Programa de estágio da Icatu abre inscrições para estudantes universitários 

Camila Asenjo_Icatu

Fonte: Icatu

O programa de estágio da Icatu está com inscrições abertas até 16 de junho para estudantes universitários que desejam ingressar na companhia, com carga horária semanal flexível de 30 horas e bolsa no valor inicial de R$ 1.500,00, no primeiro ano. Podem se inscrever estudantes a partir do 2º período e que estejam, no mínimo, a um ano e meio da formatura, matriculados nos cursos de Tecnologia (todos), Engenharias, Economia, Ciências Atuariais, Comunicação Social, Administração, Direito e Ciências Contábeis.

“Na Icatu, buscamos pessoas que se identifiquem com o nosso propósito, que é levar tranquilidade financeira e qualidade de vida por meio da democratização do seguro a todos os brasileiros. E claro, que estejam abertas a aprender, sejam questionadoras e que também queiram contribuir para a transformação do nosso mercado junto com a gente.  Acreditamos que o estágio traz excelentes oportunidades de aprendizagem para as equipes e, não à toa, criamos uma trilha do conhecimento bem estruturada para o estagiário desenvolver novas habilidades e contribuir de forma efetiva em sua área de atuação”, afirma a diretora de Pessoas da Icatu, Camila Asenjo.  Pelo sétimo ano consecutivo, a Icatu é considerada uma das melhores empresas para trabalhar pelo Ranking Great Place to Work (GPTW) e o propósito da companhia reforça a importância do planejamento financeiro para uma melhor qualidade de vida.

O programa de estágio tem um alto grau de efetivação que gira na ordem de 62%. A partir do segundo ano, o valor mensal da bolsa passa para R$ 1.950,00. O programa oferece uma gama de benefícios como seguro de vida, assistência médica e odontológica, vale-refeição, vale-transporte, convênio farmácia, 13ª bolsa, Apoio Pass (Aconselhamento Psicológico, Financeiro, Jurídico e Social), auxílio academia – Gympass, Betterfly (plataforma de bem-estar e impacto social que transforma atitudes saudáveis em benefícios), cesta de Natal, restaurante interno, dentre outros.

O processo seletivo contará com a aplicação de ferramentas online para avaliação do raciocínio lógico dos candidatos, dinâmicas de grupo também online, além da etapa final que contempla um painel com executivos da seguradora.  Quem tiver interesse em se inscrever e ter acesso a informações mais detalhadas, basta acessar este link

Zurich seleciona startups que passarão por processo de aceleração com o Brasil

marcelo alves zurich

Fonte: Zurich

Mais de 2.700 startups de todo o planeta participaram da 3ª edição do campeonato mundial de inovação do Zurich Insurance Group, o Zurich Innovation Championship (ZIC), cujas inscrições ocorreram ao longo de 2021. Considerado um dos programas com maior participação global de startups do mercado segurador mundial, o ZIC 2022 teve concluída uma etapa decisiva na última semana de abril: a escolha das 12 jovens empresas que serão aceleradas pelas filiais da seguradora. Destas, duas atuarão junto à Seguradora Zurich no Brasil.

Uma é a americana Salient, que conta com uma tecnologia que permite que sejam feitas previsões de desastres naturais com antecedência entre 2 e 52 semanas. Dessa forma, podem ser disparados alertas de eventos extremos, reduzindo as perdas nos sinistros e possibilitando a acurácia da precificação do seguro, entre outros benefícios que serão estudados pela Seguradora Zurich.

A outra é a israelense Keepers.Ai, que desenvolveu uma solução que detecta o cyber bullying por meio de um aplicativo. Entre outras possibilidades, a tecnologia permite identificar mensagens nocivas endereçadas aos filhos e enviar notificações aos pais.

“No ZIC 2022, o Zurich Insurance Group procurou startups com iniciativas que abordassem os desafios do negócio relacionados à simplificação, à sustentabilidade, à prevenção e mitigação de riscos, além de reimaginar o próprio setor de seguros. As empresas que passarão pelo nosso programa de aceleração apresentaram projetos completamente aderentes a esses desafios. Estamos bastante animados com as próximas fases do processo”, diz o Diretor Executivo de Tecnologia e Operações da Seguradora Zurich, Marcelo Alvalá.

Ele se refere às próximas 13 semanas, durante as quais a Salient e a Keepers.Ai prepararão um plano operacional para aumentar a proposta de negócios conjuntos, ou seja, entre elas e a Zurich. Cada qual receberá US$ 100 mil para cobrir os principais custos das iniciativas apresentadas. Em um primeiro momento, a Salient trabalhará mais próxima do Brasil, enquanto a Keeper.Ai fará a aceleração junto ao Japão (a startup também venceu neste país e na Argentina).

