Indenizações aumentam 132% este ano

Mapfre seguro cafezal

Fonte: Valor

O seguro rural enfrenta o cenário mais desafiador de toda a sua história. Depois de uma perda recorde em 2021, as seguradoras lidam novamente com prejuízos significativos em 2022, com danos nas lavouras de soja e milho, carros-chefes da produção de grãos. Em 2021, as indenizações pagas aos produtores totalizaram R$ 7,1 bilhões, alta de 94% em relação a 2020, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), consolidados pela CNseg, a confederação nacional das seguradoras. Até agosto deste ano, as indenizações pagas já somam R$ 9,5 bilhões, alta de 131,6%. Para se ter uma ideia, esse valor é maior do que as seguradoras arrecadaram nos primeiros oito meses de 2022, de R$ 8,9 bilhões, 45,4% maior comparado ao mesmo período do ano anterior.

“Precisamos que se confirme para o ano que vem recursos do PSR na ordem de R$ 2,2 bilhões para garantir o seguro rural para a safra brasileira, que tem salvado o PIB”, afirma Laura Neves, CEO da AgroBrasil Seguros, braço da Essor Seguros. Segundo Neves, na última reunião com o secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Bastos, em julho, o setor solicitou que ela levasse aos novos eleitos – deputados estaduais, federais e governadores – para que suas regiões desenvolvam o seguro rural com programas próprios de fomento para os produtores rurais a nível estadual e municipal. “Estamos confiantes nesta jornada. Temos que procurar novos desenhos de produtos, inovar, dimensionar, achar o equilíbrio que impacta no sinistro do produtor”, sugere Neves.

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MAPFRE Brasil registra crescimento de 45,3% em prêmios no acumulado do ano até setembro

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COOP WEEK MAPFRE SEGUROS

No acumulado deste ano até o mês de setembro, em comparação ao mesmo período de 2021, a MAPFRE Brasil registrou crescimento de 45,3% em prêmios emitidos, com volume total de 3,68 bilhões de euros. O forte resultado foi apoiado, principalmente, pela evolução dos negócios de forma geral e a valorização do real no período – que foi de cerca de 18%.

Em relação aos ramos, Seguros Gerais continua sendo o que mais volume de negócio proporciona à companhia, com 2,13 bilhões de euros (+59,5%), seguido pelo seguro de Vida, com prêmios de 1,09 bilhão de euros (+25,8%), e Automóveis, que cresceu 39,3% e atingiu 468 milhões de euros.

Outro destaque para o Brasil foi a contribuição para os lucros globais do Grupo MAPFRE, como segunda principal área regional, com 93 milhões de euros. O montante é 86% maior do que no mesmo período do ano anterior, graças, entre outros fatores, à menor taxa de sinistros derivados da Covid e à maior rentabilidade das carteiras de investimentos.

“Nossos resultados comprovam que temos atravessado o cenário de desafios econômicos com eficiência, solidez e resiliência. Nosso modelo de negócio no Brasil segue muito forte, sustentável e totalmente alinhado ao planejamento estratégico global da MAPFRE, caminhando para encerrarmos 2022 com os principais objetivos superados”, comenta Fernando Pérez-Serrabona, CEO da MAPFRE Brasil.

A MAPFRE no mundo  – Os prêmios da MAPFRE entre janeiro e setembro deste ano somaram 18,64 bilhões de euros, representando um aumento de 12,1%, com crescimento em praticamente todos os países em que o Grupo MAPFRE atua e nas principais ramos do negócio. Na região da Ibéria (Espanha e Portugal), os prêmios somaram 5,76 bilhões de euros, 1,1% a mais do que no ano anterior.  A Ibéria continua sendo a área que mais contribui para o lucro do Grupo, com um total de 299 milhões de euros.

As três regiões que compõem os negócios da MAPFRE na América Latina registraram uma evolução muito positiva tanto no crescimento da atividade de seguros quanto na rentabilidade obtida. Os prêmios da MAPFRE na América Latina cresceram 26% em relação ao ano anterior e ficaram em 6,85 bilhões de euros, enquanto o lucro cresceu 65%.

