Banco digital BV lança seguro para transações eletrônicas em parceria com a seguradora MAPFRE

Em parceria com a seguradora Mapfre, o banco BV anuncia o lançamento da cobertura para Transações Eletrônicas (TED, DOC e Pix) no seguro Cartão Protegido, com valores a partir de R$ 6,90 por mês. As opções são divididas em três planos – Clássico, Especial e Premium, com coberturas que podem indenizar o cliente em até R$ 10 mil de acordo com o plano contratado.

“O seguro Cartão Protegido já oferecia coberturas para casos como roubo, furto qualificado, perda, saque ou compra sob coação, bolsa protegida e sorteios. Com a nova cobertura para transações eletrônicas, reforçamos nosso papel de parceiro dos nossos clientes, trazendo serviços que trazem mais leveza e tranquilidade para a vida financeira das pessoas”, afirma Daniel Monteiro, diretor de Seguros do BV.

Assim como todos os produtos da MAPFRE, o seguro Cartão Protegido tem o objetivo de trazer segurança e confiabilidade para o dia a dia dos clientes. Por meio da parceria com o banco BV, ampliamos a capilaridade do produto em mais um canal de distribuição, permitindo que ainda mais consumidores tenham acesso ao serviço e com uma importante novidade, que é a cobertura para transações eletrônicas”, comenta Patrícia Siequeroli, diretora de Seguros Gerais e Empresas da MAPFRE.

A cobertura também vale para transações eletrônicas feitas em contas correntes de outros bancos. “O único requisito é que o usuário tenha um cartão BV e contrate um dos planos para ter acesso a essa e outras coberturas do seguro. Com isso, ele poderá acionar a cobertura caso o prejuízo aconteça, independente do banco”, complementa Monteiro.

Para prejuízos decorrentes de transações eletrônicas, o pacote Clássico oferece indenização de até R$ 2,5 mil; no plano Especial, de até R$ 5 mil; e no Premium, de até R$ 10 mil. Todos os planos oferecem cobertura para perda, roubo e furto qualificado, compra e saque sob coação, compra protegida, bolsa protegida (planos Especial e Premium), e para melhor preço (exclusiva do Premium) além de sorteios mensais de até R$ 30 mil.

Indenizações pagas pelo setor de seguros começam a arrefecer, segundo dados da CNseg

O volume de indenizações pagas pelas seguradoras à sociedade tem crescido num ritmo mais acelerado do que as vendas no acumulado do ano. O setor retornou à sociedade R$ 166,3 bilhões, quase 20% a mais do que em 2021, no mesmo período, revela a mais recente edição da Conjuntura CNseg, publicação da Confederação Nacional das Seguradoras. “Esse valor é significativo para o setor, tendo em vista que o o volume de indenização avança dois pontos percentuais a mais do que o volume de arrecadação do setor”, destaca o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira. Nos nove primeiros meses do ano, as seguradoras venderam R$ 265,1 bilhões, 18,1% acima do observado em 2021, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), consolidados pelos economistas da CNseg, sem Saúde e DPVAT).

A análise do mês de setembro mostra o retorno ao equilíbrio do índice de sinistralidade, com as indenizações consumindo 54% do faturamento, menor do que os 63% acumulados no ano. Em setembro foram mais de R$ 17 bilhões com indenizações, benefícios, resgates e sorteios, valor 4,5% superior ao de setembro do ano passado. Já o avanço das vendas chegou a 24,4% sobre o mesmo mês do ano passado, com R$ 31,8 bilhões. Segundo Oliveira, a previsão é de crescimento de vendas acima de 15% no encerramento do ano.

A CNseg lança neste mês uma abertura mais detalhada dos dados do setor. Em termos de crescimento, Oliveira destaca que houve um aumento expressivo de vendas do seguro automóvel (+ 41,6%) e do Rural (+39,5%). Acredita-se que o avanço dos números foi impulsionado pelos reajustes de preço para equilibrar as perdas crescentes dos últimos dois anos, tanto por impactos da inflação na carteira automóvel como pelos perdas geradas pelo clima no setor agrícola.

Oliveira acredita que com o Sistema de Registro de Operações (SRO), da Susep, previsto para entrar no ar em 2023, juntamente com o Open Insurance, será possível medir se há avanço na conquista de novos clientes de forma praticamente online, possibilitando uma melhor análise sobre o motivo do crescimento do faturamento do setor.

