Rodrigo Caramez é nomeado Chief Strategy Officer da Sompo Seguros

Rodrigo Caramez - SOMPO SEGUROS

Fonte: Sompo

A Sompo Seguros, subsidiária da Sompo International, empresa responsável pelas operações de seguro e resseguro do grupo Sompo Holdings fora do Japão, acaba de nomear Rodrigo Caramez como Diretor Executivo e seu novo Chief Strategy Officer (CSO). O executivo passa a ser responsável pelas áreas de Planejamento Estratégico, Inovação e Projetos e vai contribuir com sua visão comercial e estratégica estruturada para a criação e execução de planos de negócios e transformação organizacional da companhia no Brasil.  

Rodrigo Caramez, é engenheiro de telecomunicações (PUC-RJ), com especializações em Marketing (PUC-RJ), Negócios Internacionais (FIA), Gerenciamento de Riscos (IMD Business School), Liderança de Alta Performance (INSEAD) e Criação e Direção Estratégica (Harvard Business School). Atua há mais de 30 anos no setor financeiro, na gestão de negócios em bancos de varejo, corporativo e seguros. Também conta com ampla experiência internacional em funções regionais ou globais de liderança ocupadas em instituições multinacionais do setor financeiro e de seguros. Está na Sompo Seguros desde novembro de 2021 como Diretor responsável pela Sompo Saude, posição por meio da qual coordenou todo o processo de venda da operação, concluído neste ano.

Lloyd’s of London anuncia exclusão de guerra em apólices de seguro cibernético

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Fonte: Wall Street Journal

O Lloyd’s of London, maior mercado segurador do mundo, vai deixar de dar cobertura para riscos cibernéticos em caso de guerra, segundo documento, intitulado “Exclusões de ataques cibernéticos apoiados por Estado“. Segundo o Wall Street Journal, a partir de 31 de março, quando a cobertura começar ou for renovada, os sindicatos devem excluir os ataques cibernéticos apoiados pelo Estado das políticas que protegem contra danos físicos e digitais causados ​​por hacks, disse o diretor de subscrição Tony Chaudhry em um boletim datado de 16 de agosto.

A medida foi projetada para garantir que as seguradoras estejam declarando claramente o que cobrirão e o que não cobrirão, pois a capacidade de hacks apoiados pelo Estado de se espalhar e causar danos pode causar risco sistêmico no mercado de seguros, disse o aviso.

No mínimo, disse Chaudhry, as apólices devem conter cláusulas que excluam perdas decorrentes de uma guerra, declarada ou não, onde a apólice não tem uma exclusão de guerra separada. Eles também devem excluir perdas onde um ataque apoiado pelo estado tem um efeito catastrófico na nação alvo e prejudica sua capacidade de funcionar. Também deve haver um processo robusto pelo qual as partes decidam a atribuição de ataques, de acordo com o aviso.

“Cyber ​​continua sendo uma área prioritária para o Lloyd’s”, disse um representante da empresa. “A orientação de consultoria fornecida na semana passada, após consulta ao nosso mercado, é garantir que assumamos os tipos certos de risco como mercado, abordando esse campo complexo com a experiência e a diligência necessárias.”

Embora as exclusões para uma guerra declarada abertamente sejam relativamente simples, determinar a atribuição de um ataque cibernético apoiado por uma nação é repleto de dificuldades. Por exemplo, traçar uma linha entre quando um grupo criminoso está simplesmente agindo em apoio a uma nação, ou realmente operando como agente do Estado, é um desafio, disseram autoridades dos EUA anteriormente. Os corretores disseram que determinar o grau de dano causado por um ataque, que desencadearia as exclusões, é igualmente difícil.

“Para a maioria dos participantes do mercado, não se trata tanto da atividade do estado-nação, mas de quando esse nível de atividade atinge um grau de catástrofe em termos financeiros”, disse Gregory Eskins, líder de produtos cibernéticos nos EUA e Canadá na unidade de corretagem Marsh. da Marsh & McLennan Cos. “Isso é algo com o qual todos estamos lutando.”

As seguradoras vêm explorando maneiras de restringir a linguagem em suas apólices, principalmente depois que um juiz de Nova Jersey no ano passado decidiu a favor da Merck & Co. decidir que tinha direito a pagamentos de suas seguradoras após um ataque cibernético em 2017. A Merck foi afetada pelo vírus NotPetya, que, segundo ela, custou US$ 1,4 bilhão para se recuperar. As seguradoras de Property e Casulty (P&C) da empresa inicialmente negaram as reivindicações com base em exclusões de guerra. Nesse caso, o juiz disse que não era razoável esperar que a Merck soubesse que as exclusões de guerra se aplicariam a tal evento, declarando essencialmente que uma exclusão comum de atos de guerra não cobre ataques cibernéticos.

Parte do motivo pelo qual as seguradoras estão cada vez mais desconfiadas de cobrir ataques cibernéticos apoiados pelo Estado é o grande dano econômico que eles podem causar. A empresa de alimentos embalados Mondelez International Inc., que também foi vítima do NotPetya, reivindicou US$ 100 milhões em danos relacionados ao ataque, enquanto o Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha disse que o vírus WannaCry custou mais de US$ 100 milhões. O governo dos EUA atribuiu formalmente o NotPetya à Rússia e o WannaCry à Coreia do Norte. Ambas as nações negam envolvimento.