ZIC 2022

Na presente edição do Zurich Innovation Championship (ZIC), 28 unidades de negócio da Zurich foram as responsáveis pelas 2.762 inscrições – processo em que a filial brasileira se destacou, com 98 projetos. O número a colocou entre os 10 países que mais participaram com indicações (ou seja, com startups inscritas que tinham interesse em trabalhar com a filial do Brasil). 

Das 5 semifinalistas selecionadas no país, 2 figuraram entre as escolhidas para participar do programa de aceleração da companhia. Em um trabalho liderado localmente pela equipe de inovação da Seguradora Zurich no Brasil em parceria com a Zurich Santander, o Brasil se destacou, já que ter dois finalistas é um feito só igualado por unidades do Grupo nos Estados Unidos e Suíça.

A 3ª edição do Zurich Innovation Championship superou todas as expectativas, com um número maior de inscrições em comparação às 1.350 da anterior. “O ZIC é um evento de startup estabelecido e uma parte integrante de nossa estratégia de inovação, que também ajuda a impulsionar uma cultura de inovação em toda a companhia, tanto interna quanto externamente”, finaliza Marcelo.

Todas as iniciativas efetivamente selecionadas para implementação serão oficialmente apresentadas em outubro, como parte das celebrações do aniversário de 150 anos do Grupo Zurich.

MAPFRE anuncia novidades nos produtos de vida

Hilca Vaz, diretora Mapfre

Fonte: Mapfre

A área de Vida da MAPFRE, um dos pilares estratégicos para companhia neste ano, acaba de realizar ajustes em seus produtos Vida Individual Multiflex e Vida PME Global para atender de forma ainda mais assertiva as necessidades de pessoas físicas, jurídicas e profissionais que não possuem CNPJ. Dentre as principais novidades estão a jornada de contratação 100% digital, novas assistências e coberturas no Individual Multiflex. Já o PME Global passa a aceitar CEI (Cadastro Específico do INSS) e CAEPF (Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física), além de oferecer descontos progressivos anuais e por região, e a disponibilidade de um título de Capitalização ao estipulante.

No produto Vida Individual MultiFlex, a nova plataforma de vendas permite que a contratação seja realizada sem a necessidade de impressão de documentos, assim como a comunicação,  que passou a ser realizada via e-mail, sem envio pelos Correios. Também houve a inserção do benefício da Cremação na cobertura de Decessos e Translado Nacional, um diferencial da MAPFRE no mercado.“Ajustamos esta cobertura – que tem como objetivo proporcionar um valor de capital segurado adicional para a realização da cremação, bem como para o transporte do corpo – para que não haja o consumo do valor da cobertura de Decessos”, explica Hilca Vaz, diretora de Vida, Previdência e Capitalização da MAPFRE.

Ainda no Vida Individual Multiflex, foram incorporadas novas opções de serviços que atendem a diferentes públicos, como a Assistência Educacional aos Filhos, Check Up Lar e Assistência Nutricional, e foram mantidas de forma permanente a Assistência a Pessoas e o programa MAPFRE Cuidando de Você, em que o segurado conta com acesso à uma rede especializada em serviços de saúde e ainda garante descontos em medicamentos.

No produto PME Global, a aquisição poderá ser realizada também por CEIs e CAEPFs, ou seja, não há obrigatoriedade de ser contratado por um CNPJ. Foram implementados também descontos por região e progressivos – no caso da renovação a cada ano sem registros de sinistros. O produto ainda passa a disponibilizar ao estipulante, sem custo adicional, a participação em um sorteio mensal de um título de Capitalização no valor bruto de R$50.000,00. Segundo Hilca Vaz, todos os benefícios foram elaborados para os empreendedores que se preocupam com a saúde de suas empresas e colaboradores e, por isso, buscam soluções para cuidar ainda mais dos seus negócios. “Pensado em facilitar a relação desse público com o seguro, analisamos as necessidades de diversos clientes e desenvolvemos um produto com benefícios, coberturas e assistências completas, além de diferenciais exclusivos da MAPFRE para diversos perfis de negócios”, afirma a executiva.

Alper Cargo contrata Luis Vitiritti como assessor de risco

Fonte: Alper

A Alper Cargo anuncia a contratação de Luis Vitiritti como assessor de risco com foco no cliente. A chegada do executivo faz parte da estratégia da companhia de promover visitas técnicas aos clientes para um melhor entendimento da operação e aplicação correta dos recursos de prevenção existentes. 