O presidente da CNseg vê o agronegócio como um segmento que tem muito a avançar no Brasil e por este motivo pautam as conversas da confederação e da Fenseg (Federação Nacional de Seguros Gerais) com o governo. “O seguro rural demostrou que é vital para a agricultura moderna. Os que tiveram perdas e receberam a indenização valorizam a proteção. Os que não tinha, perceberam o quanto é importante ter um seguro para minimizar as perdas diante das intempéries do clima”, comentou em entrevista em Santiago, Chile, onde cumpre uma agenda intensa para divulgar o mercado de seguros do Brasil e atrair a atenção do mundo. A cidade foi palco do lançamento da Fides Rio 2023, evento que acontece em setembro, organizado pela CNseg. 

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Ampliar a oferta do seguro rural para outras regiões está entre os desafios do setor, que pagou R$ 9,7 bilhões em indenizações de janeiro a setembro deste ano, para um volume de prêmios de R$ 10,5 bilhões. “Hoje o seguro rural está concentrado na região Sul e precisa chegar a outros importantes centros do agronegócio. As associadas da CNseg também buscam formas para mitigar os riscos diante da severidade do clima, mais intensa a cada ano”, comenta.  Outra pauta é discutir um novo formato para o fundo de estabilização do seguro rural diante das catástrofes, uma vez que o modelo atual não despertou o interesse das seguradoras na forma como foi concebido. “Em breve deveremos ter uma resposta do governo sobre este tema”, adiantou. 

Além de rural e automóvel, o setor avança na venda de vários outros produtos. O ramo patrimonial agora conta com aberturas por ramos, permitindo identificar tendências. Com venda de R$ 15,6 bilhões, alta de 23,3%, e indenizações de R$ 5,6 bilhões, recuou de 1,6%, é possível saber que o maior volume de vendas vem o nicho massificados, com R$ 10 bilhões, e grandes riscos, com R$ 4,9 bilhões e R$ 3,1 bilhões e R$ 2,1 bilhões, respectivamente.  

O presidente da CNseg acredita que ambos os segmentos devem ganhar força em 2023. Massificados em razão da esperada recuperação da renda da população e infraestrutura pela retomada do investimento público do governo, segundo notícias veiculadas sobre a gestão da equipe do futuro presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O investimento público ficou por volta de R$ 20 bilhões em 2022. Para se ter uma ideia, em 2014 superou R$ 50 bilhões. O Brasil precisa de melhoras na infraestura para suportar o crescimento e por isso acreditamos que teremos mais investimentos privados e a volta das parcerias públicos privadas”. 

Oliveira chama a atenção para o acumulado até setembro de 2022. Esses produtos foram responsáveis por quase a metade de todo o crescimento nas buscas por proteção pelo setor de seguros (sem Saúde e DPVAT) em relação a 2021. “Dentro dos seguros patrimoniais um dos destaques é o seguro residencial, que ganhou adesão durante a pandemia quando boa parte dos empregadores implementaram o home-office como consequência do isolamento social, que vem mantendo sua trajetória positiva desde então”.  

O seguro residencial, em setembro de 2022, pagou R$ 112,4 milhões em indenizações, avanço de 22,9% em relação a 2021. Em nove meses, já foi pago quase R$ 1 bilhão, 39% a mais do que no mesmo período do ano passado. Em termos de demanda pelo produto, o residencial chegou ao seu pico histórico em setembro, com R$ 433,3 milhões arrecadados, uma evolução de 24,5% em relação a 2021. No acumulado nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação já soma R$ 3,3 bilhões, resultado 16,9% superior àquele do ano passado.

O presidente da CNseg explica que o seguro residencial oferece proteção completa para a moradia do segurado, cobrindo reparo ou reconstrução da moradia caso esta tenha sido danificada ou destruída por algum evento coberto, reposição ou reparo de bens, responsabilidade civil familiar – que é o reembolso de quantias pelas quais o segurado vier a ser responsável, em casos de danos causados involuntariamente a terceiros – entre outras coberturas.

“Esse tipo de seguro oferece também serviços emergenciais com assistência 24 horas, o que inclui a disponibilização de eletricistas, encanadores e até de técnicos que fazem reparos nos mais variados eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos. Há também serviços de conveniência, a exemplo de limpeza de caixa d´água, check-up residencial, assistência veterinária para animais de estimação, reparo de bicicletas, entre outros”, afirma. 

Os dados detalhados podem ser acessados no portal da CNseg, na aba “estatísticas”.

