Especialistas debatem o futuro do seguro garantia em webinar promovido pela Fator Seguradora

Transformar o seguro garantia num documento mais claro e combater a assimetria de informações entre seguradora e segurado é a chave para abrir oportunidades neste segmento cada dia mais relevante para o setor de seguros. As oportunidades para a venda de garantias que mitiguem riscos de contratos não serem concluídos são inúmeras. Massificar a venda para pequenas e médias empresas é um dos alvos do setor. O outro é conquistar quem acha o seguro complexo, apesar de ter um preço muito mais acessível do que a fiança bancária. Esta é a diretriz que move especialistas em seguros garantia reunidos no webinar “A nova circular Susep 662”, realizado pela Fator Seguradora, no dia 7 de junho, com a participação da AON e do Mattos Filho. 

O seguro garantia teve um boom de crescimento no início do ano 2000, interrompido com a operação Lava Jato, que paralisou as maiores construtoras do Brasil a partir de 2014. Diante de um quadro nunca previsto pelas seguradoras, as discussões sobre o que estava coberto ou não no contrato de seguros foram intensas e o número de obras paradas explodiu no Brasil. Quase sete mil obras estão paradas no País, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Os dados consideram obras financiadas com recursos públicos com base em quatro plataformas de dados oficiais do governo federal. 

“O seguro garantia não consegue atacar os problemas criados pelo próprio Estado. O que percebemos ao longo dos anos é que muitas obras públicas não são concluídas por diversos tipos de dificuldades”, cita Pedro Mattosinho. Entre os problemas estão projetos executivos mal feitos, incompletos ou com erros graves de engenharia; falta de dotação orçamentária adequada; perda de interesse político para seguir com a obra, levando ao represamento dos recursos e consequente interrupção dos trabalhos; contratação de construtoras e empreiteiras despreparadas, sem experiência naquele tipo de serviço ou por preços equivocados; fiscalização de obras ineficiente, dentre outras.

Desde então, muitos especialistas debatem como tornar o seguro garantia um instrumento de proteção viável para todos os interessados. As discussões vão desde a Nova Lei de Licitações até debates como este promovido pela Fator Seguradora sobre a circular 662, que altera dispositivos relacionados ao seguro garantia e acaba com os contratos padronizados, dando liberdade para as seguradoras criarem clausulados mais aderentes para cada cliente e para cada tipo de obra.

Apesar das dúvidas sobre deveres e direitos, é consenso entre os especialistas que o normativo 662 refina as regras e diretrizes do segmento, aumenta a precisão técnica, reforça os mecanismos de transparência, adota redações mais adaptadas à realidade do mercado e reduz significativamente a assimetria de informações entre as partes interessadas no seguro. “O fim do clausulado padrão é positivo. Temos a experiência do passado. Temos de aproveitar os aprendizados para redigir de forma mais simples para ajudar na contratação e ajudar da capilarizarão deste produto”, afirmou Ana Beatriz França Blumer, gerente de seguro garantia na AON Holdings.

Um dos temas mais presentes nas discussões judiciais do seguro garantia contratual é sobre a falta de comunicação, como não avisar mudanças no escopo do contrato ou comunicar o aviso de sinistro por parte do segurado. Isso pode ocorrer quando o segurado modifica o projeto executivo da obra, sem a prévia anuência da seguradora, ou ao incluir novo escopo contratual a cargo do empreiteiro sem o devido ajuste na relação prêmio-risco do seguro ou, sob o pretexto de adiantar recursos sem previsão no cronograma financeiro da empreitada, acaba por aumentar o seu prejuízo e, por conseguinte, a extensão do sinistro. “A seguradora tem de ser informada para decidir se vai continuar no risco. Um contrato que cobre o risco da construção de uma rodovia e depois se transforma na construção de um túnel tem de ser reavaliado”, concordam os participantes.

Cássio do Amaral, do Mattos Filho, alertou que a Susep agora diz que se o segurado deixar de avisar a probabilidade de um sinistro, o fato não significa perda de direito do seguro. “A perda de direito vem da omissão e agravamento de risco e a norma traz a necessidade de materialidade que impacte no risco. Fica difícil para a seguradora alegar perda de direito pois ela passa a ser parte do processo ao acompanhar a obra. Isso fecha a porta para uma das grandes recusas”, informa. Ele explica que a seguradora também é interessada na conclusão da obra, razão pela qual deve ser comunicada para que possa participar da decisão acerca do meio economicamente mais viável para contornar eventuais dificuldades financeiras do tomador ou inadimplementos contratuais no curso das obras.

