Argo muda de nome, agora Akad Seguro, e mira faturamento de R$ 700 milhões

Após aporte recebido em 2021, liderado pela GP Investimentos, empresa agora é Akad Seguros. Sob a nova marca, seguradora quer otimizar o trabalho dos corretores parceiros com tecnologia, sem deixar de lado relacionamento humano com parceiros e clientes

A Argo Seguros apresentou ontem  a nova marca — Akad Seguros — para corretores e parceiros de negócios. A transição é um dos primeiros efeitos da chegada da GP Investimentos, que pagou R$ 160 milhões no ano passado. O CEO Danilo Gamboa mira um faturamento de R$ 700 milhões e foca em seguros para pequenas e médias empresas com uso de tecnologia. Pretende também dobrar a base de 12 mil de corretores em 2022 com a oferta de tecnologia, segundo entrevista publicada pelo portal NeoFeed.

Em comunicado, o grupo afirma que a parceria com o time de corretores é um dos pilares que sustentam a transição para a Akad Seguros. “Estamos nos transformando em uma empresa de tecnologia que vende seguros, mas com um modelo sempre amparado no trabalho conjunto com nossos corretores parceiros”, comenta Gamboa. Segundo o executivo, que atuava como diretor da GP desde 2006, a intenção é agregar tecnologias como a de inteligência artificial (IA) para criar produtos personalizados, deixando a rotina de trabalho dos corretores mais simples e menos burocrática.

O plano está amparado também na expertise de Marcelo Sales, que assume como diretor de Tecnologia e Inovação. Especializado em inovação com experiência nos mercados da América Latina, da Europa e dos Estados Unidos, Sales é fundador da CyberLabs, empresa que é referência em IA na América Latina. “No setor de seguros, assim como em todos os outros mercados, a tecnologia pode e deve ser inclusiva, desenvolvida para aproximar as pessoas e facilitar a jornada de trabalho”, ressalta.

Inspiração na Antiguidade inovadora

Em termos de identidade visual e design, a nova marca busca reforçar conceitos que a Akad Seguros deseja projetar, como modernidade e inovação. A tipografia é versátil e contemporânea, facilmente legível como fonte de texto e com uma aparência limpa e elegante. Um detalhe interessante é que, partir do design da letra K — formado por ângulos retos, com inspiração na escrita cuneiforme da Antiguidade — serão adotados ícones para cada uma das linhas de atuação em seguros: patrimonial e engenharia, financeira, transporte e responsabilidade civil.

O nome Akad, por sua vez, tem origem em um dos mais antigos povos da Mesopotâmia: os acádios, nômades que chegaram à região, então dominada pelos sumérios, cerca de 25 séculos antes de Cristo. O desenvolvimento da escrita cuneiforme pelos sumérios possibilitou o registro da primeira língua semítica da Antiguidade, a língua acadiana, que chegou a ser usada em todo o Oriente Médio. Os acadianos foram, assim, um povo inovador, e que provavelmente contribuiu para o nascimento da ideia do seguro. Existem indícios de que caravanas de cameleiros acadianos no deserto já dividiam entre si prejuízos da jornada, como a morte de animais.

A aposta dos investidores no mercado de seguros brasileiro está amparada no enorme potencial de expansão do setor no País, que só no ano passado faturou cerca de R$ 300 bilhões, conforme dados da CNseg. E, segundo prognóstico da Akad Seguros, esse volume deve dobrar nos próximos dez anos.

Denise Bueno
Denise Buenohttp://www.sonhoseguro.com.br/
Denise Bueno sempre atuou na área de jornalismo econômico. Desde agosto de 2008 atua como jornalista freelancer, escrevendo matérias sobre seguros, previdência, educação financeira, longevidade e saúde para o blog Sonho Seguro, do qual e fundadora, e para cadernos especiais produzidos pelo jornal Valor Econômico, bem como para revistas como Época, Veja, Você S/A, Valor Financeiro, Valor 1000, Revista de Seguros (CNSeg) entre outras publicações. É colunista do SindSeg-SP, entrevistadora em eventos e podcasts, bem como palestrante sobre temas diversos que envolvem o setor de seguros. Escreveu artigos diariamente sobre seguros, resseguros, previdência e capitalização entre 1992 até agosto de 2008 para o jornal econômico Gazeta Mercantil. Recebeu, por 17 vezes, o prêmio de melhor jornalista de seguro em concursos diversos do setor e da grande mídia.

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