Da reação à prevenção: como o setor de seguros está redesenhando a resiliência climática na América Latina

Rodrigo Suarez, Líder em Clima e Sustentabilidade da Marsh América Latina e Caribe

A presença do setor de seguros na COP30 foi mais estratégica e estruturada do que em qualquer edição anterior, consolidando a atividade como peça central na agenda de adaptação climática. No painel “A Importância da Natureza e da Água”, realizado na Casa do Seguro no dia 19 de novembro, Rodrigo Suárez, diretor de Clima e Sustentabilidade da Marsh para América Latina e Caribe, destacou que a compreensão dos riscos regionais, aliada à capacidade de modelagem e às soluções de resiliência, será determinante para que governos e empresas consigam reduzir perdas e fortalecer cadeias produtivas.

Em entrevista exclusiva ao Sonho Seguro, o executivo afirmou que a América Latina vive uma combinação singular de extremos: excesso de chuvas e inundações no Brasil, escassez de água no México, incêndios no Chile, poluição do ar nas grandes metrópoles e pressão sobre ecossistemas amazônicos que sustentam serviços essenciais, como abastecimento de água e energia. Ele afirma que o setor já passou da fase de apenas indenizar danos e começa a atuar na estruturação de estratégias preventivas, combinando transferência de risco com adaptação, infraestrutura resiliente e soluções baseadas na natureza.

Leia os principais trechos da entrevista:

Quais são os fatores regionais específicos que tornam o mercado de seguros da América Latina e do Caribe particularmente vulnerável aos riscos climáticos?
De acordo com o relatório global de riscos mais recente da Marsh, os riscos de sustentabilidade estão ganhando peso em todo o mundo — eventos climáticos extremos, escassez de recursos, sistemas no limite, perda de biodiversidade e poluição estão entre os principais. Na América Latina, há nuances importantes: no Brasil, predominam eventos extremos ligados ao excesso de chuvas e inundações; no México, a escassez de água é o eixo central; no Chile, o foco são os incêndios; e na Colômbia, a preocupação recai sobre a escassez de recursos hídricos. Nas grandes cidades, a poluição do ar figura como um dos principais riscos, enquanto nos países amazônicos o desmatamento acende um alerta devido à relação direta com serviços ecossistêmicos essenciais, como água e energia.

Como você vê a interseção entre seguro tradicional, adaptação e mitigação climática?
Esse é um tema em que a Marsh tem investido muito, especialmente ao lado do BID, com quem lançamos o documento Resilience Now: Fechando a Lacuna de Adaptação na América Latina e no Caribe. O material dialoga diretamente com os resultados esperados da COP30 em temas como recursos hídricos, infraestrutura, segurança alimentar e saúde. Há seguros que respondem bem a eventos como inundações, mas que precisam evoluir em relação a riscos emergentes, como ondas de calor e seu impacto em infraestruturas. Também entregamos um documento específico para infraestrutura no âmbito da COP. Construir resiliência e demonstrar capacidade técnica traz benefícios concretos para continuidade de negócios e redução de lucros cessantes, especialmente quando analisamos a cadeia de suprimentos e o uso crítico de recursos hídricos.

Quais são os desafios para que o setor de seguros atue de forma mais preventiva diante dos eventos climáticos?
O principal desafio é compreender profundamente os riscos. Precisamos modelar adequadamente como eventos futuros podem se comportar a partir de padrões históricos, ter uma visão completa do cliente e avaliar não apenas ativos físicos, mas pessoas, operações e a eficácia dos planos de contingência. Mais do que isso, é importante olhar para os sistemas e entender como um evento pode repercutir em fornecedores, investidores, meio ambiente e clientes. Esse olhar sistêmico é o que aprimora nossa capacidade de atuar preventivamente e de mobilizar todos os atores envolvidos.

