Mercado de seguros para pets prevê crescimento bilionário nos próximos anos

Fonte: Europ Assistance

O distanciamento social exigido na pandemia de Covid-19 abriu novas oportunidades para o mercado pet, que devem se ampliar nos próximos anos. Como tentativa para as pessoas driblarem a solidão do isolamento, houve crescimento na aquisição e adoção de animais em todo o mundo, o que aqueceu o setor de produtos e serviços dirigidos aos bichinhos. No Brasil, não foi diferente: atualmente há, no país, mais de 141 milhões de pets, entre cães, gatos, aves e outros, de acordo com estimativa da companhia de serviços de assistência Europ Assistance Brasil (EABR).

A crise econômica internacional ocasionada pela pandemia e por outros fatores estimula particularmente o mercado de seguros para pets, já que os tutores buscam o serviço pela necessidade de reduzir o risco financeiro e driblar os altos custos dos cuidados veterinários. Segundo relatório da consultoria Grand View Research, o setor foi avaliado em US$ 8,3 bilhões em 2021 e deve alcançar US$ 32,7 bilhões em escala global até 2030, com crescimento de 16,7% ao ano. 

Para o consumidor, há muitas vantagens. Afinal, ao contrário de planos de saúde pet, que se limitam à assistência veterinária, as assistências podem oferecer amplas gamas de serviços, como hospedagem e transporte. 

“As soluções pet já fazem parte do nosso portfólio há alguns anos, mas desde o ano passado temos investido ainda mais na diversificação de nossos produtos, como por exemplo, a assistência psicológica à família em caso de perda de um pet, pois sabemos que os bichinhos são como membros da família, e a orientação remota de saúde, seguindo a nova onda de Telemedicina”, afirma Rogerio Guandalini, Diretor Comercial e de Marketing da Europ Assistance Brasil. “Temos mais de 20 soluções que podem auxiliar os clientes em casos de emergências ou momentos de conveniência, como: consulta veterinária e cirurgia emergencial, internação, exames laboratoriais, hospedagem, funeral, entre outras”.

Segundo Rogerio, a procura por esse tipo de assistência tem crescido no país, seguindo as tendências internacionais. “Sabemos que esse é um mercado que vem crescendo a cada ano, e, com a pandemia, notamos um aumento de aproximadamente 30% na procura por serviços voltados aos pets. Temos investido bastante em novas soluções e capilaridade de atendimento, garantindo modelos de credenciamento de clínicas veterinárias e pets de forma simplificada, a fim de atender a população brasileira sem restrições”.

Para o especialista, este é o momento ideal para investir no setor. “O segmento vem crescendo acima da casa de dois dígitos nos últimos anos, e a procura de serviços também. Tanto o mercado segurador, como o mercado varejista estão incluindo em seu portfólio de produtos os serviços voltados ao mundo pet, para atender a nova formação das famílias brasileiras e suas necessidades”, conclui.

CNseg: projeções para o PIB melhoram, mas segunda metade do ano exige cautela

pedro simoes cnseg

Continua a greve dos servidores do Banco Central e, portanto, as expectativas do Relatório Focus não foram divulgadas nesta segunda-feira. Entretanto, as instituições financeiras, consultorias e bancos que reportam suas expectativas ao Banco Central também costumam emitir relatórios próprios e divulgar suas projeções na mídia. 

“Como comentamos na última edição, a divulgação de indicadores de nível de atividade positivos para fevereiro e, principalmente, para março, levou a uma onda de aumento nas projeções para o crescimento do PIB este ano”, Pedro Simões, economista do Comitê de Estudos de Mercado da CNseg, responsável pelo Acompanhamento de Expectativas Econômicas.

O Monitor do PIB, indicador de atividade agregada elaborado pela FGV que procura ser uma aproximação mensal do PIB, indica um crescimento de 1,5% no primeiro trimestre em relação aos últimos três meses do ano passado, quando feitos os necessários ajustes sazonais. Esse desempenho é puxado pelo setor de Serviços. 

“Se o PIB oficial apresentar de fato tal crescimento no primeiro trimestre, o carregamento – isto é, o quanto o PIB cresceria no ano se não houvesse nem crescimento nem queda nos três próximos trimestres – seria de 1,7%”, acrescenta. 

Levantamento feito pelo jornal Valor Econômico com 82 instituições, no entanto, mostra uma mediana de 1,4% para o crescimento em 2022. A título de comparação, no último dado disponível no Focus, do final de abril, a projeção mediana era metade do que é hoje, 0,7%. “Isto é, houve forte movimento de revisão altista, mas as projeções anuais menores que o carregamento indicam que estão implícitas quedas no PIB mais à frente, sugerindo desaceleração no segundo semestre”, avalia Simões. 

