Cadeia produtiva da saúde segue em alta e acumula quase 4,8 milhões de empregos no País

Fonte: IESS

As oportunidades de empregos formais na cadeia produtiva da saúde continuam aquecidas no País e seguem acumulando consecutivos registros de alta. Nos últimos três meses encerrados em setembro deste ano, o número de pessoas empregadas no setor atingiu a marca de 4,77 milhões – crescimento de 1% em relação junho quando havia 4,73 milhões. As informações são do Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde nº 61, publicação do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

O estudo considera os setores público, privado e empregos diretos e indiretos sendo que, do total de vínculos na cadeia, 3,78 milhões (79,2%) pertencem ao setor privado com carteira assinada – proporção que aumentou 1,2 pontos percentuais em relação a novembro do ano passado. Na mesma comparação trimestral, o mercado de trabalho da economia teve registro de alta 1,9%. 

Vale destacar que no Sudeste estão concentrados mais da metade dos empregos do setor com 2,36 milhões de vínculos. As regiões com maiores crescimentos de vínculos, no entanto, levando-se em conta a variação percentual do trimestre, foram Nordeste (2,2%), seguida pelo Sudeste (0,8%), Sul e Centro-Oeste (0,7%) e Norte (0,3%).

“Tivemos, novamente, um comportamento de alta (1%) em relação às novas oportunidades de emprego na cadeia da saúde no País, com indicador mais favorável ao registrado no trimestre anterior (0,8%). Reflexo do volume gerado na economia, que até aqui, também segue com a mesma tendência de alta”, afirma o superintendente executivo do IESS, José Cechin.

Já o saldo mensal de oportunidades, registrado em setembro deste ano, foi de 21,2 mil empregos no setor. Em junho, o montante havia sido de 9 mil. No acumulado do ano, considerando os subsetores, o que mais gerou empregos formais na cadeia foi o de prestadores (88,9 mil), seguido por fornecedores (39,4 mil) e operadoras (4,9 mil). No total, o saldo do setor privado (133,3 mil) representa 6,2% do volume gerado pela economia (2,1 milhões).  

CNseg: soluções tecnológicas para incrementar estratégia de negócios das seguradoras

André Vasco - CNseg

Quando o assunto é informações em seguros, prepare-se para pensar em algo infinito. As seguradoras são donas de informações preciosas, que podem ajudar a gerar negócios valiosos. Sem elas, os prejuízos também podem ser gigantescos. Por isso, tecnologia, inteligência artificial, analytics e outras palavras correlatas invadem o dia a dia das conversas sobre o setor há muito tempo.

Com uma vasta experiência profissional em bancos e seguradoras, André Vasco está à frente da Diretoria de Serviços às Associadas (DISERV), da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). “Quanto mais os riscos aumentam, maior a necessidade de informações analisadas. Oferecemos às associadas com exclusividade soluções que possibilitam aumentar a receita, otimizar e aperfeiçoar os processos de precificação, cotação, subscrição e regulação de sinistros, reduzir custos, prevenir e combater fraudes, mitigar riscos e manter-se em conformidade legal, resultando em melhoria contínua na prestação de serviços ao cliente”, explica Vasco ao Sonho Seguro. 

Então o que muitas das startups estão oferecendo às seguradoras nesses últimos dois anos já existia? A resposta de Vasco é: “boa parte sim”. Os dados existem há décadas e com o avanço da tecnologia se tornaram ainda mais importantes. “E por isso tem hoje a atenção que merecem, uma vez que dados custam caro. E a CNseg tem a missão de zelar e torná-los acessíveis às associadas. Normalmente, contratar de forma individual dá mais trabalho e fica mais custoso do que acessar os dados via CNseg, que negocia com o parceiro em nome das associadas”.  

As seguradoras estão ligadas a diversas empresas. As que cuidam dos carros, dos motoristas, do transporte de mercadorias. Dos clientes de saúde e toda a cadeia envolvida, como hospitais e laboratórios. Das que pegam empréstimo e contratam um seguro prestamista. Dos investidores e seus projetos bilionários de infraestrutura. Que cuidam do clima, como forma de mitigar riscos catastróficos. As que contabilizam ataques de hackers. As que quantificam roubos, furtos, homicídios. Enfim, uma infinidade de empresas ligadas de alguma forma a seguro. 

Dados que envolvem automóveis, a maior carteira do setor até uns quatro anos atrás, e que hoje só perde para seguro de pessoas (vida e previdência), é a mais robusta e antiga. Em 1991, a Confederação, naquela época ainda uma federação, a Fenaseg, criou um sistema de informações com base no índice nacional de roubo e furto. Ele permite acesso online às informações sobre a situação de roubo e furto de veículo.

De lá para cá, as informações, as parcerias e os dados só aumentam. O estado de São Paulo é responsável pela maior frota de veículos do país. Também são os paulistas que mais compram seguro de carro na terceira maior frota de automóveis do mundo. Imaginem a quantidade de dados. E ainda temos de considerar que a cidade tem radar em quase todos os lugares. Quantas imagens da placa são geradas por hora e alimentam o banco de dados? Quem foi multado?