Globalmente, o negócio de resseguros fechou os primeiros nove meses deste ano com prêmios de 4,20 bilhões de euros (+14,4%), enquanto o lucro cresceu 10,1%. Os prêmios do negócio de Global Risks aumentaram 30,7%, para 1,36 bilhão de euros.

Por ramos, destacaram-se os segmentos de Seguros Gerais e Vida Risco, com sinistralidade por Covid que desacelerou de forma significativa em todos os países. O aumento do lucro dessas linhas mitiga parcialmente a evolução dos automóveis, afetados pela recuperação da mobilidade pós-covid e o atual cenário de inflação persistente. Destaca-se também a melhora do resultado financeiro recorrente em um contexto de alta da taxa de juros, que deve se manter nos próximos trimestres, o que permite mitigar a queda dos ganhos de capital realizados em ações e fundos de investimento.

O índice combinado da MAPFRE no final de setembro ficou em 98,4%, o que representa um aumento de 1,9%, impactado, principalmente, pelo ramo Auto. O aumento da sinistralidade em 3,4% é parcialmente compensado pelo plano de redução de custos implementado, que melhora o índice em quase 1,5%.

Swiss Re reporta prejuízo no acumulado do ano, até setembro

Christian Mumenthaler Swiss Re

A Swiss Re reportou um prejuízo líquido de US$ 285 milhões nos primeiros nove meses de 2022, impulsionado por um prejuízo líquido de US$ 442 milhões no terceiro trimestre. Embora a P&C Re tenha sido impactada pelo furacão Ian e um aumento nos sinistros de pequeno e médio porte no terceiro trimestre, a L&H Re e a Corporate Solutions continuaram a apresentar bons resultados e permanecer no caminho certo para atingir suas metas anuais.

O CEO do Grupo Swiss Re, Christian Mumenthaler, disse: “Os primeiros nove meses deste ano foram marcados por uma confluência de eventos que afetaram o desempenho financeiro da Swiss Re: de turbulência nos mercados financeiros a um aumento nos sinistros de catástrofes naturais, aumento da inflação e guerra na Ucrânia. Embora a P&C Re tenha sido significativamente afetada por esses ventos contrários, todas as outras empresas estão tendo um bom desempenho e estão a caminho de atingir suas metas financeiras para 2022.”

Setor de seguros avança a passos largos, afirma Juliana Amaral, executiva da Fator Seguradora

Juliana Amaral, diretora jurídica e de sinistros da Fator Seguradora, participou do CQCS Insurtech & Innovation 2022, realizado em São Paulo, nos dias 25 e 26 de outubro. “A transformação digital discutida nos dois dias do evento mostrou a verdadeira jornada que o mercado segurador vem construindo, com a tecnologia se consolidando rapidamente, tendo os corretores de seguros como aliados, trazendo a humanização como vetorna relação com os clientes”, ressaltou. 

Ela elogiou a organização do evento, que conseguiu reunir temas e palestrantes que conectam os novos rumos do setor e as tendências que devem se consolidar nos próximos anos. Foram mais de 40 painéis, divididos em 5 salas, com a presença de importantes lideranças do mercado de seguros. “Sai do evento me sentindo uma profissional privilegiada por trabalhar em um setor que está no caminho certo. Que já vê a tecnologia não como uma solução individual, e sim como potencializador de todo ecossistema que deve integrar as ramificações dos seguros. Esta clareza nos possibilita avançar ainda mais rápido em 2023″, disse ela, que também é vice-presidente da Comissão Especial de Seguro e Resseguro da OAB/SP.

Ela ressalta que a Fator Seguradora está completamente inserida neste momento de avanço do mercado segurador, com a criação de soluções digitais e humanizadas para apoiar os corretores de seguros nesta missão de proteger a sociedade brasileira com “seguro para tudo e para todos”, como traz o slogan da mais recente campanha institucional lançada pela CNseg, a confederação das seguradoras. 

“Estamos alinhados com todas as tendências apresentadas no evento, tanto tecnológicas, de processos e, principalmente, de capital humano. Teremos muitas novidades ainda neste ano e em 2023 com a fatorconnect, novo canal digital da seguradora com emissões 100% on-line, com processos bem desenhados, desde a cotação, subscrição de risco, emissão da apólice, o que contribui muito para a massificação dos seguros financeiros no Brasil”, adianta. 

