Open Insurance: proteção de dados do consumidor e implementação acelerada são principais preocupações para líderes mundiais do setor de seguros

Dyogo Oliveira CNseg

Fonte:CNseg

O compartilhamento de dados dos consumidores é um dos principais cuidados que executivos de seguros do Brasil, da Europa e dos Estados Unidos – que participaram do workshop “Open Insurance e Questões de Dados”, organizado pela The Global Federation of Insurance Associations (GFIA), realizado em Praga (República Tcheca) – têm em mente quando se debate a implantação do sistema de seguros aberto (Open Insurance). Na enquete realizada, 62% dos participantes apontaram que o consumidor sempre deve ser o responsável pela decisão de quem deve ter acesso aos seus dados pessoais.

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras – CNseg, Dyogo Oliveira, iniciou a apresentação mostrando o cenário brasileiro do setor segurador, o maior da América Latina com arrecadação de US$ 102 bilhões em 2021 e pioneiro na implantação do sistema de seguros abertos no mundo.

“O Open Insurance engloba 91% do setor segurador (exceto saúde), tendo em vista que o segmento de saúde não está incluído por ser regulado pela Agência Nacional de Saúde”. O presidente da CNseg chamou a atenção para as oportunidades, que incluem a facilitação de comparação dos produtos, incentivo para construção do relacionamento digital e maior competição entre as empresas. Porém, destaca que os desafios para essa implantação incluem um escopo excessivamente abrangente de produtos de seguros, fundos de previdência e capitalização.

“Estão envolvidas linhas de produtos como Riscos de Petróleo, Riscos Nucleares ou Seguro para Satélites, por exemplo, concentradas em poucos clientes. Não há necessidade de desenvolver APIs específicos para essas linhas. Outro ponto é a falta de objetivos bem definidos por parte do regulador. Temos uma visão geral, mas sem parâmetros específicos sobre o que deve ser alcançado. Os custos elevados também são outro ponto. A CNseg está levantando o custo total de implementação do Open Insurance, mas estimativas iniciais apontam para um custo de U$ 20 milhões de dólares por empresa. Também seria importante ampliar o calendário de implantação dos sistemas abertos”, destacou.

Outra questão abordada por Dyogo Oliveira é o papel das Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro (SISS). “Vamos solicitar que o regulador exclua as SISS porque elas se sobrepõem ao trabalho que já é executado pelos corretores de seguros. No ambiente digital, esse relacionamento pode ser conduzido pelas empresas do setor”, afirmou.

Sobre a proteção de dados, o presidente da CNseg alertou que o consumidor precisa estar ciente dos riscos. “Há pontos de conflito entre a Lei Geral de Proteção de Dados e o Open Insurance, e os órgãos de defesa do consumidor não estão envolvidos na conversa”, observou.

O Chefe de Negócios da Insurance Europe, William Vidonja, trouxe o cenário dos países da Europa. “Estamos numa situação parecida com a dos colegas no Brasil, com a expectativa de que utilizem o sistema bancário como referência para modelagem de outros serviços financeiros. Há menos de duas semanas, o regulador nos enviou 90 perguntas sobre o Open Finance, as quais ainda estamos verificando para responder até o início de julho. Porém, o que chama a atenção é que não há um foco específico em seguros”, afirmou.

Sobre a questão da proteção de dados, Vijona defendeu que os consumidores tenham total controle da informação. “É preciso ter clareza sobre os tipos de dados que serão compartilhados e com quem. Preservar a segurança de dados mais sensíveis é essencial”. O executivo finalizou a sua apresentação destacando a necessidade de cuidado com a modelagem do Open Insurance na Europa. “Se bem estruturado, teremos muito a ganhar. Porém, se o processo não for bem conduzido, teremos muito a perder”, avaliou.

O diretor internacional do Conselho Americano de Seguradoras de Vida dos Estados Unidos, Brad Smith, afirmou que tem acompanhado o avanço do assunto no Brasil e na Europa. E relatou: “É importante encontrar um ponto de equilíbrio entre compartilhamento de informação, suporte à inovação, eficiência, concorrência, proteção do consumidor e estabilidade financeira.”

Sobre a utilização de dados, Smith destaca as especificidades da legislação norte-americana. “Nos Estados Unidos temos leis estaduais diferentes das federais no que concerne à proteção de privacidade, principalmente no que diz respeito às informações sobre saúde. Vale lembrar ainda que há um limite sobre como utilizar dados de clientes para ampliar a concorrência e estimular a competição nos mercados”, explicou.

