Seguradora é condenada por mensagens sexistas em grupo de WhatsApp

Fonte: TRT

Uma empresa da área de seguros de vida foi condenada ao pagamento de R$ 15 mil por danos morais a uma trabalhadora que convivia com palavras de baixo calão e mensagens sexistas no grupo de WhatsApp criado para troca de informações de trabalho. A decisão da 8ª Turma do TRT da 2ª Região garantiu, ainda, reconhecimento de vínculo de emprego e rescisão indireta. Esse tipo de desligamento dá ao empregado todos os direitos de uma rescisão imotivada, como por exemplo acesso ao seguro-desemprego, fundo de garantia e multa do FGTS.

A companhia alegou que o canal no qual as ofensas aconteciam não foi criado por nenhum de seus representantes, o que inviabilizaria os pedidos da empregada. O depoimento da testemunha da profissional comprovando as alegações e o fato de ter como participante no grupo um supervisor direto, no entanto, fizeram com que as decisões do juízo de 1º grau fossem mantidas.

Além da prova testemunhal, a trabalhadora mostrou capturas de tela do celular que atestaram a participação direta do chefe na veiculação das ofensas. “Restaram comprovadas as reiteradas situações humilhantes e vexatórias a que a trabalhadora foi submetida ao longo do pacto laboral”, afirmou o desembargador-relator Marcos Cesar Amador Alves.

Quanto ao valor da indenização, os desembargadores da 8ª Turma aumentaram o valor de R$ 10 mil, fixado na sentença, para R$ 15 mil. “Tal valor não configura enriquecimento ilícito ou desproporcional da autora, alenta seu sofrimento, imprime verdadeiro caráter pedagógico à medida sem, entretanto, inviabilizar os negócios da reclamada”, completou o magistrado.

(Processo nº 1001579-80.2019.5.02.0078)

Conheça os 3 empreendedores brasileiros que concorrem na 5ª edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social

fatima lima

Um cão robô para guiar cegos, uma plataforma que conecta jovens interessados em assessorar profissionais 50+ em temas digitais e um aplicativo que traz inclusão aos pacientes com epilepsia ao prever com antecedência suas crises. Três propostas com enfoque totalmente social são finalistas da 5ª edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social. “Tenho muito orgulho em ajudar na promoção desta premiação, que apoia iniciativas que melhoram a vida de milhares de pessoas ao redor do mundo, impulsionando o crescimento do ecossistema de inovação social”, comentou Fátima Lima, representante da Fundación MAPFRE no Brasil. 

A premiação é voltada a empreendedores, escolas de negócios, cientistas, pesquisadores, estudantes e professores universitários. Nesta edição, 221 projetos foram inscritos, divididos em três regiões (Brasil, demais países da América Latina e Europa) e três categorias (Economia sênior; Prevenção e Mobilidade; Melhoria da saúde e Tecnologia digital – e-health). O Brasil participou com 69 trabalhos.. 

Os três vencedores (1 por categoria) serão conhecidos em maio e receberão o valor de 40 mil euros cada, além de coaching e um plano de relações públicas para aumentar a visibilidade de seus projetos para potenciais investidores e financiadores. Veja o vídeo

Conheça os três finalistas brasileiros que participarão desta premiação internacional: 

Epistemic, categoria Melhoria da saúde e Tecnologia digital (e-Health)

A engenheira eletrônica Paula Gomez, CEO da Epistemic, acostumada a apresentar projetos e a ganhar prêmios, diz que está com frio na barriga quando pensa na viagem para participar da final  da 5ª edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social, em Madri. “Ter o nosso trabalho reconhecido não apenas pela qualidade, mas como uma inovação social, em um prêmio tão sólido, é muito gratificante”, comentou.

Depois de ter realizado vários projetos em sua carreira profissional, Paula buscava uma boa ideia para empreender algo solo. Foi quando sua mãe, cientista, que sempre contava umas coisas que pareciam malucas, segundo ela, falou sobre uma pesquisa que detectava anomalias nos sinais de eletroencefalograma de pacientes com epilepsia. Ao ouvir a descoberta da mãe, Paula sugeriu prever a crise minutos antes dela ocorrer. “Joguei o desafio e ela agarrou. Foi quando eu vi que o projeto tinha grande potencial de realmente melhorar a vida dos pacientes e seus familiares”.