“O executivo tem mais de 20 anos de experiência em seguros e prevenção de perdas e esta expertise será muito importante para a Alper Cargo fazer análises mais técnicas, minimizando os riscos e aumentando o valor percebido nos nossos serviços”, afirma Denis Teixeira, diretor nacional da Alper Cargo, ressaltando que a principal missão de Vitiritti será assessora e visitar clientes da companhia, identificando riscos e oportunidades de melhoria. 

Teixeira ressalta ainda que esse serviço é estratégico e, a partir de agora, os clientes do Proteção 360º terão acesso a uma consultoria de riscos especializada em transportes, que tem o objetivo de analisar planos de gerenciamento de risco, avaliar sinistros, Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR’s) e Dispensa de Direito de Regresso (DDR’s)  e promover Neto Promoter Score (NPS) para clientes assessorados.  

 “Estou muito feliz de fazer parte de uma companhia que vem investimento fortemente em tecnologia e inovação. A Alper Cargo tem o compromisso de buscar sempre as melhores soluções para os seus clientes e, neste sentido, minha experiência vai colaborar para que os objetivos sejam alcançados”, afirma Vitiritti, acrescentando que a visita ao cliente permite entender de perto as suas necessidades e promover melhoria dos riscos. 

Mercado de seguros fatura R$ 13 bi em março, alta de 13,8% 

irb inteligencia mercado

Fonte: IRB

A 19ª edição do Boletim IRB+Mercado, relatório mensal da plataforma IRB+Inteligência, apontou que, em março, o setor de seguros levantou R$ 13 bilhões em faturamento, um avanço de 13,8% na comparação com igual período de 2021. O segmento Automóvel acumula a maior alta: 28%. Já Rural e Crédito e Garantia retraíram 5,4% e 1,2%, respectivamente. Na análise de março sobre fevereiro de 2022, houve avanço de 7,6% no setor de seguros, sendo AutomóvelVida os grandes destaques: + 18,9% e + 11,4%, respectivamente.  

No trimestre, o mercado de seguros avançou 16,1% na comparação com os três meses iniciais do ano passado, alcançando R$ 37,8 bilhões. Foram R$ 5,2 bilhões a mais em prêmios emitidos, o que representa o melhor desempenho do setor no período desde o início da série histórica, em 2014. AutomóvelVida e Rural foram os segmentos que mais contribuíram para o crescimento do faturamento trimestral ao totalizarem, juntos, 80,9% dessa evolução.  

O progresso do mercado segurador foi superior ao de outros importantes setores econômicos. Segundo dados do IBGE, no 1T22, o setor industrial recuou 4,5% e o comércio varejista cresceu 1,3%. 

Por segmentos 

Em março, Vida faturou R$ 4,7 bilhões, alta de 12,8% em relação ao mesmo mês de 2021 e encerrou o trimestre com avanço de 10,9% frente ao 1T21. Automóvel somou, em março, R$ 3,9 bilhões e cresceu 28%. No acumulado, registrou progresso de 23,8%, o maior desde 2014, o que resultou em R$ 2,1 bilhões a mais frente ao 1T21. 

O segmento de Danos e Responsabilidades registrou R$ 2,1 bilhões em março (+7,8%). No trimestre, cresceu 12%. As linhas de negócio Patrimonial e Transporte, que representam, respectivamente, 24,5% e 16,9% da carteira desse segmento, foram as principais responsáveis pela alta. Individuais contra Danos faturou R$ 1 bilhão em março (+8,9%). Já no acumulado do ano, a variação do segmento foi de 0,6% em relação ao 1T21. 

O segmento Rural teve sua primeira retração do ano (-5,4%) e levantou R$ 812 milhões no terceiro mês do ano. Apesar disso, no acumulado de 2022, teve evolução de 51% frente aos três primeiros meses de 2021, aumento de R$ 901 milhões, sendo responsável por 17,2% do crescimento do setor de seguros, atrás apenas de Automóvel e Vida. A sinistralidade para o segmento, de janeiro a março de 2022, foi de 236,4%, sendo a única do setor acima de 100%.  

