A TEx, insurtech especializada em soluções online para o mercado segurador, divulga os números de maio do IPSA – Índice de Preços do Seguro Automóvel. O estudo aponta a variação mensal dos preços do seguro auto de acordo com gênero, região, faixa etária, perfil do segurado, idade do veículo, gráfico com as variações mensais do Índice, e o Ranking do Carros mais cotados pelo TELEPORT, plataforma de gestão e MultiCálculo da TEx. Para baixar o IPSA completo acesse o link.
De acordo com o IPSA, o índice de maio apresenta aumento de 4,9% se comparado ao mês anterior.
Genildo Dantas, gerente de inteligência de dados da TEx, ressalta que o valor médio do seguro auto segue movimento contínuo de alta desde outubro do ano passado. “Com o índice conseguimos notar que houve um crescimento de 28% no período de sete meses. Muito pelo fato de desarranjo do mercado automotivo, bem como do aumento expressivo dos furtos e roubos de veículos”.
O estudo da TEx também traz informações quanto a evolução pelas faixas de valor do veículo. Para veículos com valor superior a R$ 80 mil o aumento chega a quase 40% nos últimos 7 meses.
Ao analisar a região metropolitana, Genildo Dantas destaca o Rio de Janeiro como local que possui o seguro mais caro do Brasil. “Se compararmos com Curitiba, o seguro no Rio de Janeiro é em média 57% mais caro”.
Já em relação ao ranking dos carros mais cotados pelo TELEPORT, o Chevrolet Onix segue na liderança com volume total de 12,3%, seguido por Hyundai HB20 com 9,7%. Vale lembrar que o top 10 dos carros mais cotados representa 63,3% do total de automóveis cotados no mês de maio.
A operadora de saúde Care Plus e o Banco Original acabam de selar uma parceria para disponibilizar planos odontológicos diretamente na Original Store, plataforma de benefícios da instituição. O preço do plano básico é de R$ 44,90 e pode ser adquirido facilmente no portal de e-commerce exclusivo do banco, que reúne ofertas de mais de 230 parceiros, e condições especiais para clientes do Original.
“A parceria com a Care Plus está alinhada ao objetivo do Original de não apenas facilitar e centralizar a vida financeira do cliente, mas também de disponibilizar ofertas e soluções cada vez mais personalizadas, respeitando sua liberdade de escolha. Somos o primeiro banco a firmar parceria com a operadora e isso mostra o diferencial do Original e da Original Store”, afirma Vinícius Neves, head da Original Store.
Com quase 7 milhões de clientes distribuídos em todo o território nacional, o Original disponibilizará os produtos da operadora em condições especiais. “Esperamos posicionar a marca Care Plus em odontologia em novos mercados e expandir consideravelmente a nossa base de clientes ainda em 2022”, diz Caio Abdalla, diretor comercial da Care Plus.
Finalmente, a palavra da moda entre os jovens capazes de atrair milhares de dólares, euros e reais para o setor de seguro deixou de ser “disrupção” para ser “vamos juntos”. Do outro lado, seguradoras e corretores tradicionais priorizam acelerar a inovação, mesmo que isso signifique reduzir, um pouco, a lucratividade, para conquistar consumidores mais jovens. Como disse Nuno David, diretor comercial da MAG Seguros, não faz mais sentido questionar se a tecnologia serve o negócio ou faz parte do negócio. “Isso é uma discussão acadêmica. Zero relevância no dia a dia das operações. Nada se faz sem tecnologia hoje”, argumentou no painel “API, a integração do ecossistema”, no evento Insurtech Brasil, realizado em São Paulo em junho.
A 5ª edição do Insurtech Brasil reuniu cerca de mil visitantes ao longo do dia. O evento contou com quase 20 horas de conteúdo, distribuídos em 15 painéis e quatro palestras, apresentados por 45 especialistas diferentes. Entre os conferencistas estavam executivos e representantes de startups, seguradoras, empresas de tecnologia, reguladores, distribuidores, prestadores de serviços e demais agentes da cadeia, além de autoridades, como Alexandre Camillo, superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
A pandemia mostrou que a venda virtual é inerente aos negócios de seguros. Significa que seguradoras e corretores têm de ser digitais para atender o consumidor que paga conta, investe, pede comida, ouve musica, chama o taxi, aluga casa, compra viagens e pesquisa seguros na palma da mão. E quer também acompanhar seu pedido de guincho ou indenização pelo aplicativo. Mas se tiver problemas, quer falar com um humano. Simples assim.
A disrupção ao setor foi trazida pela tecnologia inserida no mundo e não por desbravadores. E neste cenário, as seguradoras tradicionais e os corretores avançam por uma questão de mudança cultural e não porque uma leva da geração entre 30 a 45 anos decidiu mudar radicalmente o setor de seguros. Os jovens tem uma mente mais aberta para a tecnologia e viram a oportunidade de ganhar dinheiro com o setor e se tornarem um dos tantos bilionários que a Forbes hoje exibe no ranking anual. Mas, para isso, precisam tanto das seguradoras como dos corretores. Aqui e no mundo.