Índice de concentração do mercado de seguros é baixo, afirma presidente da CNseg

O índice de concentração do mercado de seguros brasileiro é baixo, apesar da ideia dos próprios agentes considerar que é elevado. “Realizamos um estudo com reconhecida eficácia que mede o grau de concentração de mercados conhecido como Índice de Herfindahl-Hirschman (HHI). O indicador até 15% considera baixa concentração, entre 15% e 25% moderada e acima de 25%, alta concentração. Considerando-se todos os segmentos, exceto saúde, temos 146 seguradoras disputando cada centímetro do mercado. O indicador ficou em 12,8% em 2016, caiu para 11,5% em 2017 e ficou estavam em 10% desde então, até agosto último”, explica Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, a confederação nacional das seguradoras.

Pelas métricas do indicador HHI, o mesmo usado pelo Departamento de Justiça dos EUA, conclui-se que a maioria dos grupos de produtos do setor segurador nacional analisados apresenta baixa concentração e poucos têm níveis de concentração que podem ser considerados acima do padrão normal: Habitacional, Rural e Marítimos e Aeronáuticos, todos estes do segmento de Danos e Responsabilidades, com 82 seguradoras ofertando produtos aos clientes.

Segundo Oliveira, ramos como Seguro Habitacional, com 20 seguradoras, e no Rural, com 35, há influência do modelo histórico brasileiro, com presença relevante do poder público e de agentes de controle estatal. Já o segmento de seguros marítimos e aeronáuticos), a concentração é justificada pelos valores envolvidos, que requerem muita especialização e elevado uso de resseguro facultativo. Somente em seguro rural, a BB Seguros, do Banco do Brasil, detém quase 70% de market share, em razão do banco dominar 60% dos financiamentos para este nicho.

Automóvel, um segmento que muita vezes os corretores se queixam da concentração, o índice mostra baixa concentração. Temos muita competitividade neste segmento com empresas brasileiras e estrangeiras disputando cada cliente com novos produtos e um atendimento diferenciado aos corretores e clientes. É preciso investir para ser competitivo em seguro de carro no Brasil, pois as líderes detêm tecnologia de ponta para manter suas participações no mercado. Aliás, algumas delas são tão diferenciadas, que a operação serve de exemplo para outros países”, afirmou.

Em coberturas de pessoas, com 96 seguradoras na disputa, o indicador mostra concentração moderada, puxada pelos produtos VGBL e PGBL, basicamente distribuídos por bancos, com HHI de 22,4%, com 25 empresas na disputa. Já em seguro de vida, o indicador recua para 8,8%, com 80 competidores. Em capitalização, com 16 empresas atuantes, boa parte delas ligadas a bancos, o indicador é de 13,8%.

Segundo Oliveira, um mercado de seguros saudável é parte fundamental de uma agenda de crescimento sustentável da economia e de evolução do bem-estar social. “O tema da concorrência no setor de seguros tem despertado interesse crescente e estudos medindo o grau de concentração dos mais diversos produtos do setor passarão a ser mais frequentes. Os líderes estão sempre pressionados pela entrada de novos concorrentes. As barreiras de entrada para atuar em seguros no Brasil são baixas, com requerimentos de R$ 5 milhões. Mesmo em segmentos com alta concentração, como o crédito habitacional, a legislação trouxe medidas que obrigam mais de duas ofertas aos clientes na tomada do crédito, o que mostra que a concorrência é decisiva para manter os negócios”.

MAG Seguros é reconhecida novamente como uma das empresas mais inovadoras do mercado

Fonte: MAG

A MAG Seguros acaba de receber mais dois importantes reconhecimentos do mercado. A seguradora — especializada em vida e previdência, sendo a mais longeva do país com 187 anos de atuação ininterrupta — ganhou destaque e se consagrou na 2ª posição no quesito Inovação e em 4° em Visão de Futuro, segundo o anuário Época 360°. A empresa também subiu duas posições na classificação das 50 maiores seguradoras do país em faturamento, ficando em 20º lugar.

“Mais uma vez, demonstramos que a inovação é um dos nossos pilares, não sendo algo pontual ou inesperado — mas, sim, um aspecto marcante da nossa cultura corporativa”, afirma Helder Molina, CEO da MAG Seguros. “Ao longo de quase dois séculos, a companhia vem buscando novas possibilidades e moderniza seus processos, de forma a oferecer o melhor para os nossos clientes, corretores, parceiros e beneficiários. Continuaremos sempre em busca desta excelência, a fim de acompanhar o espírito do nosso tempo”, comenta o executivo.

Uma das três empresas mais longevas do Brasil, no decorrer dos últimos anos, a MAG Seguros investe fortemente e de forma contínua em inovação e tecnologia. O objetivo é desenvolver e entregar soluções que promovam melhores experiências e negócios para os diversos públicos atendidos pela companhia — como corretores, parceiros, clientes e colaboradores.

