Fórum de Finanças Sustentáveis destaca papel estratégico dos seguros e das finanças na transição climática

Representantes do governo, de organismos internacionais e do setor privado se reuniram, nesta quarta-feira (12), no “Fórum de Finanças Sustentáveis na COP30”, para discutir caminhos concretos de financiamento da transição ecológica e o fortalecimento do papel do sistema financeiro na construção de uma economia de baixo carbono.

O encontro ocorreu na Casa do Seguro, em Belém (PA), promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em parceria com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A convergência necessária entre finanças e sustentabilidade

Na sessão de abertura, o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, destacou que o setor de seguros tem se posicionado como um elo essencial entre o financiamento e a adaptação climática. “Não há transição possível sem instrumentos financeiros e de seguros que deem suporte à mudança. O desafio é alinhar a proteção do capital com a proteção do planeta”, afirmou.

Ele ressaltou ainda que a Casa do Seguro, durante a COP30, simboliza esse esforço de aproximar o mercado segurador das agendas globais de sustentabilidade, criando um espaço de diálogo e de proposições conjuntas com os demais atores financeiros.

O presidente da Anbima, Carlos José da Costa André, observou que a sustentabilidade já se consolidou como vetor estratégico dos investimentos. “A transição ecológica é também uma transição de valores e de métricas. É preciso que o capital trabalhe a favor do futuro”, defendeu.

O presidente do Conselho Diretor da Febraban, Luiz Carlos Trabuco, reforçou o papel do sistema bancário como catalisador de boas práticas. “Estamos diante de uma transformação civilizatória, e o sistema financeiro precisa ser protagonista, induzindo comportamentos e premiando a responsabilidade ambiental.”

O Plano de Transformação Ecológica e o papel das finanças

O primeiro painel, “Plano de transformação ecológica: contribuições do setor financeiro”, trouxe uma discussão ampla sobre as diretrizes do plano conduzido pelo Ministério da Fazenda e sobre como o sistema financeiro pode acelerar sua implementação.
 

Embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Relações Internacionais do Ministério da Fazenda

A embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Relações Internacionais do Ministério da Fazenda, enfatizou que o plano representa uma nova estratégia de desenvolvimento para o Brasil, combinando crescimento econômico com regeneração ambiental. “Não é apenas uma agenda verde, é uma agenda de competitividade. O Brasil tem condições únicas para liderar a economia da transição”, afirmou.
 

Nos debates, Dan Ioschpe, high-level champion do Brasil na COP30, ressaltou a importância da cooperação entre empresas e governos para transformar metas em resultados concretos.
 

Denise Pavarina, conselheira consultiva do capítulo brasileiro da GFANZ, destacou o papel dos investimentos privados na ampliação do impacto. “O capital privado precisa ser mobilizado para destravar a escala necessária. Isso exige métricas, transparência e confiança.”
 

Remco Fisher, líder de clima da UNEP-FI, chamou atenção para a necessidade de integração das políticas financeiras e ambientais.
 

O painel foi moderado por Cacá Takahashi, diretor da ANBIMA e coordenador da Rede de Sustentabilidade da entidade, que sintetizou o debate lembrando que “o plano ecológico só será viável se for também um plano econômico”.


Painel Plano de Transformação Ecológica: Contribuições Do Setor Financeiro

Financiando a transição climática

No segundo painel, “Investimentos sustentáveis: financiando a transição climática”, os especialistas abordaram os desafios de alinhar o sistema financeiro aos compromissos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
 

Para Luiz Gabriel Todt de Azevedo, diretor-gerente da Divisão Socioambiental e de Governança do BID Invest, o financiamento verde deve ser visto como oportunidade de prosperidade. “A transição climática não é um custo, é uma avenida de crescimento. Mas ela requer coordenação entre regulações, incentivos e inovação.”
 

Na sequência, Butch Bacani, head de seguros do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP Fi), defendeu que o setor segurador tem papel singular em precificar riscos e orientar investimentos.
 

Isabela Maia, chefe da Gerência de Sustentabilidade do Banco Central do Brasil, destacou o avanço da regulação financeira verde no país e lembrou que “a sustentabilidade já é parte das diretrizes de estabilidade financeira”.
 

Tamsin Ballard, chief Investor Initiatives Officer do PRI, ressaltou o potencial de mobilizar capital global para ativos brasileiros. O painel foi moderado por Amaury Oliva, diretor-executivo de Sustentabilidade da Febraban, que destacou a urgência de “tornar o discurso financeiro compatível com o tempo da crise climática”.
 


Painel Investimentos Sustentáveis: Financiando a Transição Climática

Florestas no centro das finanças sustentáveis

Encerrando o Fórum, o painel “Florestas no centro das finanças sustentáveis: impulsionando desenvolvimento e resiliência climática” trouxe o olhar sobre a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas como parte central da agenda financeira.
 

A secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristiana Reis, observou que o financiamento florestal é uma condição para o cumprimento das metas climáticas do país. “Precisamos transformar as florestas em ativos de valor reconhecido pelo sistema financeiro”, afirmou.
 

Entre os debatedores, Garo Batmanian, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, destacou a importância de ampliar instrumentos de crédito e garantias para projetos de restauração.
 


Painel Florestas no Centro Das Finanças Sustentáveis: Impulsionando Desenvolvimento e Resiliência Climática 

Lígia Jesi, coordenadora de Regulação do Sistema Financeiro da Secretaria de Reformas Econômicas, abordou as novas exigências da Política Nacional de Mudanças Climáticas, enquanto Luciana Galan, da IFC, reforçou o papel do investimento privado em estruturar projetos de impacto mensurável.