Segundo a empresa de análise CBInsights, os aportes globais em startups de todos os setores totalizara US$ 143,9 bilhões, queda de 19% em relação ao trimestre anterior, maior perda sequencial em quase uma década. O que resulta em demissões em massa e exige remodelação dos projetos. Uma realidade gerada pela alta de juros promovida por diversos bancos centrais para conter a inflação. Para os donos do dinheiro vale mais a pena deixar aplicar em investimentos mais seguros, como títulos do tesouro e outras aplicações indexadas às taxas de juros, do que arriscar em uma startup, que apresenta risco muito maior.
Números apresentados por Alexandre Camillo, titular da Susep, sinalizam que o prazo de maturação e uma insurtech leva em conta ter um bom plano de negócios e não apenas disrupitivo. As 10 insurtechs em operação foram responsáveis por vendas de R$ 47 milhões em prêmios, com 830 mil apólices comercializadas, com tíquete médio de R$ 57. De acordo com fontes que fazem parte destas insurtechs, praticamente a totalidade das vendas vem da Pier Seguros, a primeira a deixar o ambiente do Sandbox da Susep. E que tem entre seus sócios e investidores profissionais +60 e com vasta experiência no setor de seguros.
Do outro lado, as seguradoras tradicionais comemoram o crescimento das vendas. Somente no primeiro trimestre deste ano, o setor registrou faturamento de R$ 82,1 bilhões, avanço de 15,4%. As seguradoras registradas em bolsa, obrigadas a divulgar o balanço trimestral, informaram que as vendas foram estimuladas pelas facilidades trazidas pela tecnologia e produtos mais enxutos para atender uma população com orçamento apertado. O lucro, que registrou queda em 2021 impactados pelas indenizações relacionadas ao Covid-19, já volta a subir com a ajuda da Selic a 13,25% ao ano, segundo dados da Susep consolidados pela consultoria Siscorp.
Isso comprova que neste segmento não ganha quem faz mais alarde e sim quem mais entende do negócio de seguros e dos novos hábitos do consumidor. A Porto, sempre tida como uma seguradora mais cara pelos serviços que presta, comemora o avanço das vendas do seguro de auto básico. Também se associou a startup como PetLove para crescer no mundo animal. A Prudential, considerada seguradora de elite, fez parceria com o Mercado Pago para entrar no segmento de seguro de vida massificado, com preços a partir R$ 9,90.
Os consumidores jovens estão de olho nos beneficios. Uma amiga que mora em Londres, onde estive recentemente, me disse: vamos andar duas horas porque eu preciso ganhar desconto da Vitality. Trata-se da insurtech parceria da Prudential que dá beneficios para os clientes com hábitos saudáveis da seguradora. Fez esporte, ganha. Comprou comida saudável, ganha. Obteve melhoras nos exames médicos, ganha pontos, que podem ser revertidos desde um simples café na rede Costa, como desconto na compra de um Apple Watch, ou aumento do capital de vida segurado como também desconto no valor do preço do seguro.
Ai perguntei para a amiga: enfim comprou um seguro de vida? E ela: não. Comprei o Vitality, que também me dá um seguro de vida. E eu: não. Você comprou um seguro de vida que tem como parceiro uma empresa sul-africana que chamada Discovery, que criou o Vitality. Ela gerencia um ecossistema de descontos para te estimular a cuidar da saúde. Mas na cabeça da amiga ela comprou um pacote de benefícios, pois não precisa de seguro de vida. Não tem filhos ou pets. E a hipoteca do imóvel já conta com um amplo plano de saúde público. O que demostra como é importante conhecer o consumidor.
Além da Vitality, o Brasil conta com outra parceria entre insurtech e seguradora. A chilena Betterfly com a Icatu Seguros. Luciano Snel, CEO da Icatu, era um dos poucos CEOs de seguradoras presente no evento. “Vim para olhar, aprender, ter insights, fazer contatos. Há muitas oportunidades de negócios e precisamos estar sempre presentes para agregar valor ao negócio”, comentou. E fez questão de mostrar os benefícios que já conquistou por práticas saudáveis. Abriu o celular no app da Betterfly e disse: veja só quanto já aumentei o capital de meu seguro de vida por praticar esportes! Realmente encorajador cuidar da saúde para cuidar das finanças. Um argumento e tanto para convencer qualquer investidor a comprar uma proteção financeira.
No segmento de corretores, uma das parcerias mais comentadas no evento era a Avita. A plataforma faz a intermediação entre seguradoras e grandes empresas em busca de seguro garantia. Divulgou recentemente que o volume de apólices emitidas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2021 cresceu 86%. A plataforma funciona como um marketplace conectado a 15 grandes seguradoras no qual as empresas pesquisam produtos de forma online, como as apólices de garantia judicial, que substituem cauções, depósitos judiciais em dinheiro ou fianças. A emissão da apólice é automática e leva 30 segundos, segundo o CEO. A plataforma também permite às empresas gerir todas as apólices em um único diretório. Segundo a Avita, a corretora conta com mais de 300 clientes, entre eles os pesos pesados Cosan, Burger King, Gerdau e Itaú.
