Europ Assistance contrata diretora de RH

marcia lorenco europ assistance

A Europ Assistance Brasil (EABR), líder global em soluções e serviços de assistência, contratou Marcia Lourenço, como diretora de Recursos Humanos. A executiva possui 30 anos de experiência na área de estratégia de capital humano e employer branding, liderando projetos e atuando em seleção de pessoas, treinamento e desenvolvimento, planos de sucessão, comunicação, cargos e salários, Gestão de Talentos, entre outras frentes de recursos humanos. Ela também atuou como consultora de projetos com foco em pessoas, treinamento e desenvolvimento em diferentes mercados.
 
Na EABR, Marcia chega com a missão de reforçar medidas para seguir com o plano de desenvolvimento e evolução na qualidade do ambiente laboral, promoção da igualdade de gênero e um foco na cultura de mudança continua e upskilling da força laboral da empresa. A companhia possui atualmente 70% de mulheres na equipe de colaboradores, sendo mais de 30% do corpo diretivo. Em cargos de gestão, este número já representa 50% do quadro de funcionários.
 
“Como possuo uma visão 360° do mercado e vivência em posições executivas nos setores financeiro, seguros e industrial, sempre busco apoiar as empresas na definição de estratégias alinhadas com o negócio, com foco no cliente, em resultados e processos de qualidade. Estou muito feliz em me unir ao time da EABR, uma companhia que tem como missão o cuidado com as pessoas, onde quer que elas estejam. É gratificante e tenho certeza de que irá agregar muito em minha trajetória”, comenta Marcia.
 
Formada em Psicóloga pela UFRJ, com MBA em Gestão de Pessoas, a executiva possui outras especializações na área pela FGV e FDC. Também é certificada no método Richard Barret de mapeamento de cultura e em Conselho de Administração pela Fundação Dom Cabral. Marcia é ainda especialista em processo de mentoria para executivos e média gerência, projetos de transformação cultural e change management, processo de employer branding, design e implantação de estruturas de RH.
 
“A companhia vem investindo, ao longo dos anos, no fortalecimento do papel feminino no mercado corporativo, assim como de outras minorias, e a Marcia será uma peça-chave nesse processo. Já somos signatários da ONU Mulheres Brasil e possuímos o selo GPTW Mulheres, que nos reconheceu no ano passado como uma das melhores empresas para as mulheres trabalharem”, afirma Newton Queiroz, CEO da Europ Assistance Brasil.

Setor de seguro registra 13 operações de fusões e aquisições no 1o. tri de 2022

Seguros está entre os setores que mais fizeram transações fusões e aquisições no país no primeiro trimestre de 2022. Foram 553 operações de fusão ou aquisição no país, contra 375 negociadas nos três primeiros meses de 2021. O número subiu 47,4% no primeiro trimestre deste ano, frente a igual período do ano passado, segundo levantamento realizado pela KPMG, que lista 43 setores da economia brasileira.

As empresas de internet continuam liderando com 242, seguidas por tecnologia da informação com 83 e prestadoras de serviços com 35. Os outros segmentos que se destacaram foram instituições financeiras com 26, telecomunicação e mídia com 20, educação com 19, hospitais e clínicas com 16, seguros com 13 e transportes com 12.

A maior do setor de seguros anunciadas neste ano foi a compra da SulAmérica pela Rede D’Or, avaliada em R$ 15 bilhões. Já para o seguro trimestre do ano, o setor conta com a aquisição de parte das operações brasileiras da japonesa Sompo pela alemã HDI, anunciada dia 24 de maio. O valor não foi revelado, mas fontes afirmam que será acima de R$ 1 bilhão.

CNseg divulga novos presidentes das Comissões Temáticas

A CNseg conta com 17 Comissões Temáticas ativas, que reúnem quase 500 integrantes de empresas do setor segurador filiadas a uma das Federações que compõem a Confederação – FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap. No último dia 28 de abril, o Conselho Diretor da CNseg – formado pelos presidentes e CEOs das seguradoras – aprovou os nomes indicados para as presidências dessas Comissões no triênio 2022-2025. 

As Comissões Temáticas da CNseg têm como atribuição a apreciação de assuntos relacionados às atividades de interesse geral do setor segurador e de assuntos pertinentes a mais de uma Federação, propondo e encaminhando matérias e trabalhos técnicos. O trabalho desenvolvido por essas Comissões envolve, por exemplo, a avaliação de impacto de novas normas regulatórias ou a proposição de iniciativas a serem promovidas pela CNseg em prol do aprimoramento do setor de seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização.  