Como vocês avaliam a capacidade atual do setor de modelar riscos climáticos e como isso impactará prêmios, coberturas e o mercado de resseguros?
É uma pergunta excelente, mas complexa. Modelar o impacto de uma inundação varia muito dependendo se estamos falando de uma cidade, uma plantação, uma pessoa ou uma indústria. Hoje temos ferramentas robustas para capturar essas diferenças, embora em algumas regiões ainda faltem dados consolidados. Em muitos casos, a situação muda de cidade para cidade ou de país para país. Modelos globais já permitem incorporar dados locais, o que melhora sensivelmente os resultados. A tecnologia avançou tanto que até celulares podem ser usados para registrar temperatura e alimentar modelagens de ondas de calor.

Existe alguma lacuna de dados ou metodologia na região que ainda precise ser superada?
Sim. Variabilidade e fragmentação de dados ainda são desafios. Em um projeto recente para desenvolver soluções de seguros relacionados ao clima para 10 cidades latino-americanas, percebemos que algumas possuem excelentes informações sobre ondas de calor, outras sobre inundações, outras sobre populações vulneráveis. Um ponto particularmente relevante é a valorização da natureza: áreas com cobertura vegetal tendem a reduzir a temperatura ambiente e, com isso, diminuem a morbidade relacionada a ondas de calor.

Que oportunidades emergentes você identifica em seguros relacionados a soluções baseadas na natureza, infraestrutura resiliente e cadeias de suprimentos?
Estamos avançando muito no chamado seguro ambiental, incluindo seguros para crédito de carbono, créditos de biodiversidade, coberturas ambientais e soluções paramétricas além do uso tradicional no setor agrícola. Há também espaço crescente para organizações com padrões de certificação de baixo impacto. Quando empresas combinam bom desempenho em sustentabilidade com gestão prioritária de riscos, suas cadeias de fornecimento se tornam mais robustas e resilientes.

Quais obstáculos regulatórios ou de mercado ainda precisam ser superados?
Ainda existe uma visão muito baseada na vulnerabilidade e menos na resiliência. Nosso trabalho tem sido apoiar países, cidades, setores e organizações para que esforços de adaptação se traduzam efetivamente em maior resiliência. E resiliência precisa — e deve — ser recompensada.

Como você avalia o papel do setor de seguros nas discussões da COP30?
A evolução é notável. Há poucos anos, o setor passava quase despercebido; hoje está no centro das discussões. A atuação da CNseg na COP30, com debates diários totalmente alinhados aos temas de ação — cidades, natureza, infraestrutura — foi fundamental. Soluções como créditos de carbono, créditos de biodiversidade e iniciativas para uma natureza positiva estão ganhando tração. Ver o setor de seguros participar da modelagem e das soluções para planos de adaptação setoriais, territoriais e nacionais é essencial para construirmos uma sociedade menos vulnerável, mais resiliente e melhor adaptada.

Fácil Assist inaugura sede em São Bernardo e marca nova era do grupo HDI

O Grupo HDI – um dos maiores conglomerados seguradores do país – celebrou a reinauguração da Fácil Assist em São Bernardo do Campo, um marco estratégico para a evolução da assistência e para toda a companhia. A nova estrutura simboliza o avanço contínuo da empresa em seu compromisso com clientes e corretores, reforçando a integração entre as marcas e ampliando a eficiência e a capacidade de solução em todo o Brasil.

Planejada para oferecer ambientes amplos, colaborativos e acolhedores – que estimulam integração e fluidez no trabalho – a reforma na sede da Fácil Assist inclui copas distribuídas por andar, espaços de pausa otimizados e um Centro Médico renovado para oferecer cuidado integral ao time que atua diretamente no atendimento aos clientes.

Além disso, a atualização do espaço consolida um movimento iniciado meses antes, quando a Fácil Assist revisitou sua estratégia e definiu uma nova ambição: ser uma assistência de atendimento exclusiva às marcas do Grupo HDI, totalmente integrada e alinhada ao propósito de se tornar a melhor do país. A concentração de todas as equipes – antes distribuídas em duas localidades – em um único prédio em São Bernardo do Campo representa mais agilidade, sinergia e foco em entregar excelência no momento da verdade para quem confia diariamente na empresa.