Um sentimento explicito em todas as conversas era que conhecer o consumidor é o alvo neste ano. Um ato onde todos saem ganhando. “Na MAG investimos muito em tecnologia. Nossa jornada começou há alguns anos e hoje temos tecnologia embarcada para nos conectarmos a um amplo ecossistema de APIs. Criamos conteúdo com palavras chaves, publicamos nas redes sociais para gerar pesquisa orgânica. Jogamos isso no algoritmo, num processo de tokenizado. E o resultado é: O Antonio tem 40 anos, é casado, tem carro, renda xis, casa quitada e precisa de um capital de seguro yxz. Conseguimos saber o que o consumidor precisa, quais os argumentos que ele tem para recusar a compra e quais os argumentos que o corretor pode apresentar para efetivar a venda. Temos um imenso potencial de crescer em seguro de vida de todos os tipos. Precisamos seguir adiante, sem perda de tempo com discussões que não agregam ao negócio, e ter o cliente no centro da nossa estratégia. Sempre”, afirmou Nuno David.
Mas uma sinalização do clima “vamos juntos” foi observar o assédio a um dos participantes do evento Insurtech Brasil. Ciro Gonzales, da Munich Re Venture, observada todos sem perceber que cada passo seu era acompanhado por um grupo de empreendedores em busca de capital. Gonzales atuou com um olheiro, daqueles de clubes de basquete dos EUA, que buscam talentos. A política do braço de investimentos da resseguradora é trazer o equilíbrio para os negócios. A Munich Re Ventures, assim como outras resseguradoras como a Swiss Re, buscam apoiar as vendas de seguros digitais. Em alguns casos entram no negócio, para sair após a maturação.
A resseguradora alemã é uma investidora estratégica e financeira experiente, trabalhando em todo o mundo para apoiar a próxima geração de tecnologias e modelos de negócios disruptivos. Segundo o grupo, empresas disruptivas criam novos riscos ou desenvolvem novas formas de gerenciar riscos. “Estamos posicionados de forma única para ajudar as empresas de nosso portfólio a lidar com o risco, fornecendo capital, orientação ao conselho, conexões com a indústria e investidores, orientação e suporte operacional e conhecimento técnico”.
Já a resseguradora suiça criou a iptiQ, que busca dar acesso ao seguro para os consumidores, ajudando-os a comprar o seguro de que precisam mais rapidamente – de maneiras mais diretas e convenientes. O modelo de negócios baseia-se na formação de parcerias de longo prazo com seguradoras, mediadores de seguros, bancos e marcas líderes de consumo. O iptiQ fornece produtos de seguro de vida e não vida, dados e uma plataforma digital avançada de ponta a ponta, para que os parceiros possam oferecer experiências multicanal aos clientes, com máxima eficiência e mínimo barulho.
E isso envolve que o produto criado agregue valor além de ser moderno. Tem de caber no bolso do consumidor, mesmo num cenário de juros alto, desemprego e endividamento da população. Sempre bom mencionar que antes de comprar seguro, o brasileiro vai priorizar a moradia, a saúde, a educação e pagar as dividas. Segundo a Serasa Experian, em abril o indicador de inadimplência alcançou o número recorde de consumidores com o nome no vermelho: 66.132.670, para dívidas de R$ 271,6 bilhões. Pouco menos de um quarto da população do país. Se tirarmos crianças, isso fica ainda pior.
Num cenário deste, não adianta ofertar produtos complexos e caros. E nem produtos baratos, sem uma proteção adequada. Um exemplo é o seguro celular. Fiz uma pesquisa para roubo e furto recente para um Iphone 13 Pro, 262gb, sem olhar para franquia e carência. Apenas para ter noção de preço, que era o ponto chave na contratação. Na Porto, R$ 123,31 por mês. Na insurtech Pier, R$ 128,00. Na operadora Claro, R$ 60,00. No Itaú, R$ 20,00 no produto bolsa protegida, que indeniza tudo o que está na bolsa, até o valor de R$ 10 mil.
Para o consumidor o que vale é se cabe no bolso e se ele entendeu bem as regras, o que mostra a relevância não só de preço como no atendimento ao cliente. Tem de ficar bem claro o que ele está comprando, o porque da diferença de preço, clareza nas coberturas, franquias e carências e o percentual de comissão pago ao canal de distribuição do produto. Como disse um dos palestrantes, tem de deixar claro que se entra numa concessionária para comprar um Fiat, vai receber um Fiat e não um Mercedes Benz. Se o negócio é concretizado, mais um cliente para o setor. Se não cumprido, um a mais para aumentar a resistência às propostas enviadas por qualquer seguradora, insurtech ou corretor.
Outro sentimento reinante entre os mais de 1 mil participantes presentes no evento Insurtech Brasil foi o otimismo com o apoio da regulamentação para facilitar o dia a dia dos processos de criação e vendas de seguros. Muitos temiam que o legado positivo gerado pela gestão anterior da Susep, com Solange Vieira, não fosse mantido. Mas Camillo tem mostrado que irá se manter no longo prazo, com algumas correções de rota.