Por fim, Crédito e Garantia obteve, em março, arrecadação de R$ 398 milhões (-1,2%). em decorrência da queda de 10,1% na linha de negócio Crédito, parcialmente compensada pelo crescimento na linha de Garantia (2,8%), que representou 71,3% do segmento no mês. No primeiro trimestre do ano, o avanço foi de 21,3% em relação ao mesmo período do ano anterior em função da evolução do produto Garantia Segurado – Setor Público, que aumentou 18,6%, representando 47% do incremento do trimestre. 

Sinistralidade 

Em março, o índice de sinistralidade do setor registrou aumento de 4,9 pontos percentuais (p.p.) na comparação com o mesmo mês de 2021, fechando em 57,7%. No primeiro trimestre de 2022, o índice cresceu 15,1 p.p. em relação à taxa registrada no mesmo período do ano passado, devido ao alto impacto do segmento Rural: 64,3%. Se o setor fosse desconsiderado na análise, a taxa de sinistralidade das seguradoras seria de 49,3%, 0,8% acima da base do 1T21, também excluindo Rural.  

O Boletim IRB+Mercado resume as operações de seguros a partir dos dados públicos disponibilizados pela Susep em 16/05, considerando os seguros de danos, responsabilidades e pessoas. A edição também lista os cinco maiores grupos seguradores por linha de negócios. A análise está disponível, na íntegra, no site do IRB Brasil RE. No mesmo endereço, o Dashboard IRB+Mercado Segurador permite consulta dinâmica e gratuita às informações de todo o setor. 

Brasilprev faz parceria com Banco Modal para venda de previdência

Fonte: Estadao

A BB Seguridade informou que a Brasilprev, empresa de previdência privada do grupo, fechou uma parceria para vender produtos através do Banco Modal, recentemente adquirido pela XP. A parceria abrange a comercialização de planos de previdência privada geridos pela Brasilprev por meio da plataforma do Modal, aumentando o alcance de vendas e agregando novos clientes ao Conglomerado BB Seguridade, afirma a BB Seguridade, em comunicado ao mercado.

Em março, a Brasilprev tinha cerca de R$ 320 bilhões sob gestão e 2,4 milhões de clientes. A companhia tem buscado diversificar tanto a oferta de produtos, com a entrada de novos fundos em parceria com gestoras como Moat e JGP, quanto seus canais de distribuição.

A BB Seguridade ambiciona aumentar a importância dos novos canais para solidificar a liderança que tem em diversos segmentos a previdência e os seguros rurais entre eles. O balcão do Banco do Brasil deve continuar sendo o principal canal de distribuição de produtos das empresas de holding, mas a intenção é ganhar mercado também através do chamado mar aberto.

O Modal foi adquirido pela XP em janeiro deste ano, em transação cujo fechamento ainda depende do cumprimento de condições precedentes.

Grupo de resseguradoras registra alta de 16% em vendas em 2021, segundo AON

Um grupo de 22 resseguradoras globalmente, acompanhadas pela corretora AON e que representam mais de 50% do prêmio de resseguro registraram um prêmio bruto de resseguro de property & casualty de US$ 134 bilhões no ano passado, um aumento de 16%. em 2020. O grupo reportou US$ 131 bilhões em prêmios de seguro primário, um aumento de 20% em relação ao ano anterior. O índice combinado de propriedade/acidentes para as resseguradoras melhorou para 96,2% em 2021, de 103,3% em 2020. O capital global total das resseguradoras subiu para US$ 675 bilhões, um aumento de 3,8% em relação a 2020, estima a Aon.

Brasil é escolhido para ser o anfitrião da conferência Brokerslink 2023

Brokerslink 2023

O Brasil foi escolhido para ser o anfitrião da 13a. Conferência Internacional da Brokerslink. O evento acontecerá em outubro de 2023, em São Paulo, capital. É a primeira vez que o evento anual, que começou em 2009, será realizado na América Latina. Ariel Couto, CEO da MDS Brasil e gerente regional América da Brokerslink, será o anfitrião e comemorou muito a grande honra de o evento acontecer no Brasil.

“É uma honra para nós sediarmos um evento que sempre acontece em cidades importantes como em 2019 em Bordeaux, a capital mundial do vinho, Hong Kong, Marrakech, Amsterda e Nova York. E neste ano em Porto, Portugal, país sede do grupo MDS, com uma riqueza cultural sem igual para nossos convidados. “Eu e a equipe da MDS Brasil já estamos ansiosos para receber todos no Brasil”, afirmou Couto”, disse durante o anúncio realizado no final do evento Brokerslink 2022, que acontece entre 26 a 28 de maio de 2022. 