Foi assim que surgir a startup, de São Paulo, que durante 10 anos desenvolve um sistema com três elementos: um app diário no qual o paciente relata, de forma simples e intuitiva, seu dia e crises; uma plataforma web para o médico poder visualizar todas as informações do seu paciente e poder correlacionar possíveis gatilhos de suas crises; e um dispositivo para ser utilizado na cabeça capaz de prever crises epiléticas, avisando o paciente e seu cuidador ou responsável meia hora antes dela acontecer. 

“Iniciamos em 2022 o final dessa jornada. Entraremos logo na fase de testes clínicos, para, depois disso, disponibilizar o produto ao mercado. Sabendo quando uma crise está por vir, pacientes podem realizar atividades que hoje são consideradas perigosas, como dirigir, por exemplo. Notificados pelo aplicativo, eles podem parar o que estão fazendo e evitar complicações”, explica.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epilepsia é a mais comum e a mais grave dentre as condições neurológicas crônicas. São mais de 65 milhões de pessoas com epilepsia no mundo, das quais 80% residem em países em desenvolvimento, informa Paula. “Apesar de existirem medicamentos e cirurgias, estes não têm efeito para um terço dos pacientes. Estes pacientes se beneficiariam muito com um aviso de uma crise ainda por vir. Até hoje não existe nenhum dispositivo que consiga prever crises epilépticas. No Brasil, há apenas um relógio que avisa que a crise está acontecendo”, finaliza. 

Lysa Cão Guia Robô, categoria Prevenção e Mobilidade

Robôs se tornam cada vez mais comuns no dia a dia da sociedade. Mas um promete ganhar o coração de todos a partir de 2022: “Com a Lysa Cão Guia Robô queremos dar mais autonomia e esperança para deficientes visuais, para que possam frequentar espaços e se locomover com segurança”, afirma Neide Sellin, CEO e fundadora da Vixsystem. A robô conta com tecnologia de ponta e Inteligência Artificial para o mapeamento de ambientes diversos, possibilitando uma maior independência por parte dos deficientes. Desde fevereiro 23 deles começaram a passear em locais fechados como escolas, empresas, shoppings e aeroportos pelo Brasil afora.

Criada no Espírito Santo, 2016, a robô é o viés econômico da startup Vixsystem. A ideia surgiu em 2014 quando a professora de robótica trabalhava em um projeto. “Tínhamos de fazer um cachorro robô e eu quis fazer algo que tivesse uma função social. Perguntei a uma aluna cega da escola sobre seus desafios diários e comecei a desenvolvê-la com base nisso”, conta. 

A robô é equipada com dois motores e cinco sensores simultâneos aos passos, e leva o “dono” ao local solicitado, como uma loja, praça de alimentação ou a ambientes dentro de casa ou do escritório. Além da detecção do objeto e obstáculos à frente, a máquina faz cálculos de profundidade e consegue informar o objeto que está na frente do usuário, evitando riscos de colisão. Com bateria recarregável, Lysa tem funções semelhantes às de um cão-guia convencional.

Um grande desafio é adaptar a Lysa para ambientes externos. “Faltam calçadas adequadas, o que nos motiva a engajar a sociedade em um movimento em prol da mobilidade urbana. Paralelamente, estamos trabalhando para aprimorar a tecnologia de navegação GPS para que possam ser usadas em ruas”, conta a professora de robótica capixada, que se tornou referência mundial ao ter sua startup entre as 12 selecionadas no Slingshot 2021, um dos maiores eventos de inovação do mundo, em Singapura. 

Segundo ela, participar da premiação da Fundación MAPFRE é um grande privilégio. “Estamos muito entusiasmados com os benefícios da mentoria que recebemos e com a oportunidade de estar entre os escolhidos de tão relevante iniciativa de inovação que inclui o Brasil e outros países. Espero conseguir mais visibilidade de apoio para que a tecnologia seja implantada em outros lugares do mundo”, afirma. 

Segundo a World Blind Union (WBU), existem 253 milhões de pessoas em todo o mundo que são cegas ou parcialmente cegas. “Uma tecnologia inovadora como a Lysa fará o mundo enxergar a pessoa com deficiência visual de outra forma e a indicação aos prêmios potencializa ainda mais o alcance do projeto”. 