Marcus Cardoso, chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, completou dizendo que “as florestas devem estar no centro das finanças, não nas margens”.
 

A mediação foi conduzida por Luciana Dall’Agnol, superintendente de Sustentabilidade da CNseg, que encerrou o encontro ressaltando a necessidade de articulação entre o setor público, privado e sociedade civil para destravar o financiamento climático em escala.
 

Um novo pacto entre finanças, seguros e clima

Ao final do Fórum, a mensagem foi clara: a transição climática exige um novo pacto entre os setores financeiro, segurador e produtivo, capaz de unir inovação, regulação e propósito. Como afirmou Dyogo Oliveira, “o futuro das finanças sustentáveis não é um futuro distante, ele está sendo construído agora, com a responsabilidade de todos os que compreendem que não há desenvolvimento sem sustentabilidade”.

Instituto CNP Brasil, UNODC e Instituto COJOVEM promovem protagonismo jovem na COP30 em Belém

THIAGO FAGNER

Em um momento decisivo para o planeta e para a Amazônia, a Rede dos Embaixadores da Juventude do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC Brasil), o Instituto CNP Brasil e o Instituto COJOVEM unem forças para colocar as juventudes no centro das discussões sobre o futuro do clima, da justiça social e do desenvolvimento sustentável. A agenda “Urgência 2030: Juventude Liderando a Virada” integra a programação da Green Zone da COP 30, em Belém (PA), com entrada gratuita para o público. 

O encontro, que acontece no dia 15 de novembro, das 15h20 às 17h30, reunirá cerca de 40 jovens da região Norte para debater soluções e caminhos alinhados à Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A troca de experiências e a promoção desse diálogo intergeracional resultarão na construção de um documento coletivo com as principais demandas, percepções e propostas das juventudes amazônicas para o agora. 

“A ideia é promover esse espaço de grande participação social com o propósito de amplificar as vozes das juventudes amazônicas e brasileiras e fortalecer o papel dos jovens como agentes de transformação, liderança e inovação diante dos desafios globais”, afirma Alice Scartezini, coordenadora do Instituto CNP Brasil, que estará em Belém participando das discussões no evento.

Para o Instituto CNP Brasil, que investe em programas sociais com foco na juventude desde o lançamento do Jovem de Expressão em 2007, o protagonismo jovem é essencial para transformar realidades e inspirar novos caminhos de desenvolvimento sustentável. “É com orgulho que participamos junto com os nossos parceiros dessa mobilização que reforça o compromisso do grupo CNP Assurances com o futuro e com as pessoas”, destaca Alice. 

Formação, propósito e impacto social 

Criado pelo UNODC Brasil em parceria com o Instituto CNP Brasil, o Programa Embaixadores da Juventude já está em sua 8ª edição, tendo formado, desde 2016, jovens no Distrito Federal e nos estados do Pará, São Paulo, Bahia e Pernambuco. 

A metodologia inspira e forma jovens para atuarem como agentes de transformação nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em alinhamento com o mandato global do UNODC, visando a construção de sociedades mais seguras e justas, com atenção especial para a prevenção estrutural da violência. 

A iniciativa estimula também a liderança com propósito, o fortalecimento de valores como solidariedade, respeito e cidadania, e prepara uma nova geração comprometida com a construção de um futuro mais justo, seguro e sustentável. 

“O Programa Embaixadores da Juventude mostra como a Agenda 2030 se traduz em ação concreta quando os jovens são protagonistas da mudança. Ao fortalecer o engajamento e a liderança juvenil, a iniciativa promove a cultura de paz, a justiça e instituições mais inclusivas — contribuindo diretamente para a prevenção da violência e para o alcance, em especial, do ODS 16”, afirma Rafael Sales, Oficial de Projeto do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC). 

Juventude no centro das decisões globais 

Com sede em Belém, a COJOVEM atua na promoção do protagonismo juvenil e no desenvolvimento social por meio da formação de jovens líderes, do empreendedorismo sustentável e da criação de oportunidades que transformam realidades. 

“Realizar essa agenda em Belém, durante a COP 30, é dar visibilidade às juventudes que vivem e respiram Amazônia. É reconhecer que as soluções para o futuro do planeta também nascem aqui, do conhecimento e da força dos nossos jovens”, reforça Karla Braga, cofundadora e diretora executiva da COJOVEM.

Ao lado do Instituto CNP Brasil e da Rede dos Embaixadores da Juventude, a organização mobiliza jovens de todo o país em ações voltadas à sustentabilidade, inovação social e cidadania ativa — reforçando o papel da juventude como voz essencial na construção de um futuro mais verde, inclusivo e resiliente. 

“Essa união de esforços mostra que o protagonismo juvenil é essencial para construir um futuro mais justo e sustentável”, complementa Karla. 

Sobre o Instituto CNP Brasil – O Instituto CNP Brasil tem como mantenedor a CNP Seguros Holding Brasil, empresa constituída a partir da parceria entre o grupo francês CNP Assurances e a Caixa Seguridade. Criado para ampliar o impacto social da atuação do grupo no país, o Instituto tem como missão promover educação, cidadania e inclusão socioeconômica, com foco em jovens em situação de vulnerabilidade. Por meio de parcerias com o poder público, o setor privado e organizações da sociedade civil, o Instituto desenvolve tecnologias sociais escaláveis que contribuem para a redução das desigualdades e o fortalecimento do futuro das novas gerações. 