Os representantes de vários países também demonstraram grande surpresa com a velocidade de implementação prevista no cronograma brasileiro. Muitos demonstraram preocupação com que a implementação em um prazo tão curto prejudique as funcionalidades do sistema.

A Federação Global de Associações de Seguros (GFIA, na sigla em inglês) é uma associação sem fins lucrativos criada para representar as associações de seguros nacionais e regionais que atendam aos interesses gerais das empresas de seguro de Vida, Saúde, Seguros Gerais e Resseguro. A instituição tem como objetivo fazer representações aos governos nacionais, reguladores internacionais e outros em nome do mercado segurador mundial. Com 40 instituições associadas, entre elas a CNseg, a GFIA representa cerca de 87% do total de produção de prêmio de seguros no mundo.

“Juntos por Recife”: Instituto SulAmérica oferece atendimento médico e psicológico gratuito 

O Instituto SulAmérica, em parceria com a startup de telemedicina Docway, anuncia uma campanha emergencial para apoiar moradores e moradoras do Grande Recife, região pernambucana severamente impactada por fortes chuvas nos últimos dias. A partir de hoje, a população local poderá receber atendimento médico e psicológico de forma virtual e gratuita. Para agendar a consulta, basta ligar para a Central Telefônica 4020-6316 ou acessar o site https://sulamerica.docway.com.br

Doações 

O Banco de Alimentos Associação Civil (OBA) também receberá doações que serão revertidas em cartões alimentação para a população atingida. As contribuições podem ser feitas diretamente à organização, por transferência bancária (Banco Bradesco, AG 00031, C/C 9626-1, CNPJ 02.736.449/0001-48) ou PIX (financeiro@bancodealimentos.org.br). 

Cresce a contratação de seguros para pessoas 50+, segundo MAG Seguros

 Fonte: MAG

De acordo com dados da MAG Seguros, companhia de 187 anos especializada em seguro de vida e previdência, houve um aumento na contratação de seguros em 2020 e 2021 por parte dos idosos entre 55 e 65 anos. Os clientes individuais novos – aqueles que nunca possuíram apólices da MAG – cresceram em 12% no período.

Dados como esse nos mostram que a população está ficando mais consciente e preocupada com a proteção de si e de suas famílias. Esses últimos anos impulsionaram a consolidação da importância que o seguro de vida tem para as pessoas. A MAG Seguros é uma das únicas companhias brasileiras que tem uma linha específica voltada para pessoas mais velhas, com produtos e coberturas desenvolvidas de acordo com a necessidade de proteção desta parcela da sociedade.

Um exemplo é o Master Acidentes Domiciliares, solução lançada no período da pandemia que tem como foco proteger o cliente no seu ambiente de casa, com assistências voltadas para deixar o lar mais seguro, como instalação de barras no banheiro e reorganização de móveis.

Produtos como estes contribuem diretamente para uma sociedade mais protegida e, pelo ponto de vista do corretor, permite a ampliação da geração de negócios, uma vez que estes profissionais têm a oportunidade de atingir mais pessoas. A MAG Seguros conta com um amplo e completo portfólio de soluções completas, flexíveis e inovadoras capaz de proteger as diferentes necessidades, riscos e perfis.

Lockton anuncia Carlos Eduardo Sarkovas como CCO

cadu lockton

A Lockton anunciou a chegada de Carlos Eduardo Sarkovas como o novo CCO da corretora. Sarkovas assume a direção de toda área comercial da Lockton Brasil, H&B, P&C, canais, corretoras parceira, bancassurance, além das filiais e marketing.

Para o CEO da empresa no Brasil, Jose Otavio Sampaio,  a chegada de Cadu, como é conhecido no mercado, é mais um passo importante na estratégia de crescimento para os próximos 3 anos. “A Lockton vem de um crescimento de 27% em relação a 2021 e quer se consolidar entre as principais corretoras do mercado nacional. Temos muitas oportunidades e estamos muito atentos e estruturados. Nossa ambição é dobrar de tamanho em 3 anos”.

O executivo é graduado em administração de empresas, MBA em Seguros e Resseguros e PMD – ISE. Ao longo de sua carreira teve passagem por grandes empresas, atuando como por mais de 15 anos como diretor executivo da Bradesco Seguros. Ele decidiu empreender e virou sócio de umas das mais reconhecidas insurtechs do mercado brasileiro, a ThinkSeg. Sua última experiência foi no projeto de consolidação do mercado de corretores onde desempenhava o cargo de diretor comercial, na It’Seg.