Outras iniciativas da MAG também contribuíram para o destaque da empresa, como a criação da WinSocial, plataforma digital que permite oferecer seguros personalizados a pessoas com doenças crônicas, público que, em geral, não encontra este tipo de oferta no mercado. Outro exemplo é a Simple2u, seguradora 100% digital voltada à comercialização de seguros sob demanda em que é possível simular o período de uso do produto contratado.

Planos de previdência somam R$ 41,7 bilhões – alta de 19% no 3° trimestre de 2022

Fonte: Fenaprev

Os planos de previdência privada continuaram a crescer no Brasil no terceiro trimestre de 2022, alcançando R$ 41,7 bilhões e alta de 18,8% sobre o mesmo período do ano anterior. Já nos nove primeiros meses de 2022 os valores superaram os R$ 115,6 bi, montante 15% maior do que em 2021. Os dados são de levantamento realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi.

Ainda no terceiro trimestre houve R$ 30 bilhões em resgates, que vêm registrando menor crescimento e cujo resultado impacta positivamente a captação líquida dos planos, de R$ 11,6 bilhões, e que obteve alta de 41,4% e no mesmo período comparado ao ano passado.

Atualmente, o setor de previdência privada conta com R$ 1,2 trilhão de ativos no Brasil, o equivalente a 12,5% do PIB.

VGBL é o preferido dos brasileiros

Dentre os planos, o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) continua como o produto de maior volume de aportes entre os participantes brasileiros, com R$ 38,9 bilhões em prêmios e contribuições, e crescimento 19,8% acima do resultado apresentado em 2021.

Na sequência vêm o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), com R$ 2,6 bi acumulados, e os planos tradicionais e FAPI que registraram R$ 199 milhões em captação bruta. Os números são do levantamento da Fenaprevi e consideram o terceiro trimestre de 2022 sobre o mesmo intervalo do ano anterior.

Grupo Primo lança a gestora de investimentos Grão com fundo de previdência privada da Icatu

Luciano Snel_CEO Icatu

Fonte: Icatu

A Icatu foi escolhida para o lançamento do Arca Grão, fundo de investimentos da Grão, que pertence ao Grupo Primo. Inédito no mercado, a modalidade terá aporte inicial mínimo de R$100 e será voltada para investidores com foco no médio e longo prazo, tendo como objetivo superar o CDI e gerar ganhos acima da inflação, com risco avaliado entre moderado e arrojado. O novo fundo está sendo comercializado pela Grão de forma exclusiva junto a Icatu, que é a seguradora responsável por cuidar e fazer a manutenção do plano de previdência, além de estar disponível para todos os parceiros e canais da companhia.

O fundo ARCA oferece uma metodologia inovadora de investimentos, inédita no Brasil, idealizada por Thiago Nigro, CEO e fundador do Grupo Primo. Com foco em diversificação, utiliza quatro classes de ativos financeiros (Ações Brasileiras, Real Estate – representada pelos fundos imobiliários, Caixa – ativos de renda fixa – e Ativos internacionais) visando proteger o patrimônio a médio e longo prazo.

“Com o novo fundo, além de ter acesso a todas as vantagens de um veículo de previdência, como benefícios tributários e sucessórios, o investidor vai contar com uma estratégia de alocação com eficiência, testada em 9 países diferentes, que confirma que a metodologia ARCA supera o ativo livre de risco e a inflação em todos os países listados. O Fundo ARCA vai aliar esse sucesso da estratégia com a escolha dos principais gestores do Brasil para cada uma das classes. Não há fundo similar no mercado”, explica Thiago Nigro.

A Icatu conta com o mais robusto e diversificado marketplace de previdência do mercado, com mais de 400 fundos de 130 renomadas gestoras do país. Ao longo dos últimos anos, por meio de forte investimento em tecnologia, a companhia expandiu seu portal de API’s, infraestrutura, arquitetura de dados e ferramentas, que permitiu aos parceiros integrarem seus sistemas de forma simples, com maior eficiência e soluções, possibilitando a Icatu de atingir cada vez mais canais, parceiros e clientes.

“Fomos escolhidos por oferecer tecnologia e serviços que entregam melhores experiências, jornadas e serviços aos clientes. E o lançamento do fundo Arca Grão é mais uma iniciativa importante na ampliação do alcance da previdência privada e democratização ao acesso à serviços de proteção e planejamento financeiro para todos os brasileiros, sendo essa a sinergia de propósitos que moveu a parceria entre as duas empresas”, afirma Luciano Snel, CEO da Icatu.