Com essa certeza, fica ainda mais fortalecido o sentimento de “vamos juntos”, com seguradoras, insurtechs, Big techs, corretores e o próprio regulador pensando em maneiras de trabalhar toda a cadeia de seguros, comentou o head de soluções de seguros da Capgemini, Gustavo Leança, presente no evento. Segundo empreendedores entrevistados pelo Sonho Seguro, este cenário amigável mantém o interesse dos investidores. Porém, algumas rodadas de investimentos previstas estão suspensas diante do aumento da taxa de juros e outras tiveram os valores previstos inicialmente reduzidos. “Antes os investidores tinha apetite para crescer mesmo sem lucro. Mas agora a atenção ao caixa é prioritária e, em outras palavras, isso significa crescer mais devagar ou mudar o escopo do negócio”, disse um CEO de insurtech que pediu anonimato.
O Brasil segue como sendo um dos primeiros a implementarem o Open Insurance, com um prazo um pouco mais flexível. Produtos competitivos se destacam no setor, como o exemplo do seguro celular e beneficios em vida para os seguros que antes serviam apenas para a morte. E são essas inovações, atreladas a competição, que mudam tudo. Ganham aqueles que mais convencerem os investidores que estão empenhados em agradar quem realmente manda nesta relação: o consumidor. Ele não perdoa quem o engana. E agradece, com a fidelidade, quem o ajuda quando mais precisa.
Por Marcelo Ferreira, Diretor de Relacionamentos da MDS Brasil
Se pararmos para pensar, toda uma conjuntura se alterou. Passamos anos de preocupações constantes com nossa saúde, alteramos muitos hábitos e mudamos nossa maneira de viver- tudo em prol do zelo por nosso bem-estar e daqueles que amamos. É natural, então, pensar que essa ânsia por proteção pudesse se estender para muitos que vivenciaram, pela primeira vez, o sentimento de temor pela própria saúde. E o mercado de seguros sentiu na pele esse movimento.
Como uma das principais corretoras do país no segmento de Seguros, Resseguros, Gestão de Benefícios e Consultoria de Riscos, a MDS viu em sua própria gama de clientes e parceiros um reflexo do que ocorria internacionalmente: no Brasil, assim como em todo o globo, assistimos a procura por seguros de vida e saúde crescerem rapidamente, já que este passou a ser visto por muitos como uma alternativa mais concreta para garantir o futuro de suas famílias diante de uma possível nova crise ainda vindoura. Já nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 1 a cada 4 novos clientes de seguradoras adquiriram esse produto pela primeira vez em virtude da pandemia.
Por aqui, nós enxergamos nisso uma necessidade: por mais desagradável que seja para alguém refletir e se preparar para um futuro pessimista, como o próprio falecimento ou adoecimento, é necessário que existam instituições capazes de acolher essas angústias e fornecer a melhor solução para esse novo público.
Clientes antigos, novos comportamentos
A Brokerslink Conference 2022 foi pautada, essencialmente, pelas novidades, mudanças, tendências, demandas e comportamentos de consumo que derivam dos últimos conflitos e crises enfrentadas. A conferência, que se deu no Porto, em Portugal, nos dias 25 a 27 de maio, reuniu mais de 300 líderes de todo o mundo da área de Seguros, Resseguros e Gestão de Risco e, juntos, os executivos somaram suas visões e percepções de como os clientes têm expressado suas novas formas de enxergar o mundo por meio das coberturas e proteções que demandam.
Conforme discutido, além de uma nova leva de pessoas que procuraram por seu primeiro seguro após o contato com a Covid-19, nossos clientes antigos também demonstraram ter novas preocupações. Segurados que pertenciam exclusivamente à carteira do dominante seguro patrimonial passaram a procurar pelo seguro de vida com o mesmo ímpeto e urgência.
É justamente nesse cenário que entra o trabalho do cross-selling. Em cenários como esses, torna-se ainda mais clara a necessidade de compreender o cliente, acompanhar de perto suas novas demandas e ofertar novos produtos atrelados a outras unidades de negócios. Nessa perspectiva, a segmentação e a unilateralidade das carteiras caem por terra em nome do compromisso de disponibilizar ao segurado soluções mais plurais e complementares entre si.
Adaptação ao híbrido e ao multiformato.
Do dia para a noite, nos tornamos digitais. O investimento em consultas digitais, automatização dos processos e um suporte à distância fazem toda a diferença em uma sociedade que cada vez mais caminha para uma realidade híbrida. Acreditamos fortemente que a procura presencial para exames, cadastros, e consultorias voltará a ser parte forte e majoritária em nosso ramo. Entretanto, independente da possibilidade de retornar ao ambiente físico, sabemos que parcelas significativas de nosso público escolherão continuar sendo atendidos à distância, pela comodidade do método. E é nosso dever, então, nos prepararmos para continuar a oferecer um suporte eficaz e uma experiência satisfatória dentro desse escopo.
Tão importante quanto, é manter a observação apurada e a escuta ativa. Observar as mudanças no mercado, as alterações comportamentais e mapear através de levantamentos em que áreas fortalecer determinados tipos de produtos é vital. Por mais que enfrentemos diversas mudanças drásticas ao longo dos próximos anos, não devemos jamais perder o foco do nosso principal insumo: a necessidade de proteção inerente ao setor securitário e de corretagem.
As contratações de seguro de vida nunca foram tão significativas no país. Dados recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que esta modalidade de seguro arrecadou R$ 6,19 bilhões nos três primeiros meses do ano, um crescimento de 18,2% em comparação ao mesmo período de 2021.