O seguro cibernético, que se tornou um mercado cada vez mais importante devido à proliferação de ataques nos últimos anos direcionados a empresas de todos os portes, vem passando por um período de reajuste nos últimos meses, pois as operadoras entendem melhor como modelar e precificar o risco que estão cobertura.

Os novos requisitos do Lloyd’s representam uma “evolução” na forma como o setor de seguros está se aproximando do ciberespaço, disse Thomas Reagan, líder de prática cibernética da Marsh nos EUA e Canadá, mas as novas estipulações também apresentam dificuldades.

“Como em todas essas coisas, até certo ponto, são dois passos à frente e um passo atrás”, disse Reagan. Embora o boletim estabeleça alguma certeza e clareza sobre o que o Lloyd’s espera, disse ele, também cria incertezas para os segurados, como como atribuir um determinado ataque cibernético.

As exclusões de guerra, em particular, têm sido um tópico de debate acirrado no setor de seguros cibernéticos há anos, mas a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro reacendeu preocupações de que um ataque cibernético significativo, como um que derruba infraestrutura crítica, poderia resultar em perdas catastróficas para as seguradoras. . A relativa juventude do mercado de seguros cibernéticos significa que há uma falta de padronização em torno de termos e cláusulas de exclusão, disse a empresa de classificação Moody’s Investors Service Inc., uma unidade da Moody’s Corp., em nota de junho.

“Nos litígios nos EUA, as seguradoras geralmente devem demonstrar que uma exclusão dentro de uma apólice de seguro se aplica ao caso. Isso coloca o ônus da prova nas seguradoras no caso de exclusão de guerra”, disseram analistas da Moody’s na nota. A Moody’s se recusou a comentar o boletim do Lloyd’s.

Embora a exigência do Lloyd’s seja significativa porque busca remover a ambiguidade sobre quando e onde as exclusões serão aplicadas às apólices, também pode prejudicar as vítimas de hackers, disse Joshua Motta, executivo-chefe da seguradora Coalition Inc., que oferece cobertura específica para cibernéticos.

“O outro significado é que os segurados podem ficar sem suporte ou serviços críticos de sua seguradora pendente de atribuição do governo”, disse ele.

A Lloyd’s Market Association – um grupo comercial para agentes de gestão ou empresas líderes de sindicatos – apresentou uma série de rascunhos de cláusulas contratuais em novembro de 2021 que excluiriam ataques cibernéticos apoiados pelo Estado da cobertura de políticas cibernéticas. O Lloyd’s disse em sua nota na terça-feira que o uso dessas cláusulas satisfaria seus requisitos.

Ministério da Agricultura atualizou Atlas do Seguro Rural

Fonte: MAPA

O Ministério da Agricultura (MAPA) disse ter atualizado o Atlas do Seguro Rural, plataforma que possibilita aos usuários acessarem informações e dados das apólices contratadas no âmbito do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O Atlas é uma plataforma de fácil manipulação que fornece acesso às informações do PSR aos pesquisadores, agentes públicos, estudantes, produtores rurais, instituições financeiras, indústria e a sociedade civil, fomentando análises e estudos que podem melhorar os produtos e serviços de seguro rural e a política agrícola do programa.

Com o aprimoramento, será possível cruzar dados de indenizações por apólice, até o ano de 2021, com todos outros parâmetros já disponíveis. O campo será mantido sem atualizações diárias, sendo atualizado apenas após o fechamento do ciclo anual de contratações, disse a pasta em nota.

O Ministério explica que o Cadastro Nacional dos Encarregados de Comprovação de Perdas (CNEC) é atualizado mensalmente pelas seguradoras com os profissionais que atuam na verificação de perdas das apólices de seguro rural contratadas no âmbito do PSR.

Agora, essas informações mensais também estão disponíveis no painel do Atlas do Seguro rural com a possibilidade de cruzamentos com seguradoras e UFs.

AM Best: resseguradoras evitam aceitar riscos de catástrofes naturais

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Fonte: ECO

O aumento das perdas não apenas por catástrofes naturais, mas também pelos chamados perigos secundários, aqueles eventos de média dimensão como incêndios, tempestades, inundações ou granizo, juntamente com os impactos da pandemia e a incerteza econômica, forçam muitas grandes resseguradoras a mudarem seu mix de negócios para linhas de acidentes e especialidades, onde o movimento de preços ainda é positivo, de acordo com o novo relatório da agência de rating AM Best denominado Global Reinsurance: More Stable and Improved Results Following Shift from Property Catastrophe Risks , divulgado dia 15 de agosto.

De acordo com o relatório, uma maior frequência de eventos catastróficos nos últimos cinco anos exerce uma pressão significativa sobre o nível de confiança que os analistas de risco depositam nas ferramentas de modelação, um componente-chave no processo de cálculo de prêmio. Além disso, as resseguradoras percebem que, não apenas o ambiente de subscrição se tornou menos previsível, como a ação dos governos tem um enorme impacto nas condições de mercado. “Uma das razões por trás da abundância de capital foi o ambiente de baixas taxas de juros”, diz Carlos Wong-Fupuy, diretor senior da AM Best. “Agora que os bancos centrais estão a tentar controlar a inflação o acesso a capital está mais apertado, os temores de recessão aproximam-se e a desvalorização de ativos está a prejudicar os balanços de uma maneira que as perdas por catástrofes até agora não foram capazes de fazer.”