Sarkovas integra o time com o objetivo de expandir e unificar a área comercial da Lockton no Brasil. “Estar em uma das maiores e mais reconhecidas corretoras globais é um motivo de muito orgulho pra mim. Além da marca forte e reconhecida,  um posicionamento muito claro de foco no cliente e muita disposição em investir no mercado brasileiro, fui atraído pelo projeto para o futuro. Temos muita independência,  o que facilita a tomada de decisões.  Desta forma, sei que posso fazer um grande trabalho em um excelente local”.

Três anos depois: como a Covid-19 impactou a visão dos consumidores sobre saúde e seguros

Swiss Re

Fonte: Swiss Re

Com a pandemia, quais são as novas prioridades para os consumidores? Quais são suas principais preocupações e considerações ao comprar um seguro? Estamos prontos para enfrentar uma crise semelhante no futuro? Como os resseguradores podem ajudar a tornar as sociedades mais resilientes?

A pesquisa global de consumo Covid-19 da Swiss Re 2022 explora o impacto da pandemia no comportamento dos consumidores e as implicações resultantes nos negócios de Vida & Saúde. Em janeiro e fevereiro de 2022, a Swiss Re fez uma parceria com a Ipsos para conduzir uma terceira série de pesquisas sobre consumo relacionado à Covid-19. A pesquisa deste ano é uma extensão dos estudos de 2021 e 2020, que se concentraram especificamente na Ásia-Pacífico. Além disso, a pesquisa de 2022 cobre 20 mercados em todo o mundo, com uma amostra total de 11.000 entrevistados.

Os resultados globais do relatório incluem:

  • Os consumidores estão mais preocupados com sua resiliência em relação à saúde física e mental devido à pandemia;
  • Em mercados emergentes, características como flexibilidade, cobertura única e adicional, assim como serviços, também são relevantes em decisões de compra de seguros; e
  • Os pontos de contato digitais para gestão da saúde ganham popularidade enquanto os consumidores olham além da compra online e da gestão de apólices de seguro.

Esta pesquisa também inclui conclusões-chave para o Brasil, como por exemplo:

  • Os consumidores estão mais preocupados com sua resiliência em relação à saúde física e mental devido à pandemia. O Brasil teve um dos maiores número de entrevistados respondendo que estão mais preocupados (63%), e mais ainda entre os jovens adultos (25 a 34) com 71%.
  • A covid-19 foi um catalisador para que as pessoas fizessem check-up médico mais regularmente, em especial em mercados emergentes (46%); 45% dos entrevistados no Brasil disseram que planejam fazer check-up médico com mais frequência.
  • 43% dos entrevistados no Brasil relataram deterioração de seu estado de saúde mental nos últimos 12 meses. Isto aponta para um papel crescente das seguradoras para ajudar os clientes a encontrar caminhos para melhorar sua resiliência mental.
  • Em termos de tomar medidas para administrar questões de saúde mental, 64% dos entrevistados nos mercados emergentes disseram ter procurado apoio desde o início da pandemia, No Brasil, esse indicador foi um pouco menor (60%).
  • O preço é o fator mais importante nas decisões de compra de seguros para os entrevistados no Brasil (75%). 
  • O impacto da pandemia no comportamento futuro de compra de seguros mostra que o principal fator de influência para brasileiros é estar atento quanto a ter cobertura de seguros para diferentes áreas da vida (40%) e investir em apólices com cobertura mais abrangente (35%).
  • Os participantes da pesquisa no Brasil revelaram ser atraídos principalmente pelas características de aplicativos que os ajudam a melhorar sua saúde (27%) e a receber aconselhamento de saúde (25%).
  • Os canais digitais de rastreamento de saúde e as interações com seguradoras e serviços de saúde ganharam força entre todas as faixas etárias no Brasil desde o início da pandemia, diferentemente da média global, que mostra que a maior parte do crescimento foi entre as respondentes mais jovens.
  • No Brasil, os respondentes expressaram maior interesse em programas de melhoria da saúde mental (29%), seguidos pela melhoria da saúde física (20%).
  • As plataformas online se destacam como o canal de compra de seguros dominante em todo o mundo. Mas os entrevistados da pesquisa citaram agentes e corretores como a principal forma de compra de seguros no Brasil, com 48%. Apenas 34% dos entrevistados adquiriram seguros nos últimos seis meses por meio dos sites e aplicativos das seguradoras.
  • O uso de canais digitais pelos consumidores para acessar serviços de saúde está ganhando força no Brasil, com cerca de 50% dos entrevistados afirmando que planejam utilizar serviços de telesaúde ou videoconferência para estes fins no futuro. Os entrevistados da pesquisa expressaram particular interesse em usar mais canais digitais para gerenciar sua cobertura (53%) e para buscar seguros novos ou adicionais (52%), e baixar o aplicativo do provedor de seguros (53%).