Ariel quer bater o recorde de participantes da 11ª. edição em 2019, em Bordeaux, cidade conhecida como a capital francesa do vinho. “Tivemos um recorde de 330 pessoas, de 80 países. Aqui em Porto, estamos com 361 pessoas de 71 países. Minha meta é chegar a 400 pessoas, de 75 países, em São Paulo. Para isso, vamos encantar nossos parceiros para que um número maior de convidados conheça São Paulo por quatro dias, sendo três para debates e um reservado para um passeio cultural. Faremos de tudo para que todos tenham uma experiência incrível, como experimentaram em outras edições da conferência Brokerslink”, promete. 

O estado de São Paulo tem o maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Segundo os últimos dados disponibilizados pelo governo, no 4º trimestre a economia paulista avançou 5,7% em 2021. Os setores que mais apresentaram taxas positivas foram o de serviços (6,2%) e indústria (5,6%). A agropecuária teve decréscimo de 5,2. No quesito seguros, São Paulo representa mais de 50% das vendas no país, que em 2021 superaram R$ 306 bilhões, um crescimento de 11,8% em relação a 2020. 

A projeção da CNseg, confederação das seguradoras, é de avanço de até 15% em 2022. Um indicador de dois dígitos que se confirma no primeiro trimestre, com prêmios de R$ 82,14 bilhões, alta de 15,4% em relação ao mesmo período de 2021, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Os seguros de danos apresentaram crescimento de 22%, para R$ 24,99 bilhões, e o seguro de pessoas por R$ 47,2 bilhões nos três primeiros meses de 2022, crescimento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2021. 

Couto quer fazer surpresa, mas adiantou que tem conseguido fechar excelentes pacotes para proporcionar uma experiencia diferenciada em termos de negócios e cultural para os convidados, com um custo-benefício atraente. “Os temas dos debates serão definidos futuramente, pois queremos trazer discussões atuais e que agreguem conhecimento aos nossos parceiros e afiliados”.

Segundo Couto, o momento não poderia ser melhor para a realização do evento no Brasil. “É um país de grande importância para a Brokerslink e que certamente terá boas notícias para comemorar em 2022. Teremos a definição política, com eleições presidenciais em outubro, no primeiro turno, e novembro, num segundo turno”, cita. 

O CEO da MDS Brasil também destacou o fluxo de investimentos no Brasil. Em janeiro, os estrangeiros aportaram R$ 23,3 bilhões na bolsa, seguido de aportes de R$ 20,5 bilhões em fevereiro e R$ 21,3 bilhões no mês de março. “Isso abre muitas oportunidades de negócios para a Brokerslink, tanto de clientes brasileiros que precisam de soluções em seguros para suas operações no mercado internacional, como de clientes estrangeiros que precisam de proteção e serviços para seus investimentos na maior economia da América Latina”, finalizou o presidente da MDS Brasil com grande entusiasmo. 

Brokerslink 2022: “Conhecimento é poder”, diz Andreas Berger, do grupo Swiss Re, aos gestores de riscos

andreas berger swiss re

As mudanças climáticas continuarão a representar ameaças à sociedade e às economias em todo o mundo. Isso adiciona uma camada de risco e incerteza às cadeias de suprimentos que já estão sob pressão – principalmente pela escassez de pessoal relacionada ao COVID. Catástrofes naturais levaram a perdas seguradas globais estimadas em US$ 111 bilhões no ano passado, a quarta maior desde 1970. E estão se tornando um risco maior para as empresas e suas cadeias de suprimentos. A afirmação é de Andreas Berger, CEO da Swiss Re Corporate Solutions e membro do comitê executivo do grupo suíço. Ele foi um dos palestrantes no evento Brokerslink 2022, que acontece entre 25 e 27 de maio, em Porto, Portugal. Leia os principais trechos da entrevista concedida a jornalista Denise Bueno.

As empresas agora precisam identificar e repensar os pontos fracos em suas cadeias de suprimentos, pois o custo e as consequências de eventos catastróficos e das mudanças climáticas aumentam em gravidade e frequência. Como a Swiss Re ajuda seus clientes nessa questão?

Diante de riscos crescentes e maiores custos e perdas, as empresas precisam identificar e repensar os pontos fracos em suas cadeias de suprimentos. Quem são seus principais fornecedores de bens e serviços? Há fornecedores disponíveis na cadeia de suprimentos? O que eles fornecem e quais são as receitas associadas a isso? Existem outras fontes, no caso de uma interrupção na cadeia de suprimentos? À medida em que nossos negócios se tornam cada vez mais interconectados, interrupções e danos em uma parte do mundo causam ondulações que podem ser sentidas globalmente. E isso precisa ser pensado e planejado para evitar perdas.

