Obras de Portinari e Matisse são roubadas e contam com seguro, informa secretária da cultura

Dois homens armados invadiram a biblioteca municipal Mário de Andrade, na região central de São Paulo, na manhã deste domingo (7). De acordo com a Polícia Militar, obras de arte foram levadas e os bandidos fugiram. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), responsável pela biblioteca, informou que foram roubadas oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari, da obra “Menino de Engenho”, pertencentes à exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”. Segundo a Secretaria de Cultura e Economia Criativa, “as obras expostas contam com apólice de seguro vigente”.

Este domingo era o último dia da mostra que reúne livros raros e obras das décadas de 1940 e 1950 e fotografias que retratam a produção moderna no país, que conta com seguro para apenas parte da exposição, subscrito pela seguradora Ezze Seguros e conduzido pela corretora Howden, segundo fontes que pediram anonimato.

Um dos criminosos teria anunciado o roubo ao mostrar a arma debaixo da blusa para uma das seguranças da biblioteca, que não portava arma. Ela foi levada para uma sala onde foi obrigada a entregar o rádio de comunicação e o celular. Enquanto isso, o outro suspeito retirou os oito quadros da parede. Não houve vítimas nem relatos de tiros disparados.

PicPay firma compromisso com o INSS e irá devolver cerca de R$ 1 milhão cobrados a título de seguro prestamista

FONTE: INSS

PicPay assinou termo de compromisso com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), comprometendo-se a adequar os procedimentos relacionados às operações de empréstimo consignado. A instituição financeira se comprometeu a devolver, imediatamente, cerca de 1 milhão de reais cobrados a título de seguro prestamista.

Além disso, o PicPay assumiu o compromisso de não comercializar seguro prestamista ou outros produtos e serviços com descontos nos benefícios. O banco também se comprometeu a não condicionar a contratação ou o depósito do crédito consignado à aquisição de qualquer modalidade de seguro, título de capitalização, plano assistencial ou serviço de natureza análoga (venda casada).

Restituição de valores cobrados

Em iniciativa voluntária, o PicPay manifestou interesse em cancelar o seguro prestamista vendido a clientes e restituir os valores cobrados a título de seguro prestamista ou de qualquer outro produto ou serviço vinculado aos empréstimos consignados que tenham sido descontados dos benefícios.

A restituição dos valores deverá ocorrer em até 60 (sessenta) dias, contados da assinatura do termo de compromisso.

As formas de restituição disponíveis incluem:
• pré-pagamento dos empréstimos vigentes, com abatimento do saldo devedor a partir da última parcela a vencer;
• crédito na conta em que o valor do empréstimo foi depositado;
• via PIX, mediante confirmação do número de CPF do beneficiário;
• disponibilização via SVR (Sistema de Valores a Receber) do Banco Central do Brasil.

O PicPay só não precisará fazer o ressarcimento nos casos em que os beneficiários já tiverem recebido o valor segurado ou quando houver sinistro passível de acionamento da cobertura do seguro.

Riscos econômicos e sociais dominam as preocupações de líderes empresariais brasileiros em 2025

Foi lançada a Executive Opinion Survey 2025, pesquisa realizada anualmente pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com o Zurich Insurance Group e a Marsh McLennan (NYSE: MMC), líder global em risco, estratégia e pessoas, e que identifica os principais riscos de curto prazo para empresas e economias no mundo.

O estudo reúne percepções de mais de 11 mil líderes empresariais de 116 países, antecedendo a publicação do tradicional Relatório de Riscos Globais (Global Risks Report – GRR), com destaque para as percepções dos líderes dos países que compõem o G20.

No Brasil, o cenário da pesquisa é marcado por pressões econômicas e sociais. A recessão econômica aparece em primeiro lugar. Em segundo, estão os serviços públicos e as proteções sociais insuficientes, que abrangem educação, infraestrutura e previdência. O endividamento (público, corporativo e doméstico) figura na terceira posição, seguido por crime e atividade econômica ilícita, e pela inflação em quinto lugar.

De acordo com Edson Franco, CEO da Zurich Seguros no Brasil, os resultados reforçam a urgência de fortalecer os mecanismos de estabilidade financeira das famílias. “A pesquisa mostra que a seguridade volta a ocupar um espaço central nas preocupações dos líderes brasileiros. Essas fragilidades tornam a previdência complementar e os produtos de proteção de longo prazo ainda mais relevantes em um país que envelhece rapidamente”, pontua o executivo.

Segundo ele, as questões de seguridade, bem-estar e saúde pública influenciam a estabilidade das empresas, a capacidade de planejamento das pessoas e o bem-estar das comunidades, exigindo ações coordenadas e conjuntas entre diferentes setores e governos e sociedade para aumentar a resiliência da sociedade brasileira.

Franco ainda chamou a atenção para o fato de que os eventos climáticos extremos, que estiveram presentes no Top 5 da pesquisa do ano passado, desta vez ficaram de fora dos cinco principais riscos apontados. Segundo ele, um cenário que entra em conflito com a presença constante do tema na agenda do país ao longo de todo ano de 2025, em função da COP30.

“Em pleno ano de COP30, mesmo após episódios cada vez mais frequentes, os riscos climáticos não apareceram este ano. Isso é preocupante, pois revela como as questões econômicas e sociais mais imediatas acabam ganhando prioridade. Não podemos esquecer a importância da agenda climática para a resiliência das empresas e de toda a sociedade. Essa não é uma preocupação que deve estar em um futuro distante, é parte do presente e exige uma colaboração de todos os setores, o que só vai acontecer se esta agenda se manter prioritária”, defende Franco.