Em geral, a pandemia tem sido um apelo à ação e uma oportunidade para os resseguradores ajudarem a construir a resiliência social.


Leia o relatório completo disponível aqui

Porto faz parceria com insurtech Assegurou

Rivaldo Leite Porto seguros
São Paulo, Brasil 26-11-2021 Retrato de Rivaldo Leite, VP comercial e de Marketing da Porto Seguro na sede da empresa em São Paulo. Foto: ©Fernando Martinho

Fonte: Porto

Com o objetivo de tornar a jornada do cliente mais ágil e simplificada, a Porto firmou uma parceria com a insurtech Assegurou, integrante do grupo Ô Insurance, para a comercialização dos seguros auto e moto. Com a integração de negócios, os clientes poderão realizar a cotação e receber uma oferta para fechar o seguro da companhia em apenas quatro passos.

“O nosso objetivo, com essa parceria, é tornar a jornada do cliente mais simples e ágil, sem perder a qualidade de atendimento e eficiência das soluções da Porto em seguro auto e moto. Não é um novo produto, mas sim a possibilidade de o cliente em potencial fechar uma apólice com agilidade e contando com todas as coberturas que oferecemos em nosso portfólio”, destaca Rivaldo Leite, vice-presidente Comercial da Porto.

José Carlos Macedo, CEO da Ô Insurance – holding que controla a Assegurou – destaca o emprego de tecnologia utilizado no negócio. “Toda nossa tecnologia foi adaptada para o processo fluir digitalmente de uma forma a atender o cliente final da Assegurou, nosso sistema é próprio desde do atendimento até a venda, pois acreditamos que assim o cliente terá uma jornada integrada e melhor atendimento em todas as etapas do seguro”.

Essa agilização do processo visa melhorar a experiência do cliente e facilita também os negócios dos Corretores. Com todo o processo até a oferta do seguro, o cliente em potencial pode chegar ao profissional de seguros com a oferta ideal, facilitando o fechamento de novos negócios. 

“A intenção dessa parceria é utilizar o mínimo de dados de API com a máxima eficácia alcançada pelo trabalho realizado pela Assegurou. Queremos otimizar os processos, gerando melhor experiência para quem contrata e maiores possibilidades de negócios para os Corretores”, completa Rivaldo.

Corretora WTW Brasil anuncia Maurício Vinhão como diretor

Corretora Willis

Fonte: Willis

A WTW Brasil apresenta Maurício Vinhão como diretor de vendas e gerenciamento de clientes. Com mais de 20 anos de experiência no mercado de seguros, o executivo retorna à empresa depois de uma rápida passagem pela Lockton e será um dos responsáveis pelos projetos de inovação da área comercial da WTW.

Maurício iniciou na companhia em 2014 no cargo de diretor de desenvolvimento de novos negócios. É formado em Análise de Sistemas, possui um MBA em Gestão de Empresas e Inovações Tecnológicas pela ESPM e formação em Gestão Empresarial no Mundo Globalizado pelo INSEAD, na França.

Too Seguros fecha parceria com Diretrix.On 

Fonte: Too Seguros

A Too Seguros fechou uma parceria com a Diretrix.On, uma empresa de tratamento e análise de dados, que transforma informações isoladas em estratégias de negócios. “A análise de subscrição será mais rápida, com propostas sendo aprovadas automaticamente. Para o nosso parceiro, ele ganha tempo e agilidade na gestão da carteira. Para o cliente, ele estará protegido muito mais rápido também e terá uma experiência mais assertiva na hora da contratação”, diz Gustavo Bergallo, product owner da Too Seguros.

Segundo nota da empresa, o novo processo de subscrição foi desenvolvido para apoiar o mercado, unindo uma estrutura inteligente de BIGDATA com conceitos de inteligência artificial. A solução foi pensada para automatizar o processo e trazer mais segurança, unindo especialistas em inteligência de dados com as mais recentes inovações tecnológicas para aprimorar e agilizar os processos burocráticos, entregando respostas ágeis e assertivas, tornando a gestão orientada a dados uma realidade.