Mesmo com os aumentos das taxas, a maioria das resseguradoras ainda não considera os preços atuais dos riscos de catástrofes imobiliárias suficientemente altos para compensar o nível contínuo de incerteza. Para as companhias, as linhas primárias de acidentes e especialidades são mais atraentes, porque geram comparativamente padrões mais estáveis ​​e previsíveis. A inflação social e económica continua a ser um problema, mas as margens atuais incluídas nos prémios recompensam os resseguradores adequadamente pelo risco assumido. O relatório também faz notar que a natureza de longo prazo das linhas de acidentes oferece a oportunidade de gerar retornos de investimento e reduzir drasticamente o risco de liquidez.

“Embora as linhas de acidentes e especialidades não sejam imunes ao risco de acumulação, como os verificados em grandes eventos como a pandemia ou a invasão da Ucrânia, são consideradas mais geríveis ​​e menos frequentes em comparação com uma catástrofe natural que afete imobiliário”, diz Wong Fupuy, acrescentando que “os perigos secundários tornaram-se mais proeminentes do que nunca.”

A AM Best considera o resseguro global como muito bem capitalizado e disciplinado. Várias iniciativas de realinhamento acontecem há pelo menos três anos e, embora a pandemia tenha desacelerado os resultados desses esforços, o segmento global de resseguros gerou um índice combinado em 2021 abaixo de 100% pela primeira vez em cinco anos, com 96,4%, e um retorno sobre o capital próprio de 9,2%, em comparação com os 2,3% de 2020. Segundo a AM Best, as seguradoras continuam a investir recursos significativos para enfrentar riscos em rápida evolução e as empresas mais bem avaliadas pela agência demonstraram capacidade de adaptar seus negócios às condições de mercado e gerar lucros sustentados.

As resseguradoras permanecem “inovadoras devido ao seu nível de sofisticação na seleção de riscos, na formação de preço, no desenvolvimento de produtos e na gestão de capital” e, por essas razões, a AM Best mantém perspetiva estável para indústria global de resseguros.

Ao mesmo tempo, a AM Best reconhece que a força e a relevância de cada fator que sustenta as suas perspetivas continua em mudança, com o perfil de negócio a alterar-se para refletir a crescente complexidade do ambiente de risco em nível global.

“A incerteza informada está no centro de uma carteira de riscos seguráveis”, afirma Wong-Fupuy. “No final, o equilíbrio entre a volatilidade da experiência recente e as margens incluídas nas taxas atuais é o que determina o apetite pelo risco. Para certos tipos de riscos, como catástrofes naturais, essa volatilidade recente tornou-se muito onerosa ou, para algumas resseguradoras, inaceitável.”

MAG Seguros discute o mercado de seguros em Maratona da Inovação

A experiência do usuário e o novo mercado de seguros foram temas de discussão, pela MAG Seguros e convidadas, na 2ª Maratona da Inovação em Seguros, evento que contou com 300 participantes no STATE Innovation Center, em São Paulo. A Maratona ocorreu de forma híbrida, e promoveu momentos de networking, apresentação de cases de sucesso e painéis que reuniram 38 nomes de referência de seguradoras, insurtechs, startups, entidades do setor, corretores de seguros, prestadores de serviços e demais agentes que integram um dos segmentos mais relevantes para a economia nacional – além disso, o evento foi transmitido ao vivo pelos canais do Jornal do Seguro (JRS.digital), com participação dos mais de 1500 espectadores online, que puderam interagir com perguntas e recados ao vivo.

Durante o painel “O novo mercado de seguros”, Andréia Araújo, Presidente do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul – CVG RS, e Superintendente Regional da MAG Seguros, falou sobre o contexto pós-pandemia e as mudanças que esse contexto gerou. “Criamos o CVG-RS Sem Fronteiras, por exemplo, para nos aproximar do público do interior do nosso estado, para que ele não se afastasse de nós durante o isolamento, ainda mais num período tão difícil”, explicou Araújo.

O CVG-RS Sem Fronteiras surgiu com o intuito de dialogar com todo o Brasil sobre o setor de seguros, através de conversas abertas para o segmento no país, partilhando experiências e ensinamentos entre os mais experientes e as novas vozes no mercado, em uma série de transmissões produzidas pelo CVG RS. “Foi um sucesso. Tivemos muita participação e compartilhamento das lives, e agora, com os encontros presenciais voltando, percebemos que conseguimos nos aproximar de nosso público”, diz ela.

Já o painel “Experiência do usuário: como aprimorar o relacionamento com o consumidor”, contou com a participação de Marco Antônio Messere Gonçalves, Presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros. Falando sobre a importância da qualificação do relacionamento com o cliente, Gonçalves explicou: “o atendimento começa na venda. O grande diferencial é a qualidade dos produtos e serviços oferecidos aos clientes, principalmente com a melhoria de serviço e jornada do cliente; se nós não tivermos isso transmitido da melhor forma possível para tornar também o cliente um transmissor de que a nossa seguradora presta um serviço diferenciado, nós não teremos mais clientes”.

A programação da Maratona da Inovação em Seguros 2022 foi guiada pelos pilares de Vida e Previdência, Futuro do Mercado, Transformação acelerada, Open Insurance e UX.  

MAPFRE Economics eleva previsão de crescimento real do PIB do Brasil para 1,1% em 2022  

Fonte: Mapfre

A MAPFRE Economics — área do Grupo MAPFRE dedicada a pesquisas e análises sobre seguros, previdência, macroeconomia e finanças – elevou, em sua atualização da pesquisa “Panorama Econômico e Setorial: Perspectivas para o 3º Trimestre 2022”, a previsão para o crescimento real do PIB do Brasil. A partir de indicadores econômicos do primeiro semestre, o levantamento aponta que a economia brasileira crescerá 1,1% este ano – em maio, a área de pesquisas da seguradora havia previsto crescimento de 0,7%.