Para Paula Lopes, presidente da Marsh Brasil, o relatório evidencia uma transição crucial na agenda de risco das empresas: as ameaças sociais e tecnológicas, que ganharam um lugar de destaque ao lado das preocupações econômicas imediatas. Isso demonstra uma visão mais ampla e integrada dos líderes, ao entenderem que a estabilidade dos negócios está intrinsecamente ligada ao bem-estar social e à confiança digital.

“No entanto, é fundamental que esse olhar estratégico seja amplo. A ausência dos eventos climáticos extremos no ranking de preocupações de curto prazo não significa que o risco tenha diminuído. Pelo contrário, significa que sua materialização é considerada certa e sua gestão não pode mais ser adiada. A construção de resiliência climática é um imperativo de longo prazo que demanda ação imediata”, afirma. “Empresas, governos e a sociedade precisam unir forças agora para adaptar infraestruturas, repensar modelos de negócio e proteger comunidades, transformando esse desafio global em uma oportunidade de inovação e desenvolvimento sustentável”, complementa.

Cenário Global e América Latina

Na América Latina (incluindo Argentina e México, que também compõem o G20), os principais riscos enfrentados por empresas e sociedades incluem a insuficiência de serviços públicos e proteções sociais, a falta de oportunidades econômicas e o desemprego, além da crescente atividade criminosa e econômica ilícita. Além disso, a região é afetada pela incerteza econômica decorrente de possíveis recessões e pela polarização social, fatores que juntos representam desafios significativos para a estabilidade e o desenvolvimento sustentável no curto e médio prazo.

Para Carlos A. Rivera, CEO da Marsh McLennan para América Latina e Caribe, os desafios sociais e econômicos estão profundamente entrelaçados, com riscos como a insuficiência de serviços públicos e a falta de oportunidades econômicas impactando diretamente a estabilidade da América Latina. É importante que as organizações enfrentem esses riscos com uma abordagem integrada, que combine resiliência financeira, inovação na gestão de riscos e colaboração multissetorial para proteger as comunidades e promover um desenvolvimento sustentável e equitativo.

Laurence Maurice, CEO da Zurich na América Latina, afirma que os resultados reforçam desafios comuns nos países latino-americanos. “Os riscos relacionados às proteções sociais aparecem com força em toda a região. Ampliar o acesso à proteção financeira e investir em educação e formação profissional são caminhos essenciais para fortalecer a resiliência das comunidades”. Segundo ela, os resultados dialogam diretamente com iniciativas conduzidas regionalmente pela Zurich, como a capacitação técnica, desenvolvimento de competências socioemocionais e inclusão produtiva de jovens, ampliando oportunidades de empregabilidade e contribuindo para a resiliência social.

Já entre os países do G20, os dois primeiros lugares do ranking seguem a mesma linha do ranking brasileiro, com a recessão econômica permanecendo como o principal risco pelo terceiro ano consecutivo, e ocupando o primeiro lugar em seis economias do G20, incluindo Reino Unido e Estados Unidos. Ele é seguido pela preocupação com a insuficiência de serviços públicos e proteções sociais – a situação fica evidente especialmente na Europa, onde o envelhecimento da população tem avançado com velocidade.

“Desafios como previdência e saúde pública não são mais apenas questões governamentais – são prioridades dos conselhos de administração. É alarmante ver que, hoje, na Europa, há menos de três adultos em idade ativa para cada aposentado, e mais de um terço dos cidadãos da UE não está economizando o suficiente para a aposentadoria. Essas lacunas ameaçam tanto o bem-estar da força de trabalho quanto a estabilidade social mais ampla. O momento de agir é agora; ao unir forças entre setores, podemos ajudar as pessoas a construir resiliência financeira e garantir um futuro melhor para todos”, afirma Alison Martin, CEO EMEA & Bank Distribution do Grupo Zurich.

Em terceiro e quarto, respectivamente, aparecem a falta de oportunidades econômicas ou desemprego e a inflação. O quinto risco é composto por ameaças tecnológicas relacionadas à desinformação, que entram pela primeira vez no Top 5 do G20. A presença inédita deste risco se deve ao avanço das ferramentas de inteligência artificial e ao receio de que a propagação de conteúdos falsos afete eleições, mercados, infraestrutura e segurança digital.

“Com o avanço da inteligência artificial, a proliferação da desinformação e da informação incorreta está permitindo que agentes mal-intencionados atuem de forma mais ampla. Por isso, os desafios trazidos pela rápida adoção da IA e pelas ameaças cibernéticas associadas agora ocupam o topo das agendas dos conselhos de administração”, pontua Andrew George, presidente da Marsh Specialty.

Os eventos climáticos extremos, que estiveram no Top 5 do G20 em 2024, também não aparecem entre os principais riscos de 2025, levantando questões sobre como o grau de polarização social e política está moldando a aceitação atual em relação às mudanças climáticas.

“Embora fatores econômicos e geopolíticos tenham desviado parte da atenção dos compromissos de mudança no curto prazo, as empresas devem manter o foco em seus objetivos ambientais para mitigar os riscos associados às mudanças climáticas no longo prazo”, complementa George.

Para Zurich e Marsh, o estudo oferece subsídios estratégicos para empresas, governos e lideranças compreenderem tendências e desenvolverem soluções que fortaleçam a segurança e a sustentabilidade das sociedades.

Galapagos Capital emite R$ 100 milhões em letras de risco de seguro para seguro de garantia judicial

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A Galapagos Capital, companhia de investimentos global com mais de R$ 32 bilhões sob gestão, anuncia a emissão de até R$ 100 milhões em Letras de Risco de Seguro (LRS). Com o prazo de 6 anos, a operação estruturada tem como objetivo permitir automatizar operações de seguros de garantia judicial. A emissão foi realizada tendo como contraparte a bs2 Seguros.

A LRS é conhecida internacionalmente como Insurance Linked Security (ILS), título emitido no mercado de capitais com base em riscos de seguros. O título se destaca por oferecer um resseguro automático para as emissões dos próximos 12 meses. O modelo permite utilizar até R$ 100 milhões iniciais, podendo ter sua capacidade ampliada.

Segundo Roberto Takatsu, sócio da Galapagos Capital, a companhia seguirá uma estratégia inicial de prudência, priorizando emissões voltadas a investidores profissionais, fundos de pensão e multi-family offices, com foco em estruturas conservadoras para consolidar a confiança no mercado. “Estamos entrando em um mercado que pode destravar diversas oportunidades – desde operações de crédito até cobertura de riscos complexos no agronegócio e em catástrofes naturais. O Brasil passa a contar com um novo instrumento para ampliar capacidade de seguro e de crédito, reduzindo gargalos históricos”, diz Takatsu.

Para viabilizar a emissão, a Galapagos desenvolveu, do zero, um sistema digital que integra seguros e securitização em parceria com a Fitinsur. O processo exigiu meses de negociações com SUSEP, Receita Federal, CVM e B3, resultando em um arcabouço capaz de suportar a criação do modelo.

A operação contou com o apoio do Madrona Advogados (assessoria jurídica),e da Vortex (liquidação e registro), além da colaboração essencial da SUSEP, Receita Federal e B3.

SulAmérica celebra 130 anos e apresenta novo posicionamento com a assinatura “Na sua vida. Pra vida toda”

A SulAmérica completou 130 anos no dia 5 de dezembro e escolheu celebrar a data com um marco estratégico: a apresentação do seu novo posicionamento institucional, acompanhado da primeira assinatura de marca da sua história, “Na sua vida. Pra vida toda” . A mudança reflete o novo momento da companhia e da marca, ampliando o território de seguradora de saúde para ser protagonista na vida das pessoas em sua visão mais ampla, com proteção financeira, investimentos e soluções 360 para seguro saúde, odonto e vida.

Na contramão das comemorações tradicionais de marcas, centradas em retrospectivas históricas, a SulAmérica se desafiou a olhar para frente. Pioneira em iniciativas como coleta domiciliar de exames e pronto atendimento virtual, a companhia segue investindo em tecnologia, automação e inteligência artificial, análises preditivas e parcerias estratégicas para organizar dados e transformar as jornadas de experiência dos segurados. Como parte desse momento de transformação, a SulAmérica também prepara o lançamento do seu novo portal institucional e do novo aplicativo, que foi redesenhado com foco na experiência do usuário. A plataforma ganhará arquitetura mais moderna, navegação mais clara e maior oferta de jornadas de autosserviço, permitindo que o cliente resolva suas necessidades de forma rápida e autônoma.

Nesse sentido, o novo posicionamento parte do legado como base de credibilidade e reputação construída ao longo de muitas décadas, mas ao mesmo tempo projeta a SulAmérica para adiante, com a promessa de seguir evoluindo para cuidar da vida das pessoas em dimensões integradas: saúde e bem-estar; proteção e segurança; e planejamento de longo prazo.

O filme que inaugura o novo posicionamento teve sua estreia na mesma data do aniversário da companhia e parte de uma pergunta central: “Como serão os próximos 130 anos?”. A partir desse ponto, a narrativa constrói uma jornada visual que mescla avanços da tecnologia na área médica, hospitalar, plataformas de autosserviço, com as interações e relações humanas, que seguirão sua essência de conexão e afeto. O objetivo é reforçar a ideia de que o futuro não é único, mas múltiplo – e que, independentemente do cenário, a SulAmérica continuará se reinventando para cuidar das pessoas, assim como fez ao longo das muitas transformações que o Brasil atravessou desde 1895.

Segundo a companhia, o processo criativo partiu de uma combinação de análises: estudos de mercado e comportamentos culturais, escuta ativa com clientes e entrevistas de executivos de diferentes áreas e setores. Em temas que envolvem saúde, proteção familiar ou planejamento financeiro, um elemento se mostrou recorrente: a confiança é um fator decisivo na escolha de uma marca. E, em um cenário onde a visão de futuro oscila entre entusiasmo e incerteza, essa confiança se torna ainda mais relevante como elemento de estabilidade. O novo posicionamento nasce justamente dessa leitura.

Para a CMO da SulAmérica, Andreia Junqueira, essa escuta tornou o caminho da marca evidente. “Completar 130 anos é um marco que fala sobre confiança e consistência. Atravessamos guerras, pandemias, mudanças econômicas e transformações tecnológicas, sempre nos reinventando para seguir ao lado dos brasileiros. E, quando reunimos as vozes dos clientes e dos líderes da companhia, percebemos que a essência da SulAmérica continuou a mesma esse tempo todo: estar próxima e ser uma referência de segurança em momentos decisivos. Nosso propósito sempre foi cuidar da vida das pessoas, em todos os contextos. Isso nos deu clareza sobre a direção que queríamos seguir”.

A criação é assinada pela Black Flag, com execução e estratégia de veiculação do filme conduzidas pela GPeS. Além da presença nos principais veículos de comunicação do país, o novo posicionamento também será aplicado em todos os pontos de contato digitais da companhia.

Para Andreia, o movimento representa uma virada central na estratégia da marca. “Temos orgulho do caminho que percorremos, mas nosso olhar está voltado para a frente. ‘Na sua vida. Pra vida toda’ não é uma campanha ou um exercício de comunicação, é a expressão da nossa vocação como companhia. É assim que enxergamos o futuro da SulAmérica, ampliando o alcance do cuidado, da saúde ao planejamento. Por isso também escolhemos retratar pessoas reais, de diferentes idades, origens e histórias: para reforçar que é nesse cotidiano diverso que nossos produtos e nossa presença fazem diferença. É a nossa forma de dizer, ‘não importa o que o futuro reserva, você e quem você ama estarão seguros’”.

Seguro paramétrico: uma proteção financeira para eventos climáticos

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Por lvan Gonçalves Passos, especialista em grandes riscos

O Brasil convive com um ciclo repetido: chuvas intensas, alagamentos, pedidos de calamidade, verbasemergenciais, reconstrução lenta — e, depois, tudo recomeça. Esse modelo não é só caro. É ineficiente. Em um país onde desastres climáticos levam, em média, R$ 14 bilhões por ano dos cofres públicos, segundo o IBGE, é urgente pensar em ferramentas novas para mitigar impactos. Uma delas vem ganhando força por recomendação do Banco Mundial.

Ao contrário do seguro tradicional, o paramétrico não indeniza com base em laudos de danos físicos. Ele paga quando um indicador objetivo ultrapassa um limite pré- definido. Pode ser a quantidade de chuva medida por estação oficial ou satélite, o nível de um rio ou a intensidade do vento de um ciclone. Se o índice é atingido, o seguro é automaticamente acionado. Sem perícia. Sem burocracia. Com previsibilidade.

Essa dinâmica resolve dois problemas de uma só vez: a demora na liberação de recursos após um desastre e a incerteza orçamentária enfrentada por governos. É o que explica o Banco Mundial em suas estratégias de proteçãofinanceira climática. No Caribe, por exemplo, o Caribbean Catastrophe Risk Insurance Facility (CCRIF) já desembolsou dezenas de milhões de dólares em poucos dias após enchentes e furacões — dinheiro usado parasaneamento, saúde pública e limpeza urbana. Agora mesmo, o governo da Jamaica recebeu US$ 70,8 milhões pela ocorrência do furacão Melissa. Na Ásia, Filipinas utiliza apólices paramétricas para financiar respostas a tufões sem necessidade de decretos de crédito extraordinário. México e Peru têm cat bonds paramétricos que garantem cobertura em terremotos severos. ARC (África) pagou indenizações em até 10 dias a governos atingidos por secas, que utilizaram os recursos para distribuir à população afetada.

No Brasil, a oportunidade é clara. Bacias urbanas como a do Vale do Itajaí, Rio Taquari ou a Região Metropolitana de São Paulo poderiam ser protegidas com contratos baseados em gatilhos de chuva acumulada, medidas por redes do Cemaden, da ANA

ou satélites internacionais. Estados ou consórcios de municípios poderiam firmar apólices com valores pré-ajustados, recebendo indenizações automáticas após eventos críticos.

No Brasil a ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias), empresa pública federal vinculada ao Ministério da Fazenda, tem vocação para coordenar esse tipo de instrumento. Ela poderia agrupar estados e municípios em um pool de riscos nacional ou regional, padronizar índices climáticos e negociar com seguradoras e resseguradoras. Com a ABGF no papel de coordenador técnico e institucional, o Brasil poderia finalmente integrar finanças a estratégias climáticas

Para o mercado segurador, trata-se de uma fronteira de inovação promissora, seguradoras e resseguradoras locais e globais já têm capacidade técnica para construir índices, calibrar riscos e oferecer contratos em reais. Agovernança é crucial: índices transparentes, gatilhos auditáveis, contratos simples e uma arquitetura de dados confiável.

Adotar seguros paramétricos é uma escolha estratégica. Não substitui medidas de adaptação física, comodrenagem urbana, reflorestamento de encostas ou códigos de obra mais rígidos. Mas reduz danos econômicos e acelera a reconstrução. Dá ao poder público uma ferramenta moderna para transitar de uma lógica reativa e fragmentada para uma gestão financeira proativa, baseada em dados e compartilhada com o mercado.

E, sobretudo, reconhece que os efeitos das enchentes, inundações, queimadas, secas, entre outras catástrofesclimáticas, já não devem ser tratadas como eventos excepcionais. Fazem parte do novo normal climático. E exigem soluções possíveis, como o seguro.

HDI acelera no Salão do Automóvel para sustentar liderança no seguro auto

O seguro de automóveis é, há décadas, o motor do mercado segurador: tem alta demanda espontânea, grande volume de prêmios e impacto direto na experiência do consumidor com as seguradoras. Justamente por isso, é também um segmento onde a disciplina técnica faz toda a diferença — preços mal calibrados viram prejuízo na safra seguinte, e a guerra comercial pode custar caro. Em um cenário de concorrência cada vez mais acirrada, tecnologia embarcada que muda a dinâmica dos sinistros e consumidores mais exigentes, as companhias precisam se reinventar para seguir crescendo sem perder rentabilidade.

É neste contexto que o Grupo HDI chega ao Salão do Automóvel como patrocinador do Drive Experience — reforçando a importância do seguro auto em sua estratégia multimarcas com Yelum Seguros (ex-Liberty), e evidenciando que quer estar presente em toda a jornada da mobilidade. “O patrocínio simboliza a proteção que permite ao cliente avançar com tranquilidade”, destaca Carla Oliveira, diretora de Produto Auto do Grupo HDI, em entrevista ao Sonho Seguro.

Qual é o objetivo estratégico do Grupo HDI ao patrocinar o Salão do Automóvel e que mensagem a seguradora quer reforçar para o mercado automotivo?

O patrocínio ao Salão do Automóvel representa um movimento estratégico do Grupo HDI para reforçar sua presença no universo automotivo e consolidar nossa posição como parceiro relevante do setor. A escolha de patrocinar o Drive Experience – espaço onde o público pode testar potência, frenagem e dirigibilidade em ambiente controlado – reforça a mensagem de que queremos estar presentes nos marcos importantes da vida das pessoas, oferecendo segurança e confiança para avançar. Assim como quem faz um test drive está prestes a dar um novo passo na conquista de seu veículo, o Grupo HDI busca simbolizar a proteção que permite ao cliente avançar com tranquilidade. Mais do que isso, a presença no Salão também reforça ao mercado que a companhia acompanha constantemente as transformações tecnológicas e comportamentais do setor automotivo, investindo em soluções inovadoras e alinhadas às novas demandas.

O seguro auto continua sendo o principal produto do portfólio da companhia. Como a participação no Salão reforça a relevância desse segmento para o grupo após a aquisição da Liberty Seguros?

O Salão do Automóvel é o maior palco para diálogo com consumidores, montadoras, concessionárias e parceiros do ecossistema automotivo – justamente o segmento mais representativo do nosso portfólio. Por isso, estar no evento, especialmente neste momento em que a companhia apresenta após a aquisição, a marca Yelum, seguimos comprometidos em manter o seguro auto como pilar estratégico. Além disso, nossa participação reforça que o Grupo, agora com uma carteira ampliada e uma estratégia multimarcas mais robusta, está preparado para entregar soluções sob medida, fortalecer a experiência do cliente e atender com ainda mais precisão às necessidades dos motoristas.

Após a integração com a Liberty, a HDI ampliou significativamente sua carteira de automóveis. Quais movimentos têm sido feitos para manter — e expandir — essa liderança?

O Grupo HDI vem avançando em várias frentes estratégicas para manter e expandir nossa liderança no segmento de automóveis. Um dos pilares desse movimento é o fortalecimento da estratégia multimarcas, com HDI Seguros, Yelum e Aliro atuando de forma complementar para atender diferentes perfis de clientes, com propostas de valor bem definidas e produtos ajustados a cada necessidade. Além disso, seguimos investindo fortemente na expansão dos serviços próprios, como a integração da Fácil Assist – nossa empresa de assistência 24h – que trouxe ganhos imediatos em agilidade, capilaridade e qualidade de atendimento. Essa mudança elevou os índices de satisfação para os maiores patamares da nossa história nas três marcas (Yelum HDI e Aliro). Também promovemos uma evolução significativa no portfólio de Auto Individual, com ampliação de limites de cobertura – incluindo importâncias seguradas de até R$ 2 milhões na Yelum – somos pioneiros a oferecer a calibragem da tecnologia ADAS gratuitamente para todos os segurados independentemente do produto, até mesmo Frota e Caminhão –, aumento dos limites de cobertura para blindados, melhorias na experiência de sinistro – com liquidação de indenização integral em até 3 dias úteis para indenização integral. Novidades importantes também chegaram às assistências, como suporte a tecnologias avançadas, além de condições comerciais mais atrativas, como parcelamento em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito. No segmento de Frotas, reforçamos nossa competitividade com limites de casco ampliados para até R$ 1,2 milhão, cobertura de RCF que chega até R$ 2,5 milhões e processos de cotação mais ágeis, incluindo múltiplos endossos simultâneos. Esses movimentos combinados fortalecem nosso portfólio, ampliam o mercado potencial e sustentam a expansão da carteira.

A indústria automotiva vive uma revolução tecnológica com veículos cada vez mais conectados e assistências de direção avançadas. De que forma essas inovações impactam positivamente (e negativamente) o risco e o custo do seguro?

As inovações trazem impactos duplos. De um lado, tecnologias embarcadas, assistências avançadas de direção e sistemas de segurança aprimorados contribuem para reduzir acidentes e melhorar a condução, o que tende a diminuir a frequência de sinistros.  Do outro, esses mesmos avanços tornam o reparo mais complexo e custoso, já que sensores, câmeras e sistemas eletrônicos exigem mão de obra especializada e peças mais caras. Essa combinação exige das seguradoras modelos mais sofisticados de análise de risco e uma rede de serviços adaptada à nova realidade automotiva. No Grupo HDI, estamos preparados para esta realidade, ampliando nossa rede de oficinas e prestadores de acordo com cada inovação que surge no setor. 

Sistemas como frenagem autônoma, sensores e câmeras reduzem colisões de baixa severidade, que representam a maioria das indenizações. Como isso tem se refletido na frequência e severidade dos sinistros da HDI?

Esses veículos realmente apresentam uma dinâmica de sinistro diferente, porque os sistemas ADAS (como frenagem automática, controle de faixa, alerta de colisão) contribuem para reduzir a frequência de acidentes. Por outro lado, quando ocorrem acidentes envolvendo veículos equipados com essas tecnologias, a severidade pode ser maior, devido ao custo elevado de reparo de componentes eletrônicos e sensores. Isso significa que, mesmo com menos sinistros, o valor médio das indenizações pode aumentar. Para equilibrar esses efeitos, investimos em análise avançada de dados, modelos de precificação mais sofisticados e parcerias com oficinas especializadas, garantindo sustentabilidade técnica e preços justos para nossos clientes.

Em contrapartida, carros com mais tecnologia encarecem o custo de reparo. Como a HDI tem trabalhado sua modelagem atuarial e sua rede de oficinas para lidar com esse novo perfil de sinistros?

Carros com mais tecnologia elevam o custo de reparo, e isso exige uma abordagem inovadora. Para compreender essas particularidades, nós criamos clusters de veículos com base nas suas caraterísticas, justamente para entender essas diferenças e direcionar estratégias adequadas. Como Grupo, evoluímos constantemente nossa modelagem atuarial com inteligência artificial e análise preditiva, antecipando tendências e ajustando precificação para garantir equilíbrio técnico. Paralelamente, investimos na transformação da nossa rede de oficinas, com capacitação para lidar com sistemas avançados e integração digital para acelerar processos. Essa estratégia é dinâmica: seguimos incorporando novas tecnologias e dados para oferecer soluções cada vez mais eficientes, sustentáveis e alinhadas às mudanças do mercado automotivo.

O roubo e furto de veículos continua sendo um tema sensível no Brasil. Como tem evoluído a sinistralidade nesse segmento e quais investimentos têm sido feitos em prevenção e monitoramento?

O roubo e furto de veículos segue como um tema sensível no Brasil e a sinistralidade desse segmento tem apresentado dinâmica distinta por região, tipo de veículo e padrão de uso.  Observamos oscilações na frequência ao longo do tempo, com bolsões de maior incidência em áreas específicas e em modelos mais visados. Diante desse cenário, nossa estratégia combina inteligência de dados, prevenção ativa e resposta rápida para mitigar perdas e dar sustentação técnica ao portfólio. Como temos atuado: Modelagem atuarial e inteligência preditiva (isso se traduz em precificação mais precisa e em políticas de aceitação calibradas, preservando acessibilidade e equilíbrio técnico); Parcerias de rastreamento e integração com novas tecnologias (inclusive utilizando tecnologia de rastreamento nativa das montadoras); Operação e rede de atendimento orientadas a agilidade (nossas centrais de sinistros operam com roteiros específicos para casos de roubo e furto, priorizando comunicação imediata, orientação e suporte ao cliente). Essa abordagem garante sustentabilidade técnica, melhor experiência do cliente e resiliência do negócio frente à evolução do risco no Brasil. 

O Brasil tem uma frota envelhecida. Como incluir os carros mais antigos na estratégia de seguro, garantindo preços acessíveis e cobertura adequada sem comprometer a sustentabilidade técnica?

No Grupo HDI, nossa estratégia multimarcas é um diferencial para atender à diversidade da frota brasileira. Oferecemos produtos com diferentes níveis de cobertura, assistências e benefícios, permitindo adequar as ofertas para veículos mais antigos, mantendo acessibilidade, sem perder equilíbrio técnico. Além disso, investimos na personalização de produtos, no uso intensivo de dados para precificação e na otimização de processos por meio da tecnologia. Essa combinação garante soluções adequadas para diversos perfis de veículos e clientes, mantendo sustentabilidade e competitividade no mercado.

Cresce a tendência de o carro já sair da concessionária com seguro embutido. Como a HDI enxerga o papel das concessionárias como canal de distribuição e quais modelos de parceria estão sendo desenvolvidos?

Como um dos maiores grupos seguradores do país, acompanhamos a tendência crescente de integrar o seguro ao processo de compra do veículo. As concessionárias são canais estratégicos nesse movimento e por isso contamos com um Canal Concessionárias dedicado exclusivamente a esse nicho. Nossa estrutura inclui diversas soluções desenvolvidas para atender às necessidades dos parceiros e oferecer experiências completas aos clientes, com possibilidade de personalização conforme o modelo de operação. Essa abordagem garante agilidade, conveniência e produtos sob medida para quem adquire um automóvel.

A relação com montadoras é chave para melhorar dados, precificação e subscrição. Quais iniciativas a HDI tem conduzido com fabricantes para evoluir em telemetria, peças genuínas, oficinas certificadas e compartilhamento de informações?

A relação com as montadoras é fundamental para evoluir em dados, precificação e subscrição. Cada parceria cria oportunidades para desenvolver produtos, serviços e modelos de precificação mais assertivos, sempre com foco em oferecer soluções completas ao cliente. Por meio de iniciativas como integração via APIs, seguros conectados, F&I (Financiamento e Seguro) e oficinas referenciadas, temos como objetivo manter nossos segurados no ecossistema das montadoras buscando equilibrar conveniência e excelente custo-benefício. Além disso, avançamos continuamente em telemetria, uso de peças genuínas, oficinas certificadas e compartilhamento de informações, fortalecendo a experiência e a segurança do consumidor.

Swiss Re projeta lucro líquido de US$ 4,5 bilhões em 2026 com estratégia focada em eficiência e mercados-chave

A Swiss Re anunciou metas mais ambiciosas para 2026, incluindo lucro líquido de US$ 4,5 bilhões, sustentado por uma estratégia revisada que busca fortalecer o core business por meio de execução disciplinada, proposições diferenciadas e presença ampliada nos mercados mais relevantes.

A companhia vem acelerando a integração de inteligência artificial em processos de subscrição, sinistros e gestão de dados para elevar produtividade e acurácia nas decisões. “Hoje somos uma Swiss Re mais forte — entregando resultados resilientes e aproveitando uma plataforma poderosa de dados e IA para decisões mais inteligentes, maior entendimento de riscos e geração de valor de longo prazo aos clientes”, afirmou o CEO Andreas Berger. “Ao olharmos para frente, seguimos direcionando esforços e recursos para nossos mercados centrais, em um cenário que permanece construtivo e sustentado por crescimento estrutural.”

A revisão da carteira de Vida & Saúde (L&H Re) foi praticamente concluída, com foco em carteiras de menor desempenho na Austrália, Israel e Coreia do Sul. O impacto estimado dessas atualizações é de cerca de US$ 250 milhões no lucro antes de impostos do quarto trimestre. Berger destacou: “A solidez do nosso portfólio nos dá a confiança necessária para elevar a meta de resultados dessa unidade de negócios em 2026, contribuindo diretamente para o novo objetivo do grupo.”

As metas operacionais das demais unidades foram mantidas ou reforçadas: o P&C Re segue com combined ratio abaixo de 85%, e a Corporate Solutions, abaixo de 91%. Já a L&H Re passa a projetar lucro de US$ 1,7 bilhão em 2026.

A Swiss Re reafirmou o alvo de retorno sobre o patrimônio (ROE) IFRS acima de 14% no médio prazo e crescimento anual de dividendos de 7% ou mais até 2027. A partir de 2026, pretende ainda iniciar um programa sustentável de recompra de ações de US$ 500 milhões por ano, condicionado ao alcance da meta de lucro do grupo em 2025, superior a US$ 4,4 bilhões.

Reunião com analistas

Após a Swiss Re anunciar uma meta de lucro líquido de US$ 4,5 bilhões para 2026 — número que deixou alguns analistas menos impressionados — o CEO do grupo, Andreas Berger, ressaltou a importância de crescer na hora certa e evitar a tentação do crescimento a qualquer custo.

Na manhã de hoje, a resseguradora global confirmou e elevou algumas metas para o próximo ano, incluindo o lucro líquido de US$ 4,5 bilhões. Embora superior aos US$ 4,4 bilhões projetados para 2025, o número ficou abaixo do que parte do mercado esperava.

Diante disso, durante o recente Management Dialogue com analistas, Berger enfatizou que o ambiente é desafiador, ainda que a perspectiva seja positiva, com foco na força e na resiliência da Swiss Re. As observações iniciais do executivo abordaram as “tentações” do cenário atual, principalmente a tentação de crescer rapidamente.

“Neste momento, todo mundo acha que precisamos crescer. Há tantas oportunidades, tanta demanda no mercado, então vamos lá e vamos crescer. No nosso setor, lamento dizer, isso é receita para desastre. Já vivi muitos ciclos… as características são sempre as mesmas. As pessoas entram nos mercados e crescem na hora errada, eu já vi esse filme… Então precisamos estar muito conscientes disso”, afirmou.

O CEO prosseguiu destacando que não está na Swiss Re para “espremer o limão”, mas sim “plantar uma árvore de limões”. “Não se trata de espremer o limão. Trata-se de estabilidade de longo prazo, resiliência, de entregar resultados ano após ano, com consistência. E você não alcança isso se ficar empolgado demais, se achar que existe uma oportunidade que precisamos perseguir a qualquer custo.

Mas, por outro lado, também não me intimido com o que dizem sobre os mercados e sobre o movimento das taxas. Isso é gestão de ciclo. É normal. Precisamos amadurecer e agir da forma certa em cada fase do ciclo. Esse é o nosso trabalho”, completou Berger.

O executivo repetiu diversas vezes que os US$ 4,5 bilhões constituem uma meta “boa e atrativa” no cenário atual, equivalente a um retorno sobre o patrimônio (ROE) de aproximadamente 20%.“É um resultado muito bom. Poderíamos fazer mais? Talvez. Mas, novamente: não quero espremer o limão. Precisamos ter munição para fortalecer ainda mais nossa posição no mercado”, disse.

Ele acrescentou ainda: “O que queremos dizer é que, ao longo do ciclo, buscamos gerar mais de 14% de ROE, porque podem existir fases do negócio que não vão entregar 20% — a história mostra isso. Então o que estamos tentando é gerenciar as expectativas e ter flexibilidade para realmente cumprir o que prometemos, de forma consistente. Portanto, US$ 4,5 bilhões é uma boa meta, especialmente quando se considera que os negócios de P&C estão sob pressão, e temos uma exposição relevante nesse segmento, que exige gestão ativa. Não estou sendo pessimista nem intimidado, mas precisamos administrar isso de forma muito cuidadosa.”

88i recebe autorização definitiva da Susep

A insurtech 88i concluiu sua jornada no Sandbox regulatório da Susep e obteve autorização definitiva para atuar como seguradora S4 em todo o país. Com isso, passa a integrar o grupo de apenas seis startups do setor que conquistaram licença plena após o período experimental.

Com modelo 100% digital e escalável, a empresa opera seguros episódicos integrados a aplicativos e plataformas de mobilidade, delivery, logística, e-commerce e fintechs, com foco na gig economy. Em 2025, a seguradora beneficiou 10,5 milhões de pessoas, sendo 70% consumidores de seguro pela primeira vez, e processou mais de 30 milhões de operações, refletindo alto volume de ativações por cliente.

A 88i destaca-se por distribuição via APIs e produtos baseados em dados, garantindo baixo custo operacional e atraindo investidores e parceiros. Entre os clientes integradores estão Uber – com seguros por quilômetro rodado que somaram mais de 250 milhões de viagens seguradas em 2025 –, além de Correios, Posta Já, Let’s Delivery, Closeer e prestadores para grandes plataformas como Magalu e Mercado Livre.

Criada em 2018, a empresa atingiu breakeven em 2023, registrou lucro em 2024 e cresceu 440% no ano. A licença definitiva marca um novo ciclo de expansão: a expectativa é dobrar de tamanho em 2025, ampliar portfólio e canais e fortalecer parcerias com resseguradoras globais, como Hannover Re e Scor Re. A companhia prepara uma rodada Série A sustentada por crescimento de três dígitos, lucro recorrente e foco em democratizar o acesso ao seguro com tecnologia e inteligência artificial.

Vencedores do Prêmio Seguro Paulista 2025 são anunciados na Festa do CVG-SP

por Marcia Alves

A tradicional Festa de Confraternização do CVG-SP, reconhecida por seu glamour e animação, também foi palco da celebração do profissionalismo no ramo de seguro de pessoas. No dia 1º de dezembro, na elegante Casa Bisutti, o CVG-SP realizou pelo segundo ano consecutivo a cerimônia de entrega do Prêmio Seguro Paulista aos melhores profissionais de seguradoras no atendimento aos corretores de seguros. A premiação inédita foi criada pelo CVG-SP para valorizar e reconhecer o talento dos profissionais da linha de frente das seguradoras.

Neste ano, o Prêmio Seguro Paulista contou com a participação de quinze seguradoras, entre as beneméritas do CVG-SP, que indicaram 43 colaboradores. Todos atuam no atendimento aos corretores de seguros, assessorias e plataformas em São Paulo, nos cargos de gerente comercial ou executivo de contas ou account, nas áreas de Vida Individual, Vida em Grupo, Saúde e Apoio Operacional. A eleição online, realizada em dois turnos, contou com os votos exclusivamente de 4.428 corretores de seguros. No primeiro turno, foram eleitos doze semifinalistas, e, no segundo, os finalistas em quatro categorias.

Em meio a muita expectativa e torcida, foram anunciados pelo presidente do CVG-SP, Anderson Mundim, e pelo diretor de Relações com o Mercado, Marcos Salum, os vencedores do Prêmio Seguro Paulista 2025. São eles: Fernando Borgonovo, da Porto, na categoria Vida Individual; Marcos Vargas, da Porto, na categoria Vida em Grupo; Nathália Munhoz, da Porto, na categoria Saúde; e Danillo Pereira, da Porto, na categoria Apoio Operacional. O diretor Marcos Salum observou que a seguradora Porto se destacou neste ano na premiação, arrebatando o prêmio em todas as categorias.

“Na primeira edição, a Porto não figurou entre os finalistas, mas, neste ano a companhia se empenhou e conquistou o prêmio nas quatro categorias”, disse Salum. O presidente do CVG-SP ressaltou a maior competividade desta edição, que superou em votos a anterior. “Para o CVG-SP é uma honra e um prazer promover o reconhecimento e a valorização desses profissionais que atuam no atendimento aos corretores, estimulando-os a melhorarem no exercício de suas atividades e a investirem em suas carreiras, inclusive por meio dos cursos oferecidos pela entidade”, disse Mundim.

Marcio Batistuti, ex-presidente do CVG-SP, elogiou a iniciativa da atual diretoria de dar continuidade ao prêmio, que foi criado na sua gestão. “O Prêmio Seguro Paulista é um sucesso e deve continuar e se aprimorar a cada edição”, disse Mundim. Para Salum, a premiação traz projeção aos profissionais da área de seguro de vida, que é um ramo nobre, mas sua comercialização é complexa. “A dificuldade está na falta de cultura de seguros da população, e mudar esse cenário é justamente o papel do CVG-SP, que atua para disseminar o seguro de pessoas”, disse. 

Os vencedores

Fernando Borgonovo, que atua há doze anos na Porto e conquistou o prêmio na categoria Vida Individual, conta que sua equipe fez campanha para angariar os votos dos corretores. Ele, que se classifica como facilitador para as vendas, reconhece a importância da sua função. “Trabalhamos para que os corretores vendam mais e levem a proteção do seguro para mais famílias”, disse. Marcos Vargas, ganhador na categoria Vida em Grupo, já acumula 20 anos na Porto e, atualmente, comanda a mesa de negócios do ramo. “Estou muito feliz, não esperava ganhar, foi uma grata surpresa”, disse.

Há 17 anos no mercado, dos quais cinco na Porto Saúde, Nathália Munhoz, vencedora na categoria Saúde, relata que a campanha para obter votos na sua área foi intensa, envolvendo corretores de todo o país. “Na Porto, a gente costuma entrar para ganhar”, disse. Ela, que foi promovida há dois meses à coordenadora dos consultores de São Paulo, avalia a importância do prêmio: “Mostra que estamos no caminho certo”. Já Danillo Pereira, vencedor da categoria Apoio Operacional, que atua há 13 anos na Porto, também elogiou o prêmio: “Revela o nosso mérito. Estou muito feliz”.

Homenagem

Mundim e Salum reuniram no palco do evento os membros do Conselho Consultivo do CVG-SP para uma homenagem e, em especial, ao fundador e ex-presidente Paulo Meinberg, que, em 2024, completou 50 anos de carreira e 70 anos de vida. “É uma honra homenagear um profissional com tanto conhecimento, tanta bagagem no seguro de vida”, disse o presidente do CVG-SP. Ao receber uma placa, Meinberg contou que a ideia de fundação do CVG-SP surgiu em 1979, quando participava da Comissão Técnica de Vida no Sindicato das Seguradoras de São Paulo.

“Mas, o mérito não é só meu, é também do Pedro (Pedro Raimundo Rodrigues Bacelar), do Albino (Carlos Albino Vidal de Oliveira), que são fundadores e de outros que não estão aqui, mas deixaram seus exemplos”, disse Meinberg. Em seguida, Salum fez um balanço positivo do ano para o CVG-SP. “Foi um ano movimentado para o ramo vida, com a nova lei e a regulamentação do Vida Universal, temas estes que, certamente, serão trazidos ao debate no próximo ano pelo CVG-SP, além do seguro de vida coletivo, atendendo ao pedido do mercado”, disse. 

Já o presidente do CVG-SP destacou a agenda de cursos do CVG-SP, que oferece capacitação em diversas áreas do ramo de seguro de pessoas, e também a programação de eventos. “Foi um ano desafiador para o CVG-SP, mas muito produtivo, com debates sobre temas importantes como a Subscrição no Seguro de Vida a nova Lei de Seguros. Em 2026, continuaremos no mesmo ritmo e com o propósito de aprimorar os profissionais, sobretudo os corretores de seguros de auto, que ainda não têm a visão do quão importante e valoroso é o seguro de vida”, disse Mundim.

Fotos: (crédito: Antranik Photos)

01 – Anderson Mundim e Marcos Salum

02 – Torcida durante anúncio dos vencedores do prêmio

03 – Vencedores do Prêmio Seguro Paulista 2025

04 – Membros do Conselho Consultivo e presidente do CVG-SP

05 – Diretoria e Conselho do CVG-SP

06 – Presidente do CVG-SP Anderson Mundim

07 – Palco e pista de dança da Casa Bisutti