Outra mudança importante segundo o advogado é como pagar a indenização. Cabe ao segurado dizer como quer ser indenizado: com a conclusão da obra ou com o pagamento da garantia. “E se a seguradora for finalizar a obra, terá de haver um consenso entre tomador e seguradora. Assim como ocorre  no seguro de automóvel. O mais barato determina que o cliente use uma oficina da rede indicada pela seguradora e o mais caro dá livre escolha para consertar o veículo em uma concessionária”, alerta. 

A especialista da AON afirma que o corretor de seguros terá um papel fundamental no seguro garantia para construir uma matriz de risco do contrato e ofertar o negócio no mercado de re/seguros. “Temos de amadurecer muito a subscrição com a nova circular, que vai requerer muita cautela. Ainda não sabemos como as seguradoras vão apresentar seus produtos a partir de 2023. O corretor pode fazer deste processo um momento positivo ao facilitar a leitura das apólices”, disse. 

Mattosinho acrescentou que o corretor e as seguradoras têm um papel fundamental em educar o segurado sobre o que ele pode esperar do seguro. “A seguradora não pode assumir mais riscos que o tomador da obra. Outra iniciativa importante é deixar de lado o jeito brasileiro de deixar tudo para a última hora. É preciso ter o risco mapeado para que possamos amadurecer na subscrição com um clausulado claro e taxas ajustadas para cada situação”. 

Todos concordam que reconquistar o mercado perdido com um produto melhor por si só é uma imensa oportunidade de negócios. Além das obras públicas, que com a Lei de Licitações são obrigadas a contratarem o seguro, o setor tem atualmente um ambiente onde os investimentos privados em infraestrutura são mais volumosos do que os públicos. “É um momento importante para este nicho do setor. Temos muitas dúvidas ainda a serem esclarecidas no tocante a regulamentação e como as seguradoras vão atuar neste segmento. Mas temos muita vontade de desenvolver o seguro garantia como um instrumento importante para os contratados de infraestrutura. No fim do dia, a liberdade econômica de contratação traz essas oportunidades”, avalia o especialista da Fator Seguradora. 

Clique para assistir o webinar.

5ª edição do Insurtech Brasil acontece dia 21 de junho

insurtech brasil 2022

O superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Alexandre Camillo, fará a abertura da 5ª edição do Insurtech Brasil, no dia 21 de junho no Amcham Business Center, em São Paulo (SP). Depois da abertura oficial, Camillo será o primeiro a subir no palco, às 9h10, para falar sob o tema “Susep: a visão do Regulador”. De acordo com ele, a autarquia fará todos os esforços para fomentar e desenvolver mais o mercado brasileiro de seguros, que ainda tem um grande potencial para performar.

“O foco é no desenvolvimento e na estabilidade do setor. Os esforços serão voltados para o consumidor de seguros, promovendo o aumento do acesso aos produtos por cidadãos de todas as classes sociais. Para isso, aumentaremos cada vez mais o diálogo com a sociedade e, também, com o mercado. Nesse sentido, é de grande importância a presença em eventos como o Insurtech Brasil para o desenvolvimento do setor, debatendo as inovações com os participantes do ecossistema”, disse.

Logo após a abertura, também na plenária principal, acontecerá o painel “Cenário econômico atual e o impacto nas insurtech”, que debaterá como a alta dos juros nos EUA estão impactando as insurtech e startups brasileiras. No palco estarão Igor Mascarenhas, CEO da Pier Seguradora, e José Prado, CEO do Insurtech Brasil e diretor da Associação Brasileira de Insurtech.

Na sequência ocorrerá a abertura das exposições Business Hall e Insurtech Hall, que contarão com estandes de 16 empresas apoiadoras do evento.