De acordo com o estudo, o consumo interno está se comportando bem, assim como as exportações, beneficiadas pelos maiores preços das matérias-primas. “Alguns indicadores de atividade ainda surpreendem pelo lado positivo, como as vendas no varejo. Esse efeito é estimado pela demanda que não pôde ser atendida durante a pandemia e que acumulou capital”, comenta Manuel Aguilera, diretor-geral da MAPFRE Economics.
 

Ainda segundo o levantamento, a economia brasileira desacelera no segundo semestre do ano devido à inflação mais alta e às taxas de juros oficiais ainda em patamares mais altos. “Para 2023, esperamos um crescimento do PIB de 1,0%, que dependerá da evolução da inflação doméstica e dos preços das matérias-primas nos mercados internacionais”, prevê Aguilera.
 

Para a MAPFRE Economics, mesmo com o anúncio do governo brasileiro em reduzir impostos, os itens mais afetados pela inflação são combustíveis automotivos, gás e alimentos. Na avaliação da área de pesquisas, a inflação futura pode subir, principalmente, porque os preços dos combustíveis ainda estão em patamares mais baixos em relação aos mercados internacionais. “Os altos preços do petróleo e de outras matérias-primas beneficiam as exportações, embora, devido à limitada capacidade de refino, o Brasil seja um importador líquido de combustíveis refinados. Acreditamos que a contenção de preços em 2022, por meio de auxílios governamentais está subvalorizando a inflação de 2022 em detrimento de 2023”, avalia o executivo. 

Na análise da MAPFRE Economics, a política monetária do Banco Central de aumento da taxa de juros (Selic) terá um efeito defasado e, por enquanto, não está conseguindo limitar a inflação, porque enfrenta um efeito global de compressão da oferta. Assim, um aperto excessivo da política monetária poderia agravar ainda mais a desaceleração. “Ao nível dos riscos para a economia brasileira, a inflação agrava a possibilidade de desaceleração econômica e desvalorização da moeda. Os cortes de impostos planejados e a ajuda em curso para combater a inflação continuarão a pressionar o déficit e a dívida pública”, comenta Manuel Aguilera. 


Previsões para o mercado segurador brasileiro

Como apontado pela área de estudos da MAPFRE, mantêm-se as previsões para um abrandamento da economia como consequência do aperto da política monetária, embora as expectativas melhorem ligeiramente com uma previsão de crescimento real do PIB de 1,1% em 2022. A fragilidade do crescimento econômico num contexto de restrições das condições de financiamento poderá atenuar o crescimento do mercado brasileiro de seguros Não Vida, após a recuperação registada no ano anterior. Os problemas nas cadeias de suprimentos globais continuam afetando a produção de automóveis e os novos registros de veículos, que continuarão a pesar no negócio de seguros de automóveis. 

A inflação, por sua vez, não está completamente sob controle, o que obrigou o Banco Central a apertar sua política monetária com novos aumentos das taxas de juros. Este ambiente de taxas de juros é favorável ao desenvolvimento do negócio Vida e rendas vitalícias enquanto instrumento utilizado pelas famílias para se protegerem da subida da inflação, embora o seu baixo rendimento disponível possa reduzir a sua capacidade de poupança. Nas curvas de taxas de juros sem risco, o estudo da MAPFRE Economics observa um achatamento da curva em junho, apresentando uma ligeira inclinação negativa nas suas primeiras divisões, o que poderá favorecer o desenvolvimento de produtos lastreados em títulos soberanos de curto prazo (VGBL e PGBL), muito comuns neste mercado.


Perspectivas para a economia mundial
 

O relatório “Panorama Econômico e Setorial: Perspectivas para o 3º Trimestre 2022” aponta que, ao longo do segundo trimestre de 2022, a economia global continuou caminhando para um cenário de deterioração da atividade e taxas de inflação mais altas. Isso levou a MAPFRE Economics a aplicar uma redução em suas previsões para o ano inteiro em seu cenário base, de 3,6% para 3%, e “com um aumento de sinais sobre uma possível recessão”.

Para traçar este cenário, a MAPFRE Economics contabilizou uma confluência de eventos: tensões nas cadeias de suprimentos, cujo principal componente está na China após a continuação de políticas de tolerância zero contra o Covid-19; o consequente contágio à cadeia de valor global, que deixa a recuperação de uma oferta ainda mais limitada; o alongamento do componente geopolítico, que aprofunda a crise alimentar e energética; e os bancos centrais apertando suas políticas monetárias em resposta a um ambiente inflacionário de persistência incerta, que começa a permear as expectativas dos agentes, por meio de uma contração de rendimentos reais, e que estabelecem as bases “para que certas vulnerabilidades sejam integradas a um regime inflacionário estruturalmente mais elevado”.

Esses fatores terão, segundo os analistas da MAPFRE Economics, um impacto maior na zona do euro do que nos EUA. Na região do euro, permanece a expectativa de crescimento, no cenário base, de 2,7% e 1,8% para 2022 e 2023, respectivamente (ante 2,9% e 2,7% anteriormente). “As restrições continuam sendo seus altos problemas de dependência energética e acessibilidade, bem como pressões de preços. Acrescenta-se a essa política monetária desfavorável que reequilibra a demanda agregada e reativa o risco de fragmentação, levando a uma influência negativa no comportamento dos gastos públicos com assimetrias por país”, explica Manuel Aguilera.