“Quando a gente transforma o espaço, a gente transforma também a forma como trabalha e como cuida das pessoas. Essa reinauguração é mais que uma entrega física: é o começo de um novo ritmo, mais integrado, mais eficiente e mais conectado com o que queremos construir como Grupo HDI”, afirma André Truzzi, Vice-Presidente de Transformação e Assistência da companhia. 

Como parte da comemoração, o Grupo HDI também realizou uma cerimônia interna marcada por ativações especiais, brindes, fotos e a presença de colaboradores e lideranças. O momento simbolizou como a evolução da Fácil Assist representa também o avanço da companhia como um todo, destacando o orgulho e a união das equipes, que agora seguem ainda mais preparadas para oferecer um atendimento de excelência aos clientes e corretores em todo o país.

Generali Brasil se destaca entre as maiores empresas do setor de seguros no ano de 2025  

Eric Lundgren, CEO da Generali Brasil

por Generali  

A Generali Brasil foi listada entre as 25 maiores seguradoras do país, segundo o anuário Época Negócios 360º, pesquisa especial da revista Época Negócios que elege e analisa as melhores empresas do Brasil a partir de uma avaliação de seis dimensões da gestão: Desempenho Financeiro, Governança, Socioambiental, Inovação, Visão de Futuro e Pessoas. 
 

De acordo com o levantamento, a companhia subiu cinco posições em relação ao ano anterior, além de ter se destacado em outros indicadores que apontam para a sustentabilidade do seu modelo de negócio. A publicação serve como termômetro do desempenho de empresas de diferentes ramos e é uma das mais importantes do Brasil. 
 

O crescimento no ranking se deu pelo lucro alcançado em 2024, que chegou a R$ 104,8 milhões, um aumento de 38% em comparação ao mesmo período de 2023. Para o CEO da Generali Brasil, Eric Lundgren, a mudança na estratégia que a empresa implementou nos últimos anos foi a chave para os resultados de hoje. “Mudamos nosso foco para seguros massificados, vida em grupo e grandes riscos corporativos, e estamos colhendo os frutos dessa reorganização. Chegamos ao fim de 2025 com uma companhia bem-preparada para continuar se desenvolvendo de forma saudável”, afirma o executivo. 
 

Ainda de acordo com o anuário, a Generali cresceu em 32,9% nos prêmios emitidos, o que posiciona a seguradora na sexta posição da categoria. No primeiro semestre de 2025 a empresa registrou R$ 1,3 bilhão de prêmios emitidos, a maior parte correspondente ao canal de massificados. A companhia também ocupa a 20ª colocação no ranking de menor taxa de sinistralidade, com apenas 36,1%. 
 

A seguradora caminha para mais um ano de forte desempenho, com os primeiros seis meses do ano registrando lucro de R$ 59 milhões, 25% a mais do que no primeiro semestre de 2024. O começo de 2025 também alcançou a marca de R$ 89 milhões em Resultado Operacional e apresenta crescimento constante a cada período contábil. 
 

“Nossas parcerias comerciais permitem ampliar a presença da Generali em todo território nacional, com soluções acessíveis e modernas, que acompanham a transformação digital do setor”, descreve o CEO. 
 

Em 2025, a Generali Brasil se encontra em um momento emblemático. O ano marca o centenário da empresa no país, que vem acompanhado de conquistas importantes para a seguradora, como a indicação para o prêmio Reclame Aqui e o selo RA1000. Além da colocação no Época Negócios 360º, a companhia também figurou no Ranking Valor 1000 e foi escolhida, pela quarta vez, como uma das 20 mais inovadora do país, segundo o MIT Technology Review.

CNseg recebe Prêmio Jatobá por excelência na demonstração de resultados

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Case da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) foi o grande vencedor do Prêmio Jatobá 2025 na categoria KPIs de Comunicação/Demonstração de Resultados. A entidade também figurou entre os finalistas na categoria Comunicação para a COP30 e esteve entre as cinco organizações destacadas como Organização do Ano. A cerimônia ocorreu na noite desta segunda-feira, dia 1º, em São Paulo.