Mais Vívida, categoria Economia Sênior

Mais de 400 pessoas, entre 60 e 99 anos, passaram o período da pandemia mais conectados graças a startup Mais Vivida. Com atendimentos humanizados e benefícios gerados pelo encontro de gerações, a plataforma tem o objetivo de ensinar e estimular cognitivamente pessoas 50+, proporcionando independência e empoderamento.  “Devidamente treinados e remunerados, os anjos realizam atividades que facilitam a vida dos sêniores, como ensinar a usar as redes sociais, fazer compras, experimentar jogos que estimulam a mente e realizar passeios culturais ou ao ar livre”, conta a CEO e cofundadora Viviane Palladino.

Antes da pandemia os atendimentos eram 100% presenciais. Agora, 99% virtuais. Graças a agilidade com que ela e os sócios se adaptaram a um novo cenário. “Passamos a atender gratuitamente e online. Foi um aprendizado e tanto”, conta. Além de ter uma pessoa para conversar, os mais vividos têm um professor para ampliar o contato com o mundo por meio do celular. Entre os cinco temais mais demandados pelos mais vividos estão como usar o WhatsApp, redes sociais, como Facebook e Instagram, instalar aplicativos de delivery, organizar fotos e contatos no celular e dicas de segurança para evitar cair em fraudes ou ser clonados. 

Os anjos, cerca de 55 pessoas com repertório para construir ideias e vínculos, são remunerados para estimular engajamento maior do que o obtido com voluntários. Muitas vezes o encontro, que dura cerca de 1 hora no virtual e 1h30 no presencial, é o evento da semana para os sêniores, que cumprem todo um ritual para receber visita, com fazer bolo, chá, se arrumar. E furar um compromisso com eles é muito desapontador. O valor por atendimento vai de R$ 25 a R$ 40 reais. O perfil de quem se cadastra na plataforma como voluntário é bem variado.  

“Acreditamos que a educação formal não é a única forma de aprendizado existente – principalmente para o público mais experiente. Nosso papel é devolver toda a potência e autoconfiança que existe nas pessoas mais vividas e, consequentemente, mudar o olhar que as pessoas têm em relação ao idoso hoje em dia. Trabalhar com impacto social no Brasil é muito gratificante”, explica. 

A startup recebeu uma primeira rodada de investimento, de R$ 150 mil, do fundo de investimento Bossa Nova. Em fevereiro, uma nova rodada foi aberta para captar recursos para desenvolver mais recursos dentro do aplicativo, onde o atendido encontra uma pessoa para ajudá-lo. “O projeto envolve fazer toda a comunicação dentro do aplicativo, como as chamadas de vídeo, de forma instantânea”, conta. 

A Mais Vivida também se prepara para atender empresas interessadas em engajar o público nos canais digitais. Muitas marcas passaram a colocar os mais vividos no centro da estratégia. “Nós podemos ser um elo nesta jornada pelo conhecimento adquirido com a plataforma”, afirma. Segundo ela, há uma série de desafios a serem solucionados – e muitos obstáculos também. “Mas estar entre os finalistas da 5ª edição dos Prêmios Fundación MAPFRE à Inovação Social mostra que estamos no caminho certo”, finaliza. 

Fundación MAPFRE apoia e promove ações que transformam o mundo

Os Prêmios à Inovação Social fazem parte de um extenso trabalho da Fundación MAPFRE. A instituição sem fins lucrativos, que tem sede na Espanha e atua em 31 países, tem o objetivo de promover, fomentar e investir em pesquisas, estudos e atividades de interesse geral da população – que gerem impacto social e melhorem a qualidade de vida das pessoas. No Brasil, as iniciativas são principalmente voltadas às áreas de Ação Social, Prevenção e Segurança Viária, Seguro e Previdência Social, Promoção da Saúde e Cultura. As histórias completas dos três projetos finalistas, assim como mais informações sobre a atuação da Fundación MAPFRE estão disponíveis no site, Instagram e Facebook da instituição.

Zurich no Brasil apoia campanha de arrecadação para ajudar refugiados da Ucrânia

Edson Franco

Fonte: Zurich

Depois de ter feito uma doação inicial ao ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, a Z Zurich Foundation, uma fundação de caridade com sede na Suíça, estabelecida por membros do Zurich Insurance Group, iniciou uma angariação de fundos em nível global para esforços de ajuda humanitária.