É neste cenário que a Klimber vem ampliando sua operação no país. Líder no desenvolvimento de canais digitais para plataformas de seguros no modelo MGA, da sigla em inglês para Managing General Agent, a insurtech é responsável pela tecnologia que viabiliza a compra de seguros de vida digitais pelo aplicativo Mercado Pago, carteira digital do Mercado Livre, com benefícios 100% online, personalizados e imediatos.
A insurtech, fundada por Julian Bersano em 2018, na Argentina, foi pioneira ao criar o primeiro seguro de vida digital da América Latina. Com uma infraestrutura totalmente automatizada, oferece produtos de seguros de vida, acidentes pessoais e assistências. No país, a operação é conduzida por Cristiano Saab, executivo com mais de 25 anos de experiência no setor e um dos pioneiros na indústria de seguros para celulares.
– Quais são as expectativas da Klimber no Brasil?
Cristiano Saab, country manager da Klimber no Brasil: Nossa expectativa é conquistar, no primeiro ano de atuação no Brasil, mais de um milhão de novos segurados por meio dos canais digitais.
– Qual o modelo da insurtech?
Cristiano Saab, country manager da Klimber no Brasil: Com um modelo B2B especializado na criação de ecossistemas, desenvolvemos interfaces para unir os negócios tradicionais das seguradoras com empresas de DNA digital.
Com integração total através de APIs, a Klimber é capaz de gerenciar todo o ciclo de vida da apólice e a experiência do cliente final de forma simples e eficiente, desenvolvendo produtos personalizados com respostas imediatas, tanto no formato de parceria como de whitelabel.
– E qual a estratégia da companhia?
Cristiano Saab, country manager da Klimber no Brasil: Considerando nosso propósito de possibilitar acesso de todos ao seguro, buscaremos estabelecer alianças de longo prazo, sendo o braço tecnológico de empresas de diferentes perfis – fintechs, bancos digitais, carteiras virtuais, cartões de crédito, operadoras de turismo, entre outras – que encontram nos produtos de seguros um valor adicional para seus consumidores.
– E como será a parceria da Klimber com o Mercado Pago?
Cristiano Saab, country manager da Klimber no Brasil: Toda a tecnologia que viabiliza a compra do seguro digital é da Klimber. Vamos emitir os certificados de seguro de vida personalizados 100% online e, como diferencial, o segurado poderá acessar os benefícios imediatamente a partir do app do Mercado Pago. A emissão da apólice será feita pela Prudential Seguros, maior empresa independente do setor no país.
A operação com a Mercado Pago começa no Brasil, que tem 43,96% do mercado de seguros da região. Com foco em inovação, proteção e bem-estar das pessoas, as coberturas de vida estarão disponíveis para compra em junho e terão diferenciais únicos no mercado, a partir de R$9,90 por mês. Entre eles, a contratação automática sem processos de subscrição, atendimento ponta a ponta através de canais on-line, serviço de telemedicina e emergências odontológicas 24×7, incluindo indenização em caso de morte por Covid-19, e soma segurada de até R$150 mil. A aplicação de Inteligência Artificial deve acelerar a resolução de sinistros em menos de 1 hora.
– Quais os planos de crescimento da Klimber?
Julian Bersano, CEO da Klimber: Esta parceria é o primeiro passo para expandir ainda mais nossa presença no Brasil, em linha com nosso plano regional com opções de produtos que combinam nossa expertise em tecnologia, a grande base de clientes do Mercado Pago e a liderança da Prudential em seguros de vida e a expertise do Swiss Re em resseguro e inovação a nível global. Na Klimber temos a ambição de possibilitar o acesso a proteção para todos na América Latina e ser a insurtech com mais apólices colocadas na região.
Nesse sentido, o acordo com o Mercado Livre é um grande passo para acelerar ambos os objetivos, este lançamento é apenas o começo de algo maior. Somos a única insurtech com crescimento sólido baseado na rentabilidade que não vive apenas de financiamento periódico da venture capital.
A Icatu – seguradora 100% brasileira e especialista em soluções de Seguros de Vida, Previdência Capitalização e Investimentos –, apresenta a nova turnê nacional de Chico Buarque, ‘Que Tal um samba?’, com início em setembro. Após 4 anos, o cantor retornará aos palcos em uma nova temporada com mais de 40 apresentações nas cinco regiões do Brasil, passando pelas principais capitais do país – a seguradora também apoiou as duas últimas apresentações do cantor: ‘Caravanas’ (2017/2018) e ‘Chico’ (2013), reforçando seu compromisso com o incentivo e a valorização da cultura brasileira. Nos shows, Chico terá como convidada a cantora Mônica Salmaso, que fará números solo e em dueto em todas as apresentações da turnê.
Clientes, corretores, funcionários e parceiros Icatu contam com benefícios especiais. Além de uma pré-venda exclusiva, também terão direito a descontos na compra de ingressos, limitados a 2 ingressos por CPF e a um total de 100 ingressos por data.
A venda de ingressos no Rio de Janeiro já está aberta e em João Pessoa, Natal, Porto Alegre e Fortaleza inicia nesta sexta-feira, 24 de junho. Já em Salvador, as vendas serão iniciadas no sábado, 25. ‘Que tal um samba?’ é também o nome do single de Chico Buarque lançado no dia 17 de junho, pela Biscoito Fino. A canção inédita tem a participação especial de Hamilton de Holanda.