E como criar resiliência?

Para criar resiliência nas cadeias de suprimentos estamos fornecendo aos clientes um gêmeo digital de sua cadeia. Os clientes podem adicionar seus dados e sobrepor com Informações de fontes como a ferramenta CatNet da Swiss Re e fornecedores terceirizados. Além disso, eles podem planejar cenários de perda para destacar as fraquezas em sua cadeia de suprimentos e, em seguida, usar os insights para implementar medidas de mitigação para minimizar a interrupção. O gêmeo digital também pode fornecer alertas em tempo real sobre eventos climáticos para permitir o planejamento antecipado.

E quanto às catástrofes?

A Swiss Re Corporate Solutions lançou o Climate Risk Solutions for Corporates para ajudar as empresas a avaliar o impacto do risco climático físico em seus portfólios globais. Esta solução avalia e quantifica o impacto dos riscos climáticos físicos nos ativos e operações comerciais de nossos clientes de seguros comerciais, independentemente de sua indústria. Combinando dados de clientes, dados públicos e previsões climáticas, o serviço gera uma imagem abrangente da exposição de uma empresa. Isso pode revelar, por exemplo, se eles operam em um hotspot de risco climático ou se podem ser afetados desproporcionalmente pelas mudanças climáticas. Essas informações podem contribuir com ações apropriadas para reduzir ou evitar o risco – como diz o ditado, “conhecimento é poder”.

Quais mudanças são urgentes para os gestores de risco?

A importância da resiliência da cadeia de suprimentos e do gerenciamento de riscos é mais aparente do que nunca. A COVID-19 nos tornou mais conscientes de como essas interrupções podem se espalhar pelas cadeias de suprimentos, com implicações de custo e tempo em sistemas inteiros. As empresas estavam cientes do potencial de uma pandemia, mas ainda assim afetou as empresas de maneiras que não poderíamos prever. Muitas empresas vinham otimizando suas cadeias de suprimentos, pressionando a eficiência de custos, eliminando redundâncias. No entanto, existem riscos de dependência que acompanham isso. Além disso, as organizações estão sob crescente pressão de investidores, clientes e reguladores para mitigar as exposições a riscos ambientais, sociais e de governança (ESG) em suas cadeias de suprimentos. Atualmente, as corporações precisam olhar para o trade-off entre o custo de suas cadeias de suprimentos, bem como o risco e o impacto de sustentabilidade associado a elas. Com o aumento dos riscos, muitas vezes levando a prêmios mais altos, a compra de uma variedade de produtos de seguro provavelmente será a melhor abordagem para lidar com essas exposições amplas. Esses instrumentos incluem seguros tradicionais e produtos paramétricos, que permitem que as empresas recebam fundos que cobrirão danos físicos diretos e perdas por interrupção de negócios, bem como perdas por interrupção de negócios contingentes.

O seguro paramétrico é uma das soluções?

Embora os produtos tradicionais forneçam a ampla cobertura de danos físicos em que as empresas confiam, os produtos paramétricos aumentaram em popularidade nos últimos anos devido ao seu processo de sinistro rápido e transparente. Eles simplificam o processo de reivindicações e pagamentos e fornecem às empresas o financiamento necessário para restabelecer rapidamente as cadeias de suprimentos ou fornecer suporte financeiro enquanto as cadeias de suprimentos são interrompidas. Isso fornece um grau de previsibilidade que os gerentes de risco e seus conselhos buscam. Catástrofes naturais causam mais do que apenas perdas de propriedade – elas podem interromper as operações comerciais do dia a dia por semanas a meses e, às vezes, o seguro tradicional baseado em indenização não fornece a amplitude de proteção financeira exigida por grandes empresas e governos.

Então o paramétrico é uma inovação para as mudanças de riscos….

É por isso que desenvolvemos coberturas de seguro paramétricas com mecanismos simples de acionamento e pagamento para acelerar o processo de pagamento de sinistros. Se o vento soprar a uma certa velocidade pré-definida, você recebe um pagamento. Se cair granizo de um determinado número de polegadas, você recebe um pagamento. Os produtos são transparentes e fáceis de entender e os recursos são desembolsados ​​ao comprador em até 30 dias após o evento segurado. Quando ocorre um desastre, você precisa de liquidez; uma solução paramétrica garante um processo de pagamento rápido. Você obterá o capital e a liquidez necessários para ajudar a manter seus negócios funcionando sem problemas quando ocorrer um desastre natural que atenda aos limites de pagamento da apólice. Os clientes usaram receitas paramétricas ou pretendem usá-las para lidar com uma ampla gama de despesas dispendiosas, incluindo, entre outros, preenchimentos dedutíveis, deterioração de alimentos, salários de horas extras de socorristas, iniciativas de resiliência, financiamento de prêmios aumentados do mercado tradicional e interrupção operacional levando a uma perda de receita. Em 2021, vimos um aumento de dois dígitos na aceitação de nossas soluções inovadoras, como coberturas paramétricas, em comparação com 2020.