Para cada doação recebida na página de arrecadação da campanha, a fundação igualará o valor até atingir 1 milhão de francos suíços, o que equivale a cerca de R$ 5,5 milhões – isso significa que até 2 milhões de francos suíços (cerca de R$ 11 milhões) podem ser arrecadados no total para ajudar aqueles que mais precisam.

As doações serão divididas igualmente entre o Comitê Internacional de Resgate, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a organização internacional Save the Children. A fundação está acompanhando a situação de perto e trabalha com ONGs para avaliar uma resposta mais ampla, alinhada às abordagens de bem-estar mental e equidade social da instituição.

“Pessoas em todo o mundo estão unindo forças para apoiar as vítimas da crise ucraniana de várias maneiras. Era inimaginável para nós, da Z Zurich Foundation, não mobilizar nossos recursos para ajudar. Estamos convidando todos que puderem a também apoiar os mais vulneráveis ​​e cuidar uns dos outros”, disse Gregory Renand, head da Z Zurich Foundation. “As consequências desta crise serão, infelizmente, gigantescas. Além das enormes necessidades de ajuda humanitária, os serviços de saúde mental provavelmente surgirão como uma necessidade para muitos. Esta também é uma área que continuaremos a monitorizar para adaptar os nossos esforços”.

A Zurich no Brasil está empenhada em ajudar a aliviar o sofrimento na Ucrânia e, para esse fim, a filial brasileira está apoiando à campanha de arrecadação de fundos global, como revela o CEO da Zurich no Brasil, Edson Franco. Diz ele: “Estamos sensibilizando nosso time e outros stakeholders para juntar-se à campanha de angariação de fundos, com vistas a apoiar os refugiados desta crise com assistência humanitária”, afirmou o executivo. 

A campanha lançada pela Z Zurich Foundation e apoiada pelo Grupo Zurich é aberta, de forma que, até o final de março de 2022, qualquer pessoa pode contribuir e ver sua doação igualada através do site: View Giving Opportunity | MyImpact (benevity.org).

Insurtech WinSocial passa a ofertar seguros inclusivos para doenças crônicas

A WinSocial, em parceria com a MAG, acaba de apresentar a expansão da sua atuação, passando a oferecer o seu portfólio de seguro de vida a públicos penalizados ou excluídos pelo mercado por suas condições de saúde. A startup valoriza as atitudes saudáveis e recompensa financeiramente pessoas que cuidam da saúde, independente de alguma condição pré-existente. O novo portfólio irá abranger, além do público com diabetes, pessoas com HIV+, hipertensão, obesidade e com histórico de cânceres de mama, pele não-melanoma e próstata.

A expansão para os novos públicos faz parte da consolidação da estratégia de inovação da startup, bem como será essencial para o crescimento que a WinSocial está projetando para os próximos anos. A previsão é de chegar em 2022 aumentando em 600% a base de clientes ativos até o final do ano. A partir de então, o plano é dobrar a cada ano essa quantidade. A startup também é ambiciosa e pretende fechar este ano com arrecadação de R$14.6 milhões.

“Cada pessoa é única e nós buscamos oferecer aceitação e inclusão no seguro de vida do jeito que ela é! Se ela possui hábitos saudáveis e o bom controle da sua condição, pode estar apta ao seguro. A ideia é valorizar as atitudes saudáveis do indivíduo e não simplesmente uma condição de saúde. Isso, sem dúvida, é um grande diferencial no mercado e contamos com tecnologia e produtos que nos permite levar as melhores soluções para o nosso público”, afirma Rafael Rosas, diretor da WinSocial.

Dentre seus produtos e coberturas atrelados ao seguro de vida, a WinSocial também oferece uma série de serviços que podem ser utilizados no dia a dia do cliente para promover seu bem-estar. Entre eles, está a telemedicina, desconto em medicamentos e agendamento de consultas e exames. Além disso, a plataforma dispõe de informações e tecnologias personalizadas para cada público a fim de ampliar e fortalecer seus cuidados com a saúde, buscando uma longevidade saudável.

Com a ampliação das coberturas, a WinSocial busca disseminar a ideia de que não é a condição de saúde que define a pessoa, e sim as atitudes. Dessa forma, pessoas saudáveis e que possuem alguma condição de saúde específica, que, hoje, são penalizadas pelo mercado de seguros, têm acesso ao seguro de vida por um valor personalizado. 