A turnê ‘Que tal um samba?’’ tem patrocínio da Icatu, produção geral de Vinícius França, cenários de Daniela Thomas, iluminação de Maneco Quinderé, figurinos de Cao Albuquerque e direção técnica de Ricardo Tenente Clementino. A estreia nacional será em João Pessoa (Teatro Pedra do Reino – 06 e 07 de setembro), depois a turnê segue por mais dez cidades brasileiras: Natal (Teatro Riachuelo – 09 e 10 de setembro), Curitiba (Teatro Guaíra – 23 e 24 de setembro), Belo Horizonte (Palácio das Artes – 05, 06, 07 e 08 de outubro), Fortaleza (Centro de Eventos do Ceará – 22 e 23 de outubro), Porto Alegre (Auditório Araújo Vianna – 03 e 04 de novembro), Salvador (Concha Acústica – 11, 12 e 13 de novembro), Brasília (local a ser anunciado – 29 e 30 de novembro), Recife (Teatro Guararapes – 08, 09 e 10 de dezembro), Rio de Janeiro (Vivo Rio – De 05 a 15 de janeiro (quinta a domingo) e São Paulo (Tokio Marine Hall – De 02 a 12 de março; de 23 de março a 02 de abril (quinta a domingo).
Ficha Técnica
Turnê ‘Quetalumsamba?’ – Chico Buarque
Artista Convidada: Mônica Salmaso
Cenário: Daniela Thomas
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: Cao Albuquerque
Arranjos, guitarra e violão: Luiz Claudio Ramos
Piano: João Rebouças
Baixo acústico e elétrico: Jorge Helder
Bateria: Jurim Moreira
Percussão: Chico Batera
Teclados e vocais: Bia Paes Leme
Sopros: Marcelo Bernardes
PATROCÍNIO: ICATU
SERVIÇO
JOÃO PESSOA
Local: TEATRO PEDRA DO REINO
Rod. PB-008, Km 5, Polo Turístico Cabo Branco
ESTREIA: 06 de setembro (terça-feira)
Temporada: 06 e 07 de setembro (terça e quarta-feira)
Horário: 21h (abertura dos portões – 19h30)
Abertura das vendas: 24 de junho, a partir das 10h
Pontos de venda: Quiosque do Disk Ingressos no Shopping Ventura – Setor Azul (antigo shopping Total) e/ou no quiosque do Disk Ingressos na recepção do Hotel Mabu. Na bilheteria do Guairão serão disponibilizados ingressos somente no dia do show das 10h até às 21h30.
FORTALEZA
Local: CENTRO DE EVENTOS DO CEARÁ
Av. Washington Soares, 999 – Edson Queiroz
ESTREIA: 22 de outubro (sábado)
Temporada: 22 e 23 de outubro (sábado e domingo)
Horário: 21h (abertura dos portões – 19h30)
Abertura das vendas: 24 de junho, a partir das 10h
Ponto de venda: Teatro do Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, 80 – 71 – Jardim Europa, Porto Alegre – RS, 91340-110). Segunda a sábado das 13 às 21h, domingos e feriados das 14 às 20h
SALVADOR
Local: CONCHA ACÚSTICA DO TEATRO CASTRO ALVES (TCA)
Praça Dois de Julho, s/n, Campo Grande
ESTREIA: 11 de novembro (sexta-feira)
Temporada: 11 a 13 de novembro (sexta a domingo)
Horário: 19h (abertura dos portões – 18h)
Abertura das vendas (para os dias 11 e 12 de novembro):
O Brasil tem a quinta maior incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de adultos entre 20 e 79 anos com o diagnóstico da doença, ficando atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. Os dados são do último Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), que também aponta que a incidência da doença no país deve chegar a 21,5 milhões de pessoas em 2030.
Globalmente, o diabetes tornou-se um grave problema de saúde pública, com as previsões sendo sempre corrigidas para números cada vez maiores. Por exemplo, em 2000, havia cerca de 151 milhões de adultos com diabetes em todo o mundo. Em 2009, esse número havia crescido em 88%, para 285 milhões de pessoas. Outros estudos apontam que os custos de diabetes no Brasil já superam R$ 10 bilhões, sendo aproximadamente R$ 3,16 bilhões para gastos diretos e R$ 7,5 bilhões para gastos indiretos com a doença.
E não apenas isso, pesquisas comprovaram que a pandemia de Covid-19 piorou as coisas: pelo menos 30 estudos internacionais mostram a relação de infecção severa de covid em 6,5 mil pacientes com diabetes, sendo maior a prevalência de problemas respiratórios graves, rápida progressão do vírus e alta mortalidade. Isso era ainda mais provado na existência de comorbidades como obesidade, baixa função renal, cardiopatias e hipertensão.
CUIDADO E SEGURO – WINSOCIAL
Por isso, o cuidado e tratamento são mais essenciais do que nunca. Foi pensando nesse grande número de pessoas que a startup WinSocial, em parceria com a MAG Seguros, criou o seguro de vida para pessoas com diabetes, o primeiro dos clusters trabalhados pela empresa – que hoje também fornece soluções de seguro de vida para pessoas com HIV, hipertensão, obesidade e com histórico de cânceres de mama, pele não-melanoma ou de próstata – um número imenso (e crescente) de pessoas, a julgar pelo contexto descrito acima.