Outro levantamento feito pelo Valor mostra uma projeção mediana para o IPCA este ano de 8,90%. No último Focus, essa projeção era de 7,89%. “Com a inflação permanentemente mais alta, as projeções para a Selic também aumentam, e essa é uma das principais razões para a expectativa de desaceleração no segundo semestre. Outras razões para projeções mais pessimistas à frente são o esgotamento do processo de “normalização” da economia após o choque da pandemia e a volatilidade e incerteza que podem acompanhar as eleições presidenciais de outubro”, finaliza o economista da CNseg. 

Leia a íntegra do boletim Acompanhamento de Expectativas Econômicas desta semana no portal da CNseg.

MAG Seguros valoriza a prata da casa

MAG Seguros

Fonte: MAG

A MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência com mais de 185 anos de atuação ininterrupta no Brasil, acaba de anunciar novidades no comando de algumas de suas unidades de negócio do país a partir de junho. As mudanças, além de potencializar as respectivas praças, têm como objetivo reconhecer e promover a prata da casa.

“Nossa companhia está continuamente olhando para os talentos internos. Faz parte da nossa cultura a formação contínua de profissionais para que eles atuem em novas frentes e oportunidades que surgem na MAG. Por isso, para nós, é uma grande satisfação poder realizar estas promoções”, explica Ronaldo Gama, diretor de Rede da MAG Seguros. 

Na regional São Paulo / Sul, a unidade de Curitiba passará a ser liderada por Felipe França, que foi gerente comercial desta unidade e já comandou Campinas e, atualmente, estava responsável por Florianópolis. Sob a sua liderança, a unidade de Florianópolis registrou um crescimento de 47% no primeiro quadrimestre de 2022 em comparação com o mesmo período de 2021.

Ainda na mesma regional, Amanda Riffel, que até então era responsável pelo escritório da companhia em Blumenau, assumirá a unidade de Florianópolis. Apenas no primeiro quadrimestre do ano, Amanda foi responsável por superar em 33% os resultados esperados para o período.

Já Blumenau será comandada por Lila Graciano, gerente comercial em Curitiba e que começou na MAG Seguros há 17 anos, já passou por diversas áreas e é uma grande conhecedora do modelo de negócio da empresa e formação de corretores.

Na regional Oeste, Adriano Muqui, que hoje atua como gerente comercial em Niterói assumirá a unidade de Santos. Em Araçatuba, Julio Silva, que já atua na praça, ficará à frente da unidade. A missão de liderar a unidade de Campo Grande ficará com Fabiano Santarelli, que foi responsável pela abertura do escritório em Marília, já conquistou o Galo de Ouro e tem um histórico de grandes resultados na MAG Seguros.

“Temos a certeza de que estes profissionais potencializarão a nossa presença da MAG Seguros nas respectivas praças com a ampla experiência e competência que têm realizando um grande trabalho”, finaliza Ronaldo.

Pottencial reforça apoio ao Inhotim e renova patrocínio

Fonte: Pottencial

Desde a sua criação, há 12 anos, a mineira Pottencial, que se consolidou como a maior insurtech do país, compreende a importância de valorizar e enaltecer o que Minas Gerais tem de melhor. Dentre tantas riquezas está o Instituto Inhotim, o maior museu a céu aberto da América Latina e um dos maiores do mundo, localizado no município de Brumadinho, a 60 km da capital mineira.  Pelo segundo ano consecutivo, a Pottencial se orgulha de ser patrocinadora bronze do Instituto. 

Para o CEO da insurtech, João Géo Neto, apoiar o Inhotim significa incentivar a manutenção de um bem valioso para o Estado, que se tornou orgulho de todos os mineiros. “É uma honra para a Pottencial patrocinar o Inhotim. Entendemos que, dessa forma, contribuímos para que mais pessoas tenham acesso à arte, cultura e entretenimento de qualidade. Além disso, com a parceria, estamos estimulando importantes iniciativas de educação ambiental e cultural”. 

Para o CEO, a preservação ambiental promovida pelo Inhotim, que tem a sustentabilidade como um dos principais pilares, é outro ponto que merece destaque. No que diz respeito à proteção da fauna, o museu possui uma coleção de cerca de 4,5 mil espécies de todos os continentes – algumas raras e ameaçadas de extinção. 