Impacto no setor de seguros mundial

O relatório da MAPFRE Economics, como de costume, inclui uma análise de como as previsões afetam o desempenho do setor de seguros. Os analistas reconhecem que o aperto da política monetária reduzirá a demanda agregada, esfriando a economia em um ambiente de inflação mais alta e duradoura do que o esperado, que diminui o poder de compra das famílias e as margens corporativas. No entanto, e embora o ambiente seja complexo para o setor de seguros, dada a sua correlação do negócio com o futuro econômico, a MAPFRE Economics considera que surgem oportunidades de negócios em seguros tradicionais de poupança de vida e anuidades com garantias de taxa de juros, e algumas linhas de negócios, como seguros de saúde, podem continuar a ter um bom desempenho diante do estado de saturação em que os sistemas públicos de saúde estão.

Luciana Amaral assume como Diretora de Pessoas e Planejamento da Tokio Marine

Luciana Amaral_Diretora de Pessoas e Planejamento da Tokio Marine Seguradora

Fonte: Tokio Marine

Seguindo a premissa de valorização dos talentos internos, a Tokio Marine, uma das maiores Seguradoras do país, anuncia Luciana Amaral como Diretora de Pessoas e Planejamento. Com mais 20 anos de experiência em Planejamento Financeiro e Estratégico, a executiva agrega ao seu rol de atribuições a responsabilidade de comandar a área de Recursos Humanos. Ela ressalta que esse é mais um grande desafio em sua carreira e trajetória, uma vez que a Tokio Marine é atualmente considerada e premiada como a segunda Melhor Empresa para Trabalhar no Brasil, de acordo com o GPTW.

Segundo Luciana, um dos maiores ativos da Companhia é o Capital Humano e o fortalecimento da cultura organizacional do ‘jeito Tokio Marine de ser’. Há 13 anos na Seguradora, já atua nessa pauta desde 2012, por meio do Grupo de Cultura, responsável pela disseminação e alinhamento do tema. Ela também é a responsável por organizar e conduzir discussões entre os líderes, assim como implementar ferramentas de acompanhamento do plano estratégico da organização.  “Acompanho desde 2009 o planejamento da Tokio, e hoje, mais de uma década depois, ter a certeza de que seguimos em um processo constante de aprimoramento dos negócios e engajamento de todos os colaboradores em atingir e superar as metas organizacionais é muito gratificante”, relata a executiva. 

Outro grande estímulo proporcionado pela nova posição é a coordenação do Tokio ESG, pilar que visa amplificar ainda mais as iniciativas sociais, ambientais e de governança, com foco nas melhores práticas empresariais, que agora passa a ter uma área responsável pelas ações relacionadas à pauta. “A Tokio Marine já traz em seu DNA a missão de contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Projetos de inclusão, como o Sementes do Brasil; de capacitação, como a Universidade Corporativa Tokio Saber; ações de diversidade como o Tokio com Todos; e o incentivo à contratação de profissionais com mais de 50 anos por meio do ‘Toque de Vivência’ são exemplos do nosso engajamento social”, pontua.

Luciana Amaral responde ao Diretor Executivo de Estratégia Corporativa, Masaaki Itakura. “Sua promoção à Diretora ocorreu de forma orgânica e estratégica como todos os movimentos que pensamos para o crescimento da Companhia. Estou confiante nas contribuições que ela dará para a Tokio Marine, com um olhar ainda mais amplo para todos os nossos stakeholders”, conclui Itakura.

AXA lança plataforma inovadora para corretores de seguros

Fonte: AXA

A AXA no Brasil acaba de trazer uma novidade para os corretores parceiros, o Meu Mundo AXA, plataforma com novas ferramentas disponíveis no Portal do Corretor para ajudá-los a potencializarem suas carteiras, crescerem em seus negócios e ficarem por dentro do que acontece na seguradora, além de contarem com um espaço para interações.

Através do Meu Mundo AXA, os parceiros têm acesso ao Corretor Pro, um leque de treinamentos de todos os produtos e soluções da companhia em um formato muito mais dinâmico. Essa é uma estrutura com conteúdos exclusivos e que ajudam a alavancar ainda mais os negócios, com vídeos e materiais de apoiopara os corretores atuarem de forma consultiva nos seguros Vida, Condomínio, Transporte, Empresarial e Massificados. 

“O Meu Mundo AXA é uma plataforma análoga ao Portal que traz outros serviços para os corretores. É uma porta de entrada para novas funcionalidades que vamos disponibilizar, sempre ouvindo as necessidades e os anseios dos nossos parceiros, para oferecermos cada vez mais recursos para ajudá-los no seu dia a dia”, afirma Danielle Titton Fagaraz, superintendente de Marketing e Planejamento Comercial.

Outra novidade disponível no Meu Mundo AXA é a ferramenta AXA Personaliza. Por ela, é possível criar peças de comunicação e marketing personalizadas, abrindo espaço para inclusão do logotipo dos corretores em peças disponibilizadas no portfólio da companhia. Disponível para diversos formatos online, como o WhatsApp, e-mail marketing e as principais redes sociais – Facebook, Instagram e LinkedIn, a vantagem para o corretor é customizá-la de um jeito rápido e prático, trazendo mais autonomia para o seu negócio.