“Identificamos no mercado segurador um volume elevado de pessoas recusadas ou severamente penalizadas pela condição crônica de saúde”, explica Rafael Rosas, diretor da WinSocial. “criamos uma alternativa inédita para essas pessoas, que leva em consideração o controle da doença e o estilo de vida. Muitos indivíduos com uma condição preexistente possuem hábitos saudáveis e têm a doença crônica sob controle. Nesses casos, nós valorizamos essas atitudes através do acesso ao seguro de vida. Cabe destacar que quanto melhor o controle da condição de saúde, menor o risco, e consequentemente, menor o preço”, comenta o executivo. Assim, a startup segue desenvolvendo o seu modelo de negócio em linha com as tendências de cuidado e prevenção.
PREVENÇÃO
O aumento global da prevalência de diabetes é impulsionado por uma complexa interação de fatores socioeconômicos, demográficos, ambientais e genéticos. O crescimento contínuo é em grande parte devido aos níveis crescentes de obesidade e seus fatores de risco associados, dietas pouco saudáveis e sedentarismo. De acordo com o Atlas, o aumento da urbanização e as mudanças nos hábitos de vida (por exemplo, maior ingestão calórica, aumento do consumo de alimentos processados e estilo de vida sedentário) estão contribuindo para o aumento da prevalência global de diabetes tipo 2.
“Por isso, dentre seus produtos e coberturas atrelados ao seguro de vida, a WinSocial também oferece uma série de serviços que podem ser utilizados no dia a dia do cliente para promover seu bem-estar”, explica Rosas. “Entre eles, está a telemedicina, desconto em medicamentos e agendamento de consultas e exames. Além disso, a plataforma dispõe de informações e tecnologias personalizadas para cada público a fim de ampliar e fortalecer o cuidado com a saúde, buscando uma longevidade saudável”, informa o executivo.
A prevenção da Diabetes, para quem tem um ou vários dos fatores de risco, mas não tem ainda o diagnóstico da doença, passa por adotar um estilo de vida mais saudável e consultar seu médico, fazendo exames regulares de diagnóstico. Também basta seguir alguns pontos-chaves, fundamentais para ter uma vida mais saudável, como a adoção de uma alimentação equilibrada, aliada à prática de exercícios físicos regulares, além de – no caso de já possuir a patologia – mantê-la sobre controle, controlando periodicamente os níveis de glicemia no sangue e tomando a medicação quando prescrita pelo médico.
O economista Marcio Coriolano, que deixou a presidência da Confederação Nacional das Seguradoras, a CNseg, em maio deste ano após seis anos no cargo, divulgou em sua página no LinkedIn um estudo sobre o crescimento do setor de seguros nos últimos 25 anos. Interessante para quem gosta de se aprofundar no tema. Em termos reais, a arrecadação dos seguros deflacionada pelo IPCA cresceu 3,7 vezes em 25 anos, de R$ 83,3 bilhões para R$ 306,4 bilhões, uma média de 5,3% ao ano, no período de 1996 a 2021. Em termos nominais cresceu 16,2 vezes, com média de 11,8% ao ano, ressalta o economista em seu levantamento. Esse valor não considera saúde suplementar e DPVAT.
O maior crescimento real ocorreu entre 2006 e 2012: 2,2 vezes, umamédia de 10,8% ao ano. Coriolano faz duas observações: cresceu 2,5 vezes em termos nominais; 16,6% a.a. “O período de ouro foi entre 2006 e 2012. Na esteira do crescimento do PIB, aumento do rendimento médio das famílias, desconcentração geográfica de oportunidades, e inflação e juros controlados”, afirma. Já quando o cenário entre 2012 até 2021, era de esgotamento do modelo de crescimento; crises recessivas; instabilidade institucional; pandemia, o mercado cresceu 2,1% ao ano. Em 25 anos, observou-se apenas 2 anos com decréscimo global real: 2018 e 2020, principalmente afetado pela cobertura de pessoas. Segundo o executivo, isso de deu por um PIB menor; exacerbação de expectativas em 2018 e volatilidade do mercado de ações e títulos em 2020.
As taxas médias anuais de crescimento real segundo os grandes segmentos de seguros nesses 25 anos foram as seguintes:
Danos e Responsabilidades
1996 a 2021 = 3,7% a.a. (25 anos);
1996 a 2006 = 3,1% a.a. (10 anos);
2006 a 2012 = 4,4% a.a. (6 anos);
2012 a 2021 = 3,1% a.a. (9 anos).
Neste período, o segmento observou decréscimo real em 1999, 2003, 2015 e 2016.
Cobertura de Pessoas
1996 a 2021 = 9,2% a.a.;
1996 a 2006 = 12,9% a.a.;
2006 a 2012 = 13,5% a.a.;
2012 a 2021 = 2,5% a.a.
Decréscimo real em dois anos: 2018 e 2020.
Capitalização
1996 a 2021 = (0,1%) a.a.;
1996 a 2006 = (4,5%) a.a.;
2006 a 2012 = 9,5% a.a.;
2012 a 2021 = (1,4%) a.a.