Edson Toguchi assume como vice-presidente comercial da EZZE Seguros

Edson TOGUCHI EZZE

Até pouco tempo atrás, ter um executivo de TI no primeiro escalão das seguradoras era a prioridade máxima. Isso porque o setor iniciava, há cinco anos, uma revolução embalada pelas mudanças dos hábitos de consumo. Diante do avanço em inovação conquistado nos últimos dois anos, o foco agora é unir a técnica ao dom comercial para otimizar as vendas nas plataformas digitais e crescer em todos os canais de distribuição com um portfólio de produtos diversificado e flexível. A EZZE Seguros comprova essa tendência. Richard Vinhosa, CEO da companhia, nomeou o sócio e underwriter, Edson Toguchi, como vice-presidente comercial. 

“Comecei em maio e estou adorando visitar nossas filiais e retomar o contato com os corretores e parceiros. Eles nos alimentam com ideais de produtos demandados por seus clientes. E eu realmente gosto de criar soluções para problemas. Pela minha experiência técnica, tenho a percepção dos riscos. Como comercial, quero atender as demandas dos clientes. Sou instigado a pensar em soluções benéficas para fecharmos o contrato em condições interessantes para todos”, diz ele em sua primeira entrevista no novo cargo. 

Considerado um dos profissionais mais carismáticos do setor, Toguchi aceitou o convite de Vinhosa para ser sócio da startup que completa três anos. “Fui atraído pelo desafio de ser uma seguradora nacional, com poder de decisão local, o que agiliza muito as decisões do dia a dia, dedicada a fazer a diferença no setor com uma atuação em ramos diferenciados. Estou muito feliz com a minha decisão”, diz ele.  

Pelos números apresentados nesses dois anos de operação, a receita tem dado certo. A previsão era faturar R$ 100 milhões no primeiro ano de operação. Fecharam 2020 com R$ 140 milhões em prêmios. O time então arriscou mais na aposta para 2021: R$ 200 milhões. Erraram feio. Reportaram faturamento de R$ 427 milhões. E agora, para 2022, a previsão é R$ 800 milhões. Questionado se tal perspectiva se mantém firme mesmo em um ano eleitoral e com evento esportivo mundial, Toguchi é taxativo: “Se ultrapassarmos R$ 1 bilhão, vamos começar a preparar o nosso IPO (emissão primária de ações)”, diz seu lado comercial. 

Já o lado técnico de Toguchi sabe que para crescer é preciso ter equilíbrio na subscrição, tecnologia para digitalizar todo o processo, especialmente agilidade para pagar o cliente. “Em 2021, pagamos R$ 120 milhões em indenizações. Em 2022, há uma sinalização de R$ 400 milhões, pois eventos climáticos causaram muitas perdas para os produtores rurais. E quanto mais os clientes usam o seguro, mais percebem os benefícios de ter a proteção. Se bem atendidos, são fieis”.

A EZZE já nasceu digital. A estrutura tecnológica permite que a seguradora “ligue e desligue” sistemas, o que garante agilidade na implementação de novos canais e produtos. Segundo Toguchi, em um mês a seguradora inicia uma operação de venda de afinidades, por exemplo. Com estrutura digital avançada, as demandas dos corretores nas cidades em que a EZZE tem filiais soam como música para o executivo técnico e comercial. “Somos uma fábrica de produtos. Nossa estrutura tem o modelo de uma sanfona: vai e volta conforme a entrega de soluções”, explica. 

O que mais encanta o subscritor de riscos e o time da seguradora é a certeza de que há uma imensidão de produtos para proteger empresas e pessoas dos riscos do dia a dia. Um deles é o risco cibernético. “Já temos no forno um produto diferenciado e estamos com nossa equipe de afinidades negociando ajustes para atender a esta demanda tão explosiva das pessoas. Queremos levar o produto para empresas do varejo, bancos, administradoras de meios de pagamentos, entre outros ofertarem a proteção financeira aos seus clientes”, informa. 

Em grandes riscos, o vice-presidente comercial afirma que os negócios seguem um ritmo estável, mesmo com a desaceleração da economia. “Certamente muitos investidores estão mais seletivos e aguardam a definição do quadro político no Brasil. Mas há investimentos importantes na pauta do governo e estamos providenciando os seguros, como no caso das concessões da rede 5G, com projetos em andamento para a construção das linhas de transmissão, entre outros tantos leilões agendas para 2022”, cita.

Toguchi visitou apenas duas das oito filiais até agora: Salvador e Rio de Janeiro. A ideia é visitar todas até o final deste semestre, incluindo a de Fortaleza, que está em fase de seleção de um imóvel comercial. Certamente a equipe de criação, que já lançou 80 produtos, terá ainda mais demandas. O que certamente agrada o grupo de investidores da seguradora, que tem pesos pesados como José Bezerra de Menezes, Carlos Alberto Guerra Filgueiras, Ari de Sá Cavalcanti Neto e Pedro Cunha Fiuza, entre outros.