Sobre o Grupo CNP Assurances  A CNP Assurances é um grupo segurador francês com mais de 170 anos de história e presença em 19 países na Europa e na América Latina. No Brasil desde 2001, o grupo atua em dois modelos. Por meio da CNP Seguros Holding Brasil, administra em parceria com a Caixa Seguridade — entidade de seguros da Caixa Econômica Federal —, a Caixa Seguradora e a Youse, primeira plataforma de seguros digital do País. Junto com a Caixa Seguridade, também controla a Caixa Consórcio e a Caixa Vida e Previdência. Por meio da CNP Seguradora, opera em um modelo de multiparcerias e tem como principais parceiros Correios, BRB e XP Corretora. O grupo mantém ainda uma operação consolidada na Argentina por meio da sua subsidiária CNP Seguros. 

PROGRAMAÇÃO 

Urgência 2030: Juventude Liderando a Virada 

Data: 15 de novembro de 2025 

Horário: 15h20 às 17h30 

Local: Green Zone – COP 30 – Belém (PA) 

Tokio Marine recebe nota máxima no rating da Moody’s Local pelo terceiro ano consecutivo

Daniel Dibe, diretor executivo de Finanças e Administração da Tokio Marine.

A Tokio Marine conquistou, pelo terceiro ano consecutivo, a nota máxima AAA.br, com perspectiva estável, atribuída pela agência de classificação de risco Moody’s Local. O resultado reflete a solidez financeira da Companhia e o forte compromisso com as práticas de Governança Corporativa, fatores que sustentaram a manutenção do mais alto nível de rating no mercado segurador.
 

A avaliação destaca a forte posição competitiva da Seguradora no mercado brasileiro, o baixo nível de risco da carteira de Produtos, concentrada nos segmentos de Automóveis e Seguros Patrimoniais, além de métricas robustas de subscrição, alavancagem e rentabilidade. A agência também ressaltou a alta qualidade dos ativos da empresa e o forte suporte da controladora Tokio Marine Holdings, evidenciado pelo compartilhamento da marca e pela rigorosa supervisão e governança exercidas pelo Grupo global.
 

“A conquista da nota máxima da Moody’s Local reflete a nossa gestão financeira prudente e a eficiência dos nossos processos de subscrição e governança. Esse reconhecimento, pelo terceiro ano consecutivo, reforça a robustez do nosso perfil de crédito e a solidez das estratégias que sustentam o crescimento sustentável da Tokio Marine no mercado brasileiro. Essa conquista é fruto do trabalho de todo o nosso time, que atua com excelência e responsabilidade em todas as frentes do negócio.”, declara Daniel Dibe, Diretor Executivo de Finanças e Administração da Tokio Marine. 
 

Entre os destaques da análise, está a posição consolidada da Seguradora entre os principais players nacionais, com crescimento de Prêmios acima do mercado: entre 2019 e 2024, a Tokio Marine registrou uma taxa composta anual (CAGR) de 18%, frente aos 11% do setor, consolidando sua posição de liderança em seguros gerais, com 9,4% de participação e o oitavo lugar no ranking geral. Além do aumento de escala, a Seguradora ainda manteve rigor e equilíbrio na subscrição, que se manteve estável em 36,5% em 2024, reforçando sua eficiência operacional e sustentabilidade do crescimento.
 

Outros fatores considerados pela Moody’s Local foram a manutenção de um portfólio de seguros equilibrado e com riscos bem controlados pela Tokio Marine. Em 2024, a maior parte dos Prêmios veio do Seguro de Automóveis (61%), seguida pelos Seguros Patrimoniais (18%), Transportes (6%) e de Crédito e Garantia (4%). Essa distribuição mostra que a empresa tem uma carteira diversificada e estável, com baixo risco de perdas grandes, reforçando a solidez e a segurança do negócio.
 

MAPFRE e Grupo Casas Bahia expandem parceria com proteção para pets

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O mercado de pets no Brasil está em constante crescimento, refletindo uma mudança cultural em que os animais de estimação são cada vez mais vistos como verdadeiros membros da família. O amor, cuidado e carinho pelos pets cria uma conexão que transforma famílias e lares. O Brasil tem cerca de 160 milhões de animais de estimação (média de 1,8 por residência no país), segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). 

Pensando em todo cuidado, carinho e proteção aos animais de estimação, a MAPFRE, companhia global do mercado segurador e financeiro, e o Grupo Casas Bahia, anunciam que a partir de agora, o programa “Vida Protegida Premiada” passa a incluir uma cobertura exclusiva para pets, reforçando o compromisso das empresas em oferecer soluções inovadoras e abrangentes para as famílias brasileiras.

As companhias comercializam em conjunto uma solução abrangente que fortalece a expansão da parceria estratégica com o aprimoramento do produto que proporciona assistência financeira em momentos de necessidade, além de cuidados integrados com a saúde e a qualidade de vida, tanto do titular do plano quanto da sua família. 
 

O anúncio foi realizado durante a Convenção do Grupo Casas Bahia, destacando o produto, já consolidado no mercado, agora com uma série de benefícios exclusivos voltados para o bem-estar dos animais de estimação. Entre os serviços inclusos na nova cobertura estão:

  • Consultas veterinárias por vídeo e presenciais (com reembolso);
  • Descontos em medicamentos e vacinação em casa;
  • Assistência Funeral Pet;
  • Serviços emergenciais como transporte e hospedagem.

A inclusão da cobertura pet no Vida Protegida Premiada posiciona o produto como uma solução completa, atendendo a uma demanda crescente do mercado por produtos que combinam segurança com bem-estar e cuidado para todos os membros da família.
 