Inclusão financeira 

No Brasil, apenas 15% da população economicamente ativa possui algum produto de previdência, dos quais, 87% dos investimentos estão nos cinco grandes bancos tradicionais do mercado. “A Grão tem como filosofia a busca pela transformação do mercado de investimentos no Brasil. Queremos disponibilizar aos nossos clientes produtos com taxas justas, estratégias diversificadas e que reúnem benefícios que são realmente bons para os investidores. O nosso foco é o cliente. Queremos atuar com transparência, oferecendo produtos que realmente sejam benéficos para cada público alvo. Assim, poderemos construir um mercado mais justo, contribuindo para a educação financeira e prosperidade dos nossos clientes no longo prazo”, afirma Mônica Saccarelli, cofundadora e CEO da Grão.

A Grão planeja fechar 2022 com um volume entre R$500 milhões e R$1 bilhão sob gestão. É possível adquirir o fundo ARCA no site e no aplicativo da Grão, disponibilizado nas lojas App Store e Play Store.

Picsel, insurtech agro, anuncia contratação de Vitor Ozaki como CEO da Picsel

Picsel

Fonte: Picsel

Presente no mercado a pouco mais de um ano, a Picsel, uma insurtech especializada no agronegócio, que conta com um time formado por profissionais com mais de 30 anos de experiência tem planos ambiciosos de crescimento. A plataforma digital baseada em inteligência artificial, geotecnologia e modelagem agrometerológica tem o objetivo claro de atuação: potencializar as contratações de seguro agrícola, com mais segurança e confiabilidade para as seguradoras e resseguradoras.  Para avançar nessa estratégia, foi anunciado Vitor Ozaki como CEO, que chega com o desafio de levar o faturamento da empresa para R$ 80 milhões em cinco anos.

O foco do executivo será tornar a marca, que já se destaca por ser a única solução de ponta a ponta totalmente digital, integrada e de fácil utilização pelos clientes, em uma das principais insurtechs de tecnologias focadas no seguro agrícola. “Temos a certeza que a nossa solução é disruptiva, resolvendo dores reais e muito importantes do mercado. Juntamente a isso, vislumbramos, daqui para frente, um crescimento muito forte no segmento de seguro agrícola no Brasil”, destaca.

Segundo o CEO, um dos maiores problemas do mercado foram os prejuízos das seguradoras e resseguradoras, que alcançaram a casa dos R$ 5 bilhões em 2021. Entretanto, até julho deste ano, as perdas acumularam pouco mais de R$ 7 bilhões em indenizações. “É um volume enorme de dinheiro que foi pago de indenização. Claro que esse é o grande benefício do seguro, mas ao mesmo tempo, isso acendeu a luz amarela para o mercado e muitas empresas começaram a rever os processos, procedimentos, produtos e até mesmo sua própria atuação no segmento agro”, afirma.  

As resseguradoras também sentiram o impacto e muitas estão reduzindo a capacidade das seguradoras, fechando carteiras agro não só no Brasil, mas a nível mundial. Por isso, segundo o executivo, nesse momento de muito estresse e nervosismo no mercado, soluções como as da Picsel que levam eficiência operacional, tecnológica e comercial para o mercado, serão fundamentais nessa mudança de modelo atual.

Em outras áreas, como setor de tecnologia, automobilístico, médico, por exemplo, essa mudança é uma realidade e o agro começa a mudar na mesma direção. “Somos precursores dessa virada de chave. Claro que toda mudança traz desafios, e olhando para esses desafios que eu estou chegando para conduzir a Picsel”, diz o CEO. “Além disso, todo esse cenário me motiva, temos algo que não existia no mercado. Será uma grande oportunidade de colocar toda minha expertise e experiência para ajudar a estruturar essa tecnologia de forma viável com uma solução completa”, acrescentou.

AXA leva Inovação em Seguros para painel no Rio Innovation Week

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Fonte: AXA

A AXA, uma das maiores seguradoras do mundo, presente no Brasil desde 2015, incorpora a inovação em todos os processos para garantir a melhor experiência possível aos clientes e corretores. Em função disso, o Diretor de Operações, Sinistros e Experiência do Cliente da AXA no Brasil, Arthur Mitke, marca presença no 2º Rio Innovation Week, reconhecido na primeira edição como o maior e mais completo evento de inovação e tecnologia da América Latina. No dia 11 de novembro, às 17h, o executivo participa do painel “Inovação em seguros – Desafios de um ecossistema com grandes empresas e startups”.