Seguros: Cenário ainda é de cautela

Valor Revista Seguros 2022

CENÁRIO AINDA É DE CAUTELA. Este é o mote da Revista Valor Financeiro Seguros, publicada hoje.

Cenário – Expectativa é de crescer entre 13% e 15% neste ano em termos nominais, mas a realidade econômica pode afetar algumas linhas de negócios. Quem olha para os dados do mercado segurador nos primeiros meses de 2022, que repetem o bom desempenho do ano passado, pode imaginar um setor descolado da realidade socioeconômica, marcada por queda na renda, inflação, desemprego e fraqueza do Produto Interno Bruto (PIB).

Vida – A pandemia provocou indenizações bilionárias e despertou as companhias para a estratégia de oferecer mais benefícios aos clientes. A pandemia tirou do caixa das seguradoras, em 2020, R$ 6,5 bilhões, pagos para quase 170 mil apólices de seguro de vida, mesmo sendo pandemia uma cláusula de exclusão.

Previdência –  A expectativa do setor é de que a portabilidade diminua, mas o cenário econômico é o que mais preocupa as instituições. O mercado de previdência complementar aberta vive um momento ambíguo.

Saúde – As companhias se movimentam em várias direções, buscando verticalizar e regionalizar a operação e criar produtos mais acessíveis. O setor de seguro-saúde, cujo avanço ocorre de forma contínua desde 2020, fechou março passado com pouco mais de 49 milhões de beneficiários, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Capitalização – Receita cresceu 12,8% no primeiro bimestre deste ano, com a modalidade tradicional ainda respondendo por 70% da arrecadação. Depois de ver sua trajetória de crescimento sustentado desacelerarem 2020, devido aos efeitos negativos da pandemia da covid-19 sobre a renda e o emprego de consumidores, o mercado de títulos de capitalização dá sinais de que 2022 poderá devolver ao setor a expansão de dois dígitos.

ESG – Em 2021, perdas econômicas globais devido a desastres naturais ficaram 27% acima da média do século 21. O mercado brasileiro de seguros e resseguros caminha para a consolidação de um modelo semelhante ao adotado no setor financeiro sobre políticas sustentáveis e ESG (agenda de responsabilidade ambiental, social e de governança, na sigla em inglês).

Open Insurance – Processo de implantação será feito em três etapas e ainda exige um ambiente tecnológico mais seguro para escalar as operações. Em vigor no Brasil desde 15 de dezembro de 2021, o open insurance, ou sistema de seguros aberto, é encarado como um passo decisivo para a aceleração dos negócios no setor.

Insurtechs – Parcerias com grandes seguradoras e companhias de assistência aos clientes fomentam novas soluções. O investimento global nas insurtechs, ou startups cio ramo segurador, alcançou US$ 10,1 bilhões em 2021, um aumento de 38% em relação ao ano anterior.

Recursos Humanos – Pandemia passou a exigir profissionais mais adaptados às novas tecnologias, como também lideranças com alto grau de empatia. O setor de seguros brasileiro foi um dos que mais se transformaram nos dois últimos anos marcados pela pandemia.

Massificados – Digitalização de contratos, assinatura eletrônica e proteção de dados na nuvem dão agilidade e autonomia aos corretores A transformação digital do mercado de seguros tem como desafio a criação de ofertas mais simples e intuitivas em todos os pontos de contato com o cliente.

Viagem – Há boas perspectivas neste ano com a retomada do turismo, com as seguradoras lançando novos produtos e oferecendo descontos. Derrubado pela pandemia de covid-19, o mercado de seguro-viagem vem se recuperando com a reabertura das fronteiras e a retomada do turismo.

Resseguro – Nova medida permitirá transformar dívida em títulos negociáveis, mas é preciso definir o tipo de risco envolvido e o perfil de investidor. O primeiro trimestre de 2022 deu ao mercado ressegurador brasileiro um crescimento de 10,3% no volume de prêmios cedidos pelas seguradoras em relação aos três primeiros meses de 2021.

Seguro Garantia – Com a nova regulamentação, o registro de produtos ficou mais rápido e a competição deixa de ser apenas por preço. Já sem as amarras regulatórias, o mercado segurador inicia os ajustes ao ambiente de flexibilização em vigor desde o ano passado.

Corretores – Embora cada vez mais o atendimento seja híbrido, com ajuda tecnológica, maioria dos clientes prefere comunicação direta para fechar negócio. As grandes e tradicionais corretoras de seguros aquelas que não nasceram digitais – estão ativas na digitalização dos seus serviços neste primeiro semestre de 2022, na comparação aos dois últimos anos de pandemia.