“Importante destacar que dados são fundamentais para as seguradoras, que analisados com a inteligência que dispomos ajudam muito as nossas associadas em suas estratégias, seja para precificar o seguro, para entrar em novos nichos, investir em prevenção, enfim, diversas informações podem ser extraídas de nossos serviços que estão em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, ressalta Vasco.

Com a pandemia e a entrada das startups em finanças e seguros, o banco de dados ficou ainda mais estratégico. Vasco cita que tem soluções e que estão segmentadas em Automóvel, Capitalização, Rural, Saúde Suplementar, Crédito e Garantia, Patrimonial, Transportes e Vida e Previdência. 

A solução de Compartilhamento de Incidentes Cibernéticos (CIC) foi implementada em 2022. Vasco explica que o CIC visa o cumprimento da Circular Susep 638/2021, que trata da obrigatoriedade de compartilhamento de incidentes cibernéticos. A seguradora que for vítima de um incidente relevante deve informar a todas as supervisionadas pela SUSEP. As empresas aderentes ao CIC poderão ter seus casos informados às mais de 169 supervisionadas simultaneamente. “Esse serviço é importante porque oferece a possibilidade de custos operacionais menores para cumprir a regulação da SUSEP”, destaca. Além disso, a solução da CNseg oferece um serviço de curadoria dos eventos enviados e uma varredura de qualquer incidente relevante para o mercado segurador, seja nacional ou internacional.

Atualmente, Vasco e sua equipe trabalham em um novo produto, chamado de “Dashboard de Seguros”, um painel visual que apresenta, de maneira centralizada, um conjunto de informações estatísticas sobre automóveis. “Sabemos, por exemplo, com base no cruzamento e análise de informações, quantos veículos de uma determinada marca e modelo foram emplacados, roubados, furtados, recuperados em cada cidade do Brasil. Com essas informações, a seguradora poderá, por exemplo, avaliar sua estratégia comercial. Este projeto deve estar finalizado no primeiro trimestre de 2023. Na agenda estão também serviços para o ramo patrimonial e pessoas”, finaliza Vasco. 

Icatu turbina o seguro de Acidentes Pessoais, agora o Super AP 

Sempre atenta às novas demandas do mercado e com um portfólio de seguros de vida que atende aos mais diversos perfis, a Icatu tem investido cada vez mais em trazer melhorias e inovações nas jornadas e experiências de seus produtos de proteção financeira. Uma das reformulações mais recentes foi realizada no Super AP – Seguro de Acidentes Pessoais, que já existia na companhia, mas que passou por um upgrade e retorna ao portfólio da Icatu com mais benefícios para os clientes e corretores, tanto do ponto de vista de coberturas e assistências quanto de experiência. Um dos destaques é a ampliação do limite de capital segurado para até R$ 1 milhão, além de um grande diferencial, que é o serviço de Assistência Funeral, que cobre eventos decorrentes de morte natural ou acidental, sem carência, com a prestação de serviços ou com reembolso de até R$5.500.

“O Super AP foi criado com o objetivo de ser um produto descomplicado e acessível, com alto valor agregado e uma solução de entrada para a proteção financeira das pessoas. Fizemos essa reformulação justamente para atender às novas necessidades de clientes e corretores que temos monitorado. O cliente poderá personalizar coberturas e assistências no momento da contratação, tornando o produto ainda mais flexível e completo”, explica Luciana Bastos, Diretora de Produtos de Vida da Icatu.

O Super AP conta com idade de contratação de 18 a 70 anos e tem opção de pagamento mensal ou anual, por meio de débito em conta, cartão de crédito ou boleto bancário. Entre as coberturas inclusas, estão: Morte Acidental; Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente e Assistência Funeral Individual ou Familiar. O produto também possui os benefícios de Assistência Domiciliar e Sorteio Mensal de R$ 25 mil todo mês. Além de um dos benefícios opcionais, sem custo adicional ao cliente: Seguro Viagem, Telemedicina ou Assistência Saúde em Dia. 

O produto conta ainda com a possibilidade de majoração da cobertura de Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente (IPAM) ou inclusão das coberturas adicionais de Diária por Incapacidade Temporária por Acidente (DIT-A) e Diária por Internação Hospitalar por Acidente (DIH-A). 

Visando o autosserviço e praticidade, a companhia também disponibiliza a Área do Cliente, que pode ser acessado através do site da Icatu, onde o cliente consegue realizar a manutenção do seguro, como alterar beneficiário e forma de pagamento, consultar documentos como certificado e condições gerais, além do acompanhamento do produto, como coberturas contratadas, valor da parcela, entre outros.