O sistema analisa os dados e entende os riscos de cada apólice, reduzindo fraudes, riscos externos, tempo de operação e gastos extras. “Além da customização das regras de produto e negócio da Too, integramos nossa solução em um dos canais da seguradora para automatização de todo o processo de emissão de proposta, desde o preenchimento dos dados cadastrais, planos e coberturas, subscrição com DPS dinâmica até geração de proposta com assinatura digital”, diz Luisa Leader, head de projetos e produtos da Diretrix.On.

Grupo Bradesco Seguros oferece trilha exclusiva de formação para Corretores de Seguros

bradesco Valdirene Soares Secato

Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros criou uma trilha de aprendizagem completa para formação de Corretores de Seguros, disponível em sua plataforma exclusiva, a Universeg. Além de materiais sobre os produtos de Saúde, Dental, Vida, Auto e Residencial – abrangendo desde conceitos até os sistemas de cotação e implantação, também contempla peças de aprendizagem sobre desenvolvimento pessoal/comercial e manuais sobre o Portal de Negócios do Corretor e de Navegação na própria Plataforma.

Para Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Sustentabilidade e Ouvidoria do Grupo Bradesco Seguros, a nova trilha possibilitará uma capacitação holística, pois contempla temas-chaves para o desenvolvimento desses profissionais. “Os conteúdos de aprendizagem foram pensados de forma integral, envolvendo aspectos tanto técnicos quanto comportamentais para proporcionar uma formação completa aos nossos parceiros de negócios. Além de contribuir para o seu desenvolvimento e aperfeiçoamento, também é uma forma de potencializar a geração de negócios. ” – destacou a executiva.

A Plataforma Universeg é uma solução de aprendizagem do Grupo Bradesco Seguros, exclusiva para corretores de seguros e seus funcionários. Uma ferramenta similar a um streaming que funciona como um ponto de convergência de conteúdos multidisciplinares, para o apoio no desenvolvimento pessoal e profissional.

É preciso colocar a representatividade da indústria do seguro em seu devido lugar”

Fonte: CNseg

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, participou nesta terça-feira, 31/5, do programa “Mesa Redonda”, realizado pelo “CQCS” com a participação de diversos jornalistas que cobrem o setor segurador, com mediação de Kelly Lubiato, da “Revista Apólice”. Na ocasião, Dyogo discorreu sobre seus planos para a Confederação Nacional das Seguradoras e para ampliar a penetração do seguro em nosso país, entre outros temas. A entrevista foi realizada pelos jornalistas Carla Boaventura, do “CQCS”; Ivanildo Sousa, da “Agência Seg News” Karen Soares, do “Panorama Seguro”; Nicole Fraga, da “Revista Apólice; Paulo Kato, da “Revista Cobertura”; Tatiana Pina, da “Revista Seguro Total”.

“Foi uma felicidade muito grande ter sido convidado para a CNseg e atuar em um setor que já acompanhava quando estava no Governo”, afirmou Dyogo Oliveira, explicando “ser necessário colocar a representatividade da indústria do seguro em seu devido lugar”. Segundo o presidente da Confederação, a importância do seguro enquanto atividade econômica, cuja arrecadação representa mais de 6% do PIB e financia 23% da dívida pública brasileira, ainda não é devidamente reconhecida pelo governo. Dyogo Oliveira, que foi ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão no governo de Michael Temer, disse, ainda, que gostaria que o Ministério da Economia tivesse uma equipe dedicada exclusivamente ao setor segurador. 

Para Dyogo, além do Governo, a sociedade, como um todo, precisa também melhor conhecer o setor. E, para isso, informou que a CNseg está preparando uma grande campanha multimídia de comunicação, que deve ser lançada no início do segundo semestre, apresentando tudo que o setor retorna à sociedade de forma mais tangível para um melhor entendimento. Como exemplo, citou os R$ 398 bilhões em indenizações pagas em 2021, sendo que, só de reembolso de despesas médicas, foram R$ 200 bilhões. “Nossa despesa com saúde é maior que a do Ministério da Saúde, que, em anos normais – pré-pandemia -, tem um orçamento de R$ 130 bilhões”. Já os R$ 23 bilhões pagos em indenizações relacionadas ao seguro de automóveis no ano passado dariam, segundo ele, para comprar 380 mil novos veículos, o equivalente a 20% da produção anual de veículos em 2021. 

O presidente da CNseg considera também que “o seguro ainda tem a imagem de um setor antiquado e pouco inovador, mas isso é claramente um equívoco”. E afirmou: “Somos uma indústria extremamente inovadora, dinâmica, competitiva e, principalmente, uma indústria que gera benefícios para as pessoas, possibilitando uma melhor qualidade de vida.”