A forte participação das mulheres entre os palestrantes e mais de 1,5 mil participantes foi outro ponto destacado por Juliana. “Fiquei muito feliz de assistir palestras com a presença feminina. Vemos claramente a equidade de gênero avançando no setor, o que certamente trará mais diversidade em produtos e serviços”. Dos 40 painéis, 20 tinham mulheres como palestrantes. Dos 1,7 mil participantes, 30% eram mulheres.

CEO da Liberty Seguros discute futuro do mercado segurador em evento de inovação em SP

A Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil e referência em inovação, marcou presença na quarta edição do CQCS Insurtech & Innovation, que aconteceu entre os dias 25 e 26 de outubro, em São Paulo. O evento, que é um dos maiores sobre inovação em seguros da América Latina, reuniu representantes de seguradoras, agências reguladoras, insurtechs, empresas de tecnologia, startups e muito mais.

A convenção contou com a presença de colaboradores e membros do staff da Liberty, bem como da CEO da companhia, Patricia Chacon, e da superintendente de transformação da experiência digital de clientes, Etienne Gonçalves, em painéis de discussão com executivos e executivas de outras companhias.

No painel de encerramento, intitulado “A construção do amanhã do seguro”, Chacon discorreu sobre os impactos da Covid-19 no Brasil e perspectivas sobre o futuro do trabalho no mercado de seguros. “Com a pandemia, nós aprendemos que o trabalho remoto funciona, mas também entendemos que encontros presenciais são muito importantes. Temos visto nos congressos como é bom rever nossos colegas de mercado e corretores. Por isso, o grande aprendizado que fica para as empresas é que a flexibilidade é fundamental”, pontuou a executiva.

Já no painel “Tech & UX – Empoderando a Distribuição”, do qual Etienne Gonçalves fez parte, a superintendente destacou a importância da tecnologia e de colocar o usuário no centro dos negócios. “A tecnologia vem, cada vez mais, transformando a experiência do consumidor. É fundamental que as empresas entendam que os produtos devem ser desenvolvidos para quem vai usá-los”, comentou Gonçalves.

Ransomware continua a ser um dos principais riscos cibernéticos para as empresas

riscos cibernéticos Allianz

O ransomware continua a ser um dos principais riscos cibernéticos para as organizações em todo o mundo, enquanto os incidentes de comprometimento de e-mails comerciais vem crescendo e aumentarão ainda mais na era dos “deep fakes”. Ao mesmo tempo, a guerra na Ucrânia e tensões geopolíticas mais amplas são uma grande preocupação, pois as hostilidades podem se espalhar pelo espaço cibernético e causar ataques direcionados contra empresas, infra-estrutura ou cadeias de abastecimento, de acordo com um novo relatório da Allianz Global Corporate & Specialty (AGCS).

A análise anual da seguradora sobre o cenário de risco cibernético também destaca as ameaças emergentes decorrentes da crescente dependência dos serviços em nuvem, um cenário de responsabilidade civil em evolução que significa maiores indenizações e penalidades, bem como o impacto da escassez de profissionais de segurança cibernética. Tais vulnerabilidades potenciais significam que hoje a resiliência da segurança cibernética de uma empresa é examinada por mais gente do que nunca, incluindo investidores globais, o que significa que muitas empresas agora a classificam como sua maior preocupação relacionada a riscos ambientais, sociais e de governança (ESG), observa o relatório.

“O cenário de risco cibernético não permite que uma empresa durma no ponto. Ransomwares e esquemas de phishing estão tão ativos como sempre e, além disso, há a perspectiva de uma guerra cibernética híbrida”, diz Scott Sayce, Diretor Global de Cyber na AGCS e Diretor de Grupo do Centro Cibernético de Competência. “A maioria das empresas não será capaz de escapar de uma ameaça cibernética”. Entretanto, é claro que as organizações com boa maturidade no assunto estão mais bem equipadas para lidar com incidentes. Mesmo quando são atacadas, as perdas são tipicamente menos graves devido aos mecanismos de identificação e resposta estabelecidos.