Após o coffee break, às 11h30, acontecerão três palestras: na sala 1, “De insurtech à CEO de seguradora: o novo perfil da liderança em seguros”, com Sheynna Hakim, CEO da BNP Paribas Cardif. Na sala 2, o tema será “Como financiar uma insurtech – resseguro, venture capital e demais investimentos”, com Michelle Schulman, Head of Strategic Finance da Justos. Já na sala 3 será a vez de Daniel Figueiredo, sócio da Autovist, apresentar “Novas tecnologias e seus resultados em vistoria digital”. 

Por fim, encerrando as atividades da manhã, às 11h50, serão realizados quatro painéis. Na sala 1, “Embedded insurance: tecnologia e a revolução da distribuição”, que será apresentado por Thiago Soares, Stere.io, com moderação de Luiz Carlos Pires, Digital Marketing Manager da Assurant; e “Open insurance como ponto de partida para a inovação em seguros”, tema que terá participação de Rodrigo Ventura, fundador e CEO da 88i Seguradora Digital e Gustavo Leança, Head of Solutions for Insurance da Capgemini, na sala 2.

Na sala 3, Patrick Cardoso, diretor de vendas de Cybersecurity & Data Privacy da Capgemini; Claudio Macedo, co-founder da Bluecyber debaterão “Cyber Insurance e Cybersecurity: um novo negócio com alto potencial de crescimento”, painel que será moderado por Marcel Dorf, CCO da BNP Paribas Cardif. 

Vale lembrar que o Insurtech Brasil conta com o apoio da Sensedia, Innoveo, D1 – Zenvia, Planetun, Suthub, Autovist, GuyCarpenter, fitinsur, Carbigadata, Coover, Guidewire, Onze, Souza Melo Torres, Hannover Re, MAG, Cardif e Bluecyber. Essas e outras informações – como a programação, os palestrantes e as inscrições – podem ser encontradas na página do evento, em https://insurtechbrasil.com/.

Príncipe Charles agradece empenho das seguradoras contra mudanças climáticas

Fonte: Association of British Insurance

Em uma mensagem de vídeo gravada exibida durante a Cúpula de Mudanças Climáticas da Association of British Insurance (ABI) desta semana, o príncipe Charles disse aos participantes: “Certamente não pode haver tópico de conversa mais importante para as seguradoras. E, como muitos de vocês já devem ter notado, há mais de 40 anos que venho tentando chamar atenção urgente para a aceleração das crises de mudança climática e perda de biodiversidade”, citou.

Charles lançou a Iniciativa de Mercados Sustentáveis ​​no ano passado sob o mandato da Terra Carta, e em 2007 clamou para que a ABI estabelecesse o que no final se tornou o programa ClimateWise. “Sou imensamente grato à ABI e seus membros por serem um membro fundador e ativo do programa e por seu apoio a este projeto global.”

Foi no evento de quarta-feira que a ABI apresentou seu roteiro atualizado de mudanças climáticas, que o príncipe elogiou por sua excelência. “Só posso pedir a todos os indivíduos e todas as empresas deste setor que tomem medidas nas quatro áreas estabelecidas no excelente roteiro da própria ABI. Em primeiro lugar, comprometer-se com metas baseadas na ciência e publicar planos de transição. Segundo, usando seu enorme poder como investidores institucionais que poderiam acelerar a transição para formas renováveis ​​de energia”, citou o principe.

Em terceiro, acrescenta Charles, as seguradoras devem condicionar os bilhões que gastam nas cadeias de suprimentos à ação positiva de todos os fornecedores. ‘E, finalmente, ajudar a sociedade a se adaptar – seja por meio da melhor reconstrução com materiais mais resistentes a inundações em residências ou peças de veículos sustentáveis ou inovando com produtos que lidam com as mudanças climáticas”. O príncipe Charles afirmou que a mudança climática só pode ser enfrentada por meio de ação coordenada e unificada, acrescentando que organizações como a ABI, devido aos seus poderes de convocação, são de vital importância.

“O setor de poupança e seguros de longo prazo está comprometido em desempenhar um papel central na corrida para o carbono zero, mas precisamos puxar o freio de mão”, declarou o chefe do Phoenix Group, Andy Briggs, que preside o comitê de mudança climática do conselho da ABI. “Não há tempo a perder para fazer as mudanças necessárias que podem desbloquear a oportunidade única na vida de impulsionar o investimento que pode reduzir as emissões e gerar crescimento em todo o país.

“Uma reforma significativa nas estruturas de investimento e no regime regulatório, incluindo Solvência II, é essencial para que nosso setor possa turbinar o investimento na infraestrutura verde de que precisamos urgentemente. Se conseguirmos implementar essas estruturas – apoiadas por melhores sistemas de planejamento, dados transparentes e políticas mais claras sobre mudanças climáticas – podemos colocar o pé no acelerador ainda mais.”

Foi destacado que o setor de seguros gerais e poupança de longo prazo do Reino Unido está fazendo progressos significativos na definição de metas transparentes de carbono zero e na adesão à campanha “corrida para zero” das Nações Unidas.

Timothy Sweeney assume como CEO da Liberty Mutual

CEO liberty mutual

O conselho de administração da Liberty Mutual nomeou Timothy M. Sweeney, atualmente presidente, como CEO a partir de janeiro de 2023. Sweeney, que se tornará membro do conselho imediatamente, está na seguradora há quase 30 anos e será o 10º CEO em sua história de 110 anos, disse a Liberty Mutual. Ele substitui David H. Long, que atuará como presidente executivo da empresa no conselho. No grupo há 37 anos, Long foi nomeado presidente em 2010, CEO em 2011 e presidente do conselho em 2013.

Long foi responsável pelo crescimento da Liberty Mutual, hoje a sexta maior seguradora global de Property & Casualty. Em julho de 2021, a Liberty Mutual anunciou a aquisição do State Auto Group, adicionando US$ 2,3 bilhões em prêmios, tornando-se a segunda maior operadora no canal de agentes independentes. O negócio foi fechado em março. Outras aquisições importantes durante o mandato de Long como CEO incluíram Ironshore, AmTrust Financial Services e AmGeneral. Em 2018, a Liberty Mutual vendeu sua unidade de seguro de vida.

“Tenho a honra de ser nomeado o próximo CEO da Liberty Mutual Insurance, a partir de janeiro de 2023”, comentou Sweeney em sua página no LinkedIn. “Esta é uma tremenda honra e uma responsabilidade que não tomo de ânimo leve. Fornecer proteção para o inesperado e entregá-lo com cuidado tem sido a essência de quem somos nos últimos 110 anos. E é essa promessa e a crença de que o progresso só pode acontecer quando as pessoas se sentem seguras que me guiam – e meus 47.000 colegas da Liberty – todos os dias”, escreveu.

Citou ser profundamente grato a David Long. “Ele tem sido um tremendo mentor, modelo e amigo. Sob a liderança de David, a Liberty cresceu e se tornou a sexta maior seguradora global de propriedades e acidentes, construindo forte força e impulso financeiro, ao mesmo tempo em que posiciona estrategicamente a empresa em mercados-chave com grandes aquisições. Ele está focado na principal transformação Ambiental, Social e de Governança (ESG) da nossa empresa e melhorou a vida dos mais vulneráveis ​​da comunidade. Estou profundamente grato a David, nosso Conselho de Administração e toda a comunidade Liberty Mutual por sua confiança e apoio e estou ansioso para construir nosso grande sucesso ao iniciarmos juntos este próximo capítulo do futuro da empresa.”

SulAmérica figura entre “As Marcas Mais Valiosas do Brasil 2022”

 Fonte: SulAmérica

Na manhã desta sexta-feira, a SulAmérica entrou no ranking das marcas mais valiosas do Brasil. Criado em 2003, o prêmio reconhece 50 marcas brasileiras com base em dois critérios: ser forte nas mentes e nos corações dos brasileiros e gerar uma percepção de valor substancial a seus acionistas. 

A premiação, organizada em parceria com o grupo WPP, Superunion e TM20, reuniu executivos das empresas para celebrar os vencedores de cada categoria.  

A SulAmérica está há três anos consecutivos entre as marcas mais valiosas do Brasil também no ranking publicado pela Interbrand. 

Propósito de marca 

A SulAmérica acredita no cuidado com a Saúde Integral das pessoas. E esse é um conceito proprietário da companhia que engloba um olhar 360º para a saúde física, emocional e financeira.  

O conceito de Saúde Integral da SulAmérica começou em 2020 e ganhou, em 2021, uma campanha disruptiva, “A Geração Saúde Integral”, com foco em uma geração composta por diferentes idades, mas que se une na preocupação em cuidar do corpo, da mente e das suas finanças. 

Esse posicionamento inclui levar a experiência do cuidado integral com a saúde para clientes e beneficiários, com foco no propósito de melhorar a vida das pessoas, por meio de um amplo e diversificado portfólio de produtos e serviços de Saúde e Odonto, Investimentos, Vida e Previdência. 

ARTIGO: a importância do ESG para o desempenho financeiro das empresas

Por Thiago Tristão, VP de Riscos Corporativos da MDS Brasil e CEO Brasil da MDS Reinsurance Solutions

Embora relativamente recém-iniciado no Brasil, o tripé ESG (em português, ASG – Ambiental, Social e Governança) foi cunhado em 2004, pelo Pacto Global da ONU em parceria com o Banco Mundial. No relatório Who Cares Wins (Quem se importa, vence), era estabelecido o objetivo de integrar práticas mais sustentáveis ao mercado de capitais. 

Neste momento, foi definido que o mercado financeiro tem um papel essencial na sustentabilidade ao incentivar e financiar boas práticas, tornando de bom gosto o olhar para estas questões tão urgentes na sociedade.  Desde então, empresas com políticas ambientais e sociais ganham maior destaque para agentes reguladores e investidores, fortalecendo suas instituições enquanto engajam causas importantes.


Impacto do ESG no resultado das companhias –
Durante a Brokerslink Conference 2022, que aconteceu no Porto, o ESG esteve em voga. A conferência, que se deu em Portugal, nos dias 25 a 27 de maio, reuniu mais de 300 líderes de todo o mundo da área de Seguros, Resseguros e Gestão de Risco e chamou a atenção para o painel “Profitable Caring”, liderado pelo CEO do Grupo Ageas Portugal, Steven Braekeveldt. Em seu discurso, o líder reiterou que “não há nada de errado em ganhar dinheiro. É tudo sobre como você ganha dinheiro. Não há nada de errado em querer ter poder. É o que você faz com esse poder que pode fazer a diferença”. E este é, de fato, um dos pensamentos que se encontram no alicerce da discussão em questão.

Segundo levantamento[1] feito pelos estudiosos Eccle, Ioannou & Serafeim (2014), desde 1990, as 90 companhias analisadas que adotaram políticas ESG performaram melhor no mercado acionário e tiveram melhores resultados financeiros, em comparação às que não estavam alinhadas com as práticas orientadas por essa tríade. Outro trabalho[2], dessa vez dos autores Shan, Fu & Zheng (2016), comprovou que empresas com maior igualdade de gênero corporativa apresentam melhores índices de produtividade no trabalho e, consequentemente, elevam seu retorno acionário. Para os estudiosos, há uma correlação entre abraçar políticas de diversidade e reter mais funcionários talentosos, elevando também a criatividade.

Para investigar a relação entre ESG e desempenho financeiro, verificando se essas performances estão ou não associadas a políticas ambientais e sociais, Friede, Busch & Bassen[3] (2015) analisaram mais de 2 mil estudos sobre o tema. A partir da investigação, constataram que 90% afirmam que “há correlação neutra ou positiva entre fatores ASG e desempenho financeiro, sendo que 63% evidenciam que existe correlação positiva […] e apenas 8% encontraram correlação negativa”. 

O papel das soluções de riscos e seguros

Neste cenário, o Relatório de Sustentabilidade 2020 da Susep demonstrou que 90% das empresas levam em consideração as concepções do ESG, mas apenas 40% delas incluem critérios de sustentabilidade na gestão de seus investimentos, processo e aceitação de riscos. Os números não surpreendem, afinal, a mobilização do universo do Risk Management em torno desse tema é, de certa forma, recente. A CNseg, inclusive, é um dos primeiros órgãos do segmento a tomar a frente e apoiar um estudo sobre riscos Ambientais, Sociais e de Governança junto aos pesquisadores do Programa de Planejamento Energético da Coppe e da Coppead da UFRJ. A pesquisa, que tem ênfase em riscos climáticos, terá seus resultados revelados por meio de um artigo científico esperado para meados do segundo trimestre de 2022.

Na vanguarda desse mindset, a CNseg tem aberto os olhos de seguradoras e corretoras para ameaças que já estavam sob sua alçada, mas, até então, eram tratadas e mitigadas de forma isolada através de seguros como Riscos Ambientais, Seguros Paramétricos, Danos e Responsabilidades, D&O, E&O, Cyber Risks e outros. Neste novo contexto, o ideal é que cada um desses conceitos seja enquadrado em um modelo macro de gestão que contemple também as questões correlatas a eles, tais como transparência e ética corporativa, bem-estar dos colaboradores, longevidade da população, proteção à biodiversidade e ao ecossistema, e muito mais. É chegada a hora de criar um banco de dados mais holístico e capaz de gerar insights ricos para a sociedade, e não apenas indicadores focados em prêmios segmentados sob administração.

Referências

[1] Estudo “The Impact of Corporate Sustainability on Organizational Processes and Performance”. Na íntegra em: https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1964011

2 Estudo “Corporate Sexual Equality and Firm Performance”. Disponível em: https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2873851

3 Estudo “ESG and financial performance: Aggregated evidence from more than 2000 empirical studies”. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/287126190_ESG_and_financial_performance_Aggregated_evidence_from_more_than_2000_empirical_studies

FF Seguros premia os times vencedores do hackathon de inovação

inovation school
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Fonte: FF Seguros

Uma verdadeira maratona. Essa é a melhor forma de descrever o 1ª Hackathon de Inovação organizado pela FF Seguros, realizado entre os dias 3 e 5 de junho passado. Durante a jornada FF Hack, mais de 200 pessoas foram distribuídas em 25 times, compostos por indivíduos com conhecimentos variados, como programadores, designers gráficos, gestão empresarial e outros especialistas em tecnologia, com objetivo de desenvolver soluções inovadoras para o segmento de seguros.  

Foram selecionados três desafios (# Eco Parking, Leitura de Documentos de Seguros (OCR) e Verificação do Estado de Conservação de itens Segurados), os quais foram lançados às equipes participantes para construir uma rota de inovação para os próximos três anos, visando tornar a FF Seguros referência em seguros para as pessoas físicas e jurídicas. O evento foi on-line e os grupos trabalharam durante mais de 50 horas diretas suportados por uma plataforma digital própria para a realização do hackathon e apoiados por 15 mentores que estiveram à disposição dos participantes para sanar dúvidas.

Na noite de ontem (9/6), a FF Seguros organizou uma nova live onde apresentou os quatro times vencedores dos desafios selecionados por um corpo formado por nove jurados, todos executivos da seguradora. O grande vencedor do FF Hack foi o Grupo Datasurance por ter apresentado a solução mais completa entre todos os demais grupos. Já os vencedores dos desafios foram: 1º Desafio: # Eco Parking – Time Bike Locker; 2º Desafio: Leitura de Documentos de Seguros (OCR) – Time Lê Bot; 3º Desafio: Verificação do Estado de Conservação de itens Segurados – Time Seguroaê.

O presidente da FF Seguros, Bruno Camargo, participou da cerimônia de entrega dos prêmios aos grupos vencedores e afirmou que todos os projetos trouxeraminsites muito interessantes e chegaram a surpreender pelo pouco tempo que os times tiveram para desenvolver suas soluções. Segundo ele, a indústria de seguros nacional representa cerca de R$ 900 bilhões e possui uma baixa penetração de mercado – apenas 3% do PIB, enquanto em outros países o seguro já tem uma penetração bem superior.

“O mercado securitário é uma excelente oportunidade para esses times tecnológicos focados em inovação. Isso porque a nossa indústria está atrasada, desconectada da tecnologia e temos muito a aprender com vocês”, destacou Bruno Camargo, acrescentando ser esse o modelo de negócio que a FF busca: trabalhar em uma plataforma colaborativa e inovadoras no campo do seguro, seja para o mundo corporativo como do varejo. “Tenham a certeza de que faremos outras maratonas de inovação. Esse foi o primeiro de uma série de hackathons. Adoramos a experiência e vamos repetir”, completou o presidente da FF Seguros.

Eduardo Pitombeira, head de Canais Digitais da seguradora, disse que o nível de discussões entre os times foi de altíssimo nível, ressaltando o interesse, força motivacional e capacidade de foco dos grupos durante todo o fim de semana.  Pitombeira disse que é isso que a FF busca, pois a companhia acredita na inovação aberta para atingir o seu objetivo de crescimento.