Decréscimo real em: 1998; 2005 e 2016; 2014 a 2018; 2020 e 2021.
Saúde Suplementar
Apesar de não integrar os cálculos do setor global de seguros, é importante mencionar, uma vez que o segmento compõem o faturamento de duas companhias líderes de mercado no período analisado. O setor avançou 7,4 vezes em termos reais, de R$ 33,2 bilhões para R$ 247,5 bilhões, e 32,9 vezes em termos nominais: de 8,4% a.a. para 15% a.a., respectivamente.
1996 a 2021 = 8,4% a.a.;
1996 a 2006 = 10,1% a.a.;
2006 a 2012 = 10,9% a.a.;
2012 a 2021 = 4,8% a.a.
Em apenas dois anos apresentou decréscimo real: 2001 e 2013.
A Argo Seguros apresentou ontem a nova marca — Akad Seguros — para corretores e parceiros de negócios. A transição é um dos primeiros efeitos da chegada da GP Investimentos, que pagou R$ 160 milhões no ano passado. O CEO Danilo Gamboa mira um faturamento de R$ 700 milhões e foca em seguros para pequenas e médias empresas com uso de tecnologia. Pretende também dobrar a base de 12 mil de corretores em 2022 com a oferta de tecnologia, segundo entrevista publicada pelo portal NeoFeed.
Em comunicado, o grupo afirma que a parceria com o time de corretores é um dos pilares que sustentam a transição para a Akad Seguros. “Estamos nos transformando em uma empresa de tecnologia que vende seguros, mas com um modelo sempre amparado no trabalho conjunto com nossos corretores parceiros”, comenta Gamboa. Segundo o executivo, que atuava como diretor da GP desde 2006, a intenção é agregar tecnologias como a de inteligência artificial (IA) para criar produtos personalizados, deixando a rotina de trabalho dos corretores mais simples e menos burocrática.
O plano está amparado também na expertise de Marcelo Sales, que assume como diretor de Tecnologia e Inovação. Especializado em inovação com experiência nos mercados da América Latina, da Europa e dos Estados Unidos, Sales é fundador da CyberLabs, empresa que é referência em IA na América Latina. “No setor de seguros, assim como em todos os outros mercados, a tecnologia pode e deve ser inclusiva, desenvolvida para aproximar as pessoas e facilitar a jornada de trabalho”, ressalta.
Inspiração na Antiguidade inovadora
Em termos de identidade visual e design, a nova marca busca reforçar conceitos que a Akad Seguros deseja projetar, como modernidade e inovação. A tipografia é versátil e contemporânea, facilmente legível como fonte de texto e com uma aparência limpa e elegante. Um detalhe interessante é que, partir do design da letra K — formado por ângulos retos, com inspiração na escrita cuneiforme da Antiguidade — serão adotados ícones para cada uma das linhas de atuação em seguros: patrimonial e engenharia, financeira, transporte e responsabilidade civil.
O nome Akad, por sua vez, tem origem em um dos mais antigos povos da Mesopotâmia: os acádios, nômades que chegaram à região, então dominada pelos sumérios, cerca de 25 séculos antes de Cristo. O desenvolvimento da escrita cuneiforme pelos sumérios possibilitou o registro da primeira língua semítica da Antiguidade, a língua acadiana, que chegou a ser usada em todo o Oriente Médio. Os acadianos foram, assim, um povo inovador, e que provavelmente contribuiu para o nascimento da ideia do seguro. Existem indícios de que caravanas de cameleiros acadianos no deserto já dividiam entre si prejuízos da jornada, como a morte de animais.
A aposta dos investidores no mercado de seguros brasileiro está amparada no enorme potencial de expansão do setor no País, que só no ano passado faturou cerca de R$ 300 bilhões, conforme dados da CNseg. E, segundo prognóstico da Akad Seguros, esse volume deve dobrar nos próximos dez anos.
À medida que cresce o impacto dos desastres naturais de grandes proporções sobre a população brasileira, aumenta também a atenção do setor segurador aos aspectos relacionados às mudanças climáticas e aos riscos envolvidos. Em razão disso, a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) firmou parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para a divulgação de alertas sobre a previsão de ocorrência de eventos severos do clima em território brasileiro e, dessa forma, contribuir para a mitigação de seus impactos.
O portal da CNseg , a partir de agora, disponibiliza um banner com link para a página Alert-AS, do Inmet, que permite acompanhar esse tipo de aviso para o Brasil. Assim, quando o Inmet lançar um alerta vermelho referente a expectativas de desastres naturais de grandes proporções, a exemplo do que ocorreu recentemente em Petrópolis e Recife, o mesmo será divulgado com destaque no portal da CNseg, por meio de um pop-up.
De acordo com a diretora-executiva da CNseg, Solange Beatriz Palheiro Mendes, “esse serviço, além de ajudar a população a se proteger contra as consequências dos desastres naturais, também vai permitir que as seguradoras fiquem ainda mais preparadas para atender de forma eficiente e rápida as demandas de seus segurados. A parceria com o Inmet fornecerá, ainda, subsídios para uma melhor precificação dos produtos do setor segurador impactados pelas mudanças climáticas, além de apoio para ações de prevenção”.
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