“Embora vejamos bons progressos, nossa experiência também mostra que muitas empresas ainda precisam fortalecer seus controles cibernéticos, particularmente no que diz respeito a treinamentos em segurança de TI, melhor segmentação de rede para ambientes críticos e planos de resposta a incidentes cibernéticos e governança da segurança. Como seguradora atuante no ramo cyber, estamos dispostos a ir além da pura transferência de riscos, ajudando os clientes a se adaptarem a um cenário em constante mudança e a elevar seus níveis de proteção”.

Em todo o mundo, a freqüência dos ataques de ransomware permanece alta, assim como os custos de sinistros relacionados. Houve um recorde de 623 milhões de ataques em 2021, o dobro e 2020.  Embora a freqüência tenha caído em 23% globalmente durante o primeiro semestre de 2022, o total acumulado no ano ainda excede o montante dos anos de 2017, 2018 e 2019, quando a Europa viu os ataques aumentarem durante este período. Prevê-se que os ransomwares causarão US$ 30 bilhões em danos a organizações em todo o mundo até 2023. Do ponto de vista da AGCS, o valor dos sinistros de ransomware nos quais a empresa esteve envolvida juntamente com outras seguradoras, representou bem mais de 50% de todos os custos de sinistros cibernéticos durante 2020 e 2021.

Dupla e tripla extorsão são agora a regra

“O custo dos ataques de ransomware aumentou à medida que os criminosos visavam empresas maiores, infra-estrutura crítica e cadeias de abastecimento.  Os criminosos aperfeiçoaram suas táticas para extorquir mais dinheiro”, explica Sayce. “Ataques duplos e triplos de extorsão são agora o padrão – além da criptografia dos sistemas, dados sensíveis são cada vez mais roubados e utilizados como uma alavanca para demandas de extorsão a parceiros comerciais, fornecedores ou clientes”. É provável que a severidade do resgate continue sendo uma ameaça chave para as empresas, alimentada pela crescente sofisticação dos criminosos e pelo aumento da inflação, o que se reflete no aumento do custo dos especialistas em TI e segurança cibernética.

Cada vez mais, empresas de pequeno e médio porte, que muitas vezes carecem de controles e recursos para investir em segurança cibernética, estão sendo alvo de criminosos, pois estão mais expostas que as grandes companhias. As gangues cibernéticas também estão usando uma ampla gama de técnicas de assédio, adaptando suas demandas de resgate a empresas específicas e utilizando negociadores especializados para maximizar os retornos.

Esquemas sofisticados

Os ataques a e-mails comerciais (BEC) continuam a aumentar, facilitados pela crescente digitalização e disponibilidade de dados, a mudança para o trabalho remoto e, cada vez mais, a tecnologia ‘deep fake’ e as conferências virtuais. De acordo com o FBI, os golpes BEC totalizaram 43 bilhões de dólares no mundo inteiro de 2016 a 2021, com um pico de 65% entre julho de 2019 e dezembro de 2021 apenas. Os ataques estão se tornando mais sofisticados e direcionados com os criminosos agora utilizando plataformas de reuniões virtuais para enganar os funcionários e conseguir que transfiram fundos ou compartilhem informações sensíveis. Cada vez mais, estes ataques são possibilitados pela inteligência artificial com “deep fakes” de imagem e voz que imitam os executivos das empresas. No ano passado, um funcionário de um banco dos Emirados Árabes Unidos fez uma transferência de 35 milhões de dólares após ter sido enganado pela voz clonada de um diretor da empresa.

A ameaça da guerra cibernética

A guerra na Ucrânia e as tensões geopolíticas mais amplas são um fator importante para remodelar o cenário da ameaça cibernética, pois aumenta o risco de espionagem, sabotagem e ataques cibernéticos destrutivos contra empresas com laços com a Rússia e a Ucrânia, bem como contra aliados e países vizinhos. Os atos cibernéticos patrocinados pelo Estado poderiam ter como alvo potenciais infraestruturas críticas, cadeias de abastecimento ou corporações. “Até agora, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia não levou a um notável aumento nos sinistros de seguros cibernéticos, mas aponta para um risco potencialmente maior por parte dos Estados-nação”, explica Sayce. Embora atos de guerra sejam tipicamente excluídos dos produtos de seguros tradicionais, o risco de uma guerra cibernética híbrida acelerou os esforços no mercado de seguros para tratar a questão da guerra e dos ataques cibernéticos patrocinados pelo Estado em clausulados e fornecer clareza de cobertura para os clientes.