Conforme Mitke, a inovação é base para tornar todos os processos simples, ágeis e efetivos. “A experiência positiva para o cliente é aquela que proporciona uma solução rápida e com o menor esforço possível. Trabalhamos constantemente para simplificar com excelência. Para proporcionar isso, a inovação é fundamental e exige uma escuta ativa e uma comunicação transparente”. No debate, o executivo irá abordar quais os caminhos para inovar dentro das corporações e como a cultura organizacional impacta no processo de inovação.

GFIA: “É preciso proteger a sociedade de riscos futuros e as seguradoras podem ajudar”

CNseg GFIA

A Global Federation of Insurance Associations (GFIA, que representa associações de seguradoras em 67 países, fez um alerta, durante a COP27, para o papel fundamental das resseguradoras na abordagem dos riscos climáticos, principalmente de vida e de saúde, considerando eventos que podem variar desde regulares a catastróficos. “É preciso que se dê prioridade a estratégias de resiliência no que se refere a impactos das alterações climáticas. As resseguradoras têm um papel crucial neste no processo”, afirmou Don Forgeron, que encerra seu mandato neste mês.

Ele esteve reunido com Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, a confederação nacional das seguradoras do Brasil, e com Antonio Trindade, presidente da Fenseg, federação que cuida do segmento de seguros patrimoniais e de responsabilidade civil, conhecido mundialmente pelo termo Property&Casulty (P&C) nesta terça-feira, em Santiago, Chile, onde acontece uma série de eventos do setor de seguros. 

Oliveira atualizou Forgeron sobre o cenário brasileiro do mercado de seguros. Neste ano, o setor de seguros gerais arrecadou R$ 265,1 bilhões no acumulado até setembro, o que representa alta de 18,2% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Don Forgeron ficou surpreso com o crescimento do setor, sendo o maior volume proveniente de compras espontâneas e não de seguros obrigatórios, como em boa parte dos países desenvolvidos.

O presidente da GFIA também indagou se este aumento no volume de receita arrecadada veio da ampliação da base de segurados ou do incremento de preços para aqueles que já tem o hábito de investir em proteções. “Tivemos um reajuste do seguro para compensar perdas. Ainda registramos um cenário de perda de poder aquisitivo da população e desemprego, mas estamos confiantes da melhora destes indicadores já em 2023”, afirmou o presidente da CNseg. 

As indenizações acumuladas somaram R$ 166,6 bilhões até setembro deste ano, 19,7% acima ao registrado no mesmo período de 2021, sem considerar o segmento de saúde. A maior parte das indenizações foram pagas em seguro de vida e previdência, com R$ 89,9 bilhões. Danos e responsabilidades totalizaram R$ 45,6 bilhões, com seguros de automóveis e rural na liderança das perdas, sendo automóvel impactado pela inflação e rural pelas mudanças climáticas. “Mesmo com o significativo aumento das indenizações, temos um setor saudável e solvente”, afirmou Oliveira. Forgeron bateu três veze na mesa de madeira, num sinal de “que de que a boa sorte prossiga ao setor brasileiro”. 

A GFIA, uma associação sem fins, tem como objetivo fazer representações aos governos nacionais, reguladores internacionais e outros em nome do mercado segurador mundial. Com 40 instituições associadas, entre elas a CNseg, a GFIA representa cerca de 89% dos US$ 4 trilhões de vendas de seguros no mundo. Isso já dá um sinal da importância do apoio da GFIA ao evento Fides Rio 2023 que a CNseg prepara para setembro do próximo ano e que tem uma grande pauta internacional e tendências mundiais. 

Uma das pautas é a lacuna de proteção. A GFIA encomendou um estudo global abrangente que definirá e quantificará as catástrofes naturais, as ameaças cibernéticas e a aposentadoria. Ainda não se tem uma data para a finalização do estudo, mas há muitos insights. “Deixo a presidência da GFIA, mas sigo com muito trabalho para contribuir com os desafios do setor”, disse.  

Segundo ele, o mundo precisa se adaptar a uma era de complexidade dos desafios. “Nós temos de nos adaptar para o que está por vir. Temos de cuidar do planeta, reduzir as emissões de carbono. Atualmente vários países do mundo sofrem com os impactos das mudanças climáticas. E nos temos de fazer a nossa parte para trazer mais resiliência aos governos, empresas e pessoas”, afirma.

Diversos estudos mostram que a lacuna de proteção de seguro está aumentando. Isso significa dizer que há uma maior demanda por seguro depois da pandemia, por uma consciência maior da sociedade a riscos. No entanto, há também um maior volume de indenizações pagas com mudanças climáticas e riscos cibernéticos, bem como com aposentadorias e saúde. Todos tem afetado boa parte da indústria de seguros, com desembolsos maiores de indenizações. Isso resulta em aumento do preço e cláusulas mais restritivas, que tiram o apetite do consumidor em comprar o seguro adequado. E este é um problema para os clientes, para a indústria e certamente para a saúde econômica dos países.