Com perdas catastróficas em 2021, o mercado de seguros entrou no que chamam de hard market. Qual é a saída para os gerentes de risco em um momento de seguros mais caros e orçamentos mais apertados?

As empresas e entidades públicas estão sendo solicitadas a assumir mais riscos na forma de franquias aumentadas ou limites disponíveis reduzidos em várias linhas de negócios. Isso está forçando os gerentes de risco a considerar maneiras criativas de gerenciar esse risco aumentado. Dada a recente volatilidade nos custos de seguros, os gerentes de risco procuram uma capacidade mais “estável” na forma de coberturas exclusivas de vários anos. Esperamos que o mercado continue endurecendo, principalmente em seguros de Property & Casualty, e especialmente em mercados avançados. Portanto, analisar e controlar os riscos para poder tomar decisões sobre como tratar esse risco e otimizar o custo total do risco ganha cada dia mais importância. Muitas vezes, os gerentes de risco pensam em suas estratégias de gerenciamento de risco em um espectro, desde a retenção total (eles assumem todo o risco) até a transferência total do risco (eles transferem todo o risco para as seguradoras). Temos conversas detalhadas com os clientes para descobrir onde nesse espectro eles se sentem mais confortáveis ​​e, em seguida, projetamos soluções em torno disso. Observamos muito interesse em cativas virtuais, um contrato de seguro de vários anos que tem a vantagem da abordagem para financiamento de risco, mas usa o nosso balanço patrimonial.

Como está a parceria com a Brokerslink nesses dois anos?

Atingimos 100% o objetivo deste acordo, que era usar a tecnologia para remodelar a indústria, abordando os pontos de atendimento do cliente e como aumentar a eficiência na entrega de programas internacionais, o que, consequentemente, melhora a experiência de serviço para nossos segurados corporativos mútuos. A plataforma oferece um potencial para reduzir a complexidade dos programas multijurisdicionais transfronteiriços. E enquanto a plataforma agiliza as várias entradas e saídas, interações e entregas de programas multinacionais, ainda há a necessidade do toque humano, que a rede Brokerslink oferece através de seu alcance global. A digitalização pode ser uma grande alavanca para o seguro reduzir a lacuna de proteção. Primeiro, abre um espectro totalmente novo para as seguradoras cobrirem coletivamente os riscos – incluindo aqueles que atualmente são ‘não seguráveis’. Em segundo lugar, a tecnologia digital pode ajudar a superar os principais obstáculos para as pessoas e empresas comprarem seguros: acessibilidade, facilidade de acesso, atratividade do produto e custos de transação.

Brokerslink 2022: rede internacional cresce com cenário mundial de riscos

jose manuel Fonseca mds

Jose Manuel Fonseca é um desses executivos que nasceu para liderar times. Sempre disponível para qualquer pessoa que o solicita. Seja para tirar uma foto, para analisar uma aquisição ou para compor um grupo “think tank” dedicado a contribuir com estratégias para o futuro do setor de seguros. E em todos os casos, com o sorriso largo e toda a vontade do mundo para agregar valor. Tal característica o fez CEO da MDS Group e da Brokerslink, empresas que atuam globalmente e tem a missão de buscar soluções para os problemas enfrentados por gestores de riscos. 

“Cada mercado enfrenta um desafio”, diz ele. No Brasil, por exemplo, o que tem tirado o sono dos corretores é achar capital para o resseguro para o agronegócio depois de perdas relevantes em 2021 e no primeiro trimestre de 2022. Venezuela, para sequestros. Estados Unidos para catástrofes naturais e Europa, inundação. Já a falta de capacidade e condições muito mais restritas para o seguro cibernético é geral. “As condições para este seguro pioraram muito. De um lado, as empresas precisam da cobertura diante do cenário de risco. De outro, as re/seguradoras revendo o produto diante das perdas agravadas com a exposição das empresas, que ficaram mais expostas com o homeoffice”, comenta. 