Os especialistas da AGCS identificam uma série de outras tendências no relatório Cyber: O cenário de ameaças em mudança, inclusive:

–        Os ataques às cadeias de abastecimento – seja em infraestruturas críticas como o Gasoduto Colonial ou em serviços de nuvem – surgiram como um risco significativo. Cada vez mais, as gangues de ransomware usam a ameaça de perturbação para pressionar as empresas a pagar resgates, sendo as empresas fabricantes particularmente vulneráveis.

–        As empresas continuam a transferir seus serviços e armazenamento de dados para a nuvem, apesar da crescente preocupação com a segurança e a agregação de riscos. Ao depender de um pequeno número de provedores para serviços em nuvem ou segurança cibernética, a sociedade está criando grandes concentrações em torno de poucos pontos de falha. É um equívoco comum que a terceirização ou o fornecedor da nuvem assumirá total responsabilidade no caso de um incidente.

–        A responsabilidade civil de terceiros, incluindo multas e penalidades, está se tornando mais relevante com os avanços da tecnologia, organizações que coletam mais informações e a regulamentação de privacidade de dados aplicada. Praticamente qualquer incidente cibernético – incluindo ransomware de dupla-extorsão – pode levar a litígios e demandas de indenização das partes afetadas.

–        A escassez de profissionais está dificultando os esforços para melhorar a segurança cibernética. Embora haja uma conscientização crescente entre os conselhos administrativos, o número de empregos de segurança cibernética não preenchidos no mundo todo cresceu 350% nos últimos oito anos para 3,5 milhões, estimativas mostram, o que significa que muitas empresas lutam para contratar, impactando sua capacidade de melhorar sua postura de segurança cibernética.

–        Segurança cibernética cada vez mais vista através da lente ESG. Hoje, a resiliência da segurança cibernética das empresas é examinada por muito mais grupos do que no passado. Cada vez mais, considerações de segurança cibernética são incorporadas às estruturas de análise de risco ESG de provedores de dados, que examinam as práticas das empresas para avaliar sua preparação com o crime cibernético. Garantir que os processos e políticas cibernéticas de uma empresa sejam compreendidos em nível de diretoria e que os processos de monitoramento de risco estejam em vigor nunca foi tão importante.

Em resposta a um ambiente de risco mais complexo e ao aumento da atividade de sinistros cibernéticos, o setor de seguros está avaliando mais diligentemente os perfis de risco cibernéticos das empresas em uma tentativa de incentivar as empresas a melhorar sua segurança e seus controles de gerenciamento de risco.

“A boa notícia é que agora estamos vendo uma conversa muito diferente do que há alguns anos atrás sobre a qualidade do risco cibernético”, diz Sayce. “Estamos ganhando muito melhores percepções e apreciamos os clientes que vão mais longe a fim de nos fornecer dados abrangentes”. Isto também nos ajuda a fornecer mais valor e oferecer informações e conselhos úteis aos clientes, tais como quais controles são mais eficazes ou onde melhorar ainda mais a gestão de riscos e as abordagens de resposta. O resultado deve ser menos eventos cibernéticos (ou menos significativos) para nossos clientes e menos sinistros para nós. Tal colaboração também ajudará a criar um mercado de seguro cibernético sustentável a longo prazo que não apenas se baseia em coberturas tradicionais, mas, cada vez mais, na integração de riscos cibernéticos em programas cativos e outros conceitos alternativos de transferência de riscos”.

R$ 2 bi em emendas aprovados no Orçamento com prioridade para seguro rural

Uma boa notícia para as seguradoras que atuam em seguro rural. A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou nesta quinta-feira (27) quatro emendas ao projeto da Lei Orçamentária de 2023 (PLN 32/2022). As sugestões somam mais de R$ 2 bilhões para as áreas de seguro rural, defesa agropecuária, assentamentos rurais e desenvolvimento de tecnologias, informa a Agência Senado.