“A evolução do Vida Protegida Premiada reflete nosso entendimento do mercado e o compromisso com a inovação. A inclusão da proteção pet foi desenhada para oferecer um produto ainda mais alinhado às necessidades atuais de nossa sociedade, trazendo tranquilidade, cuidado e proteção. A MAPFRE segue apostando em parceiros como a Casas Bahia para unir marcas renomadas que, consequentemente, oferecem segurança e confiança para seus clientes.” destaca Luciano Bezas, Diretor de Canais Estratégicos da MAPFRE.
 

Segundo Rafael Rocha, Diretor de Produtos e Serviços Financeiros do Grupo Casas Bahia, é uma satisfação estar em mais uma importante parceria com a MAPFRE, ampliando soluções que vão além do varejo, acompanhando as transformações do consumo no Brasil. “Hoje, os animais de estimação ocupam um papel central nas famílias, e enxergamos nesse movimento uma oportunidade de unir praticidade, proteção e cuidado em um único produto. Queremos estar cada vez mais próximos dos clientes em diferentes momentos da vida, oferecendo serviços que gerem valor, confiança e bem-estar para toda a família, incluindo os pets”, acrescenta. 
 

Os benefícios estão disponíveis de maneira individual (para apenas um pet) e é exclusivo para cães e gatos.

Setor de seguros pode ser um vetor de transformação em prol da resiliência climática

As cidades, assim como setores estratégicos, como o agronegócio e a infraestrutura, são cada vez mais castigados pela frequência e severidade dos eventos climáticos extremos. O que fazer? Algumas das soluções possíveis foram discutidas na manhã desta quarta-feira (12) na Casa do Seguro, espaço da CNseg na COP30, durante debates promovidos pela Allianz. Os painéis “Cidades resilientes: planejamento urbano para um clima imprevisível”; e “Mudanças climáticas e o novo paradigma dos seguros” deixaram claro que a resiliência urbana ou rural passa por novos modelos de seguros climáticos, coberturas e assistências mais abrangentes, uso de dados para prevenção e novas formas de precificação de risco.

Ao abrir o primeiro painel, o CEO da Allianz Brasil, Eduard Folch Rue, assinalou a urgência de integrar sustentabilidade, tecnologia e proteção financeira no planejamento urbano. “Temos uma grande oportunidade de falar sobre parcerias público-privadas e sobre como o setor deve colocar a agenda de sustentabilidade no centro do mercado segurador”, afirmou.

Ele lembrou que o crescimento acelerado das cidades tem intensificado os impactos climáticos e gerado novas vulnerabilidades. “Em 1960, dois terços da população mundial viviam em áreas rurais; hoje, 57% — cerca de 4,6 bilhões de pessoas — estão em cidades. No Brasil, são 87%, o equivalente a 177 milhões de pessoas”, observou, para quem o surgimento das megacidades, como a região de Guangdong, na China, com 70 milhões de habitantes, e o entorno de São Paulo , Campinas e Baixada Santista, com 27 milhões, exemplifica a magnitude do desafio.

Ele lembrou que as cidades são, ao mesmo tempo, o maior foco de emissão de gases de efeito estufa e o espaço mais vulnerável às consequências das mudanças climáticas. “Impermeabilizam o solo, esquentam o planeta e têm poucas áreas verdes. Ao mesmo tempo, concentram pessoas e riquezas, o que amplifica os impactos dos fenômenos naturais”, explicou.

Adaptação das cidades

Para o executivo, o papel do seguro deve ir além da reparação de danos: “Precisamos ser vistos como agentes que ajudam a prever, adaptar e reconstruir.” A Allianz, destacou ele, tem investido no uso de dados, novas coberturas e tecnologias para apoiar a mobilidade e a transição energética sustentável. “Queremos trazer ciência e soluções práticas adaptáveis para o mercado”, concluiu.

A head de Resiliência e Desenvolvimento de Negócios da Allianz Risk Consulting, Lena Fuldauer, reforçou a necessidade de repensar a forma como as cidades são projetadas. “Construímos nossas cidades pensando no clima do passado, não no clima do futuro”, afirmou. Segundo ela, a infraestrutura urbana não está preparada para enfrentar extremos de calor, chuva e enchentes, todos desafios que se tornarão mais frequentes. “Até 2050, a maior parte da população mundial viverá em áreas urbanas. A mudança climática traz mais umidade, mais secas, enchentes e contaminação de rios. Precisamos construir cidades que evoluam e se adaptem.”

Soluções concretas

Lena citou exemplos de soluções concretas: Singapura reduziu áreas de enchente de 3 mil hectares por meio de engenharia avançada, enquanto Notre Dame investiu em infraestrutura verde e retenção de água com a participação ativa das comunidades locais. Para ela, o setor de seguros pode ser um vetor de transformação. “O seguro não pode ser apenas uma resposta ao desastre. Ele deve antecipar riscos, apoiar soluções e incentivar a resiliência. A indústria de seguros pode reduzir o impacto macroeconômico dos desastres, tornar os riscos visíveis e criar incentivos para adaptação. Mas ela não pode fazer isso sozinha — precisa de parcerias com governos, academia e setor privado.” Lena ressaltou ainda que investir em resiliência não deve ser visto como custo, mas como investimento estrat égico no futuro.

O diretor-executivo da Allianz Brasil, Fábio Morita, afirmou que a frequência e a intensidade dos eventos climáticos extremos cresceram 200% nos últimos anos, afetando tanto os mercados emergentes quanto os desenvolvidos. “Os efeitos da mudança climática são palpáveis”, afirmou. Morita destacou que o setor segurador tem uma responsabilidade dupla: mitigar os riscos futuros e ajudar na adaptação às novas realidades climáticas. “Queremos ajudar nossos clientes a se adaptarem, para que os riscos sejam minimizados. E, se tudo mais falhar, estaremos lá com a proteção do seguro.”

A base dessa atuação, explicou ele, é o conhecimento. “Para combater um inimigo, é preciso conhecê-lo bem. E com a mudança climática, isso não é diferente. O seguro depende de dados para medir riscos.”

A importância dos dados

O executivo lembrou que a Allianz, presente em mais de 70 países, construiu uma base de dados global ao longo de 130 anos, reunindo informações sobre chuvas, ventos, terremotos e queimadas, cruzadas com dados georreferenciados. No Brasil, a companhia reúne dados de mais de 2 milhões de veículos, ampliando sua capacidade de análise local. Essa inteligência de dados alimenta ferramentas como a Glória (Global Risk Analysis), voltada para o mercado de pessoas físicas. “Ela transforma dados em informações práticas, permitindo que nossos clientes avaliem riscos de desastres com precisão e tomem decisões preventivas”, explicou.

Investimentos em infraestrutura

Em sua fala, o especialista David White, diretor de Advocacy e Comunicação em Infraestrutura e Resiliência, destacou que o investimento em infraestrutura resiliente é um dos meios mais eficazes para salvar vidas e fortalecer economias. “As perdas globais em infraestrutura causadas por desastres chegam a 700 ou 800 bilhões de dólares por ano — cerca de 14% da renda de um país”, alertou. Exemplos como o furacão Melissa, que causou perdas de até 40% do PIB em algumas regiões, mostram o custo da inação. Apesar disso, White ressaltou que há uma oportunidade histórica: “Sabemos que 75% da infraestrutura necessária até 2050 ainda precisa ser construída. Isso nos dá a chance de incorporar resiliência desde já.”

No caso brasileiro, o especialista destacou que cada dólar investido em infraestrutura resiliente pode gerar um retorno entre 7 e 12 dólares, além de evitar perdas significativas. Ele citou como exemplo um estado da Índia que, após sofrer um superciclone nos anos 1990, reconstruiu sua infraestrutura com foco em resiliência e hoje está mais preparado para enfrentar novos eventos. Iniciativas semelhantes estão em andamento em países como Honduras, Sri Lanka e também no Brasil, com foco em sistemas de abastecimento de água e adaptação urbana. “A resiliência é um investimento que se paga, em vidas e em economia”, concluiu.

Transição climática e o novo papel do seguro

O segundo painel da Allianz na Casa do Seguro reuniu especialistas globais e brasileiros para discutir como o setor pode enfrentar o desafio crescente das mudanças climáticas. A conversa contou com Gabrielle Durisch, Chief Sustainability Officer (CSO) da Allianz Commercial; Mauricio Masferrer, diretor-executivo da Allianz Brasil; e Butch Bacani, chefe de Seguros da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI). O encontro reforçou que o seguro precisa deixar de ser apenas um instrumento de reparação para se tornar um agente de transformação e resiliência climática.

Gabrielle Durisch destacou que o desafio climático é o maior risco corporativo dos últimos anos. “Estamos vivendo um momento de aceleração das mudanças climáticas, e as empresas estão começando a sentir o impacto. As perdas econômicas associadas a desastres naturais aumentaram substancialmente na última década”, afirmou.

Segundo a executiva, embora a percepção pública sobre o tema ainda não tenha a mesma urgência que a pandemia de Covid-19 provocou, os riscos estão crescendo de forma constante. “O problema é que não sentimos um impacto agudo, como foi o caso da pandemia, mas as evidências estão por toda parte — enchentes, secas, deslizamentos. Precisamos preparar as pessoas para reagir antes que esses eventos se tornem incontroláveis.”

O aumento da frequência e da intensidade dos desastres climáticos vem acompanhado por um novo desafio: a ampliação da lacuna de proteção — o espaço entre os danos sofridos e o que é efetivamente coberto pelos seguros. “O seguro ainda não está disponível na medida necessária. Em muitas regiões, especialmente nos países em desenvolvimento, as pessoas mais afetadas pelas mudanças climáticas não têm cobertura. Isso precisa mudar”, disse. Gabrielle destacou ainda que 90% das mortes relacionadas a eventos climáticos ocorrem em países em desenvolvimento, o que reforça a urgência de políticas inclusivas de seguro e de resiliência.

Segundo ela, as perdas econômicas provocadas por desastres naturais superam centenas de bilhões de dólares por ano, e o impacto tende a crescer à medida que o investimento se concentra em áreas mais expostas. “Há uma sobreposição entre regiões vulneráveis e aquelas que mais recebem investimentos econômicos, o que multiplica o efeito das perdas. É um círculo vicioso que o setor financeiro e o setor de seguros precisam romper.”

A executiva destacou que a Allianz trabalha globalmente com cinco abordagens:

  1. Soluções de baixo carbono, com foco em energia renovável e construção sustentável;
  2. Apoio à transição energética, incentivando a redução de emissões e a reconstrução com menores impactos;
  3. Parcerias estratégicas, para ampliar a capacidade técnica e oferecer soluções integradas a clientes;
  4. Serviços de aconselhamento, para que empresas compreendam seus riscos e desenvolvam estratégias de mitigação;
  5. Parcerias público-privadas, com foco em comunidades vulneráveis e iniciativas de adaptação local.

“Precisamos agir com urgência e escala. O tempo da ação é agora”, afirmou Gabrielle. “A resiliência é uma questão econômica, mas também humanitária. Proteger comunidades é proteger a economia.”

Mais riscos

Mauricio Masferrer dos Santos, diretor-executivo de Corporate da Allianz Brasil, acrescentou que o setor de seguros é essencial para ajudar a sociedade a navegar em tempos de crise, mas essa tarefa nunca foi tão complexa. “O mundo está mais volátil, e os riscos evoluem em uma velocidade inédita — sejam tecnológicos, políticos ou climáticos”, afirmou. Ele lembrou que os efeitos da mudança do clima, antes vistos como distantes, agora fazem parte da rotina nacional. “As tempestades que atingem o Sul, os alagamentos em São Paulo, as secas prolongadas no Nordeste — esses eventos estão mais frequentes e mais intensos. E a infraestrutura brasileira ainda é muito vulnerável.”

O executivo também chamou atenção para o gap de proteção no Brasil, que ultrapassa 90% — ou seja, a maioria dos danos causados por eventos climáticos não é coberta por seguros. “Nos países desenvolvidos, esse índice gira em torno de 70%. Isso mostra o tamanho da nossa missão. Precisamos fazer com que o seguro chegue onde ele ainda não chega.”

Masferrer defendeu que o setor abandone o modelo tradicional, baseado apenas na transferência de risco, e adote uma abordagem voltada para resiliência e adaptação, e apontou inovações a cargo de sua seguradora.

  • Agronegócio resiliente: a companhia ampliou em 120% sua capacidade de cobertura para o campo nos últimos cinco anos, reforçando o compromisso com o setor mesmo diante do aumento dos riscos climáticos. “Hoje, somos a segunda maior seguradora agrícola do país. Utilizamos imagens de satélite e indicadores ESG para avaliar cada área segurada. Se não estiver alinhada aos nossos critérios ambientais, não subscrevemos o risco.”
  • Transição energética: a Allianz atua como seguradora e investidora em projetos de energia limpa. “Trabalhamos com engenharia de risco e subscrição especializada para projetos de energia solar e eólica. São riscos novos, complexos, mas que precisam de soluções técnicas adequadas para dar segurança aos investidores.”
  • Ferramenta CARES: criada em parceria com clientes, a plataforma permite avaliar 12 cenários climáticos futuros — para 2030, 2050 e 2080 — e estimar impactos sobre os negócios. “Ela ajuda nossos clientes a planejar investimentos, definir medidas de mitigação e elaborar planos de contingência”, explicou Masferrer.

Outro participante foi Butch Bacani, da UNEP FI, que destacou a importância do setor de seguros no apoio à descarbonização e proteção da natureza. “A transição energética precisa incluir todos os setores, inclusive os mais emissores, como o aço e o agronegócio. O seguro de transição é uma ferramenta essencial para que esses setores avancem com segurança”, afirmou. Bacani também destacou o conceito de nature positive insurance’ — seguros voltados à recuperação ambiental e à valorização dos ecossistemas. “Proteger a natureza é reduzir riscos. Mananciais preservados e florestas conservadas ajudam a conter enchentes, reduzir o calor e equilibrar o carbono. O seguro pode ser um aliado direto na preservação e na adaptação climática.”

Junto Seguros fortalece atuação em Minas Gerais com expansão em fiança locatícia

A Junto Seguros reforça sua presença em Minas Gerais com resultados expressivos no segmento de Fiança Locatícia. No comparativo entre 2025 e 2024, o volume de prêmios no Estado cresceu mais de 120%, impulsionado principalmente pelo avanço de mais de 200% no Fiança Locatícia, modalidade que vem ganhando relevância principalmente entre empresas do setor logístico, especialmente em galpões e centros de distribuição.

A expansão reflete o movimento de democratizar o acesso a garantias locatícias para empresas de diferentes portes. Com análise digital e emissão automatizada, o Locatícia Junto oferece segurança jurídica e eficiência operacional, ampliando as possibilidades de locação comercial com rapidez e confiabilidade.

O desempenho acompanha a tendência nacional. De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), o mercado de Seguro Fiança Locatícia movimentou R$ 1,3 bilhão em prêmios emitidos entre janeiro e agosto de 2025, um valor 14% acima comparado ao mesmo período em 2024, que havia fechado em R$ 1,1 bilhão. O crescimento reforça o papel do produto como um dos mais dinâmicos do setor e sua relevância crescente na cadeia imobiliária e corporativa do país. 

Em Minas Gerais, a Junto Seguros fortalece parcerias com corretores e imobiliárias, investindo em treinamentos, relacionamento técnico e expansão comercial. A estratégia também abrange setores como varejo, construção civil e infraestrutura, que demandam soluções rápidas e personalizadas.

“Minas Gerais se destaca pela forte presença do setor logístico e pelo crescimento de empreendimentos corporativos. Nosso objetivo é garantir que o mercado conte com soluções ágeis, seguras e compatíveis com a realidade regional. A tecnologia tem sido uma aliada essencial neste processo, aproximando corretores e clientes em uma jornada mais simples e eficiente”, afirma Jorge Câmara, Head de Fiança Locatícia da Junto Seguros.

A seguradora também avança em nichos específicos, como contratos Built to Suit e Sales and Leaseback, que exigem análise técnica aprofundada e cobertura sob medida. A especialização nesses modelos reforça o posicionamento da Junto Seguros como parceira estratégica para empresas que buscam escalabilidade com segurança jurídica e previsibilidade financeira.

Com mais de 30 anos de atuação, a Junto Seguros reafirma seu compromisso com o desenvolvimento regional, unindo tecnologia e proximidade com o mercado. Para os próximos meses, a expectativa é intensificar o relacionamento com os corretores cadastrados e ampliar parcerias com milhares de imobiliárias em operação no país. “Nós acreditamos na capacidade de expansão do Fiança Locatícia para empresas e estamos preparados para atender essa demanda. Queremos ser parceiros de longo prazo dos corretores e dos empreendedores que movimentam o setor imobiliário brasileiro”, conclui o executivo.

Bancos brasileiros destacam papel decisivo no financiamento da transição climática

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O setor bancário brasileiro apresentou, nesta terça-feira (12), durante o Fórum de Finanças Sustentáveis da Casa do Seguro, na COP30, o relatório “Compromisso dos bancos brasileiros com as finanças sustentáveis e a ação climática”, elaborado pela Febraban com a participação de cerca de 30 instituições financeiras. O estudo consolida a contribuição do sistema financeiro à transição para uma economia de baixo carbono e reforça o protagonismo do Brasil na mobilização de capital para o clima.

O documento aponta que os bancos têm um papel essencial no direcionamento de recursos para atividades sustentáveis, unindo crédito, investimento e gestão de riscos climáticos. O setor vem aprimorando suas políticas de responsabilidade socioambiental, taxonomias verdes e ferramentas para mensuração de emissões financiadas, consolidando uma agenda de finanças sustentáveis que já movimenta centenas de bilhões de reais.

Entre os destaques, o relatório apresenta a Iniciativa de Emissões Financiadas, que cria uma base de dados inédita para medir e acompanhar as emissões associadas às carteiras de crédito, e a Régua Multissetorial de Sensibilidade ao Risco Climático, que apoia os bancos na identificação de vulnerabilidades setoriais e na precificação de riscos ambientais. A Taxonomia Verde da Febraban e o SARB 026/2023, que estabelece regras para eliminar o desmatamento ilegal na cadeia da carne bovina, reforçam a credibilidade das informações e o alinhamento com padrões internacionais.

O estudo também relaciona os compromissos do setor ao “Mapa de Baku a Belém para 1,3T”, iniciativa global que busca ampliar o financiamento climático para US$ 1,3 trilhão anuais até 2035. A Febraban recomenda medidas como o uso de finanças mistas, a criação de fundos permanentes de conservação e o fortalecimento do mercado de carbono, ressaltando o potencial do Brasil para liderar a economia verde mundial.

“Como intermediadores de recursos, os bancos têm um papel fundamental em canalizar capital para projetos que contribuam para o desenvolvimento sustentável”, afirmou Amaury Oliva, diretor-executivo de Sustentabilidade e Autorregulação da Febraban, em nota.

O relatório ainda destaca casos de referência, como o Bradesco, que já destinou R$ 350 bilhões a negócios sustentáveis; o Banco do Brasil, com R$ 396 bilhões em carteira verde; e o BTG Pactual, que estruturou mais de US$ 20 bilhões em dívidas rotuladas.

Segundo Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho diretor da Febraban, comentou que não há mais fronteira entre a agenda econômica e a agenda climática. Ao fortalecer instrumentos financeiros e padrões de governança, o sistema bancário brasileiro consolida sua posição como um dos mais avançados do mundo na integração de critérios ambientais, sociais e climáticos às estratégias de negócios.

Câmara dos Deputados amplia uso do seguro garantia em disputas tributárias

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira,11, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 124/2022 que permitirá o uso do seguro garantia para suspender a cobrança de dívidas tributárias. A proposta busca tornar as regras mais justas e dar mais segurança jurídica aos contribuintes.
 

O texto aprovado anteriormente pelo Senado restringia o uso do seguro garantia apenas a casos em que a cobrança fosse feita pela Fazenda Pública, em uma execução fiscal. Na prática, isso impedia que contribuintes que entrassem com ações próprias para contestar tributos usassem o seguro para suspender automaticamente a cobrança, dependendo de uma decisão judicial para isso. Com a aprovação na Câmara, essa restrição foi removida. 
 

“O texto aprovado na Câmara, sob relatoria do Deputado Lafayette de Andrada, REPUBLICANOS/MG, beneficia os contribuintes e valoriza o seguro garantia, que passa a poder ser utilizado não só na execução fiscal, como instrumento de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, mas em qualquer ação que vá discutir crédito tributário.”, destacou O diretor de relações institucionais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Esteves Colnago.

Ajuste de Redação em Processo Administrativo

Além da ampliação da aceitação do seguro garantia, o texto aprovado na Câmara também incluiu um ajuste de redação para evitar insegurança jurídica na aplicação do Art. 151 do Código Tributário Nacional (CTN).
 

A mudança também deixa claro que apenas os recursos e contestações apresentados dentro do processo administrativo fiscal continuam valendo para suspender a cobrança de tributos, conforme já prevê o Código Tributário Nacional (CTN).
 

O texto segue agora para nova análise e votação no Senado Federal, e se aprovado, será convertido em lei.

Prudential do Brasil ressalta o papel do seguro de vida na mitigação dos riscos climáticos durante a COP30

patricia freitas

A seguradora Prudential do Brasil está presente na Casa do Seguro, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontece até 21 de novembro em Belém. A iniciativa é da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e reúne 10 empresas como empoderadoras para debater a adaptação do setor frente às mudanças no clima e mitigação dos seus impactos econômicos. 