Vantagens para os corretores parceiros

Um dos destaques com a reformulação do Super AP é o incentivo ao corretor. Por meio dos módulos de comissão flexíveis e sorteio no modelo “cliente dá sorte”, onde o corretor ganha o mesmo valor que o cliente, em caso de contemplação. O produto também está totalmente integrado à Casa do Corretor, ferramenta exclusiva da Icatu, que permite não somente a realização da venda, mas também diversos serviços de pós-venda, acompanhamento de produção, consulta de materiais de apoio, entre outras funcionalidades.

“O mercado de vida tem crescido muito nos últimos anos, sobretudo após a pandemia. Então, estamos cada vez mais atentos para trazer produtos que se destaquem, tanto do ponto de vista do cliente quanto do corretor. E o Super AP entrega isso. Além disso, temos soluções que auxiliam o corretor no momento da venda, além do suporte comercial e relacionamento, com regionais por todo o Brasil. Queremos ampliar a cultura do seguro no Brasil e convidamos os corretores para este desafio e oportunidade junto com a gente”, conclui Luciana.

Swiss Re fecha parceria com a insurtech Darwin para cessão de resseguro 

Da esq. para a dir., em pé: Lucca Orlandini, Senior Business Development Analyst da Swiss Re; Carlos Alberto Souza Barros, Co-CEO da Darwin Seguros.; Fred Knapp, Head Reinsurance Brazil & Southern Cone da Swiss Re.

Num momento de grande aperto para as insurtechs com a retração de investimentos, a Darwin fechou um acordo com a Swiss Re. O acordo prevê a cessão de resseguro para parte da carteira de seguros de automóveis da insurtech.  A Swiss Re não terá participação acionária na Darwin. Questionados sobre valores, “por política interna do Grupo Swiss Re, não são divulgados números que não sejam de conhecimento público”. Leia abaixo a entrevista com o sócio e cofundador da Darwin, Carlos Alberto Souza Barros, e com o presidente da Swiss Re no Brasil, Fred Knapp.

  1. Quais os benefícios que a parceria vai gerar para o negócio da Swiss Re? 

Swiss Re: A Swiss Re vê nesta parceria uma grande oportunidade para fomentar o mercado segurador e fazer parte da digitalização da indústria (res)seguradora que está em curso no Brasil. A Darwin Seguros traz uma maneira inovadora de pensar sobre o seguro automóvel, impulsionando mudanças no mercado e transformando a maneira de os consumidores comprarem seguros com mais praticidade.

  1. Será só no Brasil ou atuarão juntos em outros países? 

Swiss Re: Inicialmente, apenas para o Brasil.

Darwin: Embora a intenção de ambos seja se dedicar ao máximo à parceria (fomos os únicos escolhidos da segunda turma do Sandbox), não existe nenhuma exclusividade formal.

  1. Quais as principais dores do negócio que a Swiss Re busca resolver com startups?

Swiss Re: O grupo Swiss Re tem como missão fechar a lacuna de proteção e, com a pandemia, consumidores e empresas da América Latina passaram a adquirir produtos e serviços de forma digital, acelerando a adoção do comércio eletrônico em toda a região. Além disso, houve uma conscientização do setor de seguros para que os modelos de negócios sejam ainda mais centrados no cliente e suas necessidades. Para  reduzir a lacuna de proteção na América Latina, é importante atender os clientes oferecendo o produto certo, no momento certo e da maneira correta. Em paralelo, insurtechs têm investido na criação de experiências digitais para seus clientes. Unindo essas duas frentes, é possível estar alinhado com a tendência de mercado e, consequentemente, com o futuro.

  1. Como teve acesso a Swiss Re (contar como foi o approach)? 

Darwin: A ponte foi feita por um de nossos investidores, que tem um relacionamento muito próximo à Swiss Re. Esse tipo de situação nos mostra como foi uma decisão acertada focarmos em investidores e sócios que entendem de seguro. Estamos iniciando um relacionamento de longo prazo com a Swiss Re, e trazer esse histórico de confiança, que essas pessoas construíram no passado, juntamente com a experiência no negócio, ajuda a mostrar que somos sérios e sabemos o que estamos fazendo. 

  1. Quais as expectativas para 2023? 

Darwin: Nossos objetivos principais são estabilizar o produto e ganhar escala. Temos um canal muito importante e estratégico com o BV, que possui presença em todo o país. Vamos alavancar nosso aprendizado e crescimento através dele e de alguns outros parceiros estratégicos. 

  • Quando sai do sandbox?

Darwin: Em junho de 2022, fomos a primeira insurtech a receber a Licença Temporária da Susep para operar como seguradora digital na segunda edição do Sandbox, o que nos permite operar neste ambiente por 36 meses (até junho de 2025). Iniciamos nossa operação em outubro de 2022 e pretendemos iniciar o processo de obtenção da licença definitiva ao longo do ano de 2023. 