O projeto premiado apresentou a jornada da Confederação no desenvolvimento de press trips pelo Brasil e pelas cidades de Paris e Londres, entre janeiro de 2024 e setembro de 2025. A iniciativa, alinhada ao Plano de Desenvolvimento do Mercado Segurador (PDMS), resultou em mais de 1.500 publicações qualificadas na mídia, mobilizou jornalistas de 19 estados e consolidou a comunicação como eixo estratégico para ampliar o conhecimento da população sobre os produtos de seguros no país.

Carla Simões, superintendente de Comunicação e Marketing da CNseg, destacou que a aproximação com a imprensa nacional, regional e especializada tornou-se essencial dentro de uma estratégia voltada ao aumento da compreensão e da adesão aos produtos de seguros, previstos no PDMS. “O objetivo não era apenas garantir a cobertura dos eventos, mas construir uma relação duradoura a partir desses encontros com os jornalistas”, afirmou.

Representando a CNseg na cerimônia estiveram Clovis Horta, Bruno Rodrigues e Flávia Ferreira, gerente, especialista e analista de Comunicação, respectivamente, além de Gisele Freitas, gerente de Marketing.

Reconhecido como uma das principais premiações da comunicação corporativa no Brasil, o Jatobá celebra a excelência de projetos e profissionais do setor. Sua missão é fortalecer a atividade de relações públicas no país e na América Latina, ampliando a visibilidade das boas práticas e estimulando a excelência em todas as frentes de atuação. Em sua nona edição, o prêmio recebeu 344 cases inscritos e foi avaliado por um júri formado por 103 profissionais e acadêmicos de comunicação de diversas regiões do país.

Split Risk recebe autorização da SUSEP para atuar em ambiente definitivo nacional e em novos ramos

por Split

A Split Risk – seguradora digital com foco na criação de produtos do ramo Auto – acaba de receber a autorização para conversão da licença em definitiva, saindo do ambiente de Sandbox regulatório da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Com isso, a companhia se torna a quinta empresa do setor a operar como uma S3 e já pode atuar abertamente no mercado, sem precisar ficar restrita ao ambiente regulatório da autarquia. 

A nova licença permite a ampliação do número de apólices emitidas e da importância segurada das coberturas nas quais já opera, além de facilitar a expansão para outros ramos que não estão autorizados no Sandbox. Já o segmento S3 inclui, geralmente, seguradoras com perfis de risco menos complexos geralmente com foco em seguros massificados (de grande volume de segurados) tornando uma realidade o desejo da cia em levar apólices de seguros para grande população hoje excluída do mercado.

Fundada em 2020 por Pedro Pires (atual Presidente do Conselho e idealizador do movimento Seguro para Todos); Rudh Menezello (diretor de Vendas e Marketing) e Leandro Teixeira (diretor Técnico e Financeiro), a empresa tem como modelo de negócios a distribuição através de MGAs, em um formato white label que permite ao parceiro assumir responsabilidades em nome da seguradora, levando aos corretores e usuários produtos cada vez mais inclusivos e flexíveis.

“Entendemos que a inovação em produtos e a democratização do mercado segurador passa também por ampliar o acesso ao público consumidor. Foi seguindo este ideal que conseguimos crescer aproximadamente quatro vezes o número de apólices ativas no último ano, saltando para cerca de 80 mil segurados recorrentes em 2025”, explica Rudh.

O plano da Split Risk agora é se firmar como a maior seguradora a operar através de MGA’s, com ênfase em projetos de novos ramos, que aguardavam a licença para serem intensificados. “Existe uma demanda reprimida para projetos no formato white label em outros ramos, que agora terão maior atenção e irão contribuir para a diversificação do nosso portfólio, e principalmente para o crescimento da companhia”, afirma Marcos Kapp, CEO da Split Risk.

Além das novas linhas de produtos para o ano de 2026, a insurtech também passará a contar com o respaldo da Munich Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, trazendo robustez e segurança para a expansão da companhia. “Estamos felizes com esta nova parceria, ter uma resseguradora desta magnitude ao nosso lado é sinônimo de que estamos construindo algo sólido e duradouro”, celebra Kapp.