Entretanto, esse tão desejado aumento da penetração do seguro na sociedade não depende apenas de comunicação. Dyogo Oliveira explicou que o seguro é considerado um “bem superior”, ou seja, seu consumo é diretamente impactado pela renda das pessoas. E avaliou: “À medida que a sociedade vai se sofisticando e tendo mais acesso a bens, a serviços e a uma maior compreensão sobre as questões financeiras, naturalmente demandará mais produtos de seguro”. E acrescentou: “Não há como vender seguro de carro para uma pessoa que não tem carro.”. 

Sociedades Iniciadoras de Serviços de Seguro (SISS)

Questionado sobre sua avaliação a respeito da inserção das Sociedades Iniciadoras de Serviços de Seguro (SISS) no mercado por meio do open insurance, o presidente da CNseg disse que essa figura jurídica foi desnecessariamente copiada das Sociedades Iniciadoras do sistema bancário. “O SISS precisa ser eliminado do programa do open insurance; não fará nenhuma falta”, afirmou.

A contribuição do setor para redução dos custos e aumento da qualidade das obras públicas

O tema das licitações para o seguro garantia contra riscos operacionais e de engenharia em obras de infraestrutura também foi abordado e, a esse respeito, o presidente da CNseg informou que está para entrar em vigor a nova Lei de Licitações, que aumenta consideravelmente a previsão do seguro garantia, passando de um limite de 5% para 30%, além de prever o “step in”, que é a possibilidade de a seguradora assumir a obra segurada para concluí-la, ao invés de simplesmente pagar as indenizações devidas. Dyogo acredita que o aumento da participação do mercado segurador pode gerar um enorme impacto no custo e na qualidade de todas as obras públicas do País. “Nosso setor segurador está mais do que preparado para cumprir essa tarefa”, destacou. 

Seguro Rural é um exemplo de sucesso, mas outros segmentos mereceriam a mesma atenção

Sobre o Seguro Rural, que atualmente cobre 17 milhões de hectares de área plantada, “o equivalente a 17 milhões de campos de futebol”, o presidente da CNseg informou que, apenas em 2022, já foram pagos mais de R$ 7 bilhões em indenizações, ajudando a manter a capacidade produtiva dos agricultores. “Esse é um exemplo de sucesso, mas há também vários outros segmentos de seguro que merecem a mesma atenção”, afirmou, lembrando a recente enchente ocorrida em Pernambuco. Para Dyogo, esse tipo de evento é frequente no Brasil, mas o governo ainda não conta com um sistema de seguro contra catástrofes, o que, segundo ele, “existe e funciona muito bem em outros países”. Dyogo Oliveira acredita que o governo ainda não se deu conta de toda a potencialidade que a indústria do seguro tem para colaborar no combate a problemas desse tipo.

Setor segurador tem estreita ligação com as questões ASG

O tema das questões ASG (Ambientais, Sociais e de Governança) também veio à tona na entrevista e o presidente da CNseg disse ser um tema cujas potencialidades têm sido pouco exploradas pelo setor, apesar de sua estreita ligação com essas questões. E explicou: “Para o setor, governança é questão de sobrevivência, e a questão social é inerente a uma atividade que cuida de pessoas, bem como a questão ambiental”. O Presidente da Confederação lembrou que os impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura, por exemplo, são extremamente relevantes para o setor. “Temos dado um impulso muito grande a essa agenda ASG e há um grande número de seguradoras que adotam esses critérios, desde o momento da formulação dos produtos”, observou. 

Seguro contra riscos cibernéticos é mais um exemplo de como o setor é inovador

O último tema abordado na entrevista foi o do seguro cibernético, que neste ano atingiu o maior patamar de arrecadação, com avanço de 23,4%, na comparação com 2021. Para Dyogo Oliveira, esse é mais um exemplo de como a indústria do seguro é inovadora, já que os riscos cibernéticos são de difícil gerenciamento e a atividade hacker é de difícil eliminação. “As pessoas que praticam esses crimes são muito especializadas e com acesso quase imediato a novas tecnologias”, complementou. Mas, ainda assim, prosseguiu, “o setor se prontificou a oferecer esse produto e tem tido bastante sucesso”. E afirmou: “Trata-se de mais uma contribuição de nossa indústria para a continuidade dos negócios das empresas afetadas por esse tipo de ataque”.  

Assista abaixo a íntegra da entrevista: