecimento de garantias para operações financeiras e reduzir o risco na conversão de dívidas em títulos privados. 

Swiss Re, Allianz, Zurich e Hannover deixam de aceitar novos negócios com clientes russos e bielorrussos

guerra russia ucrania seguros

Fonte: Reuters

A Swiss Re, Allianz, Zurich e Hannover disseram que não estão aceitando novos negócios com clientes russos e bielorrussos e não renovam negócios existentes com clientes russos, já que as instituições financeiras europeias dão as costas à Rússia. A alemã Allianz disse que parou de segurar novos negócios na Rússia e não estava mais investindo no país para seu próprio portfólio.

Swiss Re e Allianz juntam-se a bancos como Deutsche, Goldman Sachs e JPMorgan Chase que deixaram a Rússia após a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro e subsequentes sanções do governo ocidental.

Em um comunicado, a Swiss Re disse que estava revisando suas atuais relações comerciais na Rússia e na Bielorrússia. A decisão segue ação semelhante das principais seguradoras e resseguradoras europeias, que oferecem cobertura para grandes projetos, como instalações de energia.

“Nossas entidades operacionais não estão mais subscrevendo novos negócios de seguros na Rússia e estão reduzindo decisivamente a exposição de maneira ordenada”, acrescentou a Allianz. Até agora, a Allianz opera várias linhas de negócios na Rússia.

A seguradora Zurich não aceita mais novos clientes na Rússia e não renovará os negócios existentes, disse um porta-voz à Reuters na segunda-feira. A Hannover Re disse na semana passada que novos negócios e renovações para clientes na Rússia e na Bielorrússia estavam suspensos, enquanto a seguradora italiana Generali disse no início deste mês que sairia da Rússia.

A corretora de seguros Willis Towers Watson também disse no domingo que se retiraria da Rússia, seguindo medidas semelhantes das rivais Marsh e Aon.

O JPMorgan diz que a maior parte do risco previsto para os bancos europeus do choque na Rússia virá de commodities e efeitos econômicos, com o setor caindo 16% desde o final de fevereiro.

Rússia e a Bielorrússia representam menos de 1% dos negócios do Lloyd’s of London

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Fonte: Reuters

A Rússia e a Bielorrússia representam menos de 1% dos negócios realizados pelo Lloyd’s of London, segundo informou o mercado de seguros, acrescentando que procuraria reduzir a exposição russa em várias de suas classes de seguros especializadas.

Seguradoras e resseguradoras com sede em Londres já pararam de fornecer cobertura para companhias aéreas russas após sanções devido à invasão da Ucrânia pela Rússia. “Continuaremos implantando nossa experiência, recursos e redes – cobrindo áreas cruciais como riscos cibernéticos, espaciais e políticos – para ajudar a fornecer um regime de sanções eficaz contra ativos russos”, disse o Lloyd’s em comunicado.

Embora as empresas russas normalmente usem seguradoras locais para apólices de seguro comercial, elas geralmente são resseguradas por meio do Lloyd’s, dizem fontes do setor. As empresas fazem seguro cibernético contra ataques cibernéticos, enquanto o seguro espacial cobre danos a satélites e foguetes.

O seguro de risco político é normalmente um complemento ao seguro de propriedade comercial e pode ser acionado no caso de questões como guerra ou nacionalização.

O Lloyd’s disse que “continuará as conversas frequentes que temos tido com reguladores do Reino Unido e internacionais desde o início do conflito” para garantir que as sanções tenham o máximo impacto.

O Lloyd’s, composto por cerca de 100 membros do sindicato, divulgou prêmios brutos emitidos totalizando 35,5 bilhões de libras (US$ 46,37 bilhões) em 2020. Seus resultados anuais de 2021 serão divulgados em 24 de março.

Aportes em previdência privada fecham em R$ 11,4 bilhões em janeiro 

previdencia fenaprevi

As contribuições e prêmios em planos de previdência privada aberta fecharam janeiro em alta, somando R$ 11,4 bilhões nesse início de 2022. Os resgates somaram R$ 10,2 bilhões no período. Deduzidos das contribuições, ficam R$ 1,2 bilhão em captação líquida no mês. Os ativos registraram um montante acima de R$ 1,08 trilhão.  

Dentre as opções em planos registrada em janeiro, a maioria escolhida ainda é o VGBL (93,5%), seguido pelo PGBL (5,9%) e os Tradicionais/outros (0,6%). As informações são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi. 

Crescimento de 11,2% em 2021 

A poupança de longo prazo no Brasil (previdência privada aberta) cresceu 11,2% em 2021 sobre o ano anterior, de acordo com o relatório consolidado da Federação. As contribuições em previdência privada aberta superaram R$ 138 bilhões, de janeiro a dezembro. 

Os resgates aumentaram 25,2% no conjunto dos doze meses, chegando a R$ 103,4 bi no acumulado. Deduzidos os resgates das contribuições, o saldo foi de R$ 35 bilhões em captação líquida em 2021.

MAPFRE paga cerca de R$ 350 milhões para sinistros das safras de soja e milho verão

Mapfre seguro cafezal

Produtores de grãos, principalmente dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul sofreram com a seca que impactou, principalmente, as lavouras de soja e milho verão nos meses de novembro e dezembro de 2021. Os produtores rurais foram fortemente afetados e por meio do seguro da MAPFRE foram indenizados em cerca de R$350 milhões pelos prejuízos causados pela estiagem. 