O presidente da CRA, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), foi o relator das emendas no colegiado. As propostas serão analisadas agora pela Comissão Mista de Orçamento (CMO).

A emenda de maior valor prevê R$ 900 milhões para a concessão de subvenção econômica ao prêmio do seguro rural (Lei 10.823, de 2003). “O seguro rural surge como um dos mais eficientes mecanismos de proteção da atividade agrícola, atuando como elo de transferência do risco da agricultura para o mercado securitário. Além disso, minimiza a necessidade de socorro financeiro governamental, reduzindo a recorrente pressão por renegociações de dívidas rurais”, argumenta Gurgacz.

A CRA aprovou outra emenda que destina R$ 570 milhões para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aplicar na consolidação de assentamentos rurais. A terceira sugestão libera R$ 350 milhões para o Ministério da Agricultura investir em modernização e fortalecimento da defesa agropecuária.

Outros R$ 200 milhões vão para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aplicar em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias. Os senadores Esperidião Amin (PP-SC) e Zenaide Maia (Pros-RN) destacaram a importância da iniciativa.

― A gente tem esse olhar diferenciado para quem nos alimenta. Fico muito feliz de ver essa preocupação com a Embrapa. É a tecnologia a favor da produção de alimentos. A Embrapa é um dos maiores bancos genéticos do mundo. Quando se vê um pequeno espaço de terreno com uma produção maravilhosa, com certeza a Embrapa deve ter orientado isso aí ― disse Zenaide.

A comissão recebeu 131 propostas de emendas. Do total, 128 previam apropriação, acréscimo ou inclusão de despesa. Mas cada comissão pode aprovar apenas quatro sugestões nessa modalidade. Uma emenda de remanejamento foi rejeitada e duas de texto foram acatadas pelo relator. “Em vista das restrições regimentais, procuramos acolher as emendas que albergassem o maior número possível dos parlamentares dessa comissão, ao mesmo tempo que versam sobre tema e ações de grande interesse nacional”, explica Gurgacz.

Em seguros, a concorrência está acirrada. Seguradoras entrando para disputar um mercado gigante. Outras saindo diante de prejuízos recordes com as intempéries do clima. Até agosto deste ano, as indenizações pagas já somam R$ 9,5 bilhões, alta de 131,6%. Praticamente uma seguradora não foi afetada pelos prejuízos. Trata-se da Sombrero, que ingressou no mercado de seguros agrícolas em janeiro de 2022.

Segundo o presidente da empresa, Leonardo Paixão, “apesar de desafiador, pela escassez de resseguro e de recursos públicos da subvenção, nosso primeiro ano de operação foi positivo, pois a Sombrero conseguiu estabelecer-se como uma das cinco principais seguradoras do ramo agrícola no Brasil”.

Segundo o executivo, porém, “destacar-se apenas nos produtos tradicionais não basta; é preciso inovar”. Um exemplo disso é o Agrymetric, um seguro paramétrico recém-lançado pela empresa, baseado em modelos ecofisiológicos da cultura de cana-de-açúcar e destinado a grandes áreas de produção, que a Sombrero desenvolveu em parceria com uma empresa de tecnologia agrícola de Piracicaba-SP, cidade conhecida pelas inovações voltadas para o agronegócio.

Segundo Paixão, para garantir a sustentabilidade da operação, em 2023 a Sombrero vai ampliar a oferta de produtos tradicionais e redobrar a aposta em inovação. “Já temos um seguro diferenciado, baseado em tecnologia proprietária, que está iniciando os testes em um projeto piloto no Rio Grande do Sul”, afirmou.

Austral Seguradora lança campanha “Seguro é estratégia”

Austral seguradora resseguradora

Para contribuir com a mudança de percepção da sociedade sobre a contratação de seguros, a Austral Seguradora – especialista em soluções para grandes riscos corporativos – está lançando a campanha “Seguro é Estratégia”. A companhia incrementa sua comunicação, trazendo uma sequência de peças em suas redes sociais, buscando despertar nesse público a importância da contratação do seguro. 

Para a responsável pelo Marketing da Austral, Maria Fernanda Pinheiro, a proposta é trazer conscientização sobre o valor da contratação do seguro, ampliando o conhecimento sobre o seu papel estratégico. “Queremos levar aos nossos clientes uma experiência cada vez mais personalizada e transparente. É uma forma de aproximação para fortalecer nossa relação, apoiando-os na compreensão das informações do que eles estão contratando.”.

A empresa pretende subverter a ótica sobre o valor do seguro. Desta forma, se aprofundou em entender a real motivação por trás da compra, o valor percebido pelos clientes e os motivadores envolvidos na decisão, tudo para trazer uma proposta mais assertiva de comunicação, gerando conexão e destacando o seguro como peça fundamental para a estratégia financeira de qualquer companhia.   

Para definir a linha criativa da campanha, a Austral fez uma pesquisa qualitativa, entrevistando diversos gestores de risco. Quis conhecer e compreender como pensam esses profissionais, os gargalos que encontram durante o processo de contratação, as dificuldades que enfrentam no entendimento sobre as coberturas contratadas, fatores que influenciam sua tomada de decisão e o que, de fato, uma seguradora poderia fazer para apoiá-los na construção de argumentos. 

“O propósito da Austral Seguradora é ampliar a sensação de segurança dos nossos clientes e, com a pesquisa, compreendemos que essa sensação está conectada ao nível de transparência e entendimento do que está sendo contratado. Seguro sempre foi visto como algo distante, difícil de ser compreendido, o que afeta diretamente na percepção de valor, então, é nosso papel promover essa mudança de mentalidade e reposicionar o seguro como a ferramenta estratégica de negócios que ele é.”, explica Maria Fernanda. 

A campanha “Seguro é estratégia” quer ir além do conceito de seguro como proteção e posicioná-lo como uma das mais sólidas estratégias para a proteção ao fluxo de caixa, trazendo previsibilidade e liquidez. Trata-se de um grande aliado para preservar e aumentar a capacidade financeira da empresa, alavancando resultados, protegendo ativos e garantindo a continuidade das operações, em caso de imprevistos. 

Impacto da campanha aos profissionais de gestão de risco

As peças colocam o gestor de risco como o grande embaixador da cultura do seguro nas companhias, já que o papel desse profissional é analisar os riscos para encontrar soluções de prevenção e mitigação. Esta comunicação planejada tem três etapas: 

A primeira traz um amplo material com foco em dialogar com o gestor de risco. A segunda será a campanha propriamente dita, com a identidade visual da Austral Seguradora repaginada, mais dinâmica e simples para facilitar a comunicação, abordando o seguro a partir da perspectiva do risco.

Para a fase 3, a companhia organizou conteúdos divididos por linha de negócio, sinalizando a importância de se antecipar aos riscos e pensar no seguro como solução estratégica para diminuir a exposição em caso de imprevistos. Visando contribuir com a educação de todo o mercado, a Seguradora preparou materiais ricos sobre regulação de sinistros, contratos de resseguro e diversos conteúdos para facilitar o entendimento e desmistificar o seguro, tornando a compreensão mais acessível.

Insurtech Kakau passa a atuar também como empresa de tecnologia

Henrique Volpi Kakau

O conceito de “universo open” veio para ficar. Depois do sucesso do Open Finance, o próximo capítulo na história da inovação brasileira ficará a cargo do Open Insurance. Pensando nessa oportunidade de mercado, e no desafio da transformação digital para as empresas, como um todo,  nasce a Kakau Tech. De acordo com  Welington Machado, diretor de transformação digital da empresa, o modelo de negócios adotado pela Kakau Tech é o de SaaS com serviços de valor agregado, em cloud computing com subscrição. O diferencial, em comparação às concorrentes internacionais, é o conhecimento do mercado brasileiro e suas nuances, bem como os produtos e serviços que são desenvolvidos e implementados pela Kakau Tech, com software 100% nacional. 

A expectativa é, até o final de 2022, alcançar 120% do resultado de vendas, sendo que até o momento 100% da meta já foi atingida, e para 2023 a perspectiva é de mais que dobrar o valor, além da projeção de crescimento inorgânico com a aquisições estratégicas da empresa complementa Machado. “Temos grandes diferenciais, como inteligência artificial, low code e comprometimento com as entregas. Vamos focar nossos esforços na conquista de clientes, inicialmente nas áreas de Seguros, Finanças, Telecom e Indústria Farmacêutica”, comenta Machado em nota divulgada. 