C6 Bank lança Seguro de Proteção Financeira para financiamento de veículos

Pouco mais de um ano após o início da operação de financiamento de veículos, o C6 Bank lança o Seguro de Proteção Financeira C6 Auto. Oferecido em parceria com a Fairfax Seguros (FF Seguros) e também conhecido como seguro prestamista, o produto garante que o financiamento assumido pelo comprador do veículo seja honrado em caso de invalidez, morte e perda de renda. 

“Desenvolvemos um produto com taxas e cobertura competitivas para que o titular e sua família possam se planejar em caso de imprevistos que interfiram no pagamento das prestações”, explica Fabio Basilone, head de seguros do C6 Bank.  

O Seguro de Proteção Financeira C6 Auto é facultativo e pode ser contratado no momento do financiamento do veículo. O seguro oferece cobertura para casos de morte e invalidez do contratante e também para perda de renda por desemprego involuntário. As condições contratuais e os detalhes da oferta são apresentadas ao consumidor no momento da proposta.

São elegíveis ao produto todas as pessoas com idade entre 18 e 80 anos que tiverem uma proposta de financiamento de veículo aprovada no C6 Bank, ainda que não sejam correntistas do banco. A formalização da apólice é digital e pode ser feita diretamente nas lojas, com um dos parceiros C6 Auto que atuam em todas as regiões do país. 

O seguro tem a mesma duração do financiamento e o pagamento é feito junto com as parcelas. Se houver liquidação ou cancelamento antecipado do financiamento, o Seguro de Proteção Financeira C6 Auto é cancelado na mesma data. Tanto o titular quanto familiares podem acionar o seguro caso ocorra algum dos imprevistos cobertos na proposta. 

Brasilprev anuncia novo superintendente de Dados

A Brasilprev anuncia a chegada de Bruno da Silva Venceslau, que assume o cargo de superintendente de Dados na companhia. O executivo tem o desafio de impulsionar a geração de resultados a partir do uso de modelos analíticos, com foco na sustentabilidade. 

Bruno é profissional de carreira no Banco do Brasil, onde atuou por 19 anos. Possui ampla experiência em Varejo, tendo trabalhado em diferentes funções em agências, como gerente geral inclusive, no período de 2003 a 2015. Liderou por dois anos a operação de financiamento de veículos do BB, na diretoria de Empréstimo e Financiamentos, com destaque para a condução do projeto que transferiu o processo de contratação de financiamento de veículos para o mobile. Nos últimos cinco anos participou ativamente da estruturação da Unidade Estratégica de Investimentos do BB, liderando os times de Comunicação, Serviços e Distribuição, até ser convidado a ingressar na Brasilprev.  

Mestre em administração de empresas pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP), Bruno possui dois MBAs pela Fundação Getúlio Vargas, um em Gestão de Pessoas e outro em Gestão de Negócios Financeiros. Cursou também Inteligência Artificial, Machine Learning, NPL e RPA, no Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos; Processamento de Dados na Faculdade de Tecnologia de Sorocaba (FATEC) e Administração de Empresas na Faculdade de Boituva – SP.

IRB Brasil RE divulga prejuízo de R$ 298,7 milhões no terceiro trimestre de 2022

raphael de carvalho IRB

O IRB Brasil apurou prejuízo líquido de R$ 298,7 milhões no 3T22, ante prejuízo líquido de R$ 155,7 milhões no 3T21. Nos nove primeiros meses de 2022 (9M22), o IRB acumula prejuízo líquido de R$ 591,6 milhões, ante prejuízo de R$ 311,8 milhões nos 9M21. O resultado representa redução de 20% do prejuízo em relação ao trimestre anterior (2T22), período também fortemente impactado por esses eventos climáticos atípicos que afetaram o agronegócio. Normalizado, ou seja, excluindo os efeitos extraordinários do Rural, o resultado do 3T22 seria negativo em R$ 123,3 milhões. Segundo nota divulgada, os efeitos climáticos que provocaram a quebra de safras importantes no Brasil e resultaram em sinistros vultosos para seguradoras e resseguradoras seguem impactando negativamente os números da companhia,

“O mercado ressegurador global enfrentou um terceiro trimestre desafiador. Eventos climáticos, além da alta inflacionária, guerra e as consequências da pandemia, impactam o setor dentro e fora do Brasil. Mais uma vez, no mercado doméstico, a seca histórica afetou o nosso resultado. Esse efeito relevante elevou a sinistralidade a níveis acima dos projetados pela companhia, que já esperava colher de maneira mais significativa nesse trimestre os resultados da estratégia de re-underwriting. Acreditamos que o momento de inflexão de resultados tenha se deslocado no tempo, mas que todas as ações foram tomadas corretamente para que a companhia opere com rentabilidade no médio prazo, executando de forma disciplinada nossa estratégia”, avalia Raphael de Carvalho, CEO do IRB Brasil RE.