Porém, não é exclusivo para quem tem algum tipo de doença. Corredores, ciclistas, praticantes de crossfit, esportistas, dentre outros grupos que possuem hábitos saudáveis, também podem contratar essa proteção financeira com condições especiais.

Utilizando informações como o índice de massa corporal (IMC), pressão arterial e nível de colesterol, a plataforma personaliza o valor do seguro de acordo com o cuidado com a saúde. Todos esses dados serão coletados a partir de uma análise automatizada criada pela startup, baseada no underwriting digital, que usa de vídeos selfies e integração com outros aplicativos (Google Fit e Apple Health).

BlackRock passa a deter 6,46% das acoes da corretora de seguros Qualicorp

BlackRock

A Qualicorp, maior administradora de planos de saúde por adesão, comunicou ao mercado que a gestora BlackRock adquiriu e passou a deter 18.347.007 ações ordinárias da companhia, representando aproximadamente 6,46% de seu total de ações emitidas, e 1.395.403 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações ordinárias com liquidação financeira, representando aproximadamente 0,49% do total de ações emitidas pela empresa.

Segundo a BlackRock, o objetivo das participações societárias mencionadas é estritamente de investimento e não foram celebrados quaisquer acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários emitidos pela Qualicorp.

No dia 15 de março, a Qualicorp informou ao mercado que os fundos geridos pela 3G Radar alcançaram a participação de 28.483.100 ações ordinárias na empresa, o equivalente a 10,03% do total. Em 10 de dezembro, a 3G Radar detinha participação de 5,28% na Qualicorp.

Os movimentos mostram uma recuperação da corretora de planos de saude desde que foi anunciada a aquisição da SulAmerica pela Rede D’Or. Quando o negócio foi anunciado, no dia seguinte as ações da Qualicorp registraram queda de 15,94%.

Foi entao quando a Qualicorp divulgou comunicado informando que nos últimos dois anos, a Qualicorp construiu a maior plataforma de planos de saúde do Brasil, por meio de parcerias com mais de 100 operadoras e 700 produtos. “A Quali segue sendo uma ‘corporation’ [sem controlador definido e capital pulverizado], com diversos acionistas nacionais e internacionais”.

MetLife firma parceria com o Fundo Baobá e aporta R$ 1 milhão em projeto educacional

Thais Catucci. Gerente de Comunicação Interna e Responsabilidade Social da MetLife Brasil

O Fundo Baobá para Equidade Racial e a MetLife, uma das maiores empresas de serviços financeiros do mundo, estão lançando a segunda etapa do Programa Já É: Educação para Equidade Racial, cujo objetivo é auxiliar jovens negros a entrarem e permanecerem na universidade, oferecendo não só bolsas de estudo em cursinho preparatório para o vestibular, como também apoio psicológico individual (sob demanda) e mentorias. Com o aporte de R$ 1 milhão da MetLife Foundation, o projeto irá beneficiar jovens entre 18 e 26 anos da cidade de São Paulo e região metropolitana, de sexo masculino, feminino, cis, trans e não binários, todos residentes em bairros, territórios ou comunidades periféricas. Além de auxiliar na chegada à universidade, o Programa pretende fazer com que esses alunos concluam seus cursos, apoiando-os no que for possível.  

A iniciativa do Fundo Baobá para Equidade Racial, agora em parceria com a empresa MetLife, irá oferecer 51 vagas para jovens que participaram da primeira etapa, em 2021. Deste total, 15 que foram aprovados em vestibulares seguirão no projeto com apoio psicológico, mentorias e orientação, visando a sua permanência nas universidades. Os outros 36, que também participaram da primeira fase em 2021 e  não conseguiram aprovação nos vestibulares, seguem no projeto e receberão apoio para o financiamento das despesas com transporte, alimentação e acesso à internet; além de participarem de atividades voltadas para a ampliação das habilidades socioemocionais e vocacionais, incluindo programa de mentoria, que terá a participação de colaboradores da MetLife Brasil.  

Em sua primeira edição, o Programa JáÉ teve o apoio da Citi Foundation, Demarest Advogados e Amadi Technology. Durante os nove meses de duração do Programa em 2022, a expectativa é que o Programa atinja os objetivos e contribua com a sociedade. “A MetLife tem a diversidade, equidade e inclusão como alguns de seus pilares; tanto que temos um comitê afro para discutir e implementar soluções que possam contribuir com um mundo mais inclusivo. Ao patrocinar o Programa Já É, entendemos que chegamos mais perto de ajudar na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, o que muito nos orgulha. Além do aporte financeiro, poder oferecer mentorias para esses jovens é algo que irá transformar a forma como eles enxergam o mundo, após a universidade e estamos muito animados”, comenta Thais Catucci, gerente de comunicação interna, responsabilidade social e sustentabilidade da MetLife Brasil. 

O fato de que o racismo no ambiente escolar é um dos maiores obstáculos à equidade racial no Brasil foi a premissa a partir da qual o Fundo Baobá construiu esse edital, que se enquadra perfeitamente no seu propósito central de contribuir para o enfrentamento ao racismo promovendo justiça e equidade racial para a população negra. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 25,2% dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos cursam ou concluem a faculdade, mas quando os dados são desagregados por raça/cor fica ainda mais evidente a desigualdade: o percentual de jovens brancos que frequentam ou concluem o ensino superior (36,1%) é praticamente o dobro do percentual de jovens pretos ou pardos (18,3%) na faixa de 18 a 24 anos.  Entre os motivos dessa desigualdade está o fato de que o jovem negro é muitas vezes obrigado a interromper precocemente os estudos para ingressar no mercado de trabalho. 

Os frutos da primeira edição do projeto seguem aparecendo: cada lista de alunos aprovados nas universidades públicas e nas privadas tem trazido felicidade e satisfação, mostrando que a primeira edição do Programa está sendo positiva. Participantes do Já É conseguiram aprovação nas seguintes instituições: USP (Universidade de São Paulo), UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), FATEC (Faculdade de Tecnologia de São Paulo),  Faculdade Santa Marcelina e  Universidade Mackenzie.   

“A mudança de perspectiva que vai se desenhando para o futuro desses jovens e de suas famílias, pensando tanto no campo social, cultural, político ou econômico, constitui-se em um marco em suas vidas e um estímulo que lhes aproxima da aprovação nos vestibulares  e das oportunidades de mobilidade social, uma vez que, para a maioria da população negra a mobilidade é resultante do acesso ao ensino superior. A forma de estar no mundo, ler os cenários à sua volta e intervir, a possibilidade de inclusão no mercado de trabalho em posições de melhor qualificação e remuneração, tudo isso se torna menos distante com políticas que ampliam o acesso e a permanência de jovens nas universidades”, destaca Fernanda Lopes, diretora de Programa do Fundo Baobá. 

Toda(o)(e)s que participaram da primeira edição do  Programa Já É e que declararam interesse em continuar passaram por um novo processo de seleção que é caracterizado mais como um espaço onde poderão refletir sobre seus interesses, possibilidades e compromissos na nova etapa. As entrevistas foram conduzidas por profissionais de psicologia e pedagogia especializados na preparação de pessoas para concursos com a perspectiva de igualdade de gênero e raça. De março a dezembro, o grupo de alunos(as)(es) terá a frequência nas aulas e nas demais atividades continuamente acompanhadas. O descumprimento dos acordos poderá levar ao desligamento do Programa. 

Seguradora Zurich anuncia duas novas superintendentes

zurich seguros

A Zurich no Brasil tem duas novas superintendentes em seus quadros. A primeira é Daniela Cruz promovida para assumir a superintendente de produtos de vida, previdência e capitalização. Já Cristiane Abdalla ingressa na companhia como superintendente de sinistros.

Com mais de 17 anos de experiência em seguros de vida, Daniela Cruz teve passagens pela MetLife, Citibank e ACE Group, em áreas como planejamento, business intelligence (BI), produtos e operações. Formada em Propaganda e Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, é pós-graduada em Administração de Empresas pela mesma instituição, e possui um MBA em Gestão de Empresas pela BI International.

Cristiane Abdalla tem vivência de 20 anos nas áreas jurídica, de subscrição e de sinistros em seguradoras como Liberty, Chubb e AIG. Formada em Direito pelo Centro Universitário Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) e pós-graduada em Responsabilidade Civil pela Fundação Getulio Vargas (FGV), possui uma especialização em contabilidade também pela FGV.

Projeto da FenaPrevi leva educação securitária à Global Money Week Brasil 

Vem de Zap! Seguros de Pessoas e Previdência Privada, projeto de educação em seguros e previdência privada para jovens entre 15 e 18 anos, desenvolvido pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, em conjunto com a Escola de Negócios e Seguros – ENS, lançado em novembro de 2021, é mais uma das iniciativas presentes na Global Money Week Brasil.  Os vídeos foram disponibilizados na Midiateca do site da entidade nesta segunda-feira (21.03) em http://gmw.investidor.gov.br/midiateca/#1647643272691-090da683-7ff1

GMW, como a campanha internacional é popularmente conhecida, é voltada à promoção da educação em finanças para crianças e jovens que, a partir dos conteúdos disponibilizados, podem adquirir conhecimentos, habilidades, atitudes e assim desenvolver comportamentos necessários para tomar decisões sólidas, alcançando o bem-estar e resiliência financeira. No Brasil, ela é coordenada pela Comissão de Valores Mobiliários, que também coordena o grupo de trabalho da Rede Internacional de Educação Financeira da OCDE. 

A proposta do Vem de Zap é ampliar a cultura securitária e previdenciária no País, a partir da disponibilização de materiais criados com o objetivo de traduzir, em linguagem acessível, os termos técnicos e complexos, comumente presentes no segmento. Ao todo, são 13 vídeos temáticos com duração média de 3 minutos cada, independentes, contendo explicações didáticas e objetivas acerca de cada modalidade de seguro e os tipos de planos previdenciários existentes. Para saber mais sobre o Vem de ZAP, basta acessar: https://fenaprevi.org.br/vem-de-zap.html 

CNseg: Conflito mais longo impactará todas as economias, em maior ou menor grau

pedro simoes cnseg

A guerra entre Rússia e a Ucrânia com apoio de seus aliados ocidentais não dá sinais claros de arrefecimento e a perspectiva de um conflito prolongado acende alertas em todo mundo. Após uma sequência de choques de oferta, a alta das commodities que a guerra vem provocando exacerba os dilemas econômicos, com riscos inflacionários e do nível de atividades apontando em direções opostas. 

“Como deixou claro o Fed em seu anúncio de decisão de política monetária da semana passada, o impacto da guerra na Ucrânia sobre a economia americana se traduzirá em mais inflação e menos crescimento. De certa maneira, isso pode ser estendido a quase todas as economias, em menor ou maior grau”, comenta Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg.

A projeção para a inflação deste ano subiu pela décima semana consecutiva no Relatório Focus, do Banco Central, publicado nesta segunda-feira, 21. A mediana das expectativas para o IPCA chegou a 6,59%, muito acima do teto da meta (5,0%) e quase o dobro do seu centro, que é de 3,5%. A expectativa para o IPCA em 2023 também subiu, de 3,70% para 3,75%, acima da meta de 3,25%, mais ainda na banda de 1,75% a 4,75%). 

A expectativa para o crescimento do PIB deste ano continua a melhorar. Nesta semana, foi de 0,49% para 0,50%. Para 2023, atestando que o aumento da expectativa para 2022 é mais estatística que econômica, a mediana da projeção de crescimento foi reduzida de 1,43% para 1,30%. 

As indicações de que política monetária e fiscal podem se desencontrar em um ano eleitoral preocupam, ressalta Simões. “O Banco Central elevou a Selic de 10,75% para 11,75%, como se previa, mas o comunicado emitido pelo Banco Central junto com a decisão sinalizou um novo aumento da mesma magnitude, o que pode levar os juros a um patamar superior àquele que se imaginava há pouco tempo, mesmo que o atual aperto monetário já seja considerável”, comenta. 

Leia o boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas desta semana no portal da CNseg.

Setor de seguros se prepara para pagamentos crescentes com a guerra na Ucrânia, informa Financial Times

Aviões encalhados, navios danificados, prédios bombardeados e dívidas irrecuperáveis ​​criadas pela invasão da Ucrânia pela Rússia deixaram o setor de seguros global preparado para pagamentos crescentes e disputas legais prolongadas, traz o Financial Times.

Segundo o jornal inglês, a guerra na Ucrânia pode custar às seguradoras bilhões de dólares em sinistros, com o setor de seguros de aviação sozinho enfrentando potencialmente o maior evento de perda de sua história devido às centenas de aviões aterrados na Rússia.

Com sanções ocidentais mais duras fechando os setores de aviação e espaço da Rússia fora dos mercados de seguros e resseguros, a expectativa é que os riscos só cresçam. “Os efeitos em cascata dessa terrível situação serão sentidos amplamente”, disse Caroline Wagstaff, executiva-chefe do London Market Group, um órgão comercial do setor de seguros internacionais de Londres, ao FT. Reivindicações de seguros – possivelmente significativas em todo o mercado – serão feitas, e o mercado está trabalhando para entender seu escopo e escala.”

As seguradoras têm procurado limitar sua exposição ao conflito recusando quaisquer novos contratos que possam levá-las a mais perdas na Rússia, reescrevendo apólices para excluir o país de futuros sinistros ou exigindo prêmios extras de dar água nos olhos para cobrir navios que passam por águas agora traiçoeiras. Mas para os navios, aviões, edifícios e mercadorias segurados que foram apanhados nos combates, o dano já pode estar feito.

Espera-se que o mercado global de seguros especializados, com o Lloyd’s of London em seu centro, seja atingido. As ações de subscritores do Lloyd’s, como Lancashire e Beazley – especialistas em áreas expostas como guerra e risco político – caíram acentuadamente nas últimas semanas. Ambos os grupos se recusaram a comentar para esta história.

Grandes grupos de resseguros relataram quedas menores, com executivos se recusando a colocar um número em sua exposição esperada. O Lloyd’s de Londres espera uma perda geral significativa, mas gerenciável, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto, que estimou que a conta final, após o pagamento do resseguro, pode chegar em algum lugar na faixa de US$ 1 bilhão a US$ 4 bilhões.

“É realmente difícil fixar o limite superior porque há tantas coisas diferentes que precisam ser jogadas”, disse outra fonte sênior do mercado do Lloyd’s. O Lloyd’s, que sofreu um golpe líquido de mais de US$ 4 bilhões em reivindicações relacionadas à Covid em 2020, se recusou a comentar sua exposição geral, mas disse que a Rússia e a Ucrânia respondem por menos de 1% de seus prêmios.

O Banco da Inglaterra permaneceu otimista sobre o impacto das sanções no setor, mas a realidade, dizem os executivos de seguros, é que é difícil ter uma noção de ativos perdidos e danificados em uma zona de guerra.

A dificuldade tanto das avaliações em campo quanto do uso de tecnologia como drones estava criando uma “escassez de informações” para o setor, disse Forbes McKenzie, executivo-chefe da McKenzie Intelligence Services, com sede em Londres.

Imagens de aviões e navios encalhados atingidos pelo fogo cruzado fizeram com que os holofotes se voltassem para as seguradoras marítimas e de aviação, particularmente as apólices conhecidas como “risco de guerra” ou cobertura “contingente” que protegem os proprietários contra danos ou apreensão de seus ativos em um conflito.

As seguradoras marítimas agiram rapidamente para limitar os danos financeiros, com o Joint War Committee, um órgão internacional, rotulando cada vez mais águas ao redor da Rússia e da Ucrânia de maior risco, o que significa que um proprietário deve entrar em contato com seu subscritor se desejar entrar. Mas as reivindicações ainda são esperadas, com um punhado de embarcações já danificadas.

O conflito ameaçou criar a “maior perda de aviação da história” se os aviões confiscados não fossem recuperados, disse Garrett Hanrahan, chefe global de aviação da Marsh, a maior corretora de seguros do mundo.

As estimativas da indústria são de que os quase 600 aviões construídos no Ocidente na Rússia podem valer US$ 13 bilhões. Mas as apólices de seguro têm limites agregados para quanto pode ser pago. Marsh estimou que o pior cenário em que os aviões não pudessem ser recuperados deixaria o mercado global de seguros com uma perda de cerca de US$ 5 bilhões, maior do que a sofrida após o 11 de setembro.

Uma perda tão ampla seria um “evento de mudança de mercado que muda tudo”, acrescentou Hanrahan, até agora superando as receitas oferecidas por esse tipo de seguro que alguns subscritores podem optar por retirar completamente do setor.