Com a conquista da licença definitiva, a seguradora planeja explorar a diversidade dos canais para acelerar a transformação de agentes que atuam em mercados alternativos. “A ideia agora é ampliar o leque de produtos, oferecendo também soluções nos ramos Vida e Residencial com apólices anuais. Dessa forma, acreditamos que o volume de prêmios emitidos crescerá de forma exponencial, podendo chegar a R$ 500 milhões já em 2027”, concluiu Rudh.

Incêndio em Hong Kong pode custar US$ 334 milhões às seguradoras

Fonte: Intelligent Insurer e jornais locais

A tragédia do incêndio em Hong Kong deve elevar o índice combinado líquido do segmento de property & casualty (P&C) da região, que passou de 93,2% no ano passado para até 98% em 2025, segundo projeção da S&P Global.

De acordo com a agência, as perdas de sinistros relacionadas ao incêndio vão se somar à pressão já provocada pelos grandes eventos climáticos que atingiram Hong Kong ao longo deste ano.

A S&P avalia que as seguradoras de P&C deverão reavaliar suas estratégias de retenção de risco e políticas de precificação no seguro de propriedades, em um ambiente marcado pela queda de preços e concorrência mais intensa.

As margens de subscrição devem ser impactadas por um duplo choque: o incêndio no conjunto Wang Fuk Court, em Tai Po, e o enfraquecimento dos resultados decorrente de eventos climáticos extremos, como o tufão Regasa e as fortes tempestades registradas anteriormente.

O seguro do Wang Fuk Court — cobrindo danos materiais e responsabilidade civil de terceiros durante sua reforma — foi subscrito pela China Taiping Insurance (HK). Segundo a S&P, a companhia pode enfrentar sinistros proporcionalmente maiores do que outros players, embora os resseguradores devam absorver a maior parte das perdas, dada a estrutura de retrocessão da CTPI (HK).

“A proteção de resseguro por meio de tratados e programas de excess-of-loss ajuda a mitigar perdas retidas pelas seguradoras primárias. Em 2024, a taxa geral de utilização de resseguro do setor foi de cerca de 35%, com uso mais elevado na linha de propriedade, próximo de 60%. Além disso, algumas seguradoras de P&C contam com suporte financeiro de seus grupos controladores, o que reforça seus perfis de crédito”, destacou a S&P.

A agência citou reportagens locais estimando o valor segurado total dos oito blocos residenciais em cerca de HK$ 2,6 bilhões (US$ 334 milhões). As perdas seguradas devem vir principalmente dos dois blocos que sofreram maior dano no incêndio.

Investigação

A polícia de Hong Kong informou nesta segunda-feira, 1, que 13 pessoas foram presas até o momento no âmbito da investigação sobre o incêndio em um complexo residencial que deixou ao menos 151 mortos.

O chefe de polícia de Hong Kong, Chan Tung, disse à imprensa que os agentes “abriram imediatamente uma investigação por homicídio culposo”, o que levou à detenção de 13 suspeitos – 12 homens e uma mulher, com idades entre 40 e 77 anos.

As autoridades disseram ainda que parte das redes de proteção utilizadas nas obras de reforma do complexo não seguia as normas de segurança contra incêndios. “A polícia coletou amostras de 20 pontos diferentes no complexo Wang Fuk nos últimos dois dias”, explicou o funcionário de alto escalão do governo de Hong Kong, Eric Chan.

Segundo ele, amostras de sete pontos – coletadas em quatro das sete torres atingidas – “não cumpriam os padrões de proteção contra incêndios”. “Eles só queriam ganhar dinheiro à custa da vida das pessoas”, disse Chan.

O incêndio, que começou na quarta-feira, 26, atingiu sete dos oito prédios do complexo. As chamas só foram controladas na sexta-feira, 28. O número de mortos subiu para 151, cinco a mais do que no balanço anterior.