Foco no Brasil

O comportamento do faturamento em prêmios, segundo o ressegurador, evidencia a execução da estratégia de negócios da companhia, voltada para o crescimento no mercado brasileiro, definido como prioridade geográfica. “Trabalhamos fortemente na nossa estratégia de longo prazo, com a revisão permanente da carteira, tendo como foco o crescimento com rentabilidade. Estamos diluindo o risco, buscando uma quantidade maior de negócios com menor exposição por contrato. Ou seja, melhoria de subscrição, redução de sinistralidade, maior eficiência e nova cultura centrada no cliente”, afirma Raphael de Carvalho.

Entre julho e setembro, o volume total de prêmios emitidos apresentou redução de 7,5% em relação ao 3T21, alcançando R$ 2.412,4 milhões, comparados a R$ 2.607,7 milhões no mesmo período do ano anterior. Os prêmios emitidos no Brasil somaram R$ 1.738,9 milhões no 3T22, com queda de 3% ante o mesmo período de 2021. Isso ocorreu, principalmente, pela diminuição de negócios em Rural, com a não renovação de contratos desalinhados com as condições de hard market vigentes e com o apetite a riscos da companhia. Já os prêmios emitidos no exterior totalizaram R$ 673,5 milhões no 3T22, com queda de 17,3% em relação ao 3T21.

Ainda em linha com a estratégia da companhia, no acumulado do ano, os prêmios emitidos no Brasil totalizaram R$ 4.133,2 milhões, o que representou alta de 1,3% em relação ao mesmo período de 2021, refletindo o maior volume de prêmios emitidos nos segmentos Vida (+15,3%) e Property (6,1%). Já os prêmios emitidos no exterior, nos 9M22, foram de R$ 1.969,1 milhão, queda de 24,8% em relação aos 9M21.

“No 3T22, renovamos 85% dos contratos que desejávamos manter. Esse percentual de renovação é o mais alto dos últimos trimestres. Esse movimento está em linha com a estratégia da companhia, que tem foco no protagonismo no Brasil, com negócios locais respondendo por aproximadamente dois terços do portfólio. A participação do Brasil no portifólio cresceu e, nos 9M22, chegou a 68%”, explica Daniel Veiga, vice-presidente de Danos, Responsabilidades e Riscos Especiais.

Sinistralidade em queda

O sinistro retido total no 3T22 foi de R$ 1.387,1 milhões, uma redução de R$ 605,2 milhões (ou 30,4%) em relação ao 3T21. Na comparação com o 2T22, observamos redução nominal de R$ 276,6 milhões, uma queda de 16,6%. O índice de sinistralidade total no 3T22 foi de 116,8%, apresentando uma redução de 2,4 p.p. ante o mesmo trimestre do ano anterior, de 119,3%, e 7,4 p.p. em relação ao 2T22, de 124,2%.Excluído o efeito da operação de LPT (Loss Portfolio Transfer) de R$ 328,3 milhões na linha de Aviação Internacional e os impactos climáticos na linha Rural Doméstico, o índice de sinistralidade normalizado no 3T22 foi de 91,3%.

No acumulado do ano, o sinistro retido total foi de R$ 3.983,8 milhões, um decréscimo de R$ 715,9 milhões, ou 15,2%, em relação aos 9M21 (R$ 4.699,8 milhões). O índice de sinistralidade total nesse período, de 108,3%, apresentou um acréscimo de 11,5 p.p. comparado ao mesmo período do ano anterior, de 96,8%. Excluída a operação de LPT e os impactos dos eventos climáticos atípicos, o índice de sinistralidade dos 9M22 normalizado foi de 84,8%.

“O índice de sinistralidade ainda reflete os eventos atípicos climáticos, que afetaram o segmento Rural doméstico em R$ 900,6 milhões nos 9M22, e os impactos da pandemia de covid-19 em Vida. Mesmo com o arrefecimento das mortes em 2022, registramos R$ 179,2 milhões de sinistros retidos decorrentes deste evento, notadamente em negócios de Vida, nos 9M22. A tendência é que o impacto seja cada vez menor nos sinistros da companhia”, comenta Wilson Toneto, vice-presidente Técnico e de Operações do IRB Brasil RE.

Suficiência nos indicadores 

O IRB Brasil RE deve observar dois indicadores regulatórios importantes. No 3T22, a companhia retomou a suficiência em ambos. Em 30 de setembro de 2022, a suficiência do patrimônio líquido ajustado em relação ao capital mínimo requerido foi de R$ 153,6 milhões. Assim, o patrimônio líquido ajustado correspondia a 109% do capital mínimo requerido na data. Também em 30 de setembro de 2022, o IRB apresentou suficiência no enquadramento da cobertura de provisões técnicas e liquidez regulatória de R$ 325,9 milhões, em comparação ao saldo positivo de R$ 235,5 milhões em 31 de dezembro de 2021.

“Nosso foco é, cada vez mais, ser especialista em Brasil. A demanda por nossos negócios segue em alta e atuamos para suportar programas, oferecendo a nossa capacidade e experiência. Queremos, em colaboração estreita com parceiros de negócios, ampliar o conhecimento, o engajamento e o desenvolvimento de soluções inovadoras para o nosso mercado”, finaliza Raphael de Carvalho.