O total de perdas ainda está sendo contabilizado, pois existe uma grande área a ser colhida, mas já superaram as previsões e são consideradas perdas recorde. “Tivemos duas safras consecutivas com perdas históricas. O produtor que não tinha nenhum tipo de seguro teve um impacto financeiro significativo, obrigando alguns até a saírem da atividade. Em safras como estas, a importância do seguro rural para gestão de risco do produtor se torna ainda mais evidente”, comenta Catia Rucco Rivelles, superintendente de Agronegócios da MAPFRE.

Segundo a executiva, a companhia possui um plano de contingência montado para situações de muitos acionamentos de sinistros no mesmo período. “O seguro agrícola é para cobrir eventos catastróficos e é esperado que algumas safras sejam mais catastróficas que outras. Sendo assim, é necessário que haja uma estrutura de campo montada para atuar nesses tipos de situação”, explica. “Nos casos de sinistros registrados no fim do ano passado devido à seca nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul, a MAPFRE comprovou sua solidez desde o processo de atendimento até as vistorias e pagamento das indenizações”, ressalta.

Catia recomenda que o agricultor deve se atentar ao momento da contratação de um seguro agrícola, para que não perca a época adequada e saiba escolher o produto ideal para assegurar sua lavoura. “O produtor rural deve procurar um corretor especializado em seguros rurais o quanto antes possível, que poderá apoiá-lo em caso de dúvidas e na contratação do seguro. Ainda assim, é necessário que o agricultor leia atentamente a proposta de seguro, as condições gerais do produto e, paralelamente, pesquise sobre as seguradoras”, alerta.

Corretoras Willis, Marsh e Aon deixam Rússia

A Willis Towers Watson PLC comunicou que se retirará de seus negócios russos. Em comunicado, o CEO da Willis, Carl Hess, disse que a corretora transferirá a propriedade de suas operações russas para a administração local das empresas.

O anúncio da terceira maior corretora do mundo segue uma decisão semelhante da Marsh & McLennan Cos. Inc. na semana passada e um anúncio da Aon PLC de que havia suspendido suas operações na Rússia, após a invasão russa da Ucrânia.

Zurich no Brasil desenvolve sistemas de fluxo de cotação e atendimento com base no Dynamics 365

Foto Idevar Zurich

Fonte: Zurich

A Zurich no Brasil migrou grande parte dos seus sistemas legados para o Dynamics 365 da Microsoft, plataforma de aplicativos de negócios inteligentes, dando início a uma série de projetos que culminaram em novos sistemas que estão impactando positivamente as operações. Com o sistema de CRM, a empresa conseguiu aumentar em 21% a sua performance de produtividade na área comercial, enquanto reduziu 25% do seu tempo de cotação com o módulo de Workflow.

A partir do Dynamics 365, a Zurich desenvolveu o Z-Chamado, seu primeiro sistema para produção, que permite a criação de chamados (tickets) pelo segurado, corretor ou até mesmo pelos funcionários, para atendimento pelas áreas internas da empresa, por meio do Portal da Zurich. O sistema também possui integração com caixas de e-mail departamentais – quando uma caixa recebe e-mail, o chamado é automaticamente criado e encaminhado para determinada área. Dentro do Call Center, o Z-Chamado funciona como um sistema de abertura de chamados de segundo nível, ou seja, quando o operador, por conta própria, não consegue resolver a solicitação, o chamado é direcionado para as áreas internas da companhia.

Em seguida, a companhia investiu na solução de CRM voltada à área comercial. Com isso, a Zurich conseguiu criar a estrutura hierárquica comercial de forma sistêmica, com separação de perfis de acessos, gestão de unidades de negócio, consulta da produção da equipe e corretores, gestão de pipeline e atingimento de metas, gestão da grade de atendimento, relatório de visitas a corretores (integrada à agenda do Outlook), plano de negócios e diversos painéis de gerenciamento de dados integrados à solução. 

De acordo com Idevar Junior (foto), gerente de sistemas da Zurich do Brasil, em apenas 10 meses após a implantação do CRM comercial, a performance de produtividade da área comercial aumentou 21%.”A operação relacionada ao CRM surgiu da necessidade de uma plataforma com dados centralizados da produção das filiais, que antes eram distribuídos entre diversos sistemas. A integração permitiu uma visualização ainda melhor da produção da Zurich como um todo”, comenta.

Além disso, foi desenvolvido o sistema Workflow, integrada ao CRM, que permite a entrada de pedidos de cotação para linhas de negócio que envolvem grandes corretores e negócios, e controla o fluxo da entrada até a emissão da apólice. Este sistema resultou em uma redução de 25% do tempo de cotação. Um ponto de destaque é a integração nativa com o Outlook para converter pedidos de cotação do corretor via e-mail em uma solicitação dentro do Dynamics 365, de forma automática.

“A tecnologia só tende a crescer dentro da Zurich. As áreas têm notado cada vez mais os benefícios da plataforma – como a melhoria na operação, gestão da produção e atendimento ao cliente – e já estão criando novos projetos. A possibilidade de integração com outras soluções da Microsoft também trouxe uma grande vantagem nesse processo, como mostram os nossos dados de desempenho”, finaliza Idevar.

“Ver a parceria entre a Microsoft e a Zurich se estreitando no Brasil e trazendo resultados tão benéficos, é muito gratificante e nos mostra o quanto podemos gerar de impacto nas operações com as ferramentas adequadas”, diz Marcondes Farias, diretor de produto de Dynamics 365 e Power Platform da Microsoft Brasil.

Hoje, os serviços são utilizados por toda a empresa, que possui um total de 1.500 colaboradores espalhados por todo o Brasil, possibilitando um ganho expressivo de produtividade na operação.