Prêmio Jovens Visionários Prudential 2025 reconhece liderança jovem na educação financeira

A Prudential do Brasil realizou, na última quarta-feira (26), a cerimônia do Prêmio Jovens Visionários, que, anualmente, reconhece e impulsiona o protagonismo jovem no país. Esta edição, pela primeira vez, destacou iniciativas de empreendedorismo social que promovem a educação financeira como ferramenta de transformação social e revelou o potencial de oito jovens finalistas. O evento aconteceu no Museu do Amanhã, no Rio, e contou com a presença da CEO e presidente da Prudential do Brasil, Patricia Freitas, da vice-presidente de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional, Gabriela Al-Cici, além de convidados e outras lideranças da seguradora.
 

O grande vencedor foi o mineiro Victor Gustavo Cabral Rodrigues, de 25 anos, com o projeto Cofrinho – Educação Financeira Gamificada. Victor destacou a crença na educação financeira como agente de mudança. “Estar junto a outros jovens com o mesmo propósito foi um aprendizado incrível. Essa discussão precisa de atenção, e ter empresas como a Prudential apoiando nossas ideias mostra que a vida dos brasileiros pode, sim, ser transformada por meio da educação financeira”, disse.
 

O segundo lugar ficou com o projeto Iara da Barkus – chatbot de educação financeira via whatsapp para públicos minorizados, da carioca Bia Santos, de 29 anos. Marden Rodrigues, sócio no projeto que recebeu o prêmio, reforçou a relevância do tema: “Educação financeira precisa de atenção urgente e a premiação reforça o compromisso da Prudential com o tema. É uma pauta que exige ações coordenadas para mudar realidades”.

Para a CEO e presidente da Prudential do Brasil, Patricia Freitas, o prêmio é uma oportunidade de reconhecer jovens lideranças movidas por propósito que estão moldando nossa sociedade. “Esses jovens já estão transformando o presente e desenhando o futuro com iniciativas que carregam um compromisso genuíno de gerar impacto positivo. Nesta edição, recebemos 59 projetos voltados para a educação, um pilar essencial para construirmos um amanhã mais sólido, inclusivo e cheio de oportunidades. A Prudential acredita que essa jornada é coletiva, e esses jovens representam o agora, o amanhã e o futuro do nosso país.”, declarou Patricia.

Além dos prêmios de R$ 40 mil e R$ 30 mil para o primeiro e o segundo lugar, respectivamente, a Prudential também ofereceu mentoria aos oito finalistas, reforçando o investimento no desenvolvimento contínuo dos projetos.
 

O tema escolhido para a edição de 2025 está alinhado à urgência do assunto. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas/SPC Brasil mostram que apenas 21% dos brasileiros afirmam ter conhecimento suficiente sobre finanças pessoais enquanto 47% dos adolescentes não conseguem controlar suas finanças. Desde 2022, o prêmio Jovens Visionários já teve mais de 700 projetos inscritos por jovens que querem mudar a realidade e o futuro do nosso país.
 

Conheça os projetos finalistas

A edição de 2025 reuniu oito projetos inovadores de cinco estados (Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba e), demonstrando a diversidade de soluções para o desafio da educação financeira no Brasil:

  • Victor Gustavo Cabral Rodrigues (25, Minas Gerais): Projeto Cofrinho – Aplicativo gratuito com gamificação e ciência comportamental.
  • Bia Santos (29, Rio de Janeiro): Projeto Iara da Barkus – Chatbot de educação financeira via WhatsApp para públicos minorizados.
  • Bruno Ribeiro Lewis (29, São Paulo): Projeto FORME – Educação Financeira para escolas, com materiais didáticos bilíngues e tecnologia.
  • Rafaella Ferreira de Souza (19, Rio de Janeiro): Projeto EducaFin – Leva educação financeira por meio de palestras, cursos, livros e conteúdos digitais.
  • Matheus Borges Figueirôa (21, Pernambuco): Projeto Tangram – Programa gamificado com IA e orientação pedagógica.
  • Lays Paulino de Medeiros (20, Paraíba): Projeto Sobrevivendo ao Mês – Jogo de tabuleiro artesanal que simula a vida adulta e ensina gestão financeira de forma lúdica.
  • Lizandra de Fátima dos Santos Souza (18, São Paulo): Projeto Nilo – Plataforma gamificada de educação financeira criada pela ONG GEDUC.
  • Pedro Marques (28, São Paulo): Projeto Real Grana – Plataforma gamificada para escolas.