Instituto SulAmérica promove impacto social em Arraial D’Ajuda

Fonte: SulAmérica

O Instituto SulAmérica, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo possibilitar o acesso de pessoas em situação de vulnerabilidade social a informações e serviços de cuidado da saúde emocional, promove uma ação de impacto social em Arraial D’Ajuda, na Bahia, nesta semana. Um grupo de 18 colaboradores e colaboradoras do Grupo SulAmérica, que venceram recentemente concursos internos de inovação e solução de problemas, realizará até sábado (12) uma série de trabalhos voluntários na ONG Associação Filhos do Céu, que atende mais de 140 crianças da comunidade diariamente.

Além de apoiarem as atividades cotidianas da organização, os voluntários foram preparados pela ONG Vaga Lume para conduzir sessões de mediação de leitura infantil. Na frente de promoção da saúde emocional, a psicóloga do Instituto SulAmérica, Claudia Martini, vai ministrar rodas de conversa na associação. O Instituto oferecerá à comunidade, ainda, o acesso gratuito a uma plataforma de teleconsultas com médicos e psicólogos pelo período de seis meses.

A Associação Filhos do Céu também será beneficiada com os recursos doados pelos funcionários da SulAmérica em campanha interna no Mês das Crianças, que arrecadou o valor de R$3.812,18, para compra de brinquedos e material escolar.

Alexandre Camillo, da Susep, fala de open insurance a resseguro em Santiago do Chile

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Open Insurance, Open Finance, SRO, IMS, Sandbox, DPVAT e resseguros foram alguns dos temas comentados por Alexandre Camillo, titular da Susep (Superintendência de Seguros Privados), em conversa com jornalistas em Santiago do Chile, onde participa de vários eventos do setor segurador nesta semana, incluindo o lançamento da Fides Rio 2023 pela CNseg, a confederação nacional das seguradoras do Brasil, pelo presidente Dyogo de Oliveira, com quem se reuniu no inicio da manhã em encontro bilateral com integrantes da ASSAL – Associação de Supervisores de Seguros de América Latina.

Entre os assuntos em debate estavam os desafios e oportunidades do Open Insurance em fase de implementação no Brasil bem como a criação de uma plataforma para intercâmbio de informações sobre riscos cibernéticos na América Latina. Só no ano passado, foram registrados 850 milhões de ataques cibernéticos no Brasil.

Open Insurance é pauta de todas as empresas que atuam no setor e também de muitos investidores interessados em atuar no segmento, que apresenta grande potencial de crescimento no Brasil para os próximos anos. Além das oportunidades de negócios, há também muitos desafios. Para Camillo, os benefícios para os consumidores de seguros com o Opin, previsto para setembro de 2023, devem ser sentidos no longo prazo, algo como dois a três anos, segundo ele. 

“Não acredito que o consumidor tenha a percepção do benefício da concorrência do Open Finance, que une open banking e open seguro, num primeiro momento em seguros, pois no setor a grande maioria das apólices são anuais, o que dá ao cliente a chance de rever as condições e buscar uma oferta a cada renovação”, disse. 

Ele citou o Open Banking para justificar sua opinião. “Os bancos já convivem com isso ha dois anos e tem cerca de 6 milhões de clientes que optaram por compartilhar as informações num universo de 200 milhões de contas. A efetividade não é a mesma do PIX, que começou em novembro de 2020, e que teve uma grande adesão. Apenas em outubro, o sistema de pagamento instantâneo movimentou R$ 897,47 bilhões, em 2,048 bilhões de transações, segundo dados do Banco Central”, argumenta.

O titular da Susep reconhece que o sistema aberto de informações financeiras veio para ficar e vai sim estimular a concorrência nos produtos financeiros. “Ainda há muita insegurança em compartilhar dados financeiros. À medida que as pessoas forem testando e tendo boas experiencias, ai sim acredito que o Open Finance vai decolar e será uma referencia para diversos países como é hoje o PIX. O Brasil está a frente desta inovação e há muito interesse do mundo sobre este tema. Fui muito abordado por colegas de várias partes do mundo que estão aqui em Santiago do Chile para reuniões diversas sobre este tema. O mundo nos observa e temos muito a acrescentar neste tema”. 

Recentemente, a Susep fez ajustes nas normas do Opin. Uma das principais mudanças foi o fim da SISS (Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro), que trazia entre suas atividades a condição de “representação do cliente”, e em substituição foi criada a plataforma SPOC (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente), com a condição de “exercer a função de meio de transmissão da ordem dada pelo cliente”, ou seja, um hub de conexão entre os atores do processo. Com isso, inseriu-se o corretor de seguros no contexto do Open Insurance com a possibilidade de atuar na plataforma SPOC, e até mesmo participar da Estrutura de Governança (Representante SPOC) desde que obedeçam às exigências estabelecidas.  

