Como a Nova Lei de Seguros redefine eficiência, confiança e diferenciação no setor

por Felipe Nicola, Diretor de Seguros e Clima & Sustentabilidade da Oliver Wyman   

O mercado de seguros passa por um ciclo de redução de preços na América Latina, segundo dados do Relatório Global do Mercado de Seguros da Marsh. O movimento, que vem se acentuando desde o início deste ano, após um dos mais longos períodos de aumento de valores, reforça a necessidade de seguradoras estabelecerem estratégias pautadas na melhoria da experiência do cliente e maior eficiência, que resultem em aumento da penetração de seguros e maior rentabilidade.

Neste cenário, há espaço relevante de crescimento do mercado no Brasil, que exibe um gap de penetração quando comparado a países maduros, nos quais a presença de seguros varia entre 6% e 12% do PIB. Por aqui fica entre 1,5% e 3,0% do PIB, de acordo com fontes do setor, como Susep e Axco.

Apesar do avanço das seguradoras em novas propostas de valor, o Brasil ainda apresenta diversas dores e necessidades não atendidas dos clientes, o que cria barreiras para o aumento da penetração em todos os segmentos.

Para melhorar essa relação com os usuários, a Nova Lei de Seguros – que entra em vigor no próximo dia 11 -, busca elevar a clareza nas relações entre seguradoras e segurados, aumentar a segurança jurídica e melhorar a experiência do consumidor, ao mesmo tempo em que reforça as responsabilidades do próprio segurado. 

O escopo da nova legislação é amplo: cobre todo o ciclo de vida do produto, com mais de 130 artigos, resultando em mais de 20 mudanças estratégicas com impactos relevante para as seguradoras — incluindo aspectos tão diversos quanto o desenvolvimento de produtos, subscrição, gestão de apólices, sinistros e também resseguros.

Na subscrição, o questionário de risco passa a ser o instrumento formal para a aceitação do seguro, o que exigirá, sem dúvidas, maior rigor na coleta de informações e análise técnica prévia à decisão. Profissionais de mercado preveem questionários mais detalhados, o que impactará a eficiência dos subscritores e a experiência dos clientes, demandando, dessa forma, ajustes operacionais e tecnológicos.

Na regulação de sinistros, a nova regra determina um prazo de 30 dias para manifestação sobre a cobertura, com possibilidade de suspensão do prazo em até duas solicitações adicionais de documentação.

Adicionalmente, abre-se a possibilidade de compartilhar documentos da regulação diretamente com o segurado. A responsabilização também é ampliada, incluindo a responsabilidade solidária do regulador de sinistro, reforçando o papel de cada ator do segmento na fluidez e confiabilidade do processo.

Essa nova disciplina operacional favorece as seguradoras que adotam rapidamente ferramentas de analytics e Inteligência Artificial — tanto para otimizar a subscrição e cotação quanto para gerir prazos e decisões intermediárias na regulação de sinistros. 

Paralelamente, resseguradoras tendem a priorizar companhias que se adaptem com maior rapidez às exigências da Lei, criando uma pressão competitiva adicional na busca por capacidade.

Em um mercado “soft”, como o atual, agilidade tecnológica e compliance processual tornam-se diferenciais tangíveis, especialmente em um contexto em que o descumprimento de prazos pode implicar riscos relevantes à posição da seguradora no mercado.

Além dos impactos operacionais diretos, a Nova Lei de Seguros tende a reconfigurar a dinâmica competitiva do setor. Na subscrição, deverá ocorrer maior diferenciação entre seguradoras com competências técnicas avançadas em contrapartida àquelas com processos mais rígidos ou questionários extensos. 

Na regulação de sinistros, por sua vez, a eficiência e o cumprimento de prazos se tornam fatores críticos de confiança e fidelização, enquanto o menor volume de documentação e a transparência podem se converter em diferenciais de experiência.

Por fim, a Nova Lei leva a uma postura mais seletiva das resseguradoras, que deverão privilegiar parceiros com governança, compliance e eficiência.

Em resumo, a convergência entre um mercado mais competitivo e uma regulação mais granular define um novo roteiro estratégico para o setor: disciplina, transparência e tecnologia como alavancas essenciais para capturar o potencial de crescimento ainda inexplorado. 

Seguros Unimed lança benefícios adicionais para produtos do segmento saúde 

Seguros Unimed

A Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, anuncia o lançamento do Seguro Bem-Estar+, que oferecerá novos benefícios opcionais para produtos do segmento saúde voltados para empresas. Esse é mais um movimento da seguradora que reforça a estratégia em ter um portfólio cada vez mais vasto e qualificado, de forma simples, facilitada e integrada no momento de contratação.

Entre as novidades estão o Unifarma Digital, que oferece subsídio para medicamentos, e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que presta assessoria às empresas no cumprimento da legislação trabalhista (NR 7), promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e saudável.

O Unifarma Digital, desenvolvido em parceria com a Omini Saúde, com tecnologia white label, visa o uso consciente de medicamentos e o engajamento dos pacientes no tratamento. O serviço funciona com um crédito mensal e não cumulativo, mas que é restabelecido no primeiro dia do período seguinte. A apresentação de prescrição médica é indispensável para aquisição da medicação. O acesso ao benefício Unifarma Digital é pelo aplicativo Super App Seguros Unimed, que mantém a identidade visual e a experiência do cliente.

Já o PCMSO inclui, no combo principal de saúde ocupacional, exames clínicos e complementares, além de agendamento na rede credenciada. Há também a opção de contratar serviços adicionais, como gestão de crônicos, telemedicina, mensageria do eSocial e gestão de afastados. O PCMSO é um produto da SOU (Saúde Ocupacional Unimed), uma iniciativa da Unimed do Brasil.

Os benefícios estão disponíveis em todo o território nacional e podem ser incluídos nos produtos PME, Corporativo, Unimed Saúde Empresarial, Novo Essencial São Paulo, Empresarial SP, Essencial Salvador e Essencial Brasília – tanto para pequenas e médias empresas (PME), como também para grandes contas. 

“Nossa posição de referência no setor de saúde nos permite apresentar uma proposta integrada de soluções com foco na customização de serviços e na qualidade de atendimento. Isso abre oportunidades únicas para ajudarmos as organizações a encontrarem ofertas perfeitamente alinhadas às suas realidades e às necessidades específicas de suas equipes”, afirma Rodrigo Aguiar, superintendente Comercial e de Produtos da Seguros Unimed.

Prudential do Brasil é patrocinadora e seguradora oficial do Rock in Rio 2026

A Prudential do Brasil, maior seguradora independente em seguros de vida no país, anuncia sua presença no Rock in Rio 2026 como patrocinadora e seguradora oficial do festival, pelo quarto ano consecutivo. A parceria consolida a união de duas marcas que compartilham história, confiança e reconhecimento, conectando a proteção da vida à emoção da música.

Com o objetivo de aumentar a visibilidade e o reconhecimento da marca, gerar uma memória positiva e mostrar o valor do seguro de vida de forma leve, a Prudential reforça no festival uma comunicação que une emoção e propósito.

Para Fernanda Riezemberg, diretora de Marketing da Prudential do Brasil, o Rock in Rio é um ícone cultural que projeta a cidade do Rio de Janeiro para o mundo e uma plataforma estratégica para ampliar a conexão da marca com diferentes públicos. “A música transforma vidas, cria conexões e marca histórias. A Prudential protege vidas para que essas histórias continuem”, afirma Fernanda. 

Durante o festival, a Prudential irá explorar todo o potencial da marca com ativações exclusivas, experiências interativas e conteúdos digitais que reforçam sua missão: estar ao lado das pessoas em todos os momentos, garantindo segurança para que elas vivam seus sonhos com tranquilidade.

Mais proteção, menos vulnerabilidade: por que seguros de vida e previdência são essenciais para o futuro do país

operarios previdencia

O Brasil encontra-se diante de uma encruzilhada: de um lado, um setor segurador cada vez mais moderno, com avanços regulatórios reconhecidos globalmente; de outro, uma realidade que insiste em permanecer atrasada — poupança doméstica insuficiente, baixa penetração de seguros de vida e uma dependência crescente do gasto previdenciário público, que já consome mais de 51% das despesas federais. Essa combinação, para o especialista Nuno David, não é apenas um problema econômico: é uma barreira estrutural ao desenvolvimento do país.

Em uma série de cinco artigos inéditos, lançada com exclusividade para o mercado brasileiro, Nuno propõe uma reflexão urgente: transformar seguros de vida e previdência complementar em pilares de uma estratégia nacional de proteção financeira e investimento de longo prazo. No primeiro texto, “Previdência e Seguros de Vida como estratégia de desenvolvimento nacional: um caminho inadiável para o Brasil”, ele demonstra que o país já possui os alicerces técnicos— como o PDMS, a inscrição automática e a modernização regulatória — mas ainda não converteu esse avanço em Política de Estado, com metas, continuidade e governança interministerial.

Nuno David, da Syntropia_

A seguir, Nuno aprofunda os principais conceitos do artigo em um bate-papo direto com o Sonho Seguro, detalhando quais medidas podem gerar impacto imediato na poupança previdenciária das famílias, ampliar a inclusão securitária e fortalecer a capacidade de investimento do país.

1) Por que o Brasil ainda não transformou seguros de vida e previdência em uma política de Estado, mesmo já tendo um arcabouço regulatório tão avançado?

Porque ainda falta governança interministerial e metas oficiais. O setor evoluiu tecnicamente — temos o PDMS, o open insurance, a inscrição automática, uma SUSEP muito moderna — mas tudo isso segue fragmentado. Sem objetivos nacionais e accountability, perdemos potência.

2) O Brasil poupa pouco e, por isso, investe pouco. Qual é o impacto direto dessa baixa poupança sobre o crescimento?

Sem poupança de longo prazo, não há capital doméstico suficiente para financiar desenvolvimento. Dependemos mais do Estado e de dívida cara. O resultado é crescimento mais baixo, famílias mais vulneráveis e menos autonomia financeira.

3) Hoje, quase 52% das despesas finalísticas federais vão para previdência pública. Como a poupança privada pode aliviar essa pressão?

Quando o indivíduo acumula poupança previdenciária, ele reduz a dependência do Estado na aposentadoria. Isso libera espaço fiscal para saúde, educação e investimento produtivo. É um pacto intergeracional mais equilibrado.

4) O spread internacional em reservas previdenciárias é gigantesco: de 13,9% do PIB no Brasil contra mais de 190% na Holanda. Onde exatamente perdemos essa corrida?

Perdemos quando não percebemos que previdência e seguro de vida são motores de desenvolvimento, não apenas produtos financeiros. Países que entenderam isso investiram décadas em políticas de poupança com continuidade, acima de governos.

5) O que já funcionou muito bem no Brasil e precisa ser ampliado?

A inscrição automática. Ela elimina a barreira comportamental da decisão individual de poupar. No Brasil, já demonstrou aumento de até 13 pontos percentuais na adesão. Expandir isso para a previdência aberta teria impacto imediato e massivo.

6) Microprevidência e microsseguro com incentivos simples: que resultados você enxerga?

Uma revolução silenciosa. Estamos falando de incluir dezenas de milhões de trabalhadores informais na proteção de longo prazo. Pequenas contribuições — R$ 20, R$ 50 — mudam a trajetória de vida quando acumuladas por 20 ou 30 anos.

7) O crédito imobiliário acopla seguro obrigatoriamente. Que outras linhas deveriam seguir o mesmo caminho?

Crédito estudantil, microcrédito produtivo, financiamentos para MEIs e mobilidade. A proteção de renda nesses casos reduz inadimplência, protege a família e evita que um evento de vida se transforme em endividamento estrutural.

8) O setor está pronto, como você afirma. O que falta para todos caminharem no mesmo ritmo?

Coordenação nacional. Não basta cada instituição fazer seu melhor. Precisamos de uma estratégia formalizada que alinhe governo, reguladores e mercado com metas comuns e continuidade acima do ciclo político.

Fundos previdenciários financiando infraestrutura: onde estão as maiores oportunidades no curto prazo?

Energia, saneamento, mobilidade e crédito estruturado. São áreas com impacto social enorme e retorno de longo prazo compatível com passivos previdenciários. A OCDE mostra isso com clareza.

Se pudesse priorizar apenas uma das “dez medidas de curto prazo”, qual seria e por quê?

A primeira: Instituir a Estratégia Nacional de Proteção Financeira e Previdenciária. Porque ela organiza todas as demais — define metas, cria governança, reporta ao Congresso e dá continuidade às políticas. Sem ela, avançamos, mas sem direção comum.

Leia o primeiro artigo neste link

Bradesco Seguros avança em novos mercados, como pet e celulares usados, dentro da estratégia de expansão e inovação em 2026

A Bradesco Seguros apresentou um diagnóstico de seu desempenho em 2025 e das diretrizes estratégicas para o próximo ano, durante coletiva de imprensa realizada na nova sede do grupo, na icônica avenida Paulista, em São Paulo. Com faturamento de R$ 88,8 bilhões de janeiro a setembro e lucro líquido de R$ 7,3 bilhões no mesmo período, o grupo mantém a liderança entre as seguradoras latino-americanas, sustentada por forte disciplina técnica, ampliação da base de clientes e um ciclo contínuo de investimentos de R$ 1 bilhão ao ano em tecnologia, afirma Ivan Gontijo, presidente do Grupo Bradesco Seguros, que tem sob seu guarda-chuva a Bradesco Vida e Previdência, Bradesco Saúde, Bradesco Auto RE, Bradesco Capitalização, Atlântica Hospitais e Participações e BSP, que cuida do patrimônio de imóveis do grupo.

Gontijo e seus executivos ressaltaram que, mesmo com avanços da última década, o mercado brasileiro de seguros segue subpenetrado – representa apenas cerca de 6% do PIB, contra mais de 10% nos países desenvolvidos. Há, portanto, um espaço significativo para avançar na oferta de proteção financeira às famílias e às empresas brasileiras, movimento que também atrai a atenção de investidores globais em busca de mercados de alto potencial.

Segundo Gontijo, esse ciclo de expansão tem sido impulsionado pela digitalização de jornadas, o uso de inteligência artificial e o fortalecimento da governança, que funcionam como motores para acelerar lançamentos, dar agilidade operacional, melhorar a experiência de corretores e clientes e reforçar a competitividade em um setor que vive uma ruptura estrutural do ponto de vista de adaptação climática, novo arcabouço regulatório, implementação do novo sistema de tributação com a reforma tributária e consumidores mais conscientes e exigentes.

Parte do resultado já aparece nos números deste ano. O desempenho de 2025 reflete a solidez das seguradoras. Além do avanço das vendas e do lucro citados acima, o grupo acumula patrimônio líquido de R$ 40 bilhões e provisões técnicas de R$ 450 bilhões. São 25 milhões de clientes que podem comprar outros produtos e serviços, além da busca pela conquista de novos consumidores sem qualquer cobertura securitária, o que traz otimismo para 2026. “Temos muito para crescer dentro da nossa base e em todo o país. Já no primeiro trimestre lançaremos novos produtos em diversos segmentos de atuação, criados para atuarmos tanto no “cross-selling” dentro da base do grupo Bradesco como os parceiros comerciais conquistarem mais clentes”, reforça Gontijo.

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Ney Dias, presidente da Bradesco Auto/RE, apresentou a estratégia para manter a liderança em automóveis, frotas e caminhões, ao mesmo tempo em que amplia nichos e produtos emergentes. O executivo destacou o lançamento do seguro cibernético para PMEs, que considera um produto indispensável nos próximos três anos , e confirmou a entrada da Bradesco no mercado de seguro pet.

O produto estreia em dezembro para o público de alta renda e, no primeiro semestre de 2026, será oferecido ao mercado geral, sempre vinculado ao seguro residencial. Segundo ele, a companhia monitora oportunidades para atuar também em seguros para celulares e dispositivos usados, segmento que cresce acima de máquinas agrícolas e tem forte demanda contratada por varejistas e empresas de telefonia. Sobre o seguro auto, Dias afirmou que há sinais de estabilização após período de forte pressão de sinistralidade, embora a concorrência ainda exija cautela para manter racionalidade de preços.

No segmento de saúde, o presidente Carlos Marinelli detalhou a retomada da Bradesco Saúde após o período pós-pandemia, marcada pela recuperação de base e queda de sinistralidade. O plano regional lançado recentemente em Goiânia, com preço competitivo e estrutura adaptada ao agronegócio, impulsionou um crescimento de 75 mil vidas até setembro.

Marinelli ressaltou que o modelo de Goiânia serve como base para expansão em Brasília, São Paulo e Porto Alegre, reforçando a estratégia da companhia em ampliar soluções regionais e fortalecer sua disciplina de subscrição. O executivo afirmou que o grupo está pronto para sustentar o avanço da saúde suplementar em 2026, com foco em medicina de valor, bem-estar, dedicação e apoio a doenças crônicas e saúde mental, além da expansão da rede própria Novamed, que já soma 100 mil atendimentos mensais.

Bernardo Castello, presidente da Bradesco Vida e Previdência, afirmou que 2025 marcou a consolidação do novo portfólio da companhia, que investiu em tecnologia, agilidade e conveniência. Ele destacou que, apesar da queda de 40% nos aportes de VGBL até setembro deste ano, após a introdução da alíquota de IOF de 5% que começou a valer em julho, houve migração para o PGBL, aumento das portabilidades e maior demanda por coberturas de risco, especialmente pecúlio, doenças graves, desemprego e diária hospitalar.

Segundo Castello, o seguro de vida vive uma onda de reinvenção, com mais de 20 coberturas, 17 delas voltadas ao uso em vida, tendência que deve se intensificar nos próximos anos. Ele ressaltou ainda o avanço do programa Viva Longevidade, que reúne avaliação 360, score pessoal e coaching baseado em IA, com 8 mil usuários ativos e engajamento de 80%, iniciativa que será expandida para todos os clientes de vida e previdência.

Na capitalização, o presidente José Pires destacou a versatilidade do portfólio, que já lançou mais de 14 produtos e tem quase um terço das vendas em canais digitais. Segundo ele, a digitalização não só amplia capilaridade como permite criar ofertas temáticas e customizadas de acordo com o momento de vida dos clientes, mantendo a tradição do grupo em produtos de poupança, garantia e incentivo.

De acordo com os executivos, a companhia seguirá fortalecendo suas análises preditivas, uso de big data e modelagem climática em parceria com a Swiss Re, principalmente em um país cada vez mais exposto a eventos extremos. O CFO Cruz ressaltou que, embora o setor tenha a opção de se proteger de catástrofes extremas por meio das Letras Financeiras de Seguro, o atual nível de juros não favorece o desenvolvimento do produto, que registrou apenas uma emissão por parte do IRB (RE).

Luiz Carlos Angelotti, responsável pela BSP, explicou que o grupo intensificou a gestão dos 750 imóveis do portfólio imobiliário, um ativo estratégico de R$ 10 bilhões voltado a gerar valor e diversificar receitas. Já Rodrigo Bacellar, diretor presidente da Atlântica Hospitais e Participações, reforçou o compromisso da Bradesco Saúde com a expansão da oferta de serviços, ampliando especialidades e procedimentos de baixa complexidade. “A Novamed já faz 100 mil atendimentos mensais e passamos de três para 21 especialidades nos consultórios próprios”, acrescentou.

Ivan Gontijo encerrou o encontro afirmando que 2025 foi um ano de reconhecimento da qualidade técnica do grupo, incluindo a premiação da Fundação Mapfre que conferiu à Bradesco Seguros o título de maior seguradora da América Latina. Ele reafirmou que a expansão continuará focada exclusivamente no Brasil em 2026, com novos produtos já programados para o primeiro trimestre e maior presença no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regiões onde vê potencial significativo em seguros, especialmente no Ceará.

Sobre um eventual IPO, Gontijo foi categórico: o tema não está em discussão pelo controlador e não há qualquer estudo em andamento. Quanto ao Marco Legal dos Seguros, o presidente avaliou que a lei consolida entendimentos já aplicados pelos tribunais, traz mais segurança jurídica e tende a reduzir judicialização, mas ressaltou que ajustes infralegais ainda estão em discussão com o órgão regulador, a Susep.

Mirando 2026, o presidente destacou que o grupo seguirá investindo em pessoas, seu principal pilar desde 2020, aliado ao uso intensivo de tecnologia, inteligência artificial, big data e modelos preditivos. Ele reforçou que o crescimento de 8% previsto pela CNseg para todo o setor em 2025 dá confiança para projetar um 2026 positivo, desde que o cenário macroeconômico permaneça estável. Para Gontijo, o grande desafio do setor será comunicar melhor à população a importância da proteção financeira, reduzindo o gap de seguros no país e atendendo clientes de diferentes gerações com produtos mais relevantes, personalizados e alinhados às novas demandas de bem-estar e prevenção.

Comissão do Senado aprova projeto que torna obrigatória verba da União para o seguro rural

Fonte: Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) confirmou, nesta quarta-feira (3), a aprovação do projeto que promove alterações nos marcos legais do seguro rural. O PL 2.951/2024 agora vai à Câmara dos Deputados, exceto se houver recurso para análise do Plenário.

Pelas regras do Senado, é preciso uma votação suplementar em comissão com análise terminativa (que dispensa o Plenário), caso o relatório aprovado seja um substitutivo (versão alternativa). O texto original, da senadora Tereza Cristina (PP-MS), recebeu um substitutivo do relator, senador Jayme Campos (União-MT).

Entre as leis alteradas pela proposta está a que instituiu o seguro agrícola (Lei 8.171, de 1991), que passará a utilizar o termo “seguro rural” — de forma a abranger não apenas a agricultura, mas também a pecuária, a aquicultura, a pesca e outras atividades produtivas realizadas no campo.

O projeto explicita que serão cobertos os prejuízos decorrentes de fenômenos naturais, pragas, doenças e outros fatores que afetem as atividades no campo. Além disso, o texto inclui entre as ações e os instrumentos de política agrícola a recuperação de áreas degradadas.

Segundo Jayme Campos, é preciso modernizar a legislação atual, “sobretudo em contexto de recorrentes quebras de safras dos últimos anos, o que tem prejudicado muitos produtores do país”. Na avaliação dele, diversos produtores têm tido severos comprometimentos da capacidade financeira de se manter na atividade.

Benefícios

Segundo a proposta, o poder público pode conceder benefícios aos produtores que contratarem seguro rural — como juros menores, prazos e limites maiores, prioridade de acesso ao crédito rural e financiamento do prêmio do seguro. Esses incentivos poderão ser cumulativos.

O projeto também altera a Lei 10.823, de 2003, que autoriza o Poder Executivo a patrocinar parte do valor do seguro pago pelo produtor rural. Para ter acesso à subvenção econômica, o produtor tem de fornecer dados sobre a sua atividade agropecuária.

Segundo a proposta, a prioridade é para atividades consideradas redutoras de risco, indutoras de tecnologia ou que promovam a recuperação ambiental.

Allianz anuncia superintendente de Corporate

Veronica Britto é a nova superintendente de Corporate da Allianz Seguros, uma das maiores seguradoras do Brasil e do mundo, detentora do naming rights do Allianz Parque. A executiva, que assumiu o cargo no dia 1/12, se reportará diretamente a Maurício Masferrer, diretor executivo de Negócios Corporativos da companhia.

Com 15 anos de experiência no mercado segurador, Veronica chega à Allianz para somar sua expertise técnica e apoiar a expansão sustentável dos negócios de Corporate. “É uma honra integrar uma empresa com tamanha relevância no setor, reconhecida por sua capacidade de inovar e entregar excelência. Estou pronta para contribuir com soluções que agreguem valor aos clientes e brokers e fortaleçam a posição estratégica da companhia no mercado”, destaca.

Ao longo da carreira, Veronica acumulou passagens por grandes players do setor, como Aon, Bonae Res e Chubb, onde liderou iniciativas voltadas a planejamento, desenvolvimento de novas oportunidades de negócios, gestão de distribuição e relacionamento com clientes e brokers.

Formada em Relações Internacionais pela PUC-RJ, Veronica possui MBA em Negócios Internacionais e Comércio Exterior pela FGV e MBA em Gestão de Vendas pela USP/Esalq, além de certificações em liderança inclusiva, gestão de mudanças e desenvolvimento profissional.

Prêmio de Música Instrumental Tokio Marine Hall celebra diversidade sonora brasileira em sua 3ª edição

Reforçando o compromisso com a valorização da música brasileira, seis talentosos instrumentistas subiram ao palco na final do Prêmio de Música Instrumental Tokio Marine Hall, realizada na última quinta-feira, 27. Em uma noite repleta de interpretações autorais, cada finalista também apresentou releituras de grandes sucessos do homenageado da edição, o cantor e compositor Ivan Lins, que celebra 80 anos em 2025.

O vencedor escolhido pelos jurados desta edição foi o pianista, arranjador, produtor musical e compositor Cristian Sperandir, acompanhado por sua banda, formada por Mateus Albornoz (contrabaixo) e Vaney Bertotto (bateria). Além das premiações definidas pelo júri, esta edição também abriu espaço para votação popular, que consagrou o baterista, compositor e educador, Guilherme Tófano. Após o anúncio dos vencedores, Ivan Lins apresentou um pocket show com seus grandes sucessos ao longo da carreira. 

Idealizado pela Tokio Marine Seguradora, o prêmio tem como missão valorizar a música instrumental, ampliar a visibilidade de artistas talentosos e promover o acesso democrático da população à cultura. A iniciativa está alinhada à assinatura ‘Tokio ESG’, por meio da qual a Seguradora reafirma seu compromisso em contribuir para uma sociedade mais justa e transparente e pautada pelo uso responsável dos recursos naturais. Além das edições do Prêmio de Música Instrumental Brasileira, nos últimos anos a Tokio Marine tem apoiado outros projetos de apoio à música e cultura, cujos objetivos são promover, fomentar e dar visibilidade a novos artistas da música brasileira como o Música Para Todos, Palco Novos Talentos e Rock ao Piano. 

Para Flávio Otsuka, Diretor de Estratégia de Crescimento e Marketing da Tokio Marine, a iniciativa permite o reconhecimento de grandes talentos e dá a oportunidade de se apresentarem em uma das mais tradicionais casas de shows do País, como o Tokio Marine Hall, de forma acessível para a população. “Idealizar um prêmio dedicado à música instrumental brasileira é valorizar a cultura do País, além de ampliar a projeção desses artistas. Nesta edição, trazemos uma novidade especial: além do prêmio em dinheiro, os três primeiros colocados poderão gravar suas composições nos estúdios da Trama na Cena, garantindo que o reconhecimento vá além da cerimônia e gere um legado real para suas carreiras”, afirmou o executivo. 

Além de Otsuka, o júri foi composto por Camila Frésca, doutora em Musicologia e mestre em Artes pela ECA-USP; Débora Gurgel, pianista, flautista, arranjadora e compositora paulistana, com mais de 30 anos de carreira na cena instrumental brasileira; Gustavo Vaz, músico, ator, compositor e comunicador mineiro, bacharel em Violão popular pela UFMG e Vera Figueiredo, baterista, compositora, produtora e referência na música instrumental brasileira. 

Confira abaixo todos os artistas premiados na 3ª edição do Prêmio de Música Instrumental Tokio Marine Hall: 

  • 1º lugar: Cristian Sperandir Trio 
  • 2º lugar: Ramsés Paraguassú 
  • 3º lugar: HII Trio 
  • Melhor Intérprete: Fabiano Chagas 
  • Vencedor do Voto Popular: Guilherme Tófano Quarteto

Caixa Residencial lança cobertura para danos por água e reforça compromisso com a proteção dos lares brasileiros

rodrigo Valença caixa residencial

Com o objetivo de ampliar a proteção oferecida aos clientes e fortalecer o compromisso de proteção aos lares dos brasileiros, a CAIXA Residencial, joint venture da CAIXA Seguridade com a Tokio Marine Seguradora, lança a nova cobertura Danos por Água. A proteção adicional está disponível nos produtos CAIXA Seguro Residencial e CAIXA Seguro Residencial Exclusivo, reforçando o compromisso da companhia com a segurança das famílias em cenários de risco climático cada vez mais frequentes.

O lançamento ocorre em sinergia com os debates da conferência da ONU sobre mudanças climáticas, realizada em Belém (PA), que reúne líderes globais para discutir soluções frente ao aquecimento do planeta.

“Com esta iniciativa, ampliamos nossa proposta de valor, oferecendo seguros mais completos, cada vez mais alinhados às projeções do mercado e às necessidades reais das famílias brasileiras. Nosso objetivo é proteger os lares de forma consistente, especialmente diante de eventos climáticos extremos. Com essa expansão, reforçamos nosso compromisso com cuidado e responsabilidade, fortalecendo a confiança e a segurança de nossos clientes, mesmo diante de desafios inesperados”, explica Rodrigo Valença, CEO da CAIXA Residencial.

Proteção ampliada diante de novos riscos

O desenvolvimento da nova cobertura considerou as recentes catástrofes climáticas registradas no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, entre abril e maio de 2024. Na ocasião, 478 dos 497 municípios gaúchos foram afetados, impactando quase 2,4 milhões de pessoas. Mais de 15 mil km² ficaram submersos, e as perdas humanas e materiais reforçaram a urgência de soluções que ampliem a segurança patrimonial e social das famílias brasileiras.

A cobertura engloba:

  • Insuficiência de calhas;
  • Rompimento de tubulações;
  • Enchentes e inundações, em decorrência de fortes chuvas ou rompimento de tubulação;
  • Desmoronamento causado por acúmulo de água.

 Entre os riscos excluídos estão infiltrações por falta de manutenção do imóvel segurado, entupimentos de ralos e sifões e incidentes ocasionados por torneiras, portas ou janelas deixadas abertas.