Pedro Bial traz a importância do planejamento financeiro em campanha da Bradesco Vida e Previdência

O jornalista e apresentador Pedro Bial protagoniza a campanha publicitária da Bradesco Vida e Previdência. A peça reforça, com sensibilidade e proximidade, a importância de estar preparado para os vários momentos da vida, com destaque para os planos de previdência privada como instrumento essencial de planejamento de longo prazo.

A campanha mostra Bial atravessando diferentes marcos de sua história, de coberturas jornalísticas internacionais a bastidores de televisão, até chegar a um ambiente futurista, onde se depara com uma versão mais velha de si mesmo, criada por meio de inteligência artificial. A narrativa sugere que o cuidado com o futuro deve começar hoje, independentemente do caminho que a vida tome.

“Nossa nova campanha traduz a missão de unir uma linguagem emocional, estética refinada e o carisma de um porta-voz como Pedro Bial, que tem forte identificação com o público. Ao promover uma reflexão leve e inspiradora sobre o futuro, seguimos fortalecendo a cultura do cuidado e do planejamento, com clareza e sensibilidade”, afirma Ana Claudia Frighetto Gonzalez, Superintendente Sênior de Marketing do Grupo Bradesco Seguros.

Criada pela AlmapBBDO e produzida pela Anonymous Content Brazil, a campanha conta com veiculação em TV aberta, mídias digitais, rádio e redes sociais, e reforça o posicionamento da Bradesco Vida e Previdência na construção de uma cultura de proteção e de educação financeira. 

Estudo da AON mostra os principais riscos que afetam as empresas na América Latina

A Aon plc (NYSE: AON), empresa líder mundial em serviços profissionais, divulgou os resultados para a América Latina de sua Pesquisa Global de Gestão de Riscos 2025 (GRMS), que aponta que as empresas da região enfrentam um ambiente de risco excepcionalmente complexo, onde convergem pressões econômicas, políticas e ambientais.


Para a maioria das organizações latino-americanas, os riscos relacionados à fragilidade econômica, instabilidade política, vulnerabilidade climática e imprevisibilidade regulatória têm repercussões nos desafios operacionais imediatos, como a interrupção das atividades empresariais e da cadeia de suprimentos, mas que, a longo prazo, podem evoluir para oportunidades estratégicas e vantagens competitivas.


“O aumento do risco comercial e operacional na América Latina revela uma nova realidade: a volatilidade e a incerteza são agora constantes para as empresas. Antes, a resiliência consistia em sobreviver as ameaças e seus impactos. Agora, trata-se de aproveitá-las para fortalecer a competitividade. As organizações latino-americanas que repensarem sua gestão de riscos serão as que liderarão”, afirma Natalia Char, head de Commercial Risk para a América Latina na Aon.


Principais riscos atuais para a América Latina

  1. Interrupção dos negócios
  2. Mudanças regulatórias ou legislativas
  3. Ataque cibernético ou vazamento de dados
  4. Risco de flutuação dos preços das matérias-primas ou escassez de materiais
  5. Desaceleração econômica ou recuperação lenta
  6. Risco político
  7. Aumento da concorrência
  8. Risco de fluxo de caixa ou liquidez
  9. Falha na cadeia de suprimentos ou distribuição
  10. Clima ou desastres naturais

A interrupção das atividades empresariais continua sendo o principal risco para as organizações da região devido à exposição a crises geopolíticas, eventos climáticos extremos, sua dependência das rotas comerciais globais e a vulnerabilidade da infraestrutura local. Países como Brasil, Argentina, Chile e México dependem em grande medida das exportações (desde produtos agrícolas até manufatura), o que os torna particularmente suscetíveis a interrupções na cadeia de abastecimento, que não só geram perdas financeiras diretas, mas também afetam a confiança dos clientes e tensionam as relações com os fornecedores. 