Outra deliberação foi sobre as regras que flexibilizam a inclusão de produtos de grande risco, em uma alta correlação com o Open Finance. No caso do produto de grandes riscos haverá a possibilidade de exclusão de toda a padronização no ecossistema. Também foi estabelecido alinhamento dos prazos com o limite do Open Finance, com a prorrogação em 90 dias para conclusão do projeto e início da fase 3 (serviços), entre outros ajustes. “Com esses aprimoramentos, o setor de seguros torna-se aderente ao processo, viabilizando a consolidação do Open Finance junto à sociedade”, afirma o superintendente.

Sandbox

Em relação as 31 insurtechs das duas edições do Sandbox, ambiente protegido para as novatas testarem seus produtos, Camillo disse que até agora apenas uma pediu sua saída do projeto e se transformou em uma seguradora digital. Trata-se da Pier, que atua com seguro celular e de carro. As outras tem suas operações vigiadas pela Susep e não há qualquer previsão da abertura de uma terceira edição de Sandbox, por ora.

“A alta de juros em diversos países tirou o apetite dos investidores em aportarem capital em uma operação de risco. E isso atrapalhou muito os planos das novatas. Agora é preciso rever o plano de negócios e entender o que realmente vai trazer inovação para convencer os investidores a aportarem recursos. Dentro do Sandbox, as insurtechs podem ficar 36 meses. Depois deste prazo, elas se transformam em seguradoras digitais com aporte de capital mínimo, ou encerram o projeto”, explicou. 

Iniciativa do Mercado de Seguros (IMS)

Uma das grandes lutas dos executivos de seguros nas últimas décadas tem sido mostrar para o governo a importância do mercado segurador para o crescimento sustentável do Brasil, considerando-se que a função do setor é mitigar riscos e proteger empresas e indivíduos de perdas financeiras. Neste ano, uma vitória. Foi criada a Iniciativa do Mercado de Seguros (IMS), inspirada na Iniciativa do Mercado de Capitais (IMK).

Segundo Camillo, o IMS recebeu 38 temas e cerca de oito foram estudados e apenas cinco escolhidos, na primeira reunião realizada em outubro. Agora os sub-grupos estão avaliando o que é factível para ser colocado realmente em estudo e ações concretas que contribuam para o desenvolvimento do setor. 

Os 5 subgrupos deverão apresentar os primeiros resultados até o fim deste ano. Um deles estuda a possibilidade de utilização de recursos da previdência privada como garanta de crédito, ajudando, assim, a evitar saques dos planos antes do período de aposentadoria. Há grupos para discutir mudanças nas contragarantias apresentadas em contratos de seguro, regulamentações relacionadas à lei 14.430, auto regulação dos corretores de seguros, agentes fiduciários junto à CVM, bem como mediação em conflitos que envolvam contratos de seguro.

Participam da IMS:

SPE – Secretária de Política Econômica

SUSEP –  Superintendência de Seguros Privados

SENACON –  Secretaria Nacional do Consumidor 

PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Complementar

STN – Secretaria do Tesouro Nacional 

SPREV – Secretaria de Previdência

RFB – Receita Federal do Brasil

BCB – Banco Central do Brasil

CVM – Comissão de Valores Mobiliários 

MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

SRO em banho maria

Depois de muito investir em sistemas para atender aos normativos sobre o SRO (Sistema de Registro de Operações), o tema saiu da pauta de médio prazo da Susep e, consequentemente, das seguradoras. No início, a ideia com a criação deste sistema era conferir mais governança e transparência ao setor, com a padronização de informações e a agilidade no acesso a dados. Era praticamente um sistema para viabilizar o open insurance e daria ao órgão regulador os meios para fazer uma regulação online das seguradoras. 

Mas, segundo Alexandre Camillo, as informações para o Opin não dependem do SRO. “No open insurance, as seguradoras, quando autorizadas pelos clientes, vão buscar os dados diretamente na concorrente. Os dados do SRO serão acessados exclusivamente pela Susep, não sendo, portanto, abertas ao público”, explicou.

Em suma, o SRO era visto como o principal contribuir para a transformação digital do setor de seguros, e agora é tido como um problema a ser resolvido pela Susep e pelas entidades registradoras das operações de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro. Entre elas a B3, Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC), CSC, MAPS. Ângulo Capital Investimentos e Participações e I4PRO. A B3, até maio deste ano, tinha atingido a marca de 100 milhões de registros de operações de seguro. 

Uma parte do problema era a adequação do LGPD na troca de dados. Uma saída foi contratar um outra certificadora que receberia os dados das certificadoras e passaria para a Susep. Segundo fontes, este contrato foi desfeito. E agora se discute o tema para dar andamento ao projeto.

Em seguro garantia, o SRO era tido como um fim das fraudes. O segurado e o beneficiário, por meio da consulta ao SRO, teriam a certeza da existência da apólice de seguro garantia e das principais informações de cobertura. Tanto que foi o primeiro produto do mercado a ser registrado pelas registradoras, responsáveis pelo monitoramento das operações de registro e por disponibilizar os dados ao regulador e às seguradoras. 