Risco Cibernético – Em 2021, o seguro de risco cibernético arrecadou R$ 103 milhões e as indenizações cresceram 135%, totalizando R$ 75 milhões. A impossibilidade de receber nota fiscal da despesa do almoço no restaurante Varanda, em São Paulo, por ataque hacker ao sistema da casa, reforçou para Thiago Tristão, vice-presidente de riscos corporativos da corretora MDS, o nível de pulverização da ameaça cibernética.

Seguro rural – O momento é delicado para a indústria desegurornral no Brasil.

Automóvel – Indenizações em alta e redução de unidades seguradas desafiam as companhias a evitar evasão de clientes com produtos mais baratos. As projeções cio mercado segurador são de um 2022 muito parecido com 2021 no ramo de automóveis.

Transporte – Cresce a procura por proteção, com as seguradoras sendo mais rígidas para evitar perdas diante do aumento de roubos de cargas. Mudanças no ambiente econômico, diminuição das restrições sanitárias e adoção de programas cada vez mais rígidos de gerenciamento de riscos para mitigar perdas estão proporcionando neste este ano receitas mais generosas ãs companhias seguradoras que atuam no segmento de transporte de cargas.

Liberty Seguros contrata Patrícia Magalhães

Liberty Seguros

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros anuncia Patrícia Magalhães como a nova superintendente de Planejamento e Controle de Operações e Sinistros da companhia. Depois de consolidar sua carreira no mercado segurador, a executiva chega à Liberty Seguros com vasta experiência em gestão de pessoas e produtos em diversos canais, como corretores, bancassurance, digital e parcerias. Patrícia irá liderar as áreas de qualidade de atendimento, especificação e homologação de sinistros, planejamento e informações, entre outras.

Com mais de 20 anos de experiência em seguradoras nacionais e multinacionais de grande porte, Patrícia se junta à Liberty vinda da MetLife, na qual atuava mais recentemente como superintendente de Sinistros, mas também foi responsável pelas áreas de Produtos, Pricing e Subscrição. Previamente, Patrícia trabalhou como gerente de Produtos do Itaú Unibanco na área de Seguros, Previdência e Capitalização.

“O sinistro é um momento chave na jornada do segurado com a Liberty. Por isso, meu grande desafio como superintendente dessa área é trabalhar constantemente para garantir a qualidade do serviço que oferecemos e que a experiência de todos os nossos clientes seja a melhor possível”, afirma Patrícia.

Insurtech Kakau oferece NFTs aos clientes sem custos

Kakau insurtech

Fonte: Kakau

A Kakau – plataforma digital que utiliza a tecnologia de inteligência artificial e dados para entregar resultados mais precisos no segmento de seguros – acaba de anunciar que vai presentear os novos clientes que fecharem seguros de bicicletas ou smartphone com um NFT, a partir do próximo dia 30 de maio. E os clientes atuais da plataforma também serão contemplados com a arte NFT da Kakau.

A ação, única no mundo das insurtechs, marca a entrada da Kakau no universo dos NFTs. “O pioneirismo sempre esteve no DNA da Kakau. E não tinha como ser diferente com os NFTs”, comenta o CEO da Kakau, Henrique Volpi.  A arte, que será única, retrata a Anna, assistente virtual da Kakau. A novidade é o reconhecimento e um presente da plataforma na fidelização dos seus usuários ao escolher a insurtech. 

Para receber o seu NFT, o cliente precisará ter ou abrir uma carteira digital (wallet). O projeto, que também inclui a disponibilização do certificado da apólice no formato de token não fungível, teve início no segundo semestre do ano passado e levou investimentos de mais de US $1 milhão. O NFT da Kakau estará hospedado na rede Polygon. 

“A ideia tem dois propósitos principais. O primeiro, como mencionado, é o de presentear os nossos clientes, e o segundo é de ordem técnica, para garantir de forma segura por meio do NFT os certificados de seguros feitos para os nossos clientes. Uma medida de segurança e “compliance””, explica o CEO da Kakau.

Sucesso dos NFTs

Um token não fungível, ou NFT, é uma informação digital, ou “token”. É parente das criptomoedas, como o Bitcoin, e, como elas, são armazenados em uma blockchain. Pode ser uma foto, uma música, um videoclipe – qualquer coisa, na verdade, que possa ser armazenada digitalmente. Diferente dos arquivos digitais “comuns”, os NFTs não são cópias, mas peças únicas. E é nessa exclusividade que está o seu valor. 