Além de todas essas facilidades, pelo Portal, os corretores se familiarizam com todas as vantagens de ser um parceiro da seguradora. Entre elas, o Clube de Experiências AXA, criado para oferecer as melhores experiências de negócio e de relacionamento para os corretores de seguros com uma série de benefícios, incluindo o Clube de Vantagens, no qual eles têm descontos em grandes lojas do varejo, e a possibilidade de participarem das campanhas de incentivo, que premiam anualmente com viagens nacional e internacional. 

“Desenvolvemos essa plataforma para inovar a rotina de trabalho dos nossos corretores, convidamos todos a acessarem Meu Mundo AXA através do Portal do Corretor e conferir”, conclui Danielle.

ESG, ou ASG, começa a ganhar musculatura em seguros

Há tempos se fala de ESG, ou seja, questões ambientais, sociais e de governança. Ou ASG, na tradução do termo inglês. A educação financeira, incluída neste rol de prioridade, sempre me encantou. Afinal, educar começa com dar bons exemplos. E isso pode mudar o mundo. De verdade. Uma das coisas que sempre me incomodou no discurso do mundo financeiro é dar crédito em excesso às pessoas e depois reclamar e culpar a inadimplência por maus feitos como alta dos juros no crédito e cheque especial.

A notícia desta semana, que despertou na minha mente tagarela toda essa reflexão exposta neste texto, é que grandes bancos deram sinal de consciência social. Itaú, Santander e Bradesco afirmaram que não vão operar a modalidade de crédito consignado no Auxílio Brasil por se tratar de um público vulnerável. Sendo assim, as seguradoras ligadas a esses conglomerados também não. Isso vale para o projeto tal como está. Obviamente, outro deve surgir, visando um equilíbrio no qual não se mate o cliente, pois só vivo e saudável ele vai comprar produtos bancários e securitários. Depois de ter moradia, comida e trabalho ele vai usar produtos para alçar voos, como o crédito. E se algo acontecer, como morte, doença ou desemprego, terá um seguro para ajudar seu beneficiário a seguir em frente.

Quem estimula o superendividamento, concedendo mais do que o cliente pode pagar? Saber tudo sobre o cliente com o open Finance, certamente ajuda a mudar tal cenário e facilitar a prática desta premissa da sustentabilidade. Mesmo que a operação financeira tenha seguro prestamista, que na verdade quita a dívida protegendo a instituição que concedeu o crédito e também liberando o bem aos beneficiários, o superendividamento é nocivo para uma sociedade crescer, ainda mais num país listado entre os que tem os juros mais elevados do planeta.

Aos poucos, tudo tem mudado. Realmente acredito. A pandemia ajudou muitos a refletirem sobre a finitude da vida. Vejo alguns empresários aplicarem na prática a responsabilidade corporativa, com muito empenho em traçar estratégias para sobreviverem a um mundo em intensa transformação. Alguns poucos, ainda, vão além de vislumbrarem novos consumidores, que estão de olho nas empresas realmente sustentáveis. Olham para si mesmos e cada dia mais se convencem que querem deixar um legado valioso antes de partirem desta vida. Bom ver com mais frequência que o que eram apenas “gatos pingados numa multidão” se organizam em grandes grupos para mudar o Brasil.

“Essa competição selvagem, com busca de lucro a qualquer preço, está com seus dias contados. Assim como nós. Temos pouco tempo. A pandemia forçou as pessoas a perceberem que precisam encarar os problemas sistêmicos. E não podemos mais contribuir para tamanha desigualdade social”, me disse um ex-banqueiro e atualmente segurador, em um quase desabafo. “Na minha vida corporativa, vi tantos produtos feitos para gerar riqueza somente para a empresa, que sinto que mesmo que tenha 40 anos pela frente fazendo o bem, vamos parar no purgatório”.

Assim como os bancos, as seguradoras também buscam corrigir desvios de rota. O posicionamento dos bancos me fez lembrar vários produtos do mercado segurador que não atingiram o crescimento esperado. Uns com índice de sinistralidade abaixo de 20%. Outros com comissões entre 60 e 80%. Não só para corretores, mas pagas para bancos, redes de varejo e concessionárias de serviços. Se esses indicadores fossem mais calibrados, o preço do seguro seria menor, as coberturas maiores e, isso sim, faz com que os brasileiros valorizem o seguro. Um custo benefício bom para todos.

Segundo o discurso sobre o potencial do seguro, os principais seguradores afirmam que menos de 15% da população têm seguros de vida, residência, celular. Menos de 30% da frota de automóvel está segurada. A penetração de seguros entre as PMEs é abaixo de 10%. Ou seja, tem um enorme espaço para crescer, beneficiado por economia e emprego em patamares elevados, bem como com produtos acessíveis que caibam no orçamento das pessoas e das empresas. E claro, coberturas razoavéis, para estimular a retomada da vida no pós sinistro.

Diante desses números e da consciência social, acredito que o setor deixa para trás projetos focados em produtos e mira na “centralidade do cliente”, termo que tem sido cada dia mais dito em entrevistas, o que me anima saber que algumas situações não se repetiram mais. Lembro em uma coletiva realizada há cerca de 15 anos, quando o microsseguro era uma febre no Brasil. O executivo detalhava um projeto “de sucesso” em parceria com um banco do Nordeste, que completava dois anos. Basicamente, consistia na venda de produtos para pessoas da classe D, que sobrevivem com muito pouco.