Segundo Camillo, há uma grande complexidade das operações, que precisam ser mais bem debatidas. Enquanto isso, o bom e velho FIPE, formulário usado pelas seguradoras para informar ao órgão regulador suas operações para fim de fiscalização de solvência, segue sendo o mais usado, enquanto acertam o passo sobre a forma que o SRO será gerenciado. 

Um dos pontos de conflito do SRO era constar informações referentes à intermediação, como o valor da sua remuneração, o “tipo de intermediário” (corretor, agente, representante, entre outros) e a identificação dos intermediários. Essas mesmas informações constam de todas as circulares da SRO, desde a Circular 601/20, publicada em abril de 2020.

Resseguro: fim do limite de cessão

Camillo citou o avanço em resseguro, o que, segundo ele pode estimular o crescimento do segmento. A minuto em consulta pública até 22 de novembro acaba com o limite de cessão das seguradoras para as resseguradoras. No entanto, para a adoção de percentual de cessão em resseguro superior a 90%, considerando a globalidade de suas operações, por ano civil, é preciso explicar para a Susep o motivo de nada estar sendo absorvido pela seguradora. “Isso pode estimular as seguradoras a comprar mais resseguro para entrar em novos mercados, facilitar a contratação em casos de riscos vultosos, como plataformas de petróleo, bem como dar uma folga no patrimônio comprometido no balanço financeiro em razão de ter o resseguro como garantia de operações.”

IRB, uma luta ainda sem luz no fim do túnel

Segundo Camillo, a Susep tem acompanhado de perto os problemas enfrentados pelo IRB Brasil Re, com a uma crise iniciada por fraude contábil. Com todo o desgaste da imagem institucional, o ressegurador ainda foi atropelado por perdas relevantes em contratos deficitários e perdas na carteira agrícola. Um fato que mostra o problema é a queda das ações de R$ 44 para R$ 1 hoje em dia. Os acionistas, Bradesco e Itaú, fizeram um aporte de R$ 1,2 bilhão, além da entrada de recursos com vendas de ativos. “Temos lutado para manter a luz no fim do túnel, mas não esta fácil. Mas vemos o comprometimento desta gestão em manter o IRB, que detém algo entre 25% e 30% de market share, como um player importante na disputa deste mercado, que conta hoje com 120 resseguradores, entre locais, admitidos e eventuais”, disse. 

Alper registra expansão de 91,8% em sua receita líquida

marcos couto alper seguros

Fonte: Alper

A Alper Consultoria em Seguros encerrou o terceiro trimestre do ano com crescimento de 91,8% na sua receita líquida na comparação com o mesmo período de 2021, para R$ 69 milhões. O Ebitda ajustado atingiu R$ 13,4 milhões, com expansão de 114,7%. No acumulado do ano, a receita líquida apresentou avanço de 73,2% e o Ebitda ajustado ficou em R$ 35,2 milhões, com margem de 20,5%. 

De acordo com o CEO, Marcos Couto, o resultado reflete uma série de iniciativas orgânicas e aquisições que a empresa vem realizando. Entre elas, o executivo destaca a aquisição da Almeida Budoya, uma das maiores e mais tradicionais corretoras do interior de São Paulo, e a maior aquisição da Alper até hoje. “Seguimos ganhando escala com M&A. O resultado do trimestre já incorpora boa parte da receita da Almeida Budoya. Além do forte crescimento orgânico na maioria das unidades de negócio, com destaque para Riscos Corporativos, Transporte e Agro”, revela. Nos últimos cinco anos a Alper realizou a aquisição de 12 corretoras, o que representa cerca de R$ 122 milhões em receita anual. 

Couto destaca ainda o forte desenvolvimento digital que vem contribuindo para o crescimento orgânico da companhia. Entre as iniciativas nesta área estão o Alper Digital, programa de aceleração de startups que está em sua quarta edição; o Desenvolvimento de plataformas digitais para a unidade Agro, voltada para o gerenciamento de riscos, contribuindo para identificar possíveis falhas no processo e evitando sinistros, entre outros. 

Vale destacar ainda o aumento na diversificação de receita da Alper. Entre as unidades da companhia, a de Benefícios e Previdência apresentou crescimento de 40,7%, Riscos Corporativos avançou 180,8%, Transportes registrou expansão de 120,2% e Automóveis alta de 44,3%. Já o Agro registrou o surpreendente crescimento de 1.081,9%, puxado, principalmente, pela aquisição da JDM e pela parceria com a AgroGalaxy, além do excelente desempenho do setor no Brasil desde o ano passado. 

“Nossos números revelam que estamos no caminho certo de crescimento e consolidação do mercado de corretagem de seguros. Estamos sempre atentos às inovações tecnológicas que possam agregar ao nosso negócio. Além disso, continuamos com forte apetite por aquisições e seguimos atentos às oportunidades do mercado”, afirma Couto.