“Nosso papel será apresentar o seguro de vida como uma ferramenta estratégica para reduzir vulnerabilidades sociais e mitigar os impactos dos riscos climáticos, oferecendo proteção em vida em um planeta cada vez mais instável. Eventos extremos exigem soluções integradas entre saúde, meio ambiente e proteção financeira”, afirma Gabriela Al-Cici, vice-presidente de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional da Prudential do Brasil.

De acordo com a executiva, com o aumento da expectativa de vida e a intensificação dos efeitos climáticos, as pessoas precisarão lidar por mais tempo com eventos extremos, incluindo altas temperaturas, insegurança alimentar e doenças transmitidas por novos vetores. “A Prudential tem investido fortemente em produtos voltados à proteção em vida, como coberturas para doenças graves, doenças tropicais e diária hospitalar. Hoje, 90% das indenizações que pagamos aos nossos clientes são em vida”, pontua.

Estudo de Riscos de Sustentabilidade – Dentro da programação da Casa do Seguro, a Prudential vai liderar no próximo sábado, 15, o painel papel do setor de seguros na resiliência climática e social” e apresentar um estudo sobre como os riscos climáticos e de saúde pública impactam a economia, a longevidade e a sustentabilidade do seguro de vida. Participarão a CEO da companhia, Patricia Freitas, a sócia da consultoria global em sustentabilidade ERM, Tatiana Assali, além Jéssica Bastos (Susep), Mabyr Valderrama (Fasecolda) e Adriana Campelo (UNDRR).

E para encerrar o dia, o segundo painel terá como tema “Clima e saúde, redesenhando o seguro para um futuro sustentável”, com a participação da vice-presidente de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional da Prudential do Brasil, Gabriela Al-Cici; do presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Sidney Klajner; além de Lincoln Muniz Alves (MMA/Mudanças do Clima) e Mariana Neira (OMS).

Agenda da Prudential na Casa do Seguro – COP30

Data: 15 de novembro

10h – Painel 1: “O papel do setor de seguros na resiliência climática e social” com o lançamento do estudo sobre impactos das mudanças climáticas na saúde.

11h20 – Painel 2: “Clima e saúde: redesenhando o seguro para um futuro sustentável”.

Local: Casa do Seguro, Tv. Alferes Costa, 2828 – Pedreira – Belém/PA.

Tokio Marine reforça que uso da IA deve ser guiado por propósito, não por modismo

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O CITO adjunto do Tokio Marine Group e vice-presidente executivo e CIO da Tokio Marine North America Services, Robert Pick, abriu o CQCS Insurtech & Inovação 2025 afirmando que tem imenso carinho e admiração pelo Brasil. “Nos sentimos abraçados aqui”, disse. Sua palestra foi ao mesmo tempo técnica e provocadora. Primeiro convidado internacional do evento, realizado nos dias 11 e 12 de novembro em São Paulo, o executivo trouxe uma visão clara sobre o papel da inteligência artificial (IA) na transformação do mercado de seguros: uma tecnologia revolucionária que deve ser aplicada de forma evolutiva e responsável.

“Quando eu digo que a inteligência artificial é uma tecnologia revolucionária que será aplicada para nossa evolução enquanto mercado, quero dizer que seu uso deve estar atrelado ao propósito de um negócio”, afirmou Pick. “No Brasil, a forma como vocês usam a IA generativa é inovadora, e pode inspirar outros mercados.”

O CIO destacou que 2025 marca o início de uma fase mais madura da adoção de IA, após um período de experimentações em 2024. “Este é o ano em que começamos a transformar pequenos testes em soluções reais, integrando a IA generativa em áreas como automação de escritório, pesquisa e atendimento. Mas ainda é cedo para afirmar que a tecnologia está pronta para ser escalada. A maturidade virá em 2026, quando veremos os primeiros casos de uso em larga escala realmente comprovando valor”, explicou.

Segundo ele, o entusiasmo não pode atropelar o discernimento. Pick lembrou que, em estudo recente do MIT, 95% dos projetos de IA falharam em atingir o retorno esperado — mas vê nisso um sinal de avanço. “Estamos aprendendo. O fato de o mercado continuar experimentando mostra que há confiança no potencial da tecnologia. O erro faz parte da evolução.”

O executivo também comparou o momento atual ao início da automação robótica de processos (RPA) há dez anos, quando o mercado precisou amadurecer para entender os casos de uso e consolidar as plataformas. “Com a IA generativa, estamos vendo o mesmo processo acontecer, só que em velocidade muito maior”, disse.

Pick destacou ainda o protagonismo da operação brasileira no ecossistema global da Tokio Marine. “A Tokio Marine Seguradora é, sem dúvida, a mais inovadora que temos hoje em nossa operação. Sob a liderança de José Adalberto Ferrara, a companhia consegue unir negócios e tecnologia de forma muito sinérgica. Todos nós, CTOs do Grupo, olhamos para o que Adilson Lavrador e Dennis Milan estão fazendo no Brasil porque queremos nos inspirar e fazer algo assim em um futuro próximo”, afirmou.

O recado final foi um convite à prudência e à estratégia: “O desafio não é correr para adotar IA, mas entender como aplicá-la de forma inteligente, com foco no valor que ela cria. O ritmo certo é aquele que equilibra inovação e propósito”.

Além de Robert Pick, também participaram do evento o Diretor Executivo de Operações, Sinistros e Tecnologia, Adilson Lavrador; o Diretor Executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman; Diretor de Tecnologia, Inovação e Digital, Dennis Milan; a Diretora de Operações, Andrea Ribeiro; Diretora Comercial de Canais Especiais da Tokio Marine, Marcia Silva; e o Diretor Comercial Regional SP Capital e Região Metropolitana, Alexsandro Priuli.