Com um time multidisciplinar, formado por mais de 80 profissionais que trazem 20 anos de experiência na modernização, no desenvolvimento e no gerenciamento de negócios locais e globais, atualmente a Kakau Tech já atende 15 clientes e conta com parcerias de peso. São empresas gigantes da tecnologia como Avaya, Automation Anywhere, BMC, Nice, Lecom, Genesys e UIPath, entre outras. “A partir da utilização de novas tecnologias e o apoio de metodologias ágeis, iniciamos nossas atividades oferecendo soluções de ponta a ponta, simples e complexas, para transformar ideias em ações”, explica Henrique Volpi. 

Digital Workers Factory é a primeira das soluções disponibilizadas. Uma verdadeira unidade de negócios focada em oferecer plataformas que automatizam processos de negócios ao promovem a transformação digital, aumentando a competitividade ao reduzir custos operacionais, agilidade e aumento da eficiência. 

São utilizadas tecnologias de ponta dos maiores fabricantes de RPA, Inteligência Artificial, Machine Learning e Reconhecimento de Voz. Tudo para oferecer uma solução que melhora a experiência de clientes e colaboradores.

e-Bots é uma plataforma robusta e que oferece valores acessíveis com escalabilidade, expertise e economia. Já o e-Works é um software de gestão da força de trabalho remota que oferece como principais funcionalidades isolamento do ambiente, sensor de movimento em tempo real, reconhecimento facial e apoio à operação. A interface intuitiva, com foco na experiência do usuário.   

O mercado de seguros, nicho de especialização da Kakau, não poderia deixar de ser contemplado pela Kakau Tech. Para esse setor, a empresa disponibiliza 3 tecnologias disruptivas:

One Second Claim: Utilizando a tecnologia PIX do Banco Central, as indenizações serão pagas em alguns segundos. O processo de abertura de sinistro é totalmente digital pela Anna (Assistente Digital), com uma leitura de busca por fraudes com o Kakau Sonar e pagamentos automatizados. 

Digital Fix: Para a cobertura de quebra acidental, o conserto será totalmente digital. O assinante irá enviar informações do acontecido pela Anna, que irá avaliar o dano provocado no aparelho por meio de fotos atualizadas, leitura de OCR e algoritmos proprietários dotados de machine learning. Feita a avaliação digital, a Anna também dispara uma indenização rápida via PIX. 

Kakau Sonar: O Sonar será usado para 100% das transações, utilizando modelos estatísticos e aplicando algoritmos de machine learning. O Sonar utiliza dados fornecidos pelos assinantes e busca informações em bases públicas e privadas. Analisando um conjunto de mais de mil data points, o modelo chega em um score de risco de zero a mil. Com ele é possível combater fraudes e monitorar o pool de risco com um score proprietário. 

A história da Kakau Tech já se inicia com a participação em um importante evento mundial. Entre os dias 1 a 4 de novembro, a empresa participará do Web Summit 2022, que acontece em Lisboa, Portugal. Considerado como uma das melhores conferências de tecnologia do planeta, o evento vai reunir mais de 70 mil pessoas e as empresas que estão redefinindo o setor de tecnologia. “Nossa estreia em um evento não poderia ser melhor. Mostraremos no nosso estande todo o potencial disruptivo da Kakau Tech, colocando em prática nosso mindset de internacionalização”, finaliza Volpi. 

IRB Brasil RE realiza primeiro censo da diversidade

IRB divulgação

Após aprovar e publicar sua Política Ambiental, Social e de Governança (ASG ou ESG em inglês), o IRB Brasil RE acaba de concluir com sucesso seu primeiro censo interno de diversidade. De forma voluntária, os colaboradores participaram da pesquisa que teve adesão de 84,3%, índice acima da taxa média de adesão do mercado financeiro e segurador em levantamentos desse tipo: 73%. No mercado em geral, segundo dados da plataforma Pulses, essa taxa é de 58,8%. A pesquisa abordou a percepção sobre diversidade, equidade e inclusão na empresa, além de aspectos como gênero, raça, cor, religião, orientação sexual e idade, informa o ressegurador em nota.