Reduzir esta lacuna de proteção é uma pauta do mundo. As pessoas compram muito menos do que elas provavelmente precisarão. Segundo informou a Limra em recente evento, nos EUA eles ainda estão olhando para uma lacuna de proteção de mortalidade de US$ 12 trilhões. Outros recentes estudos divulgados pela MAPFRE, pela Zurich e pela Swiss Re, revelam dados alarmantes que precisam ser melhor compreendidos pelos protagonistas de seguros. 

Em eventos climáticos, a Swiss diz que o gap de proteção global foi de US$ 161 bilhões em 2021. A lógica deste problema vai além das implicações financeiras de curto prazo. Sobrecarrega cada vez mais os indivíduos e os tesouros públicos. É um fardo que provavelmente continuará a crescer nos próximos anos, especialmente em cidades em expansão e áreas densamente povoadas que estão expostas a temperaturas crescentes e precipitação mais pesada. E para muitos riscos nem seguro tem, pois as seguradoras não ofertam por ser um risco elevado. 

Então, como corretores, seguradoras e resseguradores podem permanecer relevantes para seus clientes? “É preciso proteger a sociedade de riscos futuros. Quais são esses riscos?  Pensar nisso certamente vai levar o setor a ofertas melhores, a diversificar coberturas e a se afastar de riscos que cobrem hoje e se tornaram catastróficos”, recomenda Forgeron.

Como avançar?

Em primeiro lugar, o setor precisa compreender completamente o escopo e a natureza dos desafios que enfrenta. No Brasil, especificamente, é preciso que primeiro elevar o poder de renda da população para que ela possa comprar bons produtos disponibilizados pelas seguradoras. Dito isso, é urgente ressaltar aos governos a importância do setor. Todos precisam se envolver mais com o despertar da consciência sobre o quanto as seguradoras podem ajudar no desenvolvimento de políticas públicas. 

As seguradoras têm um papel importante que precisa de maior empenho para proteger as pessoas do risco e educá-las sobre ameaças novas e crescentes. E devem se aliar ao governo para trabalhar para fechar a lacuna de proteção por meio de parcerias. Seguro é uma ferramenta essencial, mas não é uma panaceia, principalmente em tempos de risco em evolução. Mas todos tem um papel a desempenhar. 

O presidente da GFIA, um canadense, conta, em uma piada repetida em conversas: Seguro contra enchentes? Somos o único país do G7 que não tem um programa nacional de seguro contra enchentes. Mas os outros seis programas não funcionam. Brincadeira à parte, todos buscam melhorar a parceria entre o setor privado e o governo para proteger o país de perdas catastróficas. A dica que fica é que olhar os erros e os acertos de outros países pode multiplicar o impacto positivo das ideias inteligentes. Um dos cases de sucesso neste quesito é o Reino Unido.

Segundo a GFIA, um exemplo é ter melhores mapas de inundação para identificar o risco de forma mais realista. Ter mais satélites para uma melhor aplicação do subsídio agrícola. Avançar no quesito segurança com uso de tecnologia para reduzir violência, roubo e furto. 

Uma notícia da COP27, realizada nesta semana, é que depois de 30 anos de impasse, os países responsáveis pela maior parte do CO2 acumulado na atmosfera aceitaram discutir os termos de uma eventual compensação financeira para o resto do planeta. A inclusão das perdas e danos climáticos, termo oficial para designar os impactos reais já causados pelo aquecimento do planeta, foi a primeira grande notícia da COP27, a cúpula climática anual da ONU, que este ano acontece no resort de Sharm el-Sheikh, no Egito, conta o portal Reset.

Juntos se vai mais longo. “Quando nos reunimos e trabalhamos em parceria, nos equipamos melhor como sociedade não apenas para enfrentar o problema como para mitigá-lo”, finalizou o canadense.

Fides: prioridade das seguradoras latinas é voltar a crescer com rentabilidade, diz Rodrigo Bedoya

O mercado segurador latino-americano vem se recuperando do impacto da pandemia na maioria dos países, mas ainda não atingiu os níveis de 2019. O valor dos prêmios de seguros nos países da América Latina cresceu 6% em 2021, atingindo a cifra de US$ 137,8 bilhões, após uma queda de 15% no ano anterior. “Temos o desafio de recuperar um caminho de crescimento rentável em todas as linhas, num contexto marcado por grande instabilidade”, afirma Rodrigo Bedoya, presidente da Federação Interamericana de Seguradoras (FIDES), que aponta essa situação como uma das principais preocupações do setor na região.