Brokerslink 2022: A saída é negociar muito para obter boas condições em contratos de seguros

Brokerlink 2022

Hard market. Eis a expressão que mais incomoda os gestores de riscos. Este jargão técnico em seguros significa que as condições de negociações de seguros estão difíceis. Preço elevado, franquias assustadoras e, mesmo assim, não há oferta de seguros para alguns nichos. Para clientes com histórico de sinistros, a negociação é difícil e o preço chega a ter elevação de até 50%, mas não impossível. Clientes que sequer usaram o seguro reclamam mais. “Temos uma empresa exemplar, que investe em gerenciamento de risco e segurança e não registrou um incidente que estivesse fora da franquia. Meu financeiro não aceita que mesmo assim temos de pagar um aumento de quase 25% na renovação”, comenta um gestor de risco que pediu anonimato.

Este “drama” foi o tom dos debates na Brokerslink Conference 2022. A boa notícia é que o hard market uniu ainda mais os corretores, seguradores e consultores de riscos. As mais de 360 pessoas, sendo 40 gestores de riscos de grandes corporações ao redor do mundo, se dedicam ao networking. Todos buscam entender mais seus riscos para obterem melhores condições no contrato de seguro, que se torna ainda mais necessário num cenário de guerra, inflação elevada, mudanças climáticas preocupantes, pandemias e insegurança alimentar. 

Um grande suspiro de todos é que esse debate do cenário complexo mundial acontece em Porto. Portugal, uma cidade acolhedora e “friendly”, como disse Rui Moreira, o prefeito de Porto. “Eventos como esse são importantes para nossa cidade. Queremos mantê-la pequena e aconchegante. Investimos muito em segurança, limpeza, escolas internacionais, parques, esportes e cultura para atrairmos pessoas interessantes e investidores”. Anthony Lim, de Singapura, membro do board da Brokerslink, agradeceu. “Estamos encantados com Porto. Além de ser uma cidade segura e limpa, as pessoas com as quais tivemos contatos, em lojas e transporte, tocam nosso coração pela educação e atenção com que nos tratam. O que mostra que são felizes por viver aqui. Obrigada”. 

Apesar de todo o acolhimento de Jose Manuel Fonseca, CEO da MDS e Brokerslink, e da cidade, o clima de negócios no setor de re/seguros sugere um período importante para consultoria de risco e parceria entre consultores de riscos e corretores de seguros. Um mundo arriscado, seguradoras vendedoras de proteções, resseguradores buscando rentabilizar o capital e gestores de riscos extremamente preocupados em realmente serem os guardiões do patrimônio dos acionistas. “Companhias e consumidores são flexíveis para se adaptarem às circunstâncias. Mas ter previsibilidade é a melhor saída. A adaptação é um core do negócio, que precisa ser analisado do ponto de vista do longo prazo. Crises criam oportunidades. Onde há risco há oportunidades. Mas é preciso antecipar o futuro para que todos possam preparar os consumidores de seguros e organizar suas estratégias”, diz Fonseca. 

Andreas Berger, CEO da Swiss Re Corporate Solutions, concorda com Fonseca.  “O conflito entre Ucrânia a Rússia exacerbou a exposição ao risco, principalmente no segmento aéreo, marítimo e muitos outros riscos com a insegurança que traz a violência política, com riscos cambiais, para as quebras das cadeias logísticas e para os preços. A inflação atrapalha, mas sabemos que é um problema de curto prazo. Mas o hard market do setor se mostra ser mais longo do que imaginamos”, afirmou. “Diante de riscos crescentes e maiores custos e perdas, as empresas precisam identificar e repensar os pontos fracos em suas cadeias de suprimentos”, acrescentou. 

Seguro para empresas aéreas está mais caro com os confiscos da Rússia

Marcel Shad e Mark Hue Williams, da Piiq Risk Partners, especialista em riscos da aviação e do aeroespacial afirmaram que os riscos se estendem por todos os segmentos de mercado desta área e que são as companhias aéreas, fabricantes e prestadores de serviços para setor, a aviação geral de pequenos aparelhos e para segmento da Espaço e Satélites. Principalmente o risco cibernético. 

O mercado de riscos cibernéticos tem se expandido rapidamente como mostram os números. De US$ 7,8 bilhões em 2020 para US$ 9,5 bilhões em 2021 e a solução para as aéreas precisam de apólices únicas e não de contratos padrão de outros segmentos, pois este setor tem necessidades especificas e precisa de especialista. 

Segundo Shad e Williams, a atividade gera 90 milhões de empregos no mundo e enfrenta uma situação de falta de pilotos à escala global. Chamaram a atenção para os efeitos da guerra na Europa exemplificando que só a aviação russa vai custar em indemnizações 5 a 10 vezes o valor dos prémios anuais que gera.