A mesma opinião manifestou a jurada do FF Hack, Isabel Alves Azevedo, Chief Human Resources (CHR) da companhia. ”Parabéns aos participantes e agradeço a confiança deles na FF Seguros. Cumprimento também todos os mentores, responsáveis por manter acesas as ideias dos times e pelo alto padrão dos projetos. Na mesma linha, a jurada Carolina Cardoso, gerente de TI da seguradora, apontou a qualidade dos grupos que apresentaram projetos baseados em ideias inovadoras, tendo superado todas as expectativas.

MetLife e Banco Mercantil firmam parceria para oferecer planos odontológicos a público sênior

Fonte: MetLife

A MetLife e o Banco Mercantil do Brasil, 5º maior banco em pagamento de benefícios a aposentados e pensionistas do INSS, acabam de anunciar parceria para distribuição de planos odontológicos nos mais de 300 pontos de atendimento e nos canais digitais como aplicativo e WhatsApp. Com mais essa parceria, a MetLife amplia sua presença em instituições financeiras, oferecendo planos que possibilitam a entrega de serviços diferenciados e com foco no bem-estar e saúde de seus clientes, além de possibilitar a distribuição nas cinco regiões do País, com mais de 22 mil profissionais credenciados. 
 

Os planos odontológicos da MetLife serão oferecidos aos quase cinco milhões de clientes do Banco, em sua maioria público 50+, e cobrem mais de 190 procedimentos, entre eles: limpeza, extração dental, tratamentos de canal, obturação, colação ou manutenção de próteses. Uma pesquisa feito pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) revelou que 9 entre 10 brasileiros acham muito importante visitar o dentista regularmente, e destes, 72% vão à consulta ao menos uma vez ao ano.

“Estamos animados pela parceria com o Banco Mercantil, não só pela relevância que a instituição tem junto ao público 50+, como também pela oportunidade de darmos acesso aos nossos planos odontológicos a clientes de todas as idades. Ter um plano odontológico com coberturas e benefícios para a prevenção e tratamentos, que levam mais saúde e bem-estar, permite uma qualidade de vida diferenciada às pessoas, o que nos deixa muito orgulhosos”, completa Marcelo Tomei, diretor comercial da MetLife Brasil. 

Nilton Molina e Fernando Mota são destaque do Programa Seguro 

Fonte: MAG

A história de 60 anos de amizade, parceria, negócios será o tema do Programa Seguro deste domingo, com exibição pela TV Gazeta. Nilton Molina, presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros, e Fernando Mota, conselheiro da seguradora, falarão de sua dedicação ao desenvolvimento do mercado segurador nacional. 


Os executivos, que são referência no mercado, contaram ao âncora do programa e presidente do Sincor-SP, Boris Ber, como se conheceram e, juntos, construíram uma das maiores seguradoras independentes especializada em seguro de vida do país: a MAG Seguros. 

Durante a entrevista, Molina e Mota também traçaram uma expectativa em torno do futuro do setor, que tem apresentado uma significativa curva de crescimento na última década e foi potencializado pela pandemia. 

O programa especial com Nilton Molina e Fernando Mota vai ao ar neste domingo, a partir das 20h30, na TV Gazeta.

SulAmérica amplia campanha de desconto do seguro viagem com cobertura para Covid-19

Fonte: SulAmérica

Para garantir mais proteção a um maior número de pessoas que planejam retomar suas viagens, a SulAmérica prorrogou e ampliou a oferta: as opções com coberturas adicionais para eventos relacionados à Covid-19 voltaram, e contam com 50% de desconto, válidos até julho de 2022.

O Seguro Viagem da SulAmérica com extensão para Covid-19 é o produto mais completo do mercado, o único com 11 coberturas em viagens nacionais e internacionais, que incluem despesas médico hospitalares e Odontológicas, farmacêuticas, prorrogação de estada, retorno do segurado e acompanhantes, menores, acompanhante em caso de hospitalização prolongada, hospedagem de acompanhante, traslado médico, regresso sanitário e funeral.

O Seguro Viagem da SulAmérica vem sendo bastante procurado por conta do reaquecimento do setor do turismo, sobretudo nesses últimos meses. Mesmo com a reabertura, a proteção contra quaisquer eventualidades relacionadas a Covid-19 continua relevante.