De caráter consultivo, essas Comissões têm suas recomendações condicionadas à aprovação do Conselho Diretor da CNseg, reunindo-se remota ou presencialmente – geralmente, uma vez ao mês. 

Podem ser constituídos, no âmbito das Comissões Temáticas, Grupos de Trabalho específicos (GTs) para tratar de assuntos de interesse do setor segurador que exijam análise técnica mais apurada. Esses Grupos de Trabalho podem ter caráter temporário ou permanente, dependendo da natureza e relevância do tema tratado.  

Mandato 

Os três anos de mandato dos Presidentes das Comissões são coincidentes com os do Conselho Diretor da Confederação, sendo admitida a recondução ao cargo. Assim como os demais membros das Comissões, os Presidentes não recebem qualquer remuneração da CNseg para participarem desses grupos.  

Esses integrantes devem, preferencialmente, exercer funções no nível mínimo de gerência em suas empresas e ter notória especialização nas áreas de conhecimento relacionadas ao mercado segurador e temas de sua Comissão. 

As Comissões Temáticas também podem contar com funcionários da CNseg e das Federações que a integram a CNseg, mas sem direito a voto. 

Comissão de Digitalização é posta em inatividade 

A Comissão de Digitalização da CNseg (CDIG) foi criada em janeiro de 2017 com dois principais objetivos: contribuir para o aprimoramento dos requisitos relativos ao valor legal dos documentos digitalizados e para a viabilização da oferta de seguros através de canais digitais. 

Com a publicação da Circular SUSEP nº 605/2020 e das Resoluções CNSP nº 359/2017 e nº 408/2021, – frutos de consultas púbicas que contaram com a participação da CNseg, – além do Decreto nº 10.278/2020, o Conselho Diretor da Confederação considerou que os objetivos traçados originalmente foram totalmente alcançados e deliberou por colocar a Comissão de Digitalização em inatividade, até que se identifiquem novos temas relacionados à agenda de digitalização para serem levados ao respectivo fórum.

Comissões Técnicas 

Assim como a CNseg, as Federações – FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap – possuem também as suas Comissões, denominadas de Comissões Técnicas, totalizando 37 grupos. Cabe a elas o estudo de assuntos relacionados com as operações de seguro dos ramos ou agrupamento de ramos a que se refere cada uma, propondo e encaminhando assuntos e trabalhos técnicos, de acordo com os interesses do setor segurador, atuando na assessoria à diretoria da respectiva Federação em suas áreas específicas.  

Clique aqui para acessar a página com a lista das Comissões Temáticas da CNseg 

Veja abaixo a lista dos novos presidentes de Comissões Temáticas da CNseg: 

1.      Comissão Atuarial (CAT): Marcos Vinícius Spiguel (Prudential do Brasil); 

2.       Comissão de Administração e Finanças (CAF): Rodrigo Andrade de Morais (Itaú Vida e Previdência); 

3.      Comissão de Assuntos Fiscais (CAFIS): Valter Deperon(Swiss Re); 

4.      Comissão de Governança e Compliance (CGC): Eugênio Duque Estrada Felipe (Mongeral EAGON):  

5.      Comissão de Gestão de Risco (CGR): Laurindo Lourenço dos Anjos (XS3 Seguros); 

6.      Comissão de Investimentos (CINV): John Liu (Zurich Santander);  

7.      Comissão de Processos e Tecnologia da Informação (CPTI): José Camilo Ciuffatelli (Tokio Marine);  

8.      Comissão de Resseguro (CR): Nilton Rafael Haiter (Tokio Marine),          

9.      Comissão de Inteligência de Mercado (CIM): Gilberto Garcia (Liberty Seguros)  

10.  Comissão de Ouvidoria (COV): Silas Rivelle Jr. (Unimed Seguradora);  

11.  Comissão de Recursos Humanos (CRH): Patrícia Quirico Coimbra (Sul América)  

12.  Comissão de Relações de Consumo (CRC): Maria Carolina de Oliveira (Tokio Marine);  

13.  Comissão de Seguros Inclusivos (CSInc): Eugênio Liberatori Velasques (Bradesco Vida e Previdência);  

14.  Comissão de Integração ASG (CIASG): Maria de Fátima Mendes de Lima (Mapfre Seguros Gerais);  

15.  Comissão de Comunicação e Marketing (CCM): Alexandre Nogueira (Bradesco);  

16.  Comissão de Assuntos Jurídicos (CAJ): Washington Luis Bezerra da Silva (Zurich Brasil Seguros);  

17.  Comissão da Lei Geral de Proteção de Dados (CLGPD): Sergio Roberto de Oliveira (Tokio Marine Seguradora).  

2022 deverá garantir a contratação de aproximadamente 140 mil apólices de seguro rural em todo o país