Sete grandes efeitos da competição entre grandes potências

Bernardo Pires de Lima, especialista em política internacional, afirma que o complexo cenário político no mundo, apesar de pessimista, precisa ser bem entendido pelos gestores de riscos. A competição geopolítica muda os negócios, e quanto mais dominarem quais os impactos que a guerra, ataques cibernéticos, insegurança alimentar, polarização política, sanções, tecnologia e recursos naturais causam aos negócios, mais poderão ajudar seus clientes a se prepararem para o futuro e assim manterem a rentabilidade de suas empresas”, disse em sua palestra sobre os “Sete grandes efeitos da competição entre grandes potências”. Na atual era histórica de choques sistêmicos, alguns efeitos importantes surgiram desde as pandemias até a guerra na Ucrânia. A competição geopolítica, uma corrida global por recursos naturais e um choque entre modelos políticos estão entre essas tendências.

“Não sei para onde o mundo vai, mas temos uma ideia ao analisar a história. Certamente estamos vivendo em um mundo confuso e abalado”, disse Tim Marshall, em sua palestra na Brokerslink Conference: “O poder da geografia na política global”. Entender o mundo bipolar até 2008 foi duro. Segundo ele, agora estamos em um mundo multipolar em que alguns estados árabes colocam o futuro à frente do passado, os países do sudeste asiático observam cada movimento dos Estados Unidos em busca de sinais de recuo diante de uma China ressurgente e muitas tentativas de potências de segunda linha acotoveladas para criar novas realidades antes do que pode se tornar uma nova Guerra Fria. 

E isso certamente afeta muito os negócios e precisam ser entendidos e estudados para que as estratégias escolhidas sejam capazes de dar longevidade as empresas. Por isso, a Brokerlink não só escolheu o especialista para proferir a palestra, como deu a cada participante uma edição do livro “Power of Geography”. Nele, Marshall olha para o mundo multipolar através das lentes da geografia. Mergulha na história e nos eventos atuais para tentar entender como chegamos aonde estamos e para onde estamos indo. Inclui capítulos sobre Irã, Arábia Saudita, Turquia, Sahel, Reino Unido e Espaço. Todos são impactados por esses tempos incertos, um período que podemos olhar para trás como sendo entre duas Guerras Frias.

Além das incertezas políticas e econômicas, setor tem de avançar em tecnologia

Martin Thormahlen, Chief Technology Officer da Munich Re, alertou que duas “ondas” vão provocar uma revolução no setor de seguros: o metaverso e a computação quantum. “Prevê-se que os avanços tecnológicos permitirão que nossos mundos virtual e físico se transformem em um mundo abrangente que promete mudar tudo, desde a maneira como trabalhamos, como compramos e como fazemos transações em muitos aspectos de nossas vidas. O metaverso é um pilar central para este novo mundo”, enfatizou para uma platéia de cerca de 300 pessoas, sendo que apenas duas afirmaram ser ativas no Metaverso.

Segundo ele, o interesse das pessoas tem avançado tao rápido, que obriga que todos se preparem para isso, disse ele em sua palestra sobre como a tecnologia impactará seguros e gerentes de riscos em alguns anos. Citou como exemplo o banco J.P. Morgan, que usa metaverso para criar brand awareness nos seus clientes. Na Coreia do Sul, a tecnologia é usada para gestão de clientes. Bosch e Ford utilizam para formar e treinar colaboradores.

Já em relação a computação quantum, o executivo destacou a capacidade para descodificar ficheiros encriptados, a única defesa para os ataques cibernéticos.  “Os hackers podem roubar agora ficheiros hoje e esperar pelo desenvolvimento Quantum para abrir depois”, alertou.

Já o seguro embarcado, ou embedded, parece um próximo passo lógico e simples na digitalização, mas, na realidade, é uma grande mudança no modelo de negócios. Se os produtos forem oferecidos juntamente com a cobertura de seguro para os consumidores, certamente as seguradoras e corretores estarão agregando grande valor ao cliente. Thormalen citou também a evolução dos agregadores de plataformas com a democratização da Inteligência Artificial, e o broker led insurance, que evita duplicações de tarefas.

E o crescimento não pode ser a qualquer custo. É preciso abraças as políticas ESG

Steven Braekeveldt, CEO da Ageas, foi categórico ao afirmar que as companhias de seguros tradicionais não podem mais ignorar os princípios da sustentabilidade social, ambiental e governança. Substituir os KPIs (Key Performance Indicator, ou seja, Indicador-chave de Performance) por princípios regenerativos para o planeta Terra é o caminho que faz mais sentido para se manter ativo neste concorrido mercado e com lucro”, disse. 

Segundo ele, as empresas ainda sem conexão com seus clientes estão fadadas a desaparecer no futuro. “É urgente para o setor de seguros fazer a conexão com a sociedade, com o ambiente, com os clientes. Sou CEO da seguradora e nunca recebi uma mensagem em meus seguros ou do meu corretor sobre como eu me sinto, se preciso de algo ou mesmo um feliz aniversario”, comentou em sua participação no evento da Brokerslink.