O discurso ressaltava que a apólice protegia os clientes de imprevistos como perda de renda. Se o provedor morresse, teria um funeral, um dívida quitada ou uma cesta básica por algo em torno de seis meses. Ideia boa. Mas se perdeu por estar focada no ganho financeiro de quem a operava. Um morador local arrecadava o pagamento do seguro. Ganhava bem para isso. Segundo ele, “o “sucesso” do negócio estava operar com receita de prêmio alta e cobertura pequena para a seguradora não quebrar. Imagina se dá uma catástrofe”, me disse. Naquele momento não adiantava argumentar que tinha o resseguro (o seguro da seguradora) e que o ganho maior seria a escala. O foco estava no produto e na rentabilidade a qualquer preço.

O executivo foi promovido pela rentabilidade do projeto. A equipe ganhou bônus. Os que compraram o microsseguro agradeceram que nada de ruim aconteceu para que eles acionassem a apólice, frase que sempre fez parte da disseminação da cultura de seguros daquela época. A seguradora e o banco ficaram, por anos, com uma parceira de “sucesso”. E eu com a frustração de o microsseguro não deslanchar. Além desta, outras poucas iniciativas acabaram descontinuadas. Uns justificavam que era o custo de cobrança via boletos. Outros, que o mundo caminhava para a sustentabilidade, com a consciência dos empresários mais lapidada.

O que se provou ao longo dos anos. Há operações de microsseguros, equilibradas, que são um sucesso. Ainda pequenas, mas rentáveis e avançam. Agora, com o PIX facilitando a cobrança do seguro sem custo, devem decolar. Tanto que o tema microsseguros está novamente na pauta prioritária do setor. Consta até na carta entregue pela CNseg aos presidenciáveis, com outras 30 propostas para que o seguro ajude o país a crescer de forma sustentável, apoiando governos, empresas e famílias.

Assim como o microsseguro, há outros projetos interessantes que caíram por terra por falta de sustentabilidade. Não vou me ater no DPVAT. Apenas mencioná-lo. Um projeto que começou com um apelo louvável, mas se perdeu pelo caminho. O tema é polêmico, como mostra uma simples pesquisa no Google, e envolve de políticos a quadrilhas organizadas para lesar o consumidor. Quase foi extinto com mais de 100 CPIs criadas no Congresso no passado, o que fez várias seguradoras a desembarcarem deste seguro.

Hoje ele está na pauta de discussão dentro do governo para ser reformulado. Por ora, é administrado pela Caixa. Mas tem grande potencial de ser um dos maiores benefícios sociais do mundo, alegam os defensores desta causa. Para isso, precisa realmente ser bem administrado, uma vez que indeniza qualquer vítima de acidente de trânsito. Pagante ou não deste seguro obrigatório para proprietários de veículos.

Prioridade em ESG está o seguro de vida, um dos mais rentáveis durante décadas. Sinistralidade abaixo dos 25%. Até chegar a pandemia, que fez jus aos anos de lucro. Devolveu à sociedade uma boa parte dos recursos arrecadados em forma de indenizações para vítimas do Covid-19. De março de 2020 a junho de 2022, foram pagos cerca de R$ 7 bilhões para mais de 180 mil famílias. Em 2021 as seguradora amargaram prejuízo por isso, mas a maioria se recuperou já no primeiro semestre deste ano.

Em automóvel também. A inflação desequilibrou contratos. Antes, se o carro valesse 50 mil reais na época da compra do seguro e meses depois estivesse valendo 80 mil reais, o segurado receberia os 50 que estavam determinados na apólice. A partir de agosto de 2021, uma circular da Susep determinou que em caso de utilização de tabela de referência para determinação do valor de indenização na data da ocorrência do sinistro, esta deve ser estabelecida entre as tabelas divulgadas em revistas especializadas, jornais de grande circulação ou por meio eletrônico, elaboradas por instituição independente de notória competência, por meio das quais são apresentados os preços médios de venda de veículos do mercado nacional, por modelo e ano.

Com a alta da inflação em 2021, as seguradoras amargaram prejuízo por arcarem com a alta dos preços dos veículos. Mesmo que no contrato ela estivesse avaliado em 50 mil, a indenização foi paga pelo custo de reposição do bem, expresso na tabela Fipe, 80 mil reais, por exemplo. O que mostrou aos consumidores a importância do seguro. Tanto que eles arcaram com aumentos significativos no preço do seguro e renovaram suas apólices. O crescimento de 31% no primeiro semestre deste ano, para R$ 22,9 bilhões, foi a maior taxa para os seis primeiros meses do ano desde 2014. Segundo executivos, a alta se deu por aumento de preço do seguro e não pela conquista de novos clientes. Os lucros das que atuam com auto também cresceram em dois dígitos.

Os seguros dedicados às empresas também passaram por mudanças. O seguro garantia foi um deles. Com o boom de indenizações em consequência da Lava Jato, vários contratos não foram cumpridos e os segurados se frustraram pelas seguradoras negarem a cobertura. Diversas cláusulas e exclusões protegem as seguradoras, principalmente quando o causador da inadimplência do contrato for o próprio segurado, como os agentes públicos, na época os principais investigados sobre corrupção na Lava Jato, assim como os tomadores do seguro, as construtoras, que ofereciam o seguro para garantir ao governo a conclusão das obras licitadas. Há uma nova frente agora, que parte de apólices melhor redigidas e mais transparentes sobre o funcionamento deste produto.