Portanto, as empresas têm se empenhado em diversificar sua base de fornecedores, investir em tecnologias de visibilidade da cadeia de suprimentos e desenvolver planos de continuidade sólidos para enfrentar e se recuperar diante de crises. Muitas empresas também estão considerando a contratação de seguros de contingência contra interrupção de negócios para se proteger contra imprevistos, melhorando assim a resiliência operacional em uma região onde a interrupção do negócio é uma ameaça constante.


As mudanças regulatórias e legislativas, consideradas o segundo risco mais importante, estão profundamente ligadas à instabilidade política na América Latina, o que gera um ambiente empresarial imprevisível. Esses acontecimentos levaram as empresas a ajustar seus planos de investimento e a operar em um ambiente regulatório mais complexo, acompanhando de perto a evolução política e geopolítica e realizando o planejamento de cenários que garantam a continuidade dos negócios. 


Os ataques cibernéticos e os vazamentos de dados ocupam o terceiro lugar na lista de riscos regionais presentes e o primeiro lugar na lista de riscos futuros, onde apenas 15% dos entrevistados quantificam sua exposição ao risco cibernético. A rápida adoção de plataformas digitais e tecnologias de inteligência artificial (IA) ampliou a superfície de ataque para os cibercriminosos. Diante do aumento dos incidentes cibernéticos potencializados pela IA, os executivos empresariais estão passando de uma postura reativa para estratégias proativas de gestão de riscos.


Os riscos futuros que preocupam os líderes empresariais na América Latina


A pesquisa da Aon também oferece uma perspectiva futura sobre os riscos que os líderes empresariais latino-americanos esperam que sejam mais críticos até 2028. No geral, eles se preparam para um futuro marcado pela digitalização, pelas mudanças climáticas e pela volatilidade do mercado. As dez ameaças mais preocupantes refletem essa mudança:


Principais riscos futuros para a América Latina

  1. Ataque cibernético ou vazamento de dados
  2. Aumento da concorrência
  3. Risco de flutuação dos preços das matérias-primas ou escassez de materiais
  4. Mudanças regulatórias ou legislativas
  5. Interrupção dos negócios
  6. Mudanças climáticas
  7. Risco político
  8. Desaceleração econômica ou recuperação lenta
  9. Risco de fluxo de caixa ou liquidez
  10. Inteligência artificial 

Tanto na América Latina quanto globalmente, as mudanças climáticas estão se tornando uma preocupação cada vez maior para o futuro. De fato, 80% dos entrevistados da região afirmaram ter sofrido perdas econômicas devido a um fenômeno meteorológico ou desastre natural nos 12 meses anteriores à pesquisa. A região é uma das mais vulneráveis ao risco climático no mundo, pois tem enfrentado uma sucessão de fenômenos meteorológicos sem precedentes, como furacões, inundações catastróficas e secas prolongadas que têm ameaçado economias, comunidades e indústrias importantes, causando perdas econômicas multimilionárias e o deslocamento de milhares de pessoas.


Em resposta, as empresas de toda a região estão priorizando investimentos em infraestrutura resiliente, sistemas de alerta precoce, modelos climáticos para proteger seus ativos e operações, e estão adotando seguros paramétricos que oferecem indenizações rápidas após desastres. Tudo isso com o objetivo de minimizar as interrupções operacionais e acelerar a recuperação diante de fenômenos meteorológicos extremos.


“Para enfrentar o panorama de ameaças presentes e futuras na América Latina, as empresas devem adotar uma abordagem proativa e integrada na gestão de riscos. As condições voláteis e mutáveis oferecem a oportunidade de transformar o risco em resiliência. Ao repensar sua abordagem e investir em novas estratégias, elas podem proteger suas organizações e abrir novos caminhos para o crescimento”, concluiu Natalia Char.


A pesquisa GRMS analisa globalmente há 19 anos os riscos mais relevantes para líderes empresariais. Esta edição, reuniu cerca de 3.000 respostas de 63 países do mundo, destacando que apenas 14% acompanham sua exposição aos dez principais riscos e apenas 19% utilizam análise de dados para avaliar seus programas de seguros. Para acessar o relatório completo e descobrir como a Aon ajuda seus clientes a enfrentar a dinâmica disruptiva atual, visite Pesquisa Global de Gestão de Riscos.