Ele pontua que é preciso pensar no longo prazo. “Tivemos uma crise sanitária que trouxe muitos problemas além do sofrimento humano. As empresas enfrentaram dificuldades com a interrupção de negócios, da cadeia produtiva, de abastecimento, de transporte. Problemas de toda ordem perturbaram o comércio mundial. E além de tudo isso, a explosão dos ataques cibernéticos, com sinistralidade elevada. Agora há uma retração do mercado para pensar em alternativas de estabilizar a carteira. Assim como o conflito da Rússia com Ucrânia traz impactos para os seguros, principalmente para o setor aéreo”, explica.

Trata-se de um momento único, segundo ele, para consultores em riscos como temos na Brokerslink a ajudarem os corretores a exercerem seus papéis dentro da sociedade. A Brokerslink foi fundada em 2004, como uma rede informal de quatro corretoras independentes. A ideia era facilitar a colocação de risco dos clientes da MDS além de Portugal, onde é líder de mercado, Brasil, Angola, Mocambique, Espanha, Malta e Suíca. Hoje, a Brokerslink é uma das maiores organizações globais de corretores e serviços de consultoria de risco, presente em 126 países e integra cerca de 35 mil profissionais.

“Nosso papel e criar soluções para que os corretores tenham sabedoria para lidar com as novas tendências e ajudá-los nas alternativas existentes em nossa rede internacional. O grupo MDS está presente em 7 países. A Brokerslink em 126. Temos no grupo especialistas em praticamente todos os riscos. E como vê aqui neste evento, o clima é de companheirismo. Temos diversidade, somos proativos e evitamos burocracias. Todos querem se ajudar e é isso que cria valor para todos e nos faz crescer mesmo durante uma pandemia”, explica.

O evento confirma a importância da rede global. A cada ano, a Brokerslink Conferência reúne um número maior de participantes oriundos de várias partes do mundo, incluindo corretores de varejo, companhias especializadas e players de resseguros, além de empresas de consultoria de risco e gerentes de risco. Nesta edição, são 360 participantes, de 71 países, com 36 palestrantes, 40 gestores de riscos e 28 patrocinadores, citou em sua palestra pela manhã no Brokerslink Conference, que acontece entre 25 e 27 de maio, em Porto, Portugal.

Fonseca afirma que 2022 será novamente um ano bom para MDS e Brokerslink. “Temos uma conjuntura mundial complexa por tudo que já citei e ainda mais a inflação, que impacta a todos. Traz instabilidade para os países e tem um impacto grande na população. E o papel do setor de seguros é dar um colchão de estabilidade para as economias e assim evitar que uma tragédia não se agrave”, cita.

Como CEO da MDS, ele diz que o grupo está sempre interessado em juntar equipes e empresas que agreguem valor ao grupo. No Brasil, foram duas aquisições em 2021, QHConsult e Tovese, e em 2022 foi a vez da CredRisk. Na Brokerslink, entre 2022 e 2022, 35 novos membros ingressaram na rede. “O que agrega e nos tornar melhores para crescer será analisado”. 

2022 também significa mudanças para MDS e Brokerslink. Em dezembro de 2021, a Sonae vendeu a totalidade do capital que detinha na MDS Group ao grupo de corretagem britânico The Ardonagh Group, por cerca de 100 milhões de euros. Boa parte das autorizações regulatórias já foram obtidas, o que sinaliza a pressupõe a conclusão do contrato para o primeiro semestre deste ano.

De acordo com o comunicado enviado à CVM portuguesa no momento do anúncio da aquisição, “a MDS continuará em plenas funções, dotada de novos recursos e capital, bem como dando continuidade aos planos de crescimento orgânico e inorgânico, os quais se traduzirão em claros benefícios para os seus principais ‘stakeholders”.

O The Ardonagh Group emprega cerca de 8 mil pessoas nos seus mais de 100 escritórios, o que o coloca no ranking dos 20 principais corretores de seguros no mundo, com receitas superiores a US$ 1,5 mil milhão.  Após a conclusão, será acionista único do grupo MDS.

David Ross, CEO do The Ardonagh Group, disse em recente entrevista a revista Full Cover, que “a MDS é uma parte absolutamente essencial em nossa estratégia internacional. O grupo tem 38 anos de experiência, com Jose Manuel Fonseca como líder do grupo há mais de 20 anos. Isso significa muito para nós. Temos quase US$ 14 bilhões em gestão de prêmios de seguros e mais de 5 milhões de clientes. Com a MDS, somos 10 milhões de pessoas”.