A boa notícia é que a maioria das empresas já tem políticas ESG avançadas, que vão além do papel, pois sentem o aperto na concorrência com novas entrantes e sabem que os consumidores estão de olho nas práticas sustentáveis. Algumas já proíbem comissões acima de 40% e índice de sinistralidade abaixo de 20%. Quando isso acontece, é preciso prestar contas ao acionista e explicar porque a carteira de negócios saiu do nível de governança exigido e corrigir tal desvio.

Para ajudar ainda mais no tema ESG, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) divulgou em junho deste ano a circular 666, que traz um marco regulatório das questões Ambiental, Social e Governança para o setor, estimulando a evolução de forma padronizada dessa pauta. Segundo artigo da diretora da CNseg, Solange Beatriz, o nível de maturidade com o qual as empresas tratam e desenvolvem ações sobre o tema ainda é diferente.

“Segundo a última edição do Relatório de Sustentabilidade da CNseg, publicado com dados de 2020, cerca de 90% das empresas participantes afirmaram que já integram questões ASG em seus planejamentos estratégicos e 47,4% incluem critérios de sustentabilidade na gestão de investimentos e nos processos de subscrição de riscos. Apesar de muitas empresas possuírem políticas socioambientais consolidadas, ao criar regras gerais e definir elementos mínimos para todas supervisionadas, a Susep estabelece condições para que o setor como um todo evolua e desenvolva ações de sustentabilidade mais concretas”, escreveu em artigo publicado em julho deste ano.

Vai ser interessante acompanhar o que as seguradoras vão fazer para se manter relevantes. É certo que nem todas as companhias vão mudar rapidamente sua cultura. Mas no longo prazo, ou mudam ou estarão fora do mercado, apostam os especialistas no tema. “O Brasil tem um grande potencial, mas para chegar lá a política precisa mudar. Isso significa não ter só companhias e executivos que se importam com o que é necessário, mas que os brasileiros em geral aprendam a se importar também com a natureza e os recursos naturais e a sociedade. E isso exige líderes políticos que comuniquem esperança e potencial para o progresso”, sentenciou o britânico John Elkington, o Pai da Sustentabilidade, em entrevista recente ao Valor.

Exige também líderes empresariais que deem o exemplo para toda a base de suas companhias e para seus concorrentes. Tenho certeza que os consumidores vão agradecer e o resultado será o crescimento do mercado de seguros além do que temos visto nesses últimos anos. Em termos reais, a arrecadação dos seguros deflacionada pelo IPCA cresceu 3,7 vezes em 25 anos, de R$ 83,3 bilhões para R$ 306,4 bilhões, uma média de 5,3% ao ano, no período de 1996 a 2021. Em termos nominais cresceu 16,2 vezes, com média de 11,8% ao ano, ressalta o economista Marcio Coriolano, ex-presidente da CNseg, em levantamento. Esse valor não considera saúde suplementar e DPVAT.

Quem sabe agora, com tantos dados captados pela tecnologia, auxiliados pelo 5G que entra em ação e permite uma boa análise de dados para entregar valor ao cliente, que agora pode compartilhar seus dados no mundo Open Finance, o seguro atinja seu potencial, de saltar dos 4% do PIB brasileiro para os 8%, média mundial. Tudo isso tendo como suporte esta diminuta, porém grandiosa, sigla ESG/ASG, com conceitos incríveis sobre como é possível melhorar o mundo a partir da ação individual e coletiva.

Prudential do Brasil lança websérie em parceria com a especialista em finanças e fundadora da Me Poupe!, Nathalia Arcuri

Nathalia Arcuri Prudential seguradora

Fonte: Prudential

O seguro de vida é peça-chave em um bom planejamento financeiro. Com a missão de levar essa mensagem para cada vez mais brasileiros, a Prudential do Brasil lança uma websérie em parceria com uma das maiores especialista em finanças do país, Nathalia Arcuri, criadora do canal “Me Poupe!”.

O tema do primeiro capítulo da websérie é “Mais tranquilidade para atingir seus objetivos” e já está disponível no YouTube da Prudential do Brasil e também na rede social da influenciadora (@nathaliaarcuri). Neste primeiro capítulo, Nathalia Arcuri conta curiosidades como os motivos que a levaram a contratar seu primeiro seguro de vida, ainda muito jovem, aos 18 anos de idade.

Serão 6 capítulos que abordarão outros temas que incluem desde a importância de contar com coberturas que possam ser usadas em vida até a necessidade de proteger projetos importantes, como a educação dos filhos. Nathalia também vai compartilhar como tem sido sua experiência no Programa Prudential Vitality que oferece recompensas para os clientes que praticam esportes e cuidam da sua saúde.

“Como especialista em vida, a Prudential do Brasil tem como propósito fomentar a cultura do seguro de vida no país. E para chegar a um número cada vez maior de brasileiros, nada melhor do que contar com um dos nomes mais relevantes da internet quando o assunto é finanças, a Nathalia Arcuri. A parceria da influenciadora com a Prudential, que começou em 2020, é fundamental para levarmos educação e proteção financeira às pessoas e suas famílias em todas as regiões do Brasil. Como resultado disso, em todas as ações já feitas com ela, conseguimos impactar mais de 1 milhão de usuários.”, afirma a gerente de Marketing Institucional da Prudential do Brasil, Fernanda Riezemberg.

Com a especialista em finanças, a Prudential já realizou uma série de ações, entre elas, um episódio sobre seguro de vida no ‘PoupeCast’, podcast da Me Poupe!, e o evento virtual Prudential Talks, com o tema ‘Mitos Nunca Mais’, em que Arcuri respondeu dúvidas sobre seguros.