É o que tem feito a Nestle…

Laurente Freixe, gerente de risco da Nestle, com sede em Vevey, Suíça, afirma que “realmente vivemos um excesso de riscos. “Somos uma empresa que investe muito em gestão de risco para identificarmos qual parte vamos assumir e qual transferir em seguros. Os que mais nos preocupam atualmente são riscos de energia, escassez alimentar em caso de falta de matérias primas, a falta de fertilizantes com as complicações do conflito com Rússia, o maior fornecedor mundial, os ataques cibernéticos, a reputação e a retenção de talento”. 

A boa notícia, segundo Freixe, é que a agenda dominante de empresas e governos envolve medidas para salvar o planeta, desde emissões de carbono zero até biodiversidade. A conexão desses dois temas é que nos debruçamos para acharmos soluções para uma agenda positiva”. Segundo ele, a Nestlé tem investido pesado para a emissão zero de carbono em 2050. Uma das acoes na prática citada pelo executivo é a compra de máquinas e bens para agricultores em todo o mundo através de 100 mil fornecedores por meio de seus funcionários que atuam em 100 nacionalidades diferentes.

Tempestade perfeita, segundo Jorge Luzzi

Os gestores de riscos enfrentam um desafio imenso para explicar ao board da companhia porque o seguro teve um aumento substancial de um ano para o outro, mesmo quando a sinistralidade se manteve estável. “Muitas vezes o diretor financeiro não quer saber da conjuntura mundial. Ele olha os indicadores macroeconômicos da sua região e se teve ou não sinistros. Desconhece a mutualidade do setor de seguros. O que é preciso neste momento, de hard market em re/seguros, é entender como a guerra, pandemias, inflação, insegurança alimentar podem afetar a companhia como um todo e gerar perdas para o grupo, principalmente em sua cadeia de suprimentos”, comenta Jorge Luzzi, presidente da APOGERIS, especializado em gestão de risco, na Brokerslink Conference. 

Por outro lado, Raphael Tasselli, gerente de risco da Suzano, afirma que as companhias de seguros precisam se adaptar para apoiar o gestor de risco na conscientização dos executivos do grupo sobre estabelecer uma cultura de risco em toda a empresa para fazer frente a uma gama cada vez maior de riscos, tecnologias e fontes de dados. O grupo acaba de renovar seu contrato de seguros, por 18 meses. “Graças ao apoio da MDS conseguimos renovar com reajuste de apenas um dígito. Mas precisamos ampliar a grade de resseguradoras para obter cobertura para tudo. Estamos vivendo um hard market, o que exige avaliar a criação de uma cativa e a retenção de um valor maior de riscos, como D&O, que está realmente com valores muito elevados”.

Procura por seguro cibernético cresce 100% em 12 meses

Dyogo Oliveira CNseg

Fonte: CNseg

No Brasil, a procura por riscos cibernéticos alcançou, em março de 2022, o maior patamar de arrecadação desde a criação dessa modalidade de seguros – cerca de R$ 13 milhões – avanço de 23,4% em relação ao mesmo mês de 2021. O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras- CNseg, Dyogo Oliveira, explica que no acumulado de 2022 (janeiro a março deste ano), esse volume alcança R$ 34,5 milhões. “Esse valor é 41,5% superior ao observado no primeiro trimestre de 2021. E, em 12 meses, (de março de 2021 a fevereiro de 2022), o montante de R$ 113 milhões em prêmio é quase 100% maior do que o obtido no mesmo período imediatamente anterior. Os ataques cibernéticos têm sido cada vez mais frequentes e a proteção oferecida pelo seguro é uma tranquilidade a mais para as empresas evitarem maiores prejuízos”, afirma Dyogo.

A cobertura de Riscos Cibernéticos é voltada apenas para o perfil pessoa jurídica, incluindo as PMEs. Os pedidos de resgaste para “sequestro de dados” por ransomware estão amparados pelo seguro, bem como a investigação para entender o que ocorreu e, ainda, outros prejuízos consequentes, tais como: lucros cessantes e despesas operacionais decorrentes da paralisação das atividades das empresas.  Além disso, uma vez que os dados de uma empresa foram vazados podem incorrer custos para tentar recuperar/reparar esses dados. Adicionalmente, podem ocorrer investigações por órgãos reguladores, cujos custos para resposta a tais investigações também se encontram amparados pela apólice contratada, bem como as multas impostas nos processos regulatórios. Caso surjam reclamações judiciais de clientes pelo vazamento de dados, os custos de defesa e de eventuais indenizações também estarão amparados.