A rentabilidade do setor de seguros diminuiu para 5% das vendas contra 12% obtidos em 2019. Isso se deve ao aumento de pagamento de indenizações e queda dos resultados financeiros. Especificamente no Brasil, depois de amargar recuo no lucro líquido no primeiro semestre de 2021, as seguradoras obtiveram ganho de R$ 7,4 bilhões de janeiro a junho de 2022, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), organizados pela consultoria Siscorp.

Apesar de quase dobrar o valor, ainda não voltou ao patamar pré pandemia, quando exibiram R$ 8,1 bilhões aos acionistas no primeiro semestre de 2020. A participação sobre o patrimônio líquido anualizado saiu de 8% em 2021 para 16% em 2022. Veja abaixo o histórico dos quatro últimos semestres no Brasil, saindo de R$ 8,6 bilhões nos seis primeiros meses de 2019, recuando para R$ 3,3 bilhões em 2021.

Ainda há uma longa tendência de concentração nos principais mercados: Brasil, México, Argentina, Chile e Colômbia respondem por 89% dos prêmios da região. Em penetração no PIB, a América Latina chegou a 2,9%, diante de média mundial acima de 8%. A boa notícia, segundo o presidente da Fides, é que apesar das perdas com a pandemia, há dois importantes aspectos positivos para o setor, como uma maior consciência de seguros da população sobre os riscos e também a incorporação de tecnologia aos negócios. 

Entre os principais desafios do setor na região é recuperar o crescimento rentável em todas as linhas num contexto de instabilidade, como elevada inflação, encarecimento de custos, especialmente na carteira de automóvel e saúde. Segundo ele, as associadas afirmam que há um esforço em controlar os custos da inflação gerada pelos benefícios dados pelos governos para estimular a economia durante a fase mais crítica da pandemia, bem como investimentos para manter o índice de sinistralidade em patamares mais adequados e elevar os ganhos operacionais com o uso de tecnologia. 

Os principais temas da pauta da FIDES são as inquietudes do setor. A principal é a regulatória. Rodrigo Bedoya cita a falta de capacidade dos reguladores para conversarem, de forma proativa, com os líderes do setor segurador nos diversos países sobre modificações que podem ser abordadas para promover o desenvolvimento e crescimento do mercado de seguros. “Na maioria dos casos, o papel do regulador está no controle e na supervisão dos mercados de seguros, o que é importante e bom para todos, além de inquestionável. Mas o papel do regulador deveria ter dois lados. O de supervisão e controle dos mercados e, o outro, de identificação e implementação de políticas que permitam o desenvolvimento desses mercados”, afirma. 

Ele cita que em alguns países, desde a pandemia, houve avanços na incorporação de regulamentações que permitiram, ou estão permitindo, a comercialização de seguros digitais e isso é importante e deve ser destacado. Sobre o Open Insurance no Brasil, pioneiro na implementação regulatória de um mercado de seguros abertos, ele disse que tem acompanhado, mas não espera um resultado no curto prazo. “Talvez depois de 2023 possamos ter dados para entender melhor e ver se este modelo vai ser replicado em outros países”.

Segundo ele, a tecnologia é um algo relevante para as associadas da Fides, com parcerias com insurtechs para melhorar a jornada dos clientes, diversificar a oferta de produtos e a distribuição comercial, além de aprimorar a identificação de fraude e o gerenciamento de riscos. Segundo ele, as fraudes em seguros na América Latina geram perdas anuais em torno de US$ 50 bilhões, com comportamento diverso entre os países. Nos extremos, o Chile tem o menor percentual de perdas em relação ao prêmio ganho, próximo de 2%. A Argentina, o maior, 45%. O Brasil, segundo ele, gira em torno de 15%, sendo automóvel e saúde os principais alvos dos fraudadores. 

“Precisamos de tecnologia, investigação e conscientização, pois muitos daqueles que cometem fraude não sabem que aquela atitude é um delito, como, por exemplo, pegar dois recibos médicos para conseguir um reembolso maior”, citou Bedoya. “Queremos um maior envolvimento das autoridades sobre a importância do mercado de seguros na economia de um país poderia ajudar nesta jornada”, conta o executivo que assumiu em 1º de janeiro de 2021 e deixa o cargo em 1º de janeiro de 2024, depois da Fides Rio 2023, organizada pela CNseg, a confederação nacional das seguradoras no Brasil, que acontecerá em setembro.