Assunto: Dyogo Henrique de Oliveira - presidente executivo da Confederação Nacional das SeguradorasLocal: Rio de Janeiro - RJData: 04/2022Autor: Luciana Whitaker

Fonte: CNseg

Com o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o exercício de 2022, divulgado pelo Ministério da Agricultura no último dia 17, um maior número de produtores poderá contratar o seguro rural, que cumpre importante papel no campo, sobretudo quando suas garantias alcançam pequenos e médios produtores rurais.

“A medida deve ajudar na expansão do seguro rural, justamente por reduzir seus custos de aquisição pelos produtores. O seguro é vital para mitigar os riscos que envolvem as atividades agrícolas”, afirma Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg. No primeiro trimestre deste ano esse tipo de seguro apresentou crescimento de 50,3% em relação ao primeiro trimestre de 2021 em decorrência, principalmente, do aumento da demanda. 

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para o exercício de 2022 deverá garantir a contratação de aproximadamente 140 mil apólices de seguro rural em todo o país.

De acordo com o Mapa, do orçamento já disponibilizado de R$ 990 milhões, R$ 500 milhões serão para as culturas de inverno (milho 2ª safra, trigo e demais grãos de inverno), R$ 324 milhões para os grãos de verão, R$ 72 milhões para as frutas, R$ 12 milhões para a modalidade pecuária, R$ 2 milhões para a modalidade de florestas e R$ 80 milhões para as demais culturas.

Atualmente, 16 seguradoras estão habilitadas a operar no PSR, de acordo com o governo. No ano passado, as indenizações pagas no seguro rural somaram R$ 5,4 bilhões. Já no primeiro trimestre do ano as seguradoras já pagaram R$ 5,8 bilhões em indenizações a produtores, de acordo com o Mapa.

Seguradora EZZE contrata profissionais e investe em plataforma digital para crescer em seguro garantia

thais ferreira ezze seguros

O seguro garantia é um dos produtos prioritários para a EZZE Seguros, seguradora criada há pouco mais de dois anos por executivos com vasta experiência no setor. “Este foi o primeiro produto que lançamos. Mesmo com a diversificação do nosso portfólio focado em soluções diferenciadas e que agregam valor para o corretor, clientes e parceiros, o seguro garantia ainda é o carro chefe da companhia. Há um potencial de crescimento expressivo neste ramo de seguros e por isso nossos investimentos em estrutura e tecnologia são constantes”, conta a diretora da área, Thais Ferreira.

Os investimentos são vitais para fazer frente a um novo cenário neste segmento que passa por transformações regulatórias, que impõem um novo ritmo à concorrência do setor. “As apólices sempre foram padronizadas. A partir de agora, as seguradoras têm liberdade de criar produtos e coberturas diferenciadas, que realmente sejam aderentes às necessidades de cada cliente e de cada risco”, acrescenta Thais, que juntamente com sua equipe participa de debates promovidos pelas iniciativas público-privadas para a modernização do arcabouço regulatório do seguro garantia. 

Somente neste ano, a EZZE Seguros contratou mais de 15 especialistas técnicos e comerciais para a equipe de garantia. Entre eles, Luiz Paulo Lorencini, como superintendente técnico, com 13 anos de experiência em análise de projetos de infraestrutura.  De acordo com ele, a Circular 662/2022, regulamentada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) no final de abril deste ano visa dar maior dinamismo as operações de seguro garantia no Brasil.

Na visão da Thais, a nova circular desburocratiza a contratação do seguro, ao mesmo tempo em que traz transparência. “As mudanças trazidas pela nova circular em conjunto com recente resolução de grandes riscos número 407 de 29 de março de 2021, criará um mercado realmente diferenciado do que é hoje, valorizando as seguradoras especializadas como nós, que temos investindo fortemente em uma equipe técnica e comercial com larga experiência”, afirma. 

A nova lei de licitações Lei 14.133/2021 também impôs mudanças para o setor. A legislação estabelece que as seguradoras terminem as obras em caso de serem interrompidas por seus executores por falência, por exemplo. Em obras com valores acima de R$ 200 milhões, o seguro garantia poderá ser exigido no valor de até 30% do valor do contrato, que seriam usados para a conclusão de obras paralisadas. 

O potencial deste produto é relevante para o setor de seguros. Segundo apresentação em road show realizado em Nova York, no início de maio deste ano, o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, afirmou aos investidores presentes que a previsão do governo federal é conceder 44 ativos e garantir R$ 100 bilhões em investimentos privados ainda em 2022. Entre os destaques desta agenda estão a sétima rodada de Aeroportos, o Porto de Santos e as Rodovias Paranaenses. 

Garantia judicial – As garantias judiciais também estão no radar da seguradora. O mercado segurador espera que as grandes demandas que ficaram reprimidas durante estes últimos dois anos de pandemia voltem às mesas de negociação. Segundo escritórios de advocacia especialistas no assunto, há mais de R$ 1 trilhão em dívidas que devem ser liberadas pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) ainda em 2022. “Grande parte disso vai se transformar em execução fiscal e vai precisar de muita garantia”, afirma Cassio Gama Amaral, sócio do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados.

“Estamos prontos para atender a esta demanda pelos nossos diversos canais, inclusive pelo digital. O portal da Ezze possui inúmeras funcionalidades, a principal é cotação e a emissão de apólices de forma rápida e fácil. Além disso, através do portal, nossos corretores e parceiros podem resolver demandas simples como emissão de segunda via de boleto e também consultar toda informação da sua carteira de clientes.”

1º Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros

Fonte: Susep

Até o dia 31 de agosto é possível fazer inscrição para o 1º Prêmio Susep de Pesquisa em Seguros. A premiação é uma realização da Susep, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (Fenaseg) e o Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), com o objetivo de promover a educação securitária no país. Ao todo, serão distribuídos R$ 65 mil reais em premiação para os trabalhos vencedores que tenham como tema o setor de seguros, resseguros, previdência complementar aberta ou capitalização.
 

O prêmio é dividido em duas categorias: pesquisa científica e trabalhos de graduação. Os interessados em participar devem apresentar trabalhos inéditos, não publicados em livros ou revistas científicas e também que ainda não tenham sido premiados. A avaliação será feita por uma banca avaliadora composta por 16 membros acadêmicos ou especialistas em áreas de conhecimento relativas ou correlatas ao tema, indicados pela Susep, CNseg, Fenaseg, FGV e Insper.
 

Premiação

As premiações para os trabalhos inscritos na categoria pesquisa científica serão de R$ 25.000, R$ 12.500 e R$ 6.250 para o primeiro, segundo e terceiro lugares, respectivamente. Já os trabalhos de graduação que forem contemplados receberão prêmios de R$ 12.500, R$ 6.250 e R$ 3.125, respectivamente, para o primeiro, segundo e terceiro lugares. 

Setor segurador fecha 1º trimestre de março com alta de 15,4%

cnseg primeiro trimestre 2022

Fonte: CNseg

As receitas de seguro, as contribuições de previdência e o faturamento dos títulos de capitalização totalizaram R$ 82,2 bilhões no primeiro trimestre de 2022, representando aumento de 15,4% em relação ao mesmo período de 2021, ressalta o último número da Conjuntura CNseg (nº 71), da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg.

O destaque foi o Seguro Rural, que com total de R$ 2,6 bilhões em prêmios no acumulado de janeiro a março, aumentou sua arrecadação em 50,3%, em relação ao primeiro trimestre de 2021. Já o seguro de Automóveis, que representa cerca de 40% da arrecadação do segmento de Danos e Responsabilidades, avançou 23,4%, atingindo R$ 10,6 bilhões no período.

O segmento de Cobertura de Pessoas arrecadou R$ 50,5 bilhões nos três primeiros meses deste ano – incremento de 12,4% em relação ao mesmo período de 2021. No segmento de Capitalização, o faturamento no trimestre alcançou R$ 6,7 bilhões, valor 15,9% superior ao registrado em igual período de 2021.

O seguro de viagens apresentou forte recuperação no primeiro trimestre em virtude da retomada de voos internacionais com o arrefecimento das restrições impostas pela maioria dos países. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o seguro de viagem cresceu 219%. Embora tenha pequena participação no setor, esse desempenho anima as empresas que operam esse seguro que hoje pode facilmente ser contratado por meios digitais e que tem um custo acessível para todos os viajantes.

Já o seguro rural vem crescendo continuamente no Brasil e representa importante ferramenta para o setor agrícola, pois indeniza os produtores em determinados casos de perda de safra, particularmente em decorrência de eventos climáticos. As receitas deste produto cresceram 50% no primeiro trimestre, sempre em comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

O segmento de garantia estendida foi um dos poucos segmentos a apresentar retração. Perdeu 8,3 % no trimestre. “Esse movimento certamente está impactado pela redução do poder aquisitivo do consumidor”, analisa Dyogo Oliveira, presidente da CNseg.

Quando observamos apenas o mês de março, em comparação com março do ano passado, vemos que o setor demonstra um crescimento de 19%. No mês de março, os destaques foram os Seguros Patrimoniais (R$ 1,7 bilhão, avanço de 37,2%, Transportes (R$ 413 milhões, avanço de 30,1%) e Automóvel (R$ 3,9 bilhões, crescimento de 27,4% sobre igual período de análise).

Dyogo Oliveira destaca ainda que os pagamentos de indenizações, benefícios, resgates e sorteios também registraram avanço: 20,1% (R$ 20,0 bilhões), em março, e 34,5% (R$ 58,7 bilhões), no trimestre. “No acumulado de 12 meses móveis encerrados em março de 2022, melhor métrica para se analisar a tendência, continuamos observando um avanço mais acentuado nas indenizações, benefícios, sorteios e resgates (33,2% de crescimento, quando comparado ao período de 12 meses encerrado em março de 2021)”, assinala.

Fechamento de 2021

Com a divulgação dos números do quarto trimestre do segmento de saúde suplementar, foi possível fechar os dados de 2021 de todo o setor. O volume total de negócios chegou a R$ 553,8 bilhões. “O crescimento das indenizações, benefícios, resgates e sorteios em 2021 foi de 24,6% e alcançou R$ 398,2 bilhões, quase seis vezes superior ao orçamento da Prefeitura Municipal de São Paulo em 2021, por exemplo. Isso comprova, mais uma vez, o caráter essencial do seguro na vida das pessoas”, explica Dyogo Oliveira. A saúde suplementar continua sendo o segmento de maior relevância em termos de volume de negócios. Os R$ 247,5 bilhões, crescimento de 8,9% em relação a 2020, representaram 44,7% da arrecadação do setor como um todo.

HDI anuncia a compra das linhas de negócios da SOMPO 

Fonte: HDI

A HDI Seguros acaba de assinar contrato de compra das linhas de Automóvel, Vida, Empresarial, Residencial, Habitacional e Condomínio da SOMPO. Com a operação, a HDI passa da 10ª para a 7ª posição no ranking geral de seguros – no ramo de Automóvel passa da 6ª para a 4ª, em Residencial, da 8ª para a 6ª posição e em Empresarial, da 8ª para 2ª posição em market share.  

O movimento faz parte da estratégia de negócios da HDI, que está atenta às oportunidades do mercado com foco em ser ainda mais forte e centrada nas necessidades dos clientes e corretores. A aquisição trará ganhos de escala para a seguradora e melhores produtos e condições para corretores, assessorias, parceiros e clientes. Também ampliará seu alcance e sua diversificação de portfólio, o que resulta em maior capacidade para oferecer a clientes variadas soluções em seguros. 

 “A operação veio num momento em que buscamos ampliar a nossa atuação no mercado. Estamos adquirindo um negócio com uma grande carteira de clientes e, como consequência, esperamos ter um aumento no número de corretores parceiros também –nosso principal e mais importante canal de vendas. Além disso, a decisão de compra mostra o quanto o Grupo Talanx, do qual fazemos parte, acredita no potencial de negócios do Brasil, o que nos deixa ainda mais confiantes para seguir em frente com nossas estratégias de crescimento”, comenta Eduardo Dal Ri, CEO da HDI Seguros. 

“Em um mercado consolidado, alcance e diversificação se tornam cada vez mais importantes. Essa aquisição nos permite continuar nossa história de sucesso no Brasil, que é o maior mercado de seguros da América Latina, com potencial significativo de crescimento lucrativo a médio e longo prazo”, afirma o Dr. Wilm Langenbach, membro do conselho da Talanx AG responsável pela carteira internacional de varejo e CEO da HDI International AG. 

A HDI Seguros aumentará o seu prêmio emitido em R$ 1.8 bilhão alçando aproximadamente a marca de R$ 5.5 bilhões. Nicolas Masjuan, Head de LATAM da HDI International AG, acrescenta que “a aquisição no Brasil, principal mercado estratégico da companhia, fortalece também nossa posição em regiões-chave, especialmente em São Paulo, a maior cidade do País. Além disso, conseguimos obter sinergias significativas combinando o negócio da Sompo com o nosso existente no Brasil”. 

Até a conclusão da transação – sujeita às aprovações regulatórias do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e da Agência de Serviços Financeiros do Japão – a HDI e a SOMPO continuarão o seu trabalho sem mudanças nas ofertas de produtos e serviços. As relações comerciais também seguem inalteradas e a administração das seguradoras continua de maneira independente.  

Sompo se concentra em agro e transporte

“A decisão acontece em decorrência da revisão de nossa estratégia comercial com base no atual panorama de oportunidades de negócios no Brasil, no qual escalabilidade empresarial se tornou extremamente importante para construir vantagem competitiva. Alinhados ao planejamento da Sompo International, definimos concentrar os investimentos no desenvolvimento dos negócios voltados aos produtos de seguros corporativos”, destaca Alfredo Lalia Neto, CEO da Sompo Seguros. “Com isso, vamos nos valer da proximidade que temos junto a uma ampla gama de corretores de seguros e clientes para alavancar nossa participação de mercado nesse segmento”.

“A expertise, alto grau de competência técnica e proximidade de nossa equipe constituem um valor agregado na entrega de serviços ao cliente e isso nos coloca em uma posição diferenciada no panorama de negócios para os ramos em que atuamos”, considera Adailton Dias, diretor Executivo de Seguros Corporativos e Resseguro da Sompo Seguros. Há cinco anos consecutivos, a Sompo Seguros mantém a liderança no segmento de Transporte. Em Agronegócio, a carteira da companhia cresce exponencialmente e acima do mercado. No ramo de Garantia, a meta é de quase dobrar a emissão de Prêmios de Seguros em 2022 e há anos a companhia está entre as três líderes do ranking nacional nos ramos de Benfeitorias e Penhor Rural. “O fomento dos negócios na área de Transportes, as oportunidades que nos dão a expectativa de alcançar a emissão de cerca de R$ 100 milhões em Prêmios de Seguro no ramo Garantia, a alta demanda para os seguros do Agronegócio e uma estratégia muito bem estruturada de resseguro são alguns dos fatores que nos trazem uma boa perspectiva para conquistar uma participação mais expressiva no mercado de seguros corporativos”, avalia Dias.

Mercado de resseguros vive momento de condições rígidas de negociações, afirma vice-presidente da Alper Re

Eduardo Toledo_VP Alper Re

As difíceis condições de negociação impostas pelos resseguradoras mundiais estão exigindo muita inovação dos corretores especializados no tema, que buscam capacidade financeira para viabilizar os contratos de seguros em melhores condições de preço e de cobertura. O atual momento internacional é conhecido como “hard market”. “Muitos resseguradores e investidores estão revendo suas posições estratégicas ao contabilizarem perdas com a pandemia e segmentos com elevada sinistralidade, como riscos cibernéticos. No Brasil, as perdas recordes no seguro rural também assustaram os resseguradores. O resultado é elevação de taxas, de franquias e menor apetite pelos contratos, mesmo aqueles sem histórico de sinistros”, conta o vice-presidente da Alper Re, Eduardo Toledo.

Neste cenário de condições mais duras de negociações, o especialista em resseguros da Alper parte para negociar presencialmente com os principais mercados de resseguros do mundo presentes no Lloyd’s of London, que agrupa mais de 300 sindicatos que atuam nos mais diferentes riscos. “Passada a pandemia, esperávamos uma desaceleração significativa da taxa. Mas os preços continuam a aumentar em quase todas as geografias e linhas de produtos em todo o mundo”, cita. Além de buscar mais capacidade para os clientes no Brasil com as resseguradoras tradicionais, a Alper Re tem ampliado contatos para pulverizar o painel de resseguradores, incluindo também outros mercados, como China, Índia e Emirados Árabes. 

Toledo afirma que para o mercado global de resseguros e o mercado de Londres, a guerra em si representa um evento de catástrofe de médio porte, afetando principalmente linhas especializadas como aviação, marítima, risco político, crédito comercial e seguro cibernético. No entanto, os “players” tiram o pé do acelerador para rever estratégias devido a perdas com a pandemia, catástrofes e explosão de ataques de hackers em todo o mundo. “As restrições de capacidade mais rígidas em riscos cibernéticos sinalizam a urgência de rediscutir as coberturas e a forma de calculo dos custos de perdas para ter um parâmetro de indenizações mais claro”, comenta. 

As catástrofes são uma preocupação recorrente por ter uma média de pagamentos de indenizações com tendência de alta ano a ano. As perdas seguradas por catástrofes naturais atingiram US$ 111 bilhões em 2021, 33% acima do valor de 2022 e a quarta maior nos registros da Sigma, divisão de estudos da Swiss Re, confirmando a tendência de longo prazo de perdas seguradas em alta média de 5 a 7% ao ano em todo o mundo.

Segundo relatório da Fitch Ratins divulgado em abril deste ano, a guerra Rússia-Ucrânia exacerbou algumas das tendências macroeconômicas negativas que afetam as resseguradoras e o mercado de Londres. A inflação crescente, que já estava elevando os custos de sinistros, acelerou. O aumento da volatilidade do mercado financeiro levou a exigências de capital regulatório mais alta e – em alguns casos – as perdas de investimento devido a spreads de crédito mais amplos e avaliações de ações mais baixas. Cita também a pressão sobre o crescimento econômico pode diminuir a demanda por cobertura de seguros e resseguros.

Um aspecto positivo na análise do setor de resseguros é que a capitalização do setor é forte, tendo se recuperado de perdas pandêmicas de 2020 e 2021, com a disciplina de subscrição. Com o tempo, taxas de juros mais altas para combater a alta inflação podem levar a um aumento da receita de investimentos, compensando parcialmente o efeito da inflação de sinistros na lucratividade geral das seguradoras e resseguradoras. Isso pode trazer de volta um ciclo “soft” para as taxas de resseguros. 

“Nosso esforço é negociar as melhores taxas para os clientes da Alper, mesmo em um ciclo hard. E temos conseguido, como mostra nosso crescimento em 2021 e no primeiro trimestre deste ano. Conquistamos clientes relevantes e estamos prospectando diversos clientes da Alper para entendermos mais os riscos e necessidade de proteção que necessitam”, diz Toledo. 

Além dos riscos tradicionais, a Alper Consultoria em Seguros busca inovar, com a criação do facility de seguro de atletas e jogadores de futebol profissionais que queiram coberturas adequadas a Lei Pelé. A modalidade cobre despesas de vários tipos, como em caso de um dano físico que impeça o profissional de continuar no exercício da sua função de forma temporária ou permanente, além de cobertura de morte por causas naturais e acidentais. 

“Hoje, no Brasil, tem poucas seguradoras que trabalham nesse nicho e que têm coberturas adequadas a Lei Pelé. Acredito que seremos pioneiros neste segmento com o nível de abrangência de coberturas seguradas que estamos oferecendo. Para atender essa demanda, firmamos contrato com uma seguradora no Brasil e um ressegurador internacional, para juntos viabilizarmos o produto”, cita Toledo. 

O executivo cita que além da agilidade, há condições de aceitação estabelecidas, domínio do clausulado e das políticas de subscrição, o que traz agilidade e desburocratiza a contratação. O executivo ressalta ainda que a Alper tem uma equipe especializada no tema, o que permite fazer contratos adequados a realidade de cada atleta. “Este segmento é muito carente no Brasil, o ‘país do futebol’. Queremos atender os clubes e atletas que precisam de um contrato com opções satisfatórias aos seus interesses”, conclui Toledo. 

Zurich moderniza escritório em São Paulo para trabalho híbrido

Fonte: Zurich

Depois de mais de dois anos funcionando a todo vapor com atividades praticamente 100% em home office, a Seguradora Zurich retomou as atividades presenciais com um modelo híbrido de trabalho. Foram meses se planejando para esse momento de retomada do trabalho presencial em seu escritório na região do Brooklin Novo, em São Paulo, para o qual considerou fatores como a segurança dos colaboradores, após a crise sanitária ter arrefecido por conta do crescimento da vacinação, e o estímulo para que todo o time tenha um propósito e senso de identidade compartilhada.

Para receber seus colaboradores, a Zurich promoveu uma reforma cuidadosamente concebida para proporcionar ambientes acolhedores, com espaços que estimulam a colaboração, a criatividade e a prática de três comportamentos chave que espelham os valores e visão de futuro da companhia, todos ancorados no seu propósito institucional, que é “criar juntos um futuro melhor”. São eles: clientecentrismo, autonomia e agilidade.

O Diretor Executivo de Pessoas & Cultura da Seguradora Zurich, Carlos Toledo, explica: “O primeiro comportamento, o qual chamamos de clientecentrismo, é autoexplicativo. O segundo, a autonomia, está atrelada ao conceito de que cada um é o ‘CEO de sua carreira’, pois a Zurich acredita e confia no seu colaborador e, por isso, estimula que ele se apodere dessa autogestão, conferindo-lhe o livre-arbítrio para, no seu dia a dia, decidir o que pode fazer diferente e melhor, analisando e mitigando riscos e inovando sempre”.

“Já o terceiro comportamento, agilidade, refere-se à forma como o colaborador desempenha seu papel na companhia. Não é sinônimo de rapidez, mas de senso de urgência em agir e fazer as entregas, com qualidade e olhar holístico”, conclui.

De acordo com Toledo, um dos maiores desafios enfrentados após a pandemia foi encontrar um modelo que permitisse a manutenção do dia a dia, incentivando o retorno ao convívio social e trazendo maior interação entre os colaboradores. Foi por essa razão que a seguradora está adotando três modelos, sendo o do trabalho híbrido preponderantemente remoto, que mescla a atividade remota de três dias e dois dias presencial.

Nas 27 filiais comerciais que a empresa possui em todo Brasil, dada a natureza da atividade, adotou-se o 100% presencial. O terceiro modelo é o remoto-flexível, utilizado pelos Operadores do Call Center: como o atendimento que a equipe da Central de Atendimento presta é, por princípio, de forma remota, seja por telefone ou chat, os integrantes da área se deslocarão pelo menos um dia por mês até o escritório para alinhamentos do time ou participação em treinamentos.

Escritório do futuro

A Zurich entende que as relações profissionais mudaram e que, para continuar retendo seus talentos e produzindo com qualidade, precisava promover mudanças que vão ao encontro da nova face do mundo do trabalho.

A companhia, que há 4 anos consecutivos vem recebendo a certificação do GPTW, que atesta que é uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil, levou muito em consideração o bem-estar de seus colaboradores na preparação dos espaços físicos para recebê-los de volta no trabalho presencial – algo em que não há paralelo entre outros players atuantes no mercado segurador brasileiro. 

Como explica Carlos Toledo, as novas instalações foram pensadas para ir além de um modelo de trabalho híbrido. “Foi considerada a necessidade de as pessoas ficarem mais tempo com suas famílias, o que é plenamente possível nesse modelo, mas também a importância do contato entre as pessoas para a criatividade e a colaboração dos times. Os espaços foram concebidos para proporcionar o que os funcionários precisam, seja em um momento de foco, em que poderão trabalhar sem interrupções, seja na integração com seus times, com espaços de convivência que estimulam esse contato”.

O conceito do novo escritório da empresa em São Paulo – que a Zurich trata como “Escritório do Futuro” – foi ancorado nas melhores práticas de mercado, trazidas pela empresa de arquitetura Athié Wohnrath e pela consultoria de trabalho remoto Instituto Trabalho Portátil, além de a Zurich também ter ouvido as necessidades de seus colaboradores. Como resultado, o escritório mostra-se em linha com o que tem sido feito nas novas instalações da seguradora suíça em outros países.

Há espaços intercalados, pensados na flexibilidade e na redução de ruídos, bem como outros com o conceito “agile” e áreas-foco, com mesas individuais de apoio para notebooks distribuídas pelos três andares que Zurich ocupa no prédio, bem como uma quantidade maior de salas de reunião, com diferentes configurações, conforme a necessidade. Há ainda locais multiuso que permitem treinamentos, pequenos eventos ou mesmo confraternizações. Também foi adotado o conceito de vizinhança, para que os líderes fiquem próximos dos seus times quando necessário.

Os ambientes contam ainda com ampla vegetação, sala bem-estar e cabines telefônicas, além de lockers individuais em todos os andares, que são armários para que sejam guardados pertences individuais. Há, por fim, praças comunitárias, para suportar o trabalho colaborativo – totalmente em linha com a proposta de oferecer instalações que estimulam o compartilhamento de ideias, a comunicação, a empatia e o fortalecimento de vínculos.

O Espaço Alimentação também foi recriado para que os colaboradores tenham mais conforto, desfrutando de um espaço para um café ou almoço.

Tudo isso foi concebido mantendo-se o olhar da Zurich para a aspiração da companhia em liderar um impacto positivo planeta. Por essa razão, as instalações estão preparadas para a certificaçãoLeadership in Energy and Environmental Design (LEED), voltada às construções sustentáveis e que é concebida e concedida pela organização não governamental United States Green Building Council, com o propósito de promover e estimular práticas de construções sustentáveis, satisfazendo critérios para uma construção verde.

“Os novos ambientes fomentam a diversidade em sua plenitude, com respeito aos mais diferentes pensamentos, e ao mesmo tempo apontando para o futuro do trabalho, que desejamos ver no presente: um dia a dia leve, saudável, mais próximo e humano”, finaliza Carlos Toledo